Categoria: Meio Ambiente

  • O Lago Paranoá e o desenvolvimento econômico no DF

    O Lago Paranoá e o desenvolvimento econômico no DF

    Pôr do Sol, lago Paranoá de Brasília –  crédito – João Carlos Bertolucci

    Das 27 Unidades da Federação, o Rio de Janeiro é pioneiro na criação de uma estrutura governamental especificamente voltada para a “Economia do Mar”. O estado tem estrutura consolidada e explicitamente dedicada ao tema, por meio da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (SEENEMAR) e da Comissão Estadual de Desenvolvimento da Economia do Mar (CEDEMAR), que funciona como um órgão consultivo ligado à secretaria e da qual participo no Grupo de Trabalho de Cultura e Turismo. Outros estados possuem órgãos com nomes e configurações diferentes que também se dedicam a setores-chave da Economia Azul. São Paulo tem o Fórum da Economia Azul Sustentável, que articula ações e debate políticas públicas para o setor. Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Santa Catarina, de forma mais tímida, normalmente por meio de secretarias de Pesca, de Desenvolvimento Econômico ou de instituições acadêmicas, começam a formular diretrizes para regular a economia azul, que inclui setores importantes como o de Petróleo e Gás, o de Transporte Marítimo, o de Pesca e Aquicultura, o de Turismo e o de Energias Renováveis. Todos eles impactam a vida das pessoas com grande peso econômico, afetando a geração de emprego e renda, pela produção de energia e alimentos de forma sustentável ou pela atração de turismo, essa indústria global maciça.

    Brasília não tem mar. Nem por isso pode esquecer do Lago Paranoá, corpo d’água artificial, como fonte de lazer náutico, esportivo e de turismo. É de fundamental importância que o poder público providencie o bom cuidado do lago. Sinalização adequada favorece a utilização das águas do Paranoá, inclusive como modal de transporte público. Outras intervenções incluem a construção de um atracadouro público flutuante com um Centro de Atendimento ao Turista na cabeceira norte da Ponte JK (lado dos restaurantes) e a retirada dos restos das estruturas de píeres deixadas pelos moradores no recuo das cercas com a desocupação da Orla – perigo iminente de acidentes com embarcações. Outras iniciativas benvindas serão a construção de uma marina pública –a primeira do Centro-Oeste e a realização de jornadas náuticas educativas atendendo alunos das redes pública e privada para fomentar o espírito de conservação ambiental e de utilização racional desse recurso hídrico que é símbolo da Capital Federal. Já passou da hora de se dar atenção à importância do Lago Paranoá como vetor de desenvolvimento econômico sustentável em Brasília.

     

     

  • Uma ponte de R$ 709 milhões sobre um lago sem trapiches

    Uma ponte de R$ 709 milhões sobre um lago sem trapiches

    Sem estrutura náutica adequada para a navegação e com pontos turísticos às suas margens completamente abandonados, o GDF deixa o setor náutico de lado, mais uma vez.

    O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER), deu início a um dos maiores investimentos dos últimos anos. Em novembro, foi publicado o Edital de Concorrência Eletrônica nº 90028/2025, que trata da contratação de empresa especializada para a implantação da nova ponte da Barragem do Paranoá e do sistema viário associado sobre a Estrada Parque Contorno (DF-001).

    rata-se, sem dúvida, de uma obra relevante para a mobilidade da capital federal, especialmente diante da realidade crítica do trânsito naquela região, com potencial para melhorar significativamente a circulação dos ônibus do transporte público, que hoje levam horas para cumprir percursos relativamente curtos entre as cidades naquela região. É de conhecimento geral que o transporte público no Distrito Federal é deficiente e incapaz de atender, de forma satisfatória, uma população que já ultrapassa 3 milhões de habitantes, distribuídos em 35 regiões administrativas e com uma extensa zona rural. Em uma capital onde cerca de 80% dos deslocamentos dependem desse modal, o caminho adotado tem sido o investimento em vias, pontes e viadutos. Ainda assim, o projeto escancara um velho paradoxo brasiliense: o avanço do concreto e do asfalto sobre um lago que permanece abandonado, sem políticas efetivas de integração urbana, ambiental e turística.

