Categoria: Navegar Náutica e Pesca

  • Acidente no Rio Grande expõe perigo oculto nas águas do Paranoá e Corumbá IV: ASBRANAUT alerta autoridades

    Acidente no Rio Grande expõe perigo oculto nas águas do Paranoá e Corumbá IV: ASBRANAUT alerta autoridades

    Trapiches abandonados às margens do lago Paranoá ligam alerta, após acidente no Rio Grande (MG) com seis vítimas fatais – Foto- Bertolucci

    Uma tragédia que marcou o último fim de semana acendeu um sinal de alerta vermelho para a segurança da navegação em águas interiores brasileiras. Na noite de sábado, 21 de fevereiro, uma lancha que navegava no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, nas imediações de Sacramento, colidiu contra um piér sem qualquer iluminação. O impacto foi devastador: seis pessoas morreram, incluindo a mãe e uma criança de apenas quatro anos de idade. Entre as vítimas estava o próprio piloto, que não possuía habilitação náutica (Arrais-Amador), conforme apurado pelas autoridades. O acidente ainda deixou vários passageiros feridos e chocou familiares e comunidades ribeirinhas que frequentam o rio nas horas de lazer.

    O episódio, além de uma dolorosa perda de vidas, evidencia um problema recorrente que não é exclusivo da região sul de Minas: a presença de obstáculos não sinalizados em vias navegáveis interiores e o uso imprudente de embarcações durante a noite. “A falta de iluminação e de autorização da Marinha para estruturas como pieres e trapiches expõe quem navega, seja para lazer ou trabalho, a perigos evitáveis e potencialmente fatais”, afirma o presidente da Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília (Asbranaut), João Carlos Bertolucci, que vem alertando as autoridades marítimas sobre esses riscos.

    O passado sombrio de Brasília: quando o Lago Paranoá virou cena de um naufrágio

    O alerta traz à memória um dos episódios mais dramáticos da história recente de Brasília. No dia 22 de maio de 2011, uma embarcação de turismo denominada Imagination, com capacidade autorizada para transportar até 93 pessoas, navegava no Lago Paranoá durante a noite quando afundou e deixou pelo menos nove mortos, incluindo um bebê de seis meses. A embarcação virou a cerca de 1 km da margem, e dezenas de pessoas tiveram que ser resgatadas das águas escuras do lago. Os relatos da tragédia apontaram para a possibilidade de superlotação e para a falta de condições adequadas de operação e segurança, apesar de o lago ser um dos principais pontos de recreação aquática da capital federal.

    O alerta foi  feito pelo presidente da Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília – Asbranaut -, João Carlos Bertolucci – foto – Divulgação.

    Esse episódio marcante, ocorrido a menos de uma década e meia, mostra que o perigo de acidentes graves em represas e lagos interiores não é mera hipótese. A tragédia de 2011 deixou claro que embarcações comerciais ou recreativas, mesmo quando aparentemente seguras, podem se tornar letais em condições inadequadas de navegação noturna, superlotação e falta de sinalização adequada no entorno dos obstáculos aquáticos.

    Perigo oculto no Lago Paranoá: estruturas abandonadas e pieres sem sinalização

    A realidade vivida em Brasília hoje pode estar caminhando para uma versão diferente, mas igualmente perigosa, do mesmo problema. Nos últimos anos, com a desobstrução da orla do Lago Paranoá e o recuo compulsório das construções às margens para garantir acesso público, muitos proprietários de trapiches retiraram apenas as tábuas de piso dos pieres, deixando as estruturas verticais submersas ou semi-submersas sem qualquer iluminação ou sinalização náutica. Essas estruturas abandonadas, agora se tornaram verdadeiras armadilhas para embarcações que navegam à noite nas proximidades das margens.

    Condições precárias dos pieres no ponto turístico Concha Acústica – foto: JCBertolucci 

           Segundo o presidente da Asbranaut, João Carlos Bertolucci, “a ausência de sinalização e iluminação em estruturas obsoletas ao longo do Paranoá representa um risco iminente de acidentes graves ou fatais, especialmente quando associada à navegação recreativa após o pôr do sol”. A entidade já oficializou alertas à Capitania Fluvial de Brasília,  instando por inspeções, remoção ou regularização dessas estruturas e pela implementação de um sistema de iluminação e marcação náutica que possa prevenir colisões, acidentes e perdas de vidas.

    Além disso, o Lago Paranoá concentra centenas de pieres pertencentes a clubes, hotéis e residências que devem ser fiscalizados pela autoridade marítima competente. Em muitos casos, alguns deles, sequer dispõem de iluminação de navegação, tornando quase invisíveis obstáculos potencialmente fatais quando acima do espelho d´água ou semi-submersos após o anoitecer.

