Categoria: Meio Ambiente

  • Queda da umidade relativa do ar requer atenção redobrada contra queimadas

    Queda da umidade relativa do ar requer atenção redobrada contra queimadas

    Boletim do Brasília Ambiental revela que índices já alcançaram níveis críticos, chegando a 16% em algumas regiões do DF

    A umidade relativa do ar está cada vez mais baixa no Distrito Federal e em algumas regiões, como no Paranoá, chegou a 16% na última semana de junho. O dado consta no Boletim Temperatura do Ar – Junho, publicado esta semana pelo Instituto Brasília Ambiental. Uma situação a que o brasiliense está mais do que acostumado, mas que requer alguns cuidados para mitigar seus efeitos, especialmente, as queimadas.

    A baixa umidade relativa do ar é uma situação a que o brasiliense está mais do que acostumado, mas que requer alguns cuidados para mitigar seus efeitos | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Segundo o levantamento do Brasília Ambiental, a temperatura média no período ficou acima de 27ºC, chegando a passar de 31ºC nas regiões de Águas Emendadas, Fercal e Zoológico. A temperatura mais baixa (7,3°C) e a mais alta (31,8°C) foram registradas nos dias 28 e 30 respectivamente.

    Foi quando a umidade relativa do ar alcançou níveis de atenção e alerta, ou seja, abaixo de 30% em Samambaia, Brazlândia, Paranoá, Águas Emendadas, Gama e Plano Piloto. Os índices mais baixos, no entanto, foram registrados no Paranoá (16%), Gama e Plano Piloto (17%), Brazlândia e Zoológico (18%), Águas Emendadas e Samambaia (19%).

    De acordo com o meteorologista Carlos Rocha, analista de Planejamento Urbano e Infraestrutura do Brasília Ambiental, as temperaturas têm ficado acima da média desde o ano passado, fenômeno registrado em todo o planeta. Ele alerta que, em junho deste ano, a média já foi maior que a do mesmo período do ano passado. No DF foi de 21,4º C. O valor é 1,1º C mais quente do que o registrado entre 1991 e 2020. O que favorece a queda na umidade relativa do ar.

    Além disso, o período de inverno, normalmente, é marcado pela baixa umidade, provocada pela massa de ar quente que paira no Centro-Oeste nessa época do ano, com pico entre setembro e outubro. A situação aqui foi agravada porque, ao contrário do ano passado, não choveu em maio. A umidade média no mês de junho gira em torno de 65%. Este ano, já caiu para 60% devido ao maior período de estiagem.

    Para reduzir os perigos e danos da baixa umidade, o CBMDF alerta para os cuidados necessários nesta época do ano. A vegetação fica muito seca e se torna um combustível natural | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    “A umidade relativa do ar fatalmente chegará a 20% e, possivelmente, pode ficar abaixo de 15%”, alerta Rocha, o que requer cuidado redobrado com as queimadas. “Esse bloqueio meteorológico pela massa de ar favorece muito as queimadas. Por isso, o Brasília Ambiental faz o trabalho preventivo junto a outros órgãos ambientais, como Instituto Brasileiro dos Recursos Hídricos e Renováveis (Ibama)”.

    Cuidados necessários

    Para reduzir os perigos e danos da baixa umidade, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) alerta para os cuidados necessários nesta época do ano. A aspirante a oficial da corporação, Flávia Meirelles, lembra que a vegetação fica muito seca e se torna um combustível natural. O que faz com que a maior parte das ocorrências de incêndios sejam registradas na área rural.

    “Temos um período correto para realizar queimadas, que devem ser feitas de forma controlada e precisam de autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Muitos fazem por conta própria e acabam perdendo controle do fogo”, afirma.

    De acordo com a aspirante, outro problema são as comuns fogueiras acesas nessa época do ano. Para espantar o frio e se divertir em segurança é preciso que o local esteja capinado, longe da vegetação e com um aceiro ao redor para evitar a propagação do fogo. Também é preciso lembrar de apagar a fogueira e não deixar nenhuma fagulha ao final, o que pode ser feito jogando areia ou água.