    O turismo náutico no DF, transporta cerca de 20 mil passageiros por mês, entre passeios, festas e serviços de charter, conforme o presidente da Asbranaut, João Carlos Bertolucci (foto – Divulgação)

    A nova ponte representa mais um agregado viário sobre o Lago Paranoá, que há décadas sofre com a ausência de infraestrutura adequada para o uso turístico, recreativo e náutico. Embora o governador demonstre intenção de valorizar o potencial do lago — que abriga hoje a quarta maior frota náutica do Brasil — a inércia de secretarias diretamente ligadas ao turismo impede que projetos estruturantes avancem.

     

    Governador Ibaneis Rocha e o presidente da Asbranaut, João Carlos Bertolucci – crédito – Asbranaut

    Em 2022, a Secretaria de Projetos Especiais publicou o Edital PMI nº 003/2022 com o objetivo de viabilizar a construção de uma Marina Pública no Lago Paranoá. O projeto foi vencido pela Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília (Asbranaut), mas, passados mais de três anos, o resultado oficial sequer foi publicado no Diário Oficial do DF. O travamento do processo levanta questionamentos sobre interesses internos e ajuda a explicar por que nada avança no setor náutico do lago.

    Hoje, o turismo náutico do Distrito Federal transporta cerca de 20 mil passageiros por mês, entre passeios, festas e serviços de charter. Ainda assim, não existe um único local tecnicamente adequado para embarque e desembarque de passageiros. O único ponto utilizado para essa finalidade é o muro de arrimo do Pontão do Lago Sul, estrutura improvisada, insegura e completamente inadequada para essa função.

    Projeto vitorioso da Marina Pública do DF, realizado pela Asbranaut em 2022, PMI 003. (Travado na Secretaria de Projetos Especiais)

    A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece critérios claros para a construção de píeres e trapiches destinados ao embarque e desembarque de passageiros. As normas exigem segurança estrutural, guarda-corpos, corrimãos, pisos antiderrapantes, iluminação, sinalização e, sobretudo, acessibilidade plena, com rampas adequadas, plataformas niveladas e proteção para crianças, idosos e pessoas com deficiência.

    A Marinha do Brasil, por meio das Normas da Autoridade Marítima (NORMAM) e da fiscalização da Capitania Fluvial de Brasília, também define regras rigorosas para a implantação e operação dessas estruturas, incluindo aprovação prévia de projetos, balizamento náutico, luzes de navegação e condições seguras para o transporte coletivo de passageiros. Nada disso é observado atualmente no Lago Paranoá.

    Trapiches abandonados e estrutura precária nas margens do Lago Paranoá (foto – Asbranaut)

    O abandono se estende à Orla JK, na cabeceira norte da Ponte JK — hoje reconhecida como Monumento Turístico da Capital Federal. O local, de grande beleza cênica, apresenta um cenário de desordem, com dezenas de ambulantes sem padronização, ausência de fiscalização sanitária e manipulação precária de alimentos, expondo moradores e turistas a riscos.

    A segurança da navegação é outro ponto crítico. Com mais de 40 embarcações de transporte de passageiros em operação — algumas com capacidade superior a 200 pessoas — o tema deveria ser prioridade absoluta. Tragédias como o naufrágio do barco Imagination, em 2011, que deixou nove mortos, não podem ser tratadas como um capítulo encerrado da história.

    Em todo o espelho d’água do lago, inexiste sinalização adequada por boias de demarcação, essenciais para separar áreas de banhistas, esportes náuticos e navegação. Também faltam sinalização e luzes de navegação em trapiches de marinas e clubes, e muitas rampas, em desacordo com as normas da Marinha.

    Na região da Concha Acústica, os trapiches estão destruídos, a orla tomada por barracas improvisadas e o espaço passou a ser utilizado como doca informal para construção de embarcações. Soma-se a isso a ocupação irregular por motorhomes abandonados, formando um cenário que lembra um ferro-velho a céu aberto em um dos principais cartões-postais da cidade.

