Categoria: Meio Ambiente

  • Nascimento de tamanduá-mirim no Zoo reforça engajamento na conservação

    Nascimento de tamanduá-mirim no Zoo reforça engajamento na conservação

    Ainda sem nome oficial, filhote, cujo sexo ainda não foi identificado, agora já pode ser visto pelos visitantes

    O Zoológico de Brasília comemora o nascimento de um tamanduá-mirim, filhote da fêmea Pitica e do macho Jujubo. O novo integrante da família – cuja sexagem ainda não foi feita pela equipe do zoo – nasceu em 25 de janeiro e já pode ser visto pelos visitantes. Este é o segundo filhote do casal, que teve Amendoim em dezembro de 2023.

    A equipe multidisciplinar do zoo, composta por veterinários, biólogos e tratadores, monitora constantemente o desenvolvimento do filhote. Os profissionais avaliam sua alimentação, crescimento e comportamento, garantindo que ele receba todos os cuidados necessários para um desenvolvimento saudável.

    “A chegada desse novo filhote é motivo de grande alegria para nós”, afirma o diretor-presidente do Zoológico, Wallison Couto. Isso mostra que o trabalho realizado aqui no Zoológico de Brasília está proporcionando condições adequadas para a reprodução e bem-estar da espécie.”

    Importância da conservação

    O nascimento desse filhote é uma conquista significativa para os programas de conservação da espécie. Encontrado em diversas regiões da América do Sul, o tamanduá-mirim enfrenta ameaças como a perda de habitat devido a desmatamentos, atropelamentos e ataques de cães.

    O tamanduá-mirim é um animal solitário, conhecido por sua habilidade em escalar árvores em busca de formigas e cupins, sua principal fonte de alimentação. Possui uma língua longa e pegajosa, que pode atingir até 40 centímetros, facilitando a captura de insetos.

    As fêmeas costumam carregar os filhotes nas costas até que eles se tornem independentes, o que ocorre por volta dos seis meses de idade.

    O Zoológico de Brasília segue com projetos de educação ambiental e conscientização sobre a importância da preservação da fauna silvestre. A chegada do novo filhote reforça a necessidade de proteger os ambientes naturais e promover a convivência harmoniosa entre os humanos e a vida selvagem.

  • Parque Ecológico Ezechias Heringer fecha nesta segunda (17) para manutenção

    Parque Ecológico Ezechias Heringer fecha nesta segunda (17) para manutenção

    Unidade de Conservação, localizada no Guará, recebe benfeitorias para melhor atender ao público

    O Instituto Brasília Ambiental informa que o Parque Ecológico Ezechias Heringer, localizado no Guará, está fechado nesta segunda-feira (17) para serviços de manutenção e poda executados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

    A previsão é que os trabalhos sejam concluídos às 17h e a unidade de conservação seja reaberta para a comunidade. O parque funciona diariamente, das 6h às 22h, e está localizado na QE 23 do Guará II.

  • Edição 2025 da Caminhada da Água está marcada para sábado (15)

    Edição 2025 da Caminhada da Água está marcada para sábado (15)

    Iniciativa, que celebra uma data internacional, terá diversas atividades no estacionamento 13 do Parque da Cidade

    No próximo sábado (15), o Parque da Cidade Sarah Kubitschek vai receber mais uma edição da Caminhada da Água, promovida pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) e pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). O evento – uma homenagem ao Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 deste mês – conta com o apoio do Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU), da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF), da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) e da Administração Regional do Plano Piloto.

    A ação está programada para ocorrer nas imediações da Administração do Parque da Cidade, próximo ao estacionamento 13. Além da caminhada de 4 km, a ação traz várias atrações, como aulas de zumba e fit dance, teatro e dinâmicas de educação ambiental do programa Adasa na Escola. A programação também inclui alongamento e um kit lanche para repor as energias ao final da atividade.

  • Mulheres do campo participam de curso sobre o cultivo de uvas na Fazenda Água Limpa

    Mulheres do campo participam de curso sobre o cultivo de uvas na Fazenda Água Limpa

    Iniciativa visa fomentar a participação feminina no agronegócio sustentável

    Como parte das celebrações pelo Dia Internacional da Mulher, cerca de 60 produtoras rurais participaram, nesta quinta-feira (6), do minicurso do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre viticultura no cerrado. Promovido pela Secretaria da Mulher, a capacitação terá dois dias de duração e faz parte do projeto “Agropecuária Sustentável: Mulheres Transformando o Campo”.

