Categoria: Saúde

  • Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo reforça rede de atendimento

    Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo reforça rede de atendimento

    Secretaria de Saúde do DF oferece diagnóstico e centros especializados

    A dona de casa Rute Vieira, 39, conhece bem os serviços da Secretaria de Saúde (SES-DF). Mãe de Isabella, 9, diagnosticada com transtorno de espectro autista (TEA), ela sabe explicar como funcionam as redes envolvidas no atendimento da filha, entre unidades da Atenção Primária e centros especializados. E elogia o tratamento recebido: “Faz toda a diferença quando o profissional é realmente capacitado”, afirma. Esse cuidado integrado ganha destaque no Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, comemorado nesta quarta-feira (2).

    Atendimento, bem como o acompanhamento, se dá conforme as necessidades apresentadas pelos pacientes | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

    O autismo é um tema sob atenção de praticamente toda a Secretaria de Saúde, conforme detalhado na Linha de Cuidado da Saúde da Pessoa com TEA, em vigência desde 2023. Mesmo os profissionais não envolvidos diretamente no tema recebem qualificação sobre o assunto.

    Isabella foi encaminhada para avaliação após um atendimento por conta do refluxo gástrico. Hoje, ela faz acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi) de Taguatinga, no Centro Especializado em Reabilitação (CER) II de Taguatinga, no Centro de Orientação Médico-psicopedagógica (Compp) e na Unidade Básica de Saúde (UBS) 11 de Ceilândia – perto de onde mora.

    Em cada um desses locais, há um atendimento específico, conforme as necessidades da Isabella e da sua mãe, que também conta com apoio da SES-DF tanto para a saúde física quanto mental. “O atendimento multiprofissional para esses casos é muito importante porque permite uma intervenção integral, abordando todos os aspectos e fatores envolvidos no quadro”, pontua a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer.

    Porta de entrada

    A principal porta de entrada é a rede de UBSs, onde os servidores podem identificar os sinais do transtorno e encaminhar a centros especializados, em caso de necessidade. As UBSs também fazem a orientação das famílias e o acompanhamento contínuo, além de lidarem com outras questões de saúde. “A maior parte das necessidades das pessoas com TEA pode e deve ser atendida nesse nível, garantindo um cuidado próximo da comunidade, reduzindo barreiras de acesso e promovendo melhor qualidade de vida”, explica a chefe da Assessoria de Redes de Atenção à Saúde da SES-DF, Carolina César Ferreira.

    Além da equipe de enfermagem e de profissionais de medicina da área de família e comunidade, as UBSs contam com as equipes e-Multi, formadas por servidores especialistas em áreas como terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia e nutrição, entre outras.

    Tratamentos odontológicos especializados são ofertados nos Centro de Especialidades Odontológicas (CEOs), enquanto os centros especializados em reabilitação tratam aspectos específicos, como o desenvolvimento da fala. Já os Caps e o Compp oferecem acompanhamento na área de saúde mental. Todos os encaminhamentos são feitos a partir da UBS onde a pessoa com TEA é atendida, considerando a complexidade de cada caso e seguindo critérios específicos.

    Respeito e acolhimento

    Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo revela a importância do tema. Profissionais de saúde e familiares precisam estar atentos aos sinais para alcançar um tratamento precoce e um acompanhamento adequado das pessoas com TEA.

    “A nossa sociedade está caminhando para uma aceitação melhor, mas ainda há muito preconceito”, opina a gerente substituta do Capsi de Taguatinga, Viviane Veras. Duas vezes por semana, a unidade da SES-DF reúne crianças e adolescentes com TEA, e seus familiares, para encontros em que são discutidos os desafios da integração social. “Trabalhamos para que essa criança ou esse adolescente consiga ter uma reintrodução na sociedade, com uma qualidade de vida melhor”, acrescenta a gestora.

    Nem sempre é fácil. Além de enfrentar os desafios diários e cumprir uma agenda ampla de atendimentos, é necessário lidar com julgamentos e falta de compreensão.

