Saiba quem era Danyanne, a técnica de enfermagem morta a tiro no DF

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Danyanne da Cunha Januário da Silva desapareceu depois de sair para cobrar dívida, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Danyanne da Cunha atuava na Sala de Vacinas de Águas Claras, mas também trabalhava com empréstimo de dinheiro, principal motivação do crime

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A técnica de enfermagem Danyanne da Cunha Januário da Silva, 35 anos, tinha dois filhos, de 11 e 13 anos. Ela morreu com um tiro à queima-roupa na cabeça, após cobrar dívida de um conhecido. Dois suspeitos estão presos. Um deles chama-se Ramon Santos Xavier.

Danyanne atuava na Sala de Vacinas de Águas Claras e era considerada uma excelente profissional pelos colegas de trabalho. Em nota, o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF) lamentou o falecimento.

“Neste momento de dor, a direção do Sindate manifesta os mais sinceros sentimentos à família, amigos e colegas de trabalho. Danyanne era querida e fará falta.”

A técnica de enfermagem era viúva. Segundo parentes, ao longo das últimas semanas, ela teria dito repetidas vezes que temia pela própria vida.

Agiotagem

A morte de Danyanne da Cunha teve motivação financeira, segundo aponta a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). De acordo com as apurações, a mulher trabalhava com agiotagem, emprestando dinheiro a juros.

O principal suspeito do crime é um chapeiro que trabalhava com a vítima, subsidiando outros empréstimos, segundo a 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo).

O chapeiro disse aos agentes da 29ª DP que chegava a faturar R$ 30 mil com a agiotagem. A mulher cobrava 10% dele e, em seguida, o comparsa emprestava para terceiros cobrando 20%.

De acordo com as apurações, os suspeitos eram captadores de clientes, de quem recebiam os valores e, posteriormente, repassavam para ela. Mas a corrente de empréstimos rompeu-se, e um dos acusados deixou de receber de várias pessoas, acumulando dívida de mais de R$ 35 mil com a vítima. Danyanne saiu de casa, no Riacho Fundo, para cobrá-lo, às 22h27 de quarta-feira (27/7), e acabou morta com um tiro na cabeça.

Segundo a investigação, o encontro seria com os dois suspeitos presos até o momento. Um terceiro elemento ainda não identificado teria se aproximado com arma em punho e simulado um assalto. A vítima foi conduzida ao Incra, onde acabou executada.

Ela ficou desaparecida por oito dias, e a polícia localizou o corpo às 3h40 desta quarta-feira (3/8) em uma área de matagal no Incra 8, próximo à pousada Paraíso do Angicos, Setor Norte, Brazlândia.

Um dos suspeitos nega

O advogado criminalista Sérgio dos Anjos representa o principal suspeito do assassinado de Danyanne. “Ele nega tudo veementemente”, assinalou.

Segundo o criminalista, o cliente possuiria um álibi para contestar a versão apresentada pela PCDF. No entanto, o defensor não apresentou qual seria, alegando que ainda não teve acesso ao processo.

Fonte: Metrópoles

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