Categoria: CLDF

  • Por que o BRB não foi liquidado junto com o Banco Master

    Por que o BRB não foi liquidado junto com o Banco Master

    Por João Carlos Bertolucci

    A crise desencadeada pela operação “Compliance Zero” – conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal – atingiu de modo profundo não apenas o Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC), mas também o Banco de Brasília (BRB), implicado na compra de carteiras de crédito de aproximadamente R$ 12,2 bilhões. Segundo as investigações, o Master teria vendido créditos inexistentes e apresentado documentos falsos para justificar as transações junto ao regulador, configurando risco sistêmico e falhas graves de governança. O BC, ao identificar tais práticas, optou pela liquidação do Master para proteger terceiros e preservar a integridade do sistema financeiro. Em contraste, o BRB, embora envolvido diretamente nos negócios questionados, não foi liquidado. Em vez disso, passou por medidas prudenciais, sob avaliação intensificada das autoridades supervisoras.

    A justificativa para o BRB continuar em funcionamento reside em fatores operacionais e institucionais significativos. Como banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal, o BRB possui receitas estáveis advindas do processamento da folha de pagamento do funcionalismo local. Esse fluxo recorrente contribui para manter liquidez e previsibilidade financeira, o que reduz a propensão de saques em massa e fortalece sua capacidade operacional. Tal característica confere ao regulador uma margem de manobra para aplicar medidas corretivas menos drásticas do que a liquidação, apostando na reestruturação administrativa e financeira da instituição.

    Governador do Distrito Federal troca comando do BRB envolvido em operação de R$ 12,2 bilhões com o banco Master (foto divulgação)

    Entretanto, a situação do BRB se agravou politicamente. Em reação à repercussão da operação, o governador do Distrito Federal já afastou o presidente do banco e parte da diretoria, assumindo compromisso público, e indicou um novo nome para a chefia da instituição. Essa mudança de liderança sinaliza não apenas uma tentativa de recompor a governança interna, mas também uma estratégia para restaurar a credibilidade junto à sociedade, aos mercados e às autoridades regulatórias. Ao trocar a diretoria, o governo busca demonstrar proatividade frente à crise, sinalizando que não tolerará práticas irregulares e que está disposto a assumir responsabilidade institucional, em sintonia com as exigências do BC e dos investigadores.

    Ainda assim, a base de servidores públicos como clientes do BRB — referenciada em sua folha de pagamento —, embora seja um pilar de segurança financeira, não elimina todos os riscos. Se for comprovado que ativos adquiridos eram fraudulentos ou de qualidade duvidosa, esse passivo pode corroer reservas e capital regulatório, exigindo provisões elevadas para perdas, o que impactaria a solvência. A substituição da diretoria é um passo importante, mas depende de ações concretas para reestruturação do balanço: o BRB precisará desfazer operações danosas, recompor capital social e reforçar controles internos.

    Banco de Brasília continua a operar mesmo após varredura da Polícia Federal no caso do banco Master (crédito: divulgação)

    Sob esse “efeito sombra” regulatório, o BC pode impor novas restrições — como limitações a dividendos, exigência de reorganização de carteiras de crédito, bloqueio de ativos e possíveis aportes. Se a situação se deteriorar, intervenção ou até liquidação podem ser consideradas, embora, até o momento, autoridades reguladoras optem por manter a operação do banco, dado seu papel social e institucional. Para os clientes (servidores e demais depositantes), não há risco imediato de perda de depósitos, mas é recomendável manter atenção às comunicações do BRB e do BC.

    Em suma, a exoneração da diretoria do BRB pelo governador do DF e a indicação de nova liderança constituem parte de uma estratégia institucional para demonstrar compromisso com a governança e a transparência. A base de clientes estável e previsível — composta em grande parte por servidores públicos — oferece um amortecedor financeiro importante, mas não substitui a necessidade de uma reestruturação profunda. O BRB, no momento, vive uma fase delicada: sob fiscalização reforçada e com risco elevado de sanções, mas ainda operando com base em seus pontos fortes. Cabe acompanhar os desdobramentos regulatórios, judiciais e financeiros para avaliar se a recomposição será bem-sucedida ou se medidas mais drásticas serão necessárias.

