Escolha dos nomes dos dragões-barbudos reforça ações de educação ambiental
O Zoológico de Brasília convida o público a escolher os nomes de dois dragões-barbudos da espécie Pogona vitticeps. Os répteis, que são machos, chegaram há um ano à instituição após serem apreendidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Para promover a educação ambiental, o Zoológico de Brasília convida o público a escolher os nomes dos dois répteis.
Com aparência única, os dragões-barbudos chamam a atenção pelas escamas que formam uma espécie de “barba” sob o pescoço – característica que inspirou seu nome popular. Originários das regiões áridas da Austrália, os dragões-barbudos são animais dóceis, curiosos e fascinantes de observar.
Desde a chegada há um ano, os dois dragões-barbudos estão sob os cuidados da equipe técnica da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, em um recinto especialmente preparado para garantir conforto e bem-estar. A equipe estima que os dois dragões-barbudos tenham pouco mais de um ano de vida.
“Eles se adaptaram bem ao ambiente do Zoológico de Brasília, onde recebem cuidados diários, como alimentação adequada, banho de sol e enriquecimento ambiental. Agora, no frio, dormem com aquecedores para manter uma boa temperatura corporal”, explica a coordenadora de Répteis, Anfíbios e Artrópodes, Raiany Cristine Cruz da Silva.
Com o objetivo de estimular a participação do público e de promover a educação ambiental, o Zoológico de Brasília convida a sociedade a escolher os nomes dos dois dragões-barbudos. Nesta quinta (26), o público poderá enviar sugestões de nomes no post sobre os dragões-barbudos na página do Zoológico no Instagram e, na sexta-feira (27), será aberta a votação pública no próprio Instagram da instituição. Os nomes escolhidos serão divulgados no dia 30.
“A interação com o público é importante para aproximar os brasilienses da fauna silvestre e ajudar a despertar o interesse pela conservação ambiental”, explica o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto.
“Também colaboramos com a criação de um vínculo afetivo entre o público e os animais, o que estimula a criatividade, promove o engajamento e transforma a visita ao zoológico em uma experiência ainda mais educativa e significativa, finaliza o gestor.
Recomendações do Instituto Brasília Ambiental visam evitar ataques da fauna silvestre, especialmente no período noturno, e garantir a segurança da população
Pegadas incomuns, inquietude dos animais de criação e um barulho semelhante a um ronronado: sinais que poderiam passar despercebidos para quem não tem experiência na área rural, mas que sinalizaram para a aposentada Sandra Gorayeb a possível presença de um animal silvestre em sua propriedade, no Núcleo Rural Córrego do Palha, no Lago Norte.
A dúvida foi confirmada dias depois, após a notícia de que uma onça-parda adulta e dois filhotes foram avistados na região. Diante da descoberta, ela colocou em prática uma série de recomendações do Instituto Brasília Ambiental para afastar os bichos da chácara e, assim, manter sua segurança e a de seus cavalos. O órgão faz parte do Governo do Distrito Federal (GDF) e é vinculado à Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF).
A aposentada Sandra Gorayeb desconfiou que havia um animais silvestre de grande porte rondando sua propriedade ao perceber pegadas incomuns, inquietude dos cavalos e um barulho semelhante a um ronronado | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília
“Os cavalos começaram a ficar muito agitados, as araras pararam de ficar por aqui e comecei a ouvir barulhos na mata como de um animal pesado. Achei aquilo estranho, fiquei meio amedrontada e até imaginei que era uma capivara, mas depois me falaram que realmente tinha uma onça por aqui”, conta a aposentada, que é bióloga. “Moramos aqui desde 1980, sempre criamos animais e nunca tinha visto um rastro [de onça].”
A primeira medida imposta por Sandra foi soltar bombinhas para assustar os animais pelo barulho. Depois, instalou cercas elétricas para proteger a casa e a área dos cavalos. Também colocou piscas-piscas, luzes com sensor de movimento e outras luminárias, além de sacos de ração vazios nas cercas para fazer barulho com o vento – tudo com o objetivo de afugentar os felinos, que preferem lugares escuros e silenciosos para a caçada.
“Dá para pegar uma palha de coqueiro ou uma garrafa e pendurar em uma árvore, fazer um espantalho, criar coisas para que a onça ache que tem alguém ali”, frisa Sandra. “Tive que aumentar a minha cerca porque o pessoal do Brasília Ambiental explicou que a onça pula até quatro metros sem precisar correr. Também coloquei arame farpado em árvores que ficam perto dos cavalos, porque ela sobe com muita facilidade.”
