Categoria: Saúde

  • Pronto-socorro cirúrgico do HRG é reformado

    Pronto-socorro cirúrgico do HRG é reformado

    Espaço foi readequado para garantir mais conforto, acessibilidade e fluxo eficiente de pacientes

    O pronto-socorro cirúrgico do Hospital Regional do Gama (HRG) está de cara nova. Após reformas recentes, o espaço passou a contar com estrutura mais moderna, acessível e acolhedora tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde. Com investimento de R$ 100 mil, as melhorias irão beneficiar as mais de 700 pessoas atendidas diariamente na unidade.

    As mudanças são visíveis desde a entrada: escada, iluminação e rampa foram renovadas, garantido segurança e acessibilidade. Internamente, os ajustes contemplaram piso, parede e teto, além da instalação de novos pontos de oxigenação e climatização do ambiente com aparelhos de ar condicionado.

    Melhor fluxo

    Na reforma, o ambiente foi readequado, permitindo a criação de espaços individualizados e separados. “Temos agora uma sala de pequenos procedimentos, onde a gente faz uma sutura, drena um abscesso, tudo separado dos pacientes mais graves e daqueles que apenas precisam de medicação. Há todo um fluxo de trabalho novo”, detalha o superintendente da Região Sul, Willy Filho.

    Essas adaptações possibilitam que os atendimentos sejam realizados de forma mais ágil e segura, criando um caminho único para a Sala Vermelha, local onde ficam os pacientes graves.

    “Conseguimos selecionar os pacientes de classificação verde e amarela para poder atender na sala de pequenos procedimentos, enquanto os alaranjados e vermelhos são atendidos na sala de urgência no nosso box”, detalha o supervisor de Enfermagem do pronto-socorro, Higor Alencar.

  • Teste do Pezinho: resultado garante saúde para milhares de crianças no DF

    Teste do Pezinho: resultado garante saúde para milhares de crianças no DF

    Capital federal é capaz de diagnosticar 62 doenças por meio do exame. Cobertura é de cem por cento dos nascidos na rede pública

    Com apenas 8 dias de vida, Pedro Henrique já passou pelo exame que pode mudar o destino de muitas crianças: o Teste do Pezinho. A mãe, Ana Paula Rodrigues, 21, lembra do momento em que recebeu o resultado: “A gente fica mais tranquila, porque o exame ajuda a detectar várias doenças. Agora é só continuar o acompanhamento normal, sem preocupações”, conta.

    Assim como Pedro Henrique, todos os recém-nascidos do Distrito Federal têm direito ao exame (Lei nº 4.190/2008), que faz parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). Realizado a partir de algumas gotas de sangue coletadas do calcanhar do bebê, o teste é fundamental para identificar doenças graves que não apresentam sintomas ao nascer, mas que podem comprometer o desenvolvimento da criança e até mesmo levá-la à morte.

    “Hoje, o Teste do Pezinho não é só um exame, é um programa que envolve vários departamentos e impacta diretamente na qualidade de vida das crianças e na redução da mortalidade infantil. Temos um programa bem estruturado no DF, e isso salva vidas”, afirma o chefe do Laboratório de Triagem Neonatal da Secretaria de Saúde (SES-DF), Vitor Araújo.

    A importância do exame de triagem neonatal no Brasil é tão grande que até ganhou uma data especial do calendário. Nesta sexta-feira (6), celebra-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho – um marco da medicina preventiva. Com o exame, a doença é descoberta antes mesmo de a criança apresentar sintomas, evitando sequelas como deficiência visual, motora ou intelectual. “Essa detecção precoce é capaz de permitir que o bebê cresça normalmente, sem limitações. Também impacta a família, que não precisa viver em função dos cuidados especiais, e reduz os custos para o Estado com saúde e previdência social”, elenca Araújo.

    Quando fazer?