    É o que conta Elisângela Viola, 40, mãe de Arthur da Silva, 4: “Pessoas que não têm filhos com TEA pensam que é falta de educação. Falta conhecimento e empatia”. A experiência dela ensina que é preciso ser forte para enfrentar os desafios diários e esperar uma melhor compreensão de quem não tem autistas na família.

  • Aplicação de inseticida reforça combate à dengue na Feira no Guará

    Aplicação de inseticida reforça combate à dengue na Feira no Guará

    Ação da Vigilância Ambiental ajuda na proteção de feirantes, clientes, visitantes e população que transita nas proximidades

    A Feira do Guará recebeu, nesta segunda-feira (31/3), ação da Secretaria de Saúde (SES-DF) para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. Uma equipe da Vigilância Ambiental aplicou o inseticida por meio da técnica chamada de borrifação residual intradomiciliar (BRI).

    A feira abre de quarta-feira a domingo, e, embora o produto não represente risco para seres humanos e animais de estimação, a escolha de um dia sem circulação de pessoas no local, como a segunda, contribui para que o trabalho seja realizado de maneira mais ágil e eficiente.

    “O produto só pode ser aplicado em paredes de concreto. Nesse tipo de material, ele adere e cria uma camada protetora que contamina o mosquito quando pousar no local”, explica a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental do Guará, Roberta Ferreira. A servidora também conta que o inseticida possui ação que dura até 90 dias, porém, é necessário que o local da aplicação não seja lavado. “Assim, a aplicação é realizada apenas em locais que não correm o risco de serem molhados pela chuva”, esclarece.

    Ações preventivas na feira

    Feira do Guará recebeu aplicação de inseticida contra o mosquito Aedes aegypti nesta segunda-feira (31)

    Além da borrifação residual intradomiciliar realizada hoje, o local conta ainda com armadilhas conhecidas como ovitrampas. A medida se mostrou eficaz no controle do Aedes aegypti e no direcionamento das ações de combate por meio de melhor monitoramento da infestação de mosquitos.

    Roberta ressaltou a importância de feirantes e administração da feira manterem os demais cuidados para prevenção da dengue, como eliminação de possíveis locais de proliferação do mosquito, e aproveitou a oportunidade para orientar sobre lixeiras, canaletas e potes que podem acumular água: “A Vigilância Ambiental está sempre atenta e buscando meios de prevenção e combate à dengue. Mas as ações de toda a população são fundamentais para o sucesso da luta contra o mosquito”.

    DF registra queda nos casos de dengue

    último boletim epidemiológico da dengue registrou uma redução de 97,4% nos casos em comparação ao ano anterior. Nenhum óbito foi registrado. Da mesma forma, quase todas as regiões administrativas do DF estão com baixa incidência. As exceções são as regiões do Varjão e Paranoá, que apresentam incidência média.

  • Com volta das chuvas, Vigilância Ambiental reforça combate à dengue no DF

    Com volta das chuvas, Vigilância Ambiental reforça combate à dengue no DF

    Agentes fiscalizam pontos estratégicos, como floriculturas, para eliminar focos do Aedes aegypti; casos da doença caíram 97% em relação a 2024

    A volta das chuvas ao Distrito Federal reacendeu o alerta sobre os cuidados e medidas de prevenção contra a dengue. Com o aumento da umidade e do acúmulo de água em recipientes ao ar livre, o ambiente se torna ideal para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

    Floriculturas, borracharias e cemitérios são considerados pontos sensíveis para criadouros do Aedes aegypti, segundo a SES-DF | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Diante desse cenário, a Vigilância Ambiental em Saúde, da Secretaria de Saúde (SES-DF), tem intensificado as ações de fiscalização e conscientização em pontos estratégicos da capital do país. Na segunda-feira (24), o alvo dos agentes foram floriculturas localizadas na Octogonal.

    A SES classifica esses estabelecimentos, além de cemitérios e borracharias, como pontos sensíveis para criadouros do Aedes aegypti. Isso porque o acúmulo de água nos pratinhos de vasos, a irrigação frequente das plantas e a presença de recipientes úmidos criam condições ideais para a proliferação do vetor.