    Risco similar em Corumbá IV: águas goianas também carecem de regulação

    Não é apenas Brasília que enfrenta esse cenário de riscos ocultos. No Lago de Corumbá IV, em Goiás, região que também recebe intensa navegação recreativa durante fins de semana e feriados, em decorrência das centenas de condomínios. A maioria deles construíram trapiches e pieres às margem da represa sem apresentar projetos à Capitania Fluvial do estado e sem garantir sinalização adequada para navegação noturna. Essas estruturas improvisadas multiplicaram potenciais pontos de impacto para embarcações que trafegam em velocidade ou com pouca visibilidade.

    A falta de regulamentação, fiscalização e iluminação dessas estruturas, combinada com a crescente ocupação náutica dos lagos interiores, cria um cenário propício para acidentes graves, alguns possivelmente com consequências tão trágicas quanto o ocorrido no Rio Grande ou até mesmo como os episódios históricos em Brasília”, ressalta Bertolucci. Ele reforça que, sem medidas urgentes de ordenamento e fiscalização, não apenas a segurança de lazer será comprometida, mas vidas poderão ser ceifadas em águas que deveriam ser de convivência e recreação.

    Ação e responsabilidade: um chamado à autoridade marítima

    Diante dos fatos, a Asbranaut tem intensificado seus esforços de comunicação com as Marinhas de Brasília e Goiás, exigindo que sejam tomadas providências como:

    • inspeção sistemática de todas as estruturas de apoio à navegação (pieres, trapiches e atracadouros);
    • obrigatoriedade de projetos aprovados e certificados pela autoridade marítima;
    • instalação de sistemas de iluminação e sinalização náutica conforme normas;
    • campanhas educativas para usuários de embarcações de recreio;
    • fiscalização intensificada da habilitação de condutores de embarcações recreativas.

    A tragédia no Rio Grande, a memória dolorosa do naufrágio de 2011 no Lago Paranoá, e o cenário hoje presente nos lagos do Centro-Oeste servem como um alerta urgente: sem medidas concretas de segurança, fiscalização e regulação rigorosa, a próxima grande tragédia pode estar apenas a uma noite de distância – entre o brilho de uma festa e as águas escuras que escondem perigos invisíveis, muitas vezes, improvisados.

  • O Lago Paranoá e o desenvolvimento econômico no DF

    O Lago Paranoá e o desenvolvimento econômico no DF

    Pôr do Sol, lago Paranoá de Brasília –  crédito – João Carlos Bertolucci

    Das 27 Unidades da Federação, o Rio de Janeiro é pioneiro na criação de uma estrutura governamental especificamente voltada para a “Economia do Mar”. O estado tem estrutura consolidada e explicitamente dedicada ao tema, por meio da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (SEENEMAR) e da Comissão Estadual de Desenvolvimento da Economia do Mar (CEDEMAR), que funciona como um órgão consultivo ligado à secretaria e da qual participo no Grupo de Trabalho de Cultura e Turismo. Outros estados possuem órgãos com nomes e configurações diferentes que também se dedicam a setores-chave da Economia Azul. São Paulo tem o Fórum da Economia Azul Sustentável, que articula ações e debate políticas públicas para o setor. Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Santa Catarina, de forma mais tímida, normalmente por meio de secretarias de Pesca, de Desenvolvimento Econômico ou de instituições acadêmicas, começam a formular diretrizes para regular a economia azul, que inclui setores importantes como o de Petróleo e Gás, o de Transporte Marítimo, o de Pesca e Aquicultura, o de Turismo e o de Energias Renováveis. Todos eles impactam a vida das pessoas com grande peso econômico, afetando a geração de emprego e renda, pela produção de energia e alimentos de forma sustentável ou pela atração de turismo, essa indústria global maciça.

    Brasília não tem mar. Nem por isso pode esquecer do Lago Paranoá, corpo d’água artificial, como fonte de lazer náutico, esportivo e de turismo. É de fundamental importância que o poder público providencie o bom cuidado do lago. Sinalização adequada favorece a utilização das águas do Paranoá, inclusive como modal de transporte público. Outras intervenções incluem a construção de um atracadouro público flutuante com um Centro de Atendimento ao Turista na cabeceira norte da Ponte JK (lado dos restaurantes) e a retirada dos restos das estruturas de píeres deixadas pelos moradores no recuo das cercas com a desocupação da Orla – perigo iminente de acidentes com embarcações. Outras iniciativas benvindas serão a construção de uma marina pública –a primeira do Centro-Oeste e a realização de jornadas náuticas educativas atendendo alunos das redes pública e privada para fomentar o espírito de conservação ambiental e de utilização racional desse recurso hídrico que é símbolo da Capital Federal. Já passou da hora de se dar atenção à importância do Lago Paranoá como vetor de desenvolvimento econômico sustentável em Brasília.

