Autor: Repórter Independente

  • Imperial Diesel: 30 anos de tradição

    O casal Agnaldo e Maria Celestina – fundadores da empresa Imperial Diesel, há 30 anos em Taguatinga Sul –   (Foto: Divulgação)
       Com uma história marcada por dedicação, experiência, conhecimento técnico e compromisso com a qualidade, a Imperial Diesel se consolidou como uma das principais referências em manutenção de veículos a diesel no Distrito Federal. Fundada há três décadas pelo casal Agnaldo Gonçalves de Oliveira e Maria Celestina, a empresa carrega em sua essência uma trajetória que une compromisso, inovação e valores familiares.

    A história do negócio começa ainda na década de 1980, em Goiânia, onde Agnaldo e Maria se conheceram trabalhando em uma empresa do setor diesel que, anos mais tarde, daria nome ao empreendimento próprio do casal. Após o casamento e a mudança para Brasília, decidiram empreender e, inspirados pelo local onde tudo começou, criaram a Imperial Diesel, hoje reconhecida pela excelência em serviços especializados no segmento.

    Empresário Agnaldo Gonçalves, apaixonado pela profissão (foto:arquivo pessoal)
    Com impressionantes 45 anos de experiência na área de bombas injetoras e injeção eletrônica diesel, Agnaldo lidera a parte técnica da empresa, enquanto Maria Celestina é responsável pela gestão administrativa. Moradores de Arniqueira há 26 anos, o casal construiu não apenas uma empresa sólida, mas também uma relação de confiança com clientes que atravessa gerações.

    Localizada na QSE Área Especial 15, lote 14, no Setor de Oficinas de Taguatinga Sul, a Imperial Diesel atua na manutenção e reparação de sistemas diesel, sendo uma autorizada Bosch Diesel Center, referência mundial no segmento. A empresa conta com equipamentos de alta precisão e tecnologia de ponta para diagnósticos e reparos em bombas injetoras, bicos injetores e sistemas eletrônicos, garantindo serviços rápidos, eficientes e com alto padrão de qualidade.

    Tecnologia em equipamentos de ponta, com qualificação profissional – segredo para o sucesso (fot:divulgação)
    Ao longo dos 30 anos de atuação, a empresa sempre investiu na atualização tecnológica de seus laboratórios e na capacitação contínua de sua equipe técnica. O compromisso com a excelência é refletido na missão de oferecer soluções completas e precisas, priorizando a satisfação de clientes e parceiros. O início, no entanto, não foi fácil. Como em muitos negócios, o maior desafio era conquistar clientes. Com o passar do tempo, a credibilidade foi sendo construída, principalmente por meio de indicações. Hoje, a Imperial Diesel mantém clientes desde sua fundação, que por sinal, muitos deles, transformados em amigos ao longo da jornada.

    A escolha por Taguatinga como sede do negócio foi estratégica. A região conta com um setor específico voltado para oficinas, o que contribuiu para o desenvolvimento da empresa e sua consolidação no mercado. Atenta às transformações do setor, a empresa acompanha um perfil de consumidor cada vez mais exigente, que busca qualidade, preço justo e confiança. Nesse cenário, a Imperial Diesel segue firme, mantendo uma boa demanda e reafirmando seu compromisso com o bom atendimento.

    Mais do que crescimento, o futuro da empresa está diretamente ligado à continuidade de um legado. Construída com esforço, dedicação e paixão pelo que faz, a Imperial Diesel projeta sua história para as próximas gerações da família, com o objetivo de manter vivos os valores que sempre nortearam sua trajetória: honestidade, dedicação e amor pelo trabalho.

     

  • Algo Mais: tradição e resistência no comércio de Arniqueira

    Comerciante Paulo Roberto, há 16 anos acreditando no desenvolvimento de Arniqueira (foto: JCBertolucci)

         Há mais de 16 anos, a loja de materiais de construção Algo Mais faz parte da história do Areal, em Arniqueira. À frente do empreendimento está o comerciante Paulo Roberto Messias dos Santos, de 65 anos, que encontrou na região o lugar ideal para recomeçar a vida e investir no próprio negócio após retornar dos Estados Unidos.  A empresa foi fundada em 2009, pouco tempo depois de sua volta ao Brasil. Diante da necessidade de se estabelecer financeiramente e sustentar a família — especialmente com duas filhas  pequenas estudando em escola particular —, Paulo decidiu empreender.