    “A cada 15 dias estamos nesses locais realizando ações de fiscalização e conscientizando sobre medidas de prevenção que os proprietários devem seguir para evitar possíveis casos de dengue”, detalha o agente Hugo Ayala. “Todos esses pontos vulneráveis são mapeados, e um agente é designado para realizar essas ações periodicamente.”

    Francisca Barros de Alencar diz que toma todos os cuidados para evitar criadouros do mosquito transmissor da dengue: “Sei o quanto essa doença é perigosa”

    Um dos estabelecimentos visitados pelos agentes pertence à empresária Francisca Barros de Alencar, 60. Há 45 anos a comerciante ocupa o mesmo ponto e sempre procura seguir a orientação dos servidores. “Eu já tive dengue e sei o quanto essa doença é perigosa. Por isso, faço tudo que está ao meu alcance: tiro a água, não deixo ela parada, as vasilhas são todas furadas e estou sempre limpando os vasos”, conta.

    Cuidados em casa

    “Dedicando 10 minutos por semana para essa atividade, você consegue eliminar praticamente todos os focos que poderiam ter em casa”, diz o agente Hugo Ayala

    Os cuidados com a proliferação do mosquito, porém, não estão restritos aos estabelecimentos comerciais e aos períodos de precipitações. As autoridades reforçam que a prevenção contínua é a principal forma de conter surtos da doença e proteger a saúde coletiva.

    “As plantas podem armazenar água tanto dentro delas, como é o caso das bromélias, como também nos próprios materiais utilizados para o cuidado e manutenção das mesmas, como os pratinhos, vasos, os regadores que estão há muito tempo parados”, defende Hugo Ayala.

    Medidas simples, como evitar o acúmulo de água em vasos, garrafas e calhas, tampar tonéis e caixas-d’água e descartar corretamente materiais que possam reter líquidos, são essenciais para impedir a reprodução do Aedes aegypti.

    “É imprescindível que a população esteja sempre olhando esses pontos sensíveis. Dedicando dez minutos por semana para essa atividade, você consegue eliminar praticamente todos os focos que poderiam ter em casa. É um trabalho constante e que a gente pede para que a população siga fazendo dentro da sua residência”, completa.

    Casos de dengue

    Desde o início do ano, o Distrito Federal registrou 7.197 casos de dengue, dos quais 5.111 são considerados prováveis. Além disso, quatro óbitos estão sob investigação. Em comparação, no mesmo período do ano passado, houve 199.632 registros da doença, sendo 177.454 casos prováveis e 288 mortes confirmadas – uma queda de aproximadamente 97%.

  • Influenza: vacinação contra gripe começa no DF

    Influenza: vacinação contra gripe começa no DF

    Primeiro lote conta com 80 mil doses. Dentre os grupos prioritários, cerca de 1,2 milhão de pessoas estão aptas a se imunizar

    Esta semana marca o início da vacinação contra a gripe no Distrito Federal. São mais de 100 salas abastecidas com o imunizante em diversas unidades básicas de saúde (UBSs). Ao todo, mais de 1,2 milhão de pessoas estão aptas para tomar a dose.

    “A vacinação é a nossa principal ferramenta para diminuir complicações graves e internações causadas pela influenza. É fundamental que pessoas dos grupos prioritários busquem uma UBS. A imunização é um ato de cuidado consigo mesmo e com o outro”, reforça o secretário de Saúde, Juracy Lacerda Cavalcante Júnior.

    Dentre os grupos prioritários, estão idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, gestantes e professores das redes públicas e privadas (veja no quadro ao final da matéria). Para atender a todos os públicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, o DF já recebeu o primeiro lote com cerca de 80 mil doses contra a influenza.

    Por que se vacinar

    A vacina contra a gripe é atualizada anualmente, por isso pessoas que se vacinaram em anos anteriores devem garantir a nova dose | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

    Um estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos aponta que, no Brasil, a vacinação contra a influenza reduz em 35% o risco de hospitalização associada ao vírus entre grupos de alto risco. Para pessoas com comorbidades, a redução foi de 58,7%; para crianças pequenas e idosos a contenção foi de 39% e 31,2%, respectivamente.

