Categoria: Saúde

  • Rede pública de saúde do DF tem centros especializados para tratar doenças crônicas

    Rede pública de saúde do DF tem centros especializados para tratar doenças crônicas

    Pacientes com diabetes, hipertensão e obesidade podem ser acompanhados gratuitamente nas unidades, que contam com equipes multidisciplinares; saiba como conseguir atendimento

    Doenças crônicas podem acompanhar os pacientes por longos períodos – além de terem características específicas. Por isso, o tratamento delas requer uma atenção diferenciada. E a rede pública de saúde do Distrito Federal oferece esse cuidado, por meio de ambulatórios especializados em doenças como diabetes, hipertensão e obesidade.

    A rede pública de saúde oferece três centros especializados para o tratamento de paciente com doenças crônicas, no Guará, na Asa Norte e no Paranoá | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Atualmente, são três unidades de referência: o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), no Guará, que atende a região Centro-Sul de Saúde do DF; o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (Cadh), no Paranoá, que atende a Região Leste; e o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), na Asa Norte, que atende a Região Central. Todos eles contam com equipes multidisciplinares, formadas, entre outros profissionais, por endocrinologistas, cardiologistas, nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais.

    “Quando a gente está lidando com uma condição crônica, como hipertensão, diabetes e obesidade, são situações complexas em que é preciso ter toda uma rede de apoio. Então, estar em um local onde esse indivíduo vai ter todo esse cuidado,  com uma equipe que conversa, que discute os casos, isso é muito importante”, apontou a gerente do Cedoh, Alexandra Rubin.

    Somadas, as unidades contabilizaram 36.795 atendimentos em 2024 – 2.076 no Cedhic, 10.652 no Cadh e 24.067 no Cedoh. Além dos três centros, o DF conta com outras unidades de atendimento ambulatorial especializado, como as policlínicas, presentes em 14 regiões administrativas. Para receber atendimento nesses locais, o paciente precisa ser encaminhado por uma unidade básica de saúde (UBS).

    “A porta de entrada do Sistema Único de Saúde [SUS] é a UBS. Então, o paciente precisa identificar qual é a unidade que ele tem como referência, que vai ser aquela normalmente mais próxima da casa dele; e é lá que ele vai receber as vacinas, todas as orientações em relação à questão da saúde. É lá que existem as farmácias onde ele vai receber os medicamentos caso necessite, os insumos para o tratamento do diabetes… Tudo isso é na unidade básica de saúde e, aí sim, se for necessário, ele vem encaminhado para o ambulatório especializado”, explicou Alexandra.

    Paciente do Cedoh, Eduardo Cavalcanti elogia o atendimento no centro especializado: “Pelo menos uma vez por semana eu venho aqui, e só tenho a agradecer ao grupo”

    Foi o que aconteceu com a doméstica Erenilde Souza, 41 anos. Ela procurou atendimento sentindo cansaço, acabou por descobrir um problema cardíaco e foi encaminhada ao Cedoh para receber um tratamento especializado. “É bom demais, estou gostando”, avaliou. Outra paciente da unidade, a aposentada Lindalva de Holanda, 79, vai com frequência ao local para tratar um ferimento na perna – cuja cicatrização é complicada pela diabetes. “O atendimento aqui é especial, fora de série. A equipe faz as coisas com carinho, com amor. A gente chega e se sente bem”, definiu.

    Esse atendimento cuidadoso também foi ressaltado por Eduardo Cavalcanti, 85: “Pelo menos uma vez por semana eu venho aqui, e só tenho a agradecer ao grupo”, pontuou o aposentado, que ainda destacou a importância do atendimento especializado: “Na minha família eu tenho enfermeiras que não sabem fazer o meu curativo. Eu acho que tem que ter gente que conheça o serviço e faça com amor. Toda profissão, quando você faz com amor, é diferente, como o grupo daqui”.

  • Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil reforça a importância do diagnóstico precoce

    Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil reforça a importância do diagnóstico precoce

    Hospital da Criança de Brasília é referência no tratamento oncológico infantil e mantém altas taxas de cura, chegando a 85% nos casos de leucemia linfoide aguda

    Aos 8 anos de idade, Davi Matos, sentia muitas dores nas pernas. Como os sintomas se intensificaram, a mãe, Jackeline Matos, 36, levou a criança a uma unidade hospitalar. Após a realização de alguns exames, a criança foi diagnosticada com sarcoma de Ewing, um tipo raro de câncer que afeta ossos e tecidos moles.

    Davi, então, iniciou o tratamento no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) em janeiro de 2023 e, após dois anos e meio de quimioterapia e acompanhamento médico, entrou em remissão ー fase em que os sinais e sintomas diminuem ou desaparecem após o tratamento e a doença não é detectada por nenhum exame.

    Davi Matos venceu o tratamento de sarcoma de Ewing no HCB e hoje a doença está em fase de remissão | Foto: Arquivo pessoal

    “No HCB, me sinto segura. Eles cuidam de cada detalhe e acolhem as famílias com muita atenção. Tenho certeza de que essa dedicação fez toda a diferença no sucesso do tratamento do meu filho”, agradece Jackeline.

    Referência nacional

    Desde 2011, o HCB já realizou cerca de 8 milhões de atendimentos, incluindo consultas, exames e procedimentos. Por ano, a unidade diagnostica, em média, 220 novos casos de câncer infantil. Os tipos mais comuns tratados no hospital são leucemias e linfomas, que representam 43% dos casos, seguidos por tumores cerebrais, neuroblastomas, sarcomas de partes moles, tumor de Wilms, tumores ósseos e retinoblastoma. Com um índice de satisfação de 99,1% entre os familiares, o hospital mantém altas taxas de cura, chegando a 85% nos casos de leucemia linfoide aguda.

    O acesso ao HCB ocorre pela Central de Regulação, priorizando casos suspeitos encaminhados pela rede pública. “Nosso compromisso é garantir um diagnóstico rápido e oferecer o melhor suporte às crianças e a suas famílias”, afirma a oncologista pediátrica e diretora técnica do HCB, Ísis Magalhães.

    Diagnóstico precoce

    Jackeline Matos e Davi observaram os sinais de alerta e tiveram o diagnóstico cedo | Foto: Divulgação/HCB

    No Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, celebrado em 15 de fevereiro, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais da doença e buscar atendimento médico imediato. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 80% dos casos podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados corretamente.

    Magalhães explica que, diferentemente do câncer no adulto, o infantojuvenil é originário, na maioria dos casos, de células embrionárias. “Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura e menores os riscos de sequelas”, explica.

    Sinais de alerta

    Os sintomas do câncer infantil podem ser confundidos com doenças comuns da infância, o que exige atenção redobrada. Nos casos de leucemias, os sinais incluem palidez, manchas roxas pelo corpo sem explicação, febres recorrentes, falta de apetite e infecções frequentes. Já em tumores no sistema nervoso central, podem surgir dores de cabeça, vômitos matinais, desequilíbrio ao andar e alterações na visão.

    “A criança não inventa doença. Os pais ou responsáveis devem observar mudanças no comportamento e levá-la regularmente ao pediatra”, orienta a médica.

  • Circuito multissensorial em unidades básicas de saúde previne quedas em idosos

    Circuito multissensorial em unidades básicas de saúde previne quedas em idosos

    Testes de equilíbrio em consultas de rotina e realização de atividades guiadas ajudam idosos a manter a mobilidade

    Mais de 50 unidades básicas de saúde (UBSs) estão aptas a oferecer os Circuitos Multissensoriais, programa da Secretaria de Saúde (SES-DF) que disponibiliza atividades para reforçar o equilíbrio e evitar quedas da população idosa. Um dos grupos, que funciona na UBS 2 da Asa Norte, oferece, semanalmente, um trajeto composto por diversas estações com atividades físicas específicas, como desvio de obstáculos, exercícios de coordenação motora e práticas de fortalecimento muscular.

    De acordo com a fisioterapeuta Daniele Hossaka, coordenadora do programa na UBS 2, o circuito conta com equipamentos variados, como pesos livres, cordas, estepes, argolas e camas elásticas. “Esses exercícios evitam a queda. Temos vários pacientes que relatam a volta do equilíbrio e da segurança ao fazer as atividades”, explica.

