Categoria: Política

  • Diplomação no TRE-DF terá esquema especial de segurança

    Diplomação no TRE-DF terá esquema especial de segurança

    Solenidade está marcada para as 19h desta segunda-feira (19), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães

    A solenidade de diplomação dos candidatos eleitos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), marcada para a próxima segunda-feira (19), contará com policiamento reforçado das forças de segurança do DF. O evento está previsto para 19h, no Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

    A Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) elaborou um Protocolo de Operações Integradas (POI) que contempla diversas ações conjuntas pactuadas entre órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) e o TRE-DF.

    O protocolo prevê ações de policiamento ostensivo e tropas especializadas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em caso de necessidade. O efetivo policial reforçará todo o perímetro interno e externo do Centro de Convenções, garantindo a segurança dos participantes. Detectores de metal serão utilizados pela polícia judicial do TRE-DF, o que permitirá aumentar a segurança interna do evento.

    O Corpo de Bombeiros deve atuar com viaturas de emergência médica, salvamento, combate a incêndio, de fiscalização de estrutura e de produtos perigosos.

    Trânsito

    O controle das vias de acesso e dos estacionamentos será realizado pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). A fiscalização de trânsito contará com o apoio da PMDF, com especial atenção às vias adjacentes, para evitar estacionamentos irregulares e garantir a mobilidade urbana. A circulação de carros de som nas proximidades do evento não será permitida.

    Não há previsão de interdição de vias na área central do DF em razão do evento, contudo, em caso de necessidade, intervenções no trânsito poderão ocorrer.

    Estacionamentos

    O estacionamento principal será o do Estádio Nacional Mané Garrincha, que estará acessível a partir da via N1. Placas luminosas de sinalização deverão direcionar os condutores ao local. Os estacionamentos do Clube do Choro e do Planetário de Brasília também estarão disponíveis. O Centro de Convenções também disponibilizará estacionamento gratuito e outro pago.

    Manifestações

    Não há previsão de atos públicos na área externa do Centro de Convenções, durante a solenidade de diplomação. Toda a movimentação será acompanhada pelas forças de segurança do DF, por meio de imagens e informações enviadas ao Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), que reúne 29 instituições, órgãos e agências.

    Canais de atendimento

    A Polícia Civil também disponibiliza seus canais de atendimento ao público para o registro de denúncias. Estão disponíveis o sistema eletrônico a partir do site da corporação, o telefone 197, opção 0 (zero), o e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br e o WhatsApp (61) 98626-1197. A PMDF e o Corpo de Bombeiros também se colocam à disposição pelos telefones 190 e 193, respectivamente.

  • Lula é diplomado pelo TSE, chora e diz que o povo reconquistou a democracia

    Lula é diplomado pelo TSE, chora e diz que o povo reconquistou a democracia

    Diplomação é a etapa que confirma o processo eleitoral e habilita Lula a toma posse no dia 1º de janeiro. Alexandre de Moraes, presidente do TSE, afirmou que cerimônia é vitória do Estado de Direito contra ‘ataques autoritários’

    O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, (PSB) foram diplomados na tarde desta segunda-feira (12) em cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Lula e Alckmin receberam os diplomas das mãos do presidente do TSE, Alexandre de Moraes.

    A diplomação é uma etapa que confirma o processo eleitoral e habilita Lula e Alckmin a tomar posse como presidente e vice-presidente da República no dia 1º de janeiro.

    Em discurso após receber o diploma, Lula disse que o documento pertence ao povo brasileiro que, segundo ele, conquistou o direito de viver em uma democracia.

    Esse diploma não é do Lula presidente, mas de parcela significativa do povo que conquistou o direito de viver em democracia. Vocês ganharam esse diploma”, disse Lula.

    Foto: Reprodução TSE

    Também no discurso, Lula chorou ao se lembrar de críticas que sofreu por não ter diploma universitário.

    Lula disse ainda que exercerá seu mandato em nome da “normalidade institucional” do país e da “felicidade” do povo brasileiro.

    “É com o compromisso de construir um verdadeiro Estado democrático, garantir a normalidade institucional e lutar contra injustiças que recebo pela terceira vez o diploma de presidente eleito do Brasil. Em nome da liberdade, da dignidade e da felicidade do povo”, concluiu.

    Discurso de Moraes

    Em seu discurso, Moraes afirmou que a diplomação atesta o resultado eleitoral e a “vitória plena” da democracia e do Estado de Direito.

