Categoria: Meio Ambiente

  • Banho de floresta no Jardim Botânico de Brasília oferece conexão com a natureza e relaxamento mental

    Banho de floresta no Jardim Botânico de Brasília oferece conexão com a natureza e relaxamento mental

    Experiência pode ser feita com mediação pedagógica, acolhimento da equipe educativa ou de modo independente. Imersão reduz hormônio do estresse, estimula criatividade e clareza mental, além de fortalecer sistema imunológico

    Você conhece o banho de floresta? A prática consiste em caminhar lentamente por trilhas verdes enquanto se conecta com os elementos ao redor, com atenção aos sons das árvores e animais, ao aroma característico das plantas e às diferentes texturas e cores da vegetação. A atividade pode ser feita no Jardim Botânico de Brasília (JBB), refúgio da biodiversidade do Distrito Federal, de terça a sexta-feira, com mediação pedagógica, acolhimento da equipe educativa ou de modo independente.

    De origem japonesa, a experiência reduz o hormônio do estresse, estimula a criatividade e a clareza mental, além de promover o fortalecimento do sistema imunológico por meio da exposição a fitoncidas, compostos orgânicos emitidos pelas plantas. Santuário do Cerrado, o JBB conta com 1.750 espécies vegetais e mais de 500 de animais vertebrados, além de centenas de invertebrados, como insetos e aracnídeos.

    “A experiência vai além de um simples passeio. É uma oportunidade para desacelerar, relaxar e reencontrar o equilíbrio interior. Nosso objetivo é incentivar cada vez mais as pessoas a se reconectarem com a natureza e aproveitarem os benefícios. O Jardim Botânico de Brasília é o lugar ideal para isso, com uma vasta área verde e uma rica biodiversidade”, salienta o diretor do equipamento de preservação ambiental, Allan Freire.

    O espaço disponibiliza dois padrões de visita pedagógica. No primeiro, um educador ambiental do JBB acompanha grupos a partir dos 7 anos com, no mínimo, 10 pessoas, às terças e quintas-feiras, nos períodos matutino e vespertino. A visita dura em média 1h30 e percorre roteiros adequados conforme o tamanho, objetivos e necessidades do grupo. Em geral, o Cerrado é o eixo de todos os percursos, com abertura para abranger mais fauna, flora e fitofisionomias, ou conservação, água, solo e ecologia.

    Há dois modelos para quem optar pela aventura do Banho de floresta | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Para estudantes de 7 a 12 anos, são aceitos grupos de até 30 pessoas. Já para maiores de 12 anos, o máximo é de 45 pessoas. A diferenciação ocorre para que seja mantida a qualidade do atendimento oferecido aos alunos.

    O segundo modelo de visita é o de acolhimento, em que a equipe do JBB apenas recebe o grupo para dar as boas-vindas e orientações sobre o espaço. Depois, o grupo segue para explorar as trilhas do JBB sem a presença dos educadores ambientais. Este modelo está disponível para grupos de, no máximo, 120 pessoas, para não sobrecarregar as instalações e ocorre de terça a sexta-feira, manhã ou tarde.

    É preciso de antecedência de 15 dias para se inscrever no projeto, oferecido de terça a sexta, em horários matutino e vespertino | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Quem quiser realizar o banho de floresta de modo independente pode escolher uma das cinco trilhas do espaço e se conectar com a natureza. Os percursos oferecem níveis diferentes de dificuldade e são ricos em biodiversidade de fauna e flora. A extensão de cada uma está disponível no site do JBB.

    O agendamento do banho de floresta com ou sem mediação pode ser feito por formulário com, no mínimo, 15 dias de antecedência. O interessado deve escolher o dia e horário do passeio e, em seguida, voltar ao formulário para finalizar o envio. A confirmação da data ocorre por e-mail.

    Em caso de dúvidas, entre em contato com a equipe de educação ambiental pelo telefone (61) 98199-1498 ou pelo e-mail educacaoambiental@jbb.df.gov.br. Mais detalhes também podem ser obtidos no site do equipamento.

    O Jardim Botânico de Brasília abre as portas para visitação pública de terça-feira a domingo, inclusive feriados, das 9h às 17h, com entrada permitida até as 16h30. O preço do ingresso é R$ 5 por pessoa, com pagamento em dinheiro, no cartão (débito) ou no Pix. Estão isentas de pagamento, mediante apresentação de documento oficial de identificação, crianças até 12 anos de idade incompletos, pessoas com deficiência e pessoas maiores de 60 anos. A entrada é gratuita para pedestres e ciclistas entre as 7h30 e as 8h50.

  • Barragem do Descoberto está cheia e verte mais cedo

    Barragem do Descoberto está cheia e verte mais cedo

    Mais segurança hídrica para a população do DF

    Depois de o Distrito Federal enfrentar, sem nenhum tipo de racionamento, a maior seca da história, a Barragem do Rio Descoberto, reservatório que abastece quase 50% da capital, atingiu a capacidade máxima neste domingo (24). Após uma série de chuvas intensas, um dos maiores responsáveis pelo abastecimento de água em Brasília alcançou a cota de 1.030,00 metros, o que nos traz a beleza da cachoeira sobre o vertedouro criando um espetáculo visual que sempre impressiona os moradores da capital.