     

     

  • Produção de pescado bate recordes no Distrito Federal

    Produção de pescado bate recordes no Distrito Federal

    No último ano, o Quadradinho produziu mais de 2 milhões de quilos de diferentes espécies, contando com o apoio de políticas públicas do GDF

    Em 2024, os produtores de peixes do Distrito Federal apoiados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) conseguiram o feito histórico de produzir a maior quantidade de pescado, no período de um ano, em solo brasiliense. Foram 2.163.472 kg de peixes de diferentes espécies, um salto de mais de 6% em relação a 2023, superando o recorde alcançado naquele ano. Entre a série de fatores que compõem o resultado, além do apoio das políticas públicas está o aumento do número de produtores de pescado, que subiu de 919 para 970 no período de um ano.

    A região do Gama lidera a produção no DF, com 546.015 kg, seguida por Ceilândia que alcançou sua melhor marca, com 521.055 kg (um aumento de 57,88% na produção que, em 2023, foi de 330 mil kg). Os produtores do Paranoá alcançaram 353.301 kg de pescado produzido, seguido pelos piscicultores do Núcleo Rural Alexandre Gusmão, com 201.997 kg.

    Considerando o número de produtores rurais, Ceilândia cresceu não apenas em números de produção, mas também no número de piscicultores, que passou de 160, em 2023, para 187 este ano, sendo a região com o maior número de produtores de peixes no DF. No Gama, o número subiu de 148 para 185 produtores, seguido por Planaltina, atualmente com 100 produtores.

    Baixa manutenção

    Dono de uma das propriedades referências em piscicultura no DF, o produtor rural Ademir Gomes, 58 anos, tem oito tanques e uma média de 20 mil peixes na chácara Shallom, localizada no Sol Nascente, de onde saem cerca de 20 toneladas de tilápia por ano. Na atividade desde 2014, ele diz ter escolhido a piscicultura pela facilidade em relação à outras culturas e o retorno que ela proporciona.

    “Deixei de fazer outras culturas porque não estava compensando mais, pela falta de mão de obra. A piscicultura exige menos da gente, vale a pena trabalhar com peixe e eu gosto. A gente tem que estar na ativa e sempre atento, mas é um estoque que, se não tirou, pode ficar para depois. A hortaliça não, quando chega o ponto de colher a produção, tem que ser vendida de qualquer forma”, acentua.

    Para os pequenos produtores, o negócio de tilápias pode até não ser o maior foco, mas gera uma renda a mais que é importante para a família. É o caso do piscicultor Joel Félix, 72, que além de agricultor e apicultor, cria peixes em Planaltina. Segundo ele, os alevinos representam cerca de 30% da renda familiar. “Eu resolvi mexer com peixe porque você não tem que correr tanto no dia a dia. Mão de obra hoje é uma coisa muito difícil, especialmente pela minha idade. É uma renda a mais”.

    Joel conta que começou com uma espécie de peixe, mas após ser orientado pela Emater-DF sobre qual alevino se encaixaria melhor nos tanques lonados, mudou a estratégia. Ele descreve o apoio da empresa pública como algo essencial para os produtores do DF: “A Emater é nossa base. Se precisamos de algo, ligamos para os técnicos e imediatamente eles estão no local nos dando assistência e orientações”.

    Crescimento

    O técnico da Emater-DF, Adalmyr Borges, reforça o quanto a aquicultura vem crescendo nos últimos anos, com um avanço de 5% a 6% a cada ano. “Atualmente temos em torno de 2 mil toneladas de peixe sendo produzidas por ano no Distrito Federal, a principal espécie sendo a tilápia, que é um peixe bem adequado às condições na região, com facilidade de ter a forma do filé, sem espinhas e isso atrai muito o consumidor e caiu no gosto da população”, observa.

    A concessão de linha de crédito e o acompanhamento dos extensionistas da Emater-DF – tanto da cadeia produtiva, quanto do escoamento da produção – estão entre as políticas públicas que o Governo do Distrito Federal (GDF) oferece para os piscicultores brasilienses.

    Além de projetos como o Proágua – um acompanhamento contínuo dos produtores de peixe da região – e o Aqua+, com foco no uso eficiente da água, o técnico destaca como fatores de crescimento da produtividade a implantação de unidades de referência no DF, atualmente contando com cinco, que são propriedades onde já existem produtores rurais na região trabalhados como modelos para a demonstração de tecnologias para outros produtores e cursos de capacitação. A aquicultura brasiliense também é alavancada com o novo projeto já sendo instalado pelo GDF, que visa o aproveitamento dos reservatórios de irrigação para criação de peixes nos tanques lonados, em especial na região Planaltina.

