Categoria: Política

  • PDT oficializa candidatura de Leila Barros ao governo do DF

    PDT oficializa candidatura de Leila Barros ao governo do DF

    Joe Valle, também do PDT, será vice. Anúncio foi feito durante convenção da sigla, nesta quinta-feira (4)

    O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou, nesta quinta-feira (4), a candidatura de Leila Barros ao governo do Distrito Federal. O ex-deputado distrital Joe Valle (PDT) será o candidato a vice-governador.

    A sigla se reuniu para o anúncio em uma convenção, na sede do partido, em Brasília. Esta será a primeira vez que Leila concorre ao Palácio do Buriti.

    Aos 50 anos, a ex-jogadora de vôlei nascida em Taguatinga está no primeiro mandato como senadora, e foi secretária de Esporte e Lazer do DF na gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Em 2018, pelo PSB, Leila foi eleita senadora com mais de 467 mil votos, ficando em primeiro lugar na disputa.

    No Senado, a parlamentar ocupa o posto de Procuradora da Mulher e tem a defesa das mulheres e o incentivo ao esporte como principais bandeiras. Em agosto do ano passado, a congressista migrou para o Cidadania, após divergências com o comando do PSB.

    A passagem pelo Cidadania foi breve e, no primeiro semestre deste ano, ela se filiou ao PDT depois que o Cidadania iniciou processo de federação com o PSDB.

    Prazos eleitorais

    As siglas têm até esta sexta-feira (5) para deliberar sobre a formação de coligações e escolher candidatas e candidatos que vão disputar as eleições. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.

    O primeiro turno da eleição para presidente, governador, senador, e deputados federais e distritais está marcado para 2 de outubro de 2022, e, eventual segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.

    Fonte: G1

  • Flávia Arruda, a pior deputada do DF

    Flávia Arruda, a pior deputada do DF

    A deputada Flávia Arruda (PL), agora candidata ao Senado, foi avaliada como a pior parlamentar do Distrito Federal, segundo o Índice Legisla Brasil. Numa escala de cinco estrelas, onde cinco é excelência no trabalho parlamentar, Flávia ficou com apenas duas estrelas. Erika Kokay (PT), Paula Belmonte (Cidadania), Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos) e Luís Miranda (União Brasil) foram contemplados com as cinco estrelas. Celina Leão (PP), lançada candidata a vice-governadora, na chapa de Ibaneis Rocha (MDB), e Professor Israel Batista (PSB) ficaram com quatro estrelas. Bia Kicis (PL) recebeu três estrelas.

    A nota de cada parlamentar é calculada a partir de indicadores como a produção legislativa (elaboração, análise e votação de marcos legislativos), a ação fiscalizadora em relação ao Executivo Federal; capacidade de articular e cooperar com outros agentes políticos; e fidelidade partidária (alinhamento partidário em relação à votação da maioria do seu partido).

  • Arruda volta a ficar inelegível

    Arruda volta a ficar inelegível

    O ministro do STJ Gurgel de Faria, relator de processo que discute inelegibilidade de Arruda, revogou decisão proferida durante recesso

    O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gurgel de Faria revogou a decisão que liberava o ex-governador José Roberto Arruda para concorrer nas eleições deste ano.

    Em 6 de julho, durante o recesso do Judiciário, o presidente do STJ, ministro Humberto Martins, concedeu liminar a Arruda para afastar a inelegibilidade e restabelecer os direitos políticos do ex-governador, condenado em dois processos por improbidade administrativa.

    Gurgel, que é o ministro relator do caso no STJ, revogou a decisão no primeiro dia após a volta do recesso. Assim, Arruda volta a tornar-se inelegível.https://d-41590821251042544420.ampproject.net/2207181727000/frame.html

    O ministro entendeu que o pedido feito pela defesa de Arruda, para suspender os efeitos das condenações, já havia sido negado por ele anteriormente. Gurgel também considerou inadequada a solicitação de liminar por meio de nova tutela provisória.

    Campanha

    O ex-governador, um dos protagonistas do Mensalão do DEM e um dos principais personagens da Operação Caixa de Pandora, está em campanha para deputado federal.