    A profissional relata que a participação também ajuda na melhoria do convívio social e saúde mental e destaca que é preciso mais atenção nessa fase da vida. “Com o envelhecimento, o corpo humano sofre algumas modificações fisiológicas, como a perda de músculos, de massa magra, massa óssea e visão. Por isso, o exercício físico é essencial para ter a manutenção do volume muscular e evitar sarcopenia – perda de massa e força muscular”, afirma.

    Suely Rosa, 68, moradora da Asa Norte, conta que o programa de equilíbrio da UBS tem sido fundamental para manter-se saudável. “Sou aluna do grupo há mais de dois anos e posso dizer que me sinto muito mais equilibrada agora. Antes, caía constantemente, tropeçava e perdia o equilíbrio, o que me causava muitos transtornos. Hoje, estou mais forte, consigo levantar da cadeira sem esforço e caminhar com mais facilidade”, relata.

    Ela destaca também que a equipe multidisciplinar a ajudou a controlar o diabetes e a labirintite, doenças que antes pioravam a mobilidade. “A equipe de nutrição foi essencial para controlar o meu colesterol e a taxa de açúcar no sangue, algo que antes parecia impossível”, comenta. Além disso, a convivência com o grupo de amigos – formado por pessoas da mesma faixa etária – auxilia na saúde mental.

    Para Hossaka, além dos fatores biológicos, é necessário prestar atenção ao uso de medicamentos. “É comum que idosos tomem sedativos, ansiolíticos ou diuréticos, que também podem estar atrelados aos riscos de queda. Sem contar que a senilidade pode causar confusão mental e fazer com que a pessoa acabe trocando remédios ou errando na dosagem”, pontua.

    Como evitar quedas

    O último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o Brasil possui 22 milhões de pessoas com 65 anos ou mais, o equivalente a 11% da população. As quedas representam um sério risco à saúde e à qualidade de vida dos idosos. Segundo dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), 40% das pessoas com 80 anos ou mais sofrem quedas anualmente. Esse dado alarmante reforça a necessidade de ações eficazes de prevenção.

    O ortopedista Nicolay Jorge Kircov, da SES-DF, aponta que, para identificar pacientes vulneráveis que necessitam de maior atenção, recomenda-se a realização de testes de equilíbrio e de mobilidade durante as consultas de rotina.

    “Esses testes, em geral, consistem em avaliar a capacidade do idoso de se manter equilibrado por dez segundos em diferentes posições. É uma ferramenta valiosa para o rastreio do risco de quedas em pessoas dessa faixa etária”, pontua.

    Para o médico, a prática regular de atividades físicas em busca de fortalecimento muscular, a alimentação balanceada e o tratamento de comorbidades, como hipertensão e diabetes, são medidas essenciais para prevenir quedas. “A remoção de tapetes, o uso de calçados adequados e presos aos pés, a instalação de barras de apoio em banheiros e a melhoria da iluminação são também cuidados fundamentais”, reforça.

  • Aberto processo seletivo de monitoria para estudantes de medicina

    Aberto processo seletivo de monitoria para estudantes de medicina

    São 50 vagas no total, sendo 20 remuneradas e 30 voluntárias; período de inscrição começa nesta segunda (10) e vai até sexta-feira (14)

    A Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), integrada à Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) e mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), divulgou a abertura de processo seletivo para vagas de monitoria. Destinado a estudantes de medicina que estejam na 2ª, 3ª ou 4ª série, o edital oferece um total de 50 vagas, sendo 20 remuneradas e 30 voluntárias.

    Ao se inscrever, o estudante deve escolher pela opção de vaga nas unidades educacionais de Anatomia, Histologia ou Habilidades e Atitudes (HA), observando a oferta para cada uma das séries. A bolsa monitoria tem valor mensal de R$ 240, vedada a acumulação com outros tipos de bolsa ou auxílio financeiro, exceto a bolsa permanência.

    Os monitores atuarão junto aos docentes no suporte às atividades didáticas, promovendo a integração acadêmica e facilitando o processo de aprendizagem. Além disso, desempenharão atividades práticas conforme o programa da unidade educacional escolhida.

