Autor: Reporter

  • Primeira etapa de obras na Ponte JK terá instalação de novas juntas de dilatação

    Primeira etapa de obras na Ponte JK terá instalação de novas juntas de dilatação

    Itens importados da Europa devem chegar no mês que vem para o início das intervenções; estrutura foi eleita uma das mais bonitas do mundo por publicação especializada

    A Ponte Juscelino Kubitschek entra em obras a partir de abril. Essa é a previsão da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Em março próximo, as juntas de dilatação produzidas na Europa devem chegar ao Brasil. Essa primeira etapa da reforma da edificação conta com investimento de cerca de R$ 630 mil.

    “Estivemos na cidade de Ossona, na Itália, nas últimas semanas, onde fomos conhecer o processo de produção desses equipamentos, a convite da empresa vencedora da licitação para instalação dessas juntas”, relata o diretor de Planejamento e Projetos da Novacap, Carlos Spies. Ele relembra que a Ponte JK foi eleita, no ano passado, uma dos mais belos do mundo, pela revista norte-americana de viagens Condé Nast Traveler.

    Os especialistas fizeram uma visita técnica à fábrica da Agom, produtora das peças, e participaram de uma apresentação sobre os produtos e para troca de informações. Também conheceram novos equipamentos já utilizados na engenharia para construção e reforma de pontes e viadutos ao redor do mundo.

    Licitação

    “Trata-se do que há de mais moderno no mundo para essa finalidade”, ressalta Carlos Spies. “Nossa ponte vai passar por uma profunda revitalização, garantindo durabilidade e segurança ao local.” Concluída essa etapa, a próxima diz respeito à reforma da estrutura – inspeção, verificação, recuperação das fundações e blocos da ponte; trocas dos calços e cabos dos estais.

    A licitação para essas intervenções já estava na praça, mas durante reunião na tarde desta segunda-feira (17), técnicos do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e da Novacap discutiram as exigências e os questionamentos da Corte acerca da licitação para a segunda etapa da reforma do monumento.

    Após o encontro, ficou definido que a licitação vai sofrer alterações para contemplar os pedidos – para tanto, um novo edital começa a ser preparado. “Estamos alinhados com o Tribunal para readequar às solicitações; o  importante é que esse procedimento não compromete o início dos trabalhos”, afirma o diretor da Novacap.

  • Patinetes elétricas compartilhadas são sucesso no DF; veja como circular de forma segura

    Patinetes elétricas compartilhadas são sucesso no DF; veja como circular de forma segura

    Em fase de testes, serviço registra mais de 21,3 mil viagens em 15 dias e está disponível no Plano Piloto e em Águas Claras; resultados vão embasar chamamento público para oferta em outras regiões; conheça as regras para quem quer aproveitar a praticidade dos equipamentos

    Rápidos e sustentáveis, as patinetes elétricas compartilhadas conquistaram a população do Distrito Federal. O modal elétrico está disponível desde o dia 30 de janeiro no Plano Piloto e em Águas Claras, com 672 unidades e uso mediante cadastro online. Desde então, até o dia 13 deste mês, foram mais de 21,3 mil viagens nas duas cidades, com o total de 44,2 km circulados. Além disso, apenas entre os dias 3 e 9, mais de 48 mil pessoas se inscreveram no aplicativo – quase dez vezes mais do que o esperado pela empresa para os 90 dias de operação.

    Os equipamentos são disponibilizados pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) por meio de uma parceria com a empresa JET, que já opera em outras cidades brasileiras. O serviço está em fase de testes e não gera custos ao Governo do Distrito Federal (GDF), que está cedendo o espaço para exploração experimental de 90 dias. Os dados obtidos no período vão embasar o chamamento público para outras empresas que queiram oferecer os dispositivos na capital.

