Categoria: Saúde

  • Moradores de Santa Maria recebem orientações e medidas de combate à dengue

    Moradores de Santa Maria recebem orientações e medidas de combate à dengue

    Conscientização faz parte do Dia D Contra a Dengue, organizado pela Administração Regional e a Secretaria de Saúde. Ação também incluiu recolhimento de inservíveis e entulhos

    O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para combater o mosquito da dengue rotineiramente. Neste sábado (3), os moradores de Santa Maria receberam a visita de agentes de Vigilância Ambiental e de servidores do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), para verificar a presença de focos do Aedes aegypti e repassar orientações sobre as formas de combate. A ação faz parte do Dia D Contra a Dengue, promovida pela Administração Regional de Santa Maria em parceria com a Secretaria de Saúde (SES-DF), e continua neste domingo (3).

    Moradores de Santa Maria receberam a visita de agentes de Vigilância Ambiental e de servidores do Corpo de Bombeiros Militar para verificar a presença de focos do Aedes aegypti | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    A concentração das equipes ocorreu durante a 40ª edição do GDF Mais Perto do Cidadão, próximo ao ginásio poliesportivo de Santa Maria. Presente no evento, a vice-governadora Celina Leão observou a importância da parceria conjunta. “Temos armadilhas montadas e várias outras tecnologias para acompanhar a questão da dengue. Nós sabemos que o combate é uma luta de todos e precisamos da atenção da população. Os focos estão dentro das residências, e agora que começa a chover, começa a proliferação dos mosquitos”, disse.

    A força-tarefa mobilizou cerca de 100 bombeiros militares e passou em endereços das Quadra 103 do Condomínio Santos Dumont e na Vila dos Carroceiros. “É importante abrir a casa para receber as equipes. Às vezes tem lugar que a gente nem imagina que pode nos prejudicar. Então, vamos abrir a porta para nos ajudar a fazer um trabalho em prol de todo o Distrito Federal”, defendeu o comandante-geral do CBMDF, Sandro Gomes.

    O subsecretário de Vigilância à Saúde da SES-DF, Fabiano dos Anjos, destacou o potencial educativo do serviço: “Esse trabalho casa a casa é o momento em que temos a oportunidade de estar próximo do morador, para orientar e identificar os potenciais criadouros no domicílio. Quando identificamos a presença da larva, retiramos do local e mostramos para o morador, para que ele entenda o risco que tem dentro de casa.”

    Segundo o subsecretário, os agentes aplicam larvicidas para tratamento focal em pontos que não permitem a remoção das larvas e, quando há registro de número elevado de criadouros, fazem a pulverização de veneno. “A Borrifação Residual Intradomiciliar é uma nova tecnologia que a Secretaria de Saúde tem implementado para auxiliar o combate à dengue. É uma substância que fica aderida ao local por um período maior de tempo – a literatura fala em até 60 dias. Então, quando o mosquito tiver contato com essa superfície, a substância vai aderir à estrutura do mosquito e vai matá-lo”, esclarece.

    O aposentado Fernandino Rocha Coelho, 80, revelou que acumula materiais de construção no quintal, mas, atento às orientações, cuida para não ter criadouros do mosquito

    O Dia D também incluiu o recolhimento de entulho e inservíveis das ruas da cidade com 20 caminhões caçamba e outros maquinários. Os materiais foram encaminhados ao Serviço de Limpeza Urbana (SLU). “Estamos limpando a cidade e recolhendo todo o entulho que foi descartado de uma forma ilegal, infelizmente. É o GDF trabalhando na prevenção contra a dengue”, frisou o administrador regional de Santa Maria, Josiel França. O serviço teve apoio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e da Secretaria de Governo (Segov-DF).

    A hora de prevenir é agora

    Como o Aedes aegypti se reproduz em água parada, é essencial que qualquer recipiente, por menor que seja, seja eliminado, uma vez que pode se tornar um criadouro. A medida vale para vasos de plantas, pneus, garrafas e até mesmo tampinhas de garrafas, locais ideais para o inseto depositar seus ovos.

    Essa foi uma das orientações repassadas ao instalador de ar-condicionado Éder Marques de Souza, 49 anos. Durante a visita, o morador de Santa Maria descobriu que havia larvas do mosquito em uma de suas plantas. “Eles verificaram tudo e acharam uma bromélia que vou ter tirar do jardim, porque está acumulando água. Vou colocar em outro lugar para não causar dengue aos vizinhos e nem para o pessoal daqui de casa”, garantiu.

