Categoria: Negócios

  • Imperial Diesel: 30 anos de tradição

    O casal Agnaldo e Maria Celestina – fundadores da empresa Imperial Diesel, há 30 anos em Taguatinga Sul –   (Foto: Divulgação)
       Com uma história marcada por dedicação, experiência, conhecimento técnico e compromisso com a qualidade, a Imperial Diesel se consolidou como uma das principais referências em manutenção de veículos a diesel no Distrito Federal. Fundada há três décadas pelo casal Agnaldo Gonçalves de Oliveira e Maria Celestina, a empresa carrega em sua essência uma trajetória que une compromisso, inovação e valores familiares.

    A história do negócio começa ainda na década de 1980, em Goiânia, onde Agnaldo e Maria se conheceram trabalhando em uma empresa do setor diesel que, anos mais tarde, daria nome ao empreendimento próprio do casal. Após o casamento e a mudança para Brasília, decidiram empreender e, inspirados pelo local onde tudo começou, criaram a Imperial Diesel, hoje reconhecida pela excelência em serviços especializados no segmento.

    Empresário Agnaldo Gonçalves, apaixonado pela profissão (foto:arquivo pessoal)
    Com impressionantes 45 anos de experiência na área de bombas injetoras e injeção eletrônica diesel, Agnaldo lidera a parte técnica da empresa, enquanto Maria Celestina é responsável pela gestão administrativa. Moradores de Arniqueira há 26 anos, o casal construiu não apenas uma empresa sólida, mas também uma relação de confiança com clientes que atravessa gerações.

    Localizada na QSE Área Especial 15, lote 14, no Setor de Oficinas de Taguatinga Sul, a Imperial Diesel atua na manutenção e reparação de sistemas diesel, sendo uma autorizada Bosch Diesel Center, referência mundial no segmento. A empresa conta com equipamentos de alta precisão e tecnologia de ponta para diagnósticos e reparos em bombas injetoras, bicos injetores e sistemas eletrônicos, garantindo serviços rápidos, eficientes e com alto padrão de qualidade.

    Tecnologia em equipamentos de ponta, com qualificação profissional – segredo para o sucesso (fot:divulgação)
    Ao longo dos 30 anos de atuação, a empresa sempre investiu na atualização tecnológica de seus laboratórios e na capacitação contínua de sua equipe técnica. O compromisso com a excelência é refletido na missão de oferecer soluções completas e precisas, priorizando a satisfação de clientes e parceiros. O início, no entanto, não foi fácil. Como em muitos negócios, o maior desafio era conquistar clientes. Com o passar do tempo, a credibilidade foi sendo construída, principalmente por meio de indicações. Hoje, a Imperial Diesel mantém clientes desde sua fundação, que por sinal, muitos deles, transformados em amigos ao longo da jornada.

    A escolha por Taguatinga como sede do negócio foi estratégica. A região conta com um setor específico voltado para oficinas, o que contribuiu para o desenvolvimento da empresa e sua consolidação no mercado. Atenta às transformações do setor, a empresa acompanha um perfil de consumidor cada vez mais exigente, que busca qualidade, preço justo e confiança. Nesse cenário, a Imperial Diesel segue firme, mantendo uma boa demanda e reafirmando seu compromisso com o bom atendimento.

    Mais do que crescimento, o futuro da empresa está diretamente ligado à continuidade de um legado. Construída com esforço, dedicação e paixão pelo que faz, a Imperial Diesel projeta sua história para as próximas gerações da família, com o objetivo de manter vivos os valores que sempre nortearam sua trajetória: honestidade, dedicação e amor pelo trabalho.

     

  • Algo Mais: tradição e resistência no comércio de Arniqueira

    Comerciante Paulo Roberto, há 16 anos acreditando no desenvolvimento de Arniqueira (foto: JCBertolucci)

         Há mais de 16 anos, a loja de materiais de construção Algo Mais faz parte da história do Areal, em Arniqueira. À frente do empreendimento está o comerciante Paulo Roberto Messias dos Santos, de 65 anos, que encontrou na região o lugar ideal para recomeçar a vida e investir no próprio negócio após retornar dos Estados Unidos.  A empresa foi fundada em 2009, pouco tempo depois de sua volta ao Brasil. Diante da necessidade de se estabelecer financeiramente e sustentar a família — especialmente com duas filhas  pequenas estudando em escola particular —, Paulo decidiu empreender.