    Antes de abrir o negócio, buscou orientação no Sebrae, onde recebeu a recomendação de investir em Brasília. Determinado a não ficar parado, iniciou rapidamente o projeto. Com algum capital disponível e disposição para trabalhar – virtude que nunca lhe faltou, Paulo apostou na abertura da loja.

    Conforme o comerciante, o início foi promissor. “Janeiro, fevereiro e março foram bons demais, vendemos muito”, relembra.  Inicialmente, a ideia dele era abrir o comércio em outra região, como Ceilândia. No entanto, uma indicação acabou mudando os planos. Ao conhecer o ponto comercial no Areal, decidiu investir ali mesmo. Morando nas proximidades do Taguaparque, viu na região uma oportunidade estratégica e deu início à trajetória da Algo Mais.  O nome da empresa nasceu em família. Em uma reunião com a esposa e as filhas, diversas sugestões foram colocadas em pauta até que “Algo Mais” fosse escolhido — uma proposta que representava o compromisso de oferecer sempre um diferencial aos clientes.

    Instalada na QS 11, Conjunto G, Lote 11, Loja 01, a loja conta atualmente com cerca de 12 mil itens, oferecendo ampla variedade de produtos para construção e reformas.  Nos primeiros anos de funcionamento, o cenário era bastante diferente do atual. Havia apenas duas lojas do segmento na região, o que favorecia o crescimento do negócio. “Era excelente. Ficamos por anos praticamente só nós e mais uma loja”, conta o comerciante. Com o passar do tempo, o comércio local se expandiu. Hoje, cerca de 35 estabelecimentos atuam no mesmo segmento nas proximidades. Apesar da concorrência, Paulo vê a situação com naturalidade e destaca o comportamento do consumidor. “O cliente pesquisa, compara preços e escolhe onde comprar. Muitas vezes, o atendimento faz a diferença, mesmo quando o preço não é o menor”, avalia.

    Mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo país, ele afirma que o negócio segue firme, sustentado por princípios que considera fundamentais. “O comércio não está fácil para ninguém, mas, com dignidade, honestidade e fé, seguimos trabalhando e superando as dificuldades”, conclui o lojista veterano de Arniqueira.

  • Ótica Alcance… de todos

    Ótica aposta na proximidade e na comodidade para conquistar moradores de Arniqueira

    Ótica inaugurada em 2025 – Casal aposta no tratamento mais humanizado para os clientes – foto: divulgação
       
    Inaugurada em 2 de setembro de 2025, a Ótica Alcance nasce com uma proposta simples e objetiva: oferecer praticidade aos moradores do Areal e de toda Arniqueira, evitando deslocamentos para outras regiões na hora de adquirir óculos de qualidade. Localizada na QS 11, a loja já começa a se consolidar como uma alternativa acessível e eficiente no comércio local.
    Uma dezena de produtos diversificam o mostruário, para o cliente mais exigente – crédito: divulgação
              À frente do empreendimento estão os sócios Ocivon da Silva Santos, de 57 anos, e Rivanete Nelson da Silva Santos, de 51 – detalhe casados e moradores da cidade; O casal decidiu investir no próprio negócio após anos de experiência no mercado de trabalho formal. Rivanete deixou o regime CLT após 15 anos, enquanto Ocivon acumulava 35 anos de atuação no ramo óptico — bagagem que contribuiu diretamente para a criação da empresa.
           
               A ideia de abrir a ótica surgiu da observação do dia a dia dos moradores. Segundo os empresários, havia uma demanda clara por serviços ópticos na região, obrigando muitos a buscarem atendimento em outras localidades. A proposta, então, foi justamente preencher essa lacuna com qualidade e comodidade.
             A Ótica Alcance trabalha com uma ampla variedade de produtos, incluindo armações masculinas, femininas e infantis, além de óculos solares esportivos e convencionais. As lentes oferecidas contam com proteção UVA e UVB, opções polarizadas e modelos com grau, incluindo lentes digitais de alta definição e tratamentos específicos, que garantem mais conforto visual ao cliente.
         