Estas e outras práticas são recomendadas pelo Instituto Brasília Ambiental. De acordo com Marina Motta, agente de Unidade de Conservação, os cuidados são eficientes contra o ataque de onças-pardas e outros bichos, como cachorros-do-mato e quatis, a animais domésticos ou de grande porte, como gado e equinos. As dicas valem especialmente para o período noturno e contribuem para a segurança dos produtores e moradores da área rural.
“As onças são animais predadores topo de cadeia e têm o hábito de caçar os seus animais por emboscada. Os vestígios no ambiente são muito sutis. Elas têm o hábito de sempre estar à espreita, então geralmente as presas não veem a onça antes do ataque. É preciso estar muito atento ao ambiente e ter o conhecimento necessário para diferenciar os rastros dos outros animais silvestres”, esclarece a agente.
Motta explica que o aparecimento da fauna silvestre na região é esperada uma vez que trata-se de área de conservação. “Estamos dentro de um conector ambiental que liga importantes unidades de conservação do Distrito Federal. Nós entendemos que a onça assusta os moradores, mas com informação e conhecimento conseguimos adotar medidas e estratégias de manejo dos animais de criação domésticos para evitar o conflito com esses grandes predadores”, defende. “E a Sandra é um exemplo, porque, com a instalação de dispositivos luminosos, sonoros, e cercas elétricas, ela já constatou a diminuição do movimento da fauna silvestre na propriedade dela”.
Além de passar as recomendações para a população, as equipes técnicas do Brasília Ambiental também instalaram armadilhas fotográficas para “capturar” registros da onça-parda e seus filhotes. “No momento, estamos com três armadilhas fotográficas que funcionam por sensor de movimento 24 horas por dia e temos revisado as imagens uma vez por semana para tentar identificar a presença ou a ausência da espécie aqui na região”, detalha Motta.
Vale ressaltar, ainda, que os animais oferecem risco mínimo aos seres humanos e não devem ser caçados. Conforme o artigo 29 da Lei nº 9.605, “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida” é crime, com pena de detenção de seis meses a um ano e multa.
“A fauna silvestre presta serviços ambientais para nós. Esses animais são os dispersores de sementes e os polinizadores. Só temos água de qualidade nas nossas casas porque a fauna está cuidando das nascentes. Cada espécie tem um papel importante e único nos ecossistemas, por isso temos que aprender a conviver com eles, para também garantir a qualidade de vida da população humana do Distrito Federal”, ressalta Motta.
Confira abaixo as principais orientações para a segurança de animais de criação, produtores e propriedades rurais.
Castra-DF promove saúde pública, controle populacional e bem-estar animal
O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), lançou mais uma edição do Castra-DF, programa gratuito de castração de cães e gatos que promove saúde pública, controle populacional e bem-estar animal.
Nesta etapa, serão disponibilizadas mil vagas para castração de pets, com a realização de exames pré-operatórios, como hemograma e avaliação clínica, garantindo a segurança e a saúde dos animais durante o procedimento. O cadastro será presencial e por ordem de chegada, no dia 21 de junho, a partir das 7h45, no Centro Cultural Taguaparque, localizado na Rodovia DF-001, Pistão Norte, em Taguatinga. Cada tutor pode inscrever até dois animais e o atendimento seguirá critérios técnicos e histórico de participação. Animais com, no mínimo, seis meses e dois quilos poderão ser contemplados.
As cirurgias estão previstas para ocorrer entre os dias 15 de julho e 20 de agosto, nas Unidades Móveis de Castração, que ficarão estacionadas na Praça do Respeito, atrás da Administração do Taguaparque.
“A castração é uma medida preventiva que impacta diretamente na saúde dos animais e na realidade das comunidades. Com o Castra-DF, levamos esse cuidado a quem mais precisa, promovendo bem-estar, cidadania e o direito dos animais a uma vida digna”, afirma secretária extraordinária de Proteção Animal, Edilene Cerqueira.
A expectativa da Sepan é reduzir o número de animais abandonados e estimular a posse responsável. Parte das vagas será reservada para atendimento prioritário conforme determina a Lei nº 14.626/2023.