    “E, por último, sempre que verificar um princípio de incêndio, a orientação é ligar para o Corpo de Bombeiros o mais rápido possível. Muitas vezes, (as pessoas) pioram o fogo ao tentarem combater sozinhas”, orienta a aspirante. Para acionar a corporação, basta ligar no 193.

  • GDF aterra erosão no Itapoã e reforça a segurança viária da região

    GDF aterra erosão no Itapoã e reforça a segurança viária da região

    Cratera era utilizada por moradores como ponto clandestino de despejo de lixo e entulho e trazia transtornos para a região, especialmente durante os dias de chuva

    O Governo do Distrito Federal (GDF) concluiu as obras de aterramento da cratera que se formou nas proximidades do Parque Ecológico Sementes, no Itapoã. A erosão era utilizada por moradores como ponto clandestino de despejo de lixo e entulho e trazia transtornos para a região, especialmente durante os dias de chuva.

    O serviço de recuperação do solo foi realizado com mão de obra e investimento diretos da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), em parceria com a Administração Regional do Itapoã.

    Antes de ser aterrada, a erosão nas proximidades do Parque Ecológico Sementes era utilizada por moradores como ponto clandestino de despejo de lixo e entulho | Foto: Divulgação/Administração do Itapoã

    O material utilizado é proveniente do reaproveitamento de outras obras de infraestrutura urbana realizadas pela cidade, como a construção do Viaduto do Itapoã/Paranoá e de pavimentação de vias da região.

    “A Novacap disponibilizou os tratores e caminhões para que nós pudéssemos fechar essa erosão, em um lugar que, infelizmente, era utilizado por algumas pessoas como lixão clandestino”, destaca o administrador regional Dilson Bulhões.

    Em paralelo ao aterramento, o GDF também realizou a modernização dos sistemas de drenagem das principais vias da cidade, contribuindo para a redução do fluxo de águas pluviais que escoam pelo local. “Foi possível conter toda aquela água que antes descia para essa região de forma desordenada. Agora, as águas pluviais vão desaguar lá nas bacias que estão sendo construídas pela Novacap”, detalha o gestor.

    A dona de casa Ketholly Lorranny, de 23 anos, lembra de como o local ficava durante os dias de chuva. “Toda vez a água descia derrubando e danificando tudo. A gente ficava ilhado, meu esposo deixou de trabalhar um dia porque o carro não tinha condições de subir a rua”, relata. “Agora, vivemos outra realidade. Melhorou bastante a localização e o acesso”.

    A dona de casa Ketholly Lorranny elogiou a modernização dos sistemas de drenagem: “Melhorou bastante a localização e o acesso” | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    Segurança viária

    Além de solucionar o problema das erosões, o governo trabalha para melhorar a segurança do trânsito para os motoristas e pedestres do Itapoã. Toda a sinalização horizontal das principais ruas da cidade estão sendo recuperadas com a aplicação de tintas de alta durabilidade, com uma vida útil prevista de dois anos, nas faixas de pedestre, lombadas e eixos de via.

    Os serviços abrangem a Avenida do Murão, Avenida da Fazendinha, Del Lago, Avenida do Muvuca e Independência. As obras são executadas em duas etapas, sendo que a primeira parte já foi iniciada e conta com investimento de R$ 650 mil, provenientes de emenda parlamentar.

  • CEB, Defesa Civil e Bombeiros realizam simulado de evacuação da Barragem

    CEB, Defesa Civil e Bombeiros realizam simulado de evacuação da Barragem

    Treinamento tem o objetivo de garantir que a população conheça as rotas de autossalvamento; risco de rompimento é baixo, mas mapeamento auxilia a estabelecer planos emergenciais, caso seja necessário

    A Companhia Energética de Brasília (CEB) promoveu neste sábado (29) o simulado de segurança da Barragem do Paranoá. A ação é realizada em conjunto com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e o Governo do Distrito Federal.

    Para orientar a população, a CEB instalou placas com rotas de fuga, locais de ponto de encontro. Durante o treinamento, uma mensagem de alerta foi emitida nas torres de comando para que a população fosse ao local indicado.