    Antes de abrir o negócio, buscou orientação no Sebrae, onde recebeu a recomendação de investir em Brasília. Determinado a não ficar parado, iniciou rapidamente o projeto. Com algum capital disponível e disposição para trabalhar – virtude que nunca lhe faltou, Paulo apostou na abertura da loja.

    Conforme o comerciante, o início foi promissor. “Janeiro, fevereiro e março foram bons demais, vendemos muito”, relembra.  Inicialmente, a ideia dele era abrir o comércio em outra região, como Ceilândia. No entanto, uma indicação acabou mudando os planos. Ao conhecer o ponto comercial no Areal, decidiu investir ali mesmo. Morando nas proximidades do Taguaparque, viu na região uma oportunidade estratégica e deu início à trajetória da Algo Mais.  O nome da empresa nasceu em família. Em uma reunião com a esposa e as filhas, diversas sugestões foram colocadas em pauta até que “Algo Mais” fosse escolhido — uma proposta que representava o compromisso de oferecer sempre um diferencial aos clientes.

    Instalada na QS 11, Conjunto G, Lote 11, Loja 01, a loja conta atualmente com cerca de 12 mil itens, oferecendo ampla variedade de produtos para construção e reformas.  Nos primeiros anos de funcionamento, o cenário era bastante diferente do atual. Havia apenas duas lojas do segmento na região, o que favorecia o crescimento do negócio. “Era excelente. Ficamos por anos praticamente só nós e mais uma loja”, conta o comerciante. Com o passar do tempo, o comércio local se expandiu. Hoje, cerca de 35 estabelecimentos atuam no mesmo segmento nas proximidades. Apesar da concorrência, Paulo vê a situação com naturalidade e destaca o comportamento do consumidor. “O cliente pesquisa, compara preços e escolhe onde comprar. Muitas vezes, o atendimento faz a diferença, mesmo quando o preço não é o menor”, avalia.

    Mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo país, ele afirma que o negócio segue firme, sustentado por princípios que considera fundamentais. “O comércio não está fácil para ninguém, mas, com dignidade, honestidade e fé, seguimos trabalhando e superando as dificuldades”, conclui o lojista veterano de Arniqueira.

  • A pergunta de sempre

    A pergunta de sempre

    O caso do banco Master vem povoar a história de maus feitos de gente graúda. Desde o último ano do século 20, com o Banco Marka, passando pela maquiagem de balanços do Banco Panamericano, as fraudes no Opportunity de Daniel Dantas e de Naji Nahas, os escândalos do Mensalão, da Lava Jato, o grupo X de Eike Batista, o time de vôlei de ex-governadores do RJ presos por corrupção, os muitos casos de desvios no INSS, todos eles têm muita coisa em comum. As operações da Polícia Federal que revelam fraudes e golpes contra o Erário, e, em última análise, contra a própria sociedade civil tem mais semelhanças que suas denominações engraçadas – ou, no mínimo, curiosas (Papel Furado, Roleta Russa, Papa Léguas, Sem Desconto, Deus Tá Vendo, Psicose e muitas outras). Expedem-se mandados de prisão, os responsáveis ficam presos (uns por mais tempo, outros por menos), mas ao fim e ao cabo, as prisões são confortáveis e nenhum dos envolvidos cumpre a pena integralmente. Isso quando chegam a julgamento. Advogados hábeis descobrem falhas no processo investigativo e terminam por conseguir a anulação dos processos graças àquilo que muitos chamam de filigranas jurídicas.

    Ibaneis Rocha, Governador do Distrito Federal, assegura que os 17 deputados que votaram a favor da venda do BRB para o Master, que são seus aliados na CLDF, votaram por convicção – crédito ilustração

    Mas, voltando ao que interessa mais do que uma prisão dos bandidos por vingança, a pergunta que nunca cala é: Quem vai reparar o s danos causados pela gestão temerária no Master e pelas apostas duvidosas das autoridades que jogaram dinheiro público nessa ciranda financeira? É pouquíssimo provável que os responsáveis pelos bilhões jogados na pirâmide pelo governo do Rio de Janeiro, do Distrito Federal e de dezenas de prefeituras não soubessem que estavam fazendo um investimento de altíssimo risco. De que maneira será garantida a aposentadoria de milhões de pensionistas? Até aqui, tudo indica que será mais uma fatura espetada nas costas de todos nós. Todos, não, porque os banqueiros devem manter seus patrimônios acumulados com seus esquemas bilionários.

