Categoria: Meio Ambiente

  • Autoridades encontram 230 baleias encalhadas na Austrália e temem a morte de metade do grupo

    Autoridades encontram 230 baleias encalhadas na Austrália e temem a morte de metade do grupo

    As causas dos encalhes em massa não são completamente compreendidas

    Quase 230 baleias-piloto foram encontradas encalhadas nesta quarta-feira na costa oeste da Tasmânia, Austrália, e apenas metade pareciam estar vivas, informaram as autoridades. “Um grupo de aproximadamente 230 baleias encalhou perto do Porto de Macquarie”, afirmou o Departamento de Recursos Naturais e Meio Ambiente do estado da Tasmânia.

    “Parece que metade dos animais estão vivos”, acrescentou.

    As imagens aéreas mostram uma cena devastadora de dezenas de cetáceos espalhados ao longo de um trecho de praia onde a água gelada encontra a areia.

    Moradores jogaram cobertores nas sobreviventes e usaram baldes de água para mantê-las com vida, enquanto outras tentavam libertar-se, sem sucesso. Na mesma área, muitas estavam mortas.

    As autoridades anunciaram que especialistas em conservação marinha e funcionários com equipamentos de resgate de baleias estavam a caminho do local.

    Dezenas de baleias encalhadas na costa da Tasmânia — Foto: Andrew Breen/Huon Aquaculture via AP

    Eles tentarão devolver à água aquelas que estão suficientemente fortes para sobreviver e, provavelmente, devem rebocar os animais mortos para o mar para evitar atrair tubarões à região.

    Há quase dois anos, a mesma região foi cenário de outro encalhe em massa, com quase 500 baleias-piloto, das quais apenas 100 sobreviveram.

    As causas dos encalhes em massa não são completamente compreendidas.

    Diversas baleias são vistas encalhadas em praia da Tasmânia — Foto: Andrew Breen/Huon Aquaculture via AP

    Cientistas sugerem que podem ser provocados por grupos que desviam de sua rota depois que se alimentam muito perto da costa.

    As baleias-piloto são muito sociáveis e costumam seguir os companheiros de grupo que entram em situações de perigo.

    Às vezes acontece quando baleias idosas, doentes ou feridas nadam até a costa e outras integrantes do grupo as seguem, em uma tentativa de responder aos sinais de socorro da baleia que ficou encalhada.

    Outras ficam confusas e acreditam estar em mar aberto quando ouvem sonares de alta frequência, quando na verdade estão em praias íngremes, como acontece no caso das baleias encalhadas na Tasmânia.

    Esta semana também foram encontrados 14 cachalotes machos jovens mortos, encalhados em uma praia remota em King Island, na costa norte da Tasmânia.

    Diversas baleias recebem ajuda de voluntários enquanto estão encalhadas na costa da Tasmânia — Foto: Australian Broadcasting Corporation via AP

    A morte dos cetáceos poder ser um caso de “desventura”, afirmou o biólogo da vida selvagem Kris Carlyon, da agência ambiental do governo, ao jornal local Mercury.

    “A causa mais comum para estes eventos é uma desventura, podem ter ido buscar comida perto da costa, podem ter encontrado alimento e possivelmente ficaram presas na maré baixa”, explicou Carlyon.

    “Esta é a teoria no momento”, acrescentou.

    A Nova Zelândia também registra encalhes com relativa frequência.

    No país, quase 300 animais são encontrados encalhados por ano em média, de acordo com os números oficiais. Não é incomum observar grupos de 20 a 50 baleias-piloto encalhadas em uma praia.

    Mas os números podem alcançar centenas, como em 2017, quando cerca de 700 baleias ficaram encalhadas.

    Fonte: G1

  • Volume de água no reservatório do Descoberto se aproxima de 50%

    Volume de água no reservatório do Descoberto se aproxima de 50%

    O Distrito Federal chegou, nesta quinta-feira (15/9), ao terceiro maior período de estiagem na história — 131 dias sem chuva

    Impulsionado pela falta de chuva que assola o Distrito Federal há 131 dias, o volume de água no reservatório do Descoberto — principal responsável pelo abastecimento do DF — atingiu 51,8%, segundo aponta o monitoramento da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) nesta quinta-feira (15/9).

    Apesar da proximidade com metade da capacidade, a população não deve sofrer com desabastecimento, já que o valor de referência para o mês de setembro é de 48%.