    Este momento marcante ocorre com uma particularidade, pois a barragem tende a verter apenas em fevereiro ou março. A previsão é de que o fenômeno continue nos próximos dias, trazendo alívio e beleza para quem depende dessa fonte vital de abastecimento.

    O Reservatório do Descoberto é essencial para quase 50% da população do Distrito Federal, atendendo cidades como Ceilândia, Taguatinga e Samambaia, além de várias outras. Para o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, os investimentos do GDF e da Caesb na infraestrutura de água e esgoto têm sido fundamentais para a qualidade de vida dos cidadãos do DF.

    Mais de R$ 1,2 bilhão foram investidos desde 2019, a fim de garantir o fornecimento da melhor água para os quase 3 milhões de moradores da cidade.

  • Plantas aquáticas não afetam a qualidade das águas do Paranoá

    Plantas aquáticas não afetam a qualidade das águas do Paranoá

    A proliferação de algumas espécies é provocada pelas chuvas intensas; Caesb garante que o lago continua em condições de uso para banho, esporte e lazer

    As chuvas intensas no Distrito Federal estão provocando a repetição de um fenômeno que ocorre todos os anos nesta época: a proliferação de plantas aquáticas no Lago Paranoá. Quem passou nesta quarta-feira (20) pela orla do ponto turístico pôde observar que, em alguns pontos, o espelho-d’água estava coberto por bolsões de plantas aquáticas. Mas, ao contrário do que possa parecer, essas plantas não ameaçam a qualidade da água.

    Apesar de prejudicar a imagem do maior cartão-postal de Brasília, a presença dessas plantas não é indicativa de poluição nem de que o lago não apresenta condições de balneabilidade. Elas, ao contrário, indicam a boa qualidade das águas do Paranoá. Isso porque essas plantas só se proliferam em águas limpas, garante a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

    Embora frequentemente confundidas com cianobactérias ou algas, essas plantas pertencem à espécie das macrófitas, que vivem em ambientes aquáticos. No Lago Paranoá, a Caesb já identificou a predominância de três espécies: o aguapé, o pistia (também conhecido como alface-d’água) e a salvinia (ou orelha-de-rato).

    Durante o período de estiagem, bolsões dessas plantas tendem a crescer devido à exposição constante ao sol, ao tempo claro e à calmaria das águas do lago, segundo explica o engenheiro da Caesb Antônio Luís Harada. No período das chuvas, aumenta o fluxo dos ribeirões Gama e Riacho Fundo, que abastecem o Paranoá. “Com o impacto, essas plantas podem se desprender e se espalhar, formando grandes agrupamentos em alguns pontos do lago, como está ocorrendo agora”, observa Harada.

    Presidente da Caesb, Luís Antônio Reis enfatiza: “As pequenas ilhas flutuantes que se espalham no lago, embora não proporcionem ao espelho-d’água uma aparência agradável, não são prejudiciais ao banho nem ao uso do Paranoá como fonte de esporte e lazer para a população. São apenas fenômenos naturais gerados pelo ciclo concentrado de chuvas no Distrito Federal”.

    Monitoramento da qualidade

    O monitoramento do Paranoá é feito pelo laboratório da Caesb por meio de amostras de água recolhidas semanalmente em dez pontos de pesquisa, distribuídos em torno dos 48 quilômetros quadrados abrangidos pelo lago. Dois tipos de testes são realizados: um para medir o pH (grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade da água) e outro para aferir a quantidade de coliformes fecais (bactéria Escherichia coli) e de algas.

    O monitoramento da qualidade da água do Lago Paranoá é feito pelo laboratório da Caesb por meio de amostras recolhidas semanalmente em 10 pontos de pesquisa | Foto: Cristiano Carvalho/Caesb

    A companhia lembra que as águas das áreas próximas às estações de tratamento de esgoto (ETEs) da Asa Norte e da Asa Sul, mesmo após o tratamento, são permanentemente impróprias para banho ou atividades esportivas.

    Limpeza

    Além de monitorar a qualidade da água, a Caesb também é responsável pela remoção dos bolsões de plantas aquáticas. Esse trabalho é feito, principalmente, pelo barco Papaguapé, uma embarcação especial projetada para esse tipo de operação. No momento, o Papaguapé está em manutenção, aguardando peças de reposição fabricadas no exterior. Em breve, o barco voltará a operar, de acordo com a Caesb.

  • Saiba como e onde descartar embalagens de vidro corretamente

    Saiba como e onde descartar embalagens de vidro corretamente

    Material reciclável deve ser levado a um Ponto de Entrega Voluntária, sem resíduos e embalado corretamente; conscientização garante mais segurança para garis e catadores

    Você sabe onde descartar embalagens de vidro, como frascos, garrafas e até mesmo copos quebrados? Os materiais devem ser levados a Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), sem resíduos e armazenados corretamente, preferencialmente em caixas de papelão para evitar acidentes. Os pontos de coleta estão espalhados pelo Distrito Federal, em regiões como Gama, Santa Maria, Guará, Sobradinho e Plano Piloto, sob responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF).