  • Por que o BRB não foi liquidado junto com o Banco Master

    Por que o BRB não foi liquidado junto com o Banco Master

    Por João Carlos Bertolucci

    A crise desencadeada pela operação “Compliance Zero” – conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal – atingiu de modo profundo não apenas o Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC), mas também o Banco de Brasília (BRB), implicado na compra de carteiras de crédito de aproximadamente R$ 12,2 bilhões. Segundo as investigações, o Master teria vendido créditos inexistentes e apresentado documentos falsos para justificar as transações junto ao regulador, configurando risco sistêmico e falhas graves de governança. O BC, ao identificar tais práticas, optou pela liquidação do Master para proteger terceiros e preservar a integridade do sistema financeiro. Em contraste, o BRB, embora envolvido diretamente nos negócios questionados, não foi liquidado. Em vez disso, passou por medidas prudenciais, sob avaliação intensificada das autoridades supervisoras.

    A justificativa para o BRB continuar em funcionamento reside em fatores operacionais e institucionais significativos. Como banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal, o BRB possui receitas estáveis advindas do processamento da folha de pagamento do funcionalismo local. Esse fluxo recorrente contribui para manter liquidez e previsibilidade financeira, o que reduz a propensão de saques em massa e fortalece sua capacidade operacional. Tal característica confere ao regulador uma margem de manobra para aplicar medidas corretivas menos drásticas do que a liquidação, apostando na reestruturação administrativa e financeira da instituição.

    Governador do Distrito Federal troca comando do BRB envolvido em operação de R$ 12,2 bilhões com o banco Master (foto divulgação)

    Entretanto, a situação do BRB se agravou politicamente. Em reação à repercussão da operação, o governador do Distrito Federal já afastou o presidente do banco e parte da diretoria, assumindo compromisso público, e indicou um novo nome para a chefia da instituição. Essa mudança de liderança sinaliza não apenas uma tentativa de recompor a governança interna, mas também uma estratégia para restaurar a credibilidade junto à sociedade, aos mercados e às autoridades regulatórias. Ao trocar a diretoria, o governo busca demonstrar proatividade frente à crise, sinalizando que não tolerará práticas irregulares e que está disposto a assumir responsabilidade institucional, em sintonia com as exigências do BC e dos investigadores.

    Ainda assim, a base de servidores públicos como clientes do BRB — referenciada em sua folha de pagamento —, embora seja um pilar de segurança financeira, não elimina todos os riscos. Se for comprovado que ativos adquiridos eram fraudulentos ou de qualidade duvidosa, esse passivo pode corroer reservas e capital regulatório, exigindo provisões elevadas para perdas, o que impactaria a solvência. A substituição da diretoria é um passo importante, mas depende de ações concretas para reestruturação do balanço: o BRB precisará desfazer operações danosas, recompor capital social e reforçar controles internos.

    Banco de Brasília continua a operar mesmo após varredura da Polícia Federal no caso do banco Master (crédito: divulgação)

    Sob esse “efeito sombra” regulatório, o BC pode impor novas restrições — como limitações a dividendos, exigência de reorganização de carteiras de crédito, bloqueio de ativos e possíveis aportes. Se a situação se deteriorar, intervenção ou até liquidação podem ser consideradas, embora, até o momento, autoridades reguladoras optem por manter a operação do banco, dado seu papel social e institucional. Para os clientes (servidores e demais depositantes), não há risco imediato de perda de depósitos, mas é recomendável manter atenção às comunicações do BRB e do BC.

    Em suma, a exoneração da diretoria do BRB pelo governador do DF e a indicação de nova liderança constituem parte de uma estratégia institucional para demonstrar compromisso com a governança e a transparência. A base de clientes estável e previsível — composta em grande parte por servidores públicos — oferece um amortecedor financeiro importante, mas não substitui a necessidade de uma reestruturação profunda. O BRB, no momento, vive uma fase delicada: sob fiscalização reforçada e com risco elevado de sanções, mas ainda operando com base em seus pontos fortes. Cabe acompanhar os desdobramentos regulatórios, judiciais e financeiros para avaliar se a recomposição será bem-sucedida ou se medidas mais drásticas serão necessárias.

    Deputados da distritais querem CPI do BRB/Master

    Comissão na Câmara Legislativa do Distrito Federal pretende apurar tentativa de compra de R$ 2 bilhões, suspeitas de gestão fraudulenta, uso indevido de recursos públicos, além de irregularidades apontadas na Operação Compliance Zero. A CPI deve analisar todo o processo, desde a aprovação da compra pelo conselho do banco público até o veto do negócio pelo BC (Banco Central) e a liquidação extrajudicial do Master.