    A dose contra a gripe é atualizada anualmente e, na deste ano, a proteção é garantida contra os vírus H1N1, H3N2 e B. Mesmo quem se vacinou em anos anteriores, é importante comparecer e garantir a nova dose. A aplicação pode ser feita em conjunto com outras vacinas do calendário de rotina.

    O que levar

    Para se vacinar, é preciso levar documentação e caderneta de vacinas, se possível. Dependendo do grupo prioritário, pode ser necessário apresentar comprovante da situação médica ou profissional, como crachá ou contracheque.

    Quem pode se vacinar

    Além do grupo prioritário que já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, o público-alvo também engloba outros perfis. Confira abaixo.

  • Hemocentro oferece transporte gratuito para grupos de doadores de sangue

    Hemocentro oferece transporte gratuito para grupos de doadores de sangue

    Serviço busca ampliar as doações ao facilitar o trajeto dos voluntários até à fundação

    Com o objetivo de manter os níveis de estoque de sangue, o Hemocentro de Brasília oferece transporte gratuito para doações feitas em grupo. O serviço atende de 10 a 19 pessoas no trajeto de ida e volta até a fundação. O translado ocorre de segunda a sábado, com atendimento de até seis grupos por dia, sendo três no período matutino e três no vespertino.

    “Essa é uma forma que temos de dinamizar, favorecer e facilitar o acesso do cidadão ao Hemocentro, uma vez que a gente atende 100% da rede pública de Saúde do Distrito Federal. Nosso trabalho é sempre com foco para atingir a meta de manter os estoques a nível estratégico, o que é considerado seguro e adequado para atender urgências e plenamente os pacientes que precisam”, afirma a gerente de Captação de Doadores do Hemocentro, Kelly Barbi.

    Nos últimos cinco meses, o Hemocentro teve 278 campanhas de grupos de diversos segmentos, sendo 220 com pedidos de transporte. Em geral, eles são formados por estudantes de escolas e faculdades, militares das Forças Armadas e das forças de segurança pública, comunidades de igrejas católicas e evangélicas, jovens e amigos de pacientes internados ou em tratamento.

  • DF recebe vacinas e inicia imunização contra a gripe na próxima terça (25)

    DF recebe vacinas e inicia imunização contra a gripe na próxima terça (25)

    Cerca de 1,2 milhão de pessoas estão aptas a se vacinar; idosos, gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses estão entre os grupos prioritários; são 100 pontos de vacinação espalhados pela capital

    A partir desta terça-feira (25), a vacina contra a gripe (influenza) estará disponível em mais de 100 salas de vacinação do DF. A campanha é voltada a pessoas dos grupos prioritários, incluindo idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, gestantes e professores das redes pública e privada. Ao todo, mais de 1,2 milhão de pessoas no Distrito Federal estão aptas a receber a vacina.

    “Temos uma rede robusta de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e capacidade logística para assegurar o fornecimento das doses. Convocamos esses grupos para receber a vacina e garantir a proteção contra a doença”, afirma o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior.

    O Distrito Federal recebeu nesta sexta-feira (21) o primeiro lote de 80 mil doses, enviadas pelo Ministério da Saúde. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregou os imunizantes pessoalmente na Rede de Frio da Secretaria de Saúde (SES-DF).

    Arte: Secretaria de Saúde

    “O imunizante reduz os casos graves e os óbitos. Com isso, não só salva vidas, como também contribui para a proteção de toda a comunidade, uma vez que diminui a capacidade de disseminação do vírus”, detalha o ministro.

    A vacina contra a gripe é atualizada anualmente a partir das cepas de maior circulação. A orientação é que, mesmo quem se imunizou em anos anteriores, compareça para garantir a nova dose. Em 2025, a proteção é garantida contra os vírus H1N1, H3N2 e B.

    O que levar na hora de se vacinar

    Para tomar a dose, é necessário comparecer a um dos locais de vacinação com um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinas. A depender do grupo prioritário, pode ser necessário apresentar um comprovante da situação médica ou profissional, como crachá ou contracheque.