    Outras formas de combater a proliferação do mosquito é manter caixas d’água, tonéis e barris bem tampados, e instalar telas em janelas e portas para impedir a entrada em casa. O aposentado Fernandino Rocha Coelho, 80, revelou que acumula materiais de construção no quintal, mas, atento às orientações, cuida para não ter criadouros do mosquito. “Essas visitas são necessárias porque a vigilância do próprio do dono nem sempre é igual ao olho de quem visita. Sem a visita a gente não tem nem estatística como é que anda o lugar.”

  • Poliomielite: Entenda o novo esquema vacinal contra a paralisia infantil

    Poliomielite: Entenda o novo esquema vacinal contra a paralisia infantil

    A vacina injetável substituirá a vacina oral contra a pólio em todo o país a partir de hoje

    A luta contra a paralisia infantil ganhou um novo esquema vacinal. Não se trata de uma nova vacina, mas sim de uma outra forma de promover a imunização de bebês e crianças. A partir de hoje, 4 de novembro, as populares gotinhas deixarão de existir e a vacinação será exclusivamente injetável.

    As duas doses em gotas da vacina oral poliomielite bivalente (VOPb) foram substituídas pela injeção, chamada de vacina inativada poliomielite (VIP). O novo esquema tem a seguinte ordem: crianças de 2 meses: 1ª dose; 4 meses: 2ª dose; 6 meses: 3ª dose; 15 meses – dose de reforço.

    “A gotinha deixa de existir, mas a proteção para as nossas crianças continua e de forma ainda mais segura. O Zé Gotinha, no entanto, segue trabalhando como símbolo de vacinação para alertar sobre a prevenção de outras doenças e ajudando a salvar vidas”, ressalta a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

    A mudança realizada pelo Ministério da Saúde é baseada em evidências científicas e recomendações internacionais. No DF, desde 28 de setembro, a Secretaria de Saúde (SES-DF) não aplica mais as doses de reforço VOPb.

    O Zé Gotinha segue trabalhando como símbolo de vacinação para alertar sobre a prevenção de outras doenças e ajudando a salvar vidas | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF

    “Não foi introduzida uma nova vacina. O que temos é um novo esquema vacinal. Ou seja, deixamos de oferecer o formato híbrido entre as gotas e a vacina injetável para ficar apenas a injetável. Temos estoque suficiente para atender o novo esquema. A vacina oral contra a poliomielite já foi retirada das salas de vacina e está em processo de logística reversa para o Ministério da Saúde”, explica a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira.

    Após a aplicação das três primeiras doses, o imunizante injetável confere quase 100% de proteção, com altos títulos de anticorpos. Já para as doses de reforço em crianças de 15 meses e menores de 5 anos, a orientação é comparecer às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para definir as datas de vacinação.

  • Aplicativo auxilia famílias nos cuidados com crianças que têm câncer

    Aplicativo auxilia famílias nos cuidados com crianças que têm câncer

    Desenvolvida pelo HCB e pela Universidade de Brasília, ferramenta PedOnco foi lançada durante evento acadêmico

    Uma parceria desenvolvida entre o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) e a Universidade de Brasília (UnB) resultou na criação do aplicativo PedOnco, ferramenta que busca orientar pais, mães e cuidadores de crianças com câncer sobre o tratamento. O aplicativo, desenvolvido com a contribuição da Med Health e financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), foi apresentado durante a Feira de Negócios e Inovação da UnB, nos dias 24 e 25 deste mês.

    “O aplicativo traz soluções para o tratamento da criança em si, para a educação da família, no sentido do que falamos muito: nosso cuidado tem que ser centrado na família, no paciente”, explica a diretora técnica do hospital, Isis Magalhães.

    O PedOnco surgiu das dificuldades enfrentadas por familiares de crianças em tratamento oncológico. “Fizemos um trabalho com pacientes com leucemia linfoide aguda, para identificar quais eram as barreiras de adesão”, relata a professora de Farmácia, Patrícia Medeiros, da UnB. “A principal barreira foi a falta de entendimento – do que é a doença, para que o medicamento serve, quais são os efeitos adversos”.

    Acessibilidade

    De forma acessível e com identidade visual lúdica para as crianças, o PedOnco separa os conteúdos em capítulos voltados a higiene de mãos, armazenamento de medicamentos e partição de comprimidos, entre outros assuntos ligados à rotina de cuidados com as crianças. O aplicativo funciona offline, de modo que o usuário não seja impedido de acessar os conteúdos por problemas de conexão com a internet. O HCB recebeu um livro impresso em Braille, para atender crianças ou seus responsáveis com deficiência visual, que é um espelho do aplicativo digital.

    Isis Magalhães ressalta a importância da parceria entre UnB e HCB, que integra a rede pública de saúde do Distrito Federal: “Estamos nessa construção há alguns anos; você vê a academia indo ao hospital, tentando entender as dificuldades na prática, procurando soluções tecnológicas e de desenvolvimento e contribuindo efetivamente, de forma prática, clara”.