    A diretora da Escs, Viviane Peterle, detalha que o processo seletivo consiste em uma aplicação de provas teórica e prática para a unidade educacional de Histologia e Anatomia, com caráter classificatório e eliminatório, e da análise do escore individual do Programa Educacional de HA do estudante no ano de 2024. Segundo a diretora, a monitoria representa uma oportunidade fundamental para o desenvolvimento de competências essenciais para a prática profissional.

    “A monitoria pode ser entendida dentro do conceito de Atividades Práticas Confiáveis [APCs], pois permite que o estudante desenvolva habilidades específicas em um ambiente supervisionado e de responsabilidade progressiva”, destaca Viviane. “O estudante não apenas aprimora suas competências técnicas e pedagógicas, mas também exerce um papel ativo no apoio a outros estudantes, consolidando seu aprendizado em áreas de maior afinidade.”

    Para participar do processo seletivo, o candidato deve escolher até duas opções de vaga por unidade educacional e preencher o formulário de inscrição, disponível a partir desta segunda-feira (10), no site da Fepecs. É fundamental que os candidatos observem todas as informações que constam no edital e realizem corretamente o envio dos documentos exigidos.

    Cronograma

    • Inscrições – 10 a 14 de fevereiro
    • Realização da prova para unidade educacional Anatomia – 24 de fevereiro
    • Realização da prova para unidade educacional Histologia – 26 de fevereiro
    • Homologação do resultado final – 14 de março
    • Início das atividades – A partir de 31 de março

  • Finalizada etapa de fundação das obras da UBS da Ponte Alta, no Gama

    Finalizada etapa de fundação das obras da UBS da Ponte Alta, no Gama

    Unidade vai contar com farmácia, consultórios equipados, áreas de imunização e atendimento coletivo

    A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) finalizou mais uma etapa da construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Ponte Alta, no Gama. As equipes de trabalho instalaram os ⁠blocos de fundação da edificação principal e as ⁠vigas da estrutura. A obra completa tem investimento de R$ 5.250.814,42.

    O projeto conta com recepção, área de espera, banheiros públicos adaptados para pessoas com deficiência, fraldário, vestiários e depósito de equipamentos. A estrutura incluirá farmácia, sala de educação em saúde, sala de acolhimento e consultórios equipados com sanitários. Outros espaços previstos são áreas específicas para imunização, medicação, inalação, coleta de exames e curativos. Além disso, a unidade contará com instalações administrativas, sala de apoio para agentes comunitários de saúde, rouparia, copa, almoxarifado e expurgo.

    Entre os próximos serviços a serem executados está o reaterro das valas dos blocos e vigas, o ⁠aterro e compactação para execução de laje de piso, as ⁠instalações hidrossanitárias, a ⁠execução de laje de piso em concreto armado e os a colocação dos ⁠pilares e vigas em aço.

    O presidente da Novacap, Fernando Leite, destaca o compromisso da empresa com a entrega da unidade. “Essa UBS é um passo importante para melhorar o acesso aos serviços de saúde na região da Ponte Alta do Gama, nosso objetivo é que ela seja entregue o quanto antes para a população”, afirma o gestor.

    “Ampliar a Atenção Primária à Saúde é uma das prioridades do Governo do Distrito Federal, e a Novacap é fundamental neste processo. Com novas UBSs, ampliamos e facilitamos o acesso da população”, explica a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

    Além da UBS da Ponte Alta do Gama, a companhia concluirá a construção de mais três unidades localizadas em Santa Maria, Chapadinha e Brazlândia. Cada unidade tem capacidade para atender até 300 pacientes diariamente.

  • Hospital Regional de Santa Maria elege novo diretor clínico

    Hospital Regional de Santa Maria elege novo diretor clínico

    Thiago Martins Neves atua na especialidade de clínica médica e trabalha no HRSM desde 2011

    O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) conta com um novo diretor clínico a partir deste sábado (1º de fevereiro). Dois médicos concorreram ao cargo: Nestor Francisco Miranda Júnior e Thiago Martins Neves. A eleição ocorreu no dia 21 deste mês e foi exclusiva para os médicos do corpo clínico do HRSM, conforme estipulado no artigo 5º do edital da eleição do diretor clínico. Após a contagem dos votos, Thiago Martins Neves foi declarado vencedor, superando seu concorrente com uma diferença de 26 votos.