    Os objetos devem estar sem líquidos e sem rótulos ou tampas. Os papéis, plásticos e metais devem ser destinados à coleta seletiva. Além disso, o cidadão deve descartar o vidro corretamente para garantir a segurança de garis e catadores. “Um material descartado com resto de bebida ou comida causa mau cheiro ao espaço da cooperativa e pode atrair vetores de doenças, como roedores e baratas, prejudicando o trabalho e o bem-estar das pessoas. O ideal é descartar recipientes secos e limpos”, explica o coordenador de Resíduos Sólidos da Sema-DF, Amir Bittar.

    Os objetos de vidro devem ser descartados em Pontos de Entrega Voluntária sem tampa ou rótulos | Foto: Arquivo/ Agência Brasília

    O vidro que chega aos pontos de coleta é triado por cooperativas de catadores e são vendidos a indústrias para trituração e reinserção no setor produtivo. “As embalagens são recicladas e transformadas em outros produtos. Esse processo evita que haja extração de mais matéria-prima da natureza para novas embalagens”, frisa Bittar. “Ao fazer a separação e o descarte correto, a população contribui com a preservação do meio ambiente, já que o vidro é um material que demora a degradar e, ao ir para o lixo comum, acaba diminuindo a vida útil do aterro sanitário.”

    Neste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) adquiriu o maquinário necessário para a trituração do vidro no Completo Integrado de Reciclagem (CIR), um dos mais modernos espaços públicos para reaproveitamento de resíduos do país. O equipamento está em fase de instalação, com funcionamento previsto para o início de 2025. A gestão do CIR é compartilhada entre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Sema-DF, a Central de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop) e as associações de catadores que atuam na região.

    O chefe da Unidade de Sustentabilidade e Mobilização Social do SLU, Francisco Mendes, afirma que o maquinário terá impacto na geração de renda das cooperativas. “Será a primeira máquina que teremos em Brasília para fazer a trituração das embalagens de vidro, agregando mais valor às operações das cooperativas”, explica. “A Centcoop, por meio do complexo, poderá centralizar a trituração das embalagens de vidro, otimizando também o transporte dos materiais, que terão a granulometria definida pelo mercado.”

    Atualmente, o SLU mantém 42 contratos de coleta seletiva e triagem com 31 cooperativas. “Acreditamos que haverá um impacto positivo na melhora de preço de mercado a partir do momento em que a máquina de trituração começar a funcionar, em que as cooperativas serão melhor remuneradas”, enfatiza Mendes.

    Os pontos de coleta estão disponíveis no site da Sema-DF. Na página, o cidadão pode identificar também os locais apropriados para o recebimento de eletroeletrônicos, lâmpadas – que não devem ser levadas aos PEVs que recebem vidro -, medicamentos, óleo de cozinha, pilhas e baterias, pneus, televisão analógica e chapa de raio-X.

  • Mais de cem militares, 12 viaturas e aeronave atuam no combate ao incêndio no Guará

    Mais de cem militares, 12 viaturas e aeronave atuam no combate ao incêndio no Guará

    Sob suspeita de que tenha sido causado de forma criminosa, bombeiros trabalham para erradicar as chamas no Parque Ezechias Heringer

    Mais de cem militares do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) trabalham no combate às chamas que atingem o Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará. Com o emprego de 12 viaturas e uma aeronave, os bombeiros atuam no local desde às 11h deste sábado (5). A suspeita é de que o incêndio tenha sido causado de forma criminosa.

    “Há indícios de que uma pessoa tenha colocado fogo na área. O incêndio estava controlado e de repente começou a surgir um novo foco. Um suspeito foi preso, em flagrante, ateando fogo na região”, relatou o comandante operacional do CBMDF, coronel Pedro Anibal.

    Segundo o militar, o local abriga pessoas que trabalham com materiais recicláveis, que servem de combustão para o alastramento das chamas. “Ali tem muito catador que armazena pneu, plástico e papelão, por exemplo, por isso a gente vê uma fumaça mais escura”, esclareceu o coronel Anibal.

    No momento, as equipes continuam trabalhando para controlar as chamas e erradicar os focos de incêndio. “É uma região mais delicada para atuarmos justamente pela quantidade de materiais recicláveis e pelo tipo de vegetação também, considerada mais alta e com muito capim exótico. Tudo isso provoca chamas muito altas”, conclui o coronel.

  • Animais resgatados dos incêndios florestais recebem tratamento do GDF

    Animais resgatados dos incêndios florestais recebem tratamento do GDF

    Equipes de órgãos ambientais trabalham em conjunto para recuperar a fauna prejudicada pelas queimadas que atingiram a capital nas últimas semanas

    Um trabalho ininterrupto executado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para atender os animais vítimas dos incêndios que atingiram o DF nas últimas semanas tem promovido resgates e tratamentos por meio de órgãos ambientais com a estrutura necessária para a recuperação da fauna do Cerrado.