    “O GDF não é onerado de nenhuma forma. Na verdade, a ideia é que haja uma contrapartida da empresa a cada patinete e que esse valor seja revertido para melhoria da mobilidade ativa”, explica o secretário Executivo de Mobilidade e Transporte, Alex Carreiro. “Também pensamos em dividir em lotes, de forma com que a empresa que ganhe a operação no Plano Piloto, por exemplo, tenha que disponibilizar as patinetes em outra cidade que não seria tão atrativa em relação ao número de usuários, para que consigamos atender todo o DF”, esclarece.

    Carreiro ressalta que a oferta das patinetes compartilhadas levam mais agilidade e praticidade aos cidadãos que precisam fazer curtos percursos no dia a dia, além de beneficiar o meio ambiente e o trânsito brasiliense. “A patinete elétrica faz parte da política de micromobilidade em que o usuário do transporte público faz a última milha, ou seja, a última parte do trajeto ao destino, com o transporte elétrico individual”, pontua.

    “No meu caso, já usei a patinete para ir de casa, na 116 Sul, até a estação do metrô. Depois que cheguei na rodoviária, peguei outro para ir até a secretaria, que fica no Setor de Autarquias Sul. No total, gastei cerca de seis minutos, cada um a R$ 0,25, totalizando R$ 1,50”, exemplifica o secretário, citando o valor referente ao trajeto. “Essa é a política do GDF: investir no transporte coletivo para termos menos carros na rua, promovendo economia ao cidadão e a preservação do meio ambiente.”

    Nayla Gomes, 33 anos, trabalha na Esplanada dos Ministérios. Ela e as amigas, a designer Emanuele Marrocos, 21, e a coordenadora de cerimonial Ana Cristina Costa, 41, utilizam o serviço para se deslocar a outros pontos da região no horário de almoço

    Benefício

    A facilidade e a rapidez das patinetes elétricas conquistaram a designer Nayla Gomes, 33 anos, que trabalha na Esplanada dos Ministérios. Ela e as amigas, a designer Emanuele Marrocos, 21, e a coordenadora de cerimonial Ana Cristina Costa, 41, utilizam o serviço para se deslocar a outros pontos da região no horário de almoço. “Quando vi as patinetes por aqui, super me interessei, porque tem vários restaurantes do outro lado que são muito bons e gostaria de explorar”, conta Nayla.

    Na última semana, as amigas escolheram o restaurante do Ministério da Cultura. Caso tivessem ido a pé, o trajeto de um ponto a outro teria chegado a 10 minutos. Com o equipamento elétrico, foram apenas seis minutos. “Se não fosse o semáforo, acho que teríamos chegado lá em três minutos por conta da velocidade da patinete, que é excelente”, aponta Ana Cristina. “Foi melhor do que pegar um carro por aplicativo. Acho que para curtas distâncias vale muito a pena”, completa Emanuele.

    Morador de Águas Claras, o gestor administrativo Thomás Nascimento, 23, já usou a patinete três vezes para circular dentro da cidade. “Tenho gostado da experiência. Utilizo em casos bem específicos, como quando eu preciso ir para algum lugar não tão longe, acho mais prático ir de patinete elétrica do que pedir um transporte por aplicativo”, afirma. “É uma boa opção também para se divertir em parques ou fazer um passeio em algum local com menos circulação de carros.”

    Segurança

    Para evitar acidentes, a velocidade das patinetes é controlada por GPS e varia conforme a região de circulação. Em ciclovias e ciclofaixas, o limite é de 20 km/h. Nas demais vias da cidade, a velocidade máxima é de 15 km/h, enquanto em áreas de segurança o limite cai para 6 km/h.

    As patinetes são equipadas com amortecedores, farol, lanterna traseira, setas, freios dianteiro e traseiro com luz, buzina, indicador de velocidade e de nível de bateria, além de suporte para celular com carregamento por indução. O GPS permite o monitoramento em tempo real e conta com um sistema antifurto.