    Empresa aposta em produtos de qualidade e atendimento diferenciado – crédito: divulgação 
             Outro diferencial é a política de preços e promoções. Atualmente, a loja oferece uma condição atrativa: na compra das lentes de grau, a armação sai gratuitamente. Além disso, o estabelecimento realiza pequenos consertos, como troca de parafusos, plaquetas e hastes, ampliando o atendimento e a fidelização do público.
              Apesar dos desafios iniciais — especialmente financeiros e relacionados à localização — os empresários mantêm uma visão otimista. A escolha por Arniqueira foi estratégica: além de residirem na região, acreditam no potencial de crescimento da RA 33.
             Com o comércio local em expansão e cada vez mais diversificado, a expectativa é de um futuro promissor. “Nosso movimento já é muito bom, e acreditamos que Arniqueira tem tudo para continuar crescendo de forma dinâmica”, destacam os sócios.
             A Ótica Alcance chega, assim, não apenas como um novo ponto comercial, mas como parte do desenvolvimento econômico e da valorização dos serviços locais na região.
  • PM reforma posto policial GTOP no Areal

    PM reforma posto policial GTOP no Areal

    Posto policial GTOP passa por reforma para receber a companhia – foto – Ascom/Arniqueira/JcBertolucci  

    A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), por meio do 17º Batalhão da Polícia Militar (17º BPM) iniciou areforma do posto policial localizado na QS 08 do Areal, com o objetivo de preparar a estrutura para receber a companhia do Grupo Tático de Operações (GTOP), reforçando o policiamento ostensivo e a presença da corporação na região.  A obra de adequação do posto inclui melhorias na edificação atual e a construção de um bolsão exclusivo para viaturas, com cerca de 26 m2. O espaço facilitará o deslocamento dos viaturas policiais e será fundamental para as unidades táticas, realizarem operações de fiscalização no local.

    Segundo informações oficiais, a nova base será integrada ao serviço diário do GTOP 37, unidade especializada do 17º BPM que atua com policiamento de alta mobilidade e resposta rápida às ocorrências. A ação faz parte de um conjunto de medidas que visam a intensificar a prevenção e a repressão à criminalidade na Região Administrativa de Arniqueira e áreas vizinhas, proporcionando maior sensação de segurança à população.

    Reforço estruturado para policiamento

    A reforma do posto policial no faz parte de um planejamento mais amplo da PMDF, que tem buscado adequar suas bases operacionais em pontos estratégicos do Distrito Federal. A mudança permitirá que a unidade do GTOP passe a contar com infraestrutura adequada, abrigo funcional para equipe, espaço para equipamentos e um ponto de apoio permanente mais próximo da comunidade local.

    A administradora regional de Arniqueira, Telma Rufino, destaca que, com a instalação da companhia do GTOP na cidade, o policiamento ostensivo passa a ter maior capilaridade, ampliando a presença da corporação e reforçando a sensação de segurança da população.

    “A chegada desse efetivo é mais uma conquista importante para a nossa região. O posto está localizado em uma via expressa – Avenida Águas Claras, estratégica para a entrada e saída da cidade. Portanto, teremos mais fiscalização e presença policial permanente”, ressaltou Telma Rufino – administradora Regional

            Telma Rufino, administradora Regional de Arniqueira, ao lado do comandante do 17o. BPM, Tenente Coronel Olavo – foto – Ascom/Arniqueira – JcBertolucci

    A expectativa é de que a presença física reforçada da PMDF, com viaturas e equipes do GTOP atuando de forma mais regular no setor, gere redução de ocorrências e aumente a eficiência das ações preventivas. A iniciativa também cria um canal direto de atuação da corporação com os moradores, facilitando o atendimento imediato a chamados e ocorrências.

    A modernização da base policial vai permitir, ainda, que operações táticas e patrulhamentos sejam realizados de maneira mais estruturada, com viaturas estrategicamente posicionadas para atender demandas de segurança pública tanto em Arniqueira quanto em áreas próximas, como Águas Claras, Park Way,, Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) e Taguatinga Sul.