    A iniciativa visa fomentar a participação feminina no agronegócio sustentável. Ao longo do ano, a pasta organiza diversas ações para capacitar e apoiar as mulheres do campo. “No total, são seis minicursos e temos também visitas técnicas até a Fazenda Água Limpa. Elas aprendem sobre criação de gado, corte, leite, ovinos e manuseios de máquinas. Hoje em específico, as mulheres vão ver sobre a produção da uva e a viticultura no geral”, afirmou a subsecretária de Ações Temáticas da Secretaria da Mulher, Dayanne Timóteo.

    A iniciativa visa fomentar a participação feminina no agronegócio sustentável | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Viabilizada por emenda parlamentar da deputada Jaqueline Silva no valor de R$ 330 mil, a formação é conduzida em parceria com a Universidade de Brasília e aborda desde a introdução à viticultura até o planejamento e estruturação de vinhedos, além da seleção de variedades adaptadas ao bioma Cerrado.

    “Esse projeto é um mix de entendimentos e possibilidades para as mulheres que já trabalham com a agricultura ou que desejam ingressar na área. As alunas contam com transporte, lanche e toda a estrutura necessária para a realização do curso”, explicou Dayanne.

    Para Anália Pereira, a capacitação vai servir para colocar em prática em casa: “Eu cresci em lavoura, trabalhei muito tempo na roça com meus pais e hoje tenho algumas plantações em casa, inclusive um pé de uva. Estou aqui para aprender como melhorar o cultivo. Amo mexer com a terra e sou muito grata por essa oportunidade”

    Entre as alunas, Messias Teodora da Rocha, de 73 anos, estava empolgada para poder colocar em prática o aprendizado. “Eu amo a natureza e sempre estou em chácaras. Cultivo rosa do deserto em casa, então eu gosto muito de mexer com isso. Para mim, é uma grande oportunidade para aprender mais sobre agricultura e, quem sabe, expandir meu cultivo”, relatou.

    O mesmo foi compartilhado pela aluna Anália Pereira, 73. Para ela, a capacitação vai servir para colocar em prática em casa: “Eu cresci em lavoura, trabalhei muito tempo na roça com meus pais e hoje tenho algumas plantações em casa, inclusive um pé de uva. Estou aqui para aprender como melhorar o cultivo. Amo mexer com a terra e sou muito grata por essa oportunidade”.

    Os próximos cursos são de prevenção a incêndio em áreas agrícolas; práticas rotineiras de produção agrícola para mulheres; formulação manual de ração para vacas em lactação; e mecanização agrícola para mulheres. As inscrições serão feitas no site do Instituto Movimento.

  • Moradores do Guará ganham novo horto agroflorestal

    Moradores do Guará ganham novo horto agroflorestal

    Espaço está localizado na UBS 2 da região, na QE 23, onde também funciona o Caps AD

    Quem mora no Guará já pode usufruir e cuidar do Horto Agroflorestal Biodinâmico (Hamb), um espaço voltado ao cultivo de plantas alimentícias não convencionais (Pancs) e medicinais. O intuito é contribuir para o bem-estar físico e mental da população, por meio da integração com a natureza e a saúde.

    O espaço fica na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 do Guará, onde também funciona o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) da região.  Este é o terceiro Hamb da Região Centro-Sul de Saúde e o primeiro localizado no Guará.

    “Tivemos a participação da comunidade e de profissionais da saúde nessa implementação”, relata a gerente da UBS 2, Valdiane Dutra. “Estamos falando da construção coletiva de um espaço terapêutico fundamental na harmonização do ambiente e na aproximação entre a saúde e seus usuários.”

    Terapia da terra

    Fruto de parceria entre a Fiocruz Brasília e a SES-DF, o projeto da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos fortalece a Atenção Primária à Saúde (APS), intensificando ações de prevenção e cuidado por meio do plantio.

    No local, a comunidade é orientada e convidada a plantar, colher e manter a horta viva e saudável. As atividades também funcionam como terapia complementar para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), lembra o diretor de APS da Região Centro-Sul, Luiz Henrique Mota.

    “Dentro da APS, trabalhamos para ofertar medidas terapêuticas, mas também queremos que os pacientes sejam os  protagonistas desse processo”, afirma Mota. “O horto resgata exatamente isso: a atividade, tanto física quanto mental, da produção agroflorestal.”