    O documento cita possíveis práticas de gestão fraudulenta e temerária, mencionadas pela PF (Polícia Federal) na Operação Compliance Zero, que levou à prisão do controlador do Master, Daniel Vorcaro, e ao afastamento judicial da diretoria do BRB.

    O texto ainda pontua que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), defendeu publicamente a operação, justificando que iria “salvar” as operações do Master e que “fortaleceria o BRB, ampliaria sua competitividade e geraria dividendos revertidos em obras e políticas”.

    Por que só o Master foi liquidado?

    Segundo os especialistas, a principal diferença reside na condição financeira. O BC concluiu que o Master não tinha mais condições seguras de operar, enquanto o BRB — que é um banco público — segue apresentando resultados positivos.

    “O Banco Central aplica soluções diferentes para cada situação. A liquidação ocorre quando o problema é considerado irrecuperável. Já medidas corretivas e sancionatórias graduais são adotadas quando ainda é possível preservar a instituição”, afirma Vanderlei Garcia Jr., doutor em Direito Civil pela USP, especialista em Direito Contratual e Societário e sócio do Ferreira & Garcia Advogados.

    Segundo ele, o BC já havia identificado no Master uma grave crise de liquidez, forte deterioração econômico-financeira e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. O BRB, contudo, não apresenta quadro equivalente de insolvência ou risco sistêmico — “ao menos com as informações públicas disponíveis até agora”.

  • Governo do DF nega prejuízo aos cofres públicos após liquidação do Master

    Governo do DF nega prejuízo aos cofres públicos após liquidação do Master

    Fachada do Banco Master na cidade de São Paulo, nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025  • WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

    A Secretaria de Economia do Governo do Distrito Federal informou à CNN Brasil que a Operação Compliance Zero não vai afetar os cofres públicos do DF. O Governo é acionista majoritário do BRB (Banco de Brasília), que foi alvo de investigação. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional). Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

    “Não há impacto sobre o Tesouro do GDF. A relação findou-se entre dois entes privados: BRB e Banco Master”, diz o Executivo distrital em nota enviada à CNN Brasil.

    Em março, o BRB anunciou a intenção de comprar 58% das ações do Master pelo valor de R$ 2 bilhões. O processo de aquisição foi negado pelo Banco Central.

    Nesta terça-feira (18), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master menos de um dia após o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição financeira.

    Após a Operação Compliance Zero, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o então diretor executivo financeiro da instituição, Dario Oswaldo Garcia Junior, foram afastados do cargo por 60 dias. Celso Eloi de Souza foi indicado pelo GDF à presidência do banco depois do caso.

    Em nota, o GDF informou que o BRB mantém sua capacidade plena de operação, com total segurança administrativa e financeira, sem qualquer impacto estrutural na liquidez, na solvência ou na continuidade operacional da instituição.
    Segundo o governo, todas as rotinas bancárias, sistemas internos, serviços aos clientes, contratos vigentes, operações de crédito e compromissos institucionais seguem em funcionamento regular.

    “O Governo do Distrito Federal informa, ainda, que medidas internas adicionais serão adotadas para reforçar os mecanismos de governança, compliance e controle interno. A administração pública distrital acompanhará de forma permanente as apurações e colaborará com todas as instâncias regulatórias e fiscalizatórias”, disse o GDF em nota. 

    Deputados distritais protocolaram o pedido de criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

    O requerimento, assinado por Fábio Felix (PSOL) e Chico Vigilante (PT), mira as negociações que previam a compra de 58% do Master pelo BRB por cerca de R$ 2 bilhões.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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  • Lojão das Ferramentas: 14 anos de tradição e força no comércio de Arniqueira

    Lojão das Ferramentas: 14 anos de tradição e força no comércio de Arniqueira

    Carlos André da Silva, empresário que adotou Arniqueira como sua base de operações do Lojão das Ferramentas  (Crédito: Repórter Independente).

    Com 14 anos de atuação no mercado, o Lojão das Ferramentas consolidou-se como uma das principais referências no setor de máquinas e equipamentos do Distrito Federal. Localizada em Arniqueira, a loja é reconhecida pela ampla variedade de produtos e pela qualidade no atendimento, fatores que a transformaram em um ponto de referência para profissionais da construção civil, manutenção, limpeza e jardinagem.