    “Vitória do respeito ao Estado de Direito, da fiel observância à Constituição. A diplomação da chapa é o reconhecimento da lisura do pleito, da legitimidade política conferida soberanamente. A Justiça Eleitoral se preparou para garantir transparência e lisura das eleições”, afirmou.

    O presidente do TSE ainda criticou ataques disseminação de fake news, o discurso de ódio e ataques à democracia.

    “Os extremistas, criminosos, milícias digitais começaram a atacar a mídia tradicional, para substituir livre debate por mentiras. Coube à justiça eleitoral atuar de maneira séria e firme para evitar que desinformação maculasse liberdade de eleitores e eleitoras”, completou Moraes.

    Foto: Divulgação

    Autoridades presentes

    A mesa de honra da cerimônia foi composta pelas autoridades, além de Lula e Alckmin:

    • Alexandre de Moraes
    • Ricardo Lewandowski, vice-presidente do TSE
    • Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado
    • Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara
    • Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)
    • Benedito Gonçalves, corregedor da Justiça Eleitoral
    • Raul Araújo, ministro do TSE
    • Cármen Lúcia, ministra do TSE
    • Sérgio Banhos, ministro do TSE
    • Carlos Horbach, ministro do TSE
    • Augusto Aras, procurador-geral da República
    • Beto Simonetti, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil

    De acordo com o TSE, aproximadamente mil pessoas foram convidadas para acompanhar a solenidade.

    Na plateia, estavam futuros ministros do governo Lula, como Fernando Haddad (Economia), José Múcio Monteiro (Defesa) e Rui Costa (Casa Civil).

    Também compareceram os ex-presidentes José Sarney e Dilma Rousseff.

    Diplomação

    A diplomação representa o momento em que o Poder Judiciário atesta que os candidatos foram legitimamente eleitos pelo povo.

    Além disso, é uma exigência legal para a posse e marca o fim do processo eleitoral, já que o TSE já avaliou todas as etapas do pleito, incluindo eventuais recursos contra os candidatos e o resultado das urnas.

    O prazo final para a diplomação é 19 de dezembro, mas, a pedido da equipe de Lula, o TSE marcou a cerimônia para uma semana antes.

    Para receber o diploma, os eleitos precisam estar com o registro de candidatura aprovado e as contas de campanha julgadas.

    As diplomações acontecem desde 1951, mas foram suspensas durante o regime militar, de 1964 a 1985. A solenidade foi retomada em 1989, com a redemocratização e a eleição de Fernando Collor de Mello.

    Fonte: G1

  • Ibaneis diz que vai anunciar novos secretários do governo do DF na próxima semana

    Ibaneis diz que vai anunciar novos secretários do governo do DF na próxima semana

    Declaração foi feita nesta quinta-feira (8), durante apresentação do relatório da comissão de transição de governo. Governador defendeu necessidade do trabalho do grupo, mesmo com reeleição

    O governador reeleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) afirmou, nesta quinta-feira (8), que vai anunciar, a partir da próxima semana, as trocas de comando nas secretarias do governo local. A expectativa é que alguns secretários do primeiro mandato permaneçam nos postos, mas parte deve ser substituída.

    A declaração foi feita nesta manhã, durante a apresentação do relatório de transição de governo, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Mesmo com a reeleição do governador, o Executivo teve uma comissão para analisar a troca de gestão (veja detalhes abaixo).

    Ibaneis defendeu a necessidade do trabalho do grupo para detalhar melhor as propostas do plano de governo e estudar as mudanças pro próximo ano. Disse ainda que arcou com o aluguel da sala onde as reuniões foram realizadas, que custou R$ 50 mil.

    “Estou pagando porque quero que o meu governo dê certo, então eu vou tirar o recurso do meu bolso. Para mim, o custo é barato. Ter, por 30 dias, cabeças estudando o que vai ser o futuro do Distrito Federal é um custo que vai valer a pena”, afirmou o governador.

    Grupo de transição

    Em novembro, o governo do DF anunciou uma comissão de transição de gestão, entre o primeiro e o segundo mandato do governador Ibaneis Rocha. A medida foi instituída em publicação no Diário Oficial do DF.

    O grupo foi coordenado pelo secretário de Planejamento, Ney Ferraz, e, ao todo, contou com cinco integrantes do primeiro escalão do GDF.