    A circulação dos equipamentos individuais de mobilidade é regulamentada pela Resolução nº 996/2023, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Os modais devem circular em vias locais e coletoras, sempre nos bordos laterais da pista de rolamento e no mesmo sentido de circulação dos veículos automotores.

    Também devem transportar apenas um indivíduo em sua estrutura, não sendo permitido a presença de passageiros, e são proibidos de circular nas faixas de rolamentos das vias urbanas arteriais e de trânsito rápido e nas faixas de rolamento das vias rurais – rodovias e estradas, já que essas vias possuem velocidade maior que 40 km/h.

    Por não serem considerados veículos, a legislação de trânsito não obriga o uso do capacete e demais dispositivos de segurança. Ainda assim, o Departamento de Trânsito (Detran-DF) recomenda a utilização de vestuário adequado e capacete ciclístico nas mesmas condições dos que são aderidos pelos ciclistas para garantir mais segurança aos condutores.

    “Os condutores das patinetes são os primeiros responsáveis pela própria segurança. É importante que tenham noção de que, em caso de colisões, assim como pedestres e ciclistas, são as partes mais frágeis, já que vão colidir com partes metálicas e duras dos veículos, com risco de lesões e sequelas graves mesmo que o acidente ocorra em baixa velocidade”, alerta o diretor de Policiamento e Fiscalização do Detran-DF, Glauber Peixoto.

    Outros modais

    Além das patinetes, há outros dois modais elétricos em uso no Quadradinho: as bicicletas e os ciclomotores. A diferença fundamental entre os três está na presença do acelerador. Enquanto as bicicletas dependem do movimento dos pedais, os ciclomotores e as patinetes, que são autopropelidos, têm acelerador. Cada um possui características específicas e segue normas de circulação distintas, conforme definido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pelo Contran.

    As bicicletas elétricas possuem pedal assistido, o que significa que o motor só funciona quando o usuário pedala. Não têm acelerador, alcançam até 32 km/h e potência máxima de 1000 W. Não é necessário ter habilitação para conduzi-las, e podem circular em ciclovias, ciclofaixas e calçadas, respeitando o limite de 6 km/h nas calçadas e de 20 km/h nos outros pontos.

    Já os ciclomotores, como scooters elétricas, são mais potentes, com velocidade máxima de 40 km/h e potência de até 4 kW. Diferente das bicicletas elétricas, possuem acelerador e não têm pedal, além de que não podem circular em ciclovias, ciclofaixas e calçadas. Para conduzir ciclomotores, é preciso ter habilitação categoria A ou uma autorização específica (ACC), e é necessário placa e licenciamento.

    Preços

    A locação das patinetes tem tarifas diferenciadas, conforme o horário e o dia da semana. De segunda a sexta-feira, a ativação custará R$ 1,99. Já o valor por minuto depende da faixa horária:

    – Das 5h às 10h: R$ 0,25;
    – Das 10h às 17h: R$ 0,39;
    – Das 17h às 5h: R$ 0,49;

    Aos sábados e domingos, a ativação custa R$ 2,99, e o preço da minutagem varia entre R$ 0,70, das 5h às 17h, e R$ 0,90, das 17h às 5h.

    O pagamento é feito digitalmente, via aplicativo, com opções de cartão de crédito e Pix. A empresa oferecerá suporte aos usuários por meio do e-mail brsupport@jetshr.com e do telefone (13) 99137-4203, que também atende via WhatsApp e Telegram.

  • Vila Cobra Coral, na Asa Sul, recebe ação coordenada do GDF contra a dengue

    Vila Cobra Coral, na Asa Sul, recebe ação coordenada do GDF contra a dengue

    Equipes do governo atuaram na remoção de resíduos, entulho e outros materiais acumulados na região, que poderiam contribuir para o surgimento de focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti e vetores de outras doenças

    A Vila Cobra Coral recebeu, nesta segunda-feira (17), uma ação coordenada do Governo do Distrito Federal (GDF) de combate à dengue e de promoção da saúde pública da comunidade, localizada na 813 Sul.