    O presidente da CEB, Edison Garcia, ressaltou que o simulado é uma medida obrigatória e que reforça a segurança da população. “A CEB está atenta a todas as normas de segurança. A barragem é monitorada 24h por dia e a qualquer sinal de alerta uma mensagem é acionada em uma das 12 torres de alto falantes”, detalhou.

    O engenheiro civil responsável pela barragem, Samuel Mesquita, explicou que o treinamento tem o objetivo de garantir que a população conheça as rotas de autossalvamento.

    Segundo Mesquita, o risco de rompimento da barragem é pequeno e o mapeamento auxilia a estabelecer planos emergenciais, caso seja necessário. “Os nossos estudos apontam que a população consegue acessar os locais de segurança com tempo suficiente em uma emergência. Por isso, o treinamento é importante para que os moradores conheçam as rotas de fuga e os pontos de autossalvamento”, disse.

    Além do trabalho da CEB, a Defesa Civil tem feito conscientização e cadastramento da população ribeirinha com o objetivo de identificar a população, principalmente as que precisam de auxílio para deslocamento.

    Diversos moradores participaram da simulação e puderam tirar dúvidas com os profissionais que estavam atuando no local, principalmente sobre tempo de deslocamento e rota de uma possível inundação.

    Ana Neuza Silva mora no local há quatro anos e foi uma das pessoas a participar do treinamento. “É muito importante saber que a gente está em segurança, entender as rotas de fuga e saber quais são as medidas certas a seguir”, informou.

    O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar também atuam no treinamento para entender o funcionamento estratégico da evacuação e auxiliar no salvamento das pessoas e da organização nas rotas de fuga.

    O treinamento é realizado a cada três anos, mas há um projeto de promovê-lo anualmente.

  • Lobo-guará é devolvido ao Cerrado após atendimento em hospital especializado

    Lobo-guará é devolvido ao Cerrado após atendimento em hospital especializado

    Animal ameaçado de extinção ficou internado no Hfaus por 44 dias, após ter sido encontrado debilitado e com uma lesão na região craniana

    O Instituto Brasília Ambiental realizou, na quinta-feira (27), a reintegração de um lobo-guará à natureza. O animal estava internado no Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre (Hfaus), instituição administrada pela autarquia ambiental, em convênio com a Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV). A internação aconteceu no dia 14 de maio, em decorrência de uma lesão na região craniana, próximo à orelha esquerda.

    A soltura foi realizada no mesmo dia de sua alta, após receber uma marcação, na orelha direita, para ser reconhecido e monitorado pelas armadilhas fotográficas instaladas em locais estratégicos na região do Instituto Teosófico de Brasília, em Brazlândia. Esse foi o local escolhido pelo Brasília Ambiental, juntamente com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para seu retorno ao Cerrado.

    “Esse trabalho de devolução do lobo-guará realizado por nós, em parceria com o Ibama, reforça o nosso papel de defender o meio ambiente, pelo fato de ser um animal ameaçado de extinção. Parabenizo, também, toda a equipe do Hfaus pelo atendimento prestado durante todo o período em que o animal esteve naquela instituição, sendo cuidado“, disse o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, que acompanhou a soltura do animal na reserva ecológica.

    De espécie ameaçada de extinção, o animal recebeu tratamento no Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre por mais de 40 dias | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

    O lobo-guará devolvido ao Cerrado é um macho adulto que foi encontrado no Lago Oeste. Durante os 44 dias de internação, os profissionais do Hfaus prezaram por mantê-lo o mais isolado possível, acessando-o apenas para alimentação e assepsia da ferida. Tudo isso para não acostumá-lo com a presença humana e aumentar as chances de sucesso no seu retorno ao ambiente natural.

    “É muito emocionante conseguirmos recuperar e soltar um animal deste, que é um símbolo não só para o Cerrado brasileiro como também para a fauna como um todo. Ele é um excelente dispersor de sementes. Apesar da cicatriz que ficou da ferida, ainda é muito saudável e vai poder perpetuar a espécie”, afirma Clara Costa, chefe substituta do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama.