    O imunizante contra a gripe pode ser administrado juntamente com outras vacinas. Portanto, no local de vacinação, é possível atualizar mais de um esquema vacinal.

  • Vacinação contra o sarampo disponível no DF para pessoas entre 12 meses e 59 anos

    Vacinação contra o sarampo disponível no DF para pessoas entre 12 meses e 59 anos

    Imunização é a principal forma de combate à doença; população deve manter a caderneta atualizada

    A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) disponibiliza a vacina contra o sarampo nos postos de imunização em todas as regiões do DF como forma de proteger a população da enfermidade, que é altamente transmissível e que pode atingir crianças e adultos. A vacina tríplice viral disponível na rede protege, além do sarampo, contra a rubéola e a caxumba.

    Vacina tríplice viral protege, além do sarampo, rubéola e caxumba em adultos e crianças | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

    A recomendação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é aplicar duas doses da tríplice viral em indivíduos de 12 meses a 29 anos, uma dose em pessoas de 30 a 59 anos e duas doses para profissionais de saúde, independentemente da idade.

    Segundo o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, a imunização é o melhor caminho para criar um bloqueio contra surtos: “É fundamental manter a adesão da população à vacina contra o sarampo. Essa é uma responsabilidade de todos, e, com a tríplice viral, não estamos protegendo apenas a nossa saúde, mas também a de toda a comunidade. A vacinação é uma barreira eficaz e deve ser uma prioridade para todos nós”.

    Atualmente, a cobertura vacinal contra o sarampo no DF é de 97,2% para a primeira dose e 88,3% para a segunda, em crianças menores de 2 anos. A meta é alcançar 95% na segunda aplicação.

    Caso confirmado

    Na última segunda-feira (17), foi confirmado um caso da doença no Distrito Federal, em uma paciente do sexo feminino com histórico de viagens internacionais. A mulher não precisou ser hospitalizada, e a doença evoluiu sem complicações.

    A paciente apresentou os primeiros sintomas em 27 de fevereiro, e as manchas vermelhas na pele surgiram no dia 1º deste mês. A confirmação ocorreu após exames realizados no Laboratório Central do Distrito Federal (Lacen-DF) e na Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz-RJ).

    O último caso registrado com transmissão de sarampo no próprio DF foi em 1999. Em 2020, foram registrados cinco casos, mas os pacientes haviam contraído a doença em outro estado ou país.

    A gerente da Rede de Frio da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, orienta que toda a população mantenha o cartão de vacinação atualizado, independentemente de planos de viagem: “O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode causar complicações graves. Reforçamos a importância de manter a vacinação em dia, especialmente para crianças a partir de 12 meses, além de adolescentes e adultos que ainda não receberam as doses recomendadas”.

    A vacina é contraindicada para gestantes, pessoas com comprometimento imunológico devido a doenças ou medicamentos e indivíduos com histórico de reações alérgicas graves a doses anteriores ou a componentes da vacina. Além disso, a gravidez deve ser evitada por 30 dias após a aplicação do imunizante.

    Secretaria em ação

    Quando a paciente apresentou os primeiros sintomas de sarampo, rapidamente foram adotadas as medidas necessárias, mesmo antes da confirmação laboratorial. A SES-DF realizou a busca ativa de 278 pessoas que tiveram contato com a mulher, que já estava em isolamento domiciliar para evitar a transmissão. Foram fornecidas orientações sobre a doença, sinais de alerta, verificação do cartão de vacinação e bloqueio vacinal seletivo — estratégia que deve ser aplicada no prazo máximo de 72 horas após a exposição ao vírus para interromper a cadeia de transmissão.

    Ainda na terça (18), a secretaria também emitiu um comunicado para toda a rede pública e privada de saúde, explicando o ocorrido e orientando as unidades a se atentarem aos casos suspeitos. De acordo com o subsecretário de Vigilância à Saúde da SES-DF, Fabiano dos Anjos, apesar de o caso ser importado, ou seja, a transmissão não ter ocorrido dentro do DF, os cuidados devem ser mantidos.