    Na ocasião, equipes do GDF atuaram na remoção de 320 toneladas de resíduos, entulho e outros materiais acumulados na região, que poderiam contribuir para o surgimento de focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti e vetores de outras doenças.

    Participaram da ação equipes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Vigilância Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), Polícia Militar (PMDF), Subsecretaria de Proteção à Ordem Urbanística (DF Legal) e do GDF Presente. O mutirão foi coordenado por servidores da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul.

    “No ano passado, registramos muitos casos de dengue, especialmente nessa área. É uma região que tinha muito entulho e lixo acumulado e isso contribui para o acúmulo de água parada, e, consequentemente, de focos de dengue”, detalha Márcia Carneiro Fernandes, enfermeira da UBS 1 da Asa Sul.

    Segundo a servidora, este é o primeiro mutirão contra a dengue na região. “É, neste primeiro momento, uma ação pontual, mas esperamos dar continuidade nos próximos meses para evitar que tenhamos situações como no ano passado, de alta incidência de casos”.

    Na ocasião, equipes do GDF atuaram na remoção de 320 toneladas de resíduos, entulho e outros materiais acumulados na região, que poderiam contribuir para o surgimento de focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti e vetores de outras doenças | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    Além da remoção dos resíduos descartados irregularmente, a ação também abrangeu inspeções por equipes de controle de endemias, e a aplicação de medidas preventivas para eliminar focos de mosquito. “Não existe saúde sem ser coletiva. Por isso, é importante o engajamento da comunidade no enfrentamento à dengue”, enfatiza o médico Lucas Medeiro Leite.

    Ponto cultural

    A Vila Cobra Coral é um espaço marcado pela diversidade cultural, religiosa e populacional. É o lar de aproximadamente 750 famílias e um ponto de efervescência cultural, abrigando projetos como a Casa da Árvore e o Cirque Inventado, além de diversas manifestações religiosas, como o Centro Espírita e as Igrejas Católica e Evangélica.

    “Não existe saúde sem ser coletiva. Por isso, é importante o engajamento da comunidade no enfrentamento à dengue”, enfatiza o médico Lucas Medeiro Leite

    Reconhecida pelo Plano Diretor de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), a vila foi incluída no plano como uma área de valorização do patrimônio cultural imaterial do Distrito Federal.

    Entre os moradores da vila, está a estudante de medicina Izabella Coeli, 27 anos, que aprovou a iniciativa. “Estou muito feliz com essa ação, é uma verdadeira uma valorização da nossa comunidade. É muito importante a comunidade ser olhada e valorizada. Os moradores precisam dessa ajuda; nós precisamos, justamente para evitar a proliferação de dengue e outras doenças endêmicas”, avalia.

    Morador mais antigo da região, Sérgio Murilo Araújo, 64, se diz aliviado com a remoção dos resíduos acumulados. “Aqui já tivemos muitos casos de dengue, algumas pessoas chegaram a ter a doença duas vezes no mesmo ano”, conta o autônomo. “É muito importante essa ação, mas também que os moradores se conscientizem a não descartar os objetos, que podem virar focos do mosquito”.

  • Com queda nos estoques, banco de leite do Hospital Regional de Santa Maria convoca doadoras

    Com queda nos estoques, banco de leite do Hospital Regional de Santa Maria convoca doadoras

    O leite materno alimenta pelo menos 70 bebês internados diariamente

    Cada gota de leite materno doado representa amor e esperança para os recém-nascidos e prematuros que precisam desse alimento tão rico, valioso e que salva vidas devido aos seus inúmeros nutrientes. Em janeiro, o banco de leite humano do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) recebeu de doação um total de 201 litros de leite materno, uma queda de 14,16% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram arrecadados 234,15 litros. O número reflete o que ocorre nos períodos de férias, quando as doações diminuem consideravelmente.

