Categoria: Saúde

  • Período de chuvas intensas alerta para o cuidado contra leptospirose

    Período de chuvas intensas alerta para o cuidado contra leptospirose

    De janeiro a setembro de 2024, DF registrou 132 casos suspeitos da doença. Sintomas comuns incluem febre, dores de cabeça e no corpo

    A época de chuvas no Distrito Federal (DF) levanta o alerta para a exposição a diversas doenças transmissíveis por meio de água contaminada. Entre janeiro e setembro de 2024, o DF registrou 132 casos suspeitos de leptospirose – doença infecciosa que é transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados pela bactéria Leptospira. Caso não seja tratada, a enfermidade pode evoluir para complicações como hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória.

    Do total de casos suspeitos, 19 foram confirmados, 95 descartados e 18 permanecem em investigação. Houve um óbito causado pela doença. Em 2023, foram notificados 115 casos suspeitos, com 11 confirmações e duas mortes. Como o período de chuvas pode acarretar alagamentos e inundações, a exposição por longo período à água aumenta o risco de transmissão.

    A gerente de Vigilância das Doenças Transmissíveis da SES-DF, Aline Folle, enfatiza a importância de os profissionais observarem os sintomas e realizarem as notificações. “Entre as recomendações, orientamos a sempre coletar a primeira amostra de sangue para análise e se atentar à exposição dos pacientes durante o diagnóstico diferencial. É essencial apoiar a coleta da segunda amostra para confirmação da doença, orientar o preenchimento completo das fichas e realizar uma busca ativa de novos registros quando houver casos confirmados em uma localidade”, explica.

    Sintomas

    Os sintomas mais comuns da doença incluem febre, dores no corpo e de cabeça, além do surgimento de icterícia – coloração amarelada da pele e dos olhos – em casos mais graves. Caso não seja tratada, pode causar quadros mais graves, que incluem hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória.

    Para o diagnóstico de leptospirose, são realizados exames específicos em pacientes que apresentam os sintomas e possuem exposição de risco a águas contaminadas. O material é encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) e são necessárias duas amostras para a confirmação do caso.

    Arte: Agência Saúde-DF

    Recomendações

    A principal recomendação é tentar evitar ao máximo o contato com a água infectada, o que inclui o consumo, tanto do líquido como de alimentos que podem ter sido contaminados, ou ainda pelo contato direto, como, por exemplo, no banho. A restrição de consumo dos alimentos se estende também aos embalados e enlatados que tiveram qualquer tipo de proximidade com a água infectada ou mesmo a lama, assim como frutas, legumes e verduras.

    Como forma de se proteger, a população deve observar alguns cuidados: lavar a área exposta com água e sabão; lavar as roupas contaminadas com água quente e sabão antes de reutilizá-las; e em casos de ferimentos ou cortes dentro da água de enchente, procurar o serviço de saúde.

    Atendimento

    Se houver suspeita ou sintomas, especialmente em populações que estejam em áreas alagadas, o usuário precisa buscar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, porta de entrada do cidadão ao Sistema Único de Saúde (SUS).

  • Rodoviária, feiras e estações de metrô do DF recebem ações de reforço no combate à dengue

    Rodoviária, feiras e estações de metrô do DF recebem ações de reforço no combate à dengue

    Estratégia inclui borrifação residual e ampliação de tecnologias e equipes para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti

    A Secretaria de Saúde (SES-DF) intensificou as ações de combate à dengue em locais estratégicos de grande circulação, como a Rodoviária do Plano Piloto, todas as estações de metrô do DF e feiras permanentes em diversas regiões administrativas. A medida inclui a aplicação da técnica chamada Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), que utiliza inseticidas de alta durabilidade para minimizar a presença do mosquito transmissor.

    Segundo a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, o DF tem que continuar fazendo o seu dever de casa quando o assunto é dengue. “Não é porque tivemos uma diminuição de quase 98% dos casos neste início de ano, comparado com o ano passado, que podemos descansar. Pelo contrário, temos que continuar trabalhando e investindo para que a dengue não faça mais vítimas”, esclarece.

    A borrifação será realizada até maio em feiras locais de Águas Claras, Gama, Cruzeiro, Fercal, Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Riacho Fundo II.