    “O objetivo do comunicado é alertar toda a rede, tanto pública quanto privada, de que houve um caso. Não há indícios de novos registros. No entanto, é essencial que todos estejam atentos e que a população tenha, pelo menos, uma dose da vacina”, explica o gestor.

    O período para o possível surgimento de casos secundários relacionados a essa ocorrência se encerra no próximo dia 26, com monitoramento dos contatos até 1º de abril. Até o momento, esse é o único registro da doença.

    Sintomas

    Os sinais do sarampo incluem tosse seca, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. Entre três e cinco dias após o início dos sintomas, surgem manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que depois se espalham pelo corpo. A persistência da febre após o aparecimento das manchas pode indicar gravidade, especialmente em crianças menores de 5 anos.

    Em caso de sintomas, é necessário procurar atendimento médico imediato. No DF, há 176 unidades básicas de saúde (UBSs) distribuídas pelo território. Não existe tratamento específico para o sarampo, e os medicamentos são utilizados apenas para aliviar os sintomas. O uso de qualquer remédio sem orientação médica não é recomendado.

  • Público-alvo tem vacinação contra covid-19 reforçada no DF

    Público-alvo tem vacinação contra covid-19 reforçada no DF

    Conheça os grupos preferenciais da imunização; capital tem mais de 100 salas de vacinação em funcionamento

    A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) está reforçando a vacinação contra covid-19, com mais de 100 salas de vacinação em funcionamento na capital. Desde 2024, seguindo diretrizes do Ministério da Saúde, a vacinação contra covid-19 passou a ser exclusiva para grupos específicos: crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir dos 60 anos; gestantes; e grupos especiais, como puérperas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da área de saúde, pessoas com comorbidades, pessoas privadas de liberdade, pessoas em situação de rua e pessoas com deficiências permanentes, entre outros.

    “Seguimos acompanhando os dados e reforçando a relevância da imunização como principal medida de proteção. É essencial que as pessoas busquem as unidades de saúde e completem o esquema vacinal”, destaca a gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar (Gevitha) da SES-DF, Renata Brandão.

  • Saúde Mais Perto do Cidadão – A Tenda+ chega a Santa Maria nesta quarta-feira (12)

    Saúde Mais Perto do Cidadão – A Tenda+ chega a Santa Maria nesta quarta-feira (12)

    Programa itinerante ficará até o dia 21 de março ao lado da administração regional da cidade, com oferta de exames e consultas para a comunidade

    A partir desta quarta-feira (12), os moradores de Santa Maria terão acesso a serviços de saúde gratuitos. O programa Saúde Mais Perto do Cidadão – A Tenda+ desembarca na cidade com uma estrutura com 1,2 mil metros quadrados, 16 consultórios e capacidade para atender até 300 pessoas por dia. A ação conta com recursos de emendas parlamentares do deputado federal Alberto Fraga e é executada em parceria com o Hospital São Mateus.

    Desde a sua primeira edição, em 2024, o programa Saúde Mais Perto do Cidadão – A Tenda+ já realizou 57.694 procedimentos | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    O serviço móvel ficará montado ao lado da administração regional da cidade até 21 de março. No local, estarão disponíveis para a população consultas de ginecologia, pediatria, oftalmologia, cardiologia, dermatologia e ortopedia, além de exames como eletrocardiograma, tonometria, fundoscopia, mapeamento de retina, ceratometria, refratometria, biomicroscopia, hemograma completo, glicose, ureia, creatinina, lipidograma, triglicerídeos, coagulograma e hemoglobina glicada.

    O atendimento no Saúde Mais Perto do Cidadão – A Tenda+ funciona por meio de agendamento no site oficial da iniciativa. Os serviços ficam disponíveis das 8h às 17h na estrutura itinerante.

    Iniciado em 2024, o programa já realizou 57.694 procedimentos. A primeira edição ocorreu no Riacho Fundo, onde foram registrados 27.729 atendimentos médicos gratuitos; a segunda edição foi no Sol Nascente, com 29.965 procedimentos. Neste ano, a ação já passou pela Estrutural e por Ceilândia.