    “Enfrentamos um grande desafio, pois temos a missão de garantir que bebês prematuros e recém-nascidos que não podem ser amamentados por suas mães tenham acesso ao melhor alimento que existe para eles: o leite humano. Nos meses de férias e feriados prolongados vemos nossos estoques caírem drasticamente. Isso significa que muitos bebês, que dependem desse leite para sobreviver e se fortalecer, correm o risco de não receber a quantidade necessária”, explica a nutricionista e chefe substituta do Serviço de Banco de Leite Humano do HRSM, Daiane Guimarães.

    Somente em janeiro, pelo menos 70 bebês foram alimentados com o leite materno oriundo das doações feitas ao banco de leite do HRSM. Além disso, foram realizados 2.114 atendimentos internos e 221 atendimentos externos.

    “O leite materno doado representa esperança para muitos bebês e famílias que aguardam ansiosamente por essa ajuda. Quem amamenta o filho e percebe que tem muito leite pode compartilhar. Cada uma pode ser a heroína na vida de um bebê”, destaca Daiane.

    Segundo ela, é importante fazer desse momento de doação um compromisso contínuo, mesmo nos períodos de férias, pois assim os estoques se mantêm com uma reserva técnica e não falta leite para nenhum bebê. Basta procurar o banco de leite do HRSM, se inscrever pelo site do Amamenta Brasília, ou fazer o cadastro no telefone 160 ー opção 4.

    Pasteurização

    Todo o leite arrecadado pelo banco de leite humano do HRSM passa pelo processo de pasteurização, pois, além de poder ficar armazenado mais tempo, existe o controle de qualidade, e durante a pasteurização são inativados quaisquer tipos de vírus e bactérias que possam existir.

    Além disso, o leite é dividido e separado em cinco tipos diferentes: colostro, leite de transição, alcon (leite maduro/alojamento conjunto), normocalórico e hipercalórico. A partir dessa divisão, os bebês internados recebem o leite adequado para suas necessidades naquela fase.

  • Rede pública de saúde do DF tem centros especializados para tratar doenças crônicas

    Rede pública de saúde do DF tem centros especializados para tratar doenças crônicas

    Pacientes com diabetes, hipertensão e obesidade podem ser acompanhados gratuitamente nas unidades, que contam com equipes multidisciplinares; saiba como conseguir atendimento

    Doenças crônicas podem acompanhar os pacientes por longos períodos – além de terem características específicas. Por isso, o tratamento delas requer uma atenção diferenciada. E a rede pública de saúde do Distrito Federal oferece esse cuidado, por meio de ambulatórios especializados em doenças como diabetes, hipertensão e obesidade.

    A rede pública de saúde oferece três centros especializados para o tratamento de paciente com doenças crônicas, no Guará, na Asa Norte e no Paranoá | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Atualmente, são três unidades de referência: o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), no Guará, que atende a região Centro-Sul de Saúde do DF; o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (Cadh), no Paranoá, que atende a Região Leste; e o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), na Asa Norte, que atende a Região Central. Todos eles contam com equipes multidisciplinares, formadas, entre outros profissionais, por endocrinologistas, cardiologistas, nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais.

    “Quando a gente está lidando com uma condição crônica, como hipertensão, diabetes e obesidade, são situações complexas em que é preciso ter toda uma rede de apoio. Então, estar em um local onde esse indivíduo vai ter todo esse cuidado,  com uma equipe que conversa, que discute os casos, isso é muito importante”, apontou a gerente do Cedoh, Alexandra Rubin.

    Somadas, as unidades contabilizaram 36.795 atendimentos em 2024 – 2.076 no Cedhic, 10.652 no Cadh e 24.067 no Cedoh. Além dos três centros, o DF conta com outras unidades de atendimento ambulatorial especializado, como as policlínicas, presentes em 14 regiões administrativas. Para receber atendimento nesses locais, o paciente precisa ser encaminhado por uma unidade básica de saúde (UBS).

