Categoria: Meio Ambiente

  • Começa a temporada de ipês, enchendo de cor e beleza todo o DF

    Começa a temporada de ipês, enchendo de cor e beleza todo o DF

    Árvore é considerada símbolo da capital federal, se destacando em meio à paisagem do período seco; em 2021, foram plantados pelo GDF 30 mil ipês de diferentes cores em todas as regiões administrativas

    Chegou a época em que os brasilienses andam pelas ruas e os olhos se enchem de muita beleza e cor. Já é possível ver a floração dos ipês – atualmente, os roxos – e, mesmo que essas flores apareçam anualmente, não há como não se animar e fazer uma foto para registrar o momento.

    O ipê-roxo é o primeiro que floresce no Distrito Federal, nos meses de junho e julho. De acordo com o diretor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva, em alguns casos, o ipê-roxo pode florir duas vezes no ano na mesma árvore, diferentemente dos demais.

    Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    “Além disso, ele é um dos que mais mantêm a florada, dura de 20 a 30 dias. O branco, por exemplo, dura de três a oito dias. É um período de fácil apreciação, pois existem cerca de 230 mil unidades no DF”, destaca Raimundo Silva.

    A Novacap pretende plantar, ainda neste ano, mais 40 mil mudas de cores variadas. No ano passado, foram plantadas 30 mil. “As plantações ocorrem no período de chuva, de abril a outubro, de todas as espécies e em todas as regiões administrativas”, explica Raimundo Silva. Depois da floração do ipê roxo, vem a dos ipês-amarelos, em seguida dos brancos, depois verdes e, por fim, do ipê-rosa.

    Para a professora Cristiane Vaz, os ipês são muito importantes, principalmente o ipê-amarelo, que floresce na época do seu aniversário. “Tenho um ipê tatuado nas minhas costas. Fiz a tatuagem quando eu passava por um momento muito delicado. Estava perdida e precisava descobrir de novo quem eu era”, conta.

    Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    “Amo ipês, especialmente os amarelos. O que acho mais lindo é que eles ficam lá o ano todo, passam até despercebidos. Mas quando o clima está no auge da seca, da poeira, e tudo fica ressecado e feio, eles explodem com muita cor e beleza”, ressalta Cristiane.

    Beleza anual

    Liliane Santos é servidora pública e trabalha na Esplanada dos Ministérios. De segunda a sexta, em seu horário de almoço, ela dá uma volta pela região para contemplar a chegada dos ipês. “Todos os dias saio para apreciar e, mesmo eles aparecendo todos os anos, fico encantada, como se nunca tivesse visto. O que mais gosto é o amarelo, sempre aparece um lindo perto da Rodoviária”, conta. Detalhe interessante é que a tela do celular de Liliane é uma foto de um ipê que ela tirou no ano passado.

    O jornalista Sérgio Lopes também passa pela Esplanada dos Ministérios todos os dias e, ainda assim, ele para e tira foto de algum ipê que ache bonito. “No meio da seca nasce uma planta tão bonita. Isso chama muito minha atenção. Todos os anos eu faço o registro deles em meu celular”, comenta.

    Um local que os brasilienses estão ansiosos para fotografar é a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e a pista do Jóquei Clube. Segundo o diretor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, as áreas, quando começarem a florir, serão bem atrativas.

    “No ano passado plantamos três mil mudas na EPTG, por faixa de cores, e 1,5 mil na pista do Jóquei, que vão ficar áreas lindas. A EPTG, por exemplo, já está sendo chamada de ‘IpeTG’, por causa desse plantio feito lá”, ressalta Raimundo Silva.

    Apesar da beleza das árvores, o diretor faz um alerta e pede para que as pessoas busquem orientação na Novacap antes de fazer um plantio em área pública. “Nesta época, todo mundo quer plantar um ipê. No entanto, o período não é ideal, é muito seco, é jogar muda fora. É necessário esperar o período de chuva”, esclarece.

    Acredita-se que no próximo ano as árvores da EPTG e do Jóquei já estejam floridas, pois, conforme Raimundo Silva, os ipês demoram, em média, três anos para começar a florescer. Os amarelos, explica ele, são mais rápidos e costumam apresentar flores após dois anos de plantados.