    Deputados da distritais querem CPI do BRB/Master

    Comissão na Câmara Legislativa do Distrito Federal pretende apurar tentativa de compra de R$ 2 bilhões, suspeitas de gestão fraudulenta, uso indevido de recursos públicos, além de irregularidades apontadas na Operação Compliance Zero. A CPI deve analisar todo o processo, desde a aprovação da compra pelo conselho do banco público até o veto do negócio pelo BC (Banco Central) e a liquidação extrajudicial do Master.

    O documento cita possíveis práticas de gestão fraudulenta e temerária, mencionadas pela PF (Polícia Federal) na Operação Compliance Zero, que levou à prisão do controlador do Master, Daniel Vorcaro, e ao afastamento judicial da diretoria do BRB.

    O texto ainda pontua que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), defendeu publicamente a operação, justificando que iria “salvar” as operações do Master e que “fortaleceria o BRB, ampliaria sua competitividade e geraria dividendos revertidos em obras e políticas”.

    Por que só o Master foi liquidado?

    Segundo os especialistas, a principal diferença reside na condição financeira. O BC concluiu que o Master não tinha mais condições seguras de operar, enquanto o BRB — que é um banco público — segue apresentando resultados positivos.

    “O Banco Central aplica soluções diferentes para cada situação. A liquidação ocorre quando o problema é considerado irrecuperável. Já medidas corretivas e sancionatórias graduais são adotadas quando ainda é possível preservar a instituição”, afirma Vanderlei Garcia Jr., doutor em Direito Civil pela USP, especialista em Direito Contratual e Societário e sócio do Ferreira & Garcia Advogados.

    Segundo ele, o BC já havia identificado no Master uma grave crise de liquidez, forte deterioração econômico-financeira e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. O BRB, contudo, não apresenta quadro equivalente de insolvência ou risco sistêmico — “ao menos com as informações públicas disponíveis até agora”.

  • Hospital Cidade do Sol passa à gestão definitiva do IgesDF

    Hospital Cidade do Sol passa à gestão definitiva do IgesDF

    Câmara Legislativa aprovou o pedido em sessão ordinária na terça-feira (27)

    Após votação em sessão ordinária nesta terça-feira (27), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) concedeu a gestão definitiva do Hospital Cidade do Sol (HSol) ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O projeto de lei nº 1247/2024 foi aprovado em dois turnos, com 13 votos a favor e cinco votos contra.

    HSol conta com equipamentos modernos e é reconhecido pelo serviço de excelência | Foto: Divulgação/IgesDF

    “Recebemos a decisão da Câmara Legislativa do Distrito Federal com muita satisfação”, comemorou o diretor-presidente do IgesDF, Juracy Cavalcante Lacerda Jr. “Nosso trabalho tem um grande objetivo: garantir à população do DF um serviço de saúde pública que atenda a todos com eficiência e qualidade. Diante dessa notícia, nossa próxima missão é expandir os leitos do Hospital Cidade do Sol, que hoje são 60, para 80.”

    Sob administração do IgesDF desde fevereiro, quando a CLDF também aprovou a gestão temporária da unidade em razão da emergência da epidemia de dengue, o HSol vem cumprindo o objetivo de prestar um serviço de excelência para a população da região onde está localizado. Hoje o hospital conta com equipamentos modernos e tem sido reconhecido pelo seu atendimento, com ferramentas alternativas como o Prontuário afetivo, fisioterapia ao ar livre e musicoterapia, entre outros.

    Desde o início da gestão no HSol, o IgesDF implementou a pesquisa de satisfação NPS (Net Promoter Score) junto aos pacientes. Os resultados têm apontado altos índices de satisfação todos os meses, fazendo com que a nota do hospital fique dentro da zona de excelência.

