Categoria: Meio Ambiente

  • Córrego do Cortado será o destino de água de chuva captada dentro do túnel

    Córrego do Cortado será o destino de água de chuva captada dentro do túnel

    Volume autorizado pela Adasa é de 245 litros por segundo. Já a água pluvial que cair sobre a construção será lançada no sistema de drenagem da cidade

    Minimamente pensado em cada detalhe, o Túnel de Taguatinga está com o seu sistema de drenagem definido. Onde a água de chuva cair na maior obra do Distrito Federal em andamento, o destino estará bem encaminhado. Se for sobre o túnel, a água será lançada no sistema de drenagem de Taguatinga, mas se cair dentro do túnel, a destinação será o Córrego do Cortado.

    O projeto prevê que a água de chuva captada dentro do túnel seja lançada no córrego, com volume permitido de 245 litros por segundo. A autorização foi concedida pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa).

    “O projeto de drenagem do Túnel de Taguatinga prevê que o volume a ser lançado durante as chuvas é compatível com o que o córrego suporta. Isso é o que a Adasa analisou e disse que o projeto está ok. Quando se tem um sistema de drenagem, a água captada precisa ser lançada no corpo hídrico e, neste caso, é o Córrego do Cortado”, explica o subsecretário de acompanhamento ambiental e políticas de saneamento da secretaria de obras do DF, Aldo Fernandes.

    De acordo com a Adasa, a outorga é um instrumento da Política de Recursos Hídricos que tem como objetivo assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso à água.

    Conforme a Resolução Adasa nº 350/2006, toda captação ou lançamento em corpo hídrico superficial ou subterrâneo ou outros usos que venham a afetar alteração do regime hídrico de um corpo de água, depende de outorga de direito de uso de recursos hídricos.

    “Não pode ser lançada de qualquer forma, porque pode lançar sujeira no córrego, um volume acima do permitido. Como o projeto está em conformidade, foi concedida a outorga pela Adasa”, acrescenta.

    “Uma impressão que algumas pessoas têm é de que vai cair muita água dentro do túnel, mas isso é um engano, vai cair pouca água dentro dele. Se estiver chovendo forte só vai escorrer para dentro do túnel aquilo que cair na boca do túnel, o que cair sobre ele vai para o sistema de drenagem da cidade”, detalha Aldo Fernandes.

  • Licença ambiental do Túnel de Taguatinga é renovada

    Licença ambiental do Túnel de Taguatinga é renovada

    Documento observa itens como se os trabalhos afetam lençóis freáticos, para onde será levado e qual destinação terá material retirado da obra, entre outros

    A emissão de licença ambiental é uma das importantes etapas em qualquer obra a ser feita. No caso do Túnel de Taguatinga isso não é diferente. A Licença Ambiental Simplificada (LAS) foi emitida porque os trabalhos seguiram rigorosamente cada quesito para que a estrutura pudesse ser construída.

    Cumprindo uma etapa técnica e mais formal, a Secretaria de Obras recebeu, do Brasília Ambiental, a renovação da licença, documento que comprova a legalidade do empreendimento. “A obra sempre esteve correta em termos ambientais”, explica o engenheiro ambiental Gabriel Fonte, da Secretaria de Obras.

    Uma licença ambiental pode observar, entre outras questões, como e se a obra afeta o meio ambiente, se é necessário fazer a supressão vegetal, para onde será levado e qual destinação terá o material retirado, e se os trabalhos afetam lençóis freáticos. Cada item do relatório foi observado para que não houvesse incongruências.

    “A obra atende todas as condicionantes do órgão ambiental, que vem a partir de estudos entregues previamente”, reforça o engenheiro Aldo Fernandes, da Secretaria de Obras. “Nós detalhamos como seria feita a escavação, o quanto seria escavado e tantos outros pontos”, completa.

    Obra que vai beneficiar diariamente mais de 1 milhão de pessoas e cerca de 135 mil motoristas, o Túnel de Taguatinga começou a ser construído em 20 de julho de 2020 e já está com 70% do trabalho executado. Com investimento de R$ 275,7 milhões, a estrutura avança e gera oportunidade de trabalho e renda para todo o Distrito Federal. Até a conclusão dos serviços, cerca de 2 mil empregos serão criados.