    À priori, o governo de transição serve para que a gestão atual repasse informações para a equipe eleita, que vai tomar posse no ano seguinte. Em caso de reeleição, a lei distrital 5.467/2016, que regulamenta a transição no GDF, afirma que a medida é facultativa, ou seja, é permitida, mas não obrigatória.

    Ibaneis é o primeiro governador reeleito no DF desde Joaquim Roriz, em 2022. À época, o GDF declarou que a opção pela comissão de transição tinha como objetivo “construir o plano de gestão para os próximos quatro anos”.

    Em um primeiro momento, o valor da sala alugada para que o grupo pudesse trabalhar seria pago por uma entidade civil particular. No entanto, após polêmica causada pelo caso, o governador afirmou que pagaria o valor do próprio bolso.

    Fonte: G1

  • Lula visita local da sede de transição de governo e deve se reunir com aliados

    Lula visita local da sede de transição de governo e deve se reunir com aliados

    Equipe de transição atua no CCBB em Brasília. Nesta quarta (9), presidente eleito se reuniu com Lira, Pacheco, Rosa Weber e Alexandre de Moraes

    O presidente eleito Lula (PT) visitou nesta quinta-feira (10) a sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília para conhecer as instalações do local onde fica a sede da transição de governo.

    Ao chegar ao local, Lula acenou para a imprensa. Diversos apoiadores do petista aguardaram a chegada dele ao CCBB.

    Esta é a primeira visita do presidente eleito ao local desde que o petista derrotou nas urnas o presidente Jair Bolsonaro (PL). Pela agenda divulgada pela assessoria, além da visita, Lula se reunirá com parlamentares aliados no CCBB.

    Lula chegou a Brasília na noite da última terça (8). Nesta quarta (9), o petista se reuniu com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL); do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber; e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes.

    Nesta quarta, em entrevista coletiva após os encontros com as autoridades, Lula disse ser “plenamente possível” recuperar a “normalidade” nas relações entre as instituições.

    A transição de governo

    Paralelamente aos encontros de Lula com autoridades e políticos, a equipe de transição de governo, coordenada pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), já começou a ser montada e dividida em grupos.

    Na área de desenvolvimento social, por exemplo, estão a senadora Simone Tebet (MDB-MS), a ex-ministra Tereza Campello e o deputado estadual André Quintão (PT-MG).

    Já na área econômica, estão os economistas Pérsio Arida, André Lara Resende e o ex-ministro Nelson Barbosa.

    Na parte de saúde, foram anunciados, entre outros, os ex-ministros Humberto Costa e Alexandre Padilha.

    Sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília — Foto: CCBB/Reprodução

    CCBB

    Lula já trabalhou no CCBB em Brasília em outras ocasiões. Em 2002, por exemplo, o centro recebeu a transição do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para o primeiro mandato de Lula.

    Anos depois, em razão de reformas no Palácio do Planalto, o CCBB abrigou a Presidência da República, e Lula despachou do local.

    A estrutura montada neste ano oferece gabinete privativo para autoridades, salas de reunião, espaço de trabalho compartilhados e um auditório para entrevistas.

    Por lei, o presidente eleito dispõe de 50 cargos remunerados para formar a equipe, que também pode contar com voluntários. A estimativa é de que cerca de 100 pessoas atuem na equipe de Lula.

    O CCBB fica a cerca de sete quilômetros do Palácio do Planalto e é um dos principais destinos culturais de Brasília.

    O complexo tem área de convivência, café, restaurante, cinema, teatro, salas, jardins e uma praça central.

    Funcionários fazem o preparo de salas no CCBB para o governo de transição — Foto: Reprodução/ PT

    A equipe de transição, coordenada pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, ocupa parte do prédio principal, o edifício Tancredo Neves.

    Partidos aliados

    A agenda de Lula nesta quinta prevê uma reunião com parlamentares de partidos que participaram da transição e pretendem integrar a base de apoio do petista no Congresso Nacional.

    Lula formou um conselho político, com representantes dos partidos, para colaborar com o trabalho de transição, no qual o futuro governo recebe as informações sobre os diferentes ministérios e prepara os primeiros atos do presidente, que toma posse em 1º de janeiro de 2023.

    O encontro de Lula com deputados e senadores visa, também, definir a estratégia para viabilizar a aprovação no Congresso, ainda neste ano, de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que vai abrir espaço no Orçamento de 2023 para custear promessas como a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600 mensais.

    Fonte: G1

  • Acabou!

    Acabou!