    A unidade é a primeira do IgesDF a implementar 100% da rastreabilidade de medicamentos, processo que garante total controle e segurança desde a aquisição dos fármacos até a sua administração ao paciente. Essa inovação não apenas melhora a eficiência operacional, mas também assegura um tratamento mais personalizado e seguro.

  • Mais segurança para ciclistas e pedestres

    Mais segurança para ciclistas e pedestres

    A Comissão de Assuntos Sociais aprovou o Projeto de Lei n° 721/2023, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto, que estabelece a criação de faixas exclusivas para ciclistas nos parques do Distrito Federal. A medida atende a uma reivindicação, tanto de ciclistas quanto de pedestres, e tem como objetivo garantir mais segurança nesses importantes espaços de convivência.

    Além de promover o deslocamento mais seguro e harmônico, o projeto também destaca a preservação do meio ambiente. “As faixas exclusivas reduzem o risco de acidentes, assim como evitam o uso dos gramados e das áreas de jardim e de preservação de forma irregular, prejudicando o meio ambiente e potencializando a chance de acidentes”, destaca Roriz Neto.

    O projeto também determina o estudo para a instalação das faixas, assim como a implementação de infraestrutura adequada e planejada. “Não podemos simplesmente abrir um caminho dentro de um parque que, por vezes, pode ser utilizado como rota de animais. Tudo deve ser planejado e o governo possui excelentes técnicos”, completa.

    As faixas poderão ser compartilhadas por usuários com patins, patinete e skates. Veículos de atendimento a situações de emergência também estão autorizados a transitar, de forma excepcional, pela via.

    O projeto ainda carece de aprovação por outras comissões, antes de ser apreciado em plenário.

  • Samu-DF é homenageado em sessão solene na Câmara Legislativa

    Samu-DF é homenageado em sessão solene na Câmara Legislativa

    Autoridades e profissionais de Saúde receberam menção de louvor

    Em homenagem aos 19 anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Distrito Federal (Samu), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu uma sessão solene nesta quinta (15), reunindo especialistas médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e condutores de ambulâncias e motolâncias. Autoridades e servidores do Samu receberam menções de louvor pelos serviços prestados.

    A diretora-geral do Complexo Regulador em Saúde do DF, Aurilene Pedroza, lembrou a importância da atuação desses profissionais: “Eu quero agradecer pelo serviço que vocês prestam diariamente à nossa população, pelo atendimento pré-hospitalar, pelas transferências inter-hospitalares e pela qualidade do atendimento de vocês. Quando a população vê um profissional do Samu 192, é inegável que ela sente confiança e respeito”.

  • Paintball e airsoft são reconhecidos como modalidades esportivas no Distrito Federal

    Paintball e airsoft são reconhecidos como modalidades esportivas no Distrito Federal

    A regulamentação das práticas foi estabelecida em lei publicada nesta terça-feira (23) no Diário Oficial do DF

    O Governo do Distrito Federal (GDF) reconheceu, por meio da Lei nº 7.545/2024, paintball e airsoft como modalidades esportivas. Publicada nesta terça-feira (23) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a norma de autoria do deputado distrital Eduardo Pedrosa estabelece as diretrizes e regulamenta as práticas e o uso de equipamentos do esporte na capital federal.

    Segundo a legislação, as modalidades são desportos individuais ou coletivos praticados em ambientes abertos ou fechados de forma coordenada, utilizando marcadores e armas de pressão com finalidade exclusivamente esportiva e que não tenham aptidão para causar morte ou lesão grave.

    A lei exemplifica as características dos dispositivos que podem ser usados, comprados e manuseados pelos atletas durante a prática esportiva. No caso do airsoft, o marcador trata-se de uma réplica ou simulacro assemelhado ou não a arma de fogo, tendo como princípio de funcionamento a propulsão de esferas, por meio do acionamento de molas ou de compressão de gás.