    Importância para a comunidade

    Os moradores de Arniqueira comemoram os avanços estruturais, ressaltando a importância de ter uma unidade policial capaz de oferecer respostas rápidas e presença contínua nos bairros da cidade. Conforme o comerciante Charles Cavalcante, a expectativa é de que, com a conclusão das obras, haja maior integração entre a PMDF e a população, gerando mais segurança, tranquilidade e confiança nas medidas de prevenção ao crime.

    “A reforma deste posto policial representa mais do que uma obra física. É um sinal claro de que a segurança da nossa comunidade está sendo tratada com prioridade e planejamento. A presença da companhia do GTOP aqui trará mais proteção e segurança para todos nós”, afirmou o empresário Charles Cavalcante.

    Segurança pública no DF: papel estratégico do GTOP

    Os Grupos Táticos de Operações (GTOPs) da Polícia Militar do DF são equipes especializadas e treinadas para atuar em diversas situações de risco, com foco na prevenção e repressão imediata da criminalidade, incluindo abordagens, operações em áreas de maior vulnerabilidade e apoio a outras unidades policiais quando necessário.

    O comandante do 17º Batalhão da Polícia Militar,  Tenente Coronel Olavo, afirma que a nova estrutura representa um movimento estratégico para fortalecer o policiamento na região, uma vez que o batalhão é responsável não apenas por Arniqueira, mas também por Águas Claras, Taguatinga Sul e Vicente Pires.

    “A modernização das bases de apoio e a infraestrutura adequada reforçam a capacidade operacional da corporação, gerando melhores condições para a atuação do GTOP junto à população e permitindo respostas mais ágeis às ocorrências”, Tenente Coronel Olavo 17o BPM.

     

  • Acidente no Rio Grande expõe perigo oculto nas águas do Paranoá e Corumbá IV: ASBRANAUT alerta autoridades

    Acidente no Rio Grande expõe perigo oculto nas águas do Paranoá e Corumbá IV: ASBRANAUT alerta autoridades

    Trapiches abandonados às margens do lago Paranoá ligam alerta, após acidente no Rio Grande (MG) com seis vítimas fatais – Foto- Bertolucci

    Uma tragédia que marcou o último fim de semana acendeu um sinal de alerta vermelho para a segurança da navegação em águas interiores brasileiras. Na noite de sábado, 21 de fevereiro, uma lancha que navegava no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, nas imediações de Sacramento, colidiu contra um piér sem qualquer iluminação. O impacto foi devastador: seis pessoas morreram, incluindo a mãe e uma criança de apenas quatro anos de idade. Entre as vítimas estava o próprio piloto, que não possuía habilitação náutica (Arrais-Amador), conforme apurado pelas autoridades. O acidente ainda deixou vários passageiros feridos e chocou familiares e comunidades ribeirinhas que frequentam o rio nas horas de lazer.

    O episódio, além de uma dolorosa perda de vidas, evidencia um problema recorrente que não é exclusivo da região sul de Minas: a presença de obstáculos não sinalizados em vias navegáveis interiores e o uso imprudente de embarcações durante a noite. “A falta de iluminação e de autorização da Marinha para estruturas como pieres e trapiches expõe quem navega, seja para lazer ou trabalho, a perigos evitáveis e potencialmente fatais”, afirma o presidente da Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília (Asbranaut), João Carlos Bertolucci, que vem alertando as autoridades marítimas sobre esses riscos.

    O passado sombrio de Brasília: quando o Lago Paranoá virou cena de um naufrágio

    O alerta traz à memória um dos episódios mais dramáticos da história recente de Brasília. No dia 22 de maio de 2011, uma embarcação de turismo denominada Imagination, com capacidade autorizada para transportar até 93 pessoas, navegava no Lago Paranoá durante a noite quando afundou e deixou pelo menos nove mortos, incluindo um bebê de seis meses. A embarcação virou a cerca de 1 km da margem, e dezenas de pessoas tiveram que ser resgatadas das águas escuras do lago. Os relatos da tragédia apontaram para a possibilidade de superlotação e para a falta de condições adequadas de operação e segurança, apesar de o lago ser um dos principais pontos de recreação aquática da capital federal.

    O alerta foi  feito pelo presidente da Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília – Asbranaut -, João Carlos Bertolucci – foto – Divulgação.