    “Outro alerta é em relação ao plantio em área pública, que precisa de orientação e autorização da Novacap, pois 90% das árvores que caíram são de plantios feitos sem autorização”, destaca o diretor.

  • Campanha incentiva o descarte correto de resíduos nos papa-entulhos

    Campanha incentiva o descarte correto de resíduos nos papa-entulhos

    A remoção de entulhos das vias públicas envolve um custo anual de mais de R$ 28 milhões. Ação será direcionada ao lixo proveniente de pequenas obras

    Móveis abandonados em locais descampados. Bueiros obstruídos. Entulhos, restos de obras e podas acumulados em terrenos baldios. Cenas como essas se repetem todos os anos no Distrito Federal. Só em 2021, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) retirou uma média mensal de aproximadamente 51 mil toneladas de entulhos das ruas do DF.

    A remoção de entulhos das vias públicas envolve um custo anual de mais de R$ 28 milhões, recurso que poderia ser investido em outras ações de interesse público se a população depositasse esses materiais nos locais corretos. Diante disso, a Adasa lançará, nesta quarta-feira (8), uma campanha sobre o descarte de resíduos provenientes de pequenas obras.

    Em maio, o GDF inaugurou o papa-entulho do Recanto das Emas – Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Alinhado ao tema dessa ação, também será divulgado o segundo episódio do programa Entre no Fluxo com a Adasa, realizado em parceria com a TV Câmara Distrital.

    A ideia é promover os pontos de coleta voluntária de resíduos de construção, mais conhecidos como papa-entulhos. Além de poluir as ruas e causar impactos negativos ao meio ambiente, o descarte incorreto contribui para a proliferação de doenças.

    “Como reguladora dos serviços de limpeza urbana, a Adasa edita as normas para garantir a qualidade da prestação desses serviços realizados pelo SLU, que tem feito um grande esforço para manter a cidade limpa, tendo em vista a quantidade de resíduos de obra e entulhos jogados em vias e áreas públicas”, afirmou o presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro.

    “Entendemos que o cidadão também precisa fazer a sua parte e levar esses resíduos a um local autorizado. Por isso, lançamos a campanha, para que as pessoas sejam incluídas nesse processo e orientadas a fazer o descarte corretamente”, ressaltou.

    A campanha e o programa foram realizados em parceria com o SLU e apoiados pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Sinduscon e Sistema Fibra. O descarte certo nos papa-entulhos beneficia a cidade, o meio ambiente e os catadores e cooperativas que reciclam o material.

    “Essa campanha é da maior importância, pois precisamos unir esforços para orientar e conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos. Quem não conhece o papa-entulho, na hora de descartar seus resíduos de obras, deixa em qualquer terreno a céu aberto, colocando em risco a saúde pública. É um dever do cidadão fazer a coisa certa. A Adasa, como agência reguladora, está de parabéns pela iniciativa”, declarou o diretor-presidente do SLU, Silvio Vieira.

    No mesmo dia, a Adasa também lançará o Painel de Informações de Resíduos Sólidos. A ferramenta, disponível no site institucional da agência, apresenta de forma objetiva e acessível dados relacionados à gestão de resíduos sólidos urbanos no DF.

    Na área de interação, o internauta encontrará um infográfico com os principais números sobre a operação e aspectos econômico-financeiros dos serviços prestados pelo SLU, além de um panorama do monitoramento das metas e indicadores definidos no Plano Distrital de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PDGIRS).

    Desde 2018, a Adasa publica em seu site o acompanhamento dos indicadores do PDGIRS por meio de relatórios. Para a superintendente de Resíduos Sólidos do órgão, Élen Dânia dos Santos, o novo formato permitirá que mais pessoas acessem dados que englobam desde a coleta até a disposição final dos resíduos.

    “Vamos possibilitar, por meio de uma maneira mais didática e acessível, que os usuários conheçam essas informações sobre os resíduos sólidos que geramos no DF, e ao mesmo tempo, promover a sensibilização para índices que estão abaixo das metas estabelecidas no plano, como os da coleta seletiva”, explicou.