  • Combate a incêndios florestais recebe o reforço de 150 brigadistas

    Combate a incêndios florestais recebe o reforço de 150 brigadistas

    Profissionais vão atuar em unidades de conservação e parques geridos pelo Instituto Brasília Ambiental, além de apoiar o trabalho dos bombeiros em outras áreas do DF

    Com a chegada do período de seca, cresce a preocupação com os incêndios florestais. Por isso, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem realizado ações para a prevenção e o combate ao fogo. Uma delas foi a posse de 150 brigadistas temporários, nesta quarta-feira (26).

    O reforço vai ajudar a evitar e a combater incêndios nas unidades de conservação e parques geridos pelo Instituto Brasília Ambiental, além de trabalhar ao lado do Corpo de Bombeiros em outras áreas do DF. São seis supervisores de brigada, 24 chefes de brigada e 120 brigadistas de prevenção e combate a incêndios florestais, todos escolhidos via processo seletivo.

    O reforço vai ajudar a evitar e a combater incêndios nas unidades de conservação e parques geridos pelo Instituto Brasília Ambiental, além de trabalhar ao lado do Corpo de Bombeiros em outras áreas do DF | Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

    “Os órgãos ambientais têm trabalhado conjuntamente para que a gente consiga traçar uma estratégia de combate aos incêndios florestais. O Brasília Ambiental conseguiu fazer essa contratação de forma antecipada, através do decreto do governador Ibaneis Rocha, que coloca Brasília em emergência ambiental de fato, e a gente tem conseguido uma articulação com o Corpo de Bombeiros, com outros órgãos, para que a gente consiga ter maior êxito no combate aos incêndios florestais”, exaltou o secretário do Meio Ambiente e Proteção Animal, Gutemberg Gomes.

    O trabalho integrado de diferentes áreas do governo também foi destacado pela coordenadora do Plano de Prevenção de Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF), Carolina Schubart. “O PPCIF é um trabalho de parceria. A gente trabalha com 23 instituições — distritais, federais e militares –, que atuam de forma integrada em diversas ações. Desde o início do ano, a gente vem trabalhando em ações preventivas, que vão ser finalizadas na segunda quinzena de julho. Depois, é apenas a fase de combate, que vai até o final do ano”, explicou.

    Rôney Nemer ressalta que a população precisa ajudar o trabalho da brigada com ações como não jogar bitucas de cigarro para fora do carro

    O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer lembrou a compra de novos equipamentos que vão ajudar no trabalho, em um ano com previsão de clima ainda mais seco. “De 2022 para 2023, com a logística que foi feita, nós conseguimos reduzir em mais de 67% a área queimada. Este ano, nós temos um problema, porque parou de chover mais cedo e a vegetação está mais seca. Agora, o que a gente precisa é contar com as pessoas para não jogarem bituca de cigarro para fora do carro e terem cuidado com as fogueiras de festa junina, por exemplo.”

    Reforço

    Vitor Luz foi um dos empossados nesta quarta-feira. Ele vai para a terceira temporada atuando como brigadista florestal e disse ter se adaptado às dificuldades ao longo do tempo. O agente mostrou-se animado para retomar o trabalho: “A gente vai ter um aumento da seca e a minha expectativa é que a gente consiga suprir essa necessidade dando todo o apoio necessário”.

    Vitor Luz: “A gente vai ter um aumento da seca e a minha expectativa é que a gente consiga suprir essa necessidade dando todo o apoio necessário”

    A chegada do novo efetivo foi comemorada por quem já está na lida. “Esse reforço é de suma importância. A gente está aqui com os guerreiros que apagam de fato o incêndio em qualquer área do DF, qualquer parque do Ibram, em locais de difícil acesso, em um trabalho conjunto com o CBMDF”, apontou Jânio Farias, supervisor de brigada contra incêndio do Brasília Ambiental.

    O Corpo de Bombeiros, aliás, também esteve presente na cerimônia de posse. Subcomandante do Grupamento de Proteção Ambiental, o capitão Tulio Colombaroli ressaltou que a ajuda será bem-vinda. “A gente vê que está aumentando o número de focos de incêndio. Então, toda força de trabalho a mais em campo vai ajudar. A gente está sempre atuando de forma sincronizada, para que o combate ocorra de forma organizada e nós consigamos dar o melhor resultado para a sociedade.”