    “A gente espera ter um aumento ainda maior da produção nesse ano. Brasília é um grande mercado consumidor, com um consumo per capita dos mais altos do Brasil e, ao mesmo tempo, temos a atuação do Governo do Distrito Federal por meio da Emater, com os programas de estímulo à aquicultura. Trabalhamos orientando os produtores sobre a melhor forma de regularizar a atividade, como controlar a qualidade da água para ter uma produção eficiente de peixes, como utilizar a alimentação… Ou seja, gastar menos dinheiro produzindo a mesma quantidade de peixe e reduzindo os custos de produção”, detalha.

  • Lançada licitação para instalação de guarda-corpo no Deck Sul

    Lançada licitação para instalação de guarda-corpo no Deck Sul

    Intervenção reforça segurança na orla do Setor de Clubes Esportivos Sul

    A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) publicou aviso de licitação para contratar empresa especializada na fabricação e instalação de guarda-corpo metálico em aço galvanizado na orla do Deck Sul, no Setor de Clubes Esportivos Sul. O documento foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) do último dia 11 de junho. 

    “O Deck Sul é um dos cartões-postais da cidade e recebe milhares de visitantes. A instalação de novos guarda-corpos é uma medida essencial para assegurar a integridade dos frequentadores e valorizar ainda mais esse importante espaço de convivência”, explica o diretor de Planejamento e Projetos da Novacap, Carlos Spies.

    Além da instalação do novo guarda-corpo, a intervenção inclui a retirada das estruturas existentes que não podem ser reaproveitadas e a restauração daquelas em condições de uso. O objetivo é garantir mais segurança aos frequentadores e preservar a infraestrutura de um dos principais pontos de lazer da capital.

    A licitação será realizada na modalidade Pregão Eletrônico nº 042/2025 NLC/PRES, do tipo menor preço, com modo de disputa aberto. O valor estimado do contrato é de R$ 697 mil. A sessão pública ocorre em 7 de julho, conduzida pelo Núcleo de Licitação da Novacap. O prazo para a execução dos serviços é de 60 dias, contados a partir da emissão da ordem de serviço.

    O administrador do Plano Piloto, Bruno Olímpio, afirma que o anúncio da revitalização do espaço vai beneficiar toda população, além de ser uma demanda antiga dos frequentadores.

    “A licitação lançada pela Novacap representa um avanço importante para a revitalização do Deck Sul, um espaço de grande relevância para o lazer e a convivência no Plano Piloto. A revitalização e melhorias com instalações novas atende a uma demanda antiga da comunidade e reforça nosso compromisso com a segurança, a acessibilidade e a preservação dos espaços públicos da capital”, ressalta Bruno Olímpio.

  • Prática de pesca no Lago Paranoá requer registro geral da atividade; saiba como funciona

    Prática de pesca no Lago Paranoá requer registro geral da atividade; saiba como funciona

    Importante para a regularização de quem utiliza o espaço como opção de esporte e lazer, documentação pode ser preenchida online

    No vai e vem das águas, o embate entre peixe e pescador vai além do consumo próprio para subsistência. A pesca é uma atividade que também engloba as modalidades amadora, esportiva, subaquática, artesanal/profissional e científica. No Distrito Federal, muitos brasilienses pescam no Lago Paranoá, atividade para a qual é preciso obter o Registro Geral de Pesca (RGP), para que a prática seja praticada dentro da legalidade. O documento é emitido pelo Ministério de Pesca e Aquicultura (MPA); e, em Brasília, já são 408 pessoas registradas.

    A lei nº 7.399 de 15/1/2024, criada pelo deputado distrital Daniel de Castro, autoriza o exercício da pesca no Lago Paranoá, onde estima-se que mais de 40 mil pessoas a praticam em diversas modalidades. No âmbito do DF, a prática é regulamentada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) por meio da Subsecretaria de Pesca e Aquicultura.

    O representante da pasta, Edson Buscacio, relata que um grupo de trabalho (GT) foi criado para a regulamentação da pesca, envolvendo parceiros e entes do Estado, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Brasília Ambiental, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e o próprio Ministério da Pesca e Aquicultura.

    Regulamentação

    “O RGP é determinado por lei, e todo pescador no território nacional tem que ter”, enfatiza o subsecretário. “É importante para que eles possam se sentir tranquilos em relação ao cumprimento das leis e ter o acesso aos direitos como pescador, no caso de profissionais e artesanais. Hoje você tem que ter uma pesca consciente e sustentável, e isso só se dá por meio do plano de ação do governo.”

    O açougueiro Victor Veiga, 33 anos, pesca desde os 12. Testando a sorte no Lago Paranoá, na parte do Deck Sul, que frequenta cerca de duas vezes por semana, ele conseguiu algumas espécies bonitas na modalidade esportiva, devolvendo ao lago os exemplares que conquistou na linha. Para ele, a pescaria é uma terapia. “Me relaxa do estresse do serviço, chego mais aliviado em casa e tenho mais paciência com as crianças – é um momento de desestresse”, conta. “Além da emoção da surpresa na pescaria, porque a gente sempre espera o peixe grande. É sempre uma adrenalina e um lazer do dia a dia”.