    Segundo o gerente de Vigilância de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo da SES-DF, Edi Xavier, a técnica é especialmente eficaz para reduzir o contato da população com o vetor. “A Rodoviária do Plano Piloto é um ponto estratégico. O produto aplicado tem poder residual prolongado, permanecendo ativo nas paredes e superfícies. Assim, ao repousar nesses locais, os mosquitos entram em contato com o inseticida e são eliminados”, explica.

    Os principais focos da pulverização incluem áreas próximas a banheiros, espaços de convivência e corredores. “É importante ressaltar que esta técnica é segura à população, animais domésticos e meio ambiente”, complementa o gerente.

    A técnica de borrifação residual é especialmente indicada para locais com grande movimentação de pessoas, onde há maior risco de proliferação de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. A expectativa é que as ações contribuam para uma redução significativa dos casos dessas doenças no DF.

    Saúde contra a dengue

    A técnica de borrifação é segura à população, animais domésticos e meio ambiente

    Além da borrifação, a SES-DF ampliou o número de profissionais envolvidos no combate ao Aedes aegypti. O contingente de agentes de vigilância ambiental (AVAs) aumentou de 415 para 915, e o de agentes comunitários de saúde (ACSs), de 800 para 1,2 mil. A Defesa Civil também reforçou seu time, passando de 70 para 109 agentes, com equipes destacadas para cada região administrativa.

    A secretaria também está investindo em tecnologia, com a aquisição de drones e de um aplicativo de georreferenciamento para identificar e monitorar focos do mosquito. Atualmente, 657 smartphones auxiliam os agentes no controle vetorial. O número de estações disseminadoras de larvicida, conhecidas como armadilhas, saltou de 2,3 mil para cerca de 4 mil. Esses dispositivos já foram instalados em locais como Sol Nascente/Pôr do Sol e, em breve, chegarão às regiões de Água Quente e Recanto das Emas. A instalação de ovitrampas também será ampliada, com previsão de 6 mil unidades em 2025.

    Engajamento da comunidade é indispensável

    O gerente de Vigilância de Vetores enfatiza que, embora as inovações sejam importantes, o apoio da população é fundamental. “A eliminação de criadouros, como recipientes que acumulam água parada, continua sendo indispensável para conter a proliferação do mosquito”, alerta.

    Com o esforço conjunto entre governo e sociedade, a SES-DF reforça seu compromisso em proteger a saúde da população e enfrentar os desafios do controle do Aedes aegypti.

    Resultados

    O ano de 2025 começou com uma queda significativa dos casos de dengue no Distrito Federal. A primeira semana de janeiro registrou 196 casos prováveis, o que representa uma redução de 97,6% em relação ao ano passado. No mesmo período de 2024, a capital já tinha 8.228, e, no ano anterior, 711 registros.

  • Ações simples garantem proteção em casa contra pragas urbanas e animais peçonhentos

    Ações simples garantem proteção em casa contra pragas urbanas e animais peçonhentos

    Segundo a Secretaria de Saúde do DF, medidas como a vedação de ambientes contra insetos e atenção na limpeza podem ajudar a evitar a presença de bichos indesejáveis, que pode aumentar durante as chuvas e com as altas temperaturas do verão

    Com a chegada do verão, a alta temperatura e as chuvas da época podem ser fatores de influência na proliferação de pragas urbanas nas residências. Pernilongos, formigas, cupins e baratas se tornam mais ativos e propensos a aparecer nas áreas residenciais em busca de alimento. Para ajudar a população, a Agência Brasília separou algumas orientações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que contribuem para a criação de um ambiente mais seguro e saudável nas comunidades.

    Os chamados animais sinantrópicos, que são animais silvestres que se adaptaram a viver em ambientes urbanos e junto ao homem, podem gerar desconforto na população pelo fato de algumas espécies como mosquitos, pulgas, pombos, ratos e morcegos serem transmissores de doenças – enquanto outras, como escorpiões, formigas, abelhas, vespas e aranhas, possuem veneno e podem causar desde reações alérgicas até acidentes graves.

    De acordo com a bióloga da Gerência de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo, Vilma Ramos Feitosa, o principal ponto de ação para afastar os animais é dentro das residências, com uma inspeção sendo realizada. Os bichos costumam vir de um ambiente externo, como tubulações, ralos e esgoto, tendo preferência por lugares mais escuros. Os animais também podem fugir de alagamentos causados pelo entupimento de galerias, indo parar acidentalmente nas casas mais próximas.