    Balanço

    Apenas neste ano, já foram registrados 121 incêndios em unidades de conservação e parques administrados pelo instituto, resultando em 336 hectares queimados. Em todo o DF, segundo o Corpo de Bombeiros, foram 4.605 ocorrências e 3.600 hectares atingidos.

    Além da posse e da compra de equipamentos para os brigadistas, entre as outras frentes de ação do GDF para o combate ao fogo estão as queimadas controladas, as blitzes educativas e a Operação Verde Vivo.

  • GDF envia bombeiros para combater incêndios no Pantanal sul-mato-grossense

    GDF envia bombeiros para combater incêndios no Pantanal sul-mato-grossense

    A missão terá duração inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação para 90 dias

    O Governo do Distrito Federal (GDF) enviará uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) para ajudar a combater os incêndios que assolam o Pantanal sul-mato-grossense. Trinta militares especializados partem para a missão na madrugada desta quarta-feira (26), em caminhonetes munidas de equipamentos como abafadores, sopradores e bombas costais. O Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência por causa dos incêndios, nessa segunda-feira (24), uma vez que, somente neste ano, o fogo já consumiu cerca de 600 mil hectares do bioma.

    “Os nossos coirmãos do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul já estão neste combate há meses. Então, quando a Secretaria Nacional de Segurança Pública, juntamente com a Força Nacional, conversou conosco (sobre a missão), o governador Ibaneis Rocha de pronto atendeu a demanda. A nossa maior preocupação é com a vida. E quando falamos de vida, falamos da natureza e dos animais que estão sendo acometidos pelo fogo”, afirmou o comandante-geral do CBMDF, Sandro Gomes.

    Conforme o planejamento da corporação, a missão terá duração inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação para 90 dias, caso necessário. Com o lema de “Vidas alheias e riquezas salvar”, o CBMDF atua em diversas outras missões no Brasil, inclusive no próprio Pantanal. Atualmente, há uma equipe de 20 militares especializados em combate a incêndios participando da Operação Tamoiotatá no Amazonas. A ação ocorre em conjunto com a Força Nacional e visa o planejamento, instrução e combate aos incêndios florestais na região amazônica.

    O comandante do Grupamento de Proteção Ambiental (GPRAM) do CBMDF, tenente coronel Daniel Saraiva, explica que os militares enviados dominam os conhecimentos e técnicas necessárias para combater incêndios florestais. “Temos um curso de especialização que dura oito semanas e aborda os diversos biomas no território brasileiro. O Distrito Federal tem experiências em missões desse tipo, enviando militares para ajudar em queimadas há muitos anos”, observou. “Estamos indo com recursos, que são nossos equipamentos, para poder ajudar no combate e minimizar o impacto ambiental na região.”

    Formada no Curso de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal, Debora Lopes, 28 anos, é a única mulher enviada para a missão pelo GDF

    Entre as 30 pessoas enviadas para a missão no Pantanal sul-mato-grossense, há uma única mulher – a bombeira militar Debora Lopes, 28 anos. Formada no Curso de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal, ela está na corporação desde 2021 e terá a primeira experiência em queimadas fora do DF. “É uma oportunidade muito grande estar representando o DF e combatendo incêndios em outro bioma, diferente do que estamos acostumados”, comentou. “O curso de incêndio florestal nos torna especialistas em combate a incêndios, mostrando a melhor forma de atacar. Por estarmos em Brasília, o foco são as queimadas que ocorrem no Cerrado, que é o nosso bioma, mas temos noções sobre os outros estados também”, comentou.

    Em maio deste ano, a corporação mandou uma equipe de militares para missão humanitária no Rio Grande do Sul, com atuação em diversas frentes em prevenção, busca, salvamento e resgate de vítimas em decorrência das catástrofes climáticas que assolaram o estado.