    (crédito: Repórter Independente)

    Sob o comando de Carlos André da Silva, empresário carioca que adotou Arniqueira como sua base de operações, o Lojão das Ferramentas oferece hoje mais de 6 mil itens em estoque, atendendo desde o pequeno consumidor até grandes empresas. O destaque vai para o mix de máquinas e ferramentas em geral, além de equipamentos de movimentação, limpeza e construção, que figuram entre os carros-chefes de vendas da loja.

    Vista interna do Lojão das Ferramentas, que possui um dos maiores estoques de ferramentas de alta qualidade do Distrito Federal — (Crédito: Repórter Independente).

    Com uma equipe de 38 funcionários, a empresa mantém uma estrutura sólida e voltada para a eficiência. “Nosso objetivo é crescer com responsabilidade, oferecendo sempre o melhor em produtos e serviços”, afirma André, que também é proprietário da Baifer Distribuidora, empresa voltada à comercialização de ferramentas no atacado. “Quero transformar a Baifer na maior distribuidora de ferramentas do Distrito Federal”, completa.

    Empresa oferece mais de 6 mil itens em estoque (crédito: Repórter Independente)

    Para o empresário, o futuro de Arniqueira como Região Administrativa depende de políticas públicas voltadas ao fortalecimento econômico local. “A cidade tem um enorme potencial de crescimento, mas precisa de mais investimentos em infraestrutura e de menos burocracia para atrair novas empresas”, observa.
    Ele reconhece, entretanto, que o cenário já começa a mudar com o empenho da atual administração. “A administradora regional de Arniqueira, Telma Rufino, não tem medido esforços para trazer melhorias para a cidade, principalmente com a renovação da malha viária nas principais avenidas, como a Avenida Principal, Avenida Brasília, Avenida Águas Claras e, sobretudo, a Avenida JK, que corta toda a Área de Desenvolvimento Econômico — uma via essencial de acesso ao setor industrial e comercial de Arniqueira”, destaca André.

    Com visão empreendedora e espírito de liderança, Carlos André da Silva representa uma geração de empresários que acreditam no desenvolvimento regional e contribuem para o fortalecimento da economia de Arniqueira.

  • Festival do Japão em Brasília celebra 13 anos e fortalece o turismo cultural

    Festival do Japão em Brasília celebra 13 anos e fortalece o turismo cultural

    Dessa sexta (27) a domingo (29), o evento promove a integração cultural entre os dois países, valoriza o artesanato e atrai visitantes nacionais e internacionais

    Em sua 13ª edição, o Festival do Japão em Brasília se consolidou como um dos eventos culturais mais significativos do calendário da cidade. De 27 a 29 de junho, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, o festival promete transformar a capital em uma réplica de mercados e festas de rua do Japão, reunindo o que há de melhor em gastronomia, arte, música, esportes e cultura popular nipônica.

    A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), sob a gestão do secretário Cristiano Araújo, tem apoiado o evento, reconhecendo sua importância para o desenvolvimento do turismo cultural e de lazer em Brasília. Nesta edição, o festival contará com um espaço especial para cerca de 60 artesãos e manualistas, todos selecionados por meio de chamamento público realizado pela Unidade de Promoção do Artesanato e do Trabalho Manual (Unart). Essa iniciativa não só fomenta a cultura local, como também valoriza o artesanato e as manualidades, contribuindo para a geração de renda desses profissionais, que diversificam seus canais de venda e fortalecem a economia ligada ao turismo no Distrito Federal.

    “O Festival do Japão em Brasília faz parte do calendário de eventos expressivos para o turismo da cidade. A Secretaria de Turismo reconhece essa importância e sabe como essa troca de culturas fortalece a visibilidade de Brasília em relação ao turismo cultural. Tanto que a cidade conta com um número significativo de restaurantes japoneses, o que confirma o sucesso dessa união centenária de amizade cultural”, diz o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

    Além de celebrar os 130 anos de amizade e intercâmbio cultural entre Brasil e Japão, a programação do festival traz atrações para todas as idades. O público poderá desfrutar de apresentações de taiko (tambores japoneses), danças tradicionais, como Odori e Yosakoi Soran, concursos de cosplay, oficinas de origami e caligrafia, exposições temáticas, espaço infantil e uma praça de alimentação com cardápio variado de pratos típicos da culinária japonesa. Haverá também uma área reservada para a prática de artes marciais e workshops de judô, caratê, aikido e kendo.

    Roberto Nakashima, presidente da Federação das Associações Nipo-Brasileiras do Centro-Oeste (Feanbra), enfatiza que o festival vai além do entretenimento. “É uma ponte entre culturas, proporcionando uma experiência imersiva para que todos conheçam e valorizem a riqueza da cultura japonesa”, afirma.