    Anta macho em tratamento no Hospital Veterinário do Zoo de Brasília chegou ao local desidratado e com graves queimaduras nas patas | Foto: Divulgação/FJZB

    No Hospital Veterinário do Zoológico de Brasília, atualmente, estão sendo atendidos uma anta e dois tamanduás, vítimas de queimadas. O macho de anta foi resgatado do fogo que consumiu parte do Parque Nacional na quarta-feira (18). Ele chegou ao zoo com as quatro patas gravemente queimadas, sem unhas, desidratado e com sinais de inalação de fumaça. Foi iniciado um tratamento especial com pele de tilápia, um método para queimaduras desenvolvido por médicos no Ceará e considerado um grande avanço na medicina devido à capacidade de eficácia na regeneração e cicatrização de ferimentos.

    Fêmea de tamanduá-bandeira foi resgatada de incêndio na Floresta Nacional com o filhote | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    Já a tamanduá-bandeira fêmea, vítima do incêndio que se espalhou na Floresta Nacional, foi resgatada na segunda-feira (23) com queimaduras graves nas quatro patas e debilitada para procurar alimento. O filhote, por sua vez, chegou à unidade veterinária com queimaduras nos pés, mãos e na ponta do focinho. Atualmente ele é alimentado por sonda – e, como todos os demais pacientes, recebe cuidados para recuperação e reinserção na flora.

    Segundo a diretora do Hospital Veterinário do Zoológico, Tânia Borges, os tratamentos alternativos incluem métodos fitoterápicos e exames de todos os tipos para o monitoramento e melhora dos animais. Além disso, as equipes fazem uma busca ativa nas áreas atingidas pelo fogo para prestar apoio aos outros órgãos ambientais envolvidos nos resgates.

    “Colaboramos também com o fornecimento de alimentos para os animais, além de materiais de contenção no caso do pessoal do parque precisar fazer algum resgate”, detalha a gestora. “A equipe fica de prontidão 24 horas para atender da melhor forma possível.”

    Animais no Hfaus

    O Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus) também recebeu diversos pacientes durante esse período. Na quarta-feira (25), um filhote de cachorro-do-mato foi encontrado por policiais militares do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPMA).

    Filhote de cachorro-do-mato recebe tratamento após ter tido a coluna fraturada durante fuga de um incêndio em Brazlândia | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    O animal havia caído em um buraco de cerca de três metros de profundidade após se perder do bando para fugir de um incêndio no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, em Brazlândia. Depois de ser encaminhado ao Hfaus e passar por exames, teve constatada uma fratura na coluna e precisou ser submetido a cirurgia ortopédica. O bichinho passará por tratamento e reabilitação.

    Bugio que se perdeu da mãe ficou desidratado e também foi resgatado pelas equipes do Hfaus

    Um filhote de lobo-guará também recebe cuidados na unidade após ter sido encontrado debaixo de um carro. Apesar de não apresentar sinais de ferimentos, ele não estava em seu habitat natural e foi recolhido pelas equipes para não correr riscos de atropelamento, ataque de cães domésticos ou mesmo atacar por estar assustado.

    O hospital veterinário também acolheu um pequeno bugio, que chegou desidratado e com hipotermia. Um grupo de civis afirma ter visto o filhote de primata cair do colo da mãe durante uma fuga do bando próximo às áreas afetadas pelas queimadas. Os veterinários da unidade pública também cuidam de um tamanduá filhote que ficou para trás durante a fuga da família, além de outros animais, como saruês, micos e ouriços-cacheiros –  a maioria filhotes.

    O biólogo do Hfaus responsável pelo manejo dos animais silvestres, Thiago Marques, lembra que os animais estão chegando com sinais evidentes de que buscam alimento, recurso em escassez pela degradação do ambiente original. “O DF é uma área gigante, e, se o animal se desloca, acaba chegando à civilização”, explica. “O Parque Nacional está dentro de Brasília, cercado por cidade. Então, esgotando os recursos, eles acabam chegando a lugares inadequados e entram em conflito com os humanos”.

    Thiago afirma ainda que a demanda do hospital veterinário tem aumentado de forma nítida desde que os incêndios florestais começaram, e frisa que nem sempre os animais vão chegar com ferimentos causados pelo fogo – mas também por incidentes provocados por fuga, abandono das famílias, escassez de alimentos, procura de abrigo e outras questões que são impactos diretos das queimadas.

    “Percebemos um aumento de casos, por exemplo, de ataque de cachorros, colisões com carros e vidraças, além de animais indo parar em locais urbanos”, aponta o biólogo. “As pessoas se assustam com eles e acabam tendo esses casos de ferimentos. Nosso trabalho é tentar resgatar, melhorar a vidinha deles e devolvê-los para a natureza o mais breve possível. Mas a grande maioria a gente não vai conseguir atender, que são anfíbios, répteis e invertebrados que não conseguem fugir. Eles são a base para muitos outros; e, quando há um problema com a base, afeta toda a cadeia alimentar.”

    Como ajudar

    Os profissionais do hospital veterinário ressaltam que os animais da fauna silvestre não devem ser tratados por civis, já que, por mais que o animal pareça que não está machucado, pode estar extremamente assustado ou com fome, enfrentando dias de fuga. Foi o caso da fêmea de tamanduá, que, antes de ser trazida pelos bombeiros ao Hfaus, estava correndo havia dois dias dentro da cidade.

