O Lago Paranoá e o desenvolvimento econômico no DF

Por-do-sol-lago-scaled.jpeg

Pôr do Sol, lago Paranoá de Brasília –  crédito – João Carlos Bertolucci

Das 27 Unidades da Federação, o Rio de Janeiro é pioneiro na criação de uma estrutura governamental especificamente voltada para a “Economia do Mar”. O estado tem estrutura consolidada e explicitamente dedicada ao tema, por meio da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (SEENEMAR) e da Comissão Estadual de Desenvolvimento da Economia do Mar (CEDEMAR), que funciona como um órgão consultivo ligado à secretaria e da qual participo no Grupo de Trabalho de Cultura e Turismo. Outros estados possuem órgãos com nomes e configurações diferentes que também se dedicam a setores-chave da Economia Azul. São Paulo tem o Fórum da Economia Azul Sustentável, que articula ações e debate políticas públicas para o setor. Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Santa Catarina, de forma mais tímida, normalmente por meio de secretarias de Pesca, de Desenvolvimento Econômico ou de instituições acadêmicas, começam a formular diretrizes para regular a economia azul, que inclui setores importantes como o de Petróleo e Gás, o de Transporte Marítimo, o de Pesca e Aquicultura, o de Turismo e o de Energias Renováveis. Todos eles impactam a vida das pessoas com grande peso econômico, afetando a geração de emprego e renda, pela produção de energia e alimentos de forma sustentável ou pela atração de turismo, essa indústria global maciça.

Brasília não tem mar. Nem por isso pode esquecer do Lago Paranoá, corpo d’água artificial, como fonte de lazer náutico, esportivo e de turismo. É de fundamental importância que o poder público providencie o bom cuidado do lago. Sinalização adequada favorece a utilização das águas do Paranoá, inclusive como modal de transporte público. Outras intervenções incluem a construção de um atracadouro público flutuante com um Centro de Atendimento ao Turista na cabeceira norte da Ponte JK (lado dos restaurantes) e a retirada dos restos das estruturas de píeres deixadas pelos moradores no recuo das cercas com a desocupação da Orla – perigo iminente de acidentes com embarcações. Outras iniciativas benvindas serão a construção de uma marina pública –a primeira do Centro-Oeste e a realização de jornadas náuticas educativas atendendo alunos das redes pública e privada para fomentar o espírito de conservação ambiental e de utilização racional desse recurso hídrico que é símbolo da Capital Federal. Já passou da hora de se dar atenção à importância do Lago Paranoá como vetor de desenvolvimento econômico sustentável em Brasília.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

scroll to top