    Durante o desenvolvimento do aplicativo, os profissionais envolvidos contaram com o Núcleo de Apoio ao Pesquisador – setor do HCB responsável pelo auxílio em questões burocráticas e documentais das pesquisas, bem como pela mediação entre pesquisadores e as diferentes áreas do hospital. Com o lançamento do PedOnco, o núcleo já verifica a possibilidade de dar continuidade ao projeto.

    “Gostaríamos de testar o aplicativo com os pacientes e, ao mesmo tempo, verificar se conseguimos mensurar a melhoria da adesão terapêutica por meio do aplicativo”, afirma a gerente de Pesquisa do HCB, Cristiane Salviano. “São ideias que podem fundamentar a implementação dessa tecnologia nos protocolos de tratamento.”

  • Substituição da gotinha contra poliomielite pela vacina injetável começa em 4 de novembro

    Substituição da gotinha contra poliomielite pela vacina injetável começa em 4 de novembro

    Mudança realizada pelo Ministério da Saúde é baseada em critérios epidemiológicos, evidências científicas e recomendações internacionais

    Nesta quinta-feira (24) é o Dia Mundial de Combate à Poliomielite. E para 2024 há uma novidade: a partir de 4 de novembro, as populares gotinhas deixarão de existir e a vacinação será exclusivamente injetável. A mudança realizada pelo Ministério da Saúde é baseada em critérios epidemiológicos, evidências científicas sobre a vacina e recomendações internacionais.

    As duas doses em gotas da vacina oral poliomielite bivalente (VOPb) serão substituídas pela injeção, chamada de vacina inativada poliomielite (VIP). O novo esquema terá a seguinte ordem: a criança tomará a 1ª dose aos 2 meses; a 2ª dose, aos 4 meses; a 3ª, aos 6 meses; e a dose de reforço aos 15 meses de idade.

    No DF, desde 28 de setembro, a Secretaria de Saúde (SES-DF) não aplica mais o reforço VOPb. Crianças de 15 meses a 4 anos e 11 meses que precisam tomar a dose devem comparecer às unidades básicas de saúde (UBSs) a partir de 4 de novembro para definir as datas de vacinação.

    “A gotinha teve um papel fundamental no controle da pólio. Sua suspensão, contudo, não significa a aposentadoria do Zé Gotinha, que continua como o principal símbolo da saúde no país”, ressalta a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

    Apesar do uso de vacinas injetáveis na prevenção à poliomielite, o Zé Gotinha continuará sendo principal símbolo do combate à doença | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

    Prevenção

    Após a aplicação das três primeiras doses, o imunizante injetável confere quase 100% de proteção, com altos títulos de anticorpos. A vacina injetável carrega um conjunto de vírus inativados, facilitando a produção de anticorpos apenas com partículas do vírus, sem que ele esteja vivo. A nova proposta sugere menos doses e é indicada também a crianças imunocomprometidas.

    De acordo com a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, a imunização é o meio mais eficaz contra a poliomielite. “A vacina protege. É uma doença que está eliminada do nosso território, das Américas, mas não do mundo. Por isso, precisamos que as crianças estejam protegidas para que a pólio não retorne. É extremamente importante que os pais mantenham o cartão vacinal infantil atualizado”, destaca.

    “A gotinha teve um papel fundamental no controle da pólio”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

    Consenso

    No Brasil, a substituição pela vacina injetável contra a poliomielite foi amplamente discutida em reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI) e recebeu aval do colegiado. A decisão contou com participação de representantes de sociedades científicas e dos conselhos Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), e também teve acompanhamento das Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Poliomielite

    A poliomielite é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que pode infectar crianças e adultos, por meio do contato direto com fezes ou secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes (tosse, espirro, fala). Em casos mais graves, pode ocasionar paralisia dos membros inferiores.

    O Brasil não detecta casos de poliomielite pelo vírus selvagem desde 1989. No DF, a doença não é registrada desde 1987. Ainda assim, o desafio é impedir a reintrodução da enfermidade no país.

  • Festival de canoagem para mulheres sobreviventes do câncer de mama chega a Brasília

    Festival de canoagem para mulheres sobreviventes do câncer de mama chega a Brasília

    Evento internacional Dragon Boat será realizado entre 24 e 27 de outubro com atividades de conscientização no Lago Paranoá

    Entre os dias 24 e 27 de outubro, Brasília sediará a segunda edição do Festival Dragon Boat para Mulheres Sobreviventes do Câncer de Mama. O evento conta com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer  do Distrito Federal (SEL-DF) e será realizado na Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade), das 8h às 22h, com o objetivo de promover a conscientização sobre o Outubro Rosa e destacar a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

    O Festival Dragon Boat é uma iniciativa do movimento Remadoras Rosa, formado por mulheres que enfrentaram ou estão em tratamento contra o câncer de mama. A prática da canoagem estilo Dragon Boat é uma das principais atividades do evento, modalidade de origem chinesa que foca no exercício dos membros superiores, contribuindo para a melhoria do fluxo linfático e prevenção de linfedema – um tipo de inchaço comum em pacientes com câncer de mama.