    Agora, porém, fica mais difícil que eventual candidatura do ex-governador seja consolidada, pois depende apenas de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a retroatividade da nova Lei de Improbidade.

    Condenações

    Arruda foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), em segunda instância, por pagar propina de R$ 50 mil para obter o apoio da ex-deputada Jaqueline Roriz e do marido dela, Manoel Neto, em 2006.

    O TJDFT também condenou o ex-governador em outro processo, que trata de suposto prejuízo provocado aos cofres públicos devido a esquema de corrupção que superfaturava contratos de empresas de informática.

    Fonte: Metrópoles

  • José Roberto Arruda parte pra cima de Gilvan Máximo durante convenção no DF

    José Roberto Arruda parte pra cima de Gilvan Máximo durante convenção no DF

    Arruda desferiu um tapa em direção ao rosto de Gilvan, que pegou de raspão. O ex-secretário tentou revidar, mas foi contido por pessoas que estava próximo a ele

    Durante a convenção do MDB, neste domingo (31), que oficializou a candidatura à releição de Ibaneis Rocha, houve um tumulto no palanque provocado por José Roberto Arruda. A informação é do Metrópoles.

    O ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, deixa a superintendência da Polícia Federal abraçado com sua esposa, Flávia Arruda, no banco de trás de uma pickup – Foto: José Cruz

    Segundo fontes, Arruda teria se aproximado do ex-secretário de Ciência e Tecnologia Gilvan Máximo e teria proferido impropérios, entre os quais chamou Gilvan de “vagabundo”.

    “Você não tinha que estar aqui, seu vagabundo”, teria dito Arruda ao ex-secretário, que é filiado ao Republicanos, partido que ainda não fechou oficialmente a aliança com a chapa.

    José Roberto Arruda – Foto: Reprodução TV

    Na sequência, Arruda desferiu um tapa em direção ao rosto de Gilvan, que pegou de raspão. O ex-secretário tentou revidar, mas foi contido por pessoas que estava próximo a ele.

    Flávia, mulher de Arruda e candidata ao senado, foi uma das que interveio para evitar o pior.

    Fonte: brasil247.com

  • Eleições 2022: MDB oficializa candidatura de Ibaneis Rocha para reeleição ao GDF

    Eleições 2022: MDB oficializa candidatura de Ibaneis Rocha para reeleição ao GDF

    Anúncio foi feito durante convenção da sigla, neste domingo (31). Celina Leão (PP) concorre a vice e Flávia Arruda (PL) disputa o Senado pela chapa

    O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) oficializou, neste domingo (31), a candidatura do governador Ibaneis Rocha para reeleição ao governo do Distrito Federal. A vice na chapa é a deputada federal Celina Leão (PP).

    Já a deputada federal e ex-ministra-chefe da Secretaria de Governo da gestão Jair Bolsonaro (PL), Flávia Arruda (PL), vai concorrer ao Senado na composição, aprovada por unanimidade. O anúncio foi feito na convenção conjunta do MDB, PP e PL, realizada nesta manhã.

    Ibaneis Rocha, de 51 anos, é natural de Brasília e foi o primeiro governador nascido na capital. Advogado formado em direito pelo UniCeub em 1993, atuou na advocacia por 25 anos e se tornou conhecido no meio jurídico candango, mas não tinha visibilidade entre a população do DF.

    Entre 2013 e 2015, foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF). Em 2018, concorreu pela primeira vez em eleições, e foi eleito governador do DF, com 69,79% dos votos válidos.

    Ibaneis afirma que, depois de enfrentar a pandemia por mais da metade do mandato, quer retomar projetos e ações que foram prejudicadas pelo período de restrições.

    Prazos eleitorais

    As siglas têm até o dia 5 de agosto para deliberar sobre a formação de coligações e escolher candidatas e candidatos que vão disputar as eleições. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.

    O primeiro turno da eleição para presidente, governador, senador, e deputados federais e distritais está marcado para 2 de outubro de 2022, e, eventual segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.