    Nesse contexto, ninguém ganha. O comerciante trabalha de forma precária, o usuário se expõe a riscos, o turista se decepciona e leva uma imagem negativa de Brasília para o Brasil e o mundo — um contrassenso para uma cidade reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

    Enquanto isso, o governo se prepara para investir R$ 709 milhões em mais um agregado viário sobre o lago. Bastaria uma meros 10% desse valor para estruturar o setor náutico, com trapiches seguros, marinas públicas, sinalização adequada e ordenamento turístico. Resta saber se, além do concreto, o Lago Paranoá receberá o respeito e o planejamento que sua importância exige.

  • Construção de galeria pluvial na descida do Mirante

    Construção de galeria pluvial na descida do Mirante

    A construção da galeria de águas pluviais na descida do Mirante, no Setor Habitacional Arniqueira (SHA), Conjunto 5, próximo à Chácara 134, atingiu 60% de execução nesta quinta-feira (25). Com 600 metros de extensão, a obra foi iniciada em agosto e vai direcionar as águas das chuvas para um córrego próximo, garantindo escoamento contínuo e seguro. A entrega está prevista para o fim de outubro, com investimento de R$ 2,5 milhões. A execução é da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).O Mirante, por estar em uma das áreas mais altas de Arniqueira, sofre historicamente com graves problemas durante o período chuvoso. Em 2024, fortes tempestades arrancaram o asfalto, abriram crateras nas ruas e invadiram condomínios, causando pânico, prejuízos materiais e transtornos à mobilidade.

    Rede de águas pluviais – descida do Mirante com 60% concluída (Foto: Repórter Independente)

    Na ocasião, a vice-governadora Celina Leão, que estava como governadora em exercício, visitou a região acompanhada da administradora regional, Telma Rufino. Além de prestar solidariedade aos moradores, assinou no dia seguinte um decreto emergencial que mobilizou diversos órgãos do GDF em uma força-tarefa para recuperar a área e anunciou investimentos em drenagem pluvial.

    Projeto com os pontos emergenciais – circulo em rosa (Imagem – Coex)

    Levantamento e prioridades

    Após meses de estudos, a Novacap, em parceria com a Secretaria de Obras, identificou oito pontos críticos no SHA que necessitam de intervenções emergenciais até a implantação do macroprojeto de drenagem. A descida do Mirante foi priorizada por seu maior impacto. O investimento inicial estimado para os oito pontos é de R$ 34 milhões.

    Operários trabalham na construção da galeria pluvial (Foto:Repórter Independente )

    A administradora regional Telma Rufino acompanha a execução desde o início e destacou a relevância da intervenção:
    “Tenho lutado diuturnamente por essa obra. Talvez seja uma das mais importantes entre tantas outras conquistas. Ter uma rede de captação de águas pluviais não é apenas uma questão de infraestrutura básica, mas também de respeito pelos moradores. Quando as ruas ficam alagadas e as casas são invadidas pelas águas, milhares de pessoas são prejudicadas.”

    O secretário de Obras e Infraestrutura do DF, Valter Casimiro, também ressaltou a importância:
    “Arniqueira sofre historicamente com alagamentos pela ausência de galerias pluviais. Essa é uma demanda antiga da comunidade e prioridade do GDF. Nosso objetivo é garantir mais segurança, tranquilidade e qualidade de vida para os moradores, resolvendo de forma definitiva um problema que se arrasta há muitos anos.”

    O presidente da Novacap, Fernando Leite, classificou a obra como uma das maiores entregas em infraestrutura da região:
    “Intensificamos o trabalho para concluir a primeira etapa até o fim do período da seca. Certamente, trará muito conforto e segurança para a população.”

    Investimentos e retorno à comunidade

    Para Telma Rufino, a obra no Mirante representa um retorno direto aos moradores que vêm investindo na regularização de seus lotes junto à Terracap:
    “Essa intervenção é uma conquista coletiva. Estamos devolvendo aos moradores, na forma de infraestrutura e equipamentos públicos, os recursos que eles têm investido na regularização. É um marco na história de Arniqueira.”

    Voz da comunidade

    Moradores que convivem há décadas com os impactos da falta de drenagem celebram o avanço da obra.

    Wilza Maria de Brito e Silva: “A gente vê o governo cuidando e sente que tem alguém lembrando da gente”

    Moradora de Arniqueira há 21 anos, a professora aposentada Wilza Maria de Brito e Silva lembra que o local era tomado pelo barro e por lixo acumulado antes das intervenções. “Aqui virava um rio quando chovia. A água descia com força, era assustador. Agora a gente vê o governo cuidando e sente que tem alguém lembrando da gente”, conta.