    Victor pontua que o Lago Paranoá tem uma variedade de peixes, como o tucunaré e a traíra, que são mais fáceis de pegar. Ele ressalta a necessidade de ter os registros regularizados. “Muitas pessoas pescam no ilegal, na pesca predatória”, aponta. “É importante estar em dia com o governo. Um registro dá maior segurança de vir a um local e não ser abordado por um policial e perder seu material, além de proteger a diversidade aquática”.

    Lago Paranoá

    Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Descrito como uma vitrine da cidade, o Lago Paranoá é considerado o espelho-d’água do Distrito Federal, com 48 km² e, na parte mais funda, 38 metros de profundidade. O lago artificial melhora o microclima da região e promove diversidade de uso em cerca de 80% de sua superfície, conforme mapeado pela Sema-DF, desde pedalinhos até grupos de remo e mergulho. A pescaria também não passa despercebida como uma modalidade procurada no local.

    “A extração controlada é importante para a oxigenação e para manutenção do controle da água, que desde 2002 tem uma qualidade excepcional por meio do trabalho realizado pela Caesb [Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal]”, enfatiza o subsecretário de Pesca e Aquicultura. “Hoje nós temos uma explosão do camarão, uma espécie que só sobrevive em água de qualidade. Para essa manutenção, nós precisamos ter toda essa estrutura desenhada num plano de ação do Estado, algo fortalecido por meio da regulamentação da pesca.”

    O policial militar aposentado Wagner Costa do Nascimento, 55, aproveitou a manhã de baixa temperatura para pescar no Deck Norte do Lago Paranoá. Ele apontou um crescimento na modalidade após o investimento deste GDF em infraestrutura nas áreas do lago: “Agora a pescaria está se desenvolvendo mais. Nesses últimos anos, fizeram a orla, deram infraestrutura e melhorou essa região. Até a qualidade da água está melhor; além do camarão, ainda tem aqueles carazinhos da época do Juscelino Kubitschek, peixes pequenos conhecidos como JKs”.

    Como obter o RGP

    A pesca esportiva e amadora no Lago Paranoá requer inscrição no RGP na categoria Pescador Amador ou Esportivo, conforme norma específica. A pesca artesanal, por sua vez, é regulamentada com foco na proteção dos recursos naturais e na garantia da atividade pesqueira. A Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) também está envolvida na gestão do Seguro Defeso, que beneficia pescadores artesanais durante o período de interdição da pesca.

    Licença para Pesca Amadora ou Esportiva  é emitida digitalmente pela Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP/MPA) e tem validade de um ano em todo território nacional. Uma vez licenciada, a pessoa poderá pescar em qualquer região do país, salvo locais protegidos por norma federal, estadual ou municipal. Alguns estados podem exigir uma licença de pesca complementar. A categoria desembarcada possui uma taxa anual de R$ 20, e a embarcada custa R$ 60, com opções de pagamento por Pix, cartão de crédito e boleto.

  • Ação pelo Dia Mundial do Meio Ambiente retira 150 kg de lixo do Lago Paranoá

    Ação pelo Dia Mundial do Meio Ambiente retira 150 kg de lixo do Lago Paranoá

    Operação de limpeza ambiental feita pela PMDF mobilizou mergulhadores, voluntários e policiais militares retiraram resíduos das margens e do fundo do lago

    Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira (5), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) da PMDF promoveu uma importante operação de limpeza no Lago Paranoá, nas proximidades da Ponte JK. A ação contou com o apoio de voluntários e da Companhia Lacustre e resultou na retirada de aproximadamente 150 kg de lixo — entre resíduos recolhidos nas margens e também do fundo do lago, com apoio de mergulhadores especializados.

    A coleta subaquática revelou uma preocupante quantidade de lixo plástico acumulado, como garrafas, embalagens e objetos diversos, muitos deles invisíveis da superfície, mas que colocam em risco a fauna aquática e a qualidade da água. A presença de mergulhadores reforça a complexidade da ação e o comprometimento da PMDF com a preservação ambiental.

    A mobilização está alinhada ao tema global definido pela Organização das Nações Unidas para 2025: “O fim da poluição plástica global”. O objetivo é conscientizar sobre os impactos do descarte incorreto de plásticos no meio ambiente e incentivar práticas mais sustentáveis por parte da população.

    De acordo com o comandante do Batalhão Ambiental, a ação reflete o esforço contínuo da corporação em defesa dos recursos naturais do DF. “Muitos dos resíduos que encontramos estavam submersos, longe da vista, mas não dos impactos ambientais. A retirada desses materiais é essencial para garantir a saúde do ecossistema aquático”, afirmou.