    Fonte: G1

  • A seis meses do fim do mandato, Ibaneis cumpriu 30% das promessas de campanha

    A seis meses do fim do mandato, Ibaneis cumpriu 30% das promessas de campanha

    De 57 promessas feitas pelo governador nas eleições de 2018, 17 foram totalmente cumpridas. Outras 16 foram cumpridas em parte e 24, não foram atendidas

    Três anos e meio após o início do mandato à frente do governo do Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB) cumpriu cerca de 30% das promessas feitas durante a campanha de 2018. Do total de 57 compromissos, 17 foram totalmente cumpridos, 16 tiveram cumprimento parcial (28%), e 24 não foram atendidos (42%).

    Os dados fazem parte de um levantamento feito, ano a ano, pelo g1. A relação completa das promessas e os seus andamentos está na página especial “As promessas dos políticos”.

    Para selecionar as promessas em 2018, o g1 considerou o que pode ser claramente cobrado e medido. A avaliação final será feita ao término do mandato.

    Divisão por área

    Segundo o levantamento, o maior número de promessas cumpridas foi nas áreas de administração geral, economia e saúde.

    No sentido contrário, as áreas de direitos humanos e sociais, habitação, mobilidade urbana, esporte, e transparência não tiveram nenhuma promessa totalmente cumprida. Veja os dados por área abaixo:

    • Administração: 3 promessas cumpridas, 3 parcialmente cumpridas e 2 não cumpridas.
    • Direitos humanos e sociais: 1 parcialmente cumprida e 2 não cumpridas.
    • Economia: 2 cumpridas e 1 parcialmente cumprida.
    • Educação e cultura: 4 cumpridas, 2 parcialmente cumpridas e 4 não cumpridas.
    • Esporte: 2 parcialmente cumpridas e 1 não cumprida.
    • Habitação: 2 não cumpridas.
    • Infraestrutura: 1 cumprida, 3 cumpridas parcialmente e 4 não cumpridas.
    • Meio ambiente: 2 cumpridas, 1 parcialmente cumprida e 2 não cumpridas.
    • Mobilidade urbana: 1 parcialmente cumprida e 3 não cumpridas.
    • Saúde: 3 cumpridas, 1 parcialmente cumprida e 2 não cumpridas.
    • Segurança pública: 2 cumpridas, 1 parcialmente cumprida e 1 não cumprida.
    • Transparência: 1 não cumprida.

    Metodologia

    A reportagem acompanha durante os quatro anos de mandato os cumprimentos das promessas de campanha dos políticos.

    Quais são os critérios para medir as promessas?

    • Não cumpriu ainda: quando o que foi prometido não foi realizado e não está valendo/em funcionamento
    • Em parte: quando a promessa foi cumprida parcialmente, com pendências
    • Cumpriu: quando a promessa foi totalmente cumprida, sem pendências

    Ou seja, se a promessa é inaugurar uma obra, o status é “cumpriu” apenas se a obra já tiver sido inaugurada; caso contrário, é “não cumpriu”. Se a promessa é construir 10 hospitais e 5 já foram inaugurados, o status é “em parte”. Se a promessa é inaugurar 10 km de uma rodovia e 5 km já foram entregues à população, o status é “em parte”.

    Observação: há casos em que não é possível avaliar o andamento da promessa, e o status é dado como “não avaliado”.

    Fonte: CB

  • Deputada Paula Belmonte anuncia pré-candidatura ao governo do DF

    Deputada Paula Belmonte anuncia pré-candidatura ao governo do DF

    Parlamentar ainda deve disputar com o senador Izalci Lucas a vaga ao Buriti pela federação PSDB-Cidadania

    A deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF) foi lançada como pré-candidata ao Governo do Distrito Federal pela Federação PSDB-Cidadania, na noite desta terça-feira (19/7). Agora, a parlamentar enfrenta outro desafio: a disputa com o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), presidente do colegiado na capital, que também quer concorrer ao cargo.

    Belmonte afirmou que a escolha se deu por articulação política. “Nós entendemos o trabalho do senador Izalci. Só que ele, e isso foi colocado na reunião de federação, ele é um candidato de si próprio”, disse. “A gente não pode trazer uma candidatura com tanta responsabilidade para o Distrito Federal, com necessidade de transformação, com as pessoas passando fome, com a saúde do jeito que está, fazer isso ser uma candidatura sozinha”, concluiu.