    Por isso, uma condição fundamental é criar uma barreira física para impedir a entrada dos insetos. “É uma solução menos tóxica que os produtos químicos, com medidas simples que precisam ser incorporadas para reduzir a possibilidade desses encontros indesejados. Mas, em situações de risco maior, a Saúde deve ser acionada”, alertou a profissional. A representante da Diretoria de Vigilância Ambiental também ressaltou que o setor faz o trabalho de mapear e intervir onde há descontrole dessas populações, recebendo denúncias para investigar de onde os animais estão vindo.

    Cuidados e proteção

    Entre as espécies que são mais incidentes nesta época do ano estão os mosquitos urbanos, além dos barbeiros, que aparecem com mais frequência no início das chuvas. Para evitar que as residências se tornem um ambiente favorável a esses animais, há medidas preventivas como acondicionar o lixo de maneira adequada em sacos plásticos e dentro de latas bem fechadas e limpas, assim como manter fornos, armários, despensas, eletrodomésticos e outros locais de difícil acesso sempre limpos, eliminando restos alimentares e gordura acumulada. Além disso, açúcares e alimentos devem ser armazenados em potes bem vedados.

    Manter quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos livres de materiais como folhas secas, lixo, entulho, telhas e madeiras também é importante, pois esses locais podem se tornar abrigos de diversas espécies. Ao manusear esses materiais, é importante utilizar luvas de raspa de couro e calçados, visto que escorpiões e aranhas podem estar presentes. Outro cuidado é vedar todos os acessos e conectores ao interior da casa, como ralos, tomadas, caixas de esgoto e de telefone, além de garantir que portas e janelas estejam bem fechadas ou com telas.

    Por fim, é fundamental verificar se há buracos ou espaços na estrutura da residência, especialmente no telhado, que possam servir de abrigo para pombos, morcegos ou outros animais sinantrópicos. Se encontrado algum desses pontos, deve-se providenciar o fechamento imediato para evitar que adentrem a casa.

    Arte: Fábio Nascimento/Agência Brasília

    Atuação e denúncias

    Vigilância Ambiental em Saúde desempenha um papel fundamental no monitoramento de vetores que transmitem doenças, hospedeiros e animais peçonhentos que podem causar acidentes ao inocular veneno nas pessoas. Esse monitoramento é realizado ativamente em domicílios e áreas próximas aos locais onde as espécies foram observadas. Os agentes realizam varreduras nas regiões administrativas, monitorando, por exemplo, as larvas de insetos nos imóveis, sem a necessidade de solicitação prévia.

    O órgão também é responsável por programas específicos, como controle de mosquitos, carrapatos, barbeiros (transmissores da doença de Chagas), vacinação de cães e gatos contra a raiva, desratização e controle de morcegos, além de orientações sobre pombos. Cada um desses programas envolve um conjunto de atividades, que englobam desde a aplicação de produtos químicos ou biológicos, até a orientação aos moradores e a inspeção de residências, participando também de investigações de casos de doenças transmitidas por esses animais sinantrópicos.

    O agente de vigilância ambiental em saúde, Anderson de Moraes, reforçou ser importante que a população deixe os agente que fazem as visitas periódicas entrem nas casas para realizar o trabalho preventivo. “Eles sempre vão estar uniformizados e identificados. Muitas vezes erros como acúmulos de materiais e frestas que propiciam a infestação desses animais passam despercebidos, então a visão técnica ajuda e protege a população de maiores riscos à saúde”.

    As demandas da população chegam por meio de diversos canais, como Ouvidoria (162), telefone (Disque-Saúde no 160), e-mail (svs.dival@saude.df.gov.br) e atendimento pessoal. A Gerência de Vetores e Animais Peçonhentos está disponível para recolher denúncias por meio do telefone (61) 3349-4428.

  • Sobradinho recebe ação de combate à dengue

    Sobradinho recebe ação de combate à dengue

    Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) visitaram casas localizadas na região para procurar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti e instruir os moradores

    A casa de Fátima de Paula Alvim e Luiz Cirqueira da Silva, localizada na Quadra 2 de Sobradinho, parecia não conter nenhum criadouro do mosquito Aedes aegypti, nem mesmo no belo jardim cultivado pelo casal de aposentados.