    De acordo com o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, a parceria com o evento reforça o papel do esporte na saúde e no apoio às mulheres que enfrentam essa batalha. “A Secretaria de Esporte e Lazer tem um compromisso com a promoção de atividades que integram saúde e bem-estar. Apoiar o Festival Dragon Boat é uma forma de valorizar o esporte como ferramenta de acolhimento e superação para as mulheres que enfrentam o câncer de mama”, afirmou.

    O evento contará com a participação de 15 equipes de países como Brasil, Chile, Argentina, Colômbia e Canadá, totalizando 350 remadoras. Além das competições de canoagem, a programação inclui palestras, práticas de bem-estar e passeios para os demais participantes.

    A Associação Canomama de Saúde, Esporte e Cultura do Distrito Federal é a responsável pela organização do evento, que faz parte das atividades do Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, com o intuito de reduzir a incidência e mortalidade da doença.

    Serviço
    Festival Dragon Boat para Mulheres Sobreviventes do Câncer de Mama
    Local: Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade), Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2
    Data: 24 a 27 de outubro
    Horário: 8h às 22h

  • Chuvas aumentam o risco de picadas de escorpião

    Chuvas aumentam o risco de picadas de escorpião

    Aracnídeos representam mais de 85% dos casos de acidentes com animais peçonhentos no DF; unidades de saúde referência para tratamento de picadas incluem o Hmib e dez hospitais regionais

    Com a chegada do período chuvoso no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta para o aumento no número de acidentes envolvendo animais peçonhentos. Em 2023, foram registrados 2.771 casos, e em 2024, até setembro, já são 2.552. Escorpiões, animais artrópodes invertebrados, são responsáveis por mais de 85% dessas ocorrências. Isso se deve ao fato de que, com o aumento de água em bueiros, caixas de energia e esgotos, esses aracnídeos são forçados a buscar novos refúgios, frequentemente invadindo residências.

    A picada do escorpião-amarelo, a espécie mais comum e perigosa no Brasil, pode causar reações graves e até fatais. De janeiro a setembro de 2024, o DF registrou 2,1 mil notificações de acidentes com escorpiões, contra 2,2 mil no mesmo período de 2023.

    As unidades de saúde referência para tratamento de picadas de escorpião no DF incluem o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e dez hospitais regionais: Guará, Brazlândia, Paranoá, Ceilândia, Gama, Santa Maria, Planaltina, Sobradinho, Taguatinga e Asa Norte.

    O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox-DF), em operação desde 2004, desempenha papel crucial na prevenção e no tratamento de emergências toxicológicas e acidentes com animais peçonhentos. Em 2024 foram realizados 484 atendimentos, 91 deles com escorpiões.

    Josiane Canterle, jornalista, moradora da zona rural de Sobradinho, relata que foi picada por um escorpião este ano e também por uma lagarta-de-fogo. “Liguei para o CIATox e eles me explicaram todos os cuidados que deveria tomar. Até enviei uma foto da lagarta para identificação e, como era venenosa, me recomendaram fazer exames de sangue. Também recebi orientações para monitorar sintomas como ardência, vermelhidão e febre”, conta.

    “No dia seguinte, a mesma atendente entrou em contato para saber como eu estava e me orientou a verificar se havia mais lagartas na propriedade. A espécie identificada foi a Lonomia obliqua”, completa a jornalista.

    Telefones do CIATox-DF:

    → 0800 644 6774
    → 0800 722 6001
    → (61) 9 9288-9358

    O que fazer em caso de picada de escorpião?

    Em caso de picada de escorpião, é essencial procurar atendimento médico imediatamente. A médica Andrea Amora, do CIATox-DF, alerta: “Não é necessário capturar o escorpião, mas é importante informar ao profissional de saúde o máximo de características possíveis, como cor e tamanho do animal. Lave o local da picada com água e sabão e, em hipótese alguma, aplique no local substâncias como pó de café ou álcool”.

    A especialista também ressalta que nem todos os casos de picada exigem o uso de soro antiescorpiônico. “Mas, se a picada ocorrer em uma criança, é fundamental levá-la imediatamente ao hospital mais próximo”. Em casos graves, o paciente poderá receber soro antiveneno e medicação sintomática nas unidades de saúde para evitar a piora do quadro clínico. O tratamento com soro é mais eficaz se administrado nas primeiras 48 a 72 horas após a picada.