    O presidente nacional do Cidadania, Paulo Freire, também afirmou que a federação deve fazer novas análises pela escolha do nome ao GDF. “Vamos ter discussões no colegiado da federação do Distrito Federal, articulação com outras forças políticas e, óbvio, a definição a partir da viabilidade política eleitoral e, principalmente, aqueles que tenham condições efetivas de articular uma grande frente”, disse, em vídeo divulgado ao lado de Belmonte.

    Procurado pela reportagem, Izalci respondeu, em nota, que segue na disputa ao Buriti. “A Federação decidiu lançar uma candidatura própria, o que é um movimento importante para a indicação do meu nome porque sempre fui contra a ideia de apoiar outra candidatura ao governo. Continuo candidato ao governo pela Federação”, diz o comunicado.

    Belmonte e Izalci Lucas disputam quem vai ser o candidato pelo colegiado nacional que une as legendas. De um lado, o partido da deputada tem mais votos na capital e, de outro, o senador tem a maioria no grupo nacional — formado por 15 membros do PSDB e quatro do Cidadania.

    Fonte: CB

  • Ex-governador Arruda visita Bolsonaro para tratar das eleições e diz que será candidato a deputado federal

    Ex-governador Arruda visita Bolsonaro para tratar das eleições e diz que será candidato a deputado federal

    Ibaneis Rocha (MDB), que é candidato à reeleição também foi chamado para encontro. Ex-ministra Damares Alves (Republicanos) e deputada federal Flávia Arruda (PL), possíveis candidatas ao senado, participaram da conversa

    O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PL) se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro (PL), no Palácio do Planalto, durante a tarde desta terça-feira (19) e anunciou sua candidatura a deputado federal nas eleições de outubro. Arruda, até então, era tido como candidato ao governo de Brasília.

    O atual governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), que ao lançar a pré-candidatura à reeleição disse que queria ter Bolsonaro no palanque, também foi chamado, depois da chegada de Arruda.

    Ao chegar, Arruda disse que sua candidatura “dependeria da conversa com o presidente”. Na saída, para surpresa de quem apostava que o político tentaria voltar ao Palácio do Buriti, informou que vai disputar uma vaga à Câmara dos Deputados.

    “Como eu estou voltando para a vida pública, eu venho com muita humildade e vou disputar, se for possível, uma cadeira na Câmara federal”, disse Arruda.

    Vaga ao Senado

    O encontro no Palácio do Planalto ocorreu depois de o governador Ibaneis ter anunciado, na noite da quarta-feira (13), a chapa majoritária para a reeleição composta pela deputada federal Celina Leão (PP) como vice-governadora e a ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves (Republicanos) para o Senado Federal.

    Damares também foi chamada para a conversa no Palácio do Planalto. Assim como a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), que foi ministra da Secretaria de Governo de Bolsonaro por um ano, e é pré-candidata ao Senado Federal pelo DF.

    Até Ibaneis Rocha anunciar a chapa com Damares, Flávia era apontada como o nome a ser levado aos palanques com o atual governador de Brasília. Ao final da reunião desta terça, Ibaneis, Flávia Arruda e José Roberto Arruda disseram que Damares retirou a candidatura ao Senado. A própria Damares não quis falar.

    Ibaneis também não apoia a candidata do partido dele, Simone Tebet (MDB) à presidência. Ao lançar a pré-candidatura, ele afirmou: “Consolidamos, aqui, no Distrito Federal um belíssimo palanque para o nosso presidente Jair Messias Bolsonaro”.

    Direitos políticos de Arruda

    No Palácio do Planalto, nesta terça (19), Arruda também comentou a medida liminar (decisão provisória) concedida pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, que restabeleceu os direitos políticos do ex-governador e, com isso, permitiu que ele se candidate nas próximas eleições.

    “Esperava que sim [ser elegível nestas eleições]. Acho que depois de tantos anos de dificuldade, eu fico muito feliz de poder voltar à vida pública”, disse Arruda.

    Eleições no DF

    O Distrito Federal tem 10 pré-candidatos a governador nas eleições de 2022. Além de Ibaneis Rocha (MDB), que concorre à reeleição, Robson da Silva (PSTU), Izalci Lucas (PSDB), Leandro Grass (PV), Lucas Salles (DC), Keka Bagno (PSOL), Leila Barros (PDT) , Rafael Parente (PSB), José Antônio Reguffe (União Brasil) e Winston Lima (PRTB) querem o voto do morador de Brasília para ocupar o Palácio do Buriti.