  • Carro da Vacina percorre o Sol Nascente e atrai a população

    Carro da Vacina percorre o Sol Nascente e atrai a população

    De janeiro de 2022, quando foi implementada, até fevereiro deste ano, ação da SES-DF já aplicou mais de 57 mil doses de imunizantes

    “Olha o Carro da Vacina passando na sua rua!” O aviso, apregoado alto e bom som, convidava moradores do Trecho 3 do Sol Nascente a colocar o cartão de vacinação em dia. Com um megafone, equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) percorreram rua a rua, e quem estava dentro de casa correu para ver do que se tratava.

    Curioso, de cima de um cavalo, Yuri Daniel Carvalho da Silva, 12, filho da dona de casa Rejane Lopes da Silva, 45, acompanhou os passos da mãe, que foi se vacinar. “Achei legal”, disse. “Se dependesse de mim, eu me vacinava de novo. Bom que não precisa ir até o posto de saúde para tomar a vacina.”

    Rejane Silva: “Existem vários tipos de doenças, e é preciso se prevenir para não adoecer”

    Yuri e seus oito irmãos estão com o cartão de vacinação em dia. A mãe, elogiada pela equipe por cuidar bem da saúde das crianças, aproveitou para se imunizar contra tétano, hepatite e covid-19, além de fazer o acompanhamento das condicionalidades do Bolsa Família.

    “É importante manter tudo certo por causa da saúde”, afirmou Rejane. “Existem vários tipos de doenças, e é preciso se prevenir para não adoecer. Para mim, foi muito bom ter acesso a esse serviço na porta de casa, ainda mais com crianças.”

    Acesso ampliado

    O veículo da saúde conta com imunizantes, seringas, material de apoio e acesso ao sistema de registro de vacinação, o que permite verificar se a pessoa já tomou alguma dose e quando. Foram disponibilizados imunizantes do calendário vacinal adulto e infantil, com exceção das vacinas BCG e contra a dengue.

    De acordo com Zildene Bitencourt, chefe da Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Oeste (Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol), a iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à vacinação.

    “Com essa ação, buscamos alcançar aqueles que, por algum motivo, não conseguiram ir às unidades básicas de saúde”, explica. “No Sol Nascente, há uma alta vulnerabilidade social. O intuito é garantir que essas pessoas atualizem sua situação vacinal e, assim, ampliar a cobertura do DF e da nossa região.”

    Gerente de Enfermagem da Atenção Primária da Região de Saúde Oeste, Alessandro Gutemberg detalhou o trabalho: “A gente bate de porta em porta, chamando a população para se vacinar e conferindo os cartões de vacinação. O que estiver faltando nós completamos. O importante é levar a imunização até as pessoas e reduzir as barreiras de acesso”.

    Comodidade

    Maria Alice Baiano foi se vacinar contra hepatite e covid-19: “Para mim, é muito cômodo estar em casa e a vacina chegar, sem precisar me deslocar”

    Também beneficiada pela abordagem, a cabeleireira Maria Alice Baiano, 48, se vacinou contra hepatite e covid-19. “Para mim, é muito cômodo estar em casa e a vacina chegar, sem precisar me deslocar”, comentou. “É um serviço muito bom e importante. Facilita muito, principalmente para crianças e idosos”.

    O marido, o pedreiro Ivanilton Pereira da Silva, 41, protegeu-se contra hepatite e febre amarela e também elogiou o serviço: “Achei ótimo, porque a dificuldade aqui é enorme. É complicado para nós, que moramos nessa área. Agradecemos esse serviço e a atenção com a comunidade”.

    De janeiro de 2022, quando foi implementado, até fevereiro deste ano, o Carro da Vacina teve 146 edições, aplicando um total de 18.797 doses contra a covid-19 e 38.854 doses de outras vacinas do calendário básico e da campanha contra a influenza.

    Em janeiro deste ano, foi incorporado o recadastramento do Bolsa Família durante as ações, beneficiando 164 famílias. Além disso, a entrega de kits odontológicos, iniciada em 2024, resultou na distribuição de 6.540 itens até fevereiro de 2025, acompanhada de orientação em saúde bucal.