    Serviço

    Datas: 27, 28 e 29 de junho
    Local: Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade

  • Meio Ambiente e sustentabilidade são destaques na Campus Party

    Meio Ambiente e sustentabilidade são destaques na Campus Party

    Presença da Sema-DF fortalece o diálogo entre tecnologia e meio ambiente no ano em que o Brasil sedia a COP30

    A Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) marcou presença na edição 2025 da Campus Party Brasília Nacional, considerada o maior evento do país nos segmentos de tecnologia, inovação e empreendedorismo, com um estande voltado à promoção da sustentabilidade, da tecnologia e da consciência ambiental. A participação ocorreu em um momento estratégico para o Brasil, que neste ano sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA).

    A Campus Party Brasília foi realizada entre os dias 18 e 22 de junho, na Arena BRB Mané Garrincha. O evento teve início ao meio-dia do dia 18 e se estendeu até as 17h do dia 22, reunindo mais de 150 mil visitantes ao longo da programação. Durante o evento, a Sema-DF apresentou iniciativas do Distrito Federal voltadas à energia renovável, divulgação de dados espaciais, gestão de resíduos e conservação dos recursos hídricos, dentre outras. Além disso, promoveu debates sobre tecnologia verde, mobilizando a comunidade digital e jovens empreendedores para o desenvolvimento de soluções sustentáveis, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

    A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou a importância da ação para o fortalecimento de políticas públicas ambientais aliadas à inovação. “Unir meio ambiente e tecnologia é uma necessidade urgente. Nossa presença na Campus Party mostra que o Distrito Federal está comprometido com a inovação sustentável e pronto para liderar pelo exemplo no ano da COP30. Essa conexão com o público jovem e empreendedor é essencial para fomentar uma nova cultura de desenvolvimento, mais verde, mais inteligente e mais inclusiva”, comentou.

    Para o secretário do Meio Ambiente do DF, Gutemberg Gomes, a participação na feira representa uma oportunidade de engajamento direto com agentes transformadores. “Estamos engajando a juventude e as startups para pensar em soluções reais que enfrentem as mudanças climáticas. É fundamental que o governo incentive esse tipo de interação e troca de conhecimentos. A tecnologia tem um papel central na construção de cidades resilientes, e a Sema está empenhada em criar pontes entre o conhecimento técnico, a inovação e a responsabilidade ambiental”, afirmou.

    O subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema-DF, Luciano Miguel, também destacou a relevância da participação no evento e a articulação interinstitucional promovida durante a Campus Party. “A presença da Sema-DF na Campus Party reforça o nosso compromisso com a inovação ambiental. Ressalto, especialmente, a importância da Portaria Conjunta assinada entre a Sema e a Secti, que simboliza um passo importante para construirmos, em conjunto, ações que alinhem tecnologia e sustentabilidade”, ressaltou.

    A atuação da Sema-DF também se concentrou na antecipação de temas críticos que deverão ganhar destaque durante a COP30, como a descarbonização, a economia circular e a adaptação climática. Por meio de ações educativas e informativas, o estande buscou aproximar o público dos desafios e das oportunidades em torno da neutralidade de carbono e das cidades inteligentes. A iniciativa reforça o papel do Distrito Federal como protagonista na agenda climática nacional e internacional, estimulando parcerias entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil na construção de um futuro mais verde e digital.

  • Campus Party Brasil encerra edição em Brasília com foco em inovação, tecnologia e busca por novos talentos

    Campus Party Brasil encerra edição em Brasília com foco em inovação, tecnologia e busca por novos talentos

    Encontro reuniu mais de 150 mil visitantes, movimentando a economia local e consolidando o DF como novo polo de eventos desse setor

    Depois de cinco dias de programação, a primeira edição nacional da Campus Party Brasil em Brasília chegou ao fim neste domingo (22), no Arena BRB Mané Garrincha. O encontro, considerado o maior do país no segmento de tecnologia, inovação e empreendedorismo, reuniu mais de 150 mil visitantes, movimentando a economia local e consolidando a capital federal como novo polo de eventos de inovação.

    Com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), a Campus Party dispôs de uma estrutura de duas mil barracas de camping, 20 mil participantes circulando na Arena e milhares de visitantes na Arena Open, espaço com acesso gratuito à população.

