Acidente foi perto da fábrica da Coca-Cola, sentido Samambaia. Motorista contou que pedestre ‘ficou hesitando para atravessar rodovia’
Um homem, de aproximadamente 45 anos, morreu após ser atropelado nesta quarta-feira (21), na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), sentido Samambaia, no Distrito Federal. O acidente foi pouco antes das 13h, perto da Coca-Cola.
A identidade da vítima não havia sido divulgada até a publicação desta reportagem. A motorista do veículo, de 29 anos, não se feriu.
Segundo a Polícia Militar, a motorista informou que o pedestre “ficou hesitando para atravessar a rodovia”. A mulher contou que chegou a reduzir a velocidade, “mas como o homem não indicou que atravessaria, ela seguiu”.
A motorista fez o teste do bafômetro que não constatou consumo de álcool. Uma das faixas da pista teve que ser interditada para a perícia. A Polícia Civil investiga as causas do acidente.
Caso ocorreu na madrugada desta segunda-feira (22), no Riacho Fundo I. Segundo PM, jovem xingou, tentou agredir militares e resistiu à apreensão
Uma adolescente, de 16 anos, foi agredida por policiais militares após um evento ser cancelado e o público pedir reembolso do valor pago na entrada. A confusão aconteceu na madrugada desta segunda-feira (22), no Riacho Fundo I.
A adolescente foi jogada no chão e imobilizada por três policiais militares. Assustadas, várias pessoas correram e gritaram.
“A PM está sentando a porrada na mulher”, disse uma das testemunhas.
A adolescente está grávida de quase três meses. Em nota, a Polícia Militar informou que a jovem, “desferiu vários xingamentos” contra os militares, ao mesmo tempo que tentava agredi-los com socos e pontapés. (veja íntegra da nota abaixo).
“Pensei que eu ia morrer, porque ele [policial] estava me pegando tão forte com o joelho, que acho que se ele tivesse ficado mais três segundos, eu tinha desmaiado. Estava ficando sem ar, não estava aguentando respirar”, disse a jovem, que preferiu não se identificar.
Evento cancelado
A jovem contou que no local, que fica ao lado da Administração Regional do Riacho Fundo, estava marcada uma festa de rodeio, prevista para começar às 19h de domingo (21). Mas, à 1h desta segunda, os organizadores avisaram que o evento havia sido cancelado, porque o dinheiro arrecadado não foi suficiente para pagar as premiações.
De acordo com a adolescente, uma confusão generalizada começou nesse momento e algumas pessoas foram tentar conversar com os organizadores do evento para saber se receberiam de volta o dinheiro pago na entrada. Segundo a jovem, um homem forçou os portões que cercava o local e as grades caíram.
De acordo com ela, os policiais militares apareceram jogando spray de pimenta e ela foi atingida. No momento, ela estava com o sobrinho, de 2 anos, no colo.
“Na hora, como ser humano, eu fiquei indignada, com raiva, porque é uma falta de respeito. Eu estava com uma criança de dois anos no colo, grávida e eles não se importaram. Não queriam saber se eu estava grávida ou não. Foi quando eu fiquei meio alterada, mas não justifica o que ele fez comigo”, disse a vítima.
Adolescente grávida ficou com braços machucados após ser agredida por policiais militares, no DF — Foto: Reprodução TV
A jovem recebeu voz de prisão, foi colocada em uma viatura por uma policial e levada às Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Após as agressões, a adolescente ficou com os braços, punhos e joelhos machucados.
“A mulher me colocou [no veículo da corporação, além de me xingar, ela jogou spray de pimenta e me fechou. Eu estava sem ar. Só consegui respirar quando meu marido pediu a chave do carro, que estava comigo, e eles abriram “, contou a adolescente.
A jovem foi liberada da delegacia após a mãe comparecer no local. A família registrou boletim de ocorrência contra os policiais militares que participaram da abordagem.
Íntegra da nota da PM
“A Polícia Militar realizava policiamento no Evento Circuito do Cerrado de Rodeio, quando o locutor anunciou que não haveria mais rodeio.
Neste momento, as pessoas começaram a deixar o local, porém, algumas permaneceram em frente à bilheteria.
Essas pessoas começaram a reivindicar o dinheiro de volta e com a força que empregavam nos portões, acabaram derrubando.
A PMDF se deslocou ao local, onde havia mulheres e crianças e tentou restabelecer a ordem, bem como para que ninguém fosse ferido.
A ordem foi desobedecida, dentre as pessoas envolvida, e uma jovem se virou para os policiais e desferiu vários xingamentos chamando pelo nome e dizendo ser um “policialzinho de merda”, “filho da puta”, “corno”, “safado”, entre outros xingamentos com palavras obscenas, ao mesmo tempo em que tentava agredir com socos e pontapés.