Além dos procedimentos cirúrgicos, o programa oferece capacitação profissional gratuita com cursos presenciais e online nas áreas de banho e tosa, adestramento e auxiliar veterinário.
Recinto onde se encontrava o emu, ave nativa da Austrália, passou por higienização e desinfecção; GDF reforça inspeções em áreas de risco para garantir o controle do vírus
Laudo técnico divulgado nesta segunda-feira (16) confirmou a presença do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP – H5N1) em uma ave nativa da Austrália, da espécie emu (Dromaius novaehollandiae), pertencente ao plantel do Jardim Zoológico de Brasília. A amostra foi coletada no dia 11 de junho e analisada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP). O resultado foi oficialmente comunicado à Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Desde a notificação da suspeita inicial, em 28 de maio, a Seagri-DF vem intensificando as ações preventivas para evitar a propagação do vírus no Distrito Federal. Com a confirmação do novo caso, permanecem em vigor as medidas previstas no Plano de Contingência para Emergências Zoossanitárias do Mapa, que estão sendo aplicadas em todo o território.
No zoológico, o recinto onde se encontrava a ave infectada passou por higienização e desinfecção, e as medidas de biossegurança seguem sendo rigorosamente adotadas, com vigilância permanente em todos os recintos. A suspensão das visitas ao público permanece em vigor por tempo indeterminado. A Seagri-DF continua atuando em parceria com órgãos governamentais e o setor privado para fortalecer a comunicação e a mobilização da sociedade na detecção precoce e no controle da doença em todo o Distrito Federal.
Entre as ações em curso, o Serviço Veterinário Oficial do Distrito Federal (SVO-DF) está reforçando a fiscalização em áreas classificadas como de maior risco para a disseminação da influenza aviária. As inspeções estão sendo priorizadas em propriedades próximas a granjas comerciais, lagos, barragens e parques — ambientes considerados estratégicos para a entrada e a eventual propagação do vírus por meio de aves silvestres.
Segurança alimentar garantida
A Seagri-DF reforça que a influenza aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos devidamente inspecionados, garantindo à população e ao mercado consumidor que esses produtos continuam seguros para o consumo humano. O risco de infecção em pessoas é considerado baixo e está, prioritariamente, associado a profissionais que mantêm contato direto e frequente com aves doentes, vivas ou mortas.
É importante destacar que a ocorrência da doença em aves silvestres ou de subsistência não altera o status sanitário do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), nem afeta as exportações nacionais de carne e ovos, uma vez que não envolve granjas comerciais.
Tutores interessados podem se candidatar até o dia 30; iniciativa faz parte da formação de novos policiais que vão compor o quadro do BPCães
O Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) da Polícia Militar do Distrito Federal está com inscrições abertas para o processo seletivo de cães que vão participar da próxima edição do Curso Operacional de Cinotecnia, com previsão de início para setembro. A iniciativa se destina aos tutores interessados em oferecer aos animais de estimação um treinamento de obediência básica conduzido pelos futuros policiais do batalhão especializado. O curso é gratuito.
Durante o treinamento, que dura cerca de três meses, os cães selecionados ficam sob os cuidados da corporação e recebem instruções focadas em comandos simples de adestramento. A expectativa é selecionar cerca de 20 animais para a 39ª edição da formação.
“O curso é a porta de entrada para os policiais militares que desejam atuar no BPCães. Por isso é tão importante que eles aprendam desde cedo a conduzir e a treinar um cão. O objetivo é especializar e capacitar esses profissionais para trabalhar no batalhão. Dentro do curso de que eles participam, há essa parte de adestramento e obediência básica, e, para isso, a gente precisa de cães que não tenham tido nenhum adestramento. Por isso fazemos o processo seletivo para a comunidade”, esclareceu o coordenador do curso, tenente André Nascimento.
Critérios de seleção
Para participar, os cães devem atender a alguns critérios obrigatórios: ter entre 12 e 48 meses de vida, estar castrados, em boa condição física, livres de parasitas e apresentar exames e vacinas atualizados. A seleção será feita com base em avaliações da equipe técnica do BPCães, e os tutores devem fornecer os itens exigidos no edital, como ração, coleira repelente e vermífugo.