  • DF mais preparado para enfrentar a seca

    DF mais preparado para enfrentar a seca

    Rede de abastecimento interligada e boa gestão do uso dos reservatórios são as armas do governo para garantir a disponibilidade de água no DF; Sistema Corumbá IV complementa o fornecimento para a região

    O Distrito Federal está em situação confortável para iniciar o período da seca. Apesar de ter chovido menos em 2022 do que nos últimos três anos, os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria estão com 99% de seus volumes totais. O reforço de Corumbá IV, que poderá fornecer até 1,4 mil litros de água por segundo para a região, afasta ainda mais as chances de uma crise.

    A estratégia para proporcionar mais segurança hídrica está em diminuir a pressão em cima dos três principais reservatórios do DF: Descoberto, Santa Maria e Paranoá. É o que explica o diretor de Operação e Manutenção da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Carlos Eduardo Borges Pereira.

    “Temos a ETA [Estação de Tratamento de Água] Lago Norte, com produção de 700 litros de água por segundo; o Sistema Bananal, com 500 litros por segundo, e a ETA Gama, com 320 litros por segundo. O manejo dessas três fontes de abastecimento ajuda a poupar nossos reservatórios mais importantes”, detalha o diretor.

    Além da boa gestão de sistemas e mananciais, a Caesb conta com a água vinda de Corumbá IV para manter o abastecimento em situação adequada. Carlos Eduardo calcula que, na atual fase de pré-operação, a estrutura envie cerca de 500 litros por segundo para o DF. “Vamos usar mais ou menos esse sistema de acordo com a necessidade”, informa. “O objetivo é administrar o estoque de Santa Maria e do Descoberto”.

    O reforço de Corumbá IV, que poderá fornecer até 1,4 mil litros de água por segundo para o Distrito Federal, afasta ainda mais as chances de uma crise hídrica – Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Rede integrada

    Muita coisa mudou na estrutura de abastecimento do DF. No passado, mais de 60% da água consumida na capital federal vinham do reservatório do Descoberto. Hoje, com a maior parte da rede de fornecimento interligada, fica difícil fazer esse cálculo. Isso porque uma mesma região pode ser abastecida por mais de um sistema.

    Outra mudança essencial para garantir a atual segurança hídrica diz respeito à otimização do uso dos reservatórios. De acordo com o superintendente de Recursos Hídricos da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Gustavo Carneiro, o consumo de cada um dos sistemas é balizado por um estudo anual.

    “Não se trata mais de captar e estocar a água da chuva para ser usada ao longo do ano”, aponta Carneiro. “O DF faz simulações de como será o comportamento dos três principais reservatórios, com base em previsões de retiradas. Essa resolução, chamada de Curva de Acompanhamento, é publicada pela Adasa sempre ao final da estação chuvosa”.

    A curva é acompanhada de perto ao longo do ano. Caso haja qualquer não conformidade, a Caesb é acionada para verificar o problema e tentar reverter a situação. “Dessa forma, impedimos que um reservatório chegue ao final da estação com nível muito baixo”, pontua o gestor. “Poucos estados no Brasil têm esse nível de operação”.

  • SLU amplia coleta seletiva porta a porta para 32 regiões administrativas

    SLU amplia coleta seletiva porta a porta para 32 regiões administrativas

    Expansão do serviço deve-se à contratação de 22 cooperativas de materiais recicláveis, num investimento de aproximadamente R$ 12,6 milhões

    A partir de segunda-feira (16), praticamente todo o Distrito Federal passará a contar com a coleta seletiva porta a porta – recolhimento de materiais recicláveis (papel, plástico, metal) que não devem ser misturados ao lixo comum. De acordo com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), serão atendidas 32 regiões administrativas subdivididas em 23 áreas. Neste momento, apenas o Sol Nascente/Pôr do Sol ficará de fora do crescimento do atendimento.