Foi dado voz de apreensão à adolescente, onde houve resistência, reagindo ainda com mais golpes de socos, pontapés e xingamentos, sendo necessário utilização da força necessária para conter a adolescente.
Para encerrar a situação de tumulto, foi solicitado apoio policial em outras áreas tamanho a dificuldade.
O irmão dela, Roosevelt Januário da Silva Júnior, definiu o momento como uma mistura de sentimentos: “Saudade e raiva”
Amigos e familiares de Danyanne da Cunha Januário da Silva, 35 anos, se reuniram no início da tarde desta sexta-feira (5/8), no Cemitério de Taguatinga, para dar adeus à técnica de enfermagem encontrada morta na quarta-feira (3/8), em uma área de matagal do Incra 8, após ficar oito dias desaparecida.
“É uma mistura de sentimentos: raiva, ódio, saudade e injustiça. Tudo foi armado e uma ‘trairagem”, definiu o irmão Roosevelt Januário da Silva Júnior.
A técnica de enfermagem foi assassinada com um tiro à queima-roupa na cabeça, após sair para cobrar dívida de um conhecido. Como revelou a reportagem dois suspeitos estão presos. Um terceiro está foragido.
O familiar conta que não tinha conhecimento do envolvimento de Danyanne com agiotagem. “Esse não era o perfil dela. Alguém colocou ela nesse negócio falando que seria algo fácil, isso é influência”, comenta. “Se eu soubesse, com certeza a gente teria feito algum tipo de intervenção”.
“Estão colocando ela numa posição que não era dela. Ela era uma menina estudiosa. Inclusive, passou num concurso de nível superior”, explica. “O padrão dela era ficar em casa e cuidar dos filhos”, complementa.
Danyanne da Cunha Januário da Silva desapareceu depois de sair para cobrar dívida, no DF — Foto: Arquivo pessoal
Profissional exemplar
Danyanne atuava na Sala de Vacinas de Águas Claras e era considerada uma excelente profissional pelos colegas de trabalho. Ela deixa dois filhos, de 11 e 13 anos. Apaixonada pela vida, ela recebeu homenagem de um grupo de amigas. “Era uma conivência muito boa, uma pessoa querida que vamos guardar com muito carinho. Fomos muito felizes ao lado dela”, resumiu uma das colegas.
Agiotagem
A morte de Danyanne teve motivação financeira, segundo aponta investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). De acordo com as apurações, a mulher trabalhava com agiotagem, emprestando dinheiro a juros.
O principal suspeito do crime é um chapeiro que trabalhava com a vítima, subsidiando outros empréstimos, segundo a 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo).
Ramon, um dos três suspeitos de cometer o crime, teria se sentido ameaçado pela vítima por estar criando falsos clientes para pegar dinheiro emprestado em favor próprio. Técnica de enfermagem tinha medo de deixar os filhos sem mãe
Segundo familiares da técnica de enfermagem Danyanne da Cunha Januário da Silva, 35 anos, tinha medo de morrer porque temia deixar os filhos de 11 e 13 anos sozinhos. As crianças já haviam perdido o pai, há cerca de dois anos. Ramon, 26 anos, um dos três suspeitos de cometer o crime, teria se sentido ameaçado pela vítima depois de criar falsos clientes e pegar dinheiro emprestado em seu próprio benefício. Por isso ele teria planejado o crime.
A delegada-chefe da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo 1), Valma Milograna, contou que a família da técnica relatou aos policiais que ela tinha muito medo da morte e falava muito no assunto. “Talvez por isso ela tenha dito para ele (Ramón) ‘Como você está com uma quantia muito grande emprestada, eu quero saber quem são essas pessoas para quem você emprestou, porque vai que acontece alguma coisa comigo ou com você, e eu não vou saber’”, comenta a delegada, sobre uma conversa da vítima com o principal suspeito do crime, Ramón, 26 anos.
Ainda segundo as investigações, após essa conversa, Ramon começou a pensar no homicídio de Danyanne. “Ele se sentiu ameaçado, mas eu acredito que ele realmente não queria pagar o valor. Acho que isso seria uma justificativa dele para dizer que estava se sentindo ameaçado e praticar esse crime hediondo contra ela”, acrescenta a delegada.
Valma destaca que há indícios de que Ramón e os comparsas planejaram o crime há duas semanas. “Realizaram algumas viagens até o Incra, onde o corpo foi localizado”, ressalta a delegada. De acordo com uma testemunha ouvida pela polícia, Danyanne e Ramon trabalhavam juntos com o esquema de agiotagem há dois anos.