  • Aulão gratuito de natação no Lago Paranoá celebra, no sábado (22), o Dia Mundial da Água

    Aulão gratuito de natação no Lago Paranoá celebra, no sábado (22), o Dia Mundial da Água

    Inscrições estão abertas para 100 vagas; evento promovido pela Caesb ocorrerá na Prainha do Lago Norte a partir das 9h

    No próximo sábado (22), a Caesb promove um evento diferente para comemorar o Dia Mundial da Água. Um aulão de natação no Lago Paranoá será oferecido à comunidade pelo professor Tiago Sato, atleta especialista em nado em águas abertas. Além disso, a partir das 9h, na Prainha do Lago Norte, haverá um espaço de educação ambiental, assim como brinquedos infláveis para a criançada, com distribuição de brindes educativos.

    Arte: Divulgação/Caesb

    O Dia Mundial da Água será comemorado na Prainha do Lago Norte, no Lago Paranoá, conhecido por suas águas calmas e de qualidade garantida pela Caesb. O aulão de natação nesse local reforça o compromisso da companhia em manter um ambiente aquático limpo e equilibrado para esse tipo de atividade.

    Haverá um tour virtual com óculos de realidade aumentada para apresentar as unidades operacionais da companhia que realizam o tratamento de água e de esgoto. O Expresso Ambiental, ônibus que mostra o ciclo completo do saneamento em uma maquete de 6 metros, marcará presença no evento. A mascote Cristal também estará presente para interação com o público.

    A hidratação da comunidade será fornecida por uma unidade móvel de água potável da companhia. Lembre-se de levar sua garrafinha reciclável e marcar o perfil da Caesb.

    Aulão

    Tiago Sato, ultramaratonista aquático e professor de Educação Física, tornou-se um dos poucos brasileiros que já atravessou o Canal da Mancha, entre a Inglaterra e a França, a nado. A expectativa é que as 100 vagas para o aulão gratuito de natação sejam logo preenchidas, por isso é importante preencher o formulário neste link.

    Celebração

    Em 1993, as Nações Unidas iniciaram as celebrações ao Dia Mundial da Água, a ser comemorado anualmente em 22 de março, como uma forma de chamar atenção para a importância da água doce para a sobrevivência dos seres vivos e defender a gestão sustentável dos recursos hídricos. A celebração busca reforçar a adoção de medidas em apoio ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6): água e saneamento para todos até 2030.

    Serviço

    Dia Mundial da Água
    → Data: sábado (22), às 9h
    → Endereço: Prainha da Orla do Lago Norte – próximo à MI 5 do Lago Norte (SMLN – Lago Norte)
    → Inscrições para o aulão de natação neste link.

     

  • Plantas aquáticas não afetam a qualidade das águas do Paranoá

    Plantas aquáticas não afetam a qualidade das águas do Paranoá

    A proliferação de algumas espécies é provocada pelas chuvas intensas; Caesb garante que o lago continua em condições de uso para banho, esporte e lazer

    As chuvas intensas no Distrito Federal estão provocando a repetição de um fenômeno que ocorre todos os anos nesta época: a proliferação de plantas aquáticas no Lago Paranoá. Quem passou nesta quarta-feira (20) pela orla do ponto turístico pôde observar que, em alguns pontos, o espelho-d’água estava coberto por bolsões de plantas aquáticas. Mas, ao contrário do que possa parecer, essas plantas não ameaçam a qualidade da água.

    Apesar de prejudicar a imagem do maior cartão-postal de Brasília, a presença dessas plantas não é indicativa de poluição nem de que o lago não apresenta condições de balneabilidade. Elas, ao contrário, indicam a boa qualidade das águas do Paranoá. Isso porque essas plantas só se proliferam em águas limpas, garante a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

    Embora frequentemente confundidas com cianobactérias ou algas, essas plantas pertencem à espécie das macrófitas, que vivem em ambientes aquáticos. No Lago Paranoá, a Caesb já identificou a predominância de três espécies: o aguapé, o pistia (também conhecido como alface-d’água) e a salvinia (ou orelha-de-rato).

    Durante o período de estiagem, bolsões dessas plantas tendem a crescer devido à exposição constante ao sol, ao tempo claro e à calmaria das águas do lago, segundo explica o engenheiro da Caesb Antônio Luís Harada. No período das chuvas, aumenta o fluxo dos ribeirões Gama e Riacho Fundo, que abastecem o Paranoá. “Com o impacto, essas plantas podem se desprender e se espalhar, formando grandes agrupamentos em alguns pontos do lago, como está ocorrendo agora”, observa Harada.

    Presidente da Caesb, Luís Antônio Reis enfatiza: “As pequenas ilhas flutuantes que se espalham no lago, embora não proporcionem ao espelho-d’água uma aparência agradável, não são prejudiciais ao banho nem ao uso do Paranoá como fonte de esporte e lazer para a população. São apenas fenômenos naturais gerados pelo ciclo concentrado de chuvas no Distrito Federal”.