    A extensão do trabalho ocorre em função do contrato de mais 11 cooperativas de materiais recicláveis, totalizando 22, que se somam às empresas do pregão de prestação de serviço de limpeza urbana no serviço. O investimento é de aproximadamente R$ 12,6 milhões e vai beneficiar mais de 1,4 mil catadores do DF.

    A grande novidade é a inclusão de áreas que não faziam parte da coleta seletiva porta a porta. A exemplo dos condomínios horizontais no Jardim Botânico, Paranoá, Sobradinho e Park Way; e as regiões de Arniqueira, SCIA/Estrutural e Jardins Mangueiral. Também será feita a ampliação total do atendimento na Colônia Agrícola Samambaia, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), na Fercal e em Brazlândia.

    “Na verdade, vamos ter uma ampliação das áreas com o porta a porta. Esperamos que a comunidade participe, separando o lixo. A população tem, no mínimo, três ganhos com esse serviço: ambiental, geração de renda para catadores e mitigação do aterro sanitário”, destaca o assessor especial da Diretoria Técnica do SLU, Francisco Mendes. “Ainda temos um número absurdo de lixo que vai misturado com a coleta, o que reduz a vida útil do nosso aterro”, classifica.

    Com a incorporação das novas cooperativas, o SLU espera ter melhores resultados. O aproveitamento do material reciclável recolhido pelas cooperativas costuma ser de 87%, frente a 42% dos recolhidos pelas empresas prestadoras de serviço.

    A outra expectativa é engajar a população na separação do lixo. “Teremos uma interação mais humana e participativa. Espero uma sensibilização, porque a população vai saber que aquele resíduo vai para um catador, o que quer dizer rendimento para famílias”, avalia Mendes.

    Para incentivar a separação do lixo, o SLU promove a campanha Cartão Verde, em que o órgão orienta os condôminos sobre a coleta seletiva e aplica cartões de acordo com o resultado. Cartão vermelho define os lixos muito misturados; o cartão amarelo trata de resíduos ainda misturados, e o cartão verde é dado para condomínios onde a separação é bem-feita. Os garis avaliam a qualidade uma vez por semana e aplicam os cartões três vezes. O propósito é mostrar a importância da coleta seletiva dentro de casa.

    Resíduos recicláveis que devem ser separados para coleta seletiva (coloque tudo em um saco separado – verde ou azul)

    Papel e papelão
    – Jornais, revistas, impressos em geral;
    – Papel de fax;
    – Embalagens longa-vida. Desmanchar caixas de papelão e evitar dobrar ou amassar os papéis.

    Plásticos
    – Garrafas, embalagens de produtos de limpeza;
    – Potes de creme, xampu, condicionador;
    – Tubos e canos;
    – Brinquedos;
    – Sacos, sacolas e saquinhos de leite;
    – Isopor. Limpe rapidamente as embalagens de plástico.

    Metais
    – Molas e latas;
    – Latinhas de cerveja e refrigerante;
    – Esquadrias e molduras de quadros.

  • Parque Água Mineral reabre piscinas em esquema emergencial após fim do contrato com salva-vidas

    Parque Água Mineral reabre piscinas em esquema emergencial após fim do contrato com salva-vidas

    Segundo ICMBio, retomada ocorre com apoio da Associação dos Amigos do Parque; esquema vai até dia 22 de abril. Piscinas estavam fechadas desde segunda (11), por falta de socorristas

    Depois de dois dias fechadas, as piscinas do Parque Nacional de Brasília, conhecido como Água Mineral, foram reabertas na tarde desta quarta-feira (13). O acesso às estruturas estava impedido por falta de salva-vidas, desde segunda (11). O contrato com a empresa que prestava o serviço venceu.

    Em nota, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que a reabertura das piscinas ao público foi feita com o apoio da Associação dos Amigos do Parque (Afan). O esquema emergencial deve funcionar até o dia 22 de abril, das 7h às 17h.

    O ICMBio disse que “envida esforços para garantir a prestação de serviços de maneira contínua”. No entanto, não deu previsão de datas para uma nova licitação.

    Os ingressos podem ser comprados no local, somente com dinheiro em espécie, já que a bilheteria não aceita cartões, ao preço de R$ 16 para brasileiros ou estrangeiros residentes no país. Para os demais, o valor é R$ 32.