    Já o dispositivo de paintball é determinado como um item assemelhado ou não a arma de fogo, tendo como princípio de funcionamento a propulsão de cápsulas biodegradáveis compostas externamente por uma camada gelatinosa elástica e que encerra em seu interior um líquido colorido atóxico, por meio do acionamento de molas ou de compressão de gás.

    Com a publicação da lei, as práticas ficam permitidas no Distrito Federal mediante o cumprimento da legislação.

    Entenda as práticas

    O airsoft, também conhecido como softair, é um jogo desportivo onde os jogadores participam de simulações de operações policiais, militares ou de mera recreação com armas de pressão que atiram projéteis plásticos não letais, utilizando-se frequentemente de táticas militares.

    O paintball é um esporte de combate, individual ou em equipes, usando marcador de ar comprimido que atiram bolas com tinta colorida. O objetivo é atingir o oponente, marcando suas roupas com tinta, sem causar dano ou lesão corporal. Cada lado da disputa costuma usar uma cor diferente, para facilitar a identificação da origem do tiro.

  • Ibaneis vai vetar hotéis, camping e alterações nos lotes da W3 Sul no Ppcub

    Ibaneis vai vetar hotéis, camping e alterações nos lotes da W3 Sul no Ppcub

    Medidas foram anunciadas nesta terça-feira (25) e abrangem também o Setor de Embaixadas

    O governador Ibaneis Rocha determinou vetos ao projeto do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub), entre eles a construção de alojamentos nas quadras 700 e 900 das asas Sul e Norte, incluindo hotéis, e também a de alojamentos no Parque dos Pássaros, afastando a possibilidade de construção de um camping no local. As medidas foram tomadas após reunião com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e novos pontos do texto poderão ser vetados após análise final dos técnicos da pasta.

    A decisão dos vetos foi definida nesta terça-feira (25) e cabe aos seguintes pontos do Ppcub:

    → Serão vetados alojamentos nas quadras 700 e 900 das asas Sul e Norte, conhecidas como SGAS e SGAN. Com isso, está descartada a possibilidade de construção de hotéis, apart-hotéis e flats nessas quadras;
    → Será vetada a permissão de comércio e prestação de serviços no Setor de Embaixadas;
    → Será vetada a permissão de alojamento no Parque dos Pássaros, no final da L4 Sul. Desta forma, isso afasta a possibilidade da construção de um camping no local;
    → Será vetada também a alteração nos lotes da W3 Sul.

    O governador Ibaneis Rocha reforçou que os vetos são pontuais e voltou a defender o projeto. “O Ppcub traz modernidade e desenvolvimento sustentável e responsável para a nossa cidade. Foi um projeto discutido na sociedade e votado somente após estar maduro. Os vetos que estamos fazendo são pontuais e não trazem qualquer prejuízo para o projeto”, afirma o chefe do Executivo.

    Para o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Marcelo Vaz, as alterações reforçam o projeto de crescimento sustentável da cidade e sua preservação ao mesmo tempo. “Nos reunimos com o governador para apresentar os aspectos técnicos relacionados a determinadas emendas elaboradas pelos parlamentares, bem como pontos sensíveis do texto aprovado, e o resultado foi a exclusão de pontos que pudessem prejudicar o conteúdo e garantir que o texto reflita exatamente os pontos necessários à preservação e ao desenvolvimento sustentável da cidade”, avalia.

    Segundo a pasta, além dos vetos já anunciados pelo governador, outros poderão ser definidos após a análise final do texto aprovado pela Câmara Legislativa do DF.

    Ppcub moderniza Brasília com desenvolvimento sustentável

    Após anos de debates, Brasília ganhou uma legislação única para tratar da preservação, uso e ocupação do solo, além de diretrizes para o desenvolvimento e modernização de sua área tombada.

    O Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub) foi aprovado em 19 de junho pela Câmara Legislativa (CLDF) e abrange as regiões administrativas do Plano Piloto, Cruzeiro, Candangolândia e Sudoeste/Octogonal/Setor de Indústrias Gráficas (SIG), incluindo o Parque Nacional de Brasília e o espelho d’água do Lago Paranoá.