  • Dia Mundial do Meio Ambiente destaca uso racional da água 

    Dia Mundial do Meio Ambiente destaca uso racional da água 

    Desde o início desta gestão, em 2019, Caesb já investiu mais de R$ 667 milhões em projetos de expansão da infraestrutura dos sistemas de tratamento

    Na esteira das comemorações do Dia Mundial do meio Ambiente – instituído como 5 de junho –, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) apresenta projetos que ampliam a capacidade de atendimento sustentável e têm garantido os níveis das barragens de Santa Maria e do Descoberto. Conforme dados apresentados no início deste mês, a Barragem de Santa Maria está com 97,2% de capacidade, enquanto na do Descoberto esse índice é de 91,6%.

    A edição deste ano do Dia Mundial do Meio Ambiente “Uma Só Terra” é um lembrete de que os recursos do planeta são finitos e estão diminuindo. A data, criada há 50 anos, reforça a necessidade de viver em harmonia com a natureza. Todos devem trabalhar em união para garantir a conservação, o uso sustentável e a restauração do ambiente que habitamos.

    Nesta segunda (6), em ação conjunta com a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) e a Secretaria de Educação (SEE), a Caesb promove ação educativa na Escola Classe 05 de Sobradinho, escolhida por se destacar na adoção de práticas ambientalmente sustentáveis.

    Entre as atividades previstas para entreter e conscientizar os mais de 600 alunos da escola, estão a palestra do regulador da Adasa e contador de histórias Miguel Sartori, a participação da mascote da Agência – Gotita – e dos personagens do desenho musical que embala campanhas de utilidade pública do órgão, dinâmicas educativas promovidas pela Caesb e a presença do Expresso Ambiental, ônibus de educação ambiental da Companhia.

    Investimentos 

    Nos últimos três anos, a Caesb investiu mais de R$ 667 milhões em projetos de melhorias e expansão da infraestrutura, para aumento da eficiência de manutenção e de operação dos sistemas de tratamento de água e de esgoto. A companhia também investiu em programas de redução de perdas e eficiência energética, além de aquisição e instalação de equipamentos. Houve ainda aportes financeiros para a ampliação da infraestrutura civil, elétrica, mecânica e de automação e tecnologia de comunicação por telemetria, entre outros empreendimentos.

    Um dos projetos mais importantes executados pela Caesb foi a entrega das obras do Sistema Produtor Corumbá, em abril deste ano. Serão beneficiados 1,3 milhão de habitantes da região sul do DF (Santa Maria, Gama, Recanto das Emas e Riacho Fundo II, Setor Habitacional Ponte de Terra e o Setor Meirelles) e de Goiás (Luziânia, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Novo Gama). Moradores da região oeste do DF e de Águas Lindas de Goiás também serão beneficiados indiretamente, com a geração de excedentes no Sistema Descoberto.

    Somente em 2021, foram investidos R$ 159,1 milhões nos sistemas de abastecimento de agua (SAA) e de esgotamento sanitário (SES) do Distrito Federal. Foram ampliadas redes de distribuição de água e de coleta e tratamento de esgoto. Reservatórios de água receberam melhorias e foram recuperados, aumentando sua capacidade e vida útil.

    Este conjunto de medidas contribui para a manutenção do fornecimento da água produzida nas 12 estações de tratamento da Caesb, em um total de 11.212 litros por segundo produzidos e distribuídos por 9.647 km de redes de tubulações. Atualmente, a Caesb atende 99% da população do Distrito Federal com água potável de qualidade, testada regularmente em seus próprios laboratórios.

    Hábitos sustentáveis 

    A Caesb orienta o consumidor a adotar hábitos para a preservação do meio ambiente e a repensar as relações de consumo dos recursos naturais. Confira, abaixo, algumas dicas de consumo consciente.

    → Verifique regularmente possíveis vazamentos nas tubulações dos imóveis. Um vazamento na instalação hidráulica pode causar uma perda de 2 mil a 7 mil litros de água por dia
    →  Prefira plantas nativas do cerrado, que são mais resistentes e demandam menos água
    → Regue as plantas à noite, para evitar a evaporação excessiva no período de calor. Utilize o regador em vez da mangueira
    →  Instale aeradores de torneira, que consomem menos água
    → Retire os restos de comida da louça a ser lavada e use uma bacia para colocar a louça enquanto passa o sabão. Enxague todas de uma vez
    → Dê preferência para limpar as janelas em dias nublados, pois a luz solar direta seca os produtos de limpeza antes que o vidro seja polido corretamente
    → Um ciclo completo da máquina de lavar pode usar até 200 litros de água; por isso, acumule várias peças e prefira utilizá-la apenas uma vez
    → Reutilize a água da limpeza da máquina de lavar roupas para limpar a garagem ou lavar o carro
    → Mantenha a piscina coberta fora do período de uso.