    Durante a maior parte da pandemia de Covid-19, as piscinas tiveram o funcionamento interrompido. Elas foram reabertas em novembro do ano passado, com capacidade para receber 1,5 mil visitantes por dia.

    Fonte: G1

  • Piscinas da Água Mineral são fechadas para banhistas por falta de salva-vidas

    Piscinas da Água Mineral são fechadas para banhistas por falta de salva-vidas

    Funcionário do parque afirmou que contrato com empresa para serviço venceu e ainda não foi feita nova licitação. ICMBio não se manifestou nesta manhã

    As piscinas do Parque Nacional de Brasília, também conhecido como Água Mineral, estão fechadas desde segunda-feira (11), por falta de salva-vidas. De acordo com um funcionário ouvido pela reportagem, o contrato do parque com a empresa terceirizada que prestava o serviço venceu, e ainda não foi feita uma nova licitação.

    Mesmo com as piscinas fechadas, o acesso às trilhas segue aberto para visitação. O Parque Nacional fica aberto das 6h às 16h.

    Os ingressos podem ser comprados no local, somente com dinheiro em espécie, já que a bilheteria não aceita cartões, ao preço de R$ 16 para brasileiros ou estrangeiros residentes no país. Para os demais, o valor é R$ 32.

    Durante a maior parte da pandemia, as piscinas tiveram funcionamento interrompido. Elas foram reabertas em novembro do ano passado, com capacidade para receber 1,5 mil visitantes por dia.

    Fonte: G1

  • Cobra píton encontrada após ser solta ‘por engano’ fica em batalhão da PMDF

    Cobra píton encontrada após ser solta ‘por engano’ fica em batalhão da PMDF

    Segundo militares, objetivo é conhecer melhor animal nos próximos dias; em seguida, serpente deve ser enviada ao Zoológico de Brasília. Cobra natural da Ásia é considerada exótica no Brasil e pode representar ameaça a outras espécies

    A cobra píton – espécie exótica original da Ásia – que motivou buscas na semana passada no Distrito Federal está na sede do Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA), na Candangolândia. O animal foi encontrado no sábado (9), após ser solto “por engano” no Cerrado quatro dias antes, por PMs que confundiram a serpente com uma jiboia (relembre abaixo).

    De acordo com o BPMA, por ser uma cobra exótica, a píton permanecerá no batalhão durante mais alguns dias, para que os policiais conheçam melhor o animal. Depois do tempo de ambientação, ele deve ser encaminhado ao Zoológico de Brasília.

    A serpente não é venenosa, mas segundo especialistas, no Cerrado, ela poderia ser uma ameaça a outras espécies e provocar um desequilíbrio ambiental. Isso porque não há predadores para ela na fauna local, o que também influenciaria na cadeia alimentar.

    Localização

    Foto: Divulgação/PMDF

    O animal foi reencontrado em uma área de proteção ambiental, por um ciclista, que acionou a PM. De acordo com o subtenente do Batalhão Ambiental, Dirceu Coité, foram mais de três horas de busca para encontrar a píton.

    “Esse é um animal extremamente agressivo. Porque é um animal que não é peçonhento, mas tem a dentição muito afiada. É um animal exótico, topo de cadeia, que não tem predador no Brasil”, diz.

    “A nossa preocupação é por conta do ecossistema. Como ela não tem predador, pode se reproduzir e acabar se tornando uma praga”, explica o subtenente.

    Fonte: G1

  • Filhote de jaguatirica é resgatado na BR-060, no DF

    Filhote de jaguatirica é resgatado na BR-060, no DF

    Animal é felino da família do leopardo. Ele foi encontrado pela Polícia Militar Ambiental, na manhã desta segunda-feira (11), e encaminhado ao Ibama para maiores cuidados

    Um filhote de jaguatirica – felino da família do leopardo – foi resgatado pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), na manhã desta segunda-feira (11), no Distrito Federal. O animal foi visto por moradores de uma casa na QNP 16, em Ceilândia, no domingo (10).

    A família que encontrou o animal tem uma chácara próximo à BR-060. Eles informaram aos militares que o filhote estava na beira da pista, e que decidiram deixá-lo no local para caso a mãe voltasse para buscá-lo, mas ela não apareceu.