    Parceria

    Desde 2018, a Fiocruz tem contribuído com a implementação dos hortos biodinâmicos. O foco é proporcionar uma noção mais ampla de bem-estar. “Isso significa que, se a gente cuida do solo, dos animais, das plantas e do ser humano, cuidamos da nossa saúde”, explica a pesquisadora da Fiocruz Ximena Moreno. “Junto à SES-DF, trabalhamos não só no combate a doenças, mas também na prevenção e na promoção do que é saudável. As mãos na terra permitem essa abordagem”.

  • GDF promove limpeza urbana e fiscalização do despejo irregular de lixo em Ceilândia

    GDF promove limpeza urbana e fiscalização do despejo irregular de lixo em Ceilândia

    Em apenas três dias, o SLU retirou mais de 1.254 toneladas de lixo descartado em locais inapropriados na cidade; multa pode superar R$ 200 mil

    O mutirão SLU com as RAs, de recolhimento de lixo e entulhos, retirou das ruas de Ceilândia mais de 1.254 toneladas de resíduos em apenas três dias. O trabalho contou com 18 caminhões, três tratores tipo pá mecanizada e 43 colaboradores.

    A ação teve objetivo de diminuir a sujeira na cidade e combater possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue. “Muitas vezes, nesses descartes irregulares é que a gente vai ter a proliferação de vetores, de rato, barata e escorpião, por exemplo”, explica a diretora técnica do SLU, Andréa Almeida. Além do prejuízo sanitário, o descarte irregular de lixo causa prejuízos significativos aos cofres do GDF. “Nós pagamos por mês mais de R$ 4 milhões para recolher lixo descartado em locais inapropriados. Esse dinheiro poderia estar sendo usado em outras áreas”, completa.

    Trabalho promovido pelo GDF retirou das ruas de Ceilândia mais de 1,2 mil toneladas de lixo e entulhos em três dias | Foto: Divulgação/SLU

    O mutirão promovido pelo SLU no final de janeiro e no início de fevereiro foi promovido em todas as regiões de Ceilândia, nas avenidas, nas estações do Metrô e nas feiras, nas vias públicas, bem como nos terrenos desocupados. Já a coleta convencional, que é realizada todos os dias, e de forma permanente, recolhe cerca de 6 mil toneladas de lixo na cidade, por mês.

    A qualidade de vida da população depende de cuidados cotidianos, como descartar corretamente os resíduos domésticos, e essa atenção precisa ser uma responsabilidade de todos, destaca o SLU. O resíduo jogado em vias públicas, nas praças, nos terrenos desocupados, becos e nas ruas, além de tornar a cidade suja e malcheirosa, contribui para o aumento de doenças, atrai animais e insetos indesejados e obstrui as galerias pluviais. O lixo jogado nas ruas fragiliza os sistemas de escoamento de água e, por conta disso, favorece os possíveis casos de enchentes durante os períodos de chuva.

    Entulhos

    Entre agosto de 2024 e os primeiros dias de fevereiro de 2025, a Ouvidoria do GDF registrou 173 solicitações de fiscalização de descarte irregular de lixo em Ceilândia

    O descarte de entulhos também precisa de atenção especial por parte da população. A responsabilidade pelo entulho é de quem gera, ou seja, é do dono da obra. Ele precisa incluir no seu orçamento os custos para o descarte correto para contratação de transportadores de resíduos com caçambas para o armazenamento e transporte para o destino final dos entulhos na Unidade de Recebimento de Resíduos. O descarte irregular pode ser punido com multas.

    “O GDF vem tomando várias medidas para evitar o descarte irregular de entulhos promovendo a instalação de papa-entulhos, em todas as regiões do DF. No papa-entulho, o cidadão pode descartar até 1 metro cúbico de entulho, por viagem. É fundamental que a população utilize esse equipamento”, ressalta Andréa Almeida.

    Em Ceilândia existem três papa-entulhos – na QNN 29, na QNP 28/24 e na QNM 27. As informações sobre os locais de descarte de entulho e dos horários de recolhimento do lixo doméstico estão no site do SLU ou podem, também, serem acessadas por meio do aplicativo SLU Coleta DF, disponível nas lojas virtuais dos smartphones.