  • Piscina do parque Saburo Onoyama reabre nesta sexta-feira (3)

    Piscina do parque Saburo Onoyama reabre nesta sexta-feira (3)

    Durante o período em que não estava liberado ao público, o espaço passou por manutenção regular

    Atendendo à solicitação da população local, o Instituto Brasília Ambiental reabre, a partir desta sexta-feira (3), a piscina do Parque Ecológico Saburo Onoyama, em Taguatinga. O horário de funcionamento é das 9h às 16h, de quinta-feira a domingo. O espaço de lazer estava fechado desde março de 2020, quando iniciou a pandemia da covid-19.

    Nesse retorno, a atividade de salva-vidas ficará, inicialmente, por conta do CBMDF | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

    Segundo a Superintendência de Unidades de Conservação (Sucon) do órgão, durante o período em que não estava aberta ao público, a piscina passou por manutenção regular. Nesse retorno, a atividade de salva-vidas – critério necessário para o funcionamento – ficará, inicialmente, por conta do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF).

    O superintendente em exercício de Unidades de Conservação do Instituto Brasília Ambiental, André Mendonça, explica que, com a reabertura de vários pontos de lazer nos últimos meses, os frequentadores da unidade passaram a ansiar pelo retorno do funcionamento da piscina.

    “O espaço proporciona às pessoas entretenimento, convivência e diversão. Aparece como uma forma de lazer sem custo para a população e, ao mesmo tempo, como um escape diante de um período tão difícil que ainda estamos superando, que é a pandemia”, salienta Mendonça.

    Outros atrativos

    Criado pelo Decreto nº 17.722/1996, o Parque Ecológico Saburo Onoyama possui, além da piscina, vegetação e fauna abundantes, nascentes, 1.270 metros de trilhas pavimentadas que se interligam. No local, há também trilhas naturais, pontes de madeira, três parquinhos infantis, oito churrasqueiras, quadra de areia, quadras de esporte, área para piquenique e sede administrativa.

  • GDF vai contratar 150 brigadistas

    GDF vai contratar 150 brigadistas

    Portaria foi publicada no Diário Oficial do DF desta quinta-feira (2); contratação será por um período de até seis meses, com o objetivo de prevenir e combater os focos de incêndios no cerrado

    Na semana em que o Governo do Distrito Federal (GDF) comemora o Meio Ambiente, foi publicada, nesta quinta-feira (2), no Diário Oficial do DF (DODF), a Portaria n° 169, da Secretaria de Economia (Seec), autorizando a realização de processo seletivo para a contratação temporária de 150 brigadistas. O próximo passo será a divulgação do edital, por parte do Instituto Brasília Ambiental, com as regras e detalhes para a efetivação do processo seletivo.

    Segundo o documento, a contratação será por um período de até seis meses, com o objetivo de prevenir e combater os focos de incêndios no cerrado. Das 150 vagas, 120 são para brigadistas florestais combatentes, 24 para chefes de brigada e seis para supervisores de brigada.

    A contratação desses profissionais faz parte das ações do governo, por meio do Plano de Prevenção de Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), para prevenir e combater incêndios nas 82 unidades de conservação do DF. Os brigadistas também poderão atuar em outras áreas, em parceria com o Corpo de Bombeiros.

    Além da portaria, o processo seletivo será executado com fundamento nos decretos n° 43.057, de 3 de março de 2022, que declarou estado de emergência ambiental no Distrito Federal, e n° 37.549, de 15 de agosto de 2016, que instituiu o Sistema Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais para execução do Ppcif.

  • Parque Olhos d’Água fecha nesta segunda (30) para manutenção

    Parque Olhos d’Água fecha nesta segunda (30) para manutenção

    A unidade de conservação, localizada nas entrequadras 413/414 da Asa Norte, volta a funcionar normalmente na terça-feira (31)

    O Instituto Brasília Ambiental informa que o Parque Ecológico Olhos d’Água estará fechado, nesta segunda-feira (30), para manutenção de rotina, com serviços de limpeza e roçagem, visando à preservação do espaço.