    A palavra saiu da boca do Presidente Bolsonaro, o pior de todos os tempos republicanos passados e talvez vindouros, aos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no final da tarde do dia primeiro de novembro (2022)

    por: Paulo Timm

    Tinha que ser ao entardecer, como naqueles velhos filmes em que os duelos eram marcados à las seis de la tarde, para dar um tom de dramaticidade ao feito. Pastelão… Depois de falar dois curtos e elípticos minutos á Nação de sua residência, no Alvorada, Bolsonaro dirigiu-se  à Praça dos Três Poderes, praticamente sozinho, sorridente e brincalhão dizendo que entregava os pontos. Simplesmente patético! Voltou para casa e foi ter com os filhos, os quais continuavam a disparar torpedos incentivando a “resistência” nas Redes Sociais na tentativa de manter a esperança dos seguidores fanatizados  de que  ainda há cartas na manga. Não há. Há apenas um entulho bolsonariano ocupando algumas estradas e que, na forma da Lei da Ordem, será oportunamente removido. Na retomada do curso democrático do país, como deve ser. 

    Este é Bolsonaro: Um homem doente do coração, o que lhe afeta a mente, preparado para o combate na guerra, onde falhou, também despreparado para a Política, que menospreza, dissimulando-se de pregador da liberdade. É como se um comandante  espartano desclassificado por Leônidas  para os 300 Imortais das Termópilas,  descesse ao Pireu, em Atenas, para dar lições à Péricles. Ou como se eu, que nada entendo de Física, me metesse a falar de fractais… Ele inventa uma fórmula mágica de obediência às “quatro linhas da Constituição”, que jamais leu, até persuasiva, esquecendo-se que esta é um instrumento sagrado do Pacto Social com um conteúdo uno e indissolúvel que se fundamenta no “Amai-vos uns aos outros”. Ele só ama a si próprio e sua ínclita, embora desengonçada, família. 

    Outro militar e Presidente, o General Dutra, de 1946 a 1950,  era um homem igualmente conservador, nem deixou saudades, mas era um homem verdadeiramente honesto porque sempre recorria ao que denominava “Cartinha”, a Constituição, em seus atos. Jamais protagonizou óperas bufas ou ameaças aos outros Poderes da República, embora tenha sido responsável, no curso da Guerra Fria, a cassar o registro do Partido Comunista, que continuou a funcionar, não obstante, na ilegalidade. Bolsonaro não é o primeiro político  dissimulador. Aliás, dialeticamente simulador e dissimulador. Finge ser o político que não é, dissimulando-se no que parece ser: um político.  Segue o Manual dos Ditadores, cuja primeira regra é precisamente fazer-se de vítima salvadora de inimigos imaginários identificados com o Mal, devorando à sua volta aqueles que se aproximam para ajudá-lo, garantindo, sempre, a primazia do trono.

    Uma vitória surpreendente que recolocou Lula no mundo político, novamente. Bolsonaro continuará vivo, mas com uma estrada política vulnerável.
    Foto: Divulgação

    Chega ao ponto de devorá-los e trazê-los de volta á vida, quando lhe convém, como fez com Sérgio Moro. Mas perdeu a eleição, mesmo usando todos os meios espúrios com recursos do Estado para ganhar, deixando um rombo de mais de R$ 200 bilhões nas contas públicas. Dinheiro de helicóptero jogado a rodo sem qualificação adequada dos beneficiários ou distribuído às cegas pelo Orçamento Secreto, nem acompanhamento das políticas correspondentes. Um escândalo calculado como 600 vezes maior do que o Mensalão e 30 vezes maior do que o Petrolão.

    Mas se jacta de cara lavada de não ter tido corrupção em seu Governo. E o Ricardo Sales, Ministro do Meio Ambiente, aquele da “boiada” passando por cima das queimadas da Amazônia, saiu por que? E o Milton Ribeiro, da Educação, que mancomunado com os pastores do Orçamento daquela pasta mandava colocar sua foto nas Bíblias compradas com dinheiro público? Oressa ! , diria Guimarães Rosa, se estivesse vivo….