    A coleta do sangue deve ser feita, preferencialmente, entre o terceiro e o quinto dia de vida, mas pode ser realizada até o sétimo. “É importante não atrasar, porque a agilidade no diagnóstico é essencial para o sucesso do tratamento”, reforça Araújo.

    Em geral, o resultado sai entre 48 e 72 horas. Se houver demora, costuma estar relacionada ao transporte das amostras, e não ao processo de análise em si.

    Na capital federal, o teste é realizado gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas maternidades cadastradas.

    Pioneirismo

    O DF foi o primeiro no Brasil a ampliar o Teste do Pezinho. Até 2011, o exame cobria apenas três doenças. Com o avanço tecnológico na triagem neonatal, o número cresceu e, hoje, o exame abrange 62 patologias. Somente no ano passado, foram feitas 37,3 mil coletas.

    Para garantir agilidade e segurança no processo, o Laboratório de Triagem Neonatal da SES-DF conta com tecnologia de ponta e uma equipe composta por farmacêuticos, biólogos e técnicos responsáveis pela análise dos resultados.

  • Vacinação contra HPV no DF é ampliada para jovens de 15 a 19 anos e vai até o dia 14

    Vacinação contra HPV no DF é ampliada para jovens de 15 a 19 anos e vai até o dia 14

    Imunização contra o Papilomavírus Humano é prevenção a diversos cânceres

    A vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV, sigla em inglês) fica disponível para jovens de 15 a 19 anos no Distrito Federal até o dia 14 deste mês. A ampliação temporária do público-alvo tem como objetivo alcançar quem perdeu a oportunidade de se vacinar na faixa etária de 9 a 14 anos e reforçar a prevenção de cânceres relacionados ao HPV.

    “Queremos aumentar a proteção no DF e abranger jovens que, por algum motivo, não puderam se imunizar na época estabelecida. A dose é única e não demora nada. Em compensação, a vacina é capaz de proteger contra diversas doenças para a vida toda”, destaca o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.

    O imunizante serve de escudo contra verrugas genitais e alguns tipos de câncer, como os de útero, pênis, boca, ânus e laringe. Como estratégia para alcançar ainda mais jovens, a Secretaria de Saúde (SES-DF) iniciou, em abril, o envio de mensagens via WhatsApp para adolescentes dessa faixa etária.

    Apesar do esforço da secretaria, a adesão ainda está abaixo do esperado. A meta de vacinação é de 49 mil pessoas, e mais de 130 mil pessoas foram contatadas com lembretes e informações personalizadas.

    “A ampliação da dose para jovens de 15 a 19 anos é uma estratégia importante de proteção, pois estamos falando de um público altamente vulnerável ao HPV”, completa a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira.

    Na capital federal, o imunizante está disponível em mais de 100 pontos de vacinação espalhados pelas regiões de saúde, com aplicação de dose única a esse público.

    O vírus

    O HPV é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que pode infectar tanto a pele quanto as mucosas oral, genital e anal, não importa o gênero. Embora a principal forma de transmissão seja por via sexual, com penetração desprotegida, o contágio também pode ocorrer pelo simples contato direto entre os órgãos genitais, mesmo sem penetração.

    Em muitos casos, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas, mas pode desenvolver verrugas ou lesões que, ao longo do tempo, podem evoluir para câncer. Pessoas assintomáticas também são capazes de transmitir o vírus durante relações sexuais desprotegidas. Em alguns casos, as lesões provocadas pelo HPV podem levar até 20 anos para se manifestar.

  • Dia Mundial sem Tabaco destaca vitórias de quem superou o vício

    Dia Mundial sem Tabaco destaca vitórias de quem superou o vício

    No DF, Secretaria de Saúde disponibiliza 84 locais de atendimento para quem quer parar de fumar

    “Nunca é tarde para deixar de fumar”. A dica é do aposentado Jalvo da Silva, 69 anos, que, em 2022, interrompeu o hábito que cultivou por 51 anos. Atualmente é frequentador do grupo de antitabagismo da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 de Sobradinho, onde serve de inspiração para quem está no início do desafio. “Sempre que posso, participo das reuniões aqui, porque tenho uma ligação emocional”, conta. Seu sucesso é um exemplo a ser destacado neste dia 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco.