    A unidade de conservação, localizada nas entrequadras 413/414 da Asa Norte, volta a funcionar normalmente na terça-feira (31). O portão principal fica aberto das 5h30 às 20h, enquanto o acesso pelos portões laterais é permitido das 6h às 18h.

    O Parque Olhos D’Água oferece aos visitantes parquinhos infantis, pontos de encontro comunitário, circuito inteligente de ginástica, coreto multiuso, pista de caminhada e trilhas bem calçadas, servindo de palco para diversas atividades culturais e programações alternativas, como encontros de yoga ou meditação.

    Além disso, a unidade de conservação abriga grande biodiversidade, incluindo peixes, aves, anfíbios, répteis, invertebrados e pequenos mamíferos e também rica e bela flora.

  • Anta morre após cair em armadilha de caçadores no Parque Nacional de Brasília

    Anta morre após cair em armadilha de caçadores no Parque Nacional de Brasília

    Segundo ICMBio, animal foi encontrado enforcado. Espécie é o maior mamífero do Brasil e está ameaçada de extinção

    Uma anta foi morta após cair em uma armadilha de caçadores, no Parque Nacional de Brasília, na última sexta-feira (20). A informação foi divulgada nesta terça (24).

    Servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) encontraram o animal após receberem uma denúncia. O brigadista Suriel Apolinário foi um dos primeiros a chegar e conta que o animal morreu enforcado.

    “Ela estava amarrada na árvore […] existia um pouco de alimento, onde acredito que ela comeu. O cabo de aço era curto, e encaixou muito bem no pescoço”, diz Suriel.

    A anta é o maior mamífero terrestre da América do Sul e está na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção como vulnerável, segundo estudo do ICMBio. Segundo a bióloga Cláudia Rocha, o animal morto no Parque Nacional de Brasília era um macho adulto e estava saudável, conforme foi verificado por meio da necropsia.

    “Todo sistema digestivo estava repleto de alimentos naturais da anta, mas, no estômago, a última refeição tinha sido uma quirela de milho que o pessoal [caçadores] usou para cevar [alimentar o bicho]”, diz a bióloga.

    A anta foi encontrada em uma área perto da região da Cidade Estrutural, onde as construções de alvenaria e barracos avançam até o limite da área de proteção. O Parque Nacional de Brasília, criado em 1961, tem mais de 42 mil hectares e abriga uma das mais importantes áreas de preservação do Cerrado brasileiro.

    Na área onde a anta foi morta, o ICMBio diz que deveria existir uma cerca. Mas, de acordo com a analista ambiental Cibele Barreto, os arames são constantemente arrancados.

    “Essa é uma luta constante. Um desafio grande porque a pressão urbana é forte e a tendência é que sempre aumente. Nem sempre as pessoas entendem a importância da preservação”, lamenta Cibele.

    Segundo a legislação ambiental brasileira, matar animal silvestre por caça ilegal é crime e prevê pena de prisão de um ano, além de multa.

    “A partir dos indícios coletados, isso está sendo apurado e vai gerar um processo e, com certeza, a gente vai chegar a um responsável”, diz a analista ambiental do ICMBio.

    Maior mamífero herbívoro da América do Sul

    Pesquisadores pedem ajuda à população de Campo Grande para mapear ‘antas urbanas’ — Foto: INCAB/Divulgação

    A anta é maior mamífero herbívoro da América do Sul. O Dia Internacional da Anta é comemorado em 27 de abril, devido a sua importância para o equilíbrio do ecossistema.

    O animal se alimenta, basicamente, de frutas. Ele espalha sementes no solo por meio das fezes enquanto circula pela mata, o que garante o nascimento e a preservação de plantas e árvores.

    Situação vulnerável

    As antas estão distribuídas pela América do Sul, América Central e também Ásia. No Brasil, a anta não é considerada um animal ameaçado, mas está em situação vulnerável com a redução da população ao longo dos anos.

    De acordo com a publicação Livro Vermelho da Fauna Brasileira do ICMBio, “no Cerrado, 80% das populações de anta têm baixa probabilidade de sobrevivência a longo prazo”. E também “deve ocorrer uma perda de habitat de 15,5% no Pantanal”.