    Sempre repetindo que nunca deixou de jogar nas quatro linhas da Vonatituicão Federal, Bolsonaro, por várias vezes confrontou os ministros do STF
    Foto: Divulgação TSE

    Acabou!, diz Bolsonaro aos Ministros. Mas à Nação, pouco antes, deixou o registro de que deixa como legado ao Brasil uma Direita forte e organizada. Errado. A Direita, no Brasil, desde o Descobrimento, sempre foi forte e dominante na vida nacional, sobretudo nas altas esferas. Aqui e acolá foi sobressaltada pela insurgência revoltosa de negros escravos refugiados nos quilombos ou presentes em Insurreições como a dos Alfaiates e dos Malês, na Bahia, de caboclos revoltados no Cabanagem do Pará, por fanáticos de Antonio Conselheiro, por jacobinos na Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, que acabariam reverberando sua proclamação rebelde na Revolução de 1930 comandada pelo Governador do Estado Getúlio Vargas. Governos democráticos  mais à esquerda, que jamais se confundiram com revoluções socialistas duraram muito pouco e sempre foram golpeados com ferocidade: Vargas, de 51 a 54, PT, de 2002 a 2014.

    Durante o longo período colonial, durante o Império, na maior parte dos anos da República dominou a Casa Grande, expressão simbólica das classes dominantes e predominantes no universo do Estado. Mas tem razão Bolsonaro: Ele transformou em ideologia política institucionalizada os Anos de Chumbo da ditadura militar, naquela época, 1969/74, sob a égide do Ato Institucional no. 5, operada nos porões do próprio Poder de Exceção, por celerados capatazes.

    Agora ela está sob o sol, iluminada por supostos 58 milhões de votos, refestelando-se como namoradeiras às janelas da vizinhança à espreita de novo assalto. Seus líderes continuarão se reunindo internacionalmente, obedecendo fielmente a Cartilha do guru Steve Bannon na tentativa de solapar instituições democráticas, demolir Políticas de Estado compensatórias à lei naturalizada do Mercado, como propunha Karl Schimitt, jurista de Hitler que inspirou a Escola da Liberdade de Genebra e disseminar o ódio e o recurso às armas como regra de convivência.

    Inicialmente isolado logo após o resultado das eleições, Bolsonaro silenciou. Só foi fazer um comunicado 36 horas depois por pressão de aliados e ministros. Foto: Divulgação

    Entre o Pacto e sua administração política, que desprezam, preconizam a política asséptica da administração como negação do conflito. Este legado, sim, Bolsonaro pode se jactar de ter deixado embora sobre ele, agora, se lancem as hienas de ocasião disputando-lhe a carniça. Não é ele, como Trump, um homem igualmente vil, mas  poderoso, que pontifica sobre um dos dois maiores partidos americanos,  o Republicano, em busca da reeleição. É um aventureiro agora destronado que tentará cultivar o imenso caudal de seguidores sob a cobiça de outros neobolsonaristas em ascensão.

    O próprio caudal conservador, engrossado pelas bondades eleitorais de última hora, voltará a seu leito tradicional, sejam ricos senhores do engenho partidário, sejam ilustres acadêmicos fascinados pelo neoliberalismo, sejam ingênuos crentes assombrados com a perspectiva da perseguição de Lula às suas modestas Igrejas, sejam as pudicas mães preocupadas com o banheiro unissex. Verão que o mundo real não se confunde com o imaginário mitificado pelo proselitismo fascistóide e seguirão novos – embora não tão novos assim – rumos. Rumos, enfim, que outras linhas do pensamento conservador, à direita, que sempre existiram e existirão, se lhes ofereçam.

    Mas será que Acabou mesmo?

    Para muitos, Bolsonaro não acredita que ele vá entregar a faixa para o seu sucessor Luís Inácio Lula da Sila
    Foto: Divulgação

    Pessoalmente, acho que sim. A extrema direita acordou no Brasil, é verdade, e Bolsonaro contribuiu decisivamente para isso. Mas voltará, como a extrema esquerda, da qual, inclusive importou métodos, para a margem do rio, de onde continuará vociferando. Como alternativa para o Brasil, perdeu-se nos destemperos de Bolsonaro. Ficará como amarga lembrança e será lembrada como lição aos pósteros que dirão: “-Eu sei o que vocês fizeram ao Brasil nos anos bolsonarianos”…

  • Governador deseja sorte ao presidente eleito

    Governador deseja sorte ao presidente eleito

    Em publicação em seu Twitter, Ibaneis diz que vai trabalhar com Lula para todos. Veja a íntegra da nota:

    “Fim das disputas político-partidárias, estou certo que o Brasil sai mais forte das urnas. Desejo sorte, ao mesmo tempo em que me coloco à disposição para trabalhar ao lado do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. As diferenças devem ser colocadas de lado porque os desafios são imensos e só a união de todos os eleitos pode solucionar os muitos problemas que se apresentarão a partir de janeiro. O presidente é morador do Distrito Federal e, como governador reeleito, farei tudo para que tenhamos – e tenho certeza que teremos – uma convivência harmônica para que possamos governar para todos.”