    Professor por anos, Jalvo fala como quem prepara alunos para uma grande prova. Felizmente, nesta turma, todos os colegas prestam atenção. Carlos Lessa, 68 anos, absorve cada conselho com a certeza de que enfrenta uma verdadeira batalha. “Para mim tem sido muito difícil. A vontade está sempre lá, pois a dependência química é muito grave”, destaca.

    Já José Albuquerque, 73 anos, comemora quatro meses longe do cigarro, mesmo período em que começou a frequentar as atividades coletivas na UBS 2 de Sobradinho. “Ajuda muito estar aqui, porque você escuta um falar, escuta o outro, vai observando e põe na sua cabeça que tem que parar”, explica.

    Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) presta os atendimentos em 84 unidades. O Programa de Controle do Tabagismo na capital segue orientação da coordenação nacional do Ministério da Saúde com foco em ações educativas. Os pacientes são avaliados por equipes multiprofissionais, podendo ser encaminhados a tratamentos de condições específicas e convidados a participarem dos grupos.

    “A participação nas atividades é a parte cognitivo-comportamental do tratamento. Um espaço coletivo e seguro, onde cada um fala de suas dificuldades, derrotas e sucessos”, diz a facilitadora do grupo de tabagismo da UBS 2 de Sobradinho, Fabrícia Paola Ribeiro.

    Desafio é conscientizar os jovens

    Um dos principais desafios do Programa de Controle de Tabagismo da SES-DF é alcançar o público jovem. “Estamos tentando prevenir o uso precoce, para que crianças e adolescentes nem cheguem a ter a primeira experiência. O cigarro eletrônico e o narguilé, por exemplo, são muito comuns nesses círculos”, afirma Ribeiro.

    No Brasil, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis 2022-2030 informa que o percentual de fumantes no País em 2019 era de 9,8% da população. Quatro anos depois, esse índice figurava em 9,3%. A expectativa é reduzir para 5,9% até 2030. No DF, dados de 2023 apontam que 8,4% dos adultos eram fumantes. Desse total, o hábito é maior entre os homens (10,7%); entre as mulheres o percentual é de 6,4%.

     

    O coordenador do Programa Nacional de Controle do Tabagismo em Brasília, Saulo Viana, lembra que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabaco é uma das maiores ameaças à saúde pública global e a principal causa de morte evitável no mundo.

    “O tabagismo e a exposição passiva são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de uma série de doenças crônicas, tais como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares”, elenca Saulo.

  • Uso de cigarro eletrônico acende alerta para riscos à saúde

    Uso de cigarro eletrônico acende alerta para riscos à saúde

    No DF, mais de 80 unidades da rede pública oferecem apoio para quem desejam parar de fumar

    Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam um aumento de 25% no número de fumantes no Brasil entre 2023 e 2024, levantando um alerta para a crescente popularidade do cigarro eletrônico. Embora considerado inofensivo, o dispositivo também é derivado do tabaco e leva sérios riscos à saúde.
    Apesar de não apresentarem substâncias comuns aos cigarros tradicionais, como monóxido de carbono e alcatrão, os dispositivos eletrônicos têm se mostrado muito prejudiciais ao organismo. No caso dos cigarros eletrônicos, há a possibilidade de contrair a síndrome de Evali, uma lesão pulmonar associada ao uso destes dispositivos.

    Pesquisa

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que esses dispositivos eletrônicos vêm atraindo adolescentes e jovens por meio de estratégias de marketing e apelo tecnológico. Segundo a última Pesquisa Vigitel, em 2023, cerca de 2,1% da população adulta usou cigarros eletrônicos, sendo a maior prevalência entre os jovens de 18 a 24 anos – ou seja, 6,1% dos entrevistados.