    Em 13 de dezembro, a diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro), Rosilene Côrrea, foi anunciada pelo PT como pré-candidata ao GDF. No entanto, em 31 de março, o diretório nacional do partido emitiu uma nota em que retirou Rosilene da disputa. Em 4 de junho, o PT declarou apoio a Leandro Grass.

    Em 20 de dezembro de 2021, o PC do B anunciou João Vicente Goulart como pré-candidato ao GDF. No entanto, em 6 de junho, a sigla, após se unir à federação com o PT e o PV, declarou apoio à Leandro Grass.

    Calendário para as eleições 2022

    O período para a realização das convenções, pelos partidos, para decidir quem será candidato, começa em 20 de julho, segundo determinação da Justiça Eleitoral. O prazo para fazer o pedido de registro da candidatura vai até 15 de agosto.

    O primeiro turno das eleições está marcado para 2 de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se houver segundo turno para presidente e/ou governador, a votação será em 30 de outubro.

    “As datas correspondem ao primeiro e último domingo do mês, conforme prevê a Constituição Federal”, aponta o TSE.

    Presidente e governadores eleitos tomam posse em 1º de janeiro de 2023.

    Fonte: G1

  • Como pesquisadora abandonou militância de direita para votar em Lula

    Como pesquisadora abandonou militância de direita para votar em Lula

    Michele Prado se dizia de direita. Foi às ruas pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) e votou em Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições de 2018. Assistiu de camarote à ascensão do bolsonarismo, em grupos dos quais fazia parte nas redes sociais, e diz que o voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é hoje o único caminho para evitar o avanço da extrema direita no país.

    “É a coisa mais fácil do mundo você entrar para uma comunidade com crenças extremistas e se radicalizar sem perceber. E eu vi isso de perto”, diz Prado.

    Autora do livro “Tempestade Ideológica — bolsonarismo: a alt-right e o populismo i-liberal no Brasil” (Lux, 2021), Michele atualmente se considera de centro. No livro, ela apresenta uma visão de dentro sobre como atuam os grupos direitistas no país.

    Aos 43 anos, relata ter sido extremamente ativa em fóruns e discussões da direita, desde o Orkut (rede social de ampla adesão dos brasileiros e que funcionou entre 2004 e 2014) até grupos de WhatsApp bem atuantes na eleição de Bolsonaro em 2018.

    “Passei por um processo de desradicalização”, conta ela. Foi entre 2018 e 2019, já nos grupos de WhatsApp, que percebeu “uma escalada de ódio” e disse ter lido mensagens em defesa de golpes institucionais. Quando tentou questionar isso internamente, afirmou não ter recebido nenhuma abertura para apresentar qualquer ponto de vista que fosse diferente.

    Me taxaram de louca, histérica… Falaram que eu estava viajando, que via fascismo em tudo.”

    Designer de interiores, passou a pesquisar por conta própria o fenômeno de ascensão da direita pelo mundo e enfrentou uma enxurrada de xingamentos daqueles com quem, até então, identificava-se ideologicamente. Foi quando decidiu alertar outras pessoas sobre como funcionam os grupos da extrema direita no país.

    “Eu fui xingada de puta pra baixo, menina!”

    No início, conta, a agressividade não era tão clara entre os grupos. “É assim que começa a cooptação deles, é aos poucos”. Como exemplo de atuação nas redes, relata que no Facebook ela participava de um grupo que convocava militantes para “dar risadas” em posts de esquerdistas nas redes sociais.

    Eram milhares de pessoas comentando “ha-ha” [abreviação de risadas], inundando aquele feed de comentários que nem pareciam inofensivos, mas incomodavam. Na época eu não sabia que isso era uma técnica da alt-right.”

    Prado explica que a alt-right (abreviação de alternative right, que significa “direita alternativa” em português) reúne a direita radical e a extrema direita. A diferença entre elas é que a última busca uma “ruptura institucional”.