    Ao encontrar um animal na rua, filhote ou adulto, primeiramente é preciso verificar se ele está ferido ou precisa de socorro, pois nem todos os casos exigem intervenção humana.

    “Mesmo que ele seja filhote, às vezes a mãe deixa ele em um cantinho para buscar alimento; e, querendo ajudar, a gente faz um resgate que não era necessário”, pontua a chefe do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Clara Costa. “A partir do momento em que ele é retirado da natureza, há chances de  não conseguir retornar.”

    O ideal é sempre acionar os órgãos públicos ambientais, que atuam na linha de frente com apoio do BPMA, por meio do telefone 190, ou o Corpo de Bombeiros Militar do DF pelo telefone 193.

    Destinação dos resgatados

    Desde o início do ano há um acordo de cooperação técnica para o atendimento da fauna do DF e Entorno que envolve o Ibama, os institutos Brasília Ambiental (Ibram) e Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além do Jardim Zoológico de Brasília.A representante do Cetas, divisão do Ibama que recebe os bichos resgatados de incêndios florestais, atropelamentos, colisões, apreensões ou até entregas voluntárias, ressalta que, após os animais receberam alta dos hospitais veterinários parceiros, as equipes fazem uma avaliação física e comportamental dos resgatados, para saber se há alguma avaria que os impossibilite de retornar para a natureza.

    “Isso é fundamental caso seja um animal manso ou que não apresente os comportamentos típicos da espécie que vão auxiliá-lo a sobreviver na natureza”, detalha. “Após essa avaliação criteriosa, a gente define a destinação desses animais – que pode ser a soltura, que é o objetivo final sempre, ou cativeiro, nos casos em que eles não sobreviveriam sozinhos. Existe também a possibilidade de destiná-los aos zoológicos, criadouros ou mantenedores licenciados pelo Ibama.”

  • Polícia Civil investiga incêndio criminoso em área de vegetação do Gama

    Polícia Civil investiga incêndio criminoso em área de vegetação do Gama

    Ação dos suspeitos foi registrada por câmeras de segurança de um terreno vizinho à área queimada

    A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um incêndio criminoso ocorrido nessa quarta-feira (25), nas proximidades da DF-290, na altura do Núcleo Rural Ponte Alta, no Gama. Toda a ação dos suspeitos foi registrada por câmeras de segurança de um terreno vizinho à área queimada.

    A investigação é conduzida pela Coordenação Especial de Proteção ao Meio Ambiente, à Ordem Urbanística e ao Animal (Cepema). Até a publicação desta reportagem, a corporação trabalhava para identificar os suspeitos. Ninguém foi preso.

    De acordo com o Boletim de Ocorrência, uma testemunha do crime comunicou ter visto, por volta das 10h43, um início de fumaça na beira da rodovia e decidiu se aproximar. “No local, foram identificados dois focos de incêndio: o primeiro, aparentemente, recém-ateado, e o segundo já mais espalhado, com uma distância de aproximadamente 10 metros entre ambos”, diz o documento.

    À PCDF, a testemunha também relatou que as chamas haviam gerado “uma grande quantidade de fumaça” e, que, ao se aproximar da rodovia, se deparou com “as margens tomadas por chamas”.

    Além de atentar contra o meio ambiente, a prática de atear fogo em áreas de mata pode configurar crime ambiental previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que impõe penas de detenção e multas a quem causar danos à flora.

    A ação também pode ser classificada como incêndio, tipificada no Código Penal (Art. 250), passível de punição para o autor, agravada em caso de incidente que coloque em risco a vida, a integridade física ou o patrimônio de terceiros.

    Operação Curupira

    Recentemente, a PCDF instaurou a Operação Curupira para identificar e punir pessoas envolvidas em queimadas no Distrito Federal. A ação faz parte da força-tarefa montada pelo Governo do DF (GDF) para apurar a autoria dos incêndios criminosos que resultaram na devastação de áreas de vegetação e Cerrado da capital do País.

    O GDF convoca a população a denunciar os incêndios florestais na capital. Os cidadãos devem entrar em contato imediatamente com o número 193, o canal de emergência do CBMDF.

    Durante a ligação, é necessário passar informações como a localização exata do fato e as proporções das chamas e, se possível, relatos sobre as condições de acesso ao local e sobre a presença de suspeitos de autoria do crime. De acordo com o artigo 41 da Lei 9.605/98, provocar incêndio em mata ou floresta é tipificado como crime ambiental.

    Combate a incêndios florestais
    → 193 (Corpo de Bombeiros)
    → (61) 9224-7202 (Instituto Brasília Ambiental)

    Informações sobre autores de incêndios florestais
    → 190 (Polícia Militar)
    → 197 (Polícia Civil)

  • Flores brotam em meio a cenário devastado por incêndio florestal nas proximidades da Torre Digital

    Flores brotam em meio a cenário devastado por incêndio florestal nas proximidades da Torre Digital

    As espécies foram encontradas em um trecho da Área de Proteção Ambiental do Lago Paranoá, unidade de conservação de uso sustentável gerida pelo Brasília Ambiental, que pegou fogo no início de setembro

    O que poderia ser um simples desabrochar de mudas no terreno da Área de Proteção Ambiental (APA) do Lago Paranoá, no mês da primavera, transformou-se num símbolo de resiliência. Semanas após a devastação da vegetação de Cerrado nas proximidades da Torre Digital, causada por um incêndio florestal de provável origem humana, pés de espécie Hippeastrum goianum, planta conhecida como Amarilis do Cerrado, brotaram, criando um contraste, onde algumas flores amarelas se misturam a árvores secas, troncos caídos e restos de fuligem.