    Esse episódio marcante, ocorrido a menos de uma década e meia, mostra que o perigo de acidentes graves em represas e lagos interiores não é mera hipótese. A tragédia de 2011 deixou claro que embarcações comerciais ou recreativas, mesmo quando aparentemente seguras, podem se tornar letais em condições inadequadas de navegação noturna, superlotação e falta de sinalização adequada no entorno dos obstáculos aquáticos.

    Perigo oculto no Lago Paranoá: estruturas abandonadas e pieres sem sinalização

    A realidade vivida em Brasília hoje pode estar caminhando para uma versão diferente, mas igualmente perigosa, do mesmo problema. Nos últimos anos, com a desobstrução da orla do Lago Paranoá e o recuo compulsório das construções às margens para garantir acesso público, muitos proprietários de trapiches retiraram apenas as tábuas de piso dos pieres, deixando as estruturas verticais submersas ou semi-submersas sem qualquer iluminação ou sinalização náutica. Essas estruturas abandonadas, agora se tornaram verdadeiras armadilhas para embarcações que navegam à noite nas proximidades das margens.

    Condições precárias dos pieres no ponto turístico Concha Acústica – foto: JCBertolucci 

           Segundo o presidente da Asbranaut, João Carlos Bertolucci, “a ausência de sinalização e iluminação em estruturas obsoletas ao longo do Paranoá representa um risco iminente de acidentes graves ou fatais, especialmente quando associada à navegação recreativa após o pôr do sol”. A entidade já oficializou alertas à Capitania Fluvial de Brasília,  instando por inspeções, remoção ou regularização dessas estruturas e pela implementação de um sistema de iluminação e marcação náutica que possa prevenir colisões, acidentes e perdas de vidas.

    Além disso, o Lago Paranoá concentra centenas de pieres pertencentes a clubes, hotéis e residências que devem ser fiscalizados pela autoridade marítima competente. Em muitos casos, alguns deles, sequer dispõem de iluminação de navegação, tornando quase invisíveis obstáculos potencialmente fatais quando acima do espelho d´água ou semi-submersos após o anoitecer.

    Risco similar em Corumbá IV: águas goianas também carecem de regulação

    Não é apenas Brasília que enfrenta esse cenário de riscos ocultos. No Lago de Corumbá IV, em Goiás, região que também recebe intensa navegação recreativa durante fins de semana e feriados, em decorrência das centenas de condomínios. A maioria deles construíram trapiches e pieres às margem da represa sem apresentar projetos à Capitania Fluvial do estado e sem garantir sinalização adequada para navegação noturna. Essas estruturas improvisadas multiplicaram potenciais pontos de impacto para embarcações que trafegam em velocidade ou com pouca visibilidade.

    A falta de regulamentação, fiscalização e iluminação dessas estruturas, combinada com a crescente ocupação náutica dos lagos interiores, cria um cenário propício para acidentes graves, alguns possivelmente com consequências tão trágicas quanto o ocorrido no Rio Grande ou até mesmo como os episódios históricos em Brasília”, ressalta Bertolucci. Ele reforça que, sem medidas urgentes de ordenamento e fiscalização, não apenas a segurança de lazer será comprometida, mas vidas poderão ser ceifadas em águas que deveriam ser de convivência e recreação.

    Ação e responsabilidade: um chamado à autoridade marítima

    Diante dos fatos, a Asbranaut tem intensificado seus esforços de comunicação com as Marinhas de Brasília e Goiás, exigindo que sejam tomadas providências como:

    • inspeção sistemática de todas as estruturas de apoio à navegação (pieres, trapiches e atracadouros);
    • obrigatoriedade de projetos aprovados e certificados pela autoridade marítima;
    • instalação de sistemas de iluminação e sinalização náutica conforme normas;
    • campanhas educativas para usuários de embarcações de recreio;
    • fiscalização intensificada da habilitação de condutores de embarcações recreativas.

    A tragédia no Rio Grande, a memória dolorosa do naufrágio de 2011 no Lago Paranoá, e o cenário hoje presente nos lagos do Centro-Oeste servem como um alerta urgente: sem medidas concretas de segurança, fiscalização e regulação rigorosa, a próxima grande tragédia pode estar apenas a uma noite de distância – entre o brilho de uma festa e as águas escuras que escondem perigos invisíveis, muitas vezes, improvisados.