    O motorista Valdinar Gama da Silva passa diariamente pela via. “Quando chovia, moto não passava, carro perdia placa, o asfalto era arrancado. Essa obra era esperada há muito tempo. Agora vai dar pra passar ônibus, moto e carro de aplicativo sem medo”, relata.

    Sebastião Ribeiro dos Santos, residente há mais de 20 anos no SHA 05, afirmou:
    “Estou pagando à Terracap pelo lote onde construí minha casa, e essa obra mostra que o governo está reinvestindo o nosso dinheiro em melhorias para nós. É uma conquista enorme.”

    Outro morador, Bruno Ribeiro, também comemorou:
    “Já perdi pneus e quebrei a suspensão do carro por causa dos buracos provocados pelas chuvas. Agora é esperar que esse trabalho chegue a todos os conjuntos do SHA.”

    📌 Nota de Serviço – Pontos emergenciais de drenagem em Arniqueira

    De acordo com levantamento da Novacap e da Secretaria de Obras, oito locais no Setor Habitacional Arniqueira (SHA) foram identificados como prioritários para receber obras emergenciais de drenagem pluvial:

    1. Chácara 35 – Conjunto 5
    2. Descida do Mirante – SHA 05 (próximo à Chácara 134)
    3. Mansão Imperial – SHA 5/6
    4. Chácara 3 – Conjunto 6
    5. Avenida Vereda da Cruz
    6. Chácara 37/38 – Caliandra (descida do Snoop)
    7. Chácara 43
    8. Chácara 41 – Conjunto 3

    🔹 Todas as intervenções fazem parte do plano emergencial do GDF, com investimento estimado em R$ 34 milhões, até a implantação do macroprojeto de drenagem pluvial da região.

     

  • Meio Ambiente e sustentabilidade são destaques na Campus Party

    Meio Ambiente e sustentabilidade são destaques na Campus Party

    Presença da Sema-DF fortalece o diálogo entre tecnologia e meio ambiente no ano em que o Brasil sedia a COP30

    A Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) marcou presença na edição 2025 da Campus Party Brasília Nacional, considerada o maior evento do país nos segmentos de tecnologia, inovação e empreendedorismo, com um estande voltado à promoção da sustentabilidade, da tecnologia e da consciência ambiental. A participação ocorreu em um momento estratégico para o Brasil, que neste ano sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA).

    A Campus Party Brasília foi realizada entre os dias 18 e 22 de junho, na Arena BRB Mané Garrincha. O evento teve início ao meio-dia do dia 18 e se estendeu até as 17h do dia 22, reunindo mais de 150 mil visitantes ao longo da programação. Durante o evento, a Sema-DF apresentou iniciativas do Distrito Federal voltadas à energia renovável, divulgação de dados espaciais, gestão de resíduos e conservação dos recursos hídricos, dentre outras. Além disso, promoveu debates sobre tecnologia verde, mobilizando a comunidade digital e jovens empreendedores para o desenvolvimento de soluções sustentáveis, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

    A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou a importância da ação para o fortalecimento de políticas públicas ambientais aliadas à inovação. “Unir meio ambiente e tecnologia é uma necessidade urgente. Nossa presença na Campus Party mostra que o Distrito Federal está comprometido com a inovação sustentável e pronto para liderar pelo exemplo no ano da COP30. Essa conexão com o público jovem e empreendedor é essencial para fomentar uma nova cultura de desenvolvimento, mais verde, mais inteligente e mais inclusiva”, comentou.

    Para o secretário do Meio Ambiente do DF, Gutemberg Gomes, a participação na feira representa uma oportunidade de engajamento direto com agentes transformadores. “Estamos engajando a juventude e as startups para pensar em soluções reais que enfrentem as mudanças climáticas. É fundamental que o governo incentive esse tipo de interação e troca de conhecimentos. A tecnologia tem um papel central na construção de cidades resilientes, e a Sema está empenhada em criar pontes entre o conhecimento técnico, a inovação e a responsabilidade ambiental”, afirmou.