    Porém, ao analisar as calhas do imóvel, os Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), que realizavam uma visita na manhã deste sábado (11), perceberam a presença de água acumulada no local.

    “Aqui no jardim nós não identificamos nenhum criadouro, mas quando a gente foi verificar a calha do imóvel foi possível identificar a presença de água parada. E aí vai uma dica para a população: sempre cheque a calha e realize a desobstrução caso ela esteja entupida.”, explicou o Subsecretário de Vigilância à Saúde do DF, Fabiano dos Anjos, que participou da ação.

    Após identificar o possível criadouro, os Agentes de Vigilância Ambiental realizaram o tratamento da água, visto que não foi possível removê-la. Assim, a inspeção dos profissionais foi essencial para prevenir a disseminação do Aedes aegypti no local.

    Como ressaltou Dona Fátima: “Essas visitas dos Agentes são muito boas e necessárias para a população porque a gente tem que tomar cuidado principalmente agora no verão, que é quente e chuvoso. A dengue mata mesmo, ela não brinca não, viu?”

    As visitas dos agentes de vigilância em saúde são essenciais para combater a dengue. Esses profissionais não apenas fiscalizam as casas, como também instruem os moradores sobre o combate à dengue

    Ações contínuas

    Essa visita faz parte das inúmeras ações empregadas pela Secretaria de Saúde para diminuir o número de casos de dengue no Distrito Federal. Além das inspeções domiciliares, a SES-DF tem investido em tecnologia, como o uso de drones e a implementação do aplicativo com georreferenciamento dos focos da doença.

    Outras estratégias empregadas foram o uso de estações disseminadoras de larvicida (EDLs) e Ovitrampas, armadilhas que ajudam a monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti nas regiões. Também foram contratados mais agentes de vigilância ambiental (Avas) e agentes comunitários de saúde (ACSs).

    As ações têm causado um impacto positivo. Na primeira semana de janeiro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, os casos de dengue diminuíram em quase 98% no Distrito Federal.

    De acordo com a Secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, o conjunto dessas ações e a atuação de diferentes órgãos possibilitaram essa melhora: “Essa diminuição é fruto de uma equipe trabalhando unida: é a visita em domicílios, é a ação dos agentes de vigilância, dos agentes de saúde, é a parceria da Novacap, são as novas tecnologias que nós abraçamos…”.

     

  • DF registrou 547 transplantes de órgãos e tecidos nos oito primeiros meses de 2024

    DF registrou 547 transplantes de órgãos e tecidos nos oito primeiros meses de 2024

    O número total de transplantes é maior em relação ao mesmo período no ano passado; crescimento se deve, principalmente, aos procedimentos de medula óssea, que subiram cerca de 20%

    Após bater o recorde de transplantes de órgãos e tecidos em 2023, o Distrito Federal busca manter ou superar os números do ano passado. Nos oito primeiros meses de 2024, foi registrado um aumento de cerca de 20% nos transplantes de medula óssea, que saltaram de 135 para 163. Um leve crescimento no número total de procedimentos também foi identificado no mesmo período, quando o DF subiu de 544 transplantes para 547, considerando os transplantes de córnea (207), fígado (81), rim (72) e coração (24).

    “O aumento no número total de transplantes esse ano em relação ao mesmo período de 2023 se deve, principalmente, ao transplante de medula óssea. Houve um aumento no número de hospitais credenciados que oferecem o serviço e uma maior produção nas unidades que já eram credenciadas”, explica a diretora da Central Estadual de Transplantes do DF (CET-DF), Gabriella Ribeiro Christmann.

    Arte: Fábio Nascimento/Agência Brasília

    Historicamente, os órgãos mais transplantados no DF são fígado, córnea e medula óssea. Além disso, a capital tem como característica o maior número de procedimentos com órgãos provenientes de outro estado, o que demanda uma logística diferenciada. O transporte é feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou pelo Departamento de Trânsito (Detran), com deslocamento terrestre e aéreo por meio de um termo de cooperação entre os órgãos com a SES-DF.