    O pneumologista Paulo Fontes, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), alerta que o uso dos cigarros eletrônicos, mesmo com sabores e aromas diferenciados, são um risco à saúde. “Apesar de ainda não termos todas as respostas sobre os efeitos de longo prazo dos cigarros eletrônicos, o que já vemos na prática clínica é muito preocupante”, aponta o médico. “São pacientes com pulmões extremamente comprometidos, com processos inflamatórios intensos. Temos visto muitos jovens com forte agressão ao parênquima pulmonar”.

    O especialista lembra que os danos podem ser mais severos que os causados pelo cigarro comum: “A síndrome de Evali é um exemplo claro disso. Embora nem tudo possa ser afirmado com certeza ainda, já é evidente que o uso do vape ou desses tipos de dispositivos não é seguro”.

    Enfrentamento

    No país, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis 2022-2030 tem como uma das metas reduzir para 40% o percentual da população que fuma.

    Segundo o documento, o percentual de fumantes no país em 2019 era de 9,8% da população. Quatro anos depois, esse índice figurava em 9,3%. A expectativa é reduzir para 5,9% até 2030. No DF, dados de 2023 apontam que 8,4% dos adultos eram fumantes. Desse total, o hábito é maior entre os homens (10,7%); entre as mulheres o percentual é de 6,4%.

    Onde procurar ajuda

    A Secretaria de Saúde (SES-DF) presta atendimento a pessoas que lutam contra o tabagismo em mais de 80 unidades. O Programa de Controle do Tabagismo na capital segue orientação da coordenação nacional do MS com foco em ações educativas. Os pacientes são avaliados por equipes multiprofissionais, podendo ser encaminhados a tratamentos de condições específicas e convidados a participarem dos grupos.

  • Brasília recebe corrida que une esporte e solidariedade para incentivar a doação de sangue

    Brasília recebe corrida que une esporte e solidariedade para incentivar a doação de sangue

    As inscrições já estão abertas e em promoção, com valor de R$ 79,90

    Esporte e solidariedade vão movimentar Brasília com a chegada da Corrida Tá no Sangue, promovida pelo Grupo Band — TV Band e Rádio Band News FM Brasília — em parceria com a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB). A prova será realizada no próximo 21 de junho, com largada às 17h, no Memorial dos Povos Indígenas, ao lado do Memorial JK.

    Mais do que uma competição, a corrida busca conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue, essencial para manter o sistema público de saúde do Distrito Federal. “É uma oportunidade de reunir a comunidade, promover a saúde e reforçar a importância da doação de sangue, fundamental para garantir o atendimento a quem precisa. Cada doação pode salvar até quatro vidas”, destaca o presidente da FHB, Osnei Okumoto.

    As inscrições já estão abertas e podem ser feitas com valor promocional de R$ 79,90. “Fizemos questão de manter um valor acessível para que mais pessoas possam participar, seja para correr, caminhar ou apoiar a causa da doação de sangue”, reforça Okumoto.

    A entrega dos kits será no dia 17 de junho, na Faculdade Mackenzie, uma das patrocinadoras do evento. Durante a entrega, o Hemocentro realizará uma coleta externa de sangue, das 9h às 16h, ampliando ainda mais o impacto social da iniciativa. O kit do atleta inclui camiseta, sacola, cantil de água, número de peito com chip, medalha e pós-prova.

    Com percursos de 5 km e 10 km, a corrida premiará com troféus os três primeiros colocados de cada categoria (masculino e feminino). Todos os participantes devidamente inscritos que cruzarem a linha de chegada receberão a tradicional medalha de participação. A cerimônia de premiação ocorrerá às 18h30, no mesmo dia do evento.

    Hemocentro de Brasília

    A FHB é o único hemocentro público do Distrito Federal e coordena o sistema de sangue da capital, garantindo o abastecimento de 100% da rede SUS-DF e conveniada, com atendimento a 13 hospitais, além de hospitais conveniados, como o Hospital da Criança de Brasília (HCB), o Hospital Universitário de Brasília (HUB), a Rede Sarah e o Hospital das Forças Armadas (HFA).

    Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos (menores de idade devem apresentar autorização e documento do responsável), pesar mais de 51 kg e estar em bom estado de saúde. Algumas condições temporárias impedem a doação: quem estiver gripado deve aguardar 15 dias após o desaparecimento dos sintomas; após covid-19, o prazo é de 10 dias (sem sequelas); para dengue clássica, o impedimento é de 30 dias e, para dengue hemorrágica, seis meses.

  • Tem ambulância no trânsito? Seja cidadão e ajude a salvar vidas

    Tem ambulância no trânsito? Seja cidadão e ajude a salvar vidas

    Condutores do Samu 192 contam com apoio da população para reduzir tempo de atendimento aos pacientes; saiba como agir sem levar multas

    Um ou dois minutos podem não fazer tanta diferença no dia a dia, mas para quem está em situação grave, podem significar a chance de sobrevivência ou de redução de sequelas. O atendimento rápido é prioritário nessas ocasiões. É por esse motivo que os condutores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) contam com o apoio de todos os motoristas para cumprirem uma missão nobre: salvar vidas.

    “Indiretamente, os motoristas que dão passagem aos veículos de urgência estão ajudando a salvar muitas vidas”, reforça o condutor Rodrigo Amaral, que atua no Samu em Ceilândia. “É ter atenção e compaixão com a pessoa que está em atendimento. Esse mérito também é do motorista que abre caminho.” Segundo ele, a dica é se manter atento ao trânsito e, assim que visualizar um veículo de emergência, já abrir espaço para a passagem.

    Mantenha a atenção

    Diariamente, porém, os motoristas do Samu encontram uma realidade diferente. “Nós vemos muitos condutores desatentos com os celulares, sem prestar atenção ao que está ocorrendo em volta”, afirma o condutor Caetano Mateus de Moura.

    Há quem não perceba a aproximação da ambulância, quem simplesmente não dê passagem e até os que até mudam para a faixa da direita, mas aceleram e impedem que outros motoristas também possam sair da via. “As pessoas têm que ter um pouco mais de atenção e olhar ao redor”, ressalta Rodrigo Amaral.

    Da base localizada em Ceilândia Norte, eles conseguem chegar a qualquer local na região administrativa (RA) em dez a 11 minutos. Se o deslocamento for maior, como, até o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o tempo normalmente é de 23 minutos, em horário de pico. “Cada segundo conta; o paciente que está em parada cardiorrespiratória, por exemplo, a cada minuto ele perde chance de ter uma sobrevida melhor”, detalha Caetano Mateus.

    Com cursos específicos para conduzir ambulâncias, os motoristas avaliam o momento de ultrapassar o semáforo vermelho, utilizar a contramão ou até passar sobre obstáculos. “A todo tempo nós trabalhamos com segurança, pensando não só na nossa equipe, mas também no paciente e em todos os veículos”, explica.

    Vou levar uma multa?

    O gerente da Escola Pública de Trânsito do Detran-DF, Marcelo Granja, lembra que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) dá prioridade para veículos em serviço de urgência. “Deixar de dar passagem a ambulância – quando em serviço de urgência e emergência e devidamente identificada – é uma infração gravíssima, sujeita a multa e pontos na carteira de motorista, conforme artigo 189 do CTB”, adverte.

    De acordo com o órgão de trânsito, a orientação para os motoristas é deslocar o veículo para a direita da via, mesmo que para isso seja preciso ultrapassar a faixa contínua ou o acostamento. É importante que essa manobra não comprometa a segurança de outros usuários da pista. Também é indicado reduzir a velocidade do veículo para facilitar a manobra da ambulância e, se necessário, parar o veículo em segurança, aguardando a passagem completa do transporte do Samu.