    “Meu objetivo é proporcionar melhorias no atendimento e nas condições de trabalho de cada profissional médico e, consequentemente, trazer benefícios para a população de forma geral”, diz Thiago Martins Neves, eleito novo diretor clínico do Hospital Regional de Santa Maria | Foto: Alberto Ruy/IgesDF

    O novo diretor clínico é servidor de carreira da Secretaria de Saúde (SES-DF) e trabalha no Hospital Regional de Santa Maria desde 2011. Formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), atua na especialidade de clínica médica.

    Thiago Martins Neves já exerceu diversas funções de gestão dentro do HRSM, como chefe da Clínica Médica e chefe do Núcleo Interno de Regulação. Além disso, já atuou em quase todos os setores da Clínica Médica, desde o pronto-socorro até a enfermaria.

    Sua expectativa é dar continuidade ao trabalho realizado na gestão da médica Janaina Machado, que ocupou a função por dois mandatos, totalizando dois anos à frente da Diretoria Clínica do HRSM.

    “Meu objetivo é proporcionar melhorias no atendimento e nas condições de trabalho de cada profissional médico e, consequentemente, trazer benefícios para a população de forma geral. É inerente ao cargo de diretor clínico ser o representante médico dentro do hospital”, afirmou Neves. Ele adiantou que, assim que iniciar seu mandato, irá percorrer todos os setores para identificar as principais demandas e sugestões dos profissionais.

    Segundo a Resolução nº 2.147/2016 do Conselho Federal de Medicina (CFM), o diretor clínico deve garantir excelentes condições de trabalho para os médicos e assegurar que todos os pacientes recebam assistência médica adequada. Entre suas atribuições também estão a supervisão dos atos médicos praticados pelo corpo clínico, o incentivo à criação e organização de centros de estudos, e a garantia de boas condições de aprendizagem para estagiários e residentes.

  • Programa mensal de castração gratuita do GDF beneficiará 720 animais em fevereiro

    Programa mensal de castração gratuita do GDF beneficiará 720 animais em fevereiro

    Agendamentos ocorrem nos dias 29 e 30 deste mês, pelo sistema Agenda DF; programa reforça controle populacional e saúde pública

    A Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF) abriu 720 vagas para a castração gratuita de cães e gatos em fevereiro. A iniciativa visa a promover o bem-estar animal, a saúde pública e a sustentabilidade ambiental. Os agendamentos estarão disponíveis na quarta (29) e na quinta-feira (30), no site Agenda DF. Na quarta, às 9h, será possível agendar para gatos e às 14h, para gatas. No dia 30, os agendamentos abrirão às 9h para cachorros e às 14h, para cadelas.

    “A castração gratuita é uma política pública essencial, que não apenas contribui para o controle populacional, mas também previne doenças e promove a saúde pública”, reforça a secretária de Proteção Animal substituta, Edilene Cerqueira. “Esse compromisso reflete o empenho do Governo do Distrito Federal em cuidar dos animais e de toda a comunidade.”

    Ao longo de 2024, a Sepan-DF atingiu a marca de 12.444 castrações realizadas. O esforço, que abrangeu cães e gatos, alcançou números expressivos em todas as categorias, incluindo 2.894 cachorros, 3.548 cadelas, 3.172 gatas e 2.830 gatos. De acordo com a secretaria, para este ano, a meta é aumentar ainda mais a cobertura, priorizando regiões carentes e ampliando o acesso gratuito ao serviço, consolidando o Distrito Federal como referência em políticas de proteção animal.

    Regras e orientações

    Cada CPF pode registrar no máximo dois agendamentos. Apenas moradores do Distrito Federal podem participar, sendo necessário apresentar comprovante de residência no dia da cirurgia. Já menores de 18 anos não podem realizar agendamentos. Também não é permitido trocar, na inscrição, o sexo ou a espécie do animal após o agendamento.