    “Desde 2015, o Detran coloca a aeronave à disposição para executar a captação dos órgãos para transplante no DF. Desde então, já foram transportados 84 órgãos, sendo neste ano, 16 corações, um fígado e um rim. Esse trabalho é importante por causa do tempo de isquemia dos órgãos. Quanto menor for esse tempo, mais saudável e maior a chance de aceitação do órgão pelo receptor”, revela o chefe da Unidade de Operação Aérea do Detran-DF, Sérgio Alexandre Martins Dolghi.

    Desafios

    O principal desafio em relação ao transplante de órgãos e tecidos é o engajamento da população. O Governo do Distrito Federal (GDF) tem feito campanhas de divulgação constantes para que o tema possa ser abordado nos ambientes familiares, conforme prevê a Lei Distrital nº 7.335, de 9 de novembro de 2023, que estabeleceu diretrizes e estratégias para a implementar a Política Distrital de Conscientização e Incentivo a Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos no Distrito Federal.

    O principal desafio em relação ao transplante de órgãos e tecidos é o engajamento da população | Foto: Davidyson Damascendo/IgesDF

    “Espera-se que haja um engajamento contínuo do poder público e das unidades que ofertam os procedimentos de transplantes nas ações relacionadas a doação e transplante, tanto assistencial quanto de campanhas. A CET mantém um contato próximo com as Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), para que haja a mudança na cultura hospitalar e um maior engajamento das equipes assistenciais na causa e para que sejam capazes de acolher os pacientes e as famílias da melhor forma possível”, afirma Gabriella Ribeiro Christmann.

    Para ser um doador, basta comunicar à família o desejo de fazer este procedimento. Há dois tipos: os vivos e os falecidos. Os vivos podem ser qualquer pessoa que concorde em doar o órgão, desde que não prejudique a própria saúde. Entre os órgãos que podem ser doados ainda em vida estão um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela lei, somente parentes até o quarto grau podem ser doadores vivos, sendo necessária autorização judicial caso esteja fora do parentesco. Já os falecidos são as vítimas de lesões cerebrais irreversíveis, com morte encefálica comprovada após a realização de exames clínicos. Neste caso, é necessário que a família autorize a doação.

    Os órgãos doados vão para os pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, controlada por um sistema informatizado disponibilizado pelo Ministério da Saúde para a Central Estadual de Transplantes. O cadastro de potenciais receptores é realizado pelas próprias equipes habilitadas a realizar os transplantes nos estabelecimentos de saúde do DF, onde um médico consulta e realiza exames especializados para comprovar a necessidade.

    No DF, são realizados transplantes de coração, rim, fígado, córneas e medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Hospital de Base (HB), são feitos os procedimentos de rim e córnea. O Hospital Universitário de Brasília (HUB) realiza os transplantes de rim, córnea e medula óssea (autólogo). O Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF (ICTDF) faz transplantes de coração, rim, fígado, córnea e medula óssea. O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) realiza transplante de medula óssea autólogo pediátrico.

  • Hemocentro de Brasília lança campanha da Semana Nacional do Doador de Sangue

    Hemocentro de Brasília lança campanha da Semana Nacional do Doador de Sangue

    Programação especial, a partir desta segunda-feira (25), busca conscientizar e celebrar a causa da doação de sangue

    A Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) inicia nesta segunda-feira (25) a campanha da Semana Nacional do Doador de Sangue. Com o tema “Hoje é um lindo dia para salvar vidas”, a ação celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado em 25 de novembro, e promove uma série de atividades para conscientizar a população sobre a importância da causa.

    Segundo a gerente de Captação de Doadores da FHB, Kelly Barbi, a campanha é uma oportunidade de homenagear quem salva vidas. “A Semana Nacional do Doador é dedicada ao reconhecimento e agradecimento aos doadores. É um gesto nobre, de cidadania, que precisa ser lembrado e incentivado todos os dias”, ressaltou.

    As atividades começam no domingo (24), no Mitzvah Day, uma data especial da comunidade judaica dedicada ao voluntariado. Na ocasião, materiais informativos serão distribuídos no Eixão do Lazer para conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue.