  • O Lago Paranoá e o desenvolvimento econômico no DF

    O Lago Paranoá e o desenvolvimento econômico no DF

    Pôr do Sol, lago Paranoá de Brasília –  crédito – João Carlos Bertolucci

    Das 27 Unidades da Federação, o Rio de Janeiro é pioneiro na criação de uma estrutura governamental especificamente voltada para a “Economia do Mar”. O estado tem estrutura consolidada e explicitamente dedicada ao tema, por meio da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (SEENEMAR) e da Comissão Estadual de Desenvolvimento da Economia do Mar (CEDEMAR), que funciona como um órgão consultivo ligado à secretaria e da qual participo no Grupo de Trabalho de Cultura e Turismo. Outros estados possuem órgãos com nomes e configurações diferentes que também se dedicam a setores-chave da Economia Azul. São Paulo tem o Fórum da Economia Azul Sustentável, que articula ações e debate políticas públicas para o setor. Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Santa Catarina, de forma mais tímida, normalmente por meio de secretarias de Pesca, de Desenvolvimento Econômico ou de instituições acadêmicas, começam a formular diretrizes para regular a economia azul, que inclui setores importantes como o de Petróleo e Gás, o de Transporte Marítimo, o de Pesca e Aquicultura, o de Turismo e o de Energias Renováveis. Todos eles impactam a vida das pessoas com grande peso econômico, afetando a geração de emprego e renda, pela produção de energia e alimentos de forma sustentável ou pela atração de turismo, essa indústria global maciça.

    Brasília não tem mar. Nem por isso pode esquecer do Lago Paranoá, corpo d’água artificial, como fonte de lazer náutico, esportivo e de turismo. É de fundamental importância que o poder público providencie o bom cuidado do lago. Sinalização adequada favorece a utilização das águas do Paranoá, inclusive como modal de transporte público. Outras intervenções incluem a construção de um atracadouro público flutuante com um Centro de Atendimento ao Turista na cabeceira norte da Ponte JK (lado dos restaurantes) e a retirada dos restos das estruturas de píeres deixadas pelos moradores no recuo das cercas com a desocupação da Orla – perigo iminente de acidentes com embarcações. Outras iniciativas benvindas serão a construção de uma marina pública –a primeira do Centro-Oeste e a realização de jornadas náuticas educativas atendendo alunos das redes pública e privada para fomentar o espírito de conservação ambiental e de utilização racional desse recurso hídrico que é símbolo da Capital Federal. Já passou da hora de se dar atenção à importância do Lago Paranoá como vetor de desenvolvimento econômico sustentável em Brasília.

     

     

  • Fast Escova, no coração de Arniqueira

    Fast Escova, no coração de Arniqueira

    Cláudia de Souza Medeiros, empresária da franquia Fast Escova, com unidade moderna em Arniqueira (foto: divulgação)
    Instalada há quase um ano em Arniqueira, a Fast Escova Arniqueira já conquistou seu espaço no cenário local ao unir agilidade, qualidade e acolhimento no atendimento à beleza feminina. À frente do empreendimento está a empresária Cláudia de Souza Medeiros (51),  que transformou um sonho antigo em realidade e hoje colhe os frutos de uma trajetória marcada por dedicação e propósito.
    Empresária e funcionária pública, Cláudia chegou a Arniqueira para ajudar a cidade no seu desenvolvimento e, encontrou um ambiente ideal para empreender. A unidade foi inaugurada em maio de 2025, trazendo para a região um salão especializado em escovas, tratamentos capilares, manicure, maquiagem e penteados, com foco na mulher moderna, que busca praticidade sem abrir mão da qualidade e do bem-estar.
    Localizada na SHA Conjunto 4, Chácara 60, Lote 1, lj 6, a Fast Escova oferece atendimento presencial e mantém um relacionamento próximo com as clientes por meio das redes sociais e do whatsapp, divulgando serviços, promoções e novidades. Mais do que um salão de beleza, o espaço se propõe a ser um ambiente de cuidado, escuta e valorização da autoestima.
    A ideia de abrir o negócio nasceu ainda em Goiânia, quando Cláudia frequentava e admirava a franquia, sem imaginar que aquele encantamento se transformaria em um projeto de vida. A mudança para Brasília foi o impulso necessário para tirar o sonho do papel. “Arniqueira nos mostrou muito mais do que um ponto comercial. Vimos aqui a oportunidade de acolher pessoas e transformar autoestima”, relata.
    Segundo a empresária, empreender na cidade foi uma escolha estratégica. “Arniqueira está em constante crescimento e possui um público exigente, mas extremamente fiel quando bem atendido. Acreditamos no potencial da região e na força do comércio local”, afirma.
    Com trabalho sério, equipe alinhada e atendimento humanizado, a Fast Escova Arniqueira se consolida como exemplo de empreendedorismo feminino e de como sonhos, quando cultivados com dedicação, podem gerar impacto positivo na comunidade.
  • Silas Malafaia: o pregador que perdeu o púlpito para o próprio eco