A delegada conta que a mãe de Danyanne ficou extremamente abalada com a notícia e se preocupava com os netos. Um dos irmãos também ficou bastante consternado e ainda tinha esperança de encontrá-la com vida.
Motivação
O corpo da técnica foi encontrado na madrugada desta quarta-feira (3/8), no Incra 8, em Brazlândia, após um dos envolvidos no crime confessar o homicídio. Danyanne estava desaparecida desde o dia 27 de julho. Ela foi vista pela última vez saindo de casa para se encontrar com um dos suspeitos.
De acordo com a delegada-chefe da 29ª DP, as investigações apontam que Danyanne e Ramon praticavam agiotagem. Ele seria o responsável pela captação dos clientes. Em determinado momento, Ramon e Manoel passaram a pegar dinheiro alegando que seria para terceiros, mas o empréstimo era para eles próprios.
A motivação do crime seria o fato de a dupla saber que não conseguiria quitar a dívida com a vítima. Danyanne, a princípio, não suspeitava que estava sendo enganada. Os dois simularam um assalto no dia do sumiço e levaram a vítima para uma emboscada. Um terceiro envolvido, que seria o assaltante e é conhecido pelo apelido de “nego”, ainda é procurado pela polícia. Imagens da câmera de segurança teriam captado o suspeito.
Ramon trabalhava como chapeiro em uma hamburgueria no Riacho Fundo e residia na região. Já Manoel, morador do Recanto das Emas, era entregador de gás e motorista de aplicativo.
Danyanne da Cunha atuava na Sala de Vacinas de Águas Claras, mas também trabalhava com empréstimo de dinheiro, principal motivação do crime
A técnica de enfermagem Danyanne da Cunha Januário da Silva, 35 anos, tinha dois filhos, de 11 e 13 anos. Ela morreu com um tiro à queima-roupa na cabeça, após cobrar dívida de um conhecido. Dois suspeitos estão presos. Um deles chama-se Ramon Santos Xavier.
Danyanne atuava na Sala de Vacinas de Águas Claras e era considerada uma excelente profissional pelos colegas de trabalho. Em nota, o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF) lamentou o falecimento.
“Neste momento de dor, a direção do Sindate manifesta os mais sinceros sentimentos à família, amigos e colegas de trabalho. Danyanne era querida e fará falta.”
A técnica de enfermagem era viúva. Segundo parentes, ao longo das últimas semanas, ela teria dito repetidas vezes que temia pela própria vida.
Agiotagem
A morte de Danyanne da Cunha teve motivação financeira, segundo aponta a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). De acordo com as apurações, a mulher trabalhava com agiotagem, emprestando dinheiro a juros.
O principal suspeito do crime é um chapeiro que trabalhava com a vítima, subsidiando outros empréstimos, segundo a 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo).
O chapeiro disse aos agentes da 29ª DP que chegava a faturar R$ 30 mil com a agiotagem. A mulher cobrava 10% dele e, em seguida, o comparsa emprestava para terceiros cobrando 20%.
De acordo com as apurações, os suspeitos eram captadores de clientes, de quem recebiam os valores e, posteriormente, repassavam para ela. Mas a corrente de empréstimos rompeu-se, e um dos acusados deixou de receber de várias pessoas, acumulando dívida de mais de R$ 35 mil com a vítima. Danyanne saiu de casa, no Riacho Fundo, para cobrá-lo, às 22h27 de quarta-feira (27/7), e acabou morta com um tiro na cabeça.
Segundo a investigação, o encontro seria com os dois suspeitos presos até o momento. Um terceiro elemento ainda não identificado teria se aproximado com arma em punho e simulado um assalto. A vítima foi conduzida ao Incra, onde acabou executada.
Ela ficou desaparecida por oito dias, e a polícia localizou o corpo às 3h40 desta quarta-feira (3/8) em uma área de matagal no Incra 8, próximo à pousada Paraíso do Angicos, Setor Norte, Brazlândia.
Um dos suspeitos nega
O advogado criminalista Sérgio dos Anjos representa o principal suspeito do assassinado de Danyanne. “Ele nega tudo veementemente”, assinalou.
Segundo o criminalista, o cliente possuiria um álibi para contestar a versão apresentada pela PCDF. No entanto, o defensor não apresentou qual seria, alegando que ainda não teve acesso ao processo.
De acordo com investigadores da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo), a profissional de saúde foi executada com um tiro na cabeça
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu dois homens suspeitos no envolvimento na morte da técnica de enfermagem Danyanne da Cunha Januário da Silva, 35 anos. O corpo dela foi encontrado nesta quarta-feira (3/8), às 3h40, em uma área de matagal no Incra 8, próximo à pousada Paraíso do Angicos, Setor Norte, Brazlândia.