Os custos referentes a alimentação, medicamentos e eventuais tratamentos veterinários são de responsabilidade dos tutores
“Nós buscamos cães sem nenhum tipo de adestramento anterior, com peso ideal entre 20 kg e 40 kg e escore corporal equilibrado. O processo é criterioso porque, além da parte prática, precisamos garantir que o animal se adapte bem à rotina do curso e se beneficie do aprendizado”, detalha o tenente.
Os custos referentes a alimentação, medicamentos e eventuais tratamentos veterinários são de responsabilidade dos tutores. Já os treinamentos e acompanhamentos ambulatoriais serão realizados pelo batalhão, dentro dos limites legais estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária.
Como participar Os interessados devem preencher o formulário online disponível neste link até o dia 30 deste mês. Após o cadastro, a equipe do BPCães entrará em contato para agendamento da avaliação presencial dos cães.
Área monitorada pelo Brasília Ambiental que recebeu os animais silvestres
O Instituto Brasília Ambiental participou, nesta sexta-feira (30), da soltura de quatro animais silvestres reabilitados: um cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e três quatis (Nasua nasua), todos resgatados e reabilitados pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, e pelo Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus). A ação, realizada em área monitorada na Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), simboliza a conclusão de um longo trabalho de cuidados veterinários e avaliação comportamental, para garantir a reintegração dos animais ao seu habitat natural.
O chefe do Cetas, Júlio César Montanha, contou que o cachorro-do-mato, vítima de atropelamento, havia sido resgatado pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). O animal silvestre passou por um período de recuperação no Hfaus. Após a alta clínica, foi encaminhado ao Cetas, sendo monitorado quanto aos comportamentos naturais, alimentação e movimentação.
“Verificamos se ele estava apto a viver em liberdade, se buscava alimento de forma autônoma e apresentava movimentos naturais da espécie. Com a avaliação positiva, hoje realizamos a soltura em uma área protegida e adequada”, explicou Júlio César.
Quanto aos quatis, que eram quatro irmãos, um deles morreu durante o resgate. Eles foram encontrados sozinhos sem a mãe, em 2024, após os incêndios florestais. Depois de um ano de trabalho conjunto entre o Cetas e o Hfaus, com atividades de enriquecimento ambiental, voltadas ao desenvolvimento de comportamentos naturais, os animais também foram considerados aptos à reintegração.
“Hoje fechamos um ciclo com esses animais retornando à natureza”, destacou o gerente de Fauna Silvestre do Brasília Ambiental, Rodrigo Santos. Segundo ele, todos haviam passado por uma bateria de exames para diagnosticar parvovirose e cinomose, “a fim de garantir que estamos realizando a soltura desses animais saudáveis na natureza, por meio da parceria contínua entre a autarquia ambiental do DF, o Hfaus e o Ibama”, acrescentou.
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, também comentou a importância da iniciativa: “Essas ações demonstram o compromisso do Governo do Distrito Federal com a conservação da biodiversidade. Cuidar dos animais silvestres é preservar a identidade ambiental do nosso Cerrado, garantindo um legado sustentável para as futuras gerações”.
O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, celebrou mais uma etapa bem-sucedida do programa de reabilitação da fauna silvestre do DF. “Cada animal que devolvemos à natureza representa um avanço na preservação ambiental. O trabalho do instituto, aliado a outras instituições como o Cetas e o Hfaus, mostra que o cuidado com a fauna exige técnica, dedicação e sensibilidade. Nosso papel é dar a esses animais uma nova chance de viver livres e saudáveis”, concluiu.
Originária dos Estados Unidos, espécie já foi introduzida em países da América do Sul, Europa e Ásia
Neste mês, o Zoológico de Brasília celebra o nascimento de 51 filhotes de tigres-d’água da espécie Trachemys scripta. Esse réptil também é popularmente conhecido como tartaruga-de-orelha-vermelha, por causa da faixa vermelho-alaranjada que apresenta em ambos os lados da cabeça.
Os novos habitantes do zoo pesam cerca de 7 gramas, mas podem chegar a até 3 quilos, com comprimento médio de 20 a 30 cm, quando adultos. A tartaruga-de-orelha-vermelha é nativa dos Estados Unidos, mas já está introduzida na América do Sul, na Europa e na Ásia. Trata-se de uma espécie semi-aquática, com hábitos onívoros, ou seja, alimenta-se tanto de pequenos animais quanto de vegetais.