    Fiscalização

    O DF Legal trabalha de forma permanente identificando os locais mais usados para o descarte irregular de lixo em Ceilândia. Os agentes fazem campanas, com objetivo de flagrar o despejo proibido, e quando isso ocorre, as multas, que podem variar entre R$ 2.935,26 e R$ 293.527,50, são aplicadas.

    A responsabilidade pelo descarte correto de entulho é de quem gera, ou seja, é do dono da obra

    Em 2024, cerca de 220 multas foram aplicadas pelo DF Legal por descarte irregular de lixo nas cidades do DF. Os valores gerados pelas punições são estimados pela DF Legal em cerca de R$ 4 milhões. “Para evitar essas penalidades é importante que o morador siga algumas recomendações, como respeitar as datas e os horários da coleta do lixo, separar e armazenar corretamente os resíduos e descartar em locais apropriados”, alerta o subsecretário de fiscalização da Subsecretaria de Fiscalização de Resíduos do DF Legal, José Roberto Pacheco.

    Entre o mês de agosto de 2024 e os primeiros dias de fevereiro de 2025, a Ouvidoria do GDF registrou 173 solicitações de fiscalização de descarte irregular de lixo em Ceilândia. As queixas são referentes ao depósito de lixo na rua fora do horário de coleta e o descarte irregular de entulhos em vias públicas.

    Qualquer cidadão pode solicitar pessoalmente fiscalização para o descarte irregular de lixo em Ceilândia. Basta ir à Administração Regional, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18. Na internet, os canais de atendimento estão no site do Participa DF. Pelo telefone, o número é o 162 da Ouvidoria do GDF. Vale lembrar: o anonimato do solicitante é preservado.

    Inservíveis

    A Administração Regional de Ceilândia conta com uma equipe para o recolhimento de inservíveis nas casas dos moradores. A população pode agendar a retirada de móveis velhos, galhos e descartáveis, entre outros itens que não sejam lixo doméstico ou entulhos de obra,  pelo telefone (61) 3550-6271. O trabalho de recolhimento de inservíveis é realizado todas as terças e sextas-feiras.

  • Monitoramento semanal certifica qualidade da água para banho no Lago Paranoá

    Monitoramento semanal certifica qualidade da água para banho no Lago Paranoá

    Programa de balneabilidade da Caesb analisa amostras em dez pontos do lago, garantindo segurança para banhistas e preservação ambiental

    Com o tempo aberto na capital federal, quem deseja aproveitar os dias de sol para se refrescar no Lago Paranoá pode ficar tranquilo: o mais recente relatório do programa de balneabilidade da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) confirmou, mais uma vez, que a água está própria para banho.

    O monitoramento da qualidade da água é feito semanalmente por meio da coleta de amostras em dez pontos distribuídos ao longo dos 48 km² do lago. As análises, elaboradas no laboratório da Caesb, são um importante indicativo para garantir a tranquilidade dos banhistas que frequentam esse ponto turístico.

    As águas do Paranoá são monitoradas semanalmente por meio da coleta de amostras em 10 pontos distribuídos ao longo dos 48 km² do lago | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    “Quando falamos em qualidade da água, precisamos considerar seu uso. Na questão do banho, a água do Lago Paranoá é muito boa, inclusive para a integridade ambiental dos seres que ali habitam. Isso a gente vê pela diversidade de espécies encontradas no lago. Hoje você encontra, inclusive, o camarão, que era um organismo que não estava mais presente e voltou”, explica Bruno Batista, coordenador de Análises Biológicas e Limnológicas do laboratório da Caesb.

    Monitoramento rigoroso

    Batista explica que no lago são feitos dois tipos de análises: uma mede o pH da água, que deve estar entre 7 e 10 para garantir a segurança dos banhistas, e a outra avalia a presença de coliformes fecais (bactéria Escherichia coli). O limite aceitável, conforme os parâmetros do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), é de até 800 bactérias por 100 mililitros de água.

    Os resultados das análises da água do Paranoá são submetidos a órgãos de controle e fiscalização, como a Adasa e o Instituto Brasília Ambiental

    Além do monitoramento semanal, 34 pontos do lago passam por análises mensais mais detalhadas, conhecidas como pesquisa limnológica. “O programa mensal faz uma avaliação aprofundada da qualidade da água, tanto do ponto de vista ambiental quanto da saúde pública”, destaca Batista.

    Os resultados das análises são disponibilizados no site da Caesb. “Visamos a transparência com o objetivo de manter a população sempre informada das condições de banho do lago Paranoá”, completa o coordenador.