    Marcelo Granja pontua que, em caso de passar um sinal vermelho ou avançar sobre faixa de pedestres para dar passagem à ambulância, a multa não será aplicada, caso se configure como a única maneira segura e imediata de liberar a via.

    “Em caso de autuação, é fundamental que você recorra da multa, explicando a situação e, se possível, fornecendo evidências – como testemunhas ou imagens, caso as tenha”, orienta. “A justificativa de estar facilitando a passagem de uma ambulância em emergência deve ser considerada pelas autoridades de trânsito.”

    Quando chamar o Samu?

    O Samu do Distrito Federal conta, atualmente, com 23 bases descentralizadas, 31 ambulâncias de suporte básico, oito de suporte avançado e dez duplas de motolâncias, além do serviço aeromédico. A equipe padrão para os atendimentos é composta por um condutor e dois técnicos de enfermagem, e as unidades avançadas levam ainda um médico e um enfermeiro. Os condutores também participam dos atendimentos, sendo capacitados, entre outras ações, para fazer reanimação cardiopulmonar.

     O serviço funciona 24h e presta atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar, como residências, locais de trabalho e vias públicas, podendo ser acionado por meio do telefone 192. Uma equipe é responsável por receber as chamadas e classificar conforme a necessidade de ordem de urgência.

    É indicado chamar o Samu para situações em que há necessidade de atuação especializada de profissionais de saúde, como problemas cardiorrespiratórios, intoxicações ou queimaduras graves, maus-tratos, trabalhos de parto onde haja risco de morte da mãe ou do feto, tentativas de suicídio, crises hipertensivas, acidentes/trauma com vítimas, afogamentos, choque elétrico e acidentes com produtos perigosos. O Samu também deve ser acionado para transferências entre unidades hospitalares de pacientes com risco de morte.

  • Carro da Vacina oferta imunização a moradores de São Sebastião

    Carro da Vacina oferta imunização a moradores de São Sebastião

    Estratégia para ampliação da cobertura vacinal chegou neste sábado (17) ao bairro Capão Comprido

    O Carro da Vacina, da Secretaria de Saúde (SES-DF),  esteve no bairro Capão Comprido, na região administrativa de São Sebastião, durante este sábado (17). A iniciativa levou aos moradores da região imunizantes previstos no Calendário de Vacinação, além da vacina contra a gripe – já coma oferta ampliada para todos os públicos.

    A diarista Eliene da Silva, 40 anos, foi uma das beneficiadas pela ação. Assim que soube da presença do Carro da Vacina pelo grupo de mensagens dos moradores da região, tratou de buscar a caderneta do filho Felipe, 12, para saber se estava atualizada. O garoto, que tinha o “dever de casa” feito, aproveitou para junto da mãe proteger-se contra a gripe. “Nem sempre a gente tem tempo livre para ir até a unidade de saúde, porque a gente trabalha de segunda a sexta, então o Carro da Vacina estar aqui perto de nós durante um sábado foi uma oportunidade maravilhosa”, avaliou Eliene.

    Quem também se comprometeu a dar o exemplo à família foi Marciene Neves, 36. Com o filho Ravi Lucca prestes a completar um mês de vida, a diarista levou a filha Ana Sofia, 11, para atualizar o esquema vacinal. Mãe e caçula estão imunizados desde a alta da maternidade. Já a irmã completou a caderneta neste sábado, com a aplicação da ACWY (que protege da doença meningocócica) e da vacina contra a gripe.

    “Quero dizer para todas as mamães nunca deixarem de levar seus filhos para tomar vacina”, disse Marciene. “Isso é muito importante no mundo em que estamos vivendo, com muitos casos de doença. Vamos nos proteger desde o nascimento!”

    Ampliação da cobertura 

    Esta foi a segunda vez que o Carro da Vacina percorreu a Região de Saúde Leste, que abrange Paranoá, Itapoã, São Sebastião, Lago Sul, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral. No primeiro sábado do mês (3), a equipe composta por profissionais de enfermagem percorreu as habitações da região do Morro da Cruz. Na ocasião, ao longo de todo o dia, foram aplicadas 53 doses de todas as vacinas disponíveis. Desta vez, apenas no período matutino, a equipe superou a soma: somente contra a influenza, foram administradas 50 doses.