    Monitoramento da qualidade

    O monitoramento do Paranoá é feito pelo laboratório da Caesb por meio de amostras de água recolhidas semanalmente em dez pontos de pesquisa, distribuídos em torno dos 48 quilômetros quadrados abrangidos pelo lago. Dois tipos de testes são realizados: um para medir o pH (grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade da água) e outro para aferir a quantidade de coliformes fecais (bactéria Escherichia coli) e de algas.

    O monitoramento da qualidade da água do Lago Paranoá é feito pelo laboratório da Caesb por meio de amostras recolhidas semanalmente em 10 pontos de pesquisa | Foto: Cristiano Carvalho/Caesb

    A companhia lembra que as águas das áreas próximas às estações de tratamento de esgoto (ETEs) da Asa Norte e da Asa Sul, mesmo após o tratamento, são permanentemente impróprias para banho ou atividades esportivas.

    Limpeza

    Além de monitorar a qualidade da água, a Caesb também é responsável pela remoção dos bolsões de plantas aquáticas. Esse trabalho é feito, principalmente, pelo barco Papaguapé, uma embarcação especial projetada para esse tipo de operação. No momento, o Papaguapé está em manutenção, aguardando peças de reposição fabricadas no exterior. Em breve, o barco voltará a operar, de acordo com a Caesb.

  • Mais de 1,5 mil quilos de lixo são retirados do Paranoá na 12ª edição do Lago Limpo

    Mais de 1,5 mil quilos de lixo são retirados do Paranoá na 12ª edição do Lago Limpo

    Pneus, garrafas, latas, cadeirinha de plástico e até um triciclo foram recolhidos em ação de conscientização para a preservação de recursos hídricos do DF

    Terminou neste sábado (21) a 12ª edição da Semana do Lago Limpo. Realizada no Deck Sul, a ação recolheu mais de 1.560 quilos de lixo das margens e do fundo do Paranoá. Tinha pneu, garrafa, lata, cadeirinha de plástico e até um triciclo. Os resíduos foram acondicionados e encaminhados à triagem para que, em seguida, seja feita a destinação adequada, de acordo com a classe do resíduo. Em 2023, foram retiradas sete toneladas de resíduos no Pontão do Lago Sul.

    A 12ª edição do programa Lago Limpo, realizada no Deck Sul, retirou mais de 1.560 quilos de lixo das margens e do fundo do Paranoá | Fotos: Marco Peixoto/ Caesb

    O objetivo da ação foi alertar e conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e a importância da preservação dos recursos hídricos. Mais de 100 voluntários – dentre mergulhadores, reeducandos e estudantes do Centro Universitário UDF –  se uniram no mutirão de limpeza no Lago Paranoá, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), do Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), do Batalhão de Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal (PMDF Ambiental), da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), da Administração Regional do Plano Piloto (RA-PP), da Associação de Pesca Esportiva, Subaquática e Conscientização Ambiental do Distrito Federal (ASPSSHARK-DF) e da Associação Brasileira de Esportes e Pesca Subaquáticos (DFSUB).

    “Este sábado ficou marcado pela união e compromisso da Caesb e de vários órgãos do GDF com a preservação dos recursos hídricos da capital, sob o comando do governador Ibaneis Rocha”, afirmou o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis. “O Lago Paranoá tem uma história de superação. A Caesb teve um papel fundamental nesse processo. O sucesso do Programa de Despoluição do Lago Paranoá possibilitou transformar um corpo receptor de esgotos em um novo manancial de água para a população do Distrito Federal, além de ser utilizado para esportes náuticos, pesca recreativa e atividades de lazer.”

    Ao longo da semana, a limpeza das margens e do espelho d’água do Lago Paranoá foi coordenada pela Adasa, com a participação de reeducandos da Funap. Deuselita Martins, diretora-executiva da Fundação, destacou a importância do trabalho realizado pelos internos na ação de limpeza. “O serviço iniciou bem antes dessa semana de limpeza, com os detentos confeccionando 20 sextos flutuantes utilizados na coleta de resíduos no espelho d’água. O contato direto com o problema do lixo – e como ele afeta o espaço que deveria ser de lazer – é uma experiência muito válida para eles,” afirmou.

    Hoje, a programação incluiu atividades educativas e ambientais, com dinâmicas relacionadas à limpeza do lago e ao descarte correto de resíduos. A unidade móvel de água da Caesb também marcou presença no evento, para hidratar o público que trabalhou como voluntário e os moradores que foram prestigiar a ação.