    Silas Malafaia: o pregador que perdeu o púlpito para o próprio eco

    Malafaia: Aparições públicas não é indignação política legítima, mas um espetáculo constrangedor de destempero emocional

    Uma das figuras mais barulhentas no processo eleitoral que levou Jair Bolsonaro ao Planalto foi o pastor Silas Malafaia. À época, vestiu-se de paladino da moral, dos bons costumes e da fé cristã. Curiosamente, trata-se do mesmo personagem que, em outros momentos da história recente, não teve qualquer constrangimento em apoiar Lula e o PT. Convicção ideológica nunca foi seu forte. Malafaia sempre se guiou pelo vento — e ele muda conforme a conveniência.

    Com a derrota de Bolsonaro para aquele que já foi seu aliado político, Malafaia parece não ter assimilado o veredicto das urnas. Desde então, mergulhou num estado permanente de exaltação, protagonizando uma sequência de falas agressivas, desconexas e histriônicas. Ataca tudo e todos, como quem dispara palavras sem alvo, numa metralhadora giratória de ressentimento e vaidade ferida.

    O ministro do STF Alexandre de Moraes tornou-se seu inimigo obsessivo, quase um antagonista de ficção. Mas o surto retórico não se limita ao Judiciário. Em dias alternados, sobram ataques aos filhos de Bolsonaro — ora o “01”, ora o “02” — e até à ex-primeira-dama Michelle, numa escalada que mistura rancor, oportunismo e evidente perda de rumo. Coerência, há tempos, deixou de frequentar seus discursos.

    O que se vê em suas aparições públicas não é indignação política legítima, mas um espetáculo constrangedor de destempero emocional. O púlpito virou palanque, o sermão virou chilique e a fé foi empurrada para o rodapé. A figura do líder espiritual deu lugar à caricatura de um homem que fala alto, grita muito e convence cada vez menos.

    Não surpreende que parte do rebanho esteja se afastando. Fiéis que buscavam orientação espiritual agora assistem a ataques raivosos e teorias conspiratórias. Quando a fé cansa, o templo esvazia. E quando o templo esvazia, o poder simbólico desmorona.

    A ironia final é cruel: Silas Malafaia, que se vendeu como voz de milhões, hoje parece falar apenas para o próprio eco. Diante dos mesmos fiéis que um dia o enxergaram como guia espiritual, o que se projeta agora é a imagem de um líder derrotado — não apenas nas urnas, mas no altar da própria credibilidade.

  • O “imbróglio” politico de Arruda

    O “imbróglio” politico de Arruda

    José Roberto Arruda permanece inelegível, mas está nas ruas pavimentando uma possível candidatura, que dependerá de uma reviravolta política (Crédito: João Carlos Bertolucci)

    O ex-governador José Roberto Arruda, cassado em 2009 na esteira da Operação Caixa de Pandora, filiou-se nessa segunda feira (15), ao PSD e anunciou intenção de disputar novamente o Governo do Distrito Federal. A operação Pandora mostrou esquema de corrupção que levou à sua queda e a condenações por improbidade administrativa em processos conexos. Apesar da filiação com a presença de mais de 5 mil pessoas e do apoio público a seu nome, Arruda continua formalmente com restrições judiciais: o Superior Tribunal de Justiça manteve entendimento que o torna, por ora, inelegível em razão de condenações ligadas à Caixa de Pandora. Isso significa que sua efetiva candidatura dependerá de reviravoltas jurídicas ou de decisões que revertam ou atenuem essas sentenças. A filiação ao PSD foi marcada por manifestações de lideranças nacionais da sigla, e o movimento reacendeu articulações políticas locais, inclusive com menções ao empresário Paulo Octávio (presidente regional) e à aliança histórica entre ambos. No entanto, há sinais de cautela e dissenso interno sobre apoiar a postulação de Arruda neste momento.