    Além disso, o Distrito Federal chegou, nesta quinta-feira, ao terceiro maior período de estiagem na história. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até o momento, são 131 dias sem chuvas. Na série, iniciada em 1961, o período mais longo de estiagem ocorreu em 1963, quando o DF não registrou precipitações por 164 dias. Na sequência, vem 1970, com 135.

    Apesar de haver previsão de chuva para esta quinta, as chances são pequenas. “São bem baixas, mas, caso ocorra, seria mais para o fim do dia, início da noite”, explica a meteorologista do Inmet Naiane Araújo. “Já, amanhã, as chances aumentam mais”.

    Fonte: Metrópoles

  • Combate a novo incêndio no Parque Nacional de Brasília continua nesta quinta-feira

    Combate a novo incêndio no Parque Nacional de Brasília continua nesta quinta-feira

    Fogo recomeçou na manhã desta quarta (14); ICMBio diz que ainda não há como medir área queimada nem motivo do início das chamas. Em um dia, bombeiros atenderam 80 focos de incêndio na capital

    O incêndio que voltou a atingir o Parque Nacional de Brasília continua na manhã desta quinta-feira (15). Segundo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o fogo começou na manhã desta quarta-feira (14), na parte norte da unidade de conservação, entre os córregos Três Barras e Milho Cozido.

    Cerca de 40 brigadistas do ICMBio passaram a madrugada no local, para fazer o monitoramento das áreas com mais chance de propagação do fogo. Nesta manhã, o trabalho efetivo foi retomado, com o apoio de 37 militares.

    De acordo com o Corpo de Bombeiros, na quarta-feira, os militares foram acionados para o combate de mais de 80 focos de incêndio na capital, que completou 130 dias sem chuva (veja detalhes abaixo).

    Segundo o ICMBio, o novo incêndio no Parque Nacional é maior que o registrado na semana passada, que destruiu 4.092,75 hectares. O instituto afirma que ainda não há como medir a área queimada nem o motivo do início do fogo nesta ocorrência.

    O combate às chamas deve ser reforçado com a chegada de duas aeronaves, ainda nesta quinta-feira.

    Primeiro incêndio

    O novo foco começou dez dias após o início de um incêndio de grandes proporções que atingiu o Parque Nacional. O trabalho de controle das chamas durou mais de uma semana.

    Foram destruídos cerca de 4 mil hectares de vegetação, uma área que corresponde a 4 mil campos de futebol, e representa quase 10% do total do parque, que tem 42.355,54 hectares.

    A reserva foi criada em novembro de 1961, para proteger os rios que abastecem o Distrito Federal de água potável. Além disso, a mata contribui para o equilíbrio do clima.

    Fogo atinge vegetação no Parque Nacional de Brasília — Foto: Reprodução

    Park Way

    O Park Way também foi um dos locais de atuação dos bombeiros na quarta. No início da tarde, moradores da região foram surpreendidos pelo fogo, que se espalhou rapidamente, por causa do vento forte, e atingiu construções.

    Uma oficina de serralheria e o ateliê de um artista plástico ficaram totalmente destruídos. Foram mais de três horas de combate as chamas, até o incêndio ser controlado pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, a área atingida foi de 11 hectares, ou 110 mil metros quadrados.

    Fonte: G1

  • Brasilienses podem assinar até hoje projeto de lei pela Amazônia de Pé

    Brasilienses podem assinar até hoje projeto de lei pela Amazônia de Pé

    Proposta precisa de 1,5 milhão de assinaturas para ser apresentada ao Congresso. Texto pretende auxiliar no combate à destruição da maior floresta tropical do mundo

    Hoje é o último dia para assinar, presencialmente, a minuta do Projeto de Lei de iniciativa popular pela Amazônia de Pé, na banquinha do Futuro da Rodoviária do Plano Piloto. A proposta tem como objetivo garantir medidas legais para a proteção de todas as florestas públicas da Amazônia Legal, que compreende nove estados brasileiros.

    O texto foi proposto por Organizações Sociais em defesa do meio ambiente de todo o país e, em Brasília, a ação é coordenada pelo Movimento Viver Bem. A iniciativa une a cidade, o campo e a floresta para atingir a meta de coletar 1,5 milhão de assinaturas para a apresentação do Projeto de Lei no Congresso Nacional.

    De acordo com os organizadores da ação, a expectativa é contribuir com medidas de combate à crise climática e ao aquecimento global, que põe em risco a existência de milhões de pessoas em todo o mundo.