    Em caso de cancelamento, a vaga será perdida. No dia da cirurgia, os tutores devem apresentar documento de identificação com foto, comprovante de residência no DF em nome do responsável e comprovante de agendamento impresso.

    Veja abaixo a relação das clínicas conveniadas.

    ⇒ Coração Peludinho (Gama): 432 vagas (108 para cada espécie e sexo)

    ⇒ Clínica Dr. Juzo (Samambaia): 144 vagas (36 para cada espécie e sexo)

    ⇒ Pet Adote (Paranoá): 144 vagas (36 para cada espécie e sexo).

  • Campanha Janeiro Roxo alerta para importância do diagnóstico precoce de hanseníase

    Campanha Janeiro Roxo alerta para importância do diagnóstico precoce de hanseníase

    No DF, dados indicam uma diminuição de casos nos últimos três anos; doença pode ter consequências graves se não for tratada

    Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) indicam que os casos de hanseníase diminuíram nos últimos três anos no Distrito Federal. Foram registradas 108 ocorrências em 2024. O número é 29,4% menor que os 153 casos registrados em 2022. Em 2023 foram 130 registros da doença. Apesar da diminuição, o Brasil é o segundo país do mundo com a maior ocorrência de casos, segundo o Ministério da Saúde (MS). Com o objetivo de conscientizar a população e os profissionais de saúde, o mês de janeiro levanta atenção para o diagnóstico precoce da doença, fundamental para uma boa recuperação.

    Atualmente, a Estratégia Global de Hanseníase 2021-2030, da Organização Mundial da Saúde (OMS), visa interromper a transmissão e alcançar a meta de zero casos. A subnotificação e o atraso do diagnóstico podem levar a sequelas a longo prazo. “O Janeiro Roxo coloca a doença em evidência e desperta a atenção da população para eventuais sintomas e lesões para os quais não haviam procurado assistência, geralmente por não achar que fosse algo importante”, enfatizou a Referência Técnica Distrital em dermatologia da SES-DF, Ana Carolina Igreja. “Também desperta nos próprios profissionais um alerta para a doença”, completou.

    Sintomas

    A hanseníase, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, é uma doença que atinge pessoas de ambos os sexos e de todas as faixas etárias. Ela pode apresentar evolução lenta e progressiva e, quando não tratada, pode causar sequelas como deformidades e incapacidade físicas, e comprometer os nervos periféricos, extremidades e a pele. A principal forma de transmissão é por via aérea – como gotas de saliva – provenientes de um contato prolongado com algum portador não diagnosticado e não tratado.

    A especialista da SES-DF explica que o diagnóstico tardio decorre, muitas vezes, da negligência aos sintomas, que podem ser confundidos com outras doenças. “Os sinais mais comuns são manchas com sensibilidade alterada. Mas nódulos eritematosos [caroços vermelhos, dolorosos e inchados], áreas com alteração de sensibilidade, áreas com diminuição sudorese [suor] e pilificação [pelos no corpo] também são sintomas frequentes”, detalhou.

    Tratamento

    A doença tem cura e o tratamento, padronizado pelo MS, é realizado por meio da associação de três antimicrobianos, denominada de Poliquimioterapia Única (PQT). O tempo pode variar de seis a 12 meses, de acordo com a forma clínica da doença.

    No DF, o atendimento às suspeitas é feito pelas unidades básicas de saúde (UBSs), que encaminham os casos em que haja necessidade aos serviços de referência – no Centro Especializado de Doenças Infecciosas (Cedin), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

  • Sábado terá vacinação em estádio do Gama

    Sábado terá vacinação em estádio do Gama

    Secretaria de Saúde terá 50 locais de atendimento. Destaque também para o Carro da Vacina e o GDF Mais Perto do Cidadão

    A população do Distrito Federal pode aproveitar o sábado (25) para atualizar a caderneta de vacinação. Serão mais de 50 locais para se vacinar em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e eventos como GDF mais perto do Cidadão, em Planaltina, e o jogo entre Gama e Legião pelo Campeonato Brasiliense, no Bezerrão, no Gama. Além disso, o Carro da Vacina estará no Sol Nascente.