    Flores da espécie ‘Hippeastrum goianum’ surpreenderam e brotaram em meio a cenário devastado por incêndios | Fotos: Matheus Ferreira/Divulgação

    A paisagem com ares pós-apocalípticos foi capturada pelo servidor público e fotógrafo amador Matheus Ferreira, que compartilha nas redes sociais imagens da riqueza do bioma brasiliense na página Árvores do Cerrado (@arvoresdocerrado). “Há quase um mês, essa área de Cerrado, composta por vegetação nativa, pegou fogo e tudo foi devastado. Ficou bem queimado. Algumas pessoas comentaram comigo que tinham visto algumas flores nascendo em meio à área queimada. Peguei minha máquina e fiquei procurando, até que encontrei esses dois pezinhos dessa flor”, recorda-se.

    O que mais impressionou Matheus foi o surgimento de plantas tão delicadas em meio a um cenário devastador, que ele descreveu como “de guerra”. “Para mim, é um símbolo de esperança e de renascimento. Apesar de tudo que as pessoas fazem para destruir a natureza, ela continua firme”, afirma. “Vejo isso como um sinal de esperança e de força do Cerrado. É um bioma de resistência que, mesmo diante de condições climáticas extremas, como falta de chuva e secura, vê florescer os ipês e tantas outras árvores nativas. Espero que fique uma mensagem para as pessoas de que nem tudo está perdido”, completa.

    Regeneração

    A recuperação do Cerrado após a passagem do fogo costuma ser natural, especialmente nas áreas de vegetação nativa. No entanto, a superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água do Instituto Brasília Ambiental, Marcela Verciani, afirma que cada local deve ser avaliado após as queimadas, considerando suas características. Algumas vegetações se regeneram sozinhas, enquanto outras necessitam de novos plantios. Essa avaliação é feita pelo órgão que gerencia 82 unidades de conservação, incluindo a APA do Lago Paranoá, considerada uma unidade de uso sustentável.

    “Nós sabemos que os incêndios nesta época do ano são provocados, pois não existem faíscas naturais. A forma como acontece o fogo é prejudicial, porque eleva a temperatura e cria labaredas grandes, o que resulta numa perda considerável de Cerrado. Por isso fazemos o apelo para que as pessoas não usem o fogo nos períodos críticos de seca extrema”, afirma Verciani.

    Neste ano, o Instituto Brasília Ambiental contratou 150 brigadistas para atuar em 12 bases durante o período crítico de incêndios e seca. Segundo a superintendente, o órgão elabora um projeto de lei para ser enviado à Câmara Legislativa do DF (CLDF), estabelecendo a contratação da brigada ao longo do ano e não por temporada. “O combate é importante, mas a prevenção tem tanta ou mais importância”, comenta. Ela cita ações como a criação de aceiros, roçadas e queimadas controladas no período mais ameno.

    Denuncie

    Com o aumento dos incêndios florestais na vegetação do Cerrado, o Governo do Distrito Federal (GDF) convoca a população a denunciar os casos. Os cidadãos devem entrar em contato imediatamente com o número 193, o canal de emergência do CBMDF.

    Durante a ligação, é necessário passar informações como a localização exata do fato e as proporções das chamas e, se possível, relatos sobre as condições de acesso ao local e sobre a presença de suspeitos de autoria do crime. De acordo com o artigo 41 da Lei 9.605/98, provocar incêndio em mata ou floresta é tipificado como crime ambiental.

    No caso de queimadas dentro das unidades de conservação do Distrito Federal, a orientação é acionar o Instituto Brasília Ambiental, que é responsável pela administração dos espaços. Desde julho, o órgão conta com um número exclusivo de denúncias de focos de incêndio, que é atendido pela central da Diretoria de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (DPCIF) pelo (61) 9224-7202. O telefone também é WhatsApp. Por ele, a população pode enviar mensagens e a localização do fogo.

    Combate a incêndios florestais

    → 193 (Corpo de Bombeiros)
    → (61) 9224-7202 (Instituto Brasília Ambiental)

    Informações sobre autores de incêndios florestais
    → 190 (Polícia Militar)
    → 197 (Polícia Civil)

  • No Dia Mundial sem Carro, passeio ciclístico movimenta as ruas do Cruzeiro

    No Dia Mundial sem Carro, passeio ciclístico movimenta as ruas do Cruzeiro

    Evento faz parte da Semana Nacional de Trânsito 2024 e busca conscientizar a população sobre os benefícios do uso das bicicletas como meio de transporte

    Em comemoração ao Dia Mundial sem Carro, celebrado neste domingo (22), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) promoveu a 17ª etapa do Circuito de Passeio de Bike nas RAs. A região administrativa escolhida para sediar esta edição do evento foi o Cruzeiro. Na ocasião, os ciclistas cumpriram um percurso de 10 km no interior da cidade com mais de 30,8 mil habitantes.