    Além de escorpiões, as chuvas também podem favorecer o aparecimento de lacraias e lagartas peçonhentas, como as de borboletas e mariposas, que estão em fase jovem durante essa estação.

    Prevenção

    Manter jardins, quintais e outros espaços abertos limpos e organizados é essencial para evitar o aparecimento de animais peçonhentos. A Secretaria de Saúde recomenda o uso de luvas de couro e botas ao lidar com entulhos. Os escorpiões costumam se esconder em ambientes úmidos e escuros, podendo entrar nas casas por tomadas, ralos e redes elétricas.

    A presença de baratas pode atrair escorpiões e aranhas, enquanto ratos podem atrair cobras. Por isso, é importante inspecionar sapatos, roupas e roupas de cama antes de usá-los.

  • Cruzeiro promove ações para combater o mosquito transmissor da dengue

    Cruzeiro promove ações para combater o mosquito transmissor da dengue

    Trabalho integrado foi realizado tanto na limpeza urbana quanto na conscientização da população para evitar a proliferação do Aedes aegypti

    Durante todo o ano, a Administração Regional do Cruzeiro, em parceria com a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), implementou uma série de ações estratégicas para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Antes da chegada das chuvas, a cidade manteve um calendário de atividades que envolveram desde a limpeza de áreas urbanas até campanhas de conscientização em escolas e residências, com o objetivo de garantir a segurança e a saúde dos moradores.

    Uma das principais medidas adotadas pela administração foi a intensificação da limpeza nas ruas e áreas públicas do Cruzeiro. Equipes atuaram de forma contínua ao longo do ano, removendo entulhos, lixo acumulado e materiais inservíveis que poderiam se transformar em criadouros do mosquito. Em paralelo, foram realizadas visitas domiciliares para orientar a população sobre medidas simples que podem fazer toda a diferença, como tampar caixas d’água, evitar o acúmulo de água em vasos de plantas e manter calhas e ralos sempre limpos.

    “Essas ações podem parecer simples, mas têm um impacto enorme na prevenção do mosquito”, afirmou o administrador regional do Cruzeiro, Gustavo Aires.

    Outro pilar fundamental na estratégia de prevenção foi o trabalho educativo realizado em escolas e nas casas da população. Agentes da Dival, em conjunto com equipes da administração, visitaram escolas públicas do Cruzeiro para promover palestras e atividades educativas sobre a importância de prevenir a proliferação do Aedes aegypti.

    “O combate à dengue é um compromisso que temos durante o ano inteiro”, disse Gustavo Aires. “A administração, com a Vigilância Ambiental, se empenhou em tomar todas as medidas possíveis para proteger a população. Mas é importante que cada morador faça sua parte, cuidando de sua casa e de seu entorno.”

  • Outubro Verde alerta sobre aumento de casos de sífilis no DF

    Outubro Verde alerta sobre aumento de casos de sífilis no DF

    Secretaria de Saúde reforça a importância da prevenção e diagnóstico precoce durante a campanha de conscientização da doença

    A campanha do Outubro Verde reforça a conscientização sobre a sífilis, uma infecção sexualmente transmissível (IST) que pode ser evitada com o uso de preservativo. Dados do informativo epidemiológico publicado neste mês pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) revelam um aumento de casos nos últimos anos.

    Entre 2019 e 2023, mais de 12 mil ocorrências de sífilis adquirida foram identificadas no DF. Ao longo desses quatro anos, 19 óbitos em menores de 1 ano de idade foram registrados como consequência da sífilis congênita. Apenas entre 2022 e 2023, houve um crescimento de 61,3% no número de casos da doença.

    SES-DF distribui preservativos e realiza de testes rápidos para detecção de sífilis em todas as UBSs e em unidades especializadas | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

    A enfermeira técnica da Gerência de Vigilância de IST da SES-DF, Daniela Magalhães, destaca a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “O aumento dos casos está diretamente relacionado ao uso insuficiente de preservativos. Por isso, é essencial que pessoas sexualmente ativas utilizem preservativos regularmente e realizem testes para ISTs ao menos uma vez por ano ou sempre após situações de risco”, orienta.

    Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado neste sábado (19), a SES-DF reforça que a rede pública oferece atendimento contínuo para prevenção e diagnóstico da doença. Entre as ações permanentes estão a distribuição de preservativos e a realização de testes rápidos, com resultados em até 30 minutos. Esses serviços são disponibilizados em todas as 176 unidades básicas de saúde (UBSs), no Núcleo de Testagem e Aconselhamento (NTA) do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin), na W3 Sul, e na Unidade de Testagem e Aconselhamento (Utai), localizada no mezanino da Rodoviária do Plano Piloto.