    “A direita radical ainda consegue viver numa democracia liberal. Mas a extrema direita não, ela é antidemocrática”, observa.

    Para ela, o bolsonarismo é intimamente ligado à alt-right e fruto da propagação de correntes de direita por todo o mundo, em especial nos Estados Unidos. O modelo, explica, foi importado ao país pelo escritor e astrólogo Olavo de Carvalho, um dos gurus da direita brasileira.

    Alunos de Olavo, os “olavetes”, passaram a ganhar destaque nas redes e a indicar postagens uns dos outros para os seus seguidores. “Virou uma confraria”, conta Prado, que detalha como a bolha direitista passou a ser cada vez mais fechada.

    Segundo ela, primeiro os influenciadores reuniam diversos grupos para criticar o PT. Aos poucos, introduziam outros temas, como críticas às cotas raciais.

    “A maioria não fala explicitamente que é contra as cotas raciais. Eles vão pelas beiradas. Primeiro dizem que quem defende cota racial é ‘anti-branco’, depois falam em biodiversidade humana, que todos são diferentes e por isso todos devem ser tratados igualmente. E aí concluem que determinadas raças e etnias não podem ter leis diferentes das leis dos outros.”

    A estratégia também inclui postagens orquestradas, onde vários influenciadores divulgam opiniões semelhantes sobre um mesmo tópico com poucas horas de diferença nas redes sociais. O objetivo, diz Prado, é manter viva a discussão e replicar apenas as mesmas visões, uma estratégia chamada “câmara de eco” por pesquisadores.

    “Quando se vê dois influenciadores falando a mesma coisa, por mais estranho que seja o que estão falando, quem vê de fora já começa a achar que houve uma legitimação ali. E isso faz com que achem que só pode estar correto o que eles disseram.”

    Sem chance para a 3ª via

    Com a polarização cada vez mais forte entre Bolsonaro e Lula, Michele Prado afirma que não há como escapar de escolher entre apenas um dos dois: “Não dá mais tempo de investir em uma terceira via”.

    Pela primeira vez em seus 43 anos, conta, votará no PT. E a escolha de Geraldo Alckmin (PSB) como o vice de Lula teve forte peso sobre a sua decisão.

    “Me ajudou muito, porque, olha só, eu sempre votei no PSDB e sempre achei o Alckmin um ótimo candidato, um ótimo político.”

    Ela afirma que admira que Lula e Alckmin tenham selado uma aliança “em prol de um projeto para o país” após anos de polarização entre PT e PSDB, o antigo partido de Alckmin.

    Defensora de que o país abrace projetos de desradicalização, como faz a ONG americana “Life after Hate” (em português, “a vida depois do ódio”), alerta que o processo depende de um acolhimento e critica uma ala da esquerda que não apoia a união com ex-bolsonaristas.

    “É difícil sair de um grupo desses, onde você tem a sensação de pertencimento, porque aí você pode ser atacada por este mesmo grupo e ainda ser esculachado pelo outro.”

    Assassinato em Foz: tragédia anunciada

    “Desde 2020 eu tinha certeza de que a tendência era piorar a radicalização e que a gente teria atentados de terrorismo doméstico da extrema direita no Brasil”, diz ela em referência ao assassinato de um petista por um bolsonarista no sábado (9) em Foz do Iguaçu (PR).

    Uma reportagem da DW mostra como os perfis de Jorge Guaranho, autor do crime em Foz, tratavam pouco de política antes de 2018 e passaram a apresentar postagens cada vez mais radicais após a eleição de Bolsonaro.

    “Essa reportagem mostra a linha do tempo, as pegadas digitais desse rapaz, que é o que a gente faz quando a gente está estudando o extremismo”, afirma ela. A radicalização, explica Prado, aumentou muito durante a pandemia de covid-19 por causa do maior tempo gasto na internet.

    Um levantamento da antropóloga Adriana Dias, pesquisadora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) indica um crescimento de 270,6% de grupos neonazistas no Brasil entre janeiro de 2019 e maio de 2021. Outra pesquisa, feita pela Safernet, aponta um aumento de 60,7% de denúncias sobre neonazismo na web no país entre 2020 e 2021.

    O extremismo não é só a morte violenta, viu?”