“O nascimento das tartarugas representa um indicativo dos bons resultados das estratégias de manejo e conservação da equipe do Zoológico de Brasília”, avalia o diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB), Wallison Couto. “Trata-se de um resultado que é fruto de um trabalho diário contínuo, sempre voltado para a saúde e o bem-estar dos animais.”
Para garantir o desenvolvimento saudável dos filhotes, eles estão sendo acompanhados por uma equipe multidisciplinar formada por veterinários, biólogos e tratadores. Por isso, ainda não podem ser visitados pelo público.
Saiba mais sobre a espécie
A tartaruga-de-orelha-vermelha possui manchas circulares na parte inferior e nas bordas do casco. Os indivíduos dessa espécie são frequentemente comercializados de forma ilegal como animais de estimação. Por isso, acabam sendo encontrados em locais fora do seu habitat natural, possivelmente por terem sido abandonados e introduzidos na fauna silvestre. Há registros de chegada desta espécie ao Brasil na década de 1980.
Os machos tendem a ser menores do que as fêmeas, embora possuam as garras anteriores mais longas. Esses animais enxergam muito bem e usam a visão para se comunicar. Outros métodos comumente utilizados para comunicação são as vibrações e o toque com as patas.
Inscrições para o programa Castra-DF devem ser feitas presencialmente, no dia 1º de junho, por ordem de chegada; cirurgias começam em 16 de junho
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), lançou mais uma edição do Castra-DF, programa gratuito de castração de cães e gatos que promove saúde pública, controle populacional e bem-estar animal.
Nesta edição, serão disponibilizadas mil vagas para castração de pets, com realização de exames como hemograma e avaliação geral do seu estado de saúde, para garantir a segurança durante o procedimento. As inscrições devem ser feitas no próximo domingo (1º/6), a partir das 7h45, no Ginásio Coberto de Sobradinho (Quadra 02, Área Especial de 01 a 05).
O cadastro é presencial e por ordem de chegada. Cada tutor pode inscrever até dois animais, e o atendimento seguirá critérios técnicos e histórico de participação. Animais com no mínimo seis meses e dois quilos poderão ser contemplados.
As cirurgias estão previstas para ocorrer entre 16 de junho e 11 de julho, nas unidades móveis de castração, instaladas no estacionamento da Administração Regional de Sobradinho II.
Além dos procedimentos cirúrgicos, o programa oferece capacitação profissional gratuita com cursos presenciais e online nas áreas de banho e tosa, adestramento e auxiliar veterinário.
De acordo com a vice-governadora, Celina Leão, o Governo do Distrito Federal está comprometido com o bem-estar e qualidade de vida animal. “Quando promovemos a castração gratuita e responsável dos nossos pets, estamos cuidando deles, prevenindo doenças, evitando abandonos e cuidando também da saúde pública. Esse é um compromisso do GDF”, destacou.
A secretária extraordinária de Proteção Animal, Edilene Cerqueira, destacou o impacto social do programa. “O Castra-DF é um compromisso com a saúde pública e com o bem-estar dos animais. Também é uma porta de entrada para a profissionalização no setor pet, uma área que cresce a cada dia”, comentou.
A expectativa da Sepan é reduzir o número de animais abandonados e estimular a posse responsável. Parte das vagas será reservada para atendimento prioritário conforme determina a Lei nº 14.626/2023.
Mais informações e o resultado final do cadastro (disponível até 10 de junho) podem ser conferidos nos sites: castradf.com.br e sepan.df.gov.br.
Serviço
Castra-DF – Edição Sobradinho
→ Local: Ginásio Coberto de Sobradinho (Quadra 02, Área Especial de 01 a 05)
→ Data do cadastro: 1º de junho (domingo), a partir das 7h45
→ Realização: Instituto Omni e Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan)
Atena, a única sobrevivente de sua ninhada, é filha dos lobos-guará Zangado e Amanda
Nesta quinta-feira (22), o Zoológico de Brasília comemora o segundo aniversário da mascote Atena, uma lobo-guará que tem encantado visitantes com sua história de superação. Para celebrar a data, ela ganhou um bolo especial preparado pela equipe da Coordenação de Alimentação e Nutrição Animal da instituição, com ingredientes do jeitinho que ela gosta: ração, frango, carne e frutas.