    Sobre a doença

    A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode ser transmitida por relações sexuais ou contato direto com lesões. A infecção pode ser adquirida ou congênita, caso em que a mãe com sífilis (não tratada ou tratada de forma inadequada) transmite a bactéria para o feto durante a gestação ou parto.

    “É fundamental realizar os testes na primeira consulta do pré-natal, além de repeti-los nas consultas trimestrais e no momento do parto. Assim, caso haja infecção, a gestante poderá ser tratada adequadamente e evitar a transmissão para o bebê”, explica Magalhães.

    A maioria das pessoas infectadas são assintomáticas e os sinais que podem se manifestar muitas vezes não são percebidos. Quando presentes, os principais sintomas incluem úlceras ou lesões genitais, que também podem aparecer em áreas como pele, lábios e língua. Outros sintomas são manchas no corpo – principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés –, febre, mal-estar, cefaleia e ínguas.

    A sífilis tem cura e o tratamento é feito com medicamentos fornecidos pela rede da SES-DF. Mais informações sobre a sífilis podem ser encontradas no site da pasta.

  • Saiba o que fazer em caso de acidente com escorpiões no DF

    Saiba o que fazer em caso de acidente com escorpiões no DF

    Mais de 1,7 mil casos de picada do aracnídeo foram registrados no DF nos primeiros nove meses deste ano; nessas situações, indica-se lavar área afetada com água e sabão e procurar atendimento médico na rede pública de saúde, a única a oferecer o soro específico

    O Distrito Federal registrou 2.035 acidentes com animais peçonhentos de janeiro a setembro deste ano. Mais de 1,7 mil dos casos foram protagonizados por escorpiões – aracnídeos que injetam veneno por meio do ferrão, causando dor intensa e imediata às vítimas. De acordo com a Secretaria de Saúde (SES-DF), 80% dos acidentes são classificados como leves, em que há apenas desconforto na área afetada e são tratados com medicação. Já sintomas como náuseas, vômitos e dores de cabeça aparecem em situações moderadas e graves, em que pode ser necessário o uso do soro antiescorpiônico.

    A solução só pode ser encontrada na rede pública de saúde do DF. Para saber qual a unidade mais próxima em que o soro está disponível, o cidadão pode entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) pelos telefones 0800 644 6774 / 0800 722 6001 / (61) 99288-9358. Referência no DF para casos de intoxicação, o serviço funciona 24 horas e fornece o primeiro atendimento em casos de picada por animais peçonhentos.

    Logo após a picada do escorpião, a vítima deve lavar o local com água e sabão, manter o membro afetado elevado e procurar atendimento médico o mais rápido possível | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    Logo após a picada do escorpião, a vítima deve lavar o local com água e sabão, manter o membro afetado elevado e procurar atendimento médico o mais rápido possível. É indicado que sejam retirados acessórios como anéis, fitas amarradas ou calçados apertados. Além disso, nunca se deve tentar sugar o veneno, furar, cortar ou aplicar qualquer tipo de substância na área afetada.

    Outra orientação é que o animal capturado seja levado com a vítima ao atendimento médico para que seja avaliado o melhor tratamento para a situação. Caso não seja possível, a vítima pode levar uma fotografia do animal ou descrever os detalhes, como cor e tamanho, para os agentes de saúde. Os tipos mais encontrados na capital federal são o amarelo – sendo este o mais comum na área urbana -, o de patas rajadas e o preto.

    Arte: Fábio Nascimento/ Agência Brasília

    Nas unidades de saúde, os cidadãos são avaliados e medicados. O biólogo Israel Moreira, da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da SES-DF, explica que cada paciente pode apresentar níveis diferentes de dores, dependendo da quantidade de veneno injetada, do tipo de escorpião e do peso e sistema imunológico da vítima. Segundo ele, crianças e idosos são mais vulneráveis devido ao peso e à fragilidade do organismo, respectivamente.

    “Normalmente, a picada resulta em dor local intensa, mas os sintomas podem evoluir para vômito, suor e taquicardia – sinais de que a intoxicação do organismo pode ser mais séria. Por isso é importante que o cidadão vá o mais rápido possível para uma unidade de saúde para que um médico avalie o grau de envenenamento e receite a medicação adequada e até mesmo o soro antiescorpiônico”, explica Moreira.

    Fique de olho!

    Embora possam ser encontrados o ano inteiro, é no período chuvoso que os escorpiões são vistos com maior frequência na casa das pessoas. “A água da chuva invade o esconderijo dos animais, fazendo com que eles venham para a superfície em busca de novos lugares e se escondam em sapatos, atrás de cortinas, entulho…”, exemplifica o biólogo.