    A programação especial se estende até sexta-feira (29). Durante a semana, os doadores serão recebidos com algumas surpresas e poderão participar de atividades como a distribuição de mudas e plantas nativas pelo projeto Ethos do Cerrado, sessões de massagem e reflexologia promovidas pelo Grupo Fuji e apresentações musicais. Na terça-feira (26), a campanha contará com uma doação coletiva organizada pela torcida do Atlético Mineiro.

    Para reforçar a importância do doador de sangue, monumentos e prédios públicos do Plano Piloto, como o Teatro Nacional Cláudio Santoro, o BRB e o prédio do Detran-DF, estarão iluminados na cor vermelha durante toda a semana.

    Estoques de sangue e tipos prioritários

    O Hemocentro de Brasília precisa de uma média de 180 doações diárias para atender toda a rede pública de saúde do Distrito Federal e instituições conveniadas, como o Hospital da Criança, o Instituto de Cardiologia do DF e o Hospital das Forças Armadas. Atualmente, o número de doações está em torno de 170 por dia.

    Os tipos sanguíneos mais necessários no momento são O positivo, O negativo, B positivo e A negativo, mas todos os doadores são bem-vindos. O voluntário pode agendar sua doação pelo site agenda.df.gov.br ou pelo telefone 160, opção 2. O Hemocentro também atende doadores sem agendamento, conforme a capacidade máxima de atendimento do dia.

    Para doar sangue, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 51 kg e estar saudável. Quem passou por cirurgia, exame endoscópico ou adoeceu recentemente, a recomendação é consultar o site do Hemocentro para saber se está apto a doar sangue.

    Quem teve gripe deve aguardar 15 dias após o desaparecimento dos sintomas para poder doar sangue. Quem teve Covid-19 deve aguardar 10 dias após o fim dos sintomas, desde que sem sequelas. Se assintomático, o prazo é contado da data de coleta do exame. Pacientes diagnosticados com dengue clássica devem aguardar 30 dias para se candidatar à doação de sangue. Para dengue hemorrágica, o prazo é de seis meses.

  • Hospital da Criança de Brasília alia tecnologia e humanização nos exames de imagem

    Hospital da Criança de Brasília alia tecnologia e humanização nos exames de imagem

    Com equipamentos de alta qualidade e equipe especializada, HCB reduz resistência das crianças na realização dos atendimentos

    Desde a inauguração até o final de agosto de 2024, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) realizou mais de 125 mil exames de raio-X, 58 mil tomografias, 77 mil ultrassonografias e cinco mil ressonâncias magnéticas, entre outros exames importantes para o atendimento das crianças que buscam diagnóstico e tratamento no HCB.

    “Somos acionados para realizar exames nos pacientes que estão em investigação ou acompanhamento de alguma doença. Nosso principal papel é no diagnóstico, descobrir o que o paciente tem”, afirma o médico radiologista Vinícius Gomes, coordenador da Radiologia no HCB. A equipe também é responsável pelos exames de densitometria óssea e ressonância, atuando sempre que acionada pelos médicos assistentes.

    “Em casos como a ultrassonografia e alguns exames de radiologia geral contrastada, nós fazemos os exames e laudamos; nos outros, o técnico opera a máquina, faz os exames e nós emitimos o relatório”, relata Gomes. Ele esclarece que, embora os médicos de outras especialidades solicitem os exames de imagem para verificar o diagnóstico das crianças, os radiologistas podem interferir na escolha do melhor método de investigação. “Muitas vezes, nós tomamos a decisão se aquele é o melhor exame para aquele paciente, aquela situação, aquela suspeita; podemos mudar o exame para escolher a melhor estratégia diagnóstica”, afirma.

    As medidas tomadas para deixar os pacientes mais tranquilos se aliam à qualidade dos equipamentos utilizados no HCB. O hospital conta com aparelhos de alta tecnologia para garantir a eficiência e agilidade nos atendimentos. “Por ser um hospital terciário, trabalhamos com aquelas doenças que são as mais diversas e as mais raras. Trabalhar com doenças raras e ter um aparato que possa suprir tudo que a criança precisa é muito importante”, diz o supervisor de Enfermagem da Unidade de Bioimagem do HCB, Marcos André Linhares.