    As alterações contaram com participação popular, do setor produtivo, de parlamentares e de organizações da sociedade civil, reforçando o caráter democrático da aprovação do Plano.

  • Proposta do GDF para o Conjunto Urbanístico de Brasília é aprovado

    Proposta do GDF para o Conjunto Urbanístico de Brasília é aprovado

    Após 15 anos de debates, Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico (Ppcub) elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) foi aprovado pelos deputados distritais nesta quarta-feira (19)

    Após quinze anos de debates, Brasília terá uma única legislação para tratar da preservação, uso e ocupação do solo, além de diretrizes para o desenvolvimento e modernização da área tombada.

    O projeto de lei complementar nº 41/2024, que cria o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub), elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) foi aprovado, nesta quarta-feira (19), em dois turnos, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

    Para o secretário da Seduh, Marcelo Vaz, a aprovação por 18 a 6 votos em primeiro e segundo turnos mostra que houve um entendimento por parte dos distritais sobre a importância do Ppcub para a cidade.

    Marcelo Vaz: “Nossa equipe técnica realizou um trabalho criterioso tendo como foco a garantia da preservação, mas entendendo que tombamento não pode significar engessamento” | Foto: Divulgação/ Seduh

    “É uma vitória para a capital do país. Nossa equipe técnica realizou um trabalho criterioso tendo como foco a garantia da preservação, mas entendendo que tombamento não pode significar engessamento, devendo ser garantido o desenvolvimento da cidade. Além disso, o texto foi amplamente discutido com a sociedade, foram oito audiências públicas realizadas pelo governo e outras cinco promovidas pela CLDF”, declarou Vaz.

    Ainda segundo o secretário, atualizar as atividades permitidas nos lotes comerciais dará segurança jurídica aos empreendedores, gerando emprego e renda para a cidade. Essa atualização também irá corrigir incongruências como, por exemplo, as normas atuais que são da década de 80, não preverem o funcionamento de pet shops.

    Foram apresentadas 174 emendas, a maioria delas pela oposição, sendo praticamente todas acatadas. O projeto segue agora para a sanção do governador Ibaneis Rocha.

    Repercussão

    O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Distrito Federal (Sinduscon-DF), Adalberto Valadão, comemorou a decisão da CLDF: “O Ppcub traz uma dinamização da nossa cidade. As pessoas mudam, as cidades mudam e as legislações precisam acompanhar essas mudanças”.

    A preservação também ganhou destaque. Para o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Roberto Botelho, o Ppcub é o “arcabouço jurídico que provocará a preservação do plano original de Lúcio Costa”.

    Já o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF), Leonardo Ávila, declarou que este é o momento de se “renovar a legislação para atender as necessidades atuais da população”. Ávila ainda destacou que o texto aprovado hoje foi amplamente debatido ao longo dos anos e acatou muitas contribuições da sociedade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e de parlamentares.

    Histórico

    O Ppcub reúne toda legislação urbanística do Conjunto Urbanístico de Brasília (Cub), tombado nas instâncias distrital e federal e inscrito como patrimônio da humanidade.

    Ele abrange as regiões do Plano Piloto, Cruzeiro, Candangolândia, Sudoeste/Octogonal e Setor de Indústrias Gráficas (SIG), incluindo o Parque Nacional de Brasília e o espelho d’água do Lago Paranoá.

    Projeto de Lei Complementar (PLC) possui 67 páginas e 15 anexos. No portal do Ppcub, a população tem acesso a um tutorial de como interpretar e encontrar informações sobre a proposta de lei complementar, com campos explicando o que é o Ppcub, a área de abrangência, atuação, como consultar e próximos passos.