    Na manhã desta segunda, decidiram chamar o resgate. A Polícia Militar Ambiental encaminhou o filhote ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para mais cuidados.

    Os militares não souberam informar a idade do filhote. No entanto, de acordo com o BPMA, depois que crescer, o animal pode chegar a medir um metro de comprimento e pesar até 15 quilos.

    Fonte: G1

  • PM encontra cobra píton solta em mata após ser confundida com jiboia

    PM encontra cobra píton solta em mata após ser confundida com jiboia

    Serpente, natural da Ásia, é considerada exótica no Brasil; policiais liberaram animal na quarta-feira (6). No Cerrado, cobra pode representar ameaça a outras espécies

    A Polícia Militar do Distrito Federal encontrou, neste sábado (9), a cobra píton – espécie exótica original da Ásia – solta em uma área do Cerrado. O caso ocorreu na quarta-feira (6), após uma equipe do Batalhão de PM Ambiental (BPMA) confundir o animal com uma jiboia.

    A cobra foi encontrada em uma área de proteção ambiental no Riacho Fundo. De acordo com a PM, um ciclista viu o animal e acionou a corporação.

    “O animal, de aproximadamente 2 metros, está aparentemente saudável e foi encaminhado à sede do Batalhão de Polícia Militar Ambiental”, informou a PM.

    Cobra píton é capturada pela PM do DF — Foto: PMDF/Divulgação

    A serpente não é venenosa. No entanto, especialistas explicam que, no Cerrado, ela pode representar ameaça a outras espécies e provocar um desequilíbrio ambiental. O animal também tem a capacidade de se reproduzir sozinho (veja mais abaixo).

    Entenda o caso

    A corporação informou que recebeu um chamado para buscar o animal, que estava na pista, próximo ao Balão do Periquito, no Gama.

    O Batalhão Ambiental disse que tratava-se de uma jiboia, e que ela foi solta em uma mata próxima. No entanto, nas redes sociais, o vídeo repercutiu entre perfis dedicados a répteis e preservação ambiental, que apontaram o erro na identificação do animal.

    Na sexta-feira (8),E a PM confirmou a confusão. Em nota, a corporação disse que estava à procura da píton.

    ‘Desequilíbiro ambiental’

    Cobra píton, de 40 kg, apreendida no Entorno chega ao Zoológico de Brasília — Foto: Reprodução

    A ecóloga e professora do curso de Ciências Biológicas da Universidade Católica de Brasília (UCB), Morgana Bruno, afirmou que a cobra não tem predadores no Brasil e, por isso, pode desequilibrar o ecossistema. De acordo com ela, o animal solto na capital poderia ser “um risco gigantesco”, com capacidade de influenciar a cadeia alimentar.

    O professor de Ciências Biológicas do Instituto Federal de Brasília (IFB), Marcos Vitor Dumont Junior, viu imagens da cobra e disse acreditar que se trata de uma uma píton birmanesa. A serpente é proveniente do sudeste e do sudoeste asiático. Ele afirmou que as pítons são capazes de se reproduzir sozinhas.

    Segundo Marcos Vitor, a píton é uma espécie muito procurada por pessoas que querem comprar uma cobra como animal de estimação. No entanto, a professora Morgana Bruno afirmou que os custos para manter a serpente em cativeiro são grandes.

    Um dos motivos, é que a píton pode viver cerca de 30 anos. “Dá muito trabalho. Se não conseguem mais cuidar, para se livrar da multa, acabam soltando o animal”, disse a ecóloga.

    Fonte: G1

  • PMs confundem cobra píton com jiboia e soltam serpente exótica da Ásia em mata

    PMs confundem cobra píton com jiboia e soltam serpente exótica da Ásia em mata

    Animal de mais de 2 metros foi resgatado na quarta-feira (6), em uma rotatória no Gama. Erro foi apontado na internet; após confusão, corporação diz que está à procura de cobra

    Um equipe do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) soltou, em uma área de mata no Distrito Federal, uma cobra píton, espécie exótica original da Ásia, após confundir o animal com uma jiboia. O caso ocorreu na quarta-feira (6), no Gama.