    Neste domingo (22), a 17ª etapa do Circuito de Passeio de Bike nas RAs celebrou o Dia Mundial sem Carro com evento no Cruzeiro | Fotos: Matheus H. Souza/ Agência Brasília

    A largada ocorreu às 9h30, no estacionamento do Ginásio do Cruzeiro. O evento, que integra as atividades da Semana Nacional de Trânsito 2024, contou com o apoio da administração regional da cidade. Além do passeio ciclístico, a iniciativa trouxe palestras educativas e serviços de manutenção básica de bicicletas.

    “Brasília tem todos os artifícios e meios para que as bicicletas sejam bem utilizadas em seu território”, destacou o administrador regional do Cruzeiro, Gustavo Aires. “O evento de hoje foi pensado para ocorrer no Dia Mundial Sem Carro, justamente para intensificar esse trabalho que o governador Ibaneis Rocha já tem feito em todo Distrito Federal em relação à utilização das bicicletas, onde, a cada dia que passa, vemos a expansão da nossa malha cicloviária, com a construção de novas ciclovias e ciclofaixas.”

    O chefe do Núcleo de Campanha Educativa do Detran, Miguel Videl, afirma que o objetivo do Passeio de Bike nas RAs é estimular a utilização da bicicleta como meio de transporte, conscientizar sobre os benefícios do uso da bike e destacar o papel ativo do ciclista na construção de um trânsito mais seguro.

    “A nossa ideia é mostrar à comunidade local que a bicicleta também é um veículo e ela faz parte do trânsito. E esse trânsito tem que ser compartilhado, tanto com motorista, motociclista, pedestre e ciclista. Sempre lembrando que, no trânsito, o maior cuida do menor”, destacou o servidor.

    Além do passeio ciclístico, que estimula a utilização da bicicleta como meio de transporte, a iniciativa trouxe palestras educativas e serviços de manutenção básica de bikes

    Paixão sobre duas rodas

    Aos 60 anos, a servidora pública Wilma Menezes comemora a chegada do programa ao Cruzeiro, cidade onde reside há 55 anos. Ela conta que começou a andar de bicicleta por necessidade e, desde então, se apaixonou pela atividade. “Há um ano e meio, eu uso bike diariamente para ir e voltar do trabalho e foi a melhor coisa da minha vida, especialmente em matéria de saúde. Eu saí do sedentarismo graças ao ciclismo”, disse.

    Já Cláudio Miranda, 52, trabalha durante a semana como motorista e no tempo livre se dedica ao ciclismo. Por viver as duas realidades de perto, ele sabe da importância do trabalho desempenhado pelo Detran na conscientização dos usuários de automóveis e bicicletas.

    “Já são mais de 10 anos pedalando e a segurança do ciclista melhorou muito ao longo desse período. Essas ações, como a de hoje, ajudam os motoristas a entenderem que eles também precisam fazer a sua parte no trânsito. Quanto maior a participação deles nesse debate, melhor”, avaliou.

    A servidora pública Wilma Menezes comemora a chegada do programa ao Cruzeiro: “Há um ano e meio, eu uso bike diariamente para ir e voltar do trabalho e foi a melhor coisa da minha vida”

    Vai de Bike

    O Governo do Distrito Federal (GDF) está empenhado na ampliação da ciclomobilidade da capital. Nessa sexta-feira (20), o governador Ibaneis Rocha anunciou a criação do programa Vai de Bike, cuja meta é atingir, até 2026, a marca de mil quilômetros de ciclovias conectando os mais diferentes pontos de Brasília.

    Cumprida a meta, o DF se tornará a unidade da federação com maior malha cicloviária do país. Para isso, serão investidos R$ 123 milhões na construção de 325 km de novas ciclovias e na manutenção dos 700 km já existentes. O programa será coordenado pelas secretarias de Obras e Infraestrutura (SODF), e de Transporte e Mobilidade (Semob).

    “Já são mais de 10 anos pedalando e a segurança do ciclista melhorou muito ao longo desse período”, garante o motorista Cláudio Miranda

    Além disso, a iniciativa inclui a implementação de um sistema de compartilhamento de bicicletas elétricas, com 300 bikes espalhadas por pontos estratégicos do DF. O objetivo é incentivar o uso de transporte mais sustentável, proporcionando uma alternativa ao carro e ao transporte público.

    Histórico

    O Dia Mundial sem Carro é celebrado anualmente em 22 de setembro. A data teve origem na Europa, na década de 1990, como uma resposta ao crescente congestionamento urbano e à poluição atmosférica. O movimento foi impulsionado por ambientalistas e governos que buscavam conscientizar a população sobre o uso excessivo de automóveis e incentivar o uso de alternativas de transporte mais sustentáveis, como bicicletas, transporte público e caminhadas.