    “Mesmo na Amazônia já se têm verificado extinções locais da espécie”, diz o estudo levando em consideração “reduções adicionais em área de ocupação, extensão de ocorrência e qualidade do habitat, bem como aumentos em níveis de exploração atuais”.

    Curiosidades sobre a anta

    • É originária de uma família que surgiu no mundo há quase 50 milhões de anos
    • É considerada o maior mamífero terrestre brasileiro
    • Ajuda na preservação das matas através da dispersão de sementes
    • Tem um dia internacional, comemorado em 27 de abril
    • Há uma cidade brasileira considerada “cidade das antas”

    Fonte: G1

  • Parque dos Jequitibás está fechado por causa de enxames de abelhas

    Parque dos Jequitibás está fechado por causa de enxames de abelhas

    Corpo de Bombeiros acompanha o caso e o local será reaberto assim que oferecer segurança aos visitantes

    Para garantir a segurança dos frequentadores do Parque Ecológico dos Jequitibás, localizado em Sobradinho, o local está fechado para visitação por causa de abelhas. Foram encontrados dois enxames que ofereciam riscos aos visitantes. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) já estão no parque, acompanhando se elas se deslocaram e se não representam mais riscos à população.

    A superintendente de Unidades de Conservação do Brasília Ambiental, Rejane Pieratti, informa que nesta quarta-feira (25), se as abelhas tiverem se deslocado da área de uso intensivo do parque, a unidade de conservação poderá ser reaberta.

    Com entrada gratuita, o Parque Ecológico dos Jequitibás, localizado no Quadra 10/11, Avenida do Contorno, em Sobradinho, funciona todos os dias das 6h às 18h, e recebe, diariamente, cerca de 200 visitantes.

    O local abriga mata ripária em sua maior parte conservada, por onde flui o ribeirão de Sobradinho. Possui também árvores de grande porte, como o próprio jequitibá, que o nomeia, além de outras espécies típicas, oferecendo um cenário de grande beleza aos visitantes.

    O local conta ainda com parquinho infantil, espaço para caminhada, trilhas, anfiteatro, ponto de encontro comunitário, circuito inteligente, quiosque, anfiteatro, pista de skate, quadra poliesportiva e sede administrativa.

  • Parques recebem R$ 2,1 milhões para iluminação e guaritas

    Parques recebem R$ 2,1 milhões para iluminação e guaritas

    Reformas em seis unidades de conservação serão executadas este ano e vão incluir novos banheiros e estacionamentos

    Seis unidades de conservação do Distrito Federal passarão por reformas neste ano. Executados pelo contrato de compensação ambiental, os serviços consistem na implantação de guaritas e em outras melhorias, como iluminação e estacionamento. O investimento previsto é de mais de R$ 2,1 milhões, de acordo com o Instituto Brasília Ambiental.

    As seis unidades são o Parque Distrital das Copaíbas, o Parque Ecológico de Santa Maria, o Parque Ecológico Anfiteatro Natural, o Arie do Bosque, o Parque Ecológico das Sucupiras e o Parque Distrital de São Sebastião.

    “Guarita e cercamento são medidas de proteção para o frequentador. Teremos guarita, por exemplo, no Copaíbas, um parque distrital mais restrito, que só tem trilhas rústicas. Será uma guarita com vigilância”, adianta a gestora das Unidades de Conservação do Brasília Ambiental, Rejane Pieratti.

    No Parque Distrital das Copaíbas, serão implantados uma guarita com vigilância e banheiros, além de pergolado ao ar livre, conjunto de lixeiras e bancos de concreto. O valor estimado desse serviço é R$ 230 mil. No Parque Ecológico de Santa Maria, serão investidos R$ 205 mil para a colocação de uma guarita com pórtico.

    Parque Ecológico de Santa Maria – Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    O Parque Ecológico Anfiteatro Natural, no Lago Sul, terá duas guaritas com vigilância, trabalho que demanda um investimento de R$ 450 mil. Também nessa mesma região administrativa, a Arie do Bosque ganha uma guarita com vigilância e banheiros. Além disso, o parque vai ganhar um estacionamento. Para essa unidade, serão investidos R$ 560 mil.