    Os locais preferidos dos escorpiões são, em geral, úmidos e escuros, como caixas de esgoto, rachaduras e espaços entre tubulações. Para conter o acesso dos animais às residências, é preciso criar barreiras físicas. “Telas nas janelas e ralos, vedação de portas, frestas e buracos em paredes, além de deixar os eletrônicos bem-encaixados nas tomadas, são algumas das estratégias para evitar que eles entrem nas casas”, esclarece Moreira.

    Outras medidas de prevenção são retirar entulho como restos de materiais de construção do quintal e outros locais, manter a caixa de gordura limpa e bem- tampada, checar toalhas, roupas e sapatos antes de utilizar, e afastar as camas das paredes antes de deitar-se. Ao mexer com entulho, em redes de esgoto ou mesmo em dutos de passagem de cabos telefônicos ou de energia, é importante proteger mãos, braços e pés com luvas de couro e botas, a fim de evitar a picada dos animais.

    Juliana Magalhães alerta: “Eles ficam escondidos em frestas nas paredes, na fiação, às vezes até em lâmpadas”

    O biólogo alerta ainda sobre o uso de inseticidas pulverizados, que, segundo ele, podem assustar os escorpiões e fazer com que se espalhem pelas residências. “O ideal é usar inseticidas sólidos para conter baratas, pois os pulverizados acabam desalojando os escorpiões, e não temos informações científicas que comprovem a eficácia contra eles no ambiente urbano. As barreiras físicas e as medidas de prevenção são as melhores estratégias para evitar o contato com esses animais”, enfatiza.

    Sete escorpiões foram encontrados na SQN 216 no início deste mês após a retirada de folhas e galhos dos jardins nas áreas entre os prédios. “Não é a primeira vez que encontramos escorpiões por aqui, então tomamos bastante cuidado. Eles ficam escondidos em frestas nas paredes, na fiação, às vezes até em lâmpadas”, conta a secretária-executiva da Associação de Moradores e Comerciantes da 216 Norte, Juliana Magalhães.

    Os aracnídeos foram recolhidos de maneira segura e a Vigilância Ambiental recebeu uma notificação do caso. “Avisamos todos os moradores para que tomem cuidado e vamos continuar a limpeza para garantir que não tem mais nenhum por aqui. Ficamos preocupados por causa dos idosos e crianças, além dos pets, que passeiam pelos jardins todos os dias praticamente”, completa a secretária-executiva.

    Telefones úteis

    Ao encontrar escorpiões e outros animais em casa, como lagartas, aranhas e lacraias, é recomendado acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone 160 ou pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com. Os agentes visitam os locais para verificar caixas de esgoto, entulhos e outros locais propícios para o aparecimento dos animais. As equipes dedetizam os pontos com registro dos animais, coletam os que são encontrados e orientam os moradores sobre os cuidados necessários para evitar o surgimento de novos animais.

    Em caso de emergência, a pessoa pode chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (192) ou o Corpo de Bombeiros (193).

  • Febre maculosa: tudo que você precisa saber sobre a doença no DF

    Febre maculosa: tudo que você precisa saber sobre a doença no DF

    Secretaria de Saúde alerta sobre os cuidados que a população deve tomar para evitar contato com um carrapato infectado

    O tempo seco e quente no Distrito Federal é um aviso para tomar cuidado com a febre maculosa — doença infecciosa causada pela bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada do carrapato-estrela. É na estiagem que aumenta a reprodução e proliferação desses aracnídeos, que podem estar infectados com a doença. O tema ganhou visibilidade após a Secretaria de Saúde (SES-DF) confirmar dois pacientes do DF detectados com a febre maculosa.

    Monitoramento das capivaras no Lago Paranoá identificou que maior parte dos carrapatos não vem diretamente delas | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Até o momento, no DF, este ano, houve notificação de 59 casos –  40 descartados, 17 em investigação e dois confirmados. Esses são os primeiros registros desde o início do monitoramento da doença em 2007. Embora os órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) façam o acompanhamento constante dos animais considerados hospedeiros da doença, é importante que a população saiba reconhecer os sintomas para o tratamento precoce.

    Segundo a SES-DF, os possíveis pontos onde houve a contaminação da doença passarão por uma inspeção. “Faremos a coleta de carrapatos nos locais prováveis de contágio para identificar qual a bactéria que causou a doença e fechar o ciclo de investigação”, detalha o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos.