  • Mais de 1,5 mil quilos de lixo são retirados do Paranoá na 12ª edição do Lago Limpo

    Mais de 1,5 mil quilos de lixo são retirados do Paranoá na 12ª edição do Lago Limpo

    Pneus, garrafas, latas, cadeirinha de plástico e até um triciclo foram recolhidos em ação de conscientização para a preservação de recursos hídricos do DF

    Terminou neste sábado (21) a 12ª edição da Semana do Lago Limpo. Realizada no Deck Sul, a ação recolheu mais de 1.560 quilos de lixo das margens e do fundo do Paranoá. Tinha pneu, garrafa, lata, cadeirinha de plástico e até um triciclo. Os resíduos foram acondicionados e encaminhados à triagem para que, em seguida, seja feita a destinação adequada, de acordo com a classe do resíduo. Em 2023, foram retiradas sete toneladas de resíduos no Pontão do Lago Sul.

    A 12ª edição do programa Lago Limpo, realizada no Deck Sul, retirou mais de 1.560 quilos de lixo das margens e do fundo do Paranoá | Fotos: Marco Peixoto/ Caesb

    O objetivo da ação foi alertar e conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e a importância da preservação dos recursos hídricos. Mais de 100 voluntários – dentre mergulhadores, reeducandos e estudantes do Centro Universitário UDF –  se uniram no mutirão de limpeza no Lago Paranoá, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), do Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), do Batalhão de Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal (PMDF Ambiental), da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), da Administração Regional do Plano Piloto (RA-PP), da Associação de Pesca Esportiva, Subaquática e Conscientização Ambiental do Distrito Federal (ASPSSHARK-DF) e da Associação Brasileira de Esportes e Pesca Subaquáticos (DFSUB).

    “Este sábado ficou marcado pela união e compromisso da Caesb e de vários órgãos do GDF com a preservação dos recursos hídricos da capital, sob o comando do governador Ibaneis Rocha”, afirmou o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis. “O Lago Paranoá tem uma história de superação. A Caesb teve um papel fundamental nesse processo. O sucesso do Programa de Despoluição do Lago Paranoá possibilitou transformar um corpo receptor de esgotos em um novo manancial de água para a população do Distrito Federal, além de ser utilizado para esportes náuticos, pesca recreativa e atividades de lazer.”

    Ao longo da semana, a limpeza das margens e do espelho d’água do Lago Paranoá foi coordenada pela Adasa, com a participação de reeducandos da Funap. Deuselita Martins, diretora-executiva da Fundação, destacou a importância do trabalho realizado pelos internos na ação de limpeza. “O serviço iniciou bem antes dessa semana de limpeza, com os detentos confeccionando 20 sextos flutuantes utilizados na coleta de resíduos no espelho d’água. O contato direto com o problema do lixo – e como ele afeta o espaço que deveria ser de lazer – é uma experiência muito válida para eles,” afirmou.

    Hoje, a programação incluiu atividades educativas e ambientais, com dinâmicas relacionadas à limpeza do lago e ao descarte correto de resíduos. A unidade móvel de água da Caesb também marcou presença no evento, para hidratar o público que trabalhou como voluntário e os moradores que foram prestigiar a ação.

    Além da limpeza, a programação incluiu atividades educativas e ambientais, com dinâmicas relacionadas à limpeza do lago e ao descarte correto de resíduos

    Ação voluntária

    Diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro destacou o espírito de colaboração da Semana do Lago Limpo. “Esses voluntários não recebem nada por isso; ao contrário, investem seu tempo e recurso. Isso demonstra que quando a sociedade está motivada, pode trabalhar em parceria com o governo”, ressaltou. “Estamos aqui limpando, mas o essencial é que a população não jogue lixo no lugar errado.”

    O mergulhador e economista Esteves Colnago, 50 anos, foi um dos voluntários do evento neste sábado. Com 30 anos de experiência em mergulho, essa é a primeira vez que ele participa de uma ação no Paranoá. “O mergulho permite ter um outro olhar para a natureza. Já participei de uma ação em Brazlândia, no Lago Veredinha. Naquela ocasião, foram retirados muitos pneus, garrafas, pedaços de madeira e, por incrível que pareça, postes de quadra de vôlei”, relatou.

    “A lição que fica para a gente é a importância de se preservar a natureza e o meio ambiente”, disse Maria de Fátima Portela

    Para o economista, participar da ação é valorizar o cartão postal de Brasília, que é o Paranoá: “É um trabalho fantástico que faz com que as pessoas sejam conscientizadas a não jogar lixo no lago.” Ele também elogiou o trabalho que os órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) fazem com os mananciais da capital. “O lago acaba sendo transformado em uma opção de lazer e atividades esportivas. A ação ajuda a conscientizar as pessoas a não jogar lixo no lago; lá não é depósito, não pode ter garrafas ou pneus, porque isso faz mal não só para as pessoas, como também para a natureza”, observou.

    A aposentada Maria de Fátima Portela, 62 anos, moradora de Santa Maria, destacou que o evento é muito importante. “A lição que fica para a gente é a importância de se preservar a natureza e o meio ambiente. Eu mesma saio de casa sempre com uma sacola de lixo e recolho as coisas na rua. Sempre faço a minha parte”, contou. “Quero parabenizar o GDF e o governador Ibaneis Rocha pelo excelente trabalho que tem sido feito na preservação dos recursos hídricos”.