    A cobra, de mais de 2 metros de comprimento, foi encontrada próximo ao Balão do Periquito. A corporação informou que a equipe analisou o animal e, como aparentava estar em boas condições, ele foi solto. O vídeo do momento foi divulgado para a imprensa.

    No entanto, na internet, perfis de admiradores de cobras apontaram o erro, que foi confirmado pela PM nesta sexta (8). Em nota, a corporação afirmou que, agora, está em busca do animal novamente (veja mais abaixo).

    “O Batalhão, juntamente com o Zoológico e demais órgãos ambientais, já está à procura da Píton”, diz o texto.

    O biólogo Marco Freitas afirma que, apesar de não ser venenosa, a píton pode matar outros animais por asfixia e causar um desequilíbrio ambiental no Cerrado.

    “Nos Estados Unidos, é um dos maiores problemas de introduções de especie exotica àquele país, causando diversas mortes de cães e inclusive acidentes com crianças. Isso acarreta um grande risco da espécie se adaptar e se tornar mais uma praga invasora no Brasil”, afirma o biólogo.

    Resgate e repercussão

    O vídeo do resgate da cobra foi compartilhado pela PM na noite de quarta. À ocasião, a corporação informou que recebeu um chamado para buscar o animal, que estava na pista. O Batalhão Ambiental disse que tratava-se de uma jiboia, e que ela foi solta em uma mata próxima.

    No entanto, nas redes sociais, o vídeo repercutiu entre perfis dedicados a répteis e preservação ambiental. Em uma postagem, estudante de ciências biológicas na Universidade Federal de Goiás (UFG) Matheus Reis, que mantém o perfil “Legião Escamada”, alertou que na verdade, a cobra é uma píton.

    “A serpente em questão se trata de uma píton (Python bivittatus) serpente asiática com um potencial invasor enorme, totalmente prejudicial a nossa fauna”, afirmou.

    Matheus disse ainda que a situação poderia ter sido evitada, caso “um biólogo preparado fosse responsável por esse tipo de ação”. Para ele, ao invés de ter sido solta na mata, a cobra tinha que ter sido levada a um zoológico ou instituto de conservação.

    O perfil “A vida no Cerrado”, movimento da sociedade civil de defesa à preservação ambiental, também criticou a ação. A postagem citou que essa espécie se tornou um problema nos Estados Unidos após se proliferar na natureza.

    Segundo a imprensa internacional, no Parque Nacional de Everglades, na Flórida, a espécie se tornou um problema ao desequilibrar o ecossistema. Populações de coelhos, lobos e gambás tiveram reduções drásticas ou quase desapareceram porque os animais se tornaram alimento para as pítons.

    O que diz a PM

    De acordo com a Polícia Militar, a cobra era “extremamente calma, sendo indício de que era criada em cativeiro”. Em nota após a confusão, a corporação disse que “o Batalhão de Policiamento Ambiental realiza um trabalho de excelência o qual tem resultado em altos índices de produtividade”.

    “Com o apoio do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas) e contando, muitas vezes, com a boa vontade de clínicas privadas, o batalhão realiza o manejo desses animais na tentativa de salvar a todos de forma que voltem saudáveis ao seu habitat natural.”

    Veja abaixo a íntegra da nota da corporação:

    “A Polícia Militar do Distrito Federal, por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental, realiza um trabalho de excelência o qual tem resultado em altos índices de produtividade. Apenas nesses três primeiros meses de 2022, 126 cobras foram resgatadas. Em 2021 foram 512 cobras.

    Com o apoio do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas) e contando, muitas vezes, com a boa vontade de clínicas privadas, o batalhão realiza o manejo desses animais na tentativa de salvar a todos de forma que voltem saudáveis ao seu habitat natural.

    O Batalhão, juntamente com o Zoológico e demais órgãos ambientais, já está à procura da Píton. Informamos que a referida cobra era extremamente calma, sendo indício de que era criada em cativeiro. Ressaltamos que alguns estados já estão autorizando o comércio desse animal.”

    Fonte: G1