    Haverá oferta de doses para bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos, conforme o indicado para cada faixa etária. Além da vacinação de rotina, também haverá imunizantes contra influenza, dengue e covid-19, mas é preciso conferir a disponibilidade em cada local. A lista completa com endereços, horários e vacinas está disponível no site da Secretaria de Saúde (SES-DF).

    A orientação é levar documento pessoal e, se possível, a caderneta de vacinação. Será possível ainda tomar mais de um imunizante no mesmo dia, conforme avaliação das equipes. Não haverá imunização no domingo (26).

  • Ceilândia e Sol Nascente têm ações contra dengue reforçadas

    Ceilândia e Sol Nascente têm ações contra dengue reforçadas

    Ampliadas, equipes de vigilância da Secretaria de Saúde visitam 4.900 imóveis a cada semana

    A cada semana, 4.900 imóveis localizados em Ceilândia e no Sol Nascente/Pôr do Sol recebem visitas de agentes de vigilância ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF). A meta foi alcançada com a ampliação da equipe: com a convocação de novos servidores, 69 foram deslocados para atuar na área. Hoje, são 192 agentes no Núcleo Regional de Vigilância Ambiental (Nuval) de Ceilândia, incluindo o reforço dado pelo Ministério da Saúde.

    De acordo com a chefe substituta do Nuval de Ceilândia, Mônica de Oliveira, a ampliação da equipe é um dos fatores que explicam a melhoria do cenário. “Os agentes trabalham com a implantação das estações disseminadoras de larvicidas e com as ovitrampas – [também chamadas de armadilhas de oviposição, são pequenos recipientes de plástico, que servem para que as fêmeas coloquem seus ovos], além das visitas domiciliares. Isso tudo ajuda a reduzir o número de casos”, detalha.

    Na primeira semana de 2024, somente em Ceilândia, foram registrados 1.408 casos de dengue, sendo apontada como a região mais crítica do Distrito Federal (DF). Em 2025, o número caiu para 27, uma queda de 98,1%. No Sol Nascente/Pôr do Sol, a redução foi de 95,6%, de 338 para 15. Os dados do primeiro boletim epidemiológico de 2025 mostram que, em todo o DF, a redução ficou em 98%, com queda de 8.228 casos para 196.

    Participação

    Além dos números, a população reconhece a melhora. Aos 83 anos, a aposentada Eva Rosa de Jesus diz contar com a ajuda dos agentes para garantir a proteção dela e da família contra a doença. “Eu tive dengue no ano passado. Foi duro. A gente sempre se cuidou, mas agora aumentamos esse cuidado”, conta. Moradora do P Sul, ela recebeu a visita dos Avas na última terça-feira (14) e se orgulhou por não ter nenhum foco do mosquito em casa. “Aqui a gente guarda água, mas é sempre tudo tampado”, relata.

    Agentes da Secretaria de Saúde ajudam a população no combate à dengue

    Mônica de Oliveira relata que muitos moradores passaram a armazenar água após o período de racionamento vivido em 2017. “Foi um legado negativo daquele tempo. Quase toda casa tem tambor de água, então orientamos que é preciso manter tampado para não haver criadouro do mosquito”, explica. Plantas, vasos, calhas e outros recipientes também estão no foco dos agentes, que dividem cada visita entre intervenções diretas e orientações aos moradores.

    Também moradora do P Sul, a professora Marinalva Araújo agradece pelas lições deixadas pelos profissionais. “Eu creio que é fundamental o trabalho deles. As informações são mais pontuais, mais próximas. E uma casa organizada é melhor para a gente, sempre limpando, sempre cuidando”, opina.

    Fortalecimento de equipes

    Além do Nuval Ceilândia, a SES-DF conta com outros 14 núcleos regionais de vigilância ambiental. Ao todo, são 858 Avas, dos quais 454 ingressaram em 2024 e 41 em 2025. Esses profissionais também atuam com controle de pragas e atividades para prevenção de doenças, incluindo as campanhas de vacinação antirrábica para cães e gatos.

    Os serviços de vigilância ambiental podem ser solicitados pelo número (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 162.