    O subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema-DF, Luciano Miguel, também destacou a relevância da participação no evento e a articulação interinstitucional promovida durante a Campus Party. “A presença da Sema-DF na Campus Party reforça o nosso compromisso com a inovação ambiental. Ressalto, especialmente, a importância da Portaria Conjunta assinada entre a Sema e a Secti, que simboliza um passo importante para construirmos, em conjunto, ações que alinhem tecnologia e sustentabilidade”, ressaltou.

    A atuação da Sema-DF também se concentrou na antecipação de temas críticos que deverão ganhar destaque durante a COP30, como a descarbonização, a economia circular e a adaptação climática. Por meio de ações educativas e informativas, o estande buscou aproximar o público dos desafios e das oportunidades em torno da neutralidade de carbono e das cidades inteligentes. A iniciativa reforça o papel do Distrito Federal como protagonista na agenda climática nacional e internacional, estimulando parcerias entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil na construção de um futuro mais verde e digital.

  • Parque da Cidade recebe ação de descarte consciente de eletrônicos

    Parque da Cidade recebe ação de descarte consciente de eletrônicos

    Atividade tomou conta do Estacionamento 13, contando com a participação do público e de autoridades locais

    O Parque da Cidade recebeu, neste sábado (21), mais uma ação de conscientização ambiental: o Dia de Descarte Consciente, promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF),  em parceria com o Instituto Inteligência Ambiental. 

    Além do recolhimento gratuito de equipamentos eletroeletrônicos fora de uso, foi montada uma miniexposição com itens antigos e curiosos da história da tecnologia. Entre os itens estavam rádios de válvula, máquinas de escrever elétricas e os primeiros modelos de celulares, com destaque para os aparelhos chamados de tijolões dos anos 1990.

    Desde o início da manhã, moradores de diversas regiões administrativas levaram celulares antigos, computadores, televisores, cabos, impressoras e outros equipamentos que estavam guardados sem utilidade. A iniciativa faz parte das ações do GDF voltadas para o fortalecimento da logística reversa e da educação ambiental.

    Educação ambiental 

    “Este é o mês do meio ambiente, e temos um calendário com várias programações, sendo essa uma delas, que tem o cunho da educação ambiental”, declarou o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes. “Nós estamos trazendo aqui um ponto de coleta de eletroeletrônicos no Parque da Cidade porque é um local de maior movimentação em um sábado para justamente despertar a conscientização ambiental sobre o descarte seguro desses eletroeletrônicos.”

    Segundo o subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema-DF, Luciano Miguel, quem não puder participar da ação pode fazer o descarte adequado em outros endereços fixos: “Temos 120 pontos de entrega voluntária no Distrito Federal. No site da secretaria nós temos a relação desses locais. Basta colocar o CEP da sua residência que você vai saber onde tem um mais próximo para esse tipo de descarte” .

    A bióloga Luciana Brito, 31 anos, mora no Lago Norte e foi até o Parque da Cidade para participar do evento. “Eu sei da importância de fazer o reaproveitamento desses materiais, principalmente do material eletrônico, porque em sua composição há elementos tóxicos”, disse. “Por isso, trouxe aparelhos de som, controles remotos e fitas cassete que estavam lá em casa e na casa da minha mãe”.

    A expectativa é que diversos itens sejam recolhidos ao longo da ação. Todo o material arrecadado será encaminhado para empresas especializadas em reciclagem e reaproveitamento de componentes.

  • Floresta Nacional de Brasília comemora 26 anos

    Floresta Nacional de Brasília comemora 26 anos

    Polícia Militar Ambiental participou das comemorações neste sábado (14), com demonstrações do trabalho de proteção da fauna e flora do Cerrado

    O Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) representou a Polícia Militar do Distrito Federal no evento que celebrou, neste sábado (14), os 26 anos da Floresta Nacional de Brasília (Flona), uma das principais unidades de conservação do DF.

    Durante a comemoração, foram realizadas atividades de educação ambiental, com orientações sobre preservação dos recursos naturais e demonstrações do trabalho da PMDF na proteção da fauna e flora do Cerrado.