    Em outubro de 2025, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisou recurso da defesa e, por unanimidade, manteve a condenação por improbidade administrativa no caso Caixa de Pandora, rejeitando os argumentos que buscavam anular parte das provas, como a gravação ambiental utilizada no processo.

    Que recursos foram cabíveis?
    A defesa tentou reverter a condenação no STJ sustentando haver um “fato superveniente” (anulação de uma escuta pela Justiça Eleitoral) que poderia comprometer a sentença. O STJ entendeu, porém, que a condenação se apoiou também em provas documentais e testemunhais e, assim, rejeitou o recurso.

    Status atual da elegibilidade
    Oficialmente, Arruda permanece inelegível por causa da condenação por improbidade administrativa mantida pelo STJ, que acarreta suspensão dos direitos políticos e o torna impedido de disputar eleições – pelo menos em termos legais diretos.

    Possibilidades jurídicas para ele concorrer
    Embora a condenação esteja mantida, há debate jurídico em torno de mudanças recentes nas regras de inelegibilidade, que podem estabelecer prazos (como 8 a 12 anos) contados da condenação por órgão colegiado — e cuja aplicação a casos antigos ainda será interpretada pelas instâncias eleitorais. Alguns advogados defendem que, sob essa perspectiva, Arruda poderia ser elegível em 2026, dependendo de como a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal (STF) interpretarem as normas e eventuais efeitos retroativos.

  • Que país é esse…?

    A pergunta “Que país é esse?” não é nova, tampouco pertence exclusivamente a um autor ou a um momento específico da história brasileira. Imortalizada na canção da Legião Urbana, escrita por Renato Russo em 1978 e lançada em 1987, a indagação atravessou décadas como um grito de inconformismo diante das desigualdades, dos abusos de poder e das contradições do Brasil. Mais tarde, Cazuza também ecoaria esse questionamento em sua música “Brasil”, inspirada na mesma inquietação, retratando o abismo entre pobres e ricos e a sensação de abandono social.

    Passados tantos anos, a pergunta segue atual e perturbadora. Analistas da grande imprensa, em diferentes veículos, demonstram indignação ao observar um país em que a punição a golpistas convive com parte do eleitorado disposta a relativizar a democracia; em que comportamentos autoritários são naturalizados; e em que cenas simbólicas, como pessoas ajoelhadas rezando para um pneu, revelam um cenário de perplexidade coletiva. Os números reforçam esse quadro alarmante: quase 45 mil assassinatos por ano, cerca de 35 mil mortes no trânsito, cidades brasileiras entre as mais violentas do mundo e o crescimento acelerado das favelas, que hoje abrigam milhões de cidadãos.

    Diante desse retrato, o autor amplia o questionamento e o transforma em uma sequência de indagações que escancaram a brutalidade cotidiana. Que país é esse em que operações policiais resultam em dezenas de mortos em um único dia, com policiais também vitimados, enquanto outros são flagrados cometendo crimes? Que país é esse que figura entre as maiores economias do planeta, mas mantém milhões de pessoas na miséria, quase cem milhões sobrevivendo com um dos menores salários mínimos da América do Sul e dezenas de milhões sem perspectivas claras de trabalho?

    A lista segue com episódios de extrema violência e desumanização: crimes bárbaros contra crianças, feminicídios em números alarmantes, tragédias familiares provocadas por ódio e intolerância, além de escândalos envolvendo grandes sonegadores que escapam impunes. Soma-se a isso a presença de líderes religiosos que ameaçam os mais vulneráveis e figuras expulsas das Forças Armadas que, paradoxalmente, ascendem como referências políticas.

    Ao repetir insistentemente a pergunta “Que país é esse?”, o texto não busca uma resposta simples, mas provoca reflexão. Trata-se de um grito de indignação, um convite à consciência crítica e um alerta: enquanto essas contradições persistirem, a pergunta continuará ecoando — incômoda, urgente e necessária.