    O texto ainda prevê a ampliação e a demarcação de terras indígenas, quilombolas, e terras de pequenos produtores extrativistas e novas Unidades de Conservação da Natureza de Uso Sustentável. Se aprovado, o PL também ampliará a penalização para a grilagem e inativação dos registros irregulares em terras públicas.

    Para o ativista ambiental Thiago Ávila, o Amazônia de Pé, realizado no domingo, foi uma verdadeira demonstração da sociedade brasileira em defesa da floresta amazônica. “O ato ocorreu em 92 municípios do Brasil. É uma vitória imensa estarmos mobilizando a cidade, o campo e a floresta em tantos lugares”, conta. Segundo ele, apenas em agosto foram mais de 53 mil queimadas na floresta na Amazônia, um dos maiores índices já registrados.

    Uma das organizadoras do evento e integrante do Movimento Bem Viver, Maria Carol destaca que o evento de lançamento da coleta de assinaturas foi uma verdadeira demonstração de forças da sociedade em defesa da floresta amazônica.

    “Conseguimos vincular a cultura nortista à cultura do cerrado nessa grande aliança pelos biomas e pela floresta viva. Foi muito potente reunir tantas pessoas numa virada cultural em prol de uma pauta tão central para a construção da Sociedade do Bem Viver. É importante a mobilização de todos para colher assinaturas para podemos protocolar a proposta no Congresso Nacional. A destruição e a exploração indevida da floresta amazônica impactam todo o mundo”, destaca Maria Carol.

    O documento também pode ser assinado por meio do endereço amazoniadepe.org.br.

    Serviço | Coleta de assinaturas do Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Amazônia de Pé

  • Incêndio já destruiu 130 hectares do Parque Nacional de Brasília; bombeiros continuam combate ao fogo

    Incêndio já destruiu 130 hectares do Parque Nacional de Brasília; bombeiros continuam combate ao fogo

    Chamas começaram próximo à represa de Santa Maria, na manhã de segunda-feira (5). Trabalho do Corpo de Bombeiros já foi retomado nesta terça (6)

    O incêndio que atinge o Parque Nacional de Brasília desde segunda-feira (5) já destruiu 130 hectares de vegetação. O total é equivalente a cerca de 130 campos de futebol. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta das 11h, próximo à represa de Santa Maria.

    Por questões de segurança, o combate ao fogo foi suspenso durante a noite de segunda, mas já foi retomado na manhã desta terça-feira (6). Os bombeiros afirmam que a alta temperatura e baixa umidade não favorecem o trabalho dos militares.

    Incêndio no Parque Nacional de Brasília, nesta segunda-feira (5) — Foto: Reprodução TV

    De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), havia duas frentes de incêndio. Apenas uma delas foi extinta. Na manhã desta terça, 22 militares atuam no combate ao fogo.

    No sábado (3), o Distrito Federal registrou o dia mais seco do ano, com umidade a 9%. Já no domingo (4), a Defesa Civil emitiu um “alerta vermelho” de baixa umidade na capital. A medida indica “grande perigo”, com umidade abaixo de 12% por dois dias seguidos.

    Fonte: G1

  • Dia da Amazônia será celebrado com atos em todo o país

    Dia da Amazônia será celebrado com atos em todo o país

    Em Brasília, a data será lembrada com coleta de assinaturas para Projeto de Lei em prol da floresta e com a apresentação de artistas locais

    O Dia da Amazônia será comemorado no próximo domingo (4/9) com um grande ato em defesa da floresta. Promovido por mais de 180 organizações de todo o país, o Amazônia de Pé pretende chamar atenção para os problemas que ameaçam a maior floresta tropical do mundo. Em Brasília, a programação inclui a apresentação de artistas locais, como o Bloco das Divinas Tetas, a Orquestra Alada Trovão da Mata, os Filhos de Dona Maria e Ediá, além do Toré do povo indígena Kariri-Xocó. O evento está marcado para começar às 16 horas no gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte).

    Na capital do país, o ato é organizado pelo Movimento Viver Bem, e tem como objetivo unir a cidade, o campo e a floresta para colaborar na coleta de 1,5 milhão de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Amazônia de Pé.

    “A Amazônia está queimando, literalmente, nesse mês de setembro. Em todo o Brasil as pessoas estão se mobilizando em torno dessa campanha para aprovar a lei que destina para os povos indígenas e comunidades tradicionais as áreas que nesse momento estão sob ameaça do agronegócio, do garimpo e dos madeireiros. É proteger daqueles que destroem visando o lucro ao destinar aos povos que de fato demonstraram por gerações que sabem cuidar da floresta”, afirma Thiago Ávila, socioambientalista e cofundador do Movimento Bem Viver.