    Artes: Fábio Nascimento/Agência Brasília

    Prevenção

    Não há vacina para prevenir a contaminação de febre maculosa. Todavia, existem cuidados que podem diminuir a ocorrência de carrapatos em um ambiente. A maneira mais eficaz de controlar a presença desses aracnídeos é manter a vegetação aparada, principalmente em períodos de altas temperaturas e umidade baixa — já que o carrapato depende de boas condições para sobreviver, e, com a roçagem, este ciclo é interrompido em até 99% dos casos.

    A principal medida para combater a contaminação é evitar transitar em locais propícios à presença de carrapatos, como ambientes próximos a corpos d’água (rios e lagos, por exemplo). Esses locais costumam ser visitados por vários outros animais, o que pode favorecer a disseminação de carrapatos na vegetação.

    Recomenda-se andar em calçadas ou em locais asfaltados. Ao frequentar parques, o visitante deve tomar alguns cuidados para se prevenir. “Evite andar na grama, priorize lugares com calçadas”, recomenda a veterinária Luísa Helena Rocha, chefe da Assessoria de Biodiversidade e Proteção Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF). “Use roupas longas de proteção. A cada duas horas é importante verificar se não pegou nenhum carrapato. É importante manter sempre em dia os cuidados com os animais domésticos, vigiando e fazendo o controle contra esses aracnídeos”.


    Sintomas

    Para levantar a suspeita de febre maculosa, o paciente deve apresentar febre, dor de cabeça e manchas pelo corpo. Esses sintomas aparecem somente após o período de incubação da doença, que pode levar até 14 dias. Para o reforço da suspeita de contaminação, os sintomas precisam estar associados a algum contexto em que o paciente tenha tido contato com carrapatos.

    A partir da notificação de um caso suspeito na unidade pública de saúde, a vigilância epidemiológica instaura um inquérito ambiental, em que se verifica os possíveis locais onde essa pessoa esteve e se a doença foi contraída no DF ou em outro estado.

    Tratamento

    Se apresentar os sintomas aliados ao histórico de contato com carrapato, o paciente deve procurar, o mais rápido possível, qualquer unidade básica de saúde (UBS) da rede. A suspeita de que esteja com febre maculosa já permite que o médico inicie o tratamento com antibiótico antes mesmo da confirmação, tendo em vista as chances de cura no estágio precoce da contaminação.

    “Assim que o médico suspeita de febre maculosa, o tratamento precisa ser iniciado imediatamente, porque é isso que vai definir uma evolução de melhora, evitando complicações”, reforça o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos. “A simples suspeição já permite que se comece com o antibiótico, mesmo sem o diagnóstico confirmado.”

    O critério de confirmação da febre maculosa é específico: deve-se fazer o exame de sorologia em dois momentos, um imediatamente à suspeição clínica e outro a partir de 15 dias. Os resultados dos dois exames são comparados, e, se houver aumento na titulação das células de defesa, confirma-se a infecção.

    O profissional que suspeitar de febre maculosa em algum paciente deve notificar as autoridades de saúde em até 24 horas.

    Pesquisa científica

    O GDF deu mais um passo nas ações que visam ao Estudo de Monitoramento e Proposta de Manejo de Capivaras e Carrapatos no Lago Paranoá. A organização da sociedade civil (OSC) responsável por dar andamento à pesquisa já foi selecionada. O trabalho será desenvolvido em três anos, ao custo total de R$ 1,5 milhão.

    No último ano, a Sema-DF coordenou a mesma pesquisa.  Os resultados obtidos após 15 meses de análises geraram dados suficientes para estimar o número de capivaras presentes na orla, identificar os pontos de maior concentração dos animais, entender os mecanismos de reação com aproximação dos seres humanos e diagnosticar as espécies de carrapatos.

    “No último estudo, identificamos que não existe uma superpopulação de capivaras no DF e que apenas 25% do lago é ocupado por elas”, afirma o biólogo Thiago Silvestre, do Instituto Brasília Ambiental. “Além disso, a pesquisa mostrou que o local onde houve maior abundância de carrapatos em uma coleta foi em um ponto onde nenhuma capivara foi avistada, na Estação de Tratamento de Esgoto Norte, o que significa que talvez existam outros hospedeiros.”

    Agora as pesquisas terão continuidade para além do Lago Paranoá. Além de cavalos e cachorros, os animais que vivem em regiões fronteiriças com o DF também serão alvos dos pesquisadores.

    O grupo também fará um estudo da viabilidade genética para inferir sobre a proporção da variação genética devida às diferenças entre grupos e dentro de cada grupo de capivara, bem como verificar as relações de parentesco entre indivíduos. “Um dos principais focos desse segundo estudo é ver se as capivaras analisadas infectadas portam a febre maculosa grave ou mais branda”, ressalta Thiago Silvestre.