Filha dos lobos-guará Zangado e Amanda, Atena foi a única sobrevivente da ninhada – o que já demonstrava, desde cedo, sua força. “Celebrar mais um ano de vida da Atena, nossa mascote, é motivo de grande alegria. Sua presença reafirma nosso compromisso com a conservação e a preservação das espécies, entre elas a do lobo-guará”, destaca Wallison Couto, diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB).
Homenagem à aniversariante
Atena também foi homenageada neste mês na quarta edição da exposição Brasília em Foto, promovida pela Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida, da Secretaria de Economia (Seec-DF). A imagem escolhida foi feita pelo servidor Caio Cavalcante, da Assessoria de Comunicação do Zoológico de Brasília, e mostra a mascote ainda filhote.
O lobo-guará
Espécie símbolo do Cerrado brasileiro, o Chrysocyon brachyurus é o maior canídeo selvagem da América do Sul – e infelizmente, está ameaçado de extinção, principalmente pela perda de habitat causada pelo desmatamento.
Seu nome – guará – vem do tupi-guarani e significa vermelho. Quando adulto, o animal chega a cerca de 90 cm de altura e pesa entre 20 e 30 kg. De hábitos solitários e noturnos, o lobo-guará tem o olfato extremamente apurado, audição excelente – graças às orelhas grandes – e pernas longas, adaptadas para caminhar pelas paisagens abertas do Cerrado.
Instalação pioneira une alta tecnologia, equipe multidisciplinar e foco na reabilitação para devolver bichos à natureza; lobo-guará, cachorro-do-mato e tamanduá estão entre os pacientes recentes
Desde a inauguração, em março de 2024, o Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre do Distrito Federal (Hfaus) já acolheu e tratou 2.511 animais silvestres. A unidade, vinculada ao Instituto Brasília Ambiental e gerida pela Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV), é a primeira do país a oferecer um atendimento integrado e especializado com objetivo claro de devolver os bichos à natureza após o tratamento.
Entre os pacientes, 1.554 são aves, 882 mamíferos e 75 répteis. “Cada animal que chega aqui passa por uma avaliação completa. Temos exames laboratoriais, ultrassonografia, raio-X e até tomografia. Tudo para garantir a melhor reabilitação possível”, destaca o biólogo Thiago Marques de Lima, coordenador do hospital.
A estrutura do Hfaus é pensada para respeitar o comportamento natural das espécies. O espaço é dividido por grupos (mamíferos, répteis e aves) e conta com alas que evitam o estresse causado pela proximidade entre presas e predadores. A equipe multidisciplinar, formada por veterinários, biólogos e outros profissionais, cuida da saúde física, nutricional, comportamental e psicológica dos animais.
O Hfaus é resultado de uma parceria entre o setor público e a iniciativa privada, com forte atuação conjunta de órgãos como o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), o Instituto Brasília Ambiental, a Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), o Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) e o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).
Em caso de avistamento ou resgate de animal silvestre, a orientação é nunca intervir diretamente. O ideal é acionar os órgãos ambientais pelo 190 (BPMA) ou 193 (CBMDF).
Casos marcantes
Um dos animais recém-atendidos pelo hospital foi um tamanduá-bandeira resgatado no último sábado (3), em Sobradinho, pelo BPMA. O bichinho apresentava escoriações na cauda, pata e parte traseira, e a suspeita é que ele tenha sido atacado por cães, após entrar em uma residência na região.Nas últimas semanas, o hospital recebeu outros casos que também chamam a atenção, como o de um lobo-guará resgatado em Padre Bernardo (GO) com suspeita de atropelamento. Após exames, foi constatado que ele provavelmente foi vítima de uma armadilha, com uma grave lesão na pata e hemorragia interna. “Ele chegou com um quadro de magreza severa, mas vem respondendo bem à cirurgia e ao acompanhamento clínico”, relata Thiago.
Outro paciente recente é um cachorro-do-mato, atendido após ser atropelado e diagnosticado com parasitas intestinais. O animal passou por vermifugação, tratamento dentário e está em processo final de recuperação.
Já um tamanduá-bandeira, resgatado em junho de 2024 no Park Way após ser atacado por cães, foi um dos primeiros casos da unidade. O animal quase teve a cauda amputada, mas sobreviveu após várias cirurgias. Depois de receber alta do hospital no fim de março, passou a ser acompanhado pelo Cetas, parceiro do Hfaus, para avaliação comportamental – etapa essencial antes da reintrodução à natureza.