    A coleta de assinaturas seguirá todos os dias da semana à tarde na Banquinha do Futuro instalada na Rodoviária do Plano Piloto. A expectativa dos organizadores do movimento é que, em todo o país, sejam realizados mais de 400 eventos em prol do Amazônia de Pé.

    Dia da Amazônia

    O Dia da Amazônia é celebrado em 5 de setembro. A data foi instituída pela Lei nº 11.621, de 19 de dezembro de 2007, com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da maior floresta tropical do mundo e da sua biodiversidade para o planeta.

    O dia 5 de setembro foi escolhido, pois, nesta data, em 1850, o Príncipe D. Pedro II decretou a criação da Província do Amazonas (atual Estado do Amazonas). O bioma possui sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas, e é considerado essencial para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e para a conservação dos recursos hídricos.

    Serviço | Ato Amazônia de Pé

    Data: 4 de setembro

    Hora: 16h à 22h

    Local: Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano – antiga Funarte

    Entrada: Gratuita

  • Incêndio atinge Floresta Nacional de Brasília e fumaça assusta moradores

    Incêndio atinge Floresta Nacional de Brasília e fumaça assusta moradores

    Chamas começaram na BR-070, perto da Estrutural. Fogo é combatido pelo Corpo de Bombeiros

    O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal combate um incêndio, nesta segunda-feira (22), na Floresta Nacional de Brasília (Flona). As chamas começaram na BR-070, próximo à Estrutural e cobriram parte da rodovia.

    A fumaça cobriu a floresta e no começo da tarde, parte da vegetação já havia sido queimada. A fumaça também podia ser vista de outras regiões do DF. Em Taguatinga, por exemplo, a cerca de 10 quilômetros das chamas, os moradores conseguiram registrar imagens do incêndio.

    Fumaça assusta motoristas na BR-070, no DF — Foto: Arquivo pessoal

    Até a última atualização desta publicação, o fogo ainda não tinha sido contido. O avião dos bombeiros foi acionado para ajudar no controle das chamas.

    Fonte: G1

  • Incêndio atinge área de 930 hectares próxima a Estação Ecológica de Águas Emendadas

    Incêndio atinge área de 930 hectares próxima a Estação Ecológica de Águas Emendadas

    Corpo de Bombeiros atendeu ocorrência durante, aproximadamente, sete horas. Fogo atingiu resíduos de palha e plantação de milho

    Um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de, aproximadamente 930 hectares, próxima a Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), em Planaltina, no Distrito Federal, neste sábado (20). O Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) começou a atender a ocorrência por volta das 8h30, e passou sete horas combatendo o fogo.

    A corporação empregou 40 militares e 10 viaturas na ocorrência. A brigada de incêndio florestal da Esecae também esteve no local realizando a prevenção de fogo na área da reserva.

    De acordo com os bombeiros, o incêndio atingiu resíduos de palha e uma plantação de milho. A vegetação estava seca e, em razão do vento, as chamas estavam altas e se propagavam rapidamente em direção a área da reserva ambiental.

    A coluna de fumaça produzida podia ser vista a quilômetros do local e preocupou a população da região. No entanto, o combate e controle do incêndio protegeu as instalações da fazenda e evitou que o fogo chegasse a área da estação ecológica.

    Segundo os militares, as características do incêndio não permitiam o combate direto às chamas, e por isso foi realizado o combate indireto e prevenção na área preservada das chamas. Foram aproximadamente sete horas de operação.

    A Estação Ecológica de Águas Emendadas, que possui área de 10.547 hectares, foi preservada. Não houve vítimas.

    Fonte: G1

  • Senado aprova projeto que reduz em 40% o tamanho da Floresta Nacional de Brasília

    Senado aprova projeto que reduz em 40% o tamanho da Floresta Nacional de Brasília

    Proposta vai destinar áreas da Flona para regularização fundiária. Projeto segue para sanção do presidente da República

    O Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), o projeto de Lei que reduz em 40% a área da Floresta Nacional de Brasília (Flona). A proposta tem como objetivo destinar duas das quatro áreas da Flona para regularização fundiária dos assentamentos 26 de Setembro e Maranata, onde vivem cerca de 40 mil pessoas.