  • Brasília sediará Congresso Internacional Cidades Lixo Zero

    Brasília sediará Congresso Internacional Cidades Lixo Zero

    O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) se une a especialistas globais para promover práticas sustentáveis e políticas de lixo zero

    Entre 25 e 27 de junho, Brasília será o palco da terceira edição do Congresso Internacional Cidades Lixo Zero. O evento, que será realizado no Museu Nacional da República, conta com o apoio institucional do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do Distrito Federal, reforçando o compromisso da capital com a gestão ambiental responsável e a promoção de um futuro sustentável.

    O congresso reunirá gestores e especialistas de diversas partes do mundo que compartilharão suas experiências bem-sucedidas em práticas de lixo zero.

    “O desafio do lixo zero exige dedicação e inovação contínuas,” destaca Silvio Vieira, diretor-presidente do SLU. “Nossa parceria com o Congresso Internacional Cidades Lixo Zero é mais do que um apoio institucional, é um reflexo do nosso comprometimento em sermos protagonistas na construção de um Distrito Federal mais ambientalmente responsável”, disse.

    Kadmo Côrtes, vice-presidente do Instituto Lixo Zero e diretor-geral do congresso, ressalta a importância do encontro. “O lixo é hoje um problema de grandes dimensões para a nossa sociedade, em especial para as cidades, onde destina parcela significativa do orçamento. É também um problema político, social, econômico e cultural, e neste evento precisamos fazer um grande acordo social coroando boas práticas para a transformação urbana”, afirmou.

    Educação e conscientização

    O conceito de Lixo Zero refere-se a uma abordagem para a gestão de resíduos, com o objetivo de reduzir ao máximo a geração de resíduos e eliminar a disposição final em aterros sanitários ou incineração. Baseado nos princípios da economia circular, o conceito vê os resíduos como recursos valiosos que podem ser reutilizados, reciclados ou compostados. O foco está na prevenção da geração de resíduos, na redução, reutilização, reciclagem e recuperação de materiais, bem como na educação e conscientização da população sobre a importância da mudança de hábitos para alcançar um futuro sustentável.

    Programação e inscrições

    O evento oferecerá cursos e workshops nos períodos matutino, vespertino e noturno, abordando temas como governança, social e econômica, educação LZ, compostagem, racismo ambiental, empoderamento feminino, entre outros. As inscrições podem ser realizadas através do site oficial do evento: www.cidadeslixozero.com.br.

  • Centro de Ensino Especial 2 de Ceilândia arrecada lixo eletrônico para ganhar computadores

    Centro de Ensino Especial 2 de Ceilândia arrecada lixo eletrônico para ganhar computadores

    A cada meia tonelada de lixo eletrônico arrecadada, a escola recebe um computador recondicionado da ONG Programando o Futuro, que atua junto ao Programa Reciclotech

    Uma ação inovadora de reciclagem de lixo eletrônico realizada pelos alunos do Centro de Ensino Especial (CEE) 2 de Ceilândia tem mobilizado toda a comunidade escolar da região. Na atividade, que é parte da II Gincana Solidária da unidade, a escola recebeu o descarte de máquinas e eletrônicos e encaminhou o material arrecadado para a ONG Programando o Futuro, que atua junto ao Programa Reciclotech, gerido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) em parceria com a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF).

    A cada meia tonelada de lixo eletrônico entregue, a escola recebe um computador recondicionado. Até o momento, a escola já arrecadou o total de 3 toneladas, o equivalente a seis novos computadores. A expectativa do CEE 2 de Ceilândia é angariar 20 novos computadores, que serão utilizados na substituição das máquinas antigas que estão no laboratório de informática da escola.

    Para o coordenador regional de Ceilândia, Vinícius Bürguel, a iniciativa deve inspirar mais escolas na região. “Imagina um projeto desse na cidade de Ceilândia, o tanto que a gente pode recolher e tirar lixo eletrônico da rua. O destaque dessa ação é a produção e a contribuição social, que mostra e quebra preconceitos com o que se pensa de uma escola de educação especial. Temos aqui mais um exemplo que o ensino especial funciona e transforma vidas”, destacou.