    Equipamentos do HCB oferecem alto nível de precisão das imagens, proporcionando mais conforto e segurança ao paciente na definição do diagnóstico

    Inaugurado em 2023, o serviço de ressonância magnética do HCB conta com aparelho de alta resolução, empregado no diagnóstico e acompanhamento de tumores cerebrais e outras doenças raras e complexas, auxiliando tanto no diagnóstico precoce quanto no acompanhamento de tratamentos diversos em consonância com protocolos nacionais e internacionais de excelência.

    Moderno, o equipamento oferece alto nível de precisão das imagens e realiza os exames com agilidade, proporcionando mais conforto e segurança ao paciente. É possível realizar exames com anestesia e de crianças que estão recebendo infusão endovenosa, o que é um diferencial. O equipamento foi adquirido e instalado por meio de campanha de captação de recursos capitaneada pela Abrace, por meio de projeto aprovado junto ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente, com um investimento da ordem de R$ 9,5 milhões.

    A sala onde acontecem as tomografias é ambientada com motivos da Mata Atlântica, nome do setor onde os exames de imagem são realizados

    A humanização do cuidado é um pilar estratégico do HCB e, dessa forma a ambientação dos equipamentos e os processos de trabalho são desenhados de forma a trazer conforto para os pacientes. A sala da ressonância foi ambientada como uma nave no espaço, enquanto a sala onde acontecem as tomografias é ambientada com motivos da Mata Atlântica (nome do setor onde os exames de imagem são realizados). Cercadas por desenhos que retratam a flora e a fauna dessa parte do país, as crianças passam pelo tomógrafo como se estivessem a bordo de uma canoa, navegando por um rio.

    Para reduzir o medo causado pelos equipamentos, a equipe explica todo o exame às crianças, com o auxílio de brinquedos. Segundo Vinícius Gomes, os profissionais buscam “entender os receios, medos, angústias de cada paciente e têm a habilidade de contornar essa situação; tentar acalmar a criança e fazer o exame de maneira menos traumática”, usando recursos lúdicos como o brinquedo terapêutico, contação de histórias e músicas da preferência das crianças e adolescentes.

    No caso de pacientes que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e que precisam fazer exames de raio-X, mas não podem se deslocar de seus leitos, técnicos de radiologia levam um equipamento portátil até a criança, garantindo o atendimento no momento necessário.

  • Unidade móvel do Hvep chega ao Gama nesta segunda (18)

    Unidade móvel do Hvep chega ao Gama nesta segunda (18)

    Estacionado na Administração Regional da cidade, o hospital veterinário itinerante vai prestar atendimento clínico e ambulatorial a cães e gatos

    A partir desta segunda-feira (18), a população do Gama vai contar com atendimento gratuito para animais domésticos. A Unidade Móvel do Serviço Público Veterinário (Hvep) disponibilizará, pelos próximos três meses, serviços veterinários a cães e gatos da comunidade, com entrega de dez senhas diárias, sempre a partir das 8h.

    A unidade móvel oferece atendimento clínico e ambulatorial básico, abrangendo recepção e triagem, coletas para exames de sangue, hemogramas, exames bioquímicos, curativos simples, aplicação de medicações (quando necessário) e orientações educacionais para tutores.

    É importante observar que a unidade não oferece serviços cirúrgicos, castrações ou exames de imagem (raios X, ultrassom). Para esses atendimentos, os tutores deverão agendar uma visita à sede fixa do Hvep, localizada no Parque Ecológico do Cortado, em Taguatinga. Além disso, a unidade móvel não está equipada para emergências ou atendimentos de animais em estado grave.

    O secretário de Proteção Animal, Ricardo Villafane, destacou a importância do equipamento para atender as necessidades da população e conscientizar os tutores sobre os cuidados necessários com seus animais. “A unidade móvel é um avanço no acesso à saúde animal e uma forma de levarmos serviços essenciais para perto da comunidade. Queremos que os tutores entendam a importância dos cuidados básicos e preventivos, promovendo um ambiente mais saudável e seguro para os animais de estimação e para toda a comunidade,” afirmou Villafane.

    Os atendimentos na unidade móvel seguem o sistema de distribuição de senhas, com a liberação de 10 senhas diárias, a partir das 8h. A triagem e os atendimentos clínicos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, enquanto os retornos são realizados das 13h às 17h. Com essa iniciativa, o Hvep busca facilitar o acesso a cuidados básicos de saúde para cães e gatos na região do Gama, promovendo o bem-estar animal e a conscientização dos tutores sobre a importância do cuidado veterinário regular.