A motivação do crime seria financeira, visto que a profissional de saúde teria saído de casa em 27 de julho a fim de cobrar dívida de um conhecido. Um vídeo obtido pela reportagem mostra o momento em que um dos suspeitos chega na delegacia.
De acordo com investigadores da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo), a profissional de saúde foi executada à queima-roupa com um tiro na cabeça.
O principal suspeito é um chapeiro que trabalhava com a vítima, subsidiando outros empréstimos — ele é um dos presos. Um deles chama-se Ramon Santos Xavier. Mesmo trabalhando como chapeiro, o homem disse aos agentes da 29ª DP que chegava a faturar R$ 30 mil com a agiotagem. Dayanne cobrava 10% dele e, em seguida, o comparsa emprestava para terceiros cobrando 20%.
De acordo com a apuração policial, a corrente de empréstimos rompeu-se, e ele deixou de receber de várias pessoas. Danyanne saiu de casa, no Riacho Fundo, para cobrá-lo, às 22h27 de quarta-feira (27/7), e acabou morta.
Corpo de Danyanne da Cunha Januário da Silva foi localizado, nesta quarta-feira (3). Ela não era vista há uma semana; caso é investigado pela 29ª DP
A técnica de enfermagem Danyanne da Cunha Januário da Silva, de 35 anos, foi encontrada morta nesta quarta-feira (3). O corpo foi localizado em Brazlândia, no Distrito Federal. Ela estava desaparecida há uma semana, após sair de casa para cobrar uma dívida, e tinha sido vista pela última vez em 27 de julho, na região do Riacho Fundo.
A informação da localização do corpo foi confirmada por Roosevelt Januário da Silva Junior, irmão da técnica de enfermagem, e pelo delegado Roney Teixeira Marcelo, da 18ª Delegacia de Polícia, em Brazlândia.
Danyanne da Cunha Januário da Silva desapareceu depois de sair para cobrar dívida, no DF — Foto: Arquivo pessoal
O irmão disse que a família foi informada nesta manhã e que estava a caminho do Instituto Médico Legal (IML). A vítima deixa dois filhos, um de 11 anos e outro de 13 anos. Já a corporação não deu mais detalhes sobre o ocorrido até a última atualização desta reportagem.
Na segunda-feira (1º), parentes da vítima disseramque a pessoa que devia à Danyanne é um “conhecido”. Segundo os familiares, quando ela foi receber o dinheiro, o homem entrou no carro de Dayanne e os dois saíram. Depois disso, a mulher não foi mais vista.
O caso é investigado pela 29ª Delegacia de Polícia, no Riacho Fundo. No dia do desaparecimento, o carro da vítima foi flagrado por um radar, na BR-040, perto de Valparaíso, no Entorno do DF.
Danyanne da Cunha Januário da Silva foi vista, pela última vez, na quarta-feira (27). Até esta segunda (1º), família não havia tido notícias do paradeiro da mulher; caso é investigado pela 29ª DP
Uma técnica de enfermagem, de 35 anos, desapareceu após sair de casa para cobrar uma dívida, no Distrito Federal. Danyanne da Cunha Januário da Silva foi vista, pela última vez, na quarta-feira (27), na região do Riacho Fundo.
Até o começo da tarde desta segunda (1º), a família não havia mais tido notícias dela. Parentes disseram que a pessoa que devia à Danyanne é um “conhecido”.
Segundo Roosevelt Januário da Silva Junior, irmão da técnica de enfermagem, quando ela foi receber o dinheiro, o homem entrou no carro de Dayanne e os dois saíram. Depois disso, a mulher não foi mais vista.
O caso é investigado pela 29ª Delegacia de Polícia, do Riacho Fundo. Conforme os policiais, o carro de Danyanne não foi encontrado mas, no dia do desaparecimento, ele foi flagrado por um radar, na BR-040, perto de Valparaíso, no Entorno do DF.
Mãe de dois filhos
Danyanne da Cunha Januário da Silva desapareceu depois de sair para cobrar dívida, no DF — Foto: Arquivo pessoal
Danyanne é mãe de dois filhos, um de 11 anos e outro de 13 anos. Conforme a família, “ela nunca desapareceu antes e é muito centrada, organizada e preocupada com os filhos”.
Os parentes e a Polícia Civil do Distrito Federal pedem que quem tiver informações sobre o Danyanne entre em contato pelo telefone 197, do Disk Denúncia. A ligação pode ser feita de forma anônima.