    “O extremismo se materializa em políticas públicas, onde você exclui e persegue grupos. Ou volta uma lei, como aconteceu agora nos Estados Unidos com o aborto”, diz ela.

    Michele lançará mais um livro sobre o tema (“Red Pill: Radicalização e Extremismo”). Preocupada com os rumos do país, diz temer que a ascensão direitista e o extremismo se tornem caminhos sem volta no Brasil.

    A radicalização online já virou epidêmica.”

    Fonte: UOL.com

  • Ibaneis anuncia chapa com Celina candidata a vice-governadora e Damares ao Senado

    Ibaneis anuncia chapa com Celina candidata a vice-governadora e Damares ao Senado

    Ao lado de Ciro Nogueira, governador Ibaneis Rocha disse que está “liberado para apoiar a nossa senadora Damares”

    O governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciou que a deputada federal Celina Leão (PP) será a candidata a vice-governadora da chapa em que disputará a reeleição. Ibaneis também informou que a ex-ministra Damares Alves (Republicanos) vai concorrer ao Senado na chapa encabeçada por ele.

    “É um momento em que aqueles que querem realmente caminhar para a melhoria da cidade estão juntos. Recebo com muito carinho Celina Leão como minha vice”, disse Ibaneis.

    O governador tinha antes Flávia Arruda (PL) como pré-candidata ao Senado, mas a composição foi desfeita do outro lado, segundo Ibaneis. “Esse acordo no momento que foi feito não dependia de mais ninguém. Foi feito na minha casa, na mesa onde sentam meus amigos e foi feito olhando no olho sem qualquer condição. Se as condições [deles] se alteraram ao longo do caminho, as minhas não se alteraram. É exatamente nessa linha que sigo. Entro nessa sala com o coração livre, liberto de qualquer acordo que fiz no passado, e daqui para frente quem quiser tratar de qualquer caminho vai ter que sentar e fazer um novo acordo”, declarou, em referência à Flávia e ao marido, o ex-governador José Roberto Arruda.

    O anúncio foi feito na liderança do PP no Senado, na noite dessa quarta-feira (13/7) e contou com a presença dos presidentes nacionais do PP, ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira.

    Anunciada como candidata a vice-governadora da chapa, a deputada federal e presidente regional do PP no Distrito Federal, Celina Leão, disse que o grupo dará palanque para o presidente Jair Bolsonaro (PL) na capital da República. “Essa é uma chapa que irá apoiar o presidente Bolsonaro”, declarou.

    Damares disse que a noite é “histórica”. “Eu acredito que o que acontece aqui será repassado para o Brasil inteiro. É efeito cascata, não tem jeito. Vamos levar para o Brasil inteiro. Estamos no processo de transformação de nação”, assinalou a ex-ministra.

    Ciro Nogueira afirmou que “a união de Bolsonaro com Ibaneis é importante para a reeleição dos dois”. “A população não vai retroceder. O sentimento da reeleição é que as pessoas estão prosperando. Ninguém vai arriscar”, disse.

    Os partidos que apoiam a reeleição de Ibaneis tentaram, até as 19h, um acordo para que o grupo político do ex-governador José Roberto Arruda (PL) integrasse a nova chapa.

    A ideia era que a ex-ministra e deputada federal Flávia Arruda (PL) saísse como a candidata oficial ao Senado. Nesse cenário, a ex-ministra da Mulher Damares Alves concorreria de forma avulsa à mesma cadeira. Arruda, então, disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados.

    O acordo seria chancelado com a divulgação de um vídeo pelo ex-titular do Palácio do Buriti garantindo apoio à reeleição do atual governador. Não houve a gravação.

    “Convidamos [o PL] na hora do almoço. Nem o PP e PRB poderiam esperar para mais um campanha indefinida em Brasília, campanha onde tínhamos palanque do Senado garantido ao PL. É momento de se posicionar. É para quem tem coragem de liderar”, declarou Celina.

    A candidata anunciada a vice de Ibaneis também lembrou que houve investidas dos partidos aliados para que um acordo fosse construído a fim de abrigar o grupo dissidente. “Infelizmente, isso não construiu.”

    Fonte: Metrópoles