    “A porta de entrada do Sistema Único de Saúde [SUS] é a UBS. Então, o paciente precisa identificar qual é a unidade que ele tem como referência, que vai ser aquela normalmente mais próxima da casa dele; e é lá que ele vai receber as vacinas, todas as orientações em relação à questão da saúde. É lá que existem as farmácias onde ele vai receber os medicamentos caso necessite, os insumos para o tratamento do diabetes… Tudo isso é na unidade básica de saúde e, aí sim, se for necessário, ele vem encaminhado para o ambulatório especializado”, explicou Alexandra.

    Paciente do Cedoh, Eduardo Cavalcanti elogia o atendimento no centro especializado: “Pelo menos uma vez por semana eu venho aqui, e só tenho a agradecer ao grupo”

    Foi o que aconteceu com a doméstica Erenilde Souza, 41 anos. Ela procurou atendimento sentindo cansaço, acabou por descobrir um problema cardíaco e foi encaminhada ao Cedoh para receber um tratamento especializado. “É bom demais, estou gostando”, avaliou. Outra paciente da unidade, a aposentada Lindalva de Holanda, 79, vai com frequência ao local para tratar um ferimento na perna – cuja cicatrização é complicada pela diabetes. “O atendimento aqui é especial, fora de série. A equipe faz as coisas com carinho, com amor. A gente chega e se sente bem”, definiu.

    Esse atendimento cuidadoso também foi ressaltado por Eduardo Cavalcanti, 85: “Pelo menos uma vez por semana eu venho aqui, e só tenho a agradecer ao grupo”, pontuou o aposentado, que ainda destacou a importância do atendimento especializado: “Na minha família eu tenho enfermeiras que não sabem fazer o meu curativo. Eu acho que tem que ter gente que conheça o serviço e faça com amor. Toda profissão, quando você faz com amor, é diferente, como o grupo daqui”.

  • Covid-19: Ibaneis anuncia quarta dose de vacina para maiores de 70 anos

    Covid-19: Ibaneis anuncia quarta dose de vacina para maiores de 70 anos

    Governador fez anúncio por meio de rede social, minutos antes do horário marcado para início do serviço. Idosos acima de 80 anos já podem tomar segundo reforço desde início do mês

    O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou por meio de uma rede social, nesta quarta-feira (13), que a quarta dose da vacina (o segundo reforço) contra Covid-19, para idosos acima de 70 anos, começa a ser aplicada a partir das 13h desta quarta.

    O anúncio foi feito minutos antes do horário marcado para ampliação do serviço. Na capital, a quarta dose para idosos começou a ser administrada no dia 1º de abril, quando a Secretaria de Saúde passou a atender pessoas a partir de 80 anos.

    A aplicação do reforço foi recomendada para esse público pelo Ministério da Saúde, no mês passado, e publicada em uma nota técnica. Segundo a pasta, a medida deve ser feita quatro meses após a primeira dose de reforço.

    Antes da orientação, a chamada quarta dose só era aplicada em pessoas – incluindo adolescentes – com imunossupressão. Ou seja, a população com problemas no sistema imunológico.

    Na nota técnica, o Ministério da Saúde diz reconhecer que há poucos dados sobre a “magnitude” e duração de uma quarta dose de reforço da vacina contra a Covid.

    No entanto, afirma que “diferentes estratégias de vacinação por parte dos países devem ser utilizadas com base na situação epidemiológica e na disponibilidade de vacinas e que surgimento de novas variantes de preocupação também deve ser considerado, sobretudo para recomendações a grupos mais vulneráveis”.