    Serviço

    • Local – Área Especial s/nº, Setor Central, Gama
    • Entrega das senhas – Das 8h às 12h ou até acabarem
    • Retornos – Das 13h às 17h
    • Serviços oferecidos – Consulta clínica geral, hemograma, exames bioquímicos, curativos simples, aplicação de medicações (a depender do caso) e orientações educacionais

  • Palácio do Buriti é iluminado em azul para alertar sobre o câncer de próstata

    Palácio do Buriti é iluminado em azul para alertar sobre o câncer de próstata

    Doença é uma das que mais afetam a saúde masculina no Brasil e no mundo; são estimados 71 mil novos casos por ano para o triênio 2023 a 2025

    A fachada do Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal (GDF), está iluminada em tons de azul e permanecerá assim até o final do mês. A ação, promovida pela administração pública, visa chamar a atenção da população para o Novembro Azul, data dedicada ao debate e conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata.

    A doença é uma das que mais afetam a saúde masculina no Brasil e no mundo. O Ministério da Saúde estima que o país registre 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano para o triênio 2023-2025.

    “Por fatores culturais, os homens muitas vezes negligenciam a própria saúde, seja por falta do autocuidado, seja não procurando os serviços de saúde, muitas vezes aceitando tratamento apenas quando já estão com algum quadro avançado. Nosso objetivo no Novembro Azul é conscientizar a população masculina sobre a importância de cuidar da própria saúde”, ressalta a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio.

  • UBSs intensificam ações para prevenir a dengue

    UBSs intensificam ações para prevenir a dengue

    Com iniciativas em escolas, residências e atendimentos diários, o combate ao Aedes aegypti se tornou prioridade na Atenção Primária

    Formada por 636 equipes de Saúde da Família (eSF), multiprofissionais e de saúde bucal distribuídas pela rede de 176 unidades básicas de saúde (UBSs) em todo o Distrito Federal, a Atenção Primária à Saúde (APS) tem intensificado a atuação para o combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue.

    Simone Lacerda, gerente de Apoio à Saúde da Família, distribui material informativo: “Os profissionais da Atenção Primária à Saúde têm um papel fundamental, orientando a população e incentivando a mobilização comunitária” | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde

    Atividades educativas para prevenir a proliferação do mosquito e reconhecer os sintomas da dengue passaram a ocorrer em escolas e estabelecimentos comerciais, além de terem sido incorporadas à rotina dos atendimentos nas UBSs e nas visitas domiciliares.

    “Com o esforço conjunto, vamos fazer a diferença e proteger a saúde de todos”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, que cita o Plano de Contingência para Respostas às Emergências em Saúde Pública por Dengue, Chikungunya e Zika, com ações previstas para 2024 e 2025, conforme a evolução dos números da doença.

    Ao longo do mês de outubro, profissionais da APS receberam material informativo para ser distribuído em ações junto à população, como cartazes e cartilhas. “A educação em saúde é uma ferramenta essencial nesse processo, e os profissionais da Atenção Primária à Saúde têm um papel fundamental, orientando a população e incentivando a mobilização comunitária”, explica a gerente de Apoio à Saúde da Família, Simone Lacerda.

    Vigilância epidemiológica

    Apesar de o Distrito Federal ter registrado, em 2024, uma elevação de 873,5% no número de casos prováveis de dengue comparado a 2023, o momento atual mostra um cenário mais tranquilo. Agora, a cada semana, são cerca de 200 pacientes com suspeita da doença, mantendo a tendência de poucos números para o mês de outubro.

    É preciso manter a atenção, lembra  o chefe da Assessoria da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), Victor Bertollo. “Neste momento, a nossa incidência de casos está dentro do esperado para este período do ano”, sinaliza. “É diferente, por exemplo, do que nós vivemos ano passado, quando nesta época já estávamos acima do esperado”.

    Ainda assim, a Secretaria de Saúde (SES-DF) mantém a vigilância epidemiológica dos números, com novos boletins emitidos semanalmente. Mais ações de combate à dengue vão ocorrer para prevenir a doença. A pasta também oferece a vacinação de crianças e adolescentes de dez a 14 anos, conforme indicado pelo Ministério da Saúde (MS).