    A proposta teve como inspiração a experiência bem-sucedida na Região de Saúde Oeste, que inclui Brazlândia e Ceilândia. Tanto a Região Leste quanto a Oeste compartilham características que dificultam o acesso da população ao serviço da Atenção Primária em Saúde (APS), como uma extensa área rural e um elevado índice de vulnerabilidade social.

    Dessa forma, o alcance da cobertura vacinal de determinados imunizantes torna-se sempre um desafio, explica a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVEP) da Região de Saúde Leste, Samara Moreira: “A gente precisa lançar mão de novas estratégias para levar mais proteção à população do Distrito Federal. Esse é um instrumento da Secretaria de Saúde que já coleciona ótimos resultados”.

    De forma complementar, além das campanhas regulares, as equipes das unidades básicas de saúde (UBSs) ainda têm colocado em prática um cronograma mensal de ações extramuros, executadas em espaços públicos com grande circulação de pessoas.

    Carro da Vacina

    O Carro da Vacina foi inaugurado em janeiro de 2022, como forma de apoiar a campanha contra a covid-19. Desde de então, a proposta já foi replicada em outras localidades do DF. Além de manter atualizado o cartão de vacinação, o projeto eventualmente oferece testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como hepatite B e C, sífilis e HIV, juntamente com orientações odontológicas e a entrega de kits bucais para a população vulnerável.

    Os locais de vacinação dos finais de semana são divulgados semanalmente no site da SES-DF.

  • Mais de 163 mil crianças e adolescentes já se vacinaram contra a dengue no DF

    Mais de 163 mil crianças e adolescentes já se vacinaram contra a dengue no DF

    Apesar do número expressivo de imunizações, Secretaria de Saúde quer ampliar a cobertura vacinal; imunizante é aplicado em duas doses, com intervalo de 90 dias, e previne as formas graves da doença causada pelo Aedes aegypti

    Mais de 163 mil crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos já se imunizaram contra a dengue no Distrito Federal. Desde fevereiro do ano passado, o imunizante, que previne as formas graves da doença causada pelo mosquito Aedes aegypti, está disponível para a população nas Salas de Vacina da rede pública de saúde.

    Apesar dos números expressivos, a vacinação contra a dengue ainda está longe da cobertura ideal. Do total de imunizações, 109.172 foram de primeira dose (D1) e 53.976 foram D2, representando um índice de 59,7% para a D1 e 29,5% para a D2.

    “A vacina da dengue foi incorporada no ano passado à rede pública de saúde como uma estratégia do Ministério da Saúde para imunizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Essa é a faixa etária com maior índice de hospitalizações e óbitos por dengue no país. Ela está disponível em toda a rede pública, com mais de 100 pontos de vacinação — unidades básicas, principalmente — preparados para atender esse público”, explicou Karine Castro, gerente substituta da Rede de Frio do DF.

    O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público de saúde. Incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2023, o imunizante é aplicado em duas doses, com intervalo de 90 dias entre as aplicações. Para isso, basta que a criança compareça a uma das salas de vacina do DF (lista completa aqui) acompanhada de pai ou responsável, portando documento de identificação e a caderneta de vacinação.

    “É importante destacar que para a imunização ser eficaz, é essencial completar o esquema vacinal com as duas doses”, enfatizou. “Por isso, sempre reforçamos: quem ainda não tomou a primeira dose, que vá se vacinar. E quem já tomou a primeira, que não deixe de tomar a segunda. Só assim conseguiremos uma proteção efetiva contra a doença.”