  • Parque Água Mineral reabre piscinas em esquema emergencial após fim do contrato com salva-vidas

    Parque Água Mineral reabre piscinas em esquema emergencial após fim do contrato com salva-vidas

    Segundo ICMBio, retomada ocorre com apoio da Associação dos Amigos do Parque; esquema vai até dia 22 de abril. Piscinas estavam fechadas desde segunda (11), por falta de socorristas

    Depois de dois dias fechadas, as piscinas do Parque Nacional de Brasília, conhecido como Água Mineral, foram reabertas na tarde desta quarta-feira (13). O acesso às estruturas estava impedido por falta de salva-vidas, desde segunda (11). O contrato com a empresa que prestava o serviço venceu.

    Em nota, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que a reabertura das piscinas ao público foi feita com o apoio da Associação dos Amigos do Parque (Afan). O esquema emergencial deve funcionar até o dia 22 de abril, das 7h às 17h.

    O ICMBio disse que “envida esforços para garantir a prestação de serviços de maneira contínua”. No entanto, não deu previsão de datas para uma nova licitação.

    Os ingressos podem ser comprados no local, somente com dinheiro em espécie, já que a bilheteria não aceita cartões, ao preço de R$ 16 para brasileiros ou estrangeiros residentes no país. Para os demais, o valor é R$ 32.

    Durante a maior parte da pandemia de Covid-19, as piscinas tiveram o funcionamento interrompido. Elas foram reabertas em novembro do ano passado, com capacidade para receber 1,5 mil visitantes por dia.

    Fonte: G1

  • Atletas de sete estados disputam provas de saltos ornamentais no DF

    Atletas de sete estados disputam provas de saltos ornamentais no DF

    Com apoio do governo local, Universidade de Brasília recebe três eventos da modalidade

    Até sábado (16), mais de 150 atletas de sete unidades da Federação, os melhores do país,  estão reunidos nas piscinas do Centro de Excelência em Saltos Ornamentais da Universidade de Brasília (UnB). Eles participam, desde o início da semana, de três grandes eventos esportivos voltados para essa modalidade, com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL).

    Nesta quarta-feira (13) teve início o Campeonato Brasileiro Grupos A e B de Saltos Ornamentais, com atletas juvenis de 14 a 18 anos.  A competição serve como seletiva do Mundial Júnior, em junho, no Canadá, e dos Jogos Mundiais Escolares Gymnasíade, na China, em novembro.

    Ainda nesta quarta-feira começam as provas do Troféu Brasil de Saltos Ornamentais, com a participação de nomes como Kawan Pereira, Isaac Souza, Ingrid Oliveira e Luana Lira, que representaram o país nos Jogos de Tóquio.

    O Troféu Brasil vale vaga para o Mundial de Esportes Aquáticos, prevista para junho em Budapeste, na Hungria; para os Jogos Mundiais Universitários, na China, em julho, e para os Jogos Sul-Americanos, marcados para outubro, em Assunção, no Paraguai.

    A Copinha Brasil de Saltos Ornamentais ocorreu nos dois primeiros dias da semana (11 e 12), quando participaram apenas os saltadores das categorias de base, entre 6 e 13 anos.

    “É muito incrível acompanhar de perto a dedicação, o comprometimento e a responsabilidade que esses jovens desde cedo desenvolvem, com foco em melhorar suas performances na modalidade. Se depender do Governo do Distrito Federal, cada vez mais todas as modalidades serão fomentadas”, afirma a secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira.

    Membro do Instituto Bombeiro de Responsabilidade Social (Ibres), que atua no Centro Olímpico de Paralímpico (COP) do Gama, o saltador Isaac Pessoa Júnior disputou provas na Copinha Brasil e no Brasileiro e voltou para casa com duas medalhas de ouro e uma de prata, tendo a possibilidade de conquistar ainda mais pódios nos próximos dias. “Estou gostando de ter a oportunidade de me preparar ainda mais e conseguir outras notas boas na competição”, comemora.