    As medições de pH são feitas diretamente no lago pelas equipes da Caesb, enquanto a análise microbiológica ocorre no laboratório central da companhia, que possui reconhecimento internacional e passa por avaliações periódicas da Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (CGCRE-Inmetro). Os resultados são submetidos a órgãos de controle e fiscalização, como a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) e o Instituto Brasília Ambiental.

    “Ter a validação das análises que a Caesb faz traz ainda mais qualidade, confiabilidade e segurança para a população, porque a gente está dizendo que tudo que estamos aferindo tem um grau de confiabilidade”, enfatiza Batista.

    Tranquilidade para os banhistas

    Saber que a qualidade da água do Lago Paranoá é conferida regularmente tranquiliza a moradora da Estrutural Fernanda Karen Fernandes, 39 anos. “Se a Caesb está analisando a água, então não tem mais preocupação. Aí sim dá uma segurança de tomar banho no lago”, afirma a auxiliar operacional, que levou a mãe, a irmã e o sobrinho para aproveitar o local. “É muito aconchegante vir nesses momentos de calor. É o único lugar que a gente tem para se refrescar, já que não temos praia, então temos que aproveitar”.

    “Se a Caesb está analisando a água, então não tem mais preocupação. Aí sim, dá uma segurança de tomar banho no lago”, afirma Fernanda Karen Fernandes

    Para Maria Beatriz Silva, 17, lazer é sempre na beira do lago. E ter a certeza de que a água é boa para o banho traz tranquilidade para convidar toda a família. “A gente vê que é uma água muito boa e que está sempre limpinha. Além disso, o ambiente é familiar e agradável. Então, sempre que quero sair de casa e fazer algo diferente, venho para a beira do lago” conta.

    A orla do Paranoá também é a escolha de Thales Soares, 25, nos momentos de relaxamento. “Além da beleza do lago, a gente vê que é um ambiente bem-cuidado e limpo. A água é transparente e não tem sujeira. Eu fico bem à vontade nadando no lago. Sinto que é um lugar de paz e de tranquilidade”, declara o empresário.

  • Horto medicinal em Arniqueiraa

    Horto medicinal em Arniqueiraa

    Crianças em contato com a terra no primeiro Horto Medicinal Biodinâmico de Arniqueira  (Foto: JC Bertolucci)

             A população de Arniqueira ganhou, na quarta-feira (12), o primeiro Horto Medicinal Biodinâmico (Hamb), implantado na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 da QS 08, no bairro Areal. Esse é o 29º Hamb em operação no Distrito Federal, fruto da parceria entre a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília. Criada em 2018, a iniciativa segue os princípios da agricultura biodinâmica e integra a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (RHAMB).

             O projeto promove a ocupação de áreas ambientais por meio do cultivo de alimentos e plantas medicinais, contribuindo para uma abordagem integrada de saúde, beneficiando tanto os pacientes da unidade quanto os moradores da região.

    Servidor do Instituto Oswaldo Cruz (parceiro do projeto) ensinando as crianças a importância do projeto (Foto: JCBertolucci)

    “Esse tipo de ação é essencial. Antigamente, na época dos meus avós, quase sempre éramos tratados com remédios caseiros, e olha que ficávamos ótimos. Este horto será um sucesso, principalmente para aqueles que precisam de um momento de distração. Cuidar de plantas é uma terapia”, destaca a administradora de Arniqueira, Telma Rufino.

              O gerente de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis) da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Marcos Trajano, ressaltou que os hortos são fundamentais para fortalecer a relação entre os indivíduos e o meio ambiente, gerando efeitos positivos na saúde física e mental. “Precisamos cada vez mais de espaços que incentivem autonomia e participação, permitindo que as pessoas construam soluções e cultivem um vínculo saudável com a UBS”, afirmou.

           Telma Rufino também destacou que a criação do horto sempre foi um desejo da comunidade e incentivou a população a se envolver ativamente no manejo das hortaliças. “Temos diversos grupos de síndicos na cidade e podemos envolvê-los nessa iniciativa, criando uma rede integrada para que as pessoas não apenas utilizem as plantas medicinais por suas propriedades terapêuticas, mas também entendam que o próprio ato de cuidar dos vegetais já é uma forma de promoção da saúde.”