    O projeto prevê redução de 3.706,26 hectares (37,06 km²) da Flona, área equivalente a quase nove Parques da Cidade de Brasília (DF). Com a mudança, a floresta passa a ter 5.640 hectares.

    Contudo, diante da resistência de parlamentares da oposição, o relator da matéria, senador Izalci Lucas (PSDB-DF) costurou um acordo para estabelecer uma compensação que, segundo ele, corresponderia a cerca 20% da área. O texto, que foi redigido durante a sessão, não estava disponível para visualização até a última atualização desta reportagem.

    Apesar de alterar o conteúdo da proposta, a mudança costurada na hora foi aprovada como emenda de redação para evitar que o texto retornasse para a Câmara. A proposta segue agora para sanção do presidente da República.

    O que muda

    A Floresta Nacional de Brasília foi criada por um decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em junho de 1999. Na época, o decreto previa que a Flona seria separada em quatro áreas que somadas, totalizavam 9.346,26 hectares.

    Veja o que muda:

    • Área I: passa de 3.353,18 hectares para 3.753 hectares
    • Área II (Assentamento 26 de Setembro): passa de 996,47 hectares para 0
    • Área III (Assentamento Maranata): passa de 3.071 hectares para 0
    • Área IV: passa de 1.925,61 hectares para 1.887 hectares

    ‘Votação simbólica’

    A votação foi de forma simbólica, sem a necessidade de votação nominal. Os senadores Cid Gomes (PDT-CE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foram contra.

    Reservadamente, parlamentares afirmam que a proposta foi levada à votação para suprir uma demanda de parlamentares do Distrito Federal em meio às eleições. O texto não estava inicialmente na pauta de votações, que previa apenas propostas da bancada feminina, em homenagem aos 16 anos da Lei Maria da Penha.

    A ex-ministra e deputada Flávia Arruda (PL-DF), autora da proposta, esteve presente na sessão do Senado. Também esteve presente a deputada federal e candidata a vice-governadora do DF, Celina Leão (PP-DF).

    O projeto deixa em aberto a definição de como será a compensação “ambiental, social e econômica” após a redução da área. Por isso, o senador Jaques Wagner (PT-BA) propôs uma emenda para ampliar o Parque Nacional da Chapada da Contagem.

    A proposta do senador baiano era aumentar a área da reserva de 3.426,15 hectares para 4.190,71 hectares, como forma de compensação ambiental, aumentando a área de preservação em 764,56 hectares (22%).

    Entretanto, a emenda não foi aprovada pelo relator, Izalci Lucas (PSDB-DF), que justificou que o “benefício trazido [pela emenda] é de menor alcance”, mesmo a proposta votada não definindo formas de compensação ambiental para as retiradas propostas.

    O projeto também aumenta a área I do Floresta Nacional, para que o trecho de proteção ambiental se estenda até às margens da rodovia BR-070, que margeia o local. Também reduz parte da área IV para regularizar os imóveis rurais na região que já possuem escrituração anterior ao da criação da Flona.

    Justificativa

    Por do Sol na Floresta Nacional de Brasília — Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Divulgação

    O relator do projeto na Câmara, deputado José Mario Schreiner (DEM-GO), justificou que a demarcação da Floresta Nacional de Brasília ocorreu em 1999, três anos depois que o assentamento 26 de Setembro “foi instalado pelo GDF” na região. O parlamentar também justifica que dentro da Flona existem imóveis rurais há muitos anos instalados e que, por isso, as áreas já não deveriam estar dentro da área de proteção ambiental que foi demarcada na criação da floresta.

    Durante a votação no Senado, Izalci negou que as eleições têm influência no avanço da proposta.

    “Nós temos pessoas, são quarenta e poucas mil pessoas que moram lá consolidadas que precisam de água, que precisa de luz, que tem que ter asfalto, tem que ter escola. E há 20 anos não se faz nada disso”, disse. “Não tem questão aqui partidária, questão não é de eleição, a questão aqui são as pessoas”.

    Ambientalistas criticam

    Organizações ligadas ao meio ambiente criticaram a proposta, pedindo que o texto fosse retirado de votação. “Querem fazer sumir, num estalar de dedos, quase metade da Floresta Nacional de Brasília. Será um precedente desastroso para todas as Unidades de Conservação do Brasil”, escreveu o Instituto Socioambiental em uma rede social.

    Já o Observatório do Clima escreveu, também em uma rede social, que “a Floresta Nacional de Brasília corre perigo” e alertou: “esse trator vai alterar os limites de uma unidade de conservação sem compensação de área e sem debate”.