    O secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, Alexandre Villain, ressaltou que o Distrito Federal acompanha as transformações tecnológicas que ocorrem no país. “Os outros estados de fato têm a sua importância, mas Brasília já virou a capital da tecnologia no Brasil, então nós estamos muito felizes de estar com a comunidade vendo esse processo acontecer com a primeira edição da Campus Party Nacional em Brasilia”, declarou. 

    O evento também contou com mais de 500 palestrantes, além de experiências interativas, exposições tecnológicas e desafios de programação. Entre os destaques estão os hackathons promovidos pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), que atraíram mais de 700 participantes em busca de soluções tecnológicas para o setor.

    Talentos conectados

    “O sucesso da 17ª edição da Campus Party Brasil no Distrito Federal reforça a importância de levar o maior festival de tecnologia do país para Brasília, um centro estratégico de inovação e política pública”, resumiu o idealizador da Campus Party, Francesco Farruggia. “É um orgulho conectar pessoas, talentos e ideias em um lugar que pode influenciar o futuro tecnológico do Brasil.”

    Para Farruggia, a edição nacional em Brasília foi um marco para aproximar ainda mais a população de temas ligados ao futuro da tecnologia e à construção de políticas públicas inovadoras. “Além disso, o Fórum do Marco Regulatório de Inteligência Artificial mostrou como a discussão sobre a regulamentação da IA é essencial para garantir avanços responsáveis, seguros e inclusivos para toda a sociedade”, avaliou. “Nosso papel, enquanto Campus Party, é justamente criar pontes e garantir que a sociedade civil esteja presente e ativa nesse debate, ajudando a construir políticas públicas mais conectadas com a realidade”.

    O psicólogo Marcelo Viglioni, morador de Taguatinga, marcou presença no último dia da feira. Para ele, é importante ter iniciativas como essa para despertar o interesse dos jovens pelas áreas de tecnologia e inovação. “Meu filho esteve aqui com a escola, gostou muito e pediu para voltarmos hoje”, relatou. “Hoje é ele que está me guiando pelos estandes de que mais gostou. Estou achando tudo muito organizado, com muita opção de atrações. Eu trouxe ele mais para incentivar o seu lado vocacional. Desde cedo, ele gosta de matemática, computadores e jogos. Trazer ele aqui é também estimular em um futuro na área de TI, games ou software”.

    O estudante André Viglioni, de 11 anos, aluno do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 19 de Taguatinga, também ficou entusiasmado com a experiência. “Estou achando fascinante”, disse.

    “Gostei muito das partes de criação de jogos, drones, e quero aprender ainda mais”, prosseguiu o jovem. “Hoje estou mais empolgado para saber como funciona a criação de drones, porque quero aprender tudo sobre essa área de tecnologia. No futuro, penso em fazer engenharia de software, porque, vamos ser sinceros, daqui a uns dez anos tudo vai precisar de tecnologia. A Campus Party me ajuda a ter mais conhecimento para alcançar esse objetivo.”

    Próxima atração: Innova Summit

    Com o encerramento da Campus Party, o Distrito Federal segue no circuito de grandes eventos de inovação. De terça (24) a quinta-feira (26), no Ulysses Centro de Convenções, a capital federal vai receber o Innova Summit 2025, considerado o maior evento gratuito de inovação e negócios do país. 

    O encontro prevê mais de 200 palestras com especialistas como o empresário Thiago Nigro (influenciador digital, conhecido como “Primo Rico” no YouTube), Natália Beauty (empresária e influenciadora digital), João Kepler (escritor e apresentador de televisão) e o professor Murilo Gun, considerado um dos pioneiros na internet no Brasil.

    A programação inclui também o lançamento oficial do Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), iniciativa que vai colocar o DF em como referência nacional em soluções tecnológicas para o setor público.

    A entrada é gratuita, e as inscrições podem ser feitas pelo site oficial do evento.

  • Produção de pescado bate recordes no Distrito Federal

    Produção de pescado bate recordes no Distrito Federal

    No último ano, o Quadradinho produziu mais de 2 milhões de quilos de diferentes espécies, contando com o apoio de políticas públicas do GDF

    Em 2024, os produtores de peixes do Distrito Federal apoiados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) conseguiram o feito histórico de produzir a maior quantidade de pescado, no período de um ano, em solo brasiliense. Foram 2.163.472 kg de peixes de diferentes espécies, um salto de mais de 6% em relação a 2023, superando o recorde alcançado naquele ano. Entre a série de fatores que compõem o resultado, além do apoio das políticas públicas está o aumento do número de produtores de pescado, que subiu de 919 para 970 no período de um ano.