    Ibaneis Rocha
    Governador do Distrito Federal

  • Lula vence o segundo turno e volta para o terceiro mandato de presidente

    Lula vence o segundo turno e volta para o terceiro mandato de presidente

    Aos 77 anos, petista venceu Jair Bolsoaro e terá inédito 3º mandato; campanha foi marcada polarização histórica. Atual ocupante do Planalto é o 1º presidente que não consegue se reeleger desde a redemocratização

    Após a disputa mais acirrada desde a redemocratização e uma campanha turbulenta, marcada por uma polarização histórica, guerra suja nas redes sociais, batalha religiosa e episódios de violência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da República neste domingo (30), ao derrotar no segundo turno Jair Bolsonaro (PL), atual ocupante do Palácio do Planalto.

    O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, o petista tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado pelo atual presidente, que disputava a reeleição.

    Ao fim da apuração, Lula ficou com 50,90% (60,3 milhões de votos), e Bolsonaro, com 49,10% (58,2 milhões de votos). Desde que as eleições presidenciais livres foram retomadas, em 1989, essa é a menor diferença tanto em termos percentuais quanto em números absolutos (2,1 milhões de votos a mais para o ganhador). Ao superar a marca de 60 milhões de votos, Lula tornou-se o presidente eleito mais votado da história.

    Já Bolsonaro é o primeiro presidente a fracassar na busca por ser reconduzido ao posto desde a redemocratização. Ao longo da corrida, seu governo lançou mão de diversas medidas para aumentar a popularidade e tentar ampliar as chances de reeleição.

    Uma delas foi a chamada PEC Kamikaze. Aprovada em julho, a Proposta de Emenda à Constituição possibilitou a elaboração de um pacote de benefícios sociais, ao driblar a lei que proíbe criar despesas em ano eleitoral. A medida permitiu, por exemplo, o aumento do Auxílio Brasil (de R$ 400 para R$ 600) e do vale-gás. Também implantou uma ajuda a caminhoneiros e taxistas. Todos esses repasses, no entanto, valem só para 2022.

    No segundo turno, dispararam ainda as denúncias de assédio eleitoral em empresas. A prática, que é ilegal, consiste na tentiva de influenciar o voto de empregados por meio de ameaças, coação e promessas de regalias.

    Lula, de seu lado, apostou na construção de uma frente ampla que reuniu, inclusive, ex-adversários políticos: o vice de sua chapa é Geraldo Alckmin (PSB) – os dois foram rivais no pleito de 2006. Ao superar Bolsonaro, o presidente eleito demonstrou ter apoio popular mesmo diante de escândalos de corrupção das gestões petistas e reforçou a capacidade de articulação, ao reunir amplo arco de alianças.

    Na mesma linha, enquadra-se o apoio declarado por economistas que criaram o Plano Real (Armínio Fraga, Edmar Bacha, Pedro Malan e Persio Arida). Na reta final, o petista teve a seu lado candidatos que haviam sido derrotados no primeiro turno das eleições 2022, caso de Simone Tebet (MDB), e se reaproximou de Marina Silva (Rede), de quem estava afastado.

    Torneiro mecânico, líder sindical e membro fundador do PT, Lula, de 77 anos, é o primeiro ex-presidente a voltar ao cargo. Ele governou por dois mandatos, entre 2003 e 2010 – o terceiro começa em 1º de janeiro de 2023. Deixou o Planalto com aprovação recorde e foi sucedido por Dilma Rousseff (PT), que esteve à frente do Executivo entre 2011 e 2016, quando sofreu impeachment.

    Desta vez, o petista terá quatro dias a mais para governar o país – uma reforma eleitoral aprovada em 2021 definiu que, em 2027, a posse presidencial será em 5 de janeiro. Lula retorna 12 anos após encerrar seu segundo governo e três depois de sair da prisão, onde passou 580 dias.

    Condenado pelo ex-juiz Sergio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato, o petista foi preso em abril de 2018. Ele deixou a carceragem, em Curitiba, em novembro de 2019, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a prisão em segunda instância. Em março de 2021, a Corte anulou as condenações impostas por Moro, que foi ministro de Bolsonaro e neste ano se elegeu senador pelo Paraná.