    A Associação Nacional dos Servidores de Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema) pediu maior debate sobre o tema. “No tapetão, Izalci?! Queremos debate! Não ao PL que altera os limites da Floresta Nacional de Brasília”, diz em uma publicação na rede social.

    O coordenador da frente ambientalista da Câmara, Rodrigo Agostinho (PSB-SP), criticou a proposta. Na Câmara, o texto passou de forma terminativa pelas comissões, sem a necessidade de passar pelo plenário da Casa.

    “Existia consenso entre ambientalistas na primeira proposta, que incluía uma compensação pela perda de uma área tão grande e já se encontra ocupada. A Câmara aprovou a matéria, mas tirou a compensação, o que transforma o projeto em algo ruim e que apenas reduz o tamanho do parque”, disse Agostinho.

    Na Câmara, contudo, a pressão pela redução do parque foi maior do que as tentativas da bancada ambientalista e o dispositivo que estabelecia a compensação foi retirado já na Comissão do Meio Ambiente.

    Tramitação

    Ao todo, quatro projetos tramitam no Congresso com o mesmo objetivo: modificar a área da Floresta Nacional de Brasília para regularização fundiária dos assentamentos existentes. Três deles são de deputados federais e o outro partiu do Senado, de autoria de Izalci.

    Na Câmara, as deputadas Paula Belmonte (Cidadania-DF), Celina Leão (PP-DF) e Flávia Arruda (PL-DF) são as autoras dos projetos. A proposta de Flávia Arruda foi a adotada pela Casa para seguir tramitação.

    Para a deputada Belmonte, o projeto deveria retirar a área III da Flona para regularizar o assentamento Maranata e deveria destinar a área IV para bombeiros e policiais militares do DF, sem compensação ambiental.

    Já o projeto da deputada Leão, propunha apenas a retirada da área II, onde fica o assentamento 26 de Setembro, mas com compensação ambiental aumentando a área I. Uma proposta parecida com a do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que diferiria apenas com transformação da Reserva Biológica da Contagem em Parque Nacional.

    E o projeto escolhido para continuar a tramitação, da deputada Arruda, previa que a retirada da Flona deveria ser das áreas I e II, sem recomposição ambiental. O projeto sofreu alteração na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) pelo relator Schreiner.

    Ele manteve a área I como proteção ambiental, discordando do projeto da deputada Arruda. Acatou os pedidos das deputadas Belmonte e Leão e do senador Izalci para retirara as proteções das áreas II e III, mas não propôs qualquer medida de compensação ambiental.

    Após ser votado pela Comissão de Meio Ambiente, o projeto foi enviado para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), onde foi aprovada de forma conclusiva – sem a necessidade de aprovação no plenário da Casa – e foi enviado para o Senado.

    Fonte: G1

  • Polícia Ambiental resgata 29 pássaros silvestres no Recanto das Emas

    Polícia Ambiental resgata 29 pássaros silvestres no Recanto das Emas

    Durante patrulhamento, o Batalhão da Polícia Militar Ambiental apreendeu 29 pássaros silvestres no Recanto das Emas, nesta terça-feira (9/8)

    Quase 30 pássaros silvestres foram resgatados pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA), na região do Recanto das Emas, nesta terça-feira (9/8). Ao todo, a PMDF retirou 29 animais do local.

    De acordo com a corporação, os bichos foram encontrados na quadra 3 do condomínio residencial Buritis e nas quadras 07 e 21 do condomínio Dom Francisco.

    Dos 29 pássaros foram apreendidos 18 canários-da-terra, 4 baianos, 2 periquitos tuim, 1 sabiá-bico-de osso, 1 patativa, 1 trinca-ferro, 1 coleirinho, 1 tico-tico-rei. Autuados por crime ambiental, três Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO’s) foram assinados.

    Maus tratos

    Dois homens foram presos em flagrante pelo crime contra o meio ambiente e por maus-tratos aos animais, na última quinta-feira (4/8), no Setor Aprodarmas, em Planaltina. Após denúncias, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) junto com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) foram até o local e encontraram 46 cachorros e três papagaios em situação de risco e péssimos cuidados.

    Segundo a polícia, eles eram criados para comercialização. Populares da região informaram para a polícia que ouviam uivos e choros de animais constantemente vindos da propriedade. 

    O Ibram recolheu os animais silvestres e apreendeu os domésticos. O órgão também aplicou as devidas penalidades administrativas contra os autuados.

    Fonte: CB