           A engenheira agrônoma Fabiana ressalta o plantio nos 11 canteiros do Horto, que incluiu mais de 80 espécies, como romã, manjericão, bananeira, cidreira, capim-santo, limoeiro, mamoeiro, ingazeira, mutamba, entre outras. Nas 29 unidades espalhadas pelo DF, já foram cultivadas mais de 100 espécies de plantas medicinais, árvores frutíferas e hortaliças. A previsão é que, dentro de 40 dias, o Horto de Arniqueira já permita a primeira colheita de hortaliças.

  • Projeto voltado para recuperação do Cerrado e educação ambiental é lançado no Jardim Botânico

    Projeto voltado para recuperação do Cerrado e educação ambiental é lançado no Jardim Botânico

    Iniciativa do Instituto Brasília Ambiental promoverá distribuição gratuita de mudas, obra de viveiros e ações sustentáveis na região

    O Cerrado, bioma essencial para a biodiversidade brasileira, ganha um importante reforço em sua preservação com o lançamento do projeto Ação Oikos realizado no sábado (1º), no Centro de Práticas Sustentáveis (CPS) do Jardim Botânico. O projeto, fruto de uma parceria entre o Instituto Brasília Ambiental e o Movimento Comunitário do Jardim Botânico (MCJB), tem como objetivo impulsionar ações de educação ambiental e recuperação da vegetação nativa do Cerrado. Entre as atividades estão a obra dos viveiros do CPS, o plantio e a distribuição gratuita de mudas nativas e medicinais, além de cursos e atividades para a comunidade.

    Para a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a educação ambiental é a principal porta para a conscientização da comunidade. “Durante muito tempo, nos acostumamos a ver o meio ambiente se renovando sozinho, mas, com eventos climáticos extremos ocorrendo com cada vez mais frequência, precisamos educar e mobilizar a sociedade para que cada um faça sua parte na preservação”, destacou.

    A iniciativa, que terá 16 meses de duração, também promoverá a capacitação de moradores, funcionários de condomínios da região e servidores de escolas públicas para a implementação de mini-hortas de plantas medicinais e temperos. Essa ação beneficiará diretamente a alimentação escolar e incentivará o cultivo sustentável.

    A Ação Oikos não apenas contribui para a restauração do meio ambiente, mas também conscientiza as futuras gerações sobre a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos naturais.

    O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, ressaltou a importância da parceria em prol do meio ambiente: “Somando forças, conseguimos alcançar mais espaços, recuperar mais áreas e cuidar daquelas que já existem. Essa parceria reforça o nosso compromisso com o Cerrado”.

    Engajamento

    A Ação Oikos foi estruturada para atender a múltiplas frentes de atuação, garantindo não apenas a recuperação da vegetação, mas também a promoção da conscientização ambiental e o envolvimento da comunidade. Entre os principais resultados esperados, estão:

    → Obra dos viveiros de plantas nativas do Cerrado e medicinais no CPS;
    → Produção e distribuição gratuita de 12 mil mudas, sendo 8 mil de árvores nativas do Cerrado e 4 mil de plantas medicinais;
    → Criação de mini-hortas medicinais em pelo menos oito escolas públicas do Jardim Botânico e regiões vizinhas;
    → Estabelecimento de parcerias com escolas para visitas educativas ao CPS, incentivando o aprendizado ambiental na prática;
    → Capacitação da comunidade e de síndicos para a implementação de práticas sustentáveis em condomínios;
    → Lançamento do Disque-Cerrado, iniciativa que permitirá aos moradores solicitar o plantio gratuito de mudas em suas propriedades, desde que assumam o compromisso de cuidar delas.

    A equipe de plantio, composta por profissionais capacitados, atenderá às solicitações sempre que houver um mínimo de dez mudas a serem plantadas em uma área de um hectare, reduzindo custos logísticos e garantindo a eficiência do programa.

    O plantio seguirá um protocolo técnico de conservação, incluindo o uso de substrato adequado, aplicação de gel para plantio e entrega de uma cartilha educativa ao solicitante, assegurando que a muda receba os cuidados necessários para seu desenvolvimento.

    O projeto é aberto à participação de toda a comunidade do Distrito Federal, que poderá receber mudas gratuitamente, participar de oficinas e ações educativas, além de visitar os viveiros do CPS

    Sustentabilidade

    O Cerrado é um dos biomas mais ameaçados do Brasil, sofrendo constantes impactos devido ao desmatamento e às queimadas. A região do Jardim Botânico é um território privilegiado para a recuperação ambiental, pois abriga um dos poucos espaços urbanos voltados à educação ambiental e à sustentabilidade: o Centro de Práticas Sustentáveis.