    Representando a comandante-geral da corporação, coronel Ana Paula Habka, e o comandante do BPMA, tenente-coronel Adelino, o primeiro-tenente Cavalcante destacou a importância da cooperação entre forças de segurança, sociedade civil e órgãos ambientais. “A Polícia Militar é uma parceira ativa na defesa do meio ambiente e no fortalecimento da consciência ecológica”, afirmou.

    Entre os momentos que mais chamaram a atenção do público, especialmente das crianças, esteve a aparição do mascote Lobo-Guará, símbolo das ações de preservação ambiental promovidas pelo batalhão.

    A participação da PMDF reforça o papel da corporação na proteção do patrimônio natural do DF e no incentivo à conscientização ecológica.

  • Nova iluminação transforma o Parque Ecológico do Areal

    Nova iluminação transforma o Parque Ecológico do Areal

                                          Iluminação de led em todo a extensão do Parque Ecológico do Areal  (foto: Adm. Arniqueira)

             Após intensa articulação da administradora regional de Arniqueira, Telma Rufino, junto à Companhia Energética de Brasília (CEB Ipes), o Parque Ecológico do Areal recebeu um importante investimento na revitalização da sua iluminação pública. A substituição das antigas lâmpadas por novas luminárias de LED de alta potência foi concluída na tarde da última sexta-feira (13), e as luzes foram acesas no início da noite, proporcionando um verdadeiro espetáculo visual em toda a extensão do parque.

             A melhoria vai além da estética: representa um avanço significativo na segurança e no bem-estar dos frequentadores, especialmente daqueles que utilizam a área para atividades noturnas. Com a pista de caminhada totalmente iluminada, os moradores podem realizar suas caminhadas e exercícios físicos com mais tranquilidade e conforto, mesmo após o pôr do sol. A nova iluminação também beneficia os praticantes de esportes, que agora contam com quadras e campos bem iluminados, favorecendo jogos de futebol, vôlei e outras atividades recreativas à noite.

              A ação reforça o compromisso da Administração Regional em valorizar os espaços públicos, incentivando hábitos saudáveis e a convivência comunitária. Segundo Telma Rufino, a iluminação é um fator essencial para devolver vida ao parque durante o período noturno.
    “A população do Areal merece espaços públicos iluminados, seguros e acolhedores. Com essa nova iluminação, damos um passo importante para que mais famílias aproveitem o parque também à noite, seja para se exercitar, brincar ou simplesmente caminhar com tranquilidade,” afirmou a administradora.

              Com a intervenção, o Parque Ecológico do Areal se consolida como um dos principais pontos de lazer da Região Administrativa de Arniqueira, atendendo moradores do Areal, Veredão, ADE e bairros vizinhos.

    Informações: Ascom Administração de Arniqueira

  • De véu e capacete

    De véu e capacete

    Casórios na cidade das motos e do rock (foto: CMW)

              Nem só de rock e ronco de motores vive o Capital Moto Week. Ao longo de sua história de mais de duas décadas, o maior festival de rock e motos da América Latina é também palco de histórias de amor que nasceram, cresceram e se eternizaram sob duas rodas. No embalo da liberdade, da música e do estilo de vida motociclista, o CMW virou cenário de pedidos de casamento, celebrações inusitadas e cerimônias inesquecíveis. “Essas histórias de casamentos e uniões que acontecem no Capital Moto Week são um reflexo do amor que a gente coloca na produção do festival”, revela a CEO Juliana Jacinto.
              Essa energia já inspirou muitos casais a consagrar suas uniões. Foi o caso dos brasilienses Geovana Carlos e Sóstenes Santos. Em 2024, poucas horas após oficializar o casamento no civil,  eles optaram por uma celebração cheia de adrenalina antes de partirem para a tradicional lua de mel. De vestido de noiva e trajes cerimoniais, o casal comemorou no Capital Moto Week ao melhor estilo rock and roll, onde fizeram sessão fotográfica e assistiram aos shows, chamando a atenção do público.
              Geovana era cliente de uma farmácia e Sóstenes, entregador do estabelecimento. O interesse surgiu ali e não demorou muito para começarem a namorar. Nesse período, eles frequentaram o Capital Moto Week três anos seguidos até decidirem oficializar. “O amor bateu em minha porta de moto e estava com jaqueta preta, do jeito que sempre gostei. Não podíamos ter escolhido outro lugar para marcar este momento”, disse Geovana.
              No ano anterior, os paranaenses Sabrina Nascimento e Roberto Dal Col reuniram filhos e amigos motociclistas para uma cerimônia no coração do festival. Eles chegaram trajados de noivos pilotando suas motos, atravessaram a avenida principal com suas famílias e celebraram a união na tenda do motoclube Alpes do Planalto, do qual fazem parte. “Esse é um lugar nosso. Aqui tem a nossa cara. O Moto Week virou nossa casa”, resumiu Sabrina.
             Para a edição de 2025  além dos headliners Biquini, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Samuel Rosa, Angra, Lobão Trio, Magic!, Cidade Negra, Marcão Britto & Thiago Castanho, Charlie Brown Jr. e Detonautas  o Capital Moto Week tem mais uma confirmação: Vivi e Murilo se casarão na Cidade da Moto no dia 30 de julho.  “O destino nos uniu em uma noite especial e é sob esse mesmo céu, no maior festival de motos da América Latina, que será nosso casamento”, anuncia o convite. Prepare a moto, o traje especial e deixe o amor te conduzir para o festival mais casamenteiro do Brasil.
    Sobre o Capital Moto Week 2025
             De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília será palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atrai 800 mil pessoas e 300 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos mais de 100 shows previstos para 2025, o festival oferece programação variada que inclui atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.
  • Prática de pesca no Lago Paranoá requer registro geral da atividade; saiba como funciona