    Além da limpeza, a programação incluiu atividades educativas e ambientais, com dinâmicas relacionadas à limpeza do lago e ao descarte correto de resíduos

    Ação voluntária

    Diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro destacou o espírito de colaboração da Semana do Lago Limpo. “Esses voluntários não recebem nada por isso; ao contrário, investem seu tempo e recurso. Isso demonstra que quando a sociedade está motivada, pode trabalhar em parceria com o governo”, ressaltou. “Estamos aqui limpando, mas o essencial é que a população não jogue lixo no lugar errado.”

    O mergulhador e economista Esteves Colnago, 50 anos, foi um dos voluntários do evento neste sábado. Com 30 anos de experiência em mergulho, essa é a primeira vez que ele participa de uma ação no Paranoá. “O mergulho permite ter um outro olhar para a natureza. Já participei de uma ação em Brazlândia, no Lago Veredinha. Naquela ocasião, foram retirados muitos pneus, garrafas, pedaços de madeira e, por incrível que pareça, postes de quadra de vôlei”, relatou.

    “A lição que fica para a gente é a importância de se preservar a natureza e o meio ambiente”, disse Maria de Fátima Portela

    Para o economista, participar da ação é valorizar o cartão postal de Brasília, que é o Paranoá: “É um trabalho fantástico que faz com que as pessoas sejam conscientizadas a não jogar lixo no lago.” Ele também elogiou o trabalho que os órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) fazem com os mananciais da capital. “O lago acaba sendo transformado em uma opção de lazer e atividades esportivas. A ação ajuda a conscientizar as pessoas a não jogar lixo no lago; lá não é depósito, não pode ter garrafas ou pneus, porque isso faz mal não só para as pessoas, como também para a natureza”, observou.

    A aposentada Maria de Fátima Portela, 62 anos, moradora de Santa Maria, destacou que o evento é muito importante. “A lição que fica para a gente é a importância de se preservar a natureza e o meio ambiente. Eu mesma saio de casa sempre com uma sacola de lixo e recolho as coisas na rua. Sempre faço a minha parte”, contou. “Quero parabenizar o GDF e o governador Ibaneis Rocha pelo excelente trabalho que tem sido feito na preservação dos recursos hídricos”.

  • Semana do Lago Limpo chega à 12ª edição

    Semana do Lago Limpo chega à 12ª edição

    Ação coordenada pela Adasa, entre quinta e sábado, fará a limpeza do Lago Paranoá e a reforma de lixeiras e estruturas do Deck Sul

    Em celebração ao World Cleanup Day, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) realizará a 12ª edição da Semana Lago Limpo, no Deck Sul do Lago Paranoá, de quinta (19) a sábado (21).

    A ação – que tem como objetivo conscientizar e envolver a população na preservação dos recursos hídricos da região – é organizada em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), o Instituto Brasília Ambiental, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap-DF), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a Associação Brasileira de Esportes e Pesca Subaquáticos (DFSUB), o Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal (PMDF Ambiental), a Administração Regional do Plano Piloto e a Associação de Pesca Esportiva, Subaquática e Conscientização Ambiental do Distrito Federal (ASPSSHARK-DF).

    Quinta e sexta, das 8h às 12h, a Adasa coordenará as ações de limpeza das margens e do espelho d’água do Lago Paranoá, além da reforma de lixeiras e estruturas do Deck Sul. A atividade contará com a participação de reeducandos da Funap-DF, destacando o compromisso com a inclusão social no cuidado ao meio ambiente.

    Sábado, será realizado um grande evento para promover a retirada de resíduos do Lago Paranoá por mergulhadores, seguido da tradicional pesagem e destinação correta do lixo recolhido. Paralelamente, o público poderá participar de atividades educativas e recreativas, promovidas pelo Adasa na Escola, com foco na conscientização sobre a preservação ambiental e o descarte responsável de resíduos.

    Também será possível conhecer parte do acervo do Museu da Limpeza Urbana que será exposto durante o evento, com objetos inusitados encontrados pelos garis durante as coletas de lixo.

    Lago Limpo

    Criada em 2011 pela Adasa, a Semana Lago Limpo tem como objetivo chamar a atenção de autoridades e da sociedade para a importância da conservação dos recursos hídricos do Distrito Federal, com enfoque no Lago Paranoá, o principal corpo d’água de múltiplos usos da região. Desde a criação, o evento já retirou toneladas de lixo do lago, promovendo a participação ativa da população nas práticas de sustentabilidade e preservação ambiental.

    Entre os resultados de edições anteriores, destacam-se a retirada de 700 kg de resíduos em 2023, 2 toneladas em 2021, e impressionantes 8,4 toneladas em 2013, evidenciando o impacto positivo e contínuo das ações de limpeza na qualidade ambiental do Lago Paranoá.

    Dando continuidade ao compromisso de limpeza do Lago, a Adasa também irá realizar ações de limpeza no Deck Norte, em outubro, reafirmando seu papel na conservação do meio ambiente e na promoção da qualidade de vida no Distrito Federal.