  • Deputados apresentam pedido de criação de CPI na CLDF para investigar serviço de saúde

    Deputados apresentam pedido de criação de CPI na CLDF para investigar serviço de saúde

  • Roriz Neto apresenta projeto para ampliar a contratação de vigilantes

    Roriz Neto apresenta projeto para ampliar a contratação de vigilantes

    Proposta possibilita a utilização de emendas para a contratação de vigilância para atuar em escolas, unidades de saúde, restaurantes comunitários e demais prédios públicos

    Aumentar a segurança no Distrito Federal é uma das preocupações do deputado Joaquim Roriz Neto (PL). Com o objetivo de combater a violência, o parlamentar apresentou projeto de Lei possibilitando a contratação de vigilância privada com recursos disponibilizados por meio de emenda parlamentar, auxiliando, desta forma, o Poder Executivo na missão de proteger a comunidade.

    Na última semana, um homem de 60 anos foi assinado a facadas na fila do Restaurante Comunitário do Recanto das Emas. Roriz Neto destaca a insuficiência de vigilância como um dos elementos facilitadores para a execução do crime que, de acordo com a Polícia, não teve motivo aparente e foi cometido durante surto, por parte do assassino.

    “As forças de segurança do DF vivem uma crise de efetivo que há muitos anos preocupa não só a população, mas os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Sabemos dos esforços do governador em abrir novos concursos, mas também compreendemos que os prazos são longos, principalmente por tratar-se da contratação de servidores para proteger nossa cidade e nossas famílias”, destaca o deputado.

    Roriz Neto afirma que ao possibilitar a contratação de vigilância utilizando os recursos oriundos das emendas, será possível reduzir parte do gargalo da segurança pública, evitando tragédias como o assassinato em frente a um equipamento público no Recando das Emas.

    “Sabemos que uma equipe de vigilância jamais substituirá o trabalho dos nossos policiais. Mas precisamos reforçar a segurança em locais como os rorizões, as escolas, o metrô, as unidades de saúde e demais estruturas do Estado. É mais uma precaução para garantir a paz social no Distrito Federal”, completa.

    O Projeto de Lei 1074/2024 foi protocolado e segue para tramitação na Câmara Legislativa. Caso aprovado, será enviado para apreciação pelo governador.

  • Roriz Neto cobra melhorias para a saúde

    Roriz Neto cobra melhorias para a saúde

    Paramentar reconhece boa vontade do governo, mas destaca necessidade de trabalho conjunto entre os poderes para superar crises e melhorar o atendimento para a comunidade

    O deputado Joaquim Roriz Neto (PL) voltou a destacar a necessidade de melhorias na saúde do Distrito Federal. O parlamentar apontou a constante falta de leitos de UTI como um problema grave e que carece de uma ação conjunta entre Executivo e Legislativo para que possa ser solucionado.

    “No último fim de semana uma mãe buscou a Justiça para garantir uma vaga para o filho em tratamento contra uma pneumonia. Mas basta fazer uma busca rápida na internet para constatar que a deficiência se arrasta há anos. Se não fizermos algo, em 2025 teremos as mesmas notícias sendo publicadas”, apontou.

    “Eu sei do empenho do governador Ibaneis Rocha para ampliar os números de leitos e para contratar mais médicos e profissionais, mas o problema parece não ter fim”, completou Joaquim Roriz Neto.

    Recentemente, o distrital também apresentou um Projeto de Lei para criação de um protocolo de enfrentamento às crises sazonais na saúde. A proposta tem como objetivo estabelecer um plano de ações com base no calendário de doenças já esperadas anualmente, agindo de forma preventiva e, também, dotando a máquina pública dos mecanismos necessários para evitar filas e mortes.

    “Se no período da seca sabemos da maior incidência das doenças respiratórias e no período da chuva o aumento no número de casos da Dengue, temos o dever de nos prepararmos. Com isso, ganha a população e o Estado, que se livrará dos elevados custos com contratos emergenciais”, ponderou Roriz Neto.

    A proposta faz parte de uma série de ações do deputado voltadas a melhorias na saúde pública da capital do país.