    O diretor do CEE 2 de Ceilândia, Itamar Assenço, ficou orgulhoso com a maneira que os alunos abraçaram o projeto. “Nós pegamos essa ideia e abraçamos com afinco para poder melhorar a qualidade da vida dos nossos estudantes. Notamos que a própria comunidade não tem onde descartar esse tipo de lixo e acaba colocando em qualquer lugar. Então a escola pode colaborar com isso, reciclando e transformando a vida dos estudantes. De certa forma, a gente melhora duas vezes o nosso espaço”, ressaltou.

    Alexandre Dias Pereira, estudante do CEE 2 de Ceilândia, contou que ficou impressionado com o tamanho dos equipamentos que são descartados. “Tem TV muito grande que descartam. A gente aprende a desmontar e guardar. Depois o pessoal da ONG vem e leva. Eu gostei muito de participar do projeto”, disse.

    Sobre o Reciclotech

    O Programa Reciclotech é gerido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e tem a Secretaria de Educação como parceira. O objetivo é a capacitação profissional de jovens e adultos, por meio de cursos em informática básica e da manutenção de computadores e da robótica. O programa também realiza o recondicionamento de eletrônicos oriundos do lixo eletrônico e a educação ambiental por meio de processo de reciclagem.

    Os bens recondicionados podem ser doados para entidades privadas sem fins lucrativos que realizem projetos de inclusão digital ou órgãos públicos de acordo com o interesse público. Além das doações de órgãos públicos e privados, o Reciclotech recebe equipamentos do público em geral, que pode doar nos pontos de entrega voluntária (PEV). Atualmente, o DF conta com 100 unidades do PEV espalhadas pelas regiões administrativas.

  • Operação Verde Vivo intensifica prevenção e combate aos incêndios florestais

    Operação Verde Vivo intensifica prevenção e combate aos incêndios florestais

    Com edições anuais, a ação reforça o trabalho ambiental durante o período de estiagem no DF, visando a uma resposta mais rápida às ocorrências devido às condições climáticas da seca

    Esta quinta-feira (20) o inverno teve início no hemisfério sul. No Distrito Federal, a chegada da estação é marcada por temperaturas mais frias, clima seco e estiagem. Para preservar o Cerrado em um período em que acontecem mais situações de incêndios florestais, a Operação Verde Vivo (OPVV) 2024 entrou em uma nova fase, em que os trabalhos são intensificados. A nova etapa foi apresentada em solenidade durante a tarde na Praça do Buriti, em frente ao Palácio do Buriti.

    “Essa operação já vem acontecendo, só que mais na parte preventiva. Agora que está aumentando a seca e serão intensificadas as queimadas, a gente vai ter que trabalhar de forma mais atuante no combate em si. Nessa fase nós vamos nos colocar à disposição do combate ao incêndio florestal de forma que a gente tenha o mínimo de dano possível à natureza”, explicou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Sandro Gomes. Nos períodos mais críticos, os bombeiros chegam a receber 300 ocorrências por dia.

    Coordenada pelo CBMDF desde 1999, a operação terá o reforço das ações da corporação no sentido de conscientizar, prevenir e combater as queimadas florestais, visando à proteção do meio ambiente, dos animais e da população. Participam 500 bombeiros, 27 caminhonetes, 24 caminhões-tanque, 22 caminhões de transporte da tropa, dois aviões e dois helicópteros, além de instituições parceiras. Outra medida foi a convocação de 150 brigadistas do Instituto Brasília Ambiental.

    “As nossas atividades começaram no mês de março com a conscientização da população e aproximação dos órgãos do Distrito Federal que trabalham com a preservação do meio ambiente. Nesse momento, está se iniciando o período mais crítico de estiagem e estaremos com força máxima”, revelou o comandante do Grupamento de Proteção Ambiental da CBMDF, tenente coronel Daniel Saraiva. “Aqui vale destacar a participação do cidadão que é a nossa maior fonte de informação. Além disso, fazemos o monitoramento via satélite e as rondas nas aeronaves no período mais crítico, às 10h e às 13h”, acrescentou.

    Para poder contar com 500 militares na operação, o Corpo de Bombeiros capacitou a categoria com curso de formação especializada de oito semanas e requalificou bombeiros que já tinham especialização em incêndio florestal. Além disso, a corporação conta com novas ferramentas de combate e empregará mais viaturas para transporte de água durante toda a operação.