    Prática de pesca no Lago Paranoá requer registro geral da atividade; saiba como funciona

    Importante para a regularização de quem utiliza o espaço como opção de esporte e lazer, documentação pode ser preenchida online

    No vai e vem das águas, o embate entre peixe e pescador vai além do consumo próprio para subsistência. A pesca é uma atividade que também engloba as modalidades amadora, esportiva, subaquática, artesanal/profissional e científica. No Distrito Federal, muitos brasilienses pescam no Lago Paranoá, atividade para a qual é preciso obter o Registro Geral de Pesca (RGP), para que a prática seja praticada dentro da legalidade. O documento é emitido pelo Ministério de Pesca e Aquicultura (MPA); e, em Brasília, já são 408 pessoas registradas.

    A lei nº 7.399 de 15/1/2024, criada pelo deputado distrital Daniel de Castro, autoriza o exercício da pesca no Lago Paranoá, onde estima-se que mais de 40 mil pessoas a praticam em diversas modalidades. No âmbito do DF, a prática é regulamentada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) por meio da Subsecretaria de Pesca e Aquicultura.

    O representante da pasta, Edson Buscacio, relata que um grupo de trabalho (GT) foi criado para a regulamentação da pesca, envolvendo parceiros e entes do Estado, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Brasília Ambiental, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e o próprio Ministério da Pesca e Aquicultura.

    Regulamentação

    “O RGP é determinado por lei, e todo pescador no território nacional tem que ter”, enfatiza o subsecretário. “É importante para que eles possam se sentir tranquilos em relação ao cumprimento das leis e ter o acesso aos direitos como pescador, no caso de profissionais e artesanais. Hoje você tem que ter uma pesca consciente e sustentável, e isso só se dá por meio do plano de ação do governo.”

    O açougueiro Victor Veiga, 33 anos, pesca desde os 12. Testando a sorte no Lago Paranoá, na parte do Deck Sul, que frequenta cerca de duas vezes por semana, ele conseguiu algumas espécies bonitas na modalidade esportiva, devolvendo ao lago os exemplares que conquistou na linha. Para ele, a pescaria é uma terapia. “Me relaxa do estresse do serviço, chego mais aliviado em casa e tenho mais paciência com as crianças – é um momento de desestresse”, conta. “Além da emoção da surpresa na pescaria, porque a gente sempre espera o peixe grande. É sempre uma adrenalina e um lazer do dia a dia”.

    Victor pontua que o Lago Paranoá tem uma variedade de peixes, como o tucunaré e a traíra, que são mais fáceis de pegar. Ele ressalta a necessidade de ter os registros regularizados. “Muitas pessoas pescam no ilegal, na pesca predatória”, aponta. “É importante estar em dia com o governo. Um registro dá maior segurança de vir a um local e não ser abordado por um policial e perder seu material, além de proteger a diversidade aquática”.