    Após a confirmação do resultado da eleição deste domingo, Lula foi comemorar com aliados e simpatizantes na região da Avenida Paulista, em São Paulo, onde falou a apoiadores. No discurso da vitória, afirmou que é hora de restabelecer a paz.

    “Não existem dois Brasis”, declarou. Durante a fala, prometeu governar para todos os brasileiros e afirmou que o ódio foi propagado de forma criminosa no país.

    Disputa voto a voto

    A campanha do segundo turno durou quatro semanas. Lula e Bolsonaro percorreram o país em busca dos votos dos eleitores indecisos ou que tinham votado em outros candidatos no primeiro turno.

    Em um cenário de forte polarização, Lula e Bolsonaro travaram uma “guerra santa” em busca de votos de fiéis religiosos, trocaram acusações de fake news e protagonizaram um disputa de popularidade com apoios de artistas e recordes de audiência em podcasts e emissoras de TV.

    Chapa Lula-Alckmin

    O vice-presidente eleito é Geraldo Alckmin (PSB), político que detém o recorde de maior tempo à frente do governo estadual de São Paulo – maior colégio eleitoral do país – desde a redemocratização.

    A improvável aliança entre Lula e Alckmin foi confirmada em abril, poucos meses após o ex-governador deixar o PSDB, partido que ajudou a fundar e ao qual foi filiado por 34 anos. A campanha de Bolsonaro chegou a explorar a antiga rivalidade entre os políticos, mas não conseguiu reverter o resultado das urnas.

    Ao longo da campanha, Alckmin agiu para reduzir a resistência de empresários e investidores à campanha de Lula. A ideia era sinalizar que um eventual terceiro governo Lula seria moderado, com viés de centro-esquerda e não buscaria “vingança” pela sequência de derrotas enfrentada pelo PT em anos anteriores.

    Os últimos 12 anos

    Ao fim do segundo mandato, em dezembro de 2010, Lula se preparava para entregar a faixa à sucessora Dilma Rousseff (PT) com uma aprovação recorde: 80% consideravam o governo bom ou ótimo, segundo o Ibope, e 87% avaliavam bem o próprio presidente.

    Os anos seguintes, no entanto, seriam difíceis para o PT. Dilma se reelegeu em 2014 por uma margem apertada, com a pressão de uma crise econômica, e não chegou a concluir o segundo mandato – interrompido por um impeachment confirmado no dia 31 de agosto de 2016.

    Em abril de 2018, Lula se tornaria o primeiro presidente pós-ditadura militar a ser preso, e o primeiro da história do país a ser preso por crime comum. O político tinha sido condenado em duas instâncias – em julho de 2017 e, depois, em janeiro de 2018 – por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

    Lula passou 580 dias preso e só foi solto em novembro de 2019, quando o STF reviu o entendimento da prisão em segunda instância e determinou que os réus do país tinham direito a recorrer em liberdade até o trânsito em julgado.

    Enquanto estava preso, Lula chegou a se apresentar como candidato para as eleições de 2018, mas foi obrigado a ceder espaço para Fernando Haddad – que chegou ao segundo turno, mas foi superado por Jair Bolsonaro no que seria a única derrota do PT em eleições presidenciais no século 21, até o momento.

    Em março de 2021, o ministro do STF Luiz Edson Fachin anulou as condenações de Lula impostas pela Justiça Federal do Paraná no âmbito da Operação Lava-Jato. A decisão foi confirmada pelo plenário e, com isso, Lula hoje não tem qualquer condenação judicial.

    Fonte: G1

  • Mesária é levada a delegacia por suspeita de injúria racial contra eleitora, em Santa Maria

    Mesária é levada a delegacia por suspeita de injúria racial contra eleitora, em Santa Maria

    Segundo Polícia Militar, mulher alegou que foi ofendida por fiscal enquanto verificava seção onde votaria. Mesária afirma que houve mal-entendido

    Uma mesária foi encaminhada à 20ª Delegacia de Polícia, no Gama, por suspeita de injúria racial contra uma eleitora, no Centro de Ensino Médio (CEM) 417 de Santa Maria, no Distrito Federal. O caso ocorreu neste domingo (30), dia do segundo turno das eleições.