    No Sudoeste, o Parque Ecológico das Sucupiras ganhará duas guaritas. A implantação foi autorizada judicialmente. Ainda não há estimativa do valor a ser investido. No caso do Distrital de São Sebastião, os trabalhos contarão com a reforma do anfiteatro e da Escola da Natureza e a instalação da iluminação. Os serviços são estimados em R$ 700 mil.

    A capital federal tem 82 unidades de conservação. Dessas, 28 são abertas para visitação do público, que pode aproveitar o espaço para praticar atividades esportivas e de lazer. A 29ª unidade será inaugurada em breve, no Noroeste. Confira no site Eu Amo Cerrado – Educação Ambiental os parques ecológicos do DF.

  • Zoológico preparado para enfrentar o frio

    Zoológico preparado para enfrentar o frio

    Serpentes receberam aquecedores, mamíferos e pássaros ganharam camas de feno e caixas para se protegerem das baixas temperaturas

    Não são apenas os seres humanos que sofrem com as baixas temperaturas comuns no outono e no inverno. Alguns animais do Zoológico de Brasília precisam de preparo especial para enfrentar o período de frio. Biólogos, veterinários e tratadores acompanham atentamente as informações da meteorologia e se planejam com antecedência para que os bichos não passem frio.

    Para que os animais enfrentassem a temperatura de até 1º C, registrado esta semana no Distrito Federal, sem que nenhum problema de saúde acontecesse, nem mesmo stress, foram preparadas camas de feno e de folhas e caixinhas especiais que serviram de abrigo. Sete aquecedores foram usados no serpentário.

    O biólogo e diretor do setor de répteis, anfíbios e artrópodes do Zoológico de Brasília, Carlos Eduardo Nóbrega, disse que todos os animais do Zoo passaram bem pela primeira onda de frio.

    “Sempre que se aproxima uma baixa de temperatura significativa, nós acompanhamos a meteorologia e, antes do frio chegar, preparamos todo o setor com ambientação no recinto e paisagismo para tentar deixar o mais agradável possível para os animais. Fazemos isso colocando uma quantidade maior de tocas, feno e ligando o aquecedor em casos mais extremos, como é o caso das serpentes”, explicou.

    Quanto ao paisagismo empregado, uma preocupação dos funcionários do zoológico é reproduzir da forma mais fiel possível o ambiente dos bichos, inclusive na preparação para enfrentar as baixas temperaturas. “O recinto precisa ficar o mais agradável possível para os visitantes e, principalmente, para os animais”, destacou.

    Enquanto alguns animais, como os do cerrado, se adaptam bem ao calor e ao frio, outros, que não são do cerrado, podem ter problemas graves com temperaturas baixas. As serpentes, por exemplo, são animais exotérmicos, cujos corpos não têm um controle térmico tão eficiente quanto os mamíferos.

    Serpentário recebeu aquecedores para que a temperatura fique estabilizada entre 24º C e 26º C durante o período de frio – Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    No serpentário existem aquecedores para que a temperatura seja estabilizada entre 24º C e 26º C durante o período de frio. Eles necessitam de uma fonte de calor externa para se manter aquecidos. No calor, a temperatura no habitat das cobras não pode passar de 28º C. Para isso, existem entradas de ar que são abertas em dias quentes.

    “As aves, se expostas a altas temperaturas, podem até ir a óbito, desidratar ou superaquecer. Quando está muito quente colocamos aspersores no recinto desses animais. “Os mamíferos carnívoros ganham sorvete de carne e sangue e os herbívoros recebem sorvete de polpas de frutas”, disse Carlos Eduardo.

    Alguns pássaros também precisam de aquecimento para os dias de frio, como é o caso do mutum, para quem são preparadas caixinhas com feno para que ele se mantenha aquecido. Pequenos pássaros, como sabiás e canários, recebem palhas em seus viveiros.

    Os mamíferos, embora tenham o organismo mais preparado para o frio, também receberam atenção especial. A jaguatirica foi presenteada com uma caminha de feno, enquanto o gato do mato recebeu uma camada extra de folhas secas em sua casinha.

    De acordo com o professor da Universidade de Brasília, Fernando Sobrinho, a queda de temperatura que enfrentamos foi uma onda, ou seja, outras acontecerão ao longo do inverno. “Estamos sob a influência do La Niña, que provoca temperaturas mais baixas e tempo seco”, explicou.