    Lago Paranoá

    Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Descrito como uma vitrine da cidade, o Lago Paranoá é considerado o espelho-d’água do Distrito Federal, com 48 km² e, na parte mais funda, 38 metros de profundidade. O lago artificial melhora o microclima da região e promove diversidade de uso em cerca de 80% de sua superfície, conforme mapeado pela Sema-DF, desde pedalinhos até grupos de remo e mergulho. A pescaria também não passa despercebida como uma modalidade procurada no local.

    “A extração controlada é importante para a oxigenação e para manutenção do controle da água, que desde 2002 tem uma qualidade excepcional por meio do trabalho realizado pela Caesb [Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal]”, enfatiza o subsecretário de Pesca e Aquicultura. “Hoje nós temos uma explosão do camarão, uma espécie que só sobrevive em água de qualidade. Para essa manutenção, nós precisamos ter toda essa estrutura desenhada num plano de ação do Estado, algo fortalecido por meio da regulamentação da pesca.”

    O policial militar aposentado Wagner Costa do Nascimento, 55, aproveitou a manhã de baixa temperatura para pescar no Deck Norte do Lago Paranoá. Ele apontou um crescimento na modalidade após o investimento deste GDF em infraestrutura nas áreas do lago: “Agora a pescaria está se desenvolvendo mais. Nesses últimos anos, fizeram a orla, deram infraestrutura e melhorou essa região. Até a qualidade da água está melhor; além do camarão, ainda tem aqueles carazinhos da época do Juscelino Kubitschek, peixes pequenos conhecidos como JKs”.

    Como obter o RGP

    A pesca esportiva e amadora no Lago Paranoá requer inscrição no RGP na categoria Pescador Amador ou Esportivo, conforme norma específica. A pesca artesanal, por sua vez, é regulamentada com foco na proteção dos recursos naturais e na garantia da atividade pesqueira. A Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) também está envolvida na gestão do Seguro Defeso, que beneficia pescadores artesanais durante o período de interdição da pesca.

    Licença para Pesca Amadora ou Esportiva  é emitida digitalmente pela Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP/MPA) e tem validade de um ano em todo território nacional. Uma vez licenciada, a pessoa poderá pescar em qualquer região do país, salvo locais protegidos por norma federal, estadual ou municipal. Alguns estados podem exigir uma licença de pesca complementar. A categoria desembarcada possui uma taxa anual de R$ 20, e a embarcada custa R$ 60, com opções de pagamento por Pix, cartão de crédito e boleto.

  • Ação pelo Dia Mundial do Meio Ambiente retira 150 kg de lixo do Lago Paranoá

    Ação pelo Dia Mundial do Meio Ambiente retira 150 kg de lixo do Lago Paranoá

    Operação de limpeza ambiental feita pela PMDF mobilizou mergulhadores, voluntários e policiais militares retiraram resíduos das margens e do fundo do lago

    Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira (5), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) da PMDF promoveu uma importante operação de limpeza no Lago Paranoá, nas proximidades da Ponte JK. A ação contou com o apoio de voluntários e da Companhia Lacustre e resultou na retirada de aproximadamente 150 kg de lixo — entre resíduos recolhidos nas margens e também do fundo do lago, com apoio de mergulhadores especializados.

    A coleta subaquática revelou uma preocupante quantidade de lixo plástico acumulado, como garrafas, embalagens e objetos diversos, muitos deles invisíveis da superfície, mas que colocam em risco a fauna aquática e a qualidade da água. A presença de mergulhadores reforça a complexidade da ação e o comprometimento da PMDF com a preservação ambiental.

    A mobilização está alinhada ao tema global definido pela Organização das Nações Unidas para 2025: “O fim da poluição plástica global”. O objetivo é conscientizar sobre os impactos do descarte incorreto de plásticos no meio ambiente e incentivar práticas mais sustentáveis por parte da população.

    De acordo com o comandante do Batalhão Ambiental, a ação reflete o esforço contínuo da corporação em defesa dos recursos naturais do DF. “Muitos dos resíduos que encontramos estavam submersos, longe da vista, mas não dos impactos ambientais. A retirada desses materiais é essencial para garantir a saúde do ecossistema aquático”, afirmou.