    A região do Gama lidera a produção no DF, com 546.015 kg, seguida por Ceilândia que alcançou sua melhor marca, com 521.055 kg (um aumento de 57,88% na produção que, em 2023, foi de 330 mil kg). Os produtores do Paranoá alcançaram 353.301 kg de pescado produzido, seguido pelos piscicultores do Núcleo Rural Alexandre Gusmão, com 201.997 kg.

    Considerando o número de produtores rurais, Ceilândia cresceu não apenas em números de produção, mas também no número de piscicultores, que passou de 160, em 2023, para 187 este ano, sendo a região com o maior número de produtores de peixes no DF. No Gama, o número subiu de 148 para 185 produtores, seguido por Planaltina, atualmente com 100 produtores.

    Baixa manutenção

    Dono de uma das propriedades referências em piscicultura no DF, o produtor rural Ademir Gomes, 58 anos, tem oito tanques e uma média de 20 mil peixes na chácara Shallom, localizada no Sol Nascente, de onde saem cerca de 20 toneladas de tilápia por ano. Na atividade desde 2014, ele diz ter escolhido a piscicultura pela facilidade em relação à outras culturas e o retorno que ela proporciona.

    “Deixei de fazer outras culturas porque não estava compensando mais, pela falta de mão de obra. A piscicultura exige menos da gente, vale a pena trabalhar com peixe e eu gosto. A gente tem que estar na ativa e sempre atento, mas é um estoque que, se não tirou, pode ficar para depois. A hortaliça não, quando chega o ponto de colher a produção, tem que ser vendida de qualquer forma”, acentua.

    Para os pequenos produtores, o negócio de tilápias pode até não ser o maior foco, mas gera uma renda a mais que é importante para a família. É o caso do piscicultor Joel Félix, 72, que além de agricultor e apicultor, cria peixes em Planaltina. Segundo ele, os alevinos representam cerca de 30% da renda familiar. “Eu resolvi mexer com peixe porque você não tem que correr tanto no dia a dia. Mão de obra hoje é uma coisa muito difícil, especialmente pela minha idade. É uma renda a mais”.

    Joel conta que começou com uma espécie de peixe, mas após ser orientado pela Emater-DF sobre qual alevino se encaixaria melhor nos tanques lonados, mudou a estratégia. Ele descreve o apoio da empresa pública como algo essencial para os produtores do DF: “A Emater é nossa base. Se precisamos de algo, ligamos para os técnicos e imediatamente eles estão no local nos dando assistência e orientações”.

    Crescimento

    O técnico da Emater-DF, Adalmyr Borges, reforça o quanto a aquicultura vem crescendo nos últimos anos, com um avanço de 5% a 6% a cada ano. “Atualmente temos em torno de 2 mil toneladas de peixe sendo produzidas por ano no Distrito Federal, a principal espécie sendo a tilápia, que é um peixe bem adequado às condições na região, com facilidade de ter a forma do filé, sem espinhas e isso atrai muito o consumidor e caiu no gosto da população”, observa.

    A concessão de linha de crédito e o acompanhamento dos extensionistas da Emater-DF – tanto da cadeia produtiva, quanto do escoamento da produção – estão entre as políticas públicas que o Governo do Distrito Federal (GDF) oferece para os piscicultores brasilienses.

    Além de projetos como o Proágua – um acompanhamento contínuo dos produtores de peixe da região – e o Aqua+, com foco no uso eficiente da água, o técnico destaca como fatores de crescimento da produtividade a implantação de unidades de referência no DF, atualmente contando com cinco, que são propriedades onde já existem produtores rurais na região trabalhados como modelos para a demonstração de tecnologias para outros produtores e cursos de capacitação. A aquicultura brasiliense também é alavancada com o novo projeto já sendo instalado pelo GDF, que visa o aproveitamento dos reservatórios de irrigação para criação de peixes nos tanques lonados, em especial na região Planaltina.

    “A gente espera ter um aumento ainda maior da produção nesse ano. Brasília é um grande mercado consumidor, com um consumo per capita dos mais altos do Brasil e, ao mesmo tempo, temos a atuação do Governo do Distrito Federal por meio da Emater, com os programas de estímulo à aquicultura. Trabalhamos orientando os produtores sobre a melhor forma de regularizar a atividade, como controlar a qualidade da água para ter uma produção eficiente de peixes, como utilizar a alimentação… Ou seja, gastar menos dinheiro produzindo a mesma quantidade de peixe e reduzindo os custos de produção”, detalha.