    Recomendações

    A Secretaria de Saúde do DF recomenda que, caso a criança ou adolescente tenha sido diagnosticada com dengue, é necessário aguardar seis meses para iniciar o esquema vacinal. Se houver contaminação pela doença após a primeira dose, deve-se manter a data prevista para a segunda dose, desde que haja um intervalo de 30 dias entre a infecção e a segunda dose.

    A vacinação contra a dengue não é indicada para indivíduos com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles em terapias imunossupressoras, com infecção por HIV sintomática ou com evidência de função imunológica comprometida, e pessoas com hipersensibilidade às substâncias listadas na bula, além de mulheres gestantes ou em fase de amamentação.

    Cuidados permanecem

    Embora a vacina contra a dengue represente um avanço na proteção da população, o controle do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal estratégia de prevenção não apenas contra a dengue, mas também contra outras arboviroses urbanas, como a chikungunya e o vírus Zika.

    Isso se deve ao fato de que o imunizante, por si só, não interrompe a cadeia de transmissão, especialmente em áreas com alta densidade do vetor. Medidas como eliminar focos de água parada, vedar caixas d’água e manter quintais limpos seguem sendo essenciais no combate à proliferação do mosquito.

  • Dia Mundial do Lúpus chama a atenção para a conscientização sobre a doença

    Dia Mundial do Lúpus chama a atenção para a conscientização sobre a doença

    Pacientes com suspeita ou diagnóstico da doença têm prioridade no atendimento na rede pública de saúde do DF

    O Dia Mundial do Lúpus, estabelecido em 10 de maio, visa aumentar a conscientização sobre essa doença autoimune crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

    O lúpus provoca inflamação e danos a diversos órgãos, como a pele, as articulações e os rins. Viver com a condição pode ser desafiador, não apenas pelos sintomas debilitantes, mas também pelas dificuldades no diagnóstico e no acesso a tratamentos adequados. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, em 2024, a estimativa era que existiam cerca de 150 mil a 300 mil pessoas com a enfermidade no país.

    No Distrito Federal, os pacientes com suspeita ou diagnóstico de lúpus têm atendimento prioritário nos serviços de reumatologia no DF, como no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nos hospitais regionais da Asa Norte (Hran) e de Taguatinga (HRT), no Hospital Universitário de Brasília (HUB), dentre outras unidades de saúde. Para ter acesso aos ambulatórios de reumatologia da Secretaria de Saúde (SES-DF), é necessário ter o encaminhamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.

    A vice-governadora Celina Leão destaca a importância de chamar a atenção para a doença. “É uma data importante em que reforçamos para a população a importância de buscar o atendimento, que é disponibilizado em nossa rede pública de saúde do DF. Os pacientes não estão sozinhos. Estamos cuidando com carinho, atenção e investimentos para garantir que recebam o acolhimento e os atendimento que merecem”, ressalta Celina.

    O servidor público Fabiano da Silva conhece de perto os desafios enfrentados por quem convive com o lúpus. Ele já passou por momentos críticos, incluindo uma internação em UTI, e ressalta a importância do engajamento do poder público na causa.

    “É muito bom ver o envolvimento do governo na nossa luta. O lúpus ainda é uma doença pouco conhecida por grande parte da pessoas, e isso alimenta muito o preconceito. Há quem pense que é contagiosa apenas pelo toque, o que só aumenta ainda mais a discriminação com quem vive essa realidade”, elogiou.

    Sintomas e tratamento

    O lúpus é uma doença de múltiplas faces. Os sintomas podem surgir de forma lenta e progressiva, e afeta diferentes regiões do corpo. Alguns sintomas da doença são fadiga intensa, febre persistente, dores articulares e problemas renais. Em alguns casos, os sintomas podem surgir como dor no peito, causada por inflamações que envolvem o coração e os pulmões.

    Embora o lúpus ainda não tenha cura, a medicina já dispõe de tratamentos capazes de controlar os sintomas, evitar o avanço da doença e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes. Entre as opções terapêuticas mais utilizadas estão os antimaláricos, anti-inflamatórios, corticoides, imunossupressores e medicamentos biológicos.