    Emergência ambiental

    “A Operação Verde Vivo é fundamental para que a gente faça a prevenção e o combate aos incêndios florestais no DF. Os Bombeiros são grandes parceiros do Ppcif”, destacou o secretário de Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), Gutemberg Gomes. “O DF já sofre com as emergências climáticas e com os efeitos da La Niña [fenômeno natural oposto ao El Niño que gera mudanças significativas nos padrões de precipitação], então a perspectiva é de termos um tempo mais seco, o que propicia mais incêndios”, completa.

    “Essa operação já vem acontecendo, só que mais na parte preventiva. Agora que está aumentando a seca e serão intensificadas as queimadas, a gente vai ter que trabalhar de forma mais atuante no combate em si”, disse o comandante-geral do CBMDF, Sandro Gomes | Foto Renato Alves/Agência Brasília

    O titular da pasta disse que, por isso, a Sema faz blitzes educativas e o monitoramento de locais de risco nas áreas rurais. Gutemberg Gomes também lembrou que o governador Ibaneis Rocha prorrogou este ano o decreto de emergência ambiental no Distrito Federal o que possibilitou a preparação dos órgãos que compõem o Sistema Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais que executa o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Distrito Federal (Ppcif) para otimizar recursos humanos e materiais em relação às queimadas.

    Encabeçado pela Sema, o grupo conta com o Jardim Botânico de Brasília (JBB), o Instituto Brasília Ambiental, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Militar, a Secretaria de Saúde (SES), a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, a Companhia Urbanizadora Nova Capital (Novacap), a Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e administrações regionais, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Universidade de Brasília (UnB), da Marinha, da Aeronáutica e do Exército.

    Conscientização da população

    Apesar do clima do Distrito Federal ser propício, a ação humana é responsável por 90% dos incêndios florestais. As principais causas são queimas de plantios, pastagens e de lixo, atos de vandalismo, fogueiras e acidental. Por isso, a corporação orienta que a população evite queimadas e em caso de necessidade ou focos de incêndio entre em contato pelo 193.

    “Sabemos que esse período da seca é crítico e normalmente os bombeiros conseguem atuar rapidamente debelando todos os incêndios, mas a preocupação é para que os incêndios não ocorram. Nesse ponto pedimos auxílio da imprensa e da população evitando as queimadas, principalmente nas áreas rurais próximas de matas e parques. A responsabilidade também é nossa como cidadãos”, apontou o secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury.

  • Zoológico de Brasília adota medidas para o bem-estar de animais no inverno

    Zoológico de Brasília adota medidas para o bem-estar de animais no inverno

    Prioridade é o conforto de seus residentes, que estão recebendo tratamento especial para conviver com o frio

    Com a chegada da temporada de frio, o Zoológico de Brasília está implementando medidas para garantir o conforto e o bem-estar de seus residentes. A fundação tem se dedicado a desenvolver medidas específicas para atender às necessidades de determinadas espécies durante esse período.

    Funcionária prepara cama aquecida para micos: ambiente fica mais acolhedor | Foto: Divulgação/FJZB

    Os profissionais estão elaborando dietas personalizadas, preparando camas de feno e disponibilizando aquecedores, além de fornecerem cobertores para mamíferos e aves. Essas adaptações são ajustadas às exigências individuais de cada animal. No micário e no hospital veterinário, pequenos primatas agora desfrutam de cobertores macios, que não apenas proporcionam calor, mas também criam um ambiente acolhedor.

    Classificados como exotérmicos – não conseguem manter a temperatura de seus corpos dentro de uma faixa ideal, necessitando de fontes externas para essa manutenção -, os répteis são os que mais sofrem na época do frio.

    Dependendo de alguma fonte de energia para que o metabolismo não seja afetado pelas baixas temperaturas, medidas especiais foram adotadas para esses animais. As cobras recebem aquecedores para que consigam manter a temperatura ideal.

    Ao criar um ambiente acolhedor e seguro, o Zoológico de Brasília reforça seu compromisso contínuo em garantir que cada animal receba cuidados especiais, promovendo saúde física e bem-estar geral.