    Participam das competições representantes do Ibris, do Centro Olímpico e Paralímpico do Gama e do Instituto Pro Brasil, do DF; do Sesi de Goiás; do Esporte Clube Pinheiros e do Clube Semanal de Cultura Artística, de São Paulo; do Fluminense ed o Instituto Pro Brasil, do Rio de janeiro; do Anado, de Santa Catarina; do Grêmio Vila Olímpica Parahyba, da Paraíba, e do Tuna Luso, do Clube do Remo e do Paysandu, do Pará.

  • Família é feita refém durante assalto em Sobradinho

    Família é feita refém durante assalto em Sobradinho

    Assaltantes levaram o carro das vítimas, além de outros objetos. Durante um bloqueio para interceptar os assaltantes, a polícia recuperou o veículo roubado e um outro utilizado no assalto

    Uma família foi feita de refém em um assalto em Sobradinho e teve o carro roubado pelos assaltantes na madrugada desta quarta-feira (13/4). A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) recuperou, ainda na madrugada, o veículo das vítimas e uma arma de fogo utilizada no crime.

    A central de operações da polícia foi informada sobre uma família feita de refém em um assalto. Após receber as informações, uma equipe do Batalhão Rural da PMDF montou um ponto de bloqueio na rodovia para interceptar os criminosos.

    Quando os assaltantes viram o bloqueio, tentaram fugir e foram perseguidos pelas equipes da polícia. Além do carro, os criminosos também levaram vários objetos das vítimas.

    Os suspeitos do crime estavam com outro veículo roubado que serviu de apoio durante o assalto. Os assaltantes abandonaram os carros e fugiram pela mata.

    Na ação, os policiais recuperaram os dois veículos roubados e os objetos levados da família, além do revólver calibre 38 com seis munições.

    A ocorrência foi registrada na 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho).

    Fonte: CB

  • GDF oferece recompensa de R$ 5 mil por informações sobre suspeito de matar idosa no Guará

    GDF oferece recompensa de R$ 5 mil por informações sobre suspeito de matar idosa no Guará

    Segundo investigações, José Paulo Trindade, de 64 anos, é autor do crime que ocorreu em dezembro do ano passado; ele está foragido. Denúncias podem ser feitas pelo número 197

    A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) está oferecendo uma recompensa de R$ 5 mil para quem encontrar José Paulo Trindade, de 64 anos, suspeito de matar a idosa Geralda Cândida Santos do Nascimento, de 79 anos, no Guará II, no ano passado (veja detalhes abaixo).

    O valor da recompensa foi publicado nesta quarta-feira (13), no Diário Oficial do DF. As denúncias sobre o paradeiro do homem podem ser feitas pelo número 197, da Polícia Civil.

    Segundo a polícia, José Paulo está foragido há seis anos após ser beneficiado com uma saída temporária de uma penitenciária. Há outros mandados de prisão em aberto contra ele por crimes cometidos em São Paulo e Goiás, como roubos e estupros. O suspeito é natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

    Relembre o caso

    Geralda Cândida Santos do Nascimento, de 79 anos, foi encontrada morta em casa, no DF — Foto: Instagram/Reprodução

    Em dezembro do ano passado, Geralda Cândida Santos do Nascimento, de 79 anos, foi encontrada morta na cama, com sinais de estrangulamento, por uma neta que morava com ela. Acionado, o Corpo de Bombeiros foi ao local e confirmou o óbito.

    À época, o delegado Anderson Espíndola afirmou que a idosa foi assassinada por José Paulo Trindade durante um assalto, e chegou a tentar se desvencilhar do suspeito.

    “[Ela] entrou em luta corporal com essa pessoa. Ele inclusive está com o rosto machucado. Testemunhas que estiveram com ele depois do crime disseram que ele tem machucados na bochecha e na boca”, diz.

    O caso foi registrado pela 4ª Delegacia de Polícia, no Guará, como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. O assassino levou uma mochila com notebook e dinheiro da casa. 

    Fonte: G1