    De acordo com os relatos de testemunhas à Polícia Militar, a eleitora estava verificando a sala onde deveria votar, quando, em determinado momento, uma fiscal disse algo que a ofendeu. Aos militares, a mesária negou o crime, afirmou que houve um mal-entendido, e que a eleitora compreendeu errado o que ela havia dito.

    Em seguida, os policiais encaminharam os envolvidos à delegacia. Apesar do caso ter sido registrado na 20ª DP, no Gama, a 33ª DP, em Santa Maria, vai investigar o caso.

    Até a tarde deste domingo, o DF registrou pelo menos seis ocorrências envolvendo crimes eleitorais. Todos os envolvidos foram encaminhados à Polícia Federal, responsável por apurar esse tipo de delito. As informações foram repassadas pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) e Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF).

    Fonte: G1

  • Mulher é presa suspeita de tumultuar fila de votação do segundo turno em Águas Claras

    Mulher é presa suspeita de tumultuar fila de votação do segundo turno em Águas Claras

    Caso ocorreu na Faculdade Unieuro, neste domingo (30). Mulher foi denunciada por outra eleitora, que ficou incomodada com situação, e foi levada pela polícia

    Uma mulher foi presa suspeita de causar tumulto na fila de votação na Faculdade Unieuro, em Águas Claras, neste domingo (30), dia do segundo turno das eleições. A mulher foi denunciada por outra eleitora, que se incomodou com a situação, e chamou a Polícia Militar.

    A PM escoltou a suspeita até a Superintendência da Polícia Federal, no Setor Policial Sul, já que a corporação é responsável por coibir esse tipo de crime. A prisão foi decretada pelo juiz da zona eleitoral. Segundo ele, a suspeita deve assinar um termo circunstanciado.

    Os artigos 296 e 297 do Código Eleitoral afirmam que promover desordem que prejudique os trabalhos eleitorais constitui crime. As penas variam de dois a seis meses de detenção, e o pagamento de 60 a 100 dias-multa.

    Em entrevista coletiva, o juiz Hilmar Castelo Branco Raposo, da Coordenação de Fiscalização da Propaganda Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), afirmou que “houve uma certa desordem causada por uma fiscal de partido, que se exacerbou nas suas funções, confundiu um pouco as suas funções, e acabou cometendo aquilo que a gente acredita ser um crime eleitoral”.

    Fonte: G1

  • Eleições 2022: urnas eletrônicas são transportadas aos locais de votação para segundo turno no DF

    Eleições 2022: urnas eletrônicas são transportadas aos locais de votação para segundo turno no DF

    Na manhã desta sexta-feira (28), 41 caminhões carregados com mais de 6 mil equipamentos saíram dos galpões do TRE, em direção às sessões eleitorais da capital. Transporte conta com escolta da PMDF

    Na manhã desta sexta-feira (28), 41 caminhões carregados com mais de 6 mil urnas eletrônicas saíram dos galpões do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), em direção às sessões eleitorais de toda a capital, para o segundo turno das eleições de 2022, neste domingo (30).

    A previsão do TRE é que, até as 16h, todas as urnas já estejam nas 610 escolas que servirão como locais de votação. O transporte para os locais de votação conta com a escolta da Polícia Militar (PMDF).

    De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), desde o início do processo de lacração das urnas, em 19 de outubro, a PMDF está monitorando os equipamentos 24 horas por dia.

    No domingo, até o término de todo o processo eleitoral, da votação à contagem de votos, as escolas e as 20 juntas de apuração ficarão sob o monitoramento da Polícia Militar.

    As aulas nas escolas públicas e particulares do DF foram suspensas nesta sexta-feira, para chegada das urnas e organização das sessões eleitorais.

    Lacração das urnas eleitorais no DF — Foto: Reprodução TV

    Preparativos para o segundo turno

    Na última quarta-feira (26), foi encerrada a lacração das urnas. Junto com a assinatura digital, o processo é fundamental. Os procedimentos dão segurança e atestam a autenticidade dos programas instalados nas urnas eletrônicas.

    Os equipamentos já estão carregados com os dados dos eleitores do primeiro turno. Para o segundo turno, neste domingo, há uma atualização com informações dos candidatos à presidência, já que no DF não haverá nova votação para governador.

    Depois que as urnas são lacradas, não é mais possível realizar nenhuma operação nos sistemas desses equipamentos. As urnas não podem nem ser ligadas, até o dia e hora das eleições, quando há uma programação para que elas voltem a funcionar.

    Fonte: G1