    Ao investir na obra dos viveiros e no envolvimento da população, a Ação Oikos não apenas contribui para a restauração do meio ambiente, mas também conscientiza as futuras gerações sobre a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos naturais.

    Como participar?

    O projeto é aberto à participação de toda a comunidade do Distrito Federal, que poderá receber mudas gratuitamente, atuar nas oficinas e ações educativas, além de visitar os viveiros do CPS. Para acompanhar a programação completa e conhecer o calendário de distribuição de mudas, acesse o site da Ação Oikos.

  • Portaria organiza e oficializa a realização da 5ª Conferência do Meio Ambiente

    Portaria organiza e oficializa a realização da 5ª Conferência do Meio Ambiente

    Evento discutirá soluções climáticas e elegerá delegados para a etapa nacional; participação é aberta a maiores de 16 anos com inscrição prévia

    A Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (20), a Portaria nº 6, de 17 de janeiro de 2025, que aprova o Regulamento Unificado das etapas regionais e distritais da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA). A portaria organiza e oficializa a realização da 5ª Conferência do Meio Ambiente das Regiões Administrativas do Distrito Federal (CMARA-DF) e da 5ª Conferência Distrital do Meio Ambiente (CDMA), eventos fundamentais para coletar propostas regionais e engajar a sociedade no enfrentamento da emergência climática.

    A etapa regional será realizada de forma online no dia 24 de janeiro, das 13h às 19h, enquanto a etapa distrital ocorrerá presencialmente nos dias 22 e 23 de fevereiro, em Brasília. Ambas fazem parte da mobilização nacional em torno do tema “Emergência climática – O desafio da transformação ecológica”, e contarão com discussões orientadas pelos eixos temáticos de mitigação, adaptação e preparação para desastres, transformação ecológica, justiça climática e governança e educação ambiental.

    O Regulamento Unificado, descrito na portaria, destaca a atuação da Comissão Organizadora Distrital (COD), que será responsável por coordenar as atividades, mobilizar a sociedade civil e os setores público e privado, e assegurar a representatividade durante a eleição de delegados. A composição paritária é um dos principais avanços, garantindo que 50% dos delegados sejam mulheres e 50% sejam pessoas negras, além de contemplar povos indígenas e comunidades tradicionais. Esse critério reflete a prioridade dada à inclusão social e à diversidade.

    A conferência tem como objetivo debater e priorizar propostas voltadas à mitigação e adaptação às mudanças climáticas, bem como fortalecer a governança ambiental em âmbito distrital e nacional. Durante as plenárias, serão escolhidas as melhores iniciativas e eleitos os delegados que representarão o Distrito Federal nas etapas posteriores da conferência.

    O secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, Gutemberg Gomes, destacou a importância da iniciativa. “A conferência é uma oportunidade única para promover a conscientização coletiva e construir soluções transformadoras que impactem positivamente a forma como enfrentamos as mudanças climáticas em nossa cidade”, comentou.

    As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas online por meio do site oficial da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente. Qualquer pessoa maior de 16 anos, residente no Distrito Federal há pelo menos dois anos, pode se inscrever e participar. Além disso, as conferências são uma plataforma essencial para que os cidadãos compartilhem suas ideias, influenciem políticas públicas e se envolvam ativamente na formulação de soluções sustentáveis.

    O Distrito Federal, devido à sua peculiaridade administrativa de ser composto por Regiões Administrativas (RAs) em vez de municípios, busca garantir que as propostas reflitam a diversidade e as realidades locais. As RAs serão organizadas em blocos para assegurar uma abordagem equitativa, permitindo que cada comunidade contribua para o debate e para as decisões a serem tomadas nas etapas distrital e nacional.

    As propostas priorizadas durante a 5ª CMARA-DF serão enviadas para a 5ª CDMA e, posteriormente, para a etapa nacional, que consolidará as decisões finais para subsidiar a implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima. A expectativa é que essas iniciativas resultem em ações concretas e eficazes contra os impactos climáticos.

    Para mais informações e inscrições, os interessados podem acessar este site. A participação é gratuita e aberta a todos que desejam contribuir para um futuro mais sustentável e resiliente.