Categoria: Saúde

  • Tecnologias promovem identificação rápida e segura de medicamentos em farmácia hospitalar

    Tecnologias promovem identificação rápida e segura de medicamentos em farmácia hospitalar

    No HRSM, gerido pelo IgesDF, máquinas garantem agilidade no trabalho dos colaboradores com metodologia para a segurança dos pacientes

    Nesta segunda-feira, 5 de maio, é celebrado o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos. Uma data que reforça a importância de utilizar os medicamentos de forma correta, segura e consciente, seja no uso domiciliar, seja no ambiente hospitalar. A cada ano, instituições de saúde em todo o país se mobilizam para promover boas práticas nesse campo fundamental da assistência à saúde.

    O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) vem sendo referência no DF com ações que contribuem para a segurança do paciente e a redução de erros no uso de medicamentos. O instituto tem investido na modernização dos processos da farmácia hospitalar, com foco na rastreabilidade e na automação.

    A superintendente de Administração e Logística do IgesDF, Bárbara Santos, destaca que uma das iniciativas de grande relevância é a implantação de máquinas unitarizadoras automáticas, que permitem a separação e identificação dos medicamentos em larga escala, com etiquetas que trazem informações claras e seguras. “Essa medida reduz a margem de erro humano e garante maior controle de cada etapa do processo, desde o armazenamento até a administração ao paciente”, explica.

    Outro diferencial é a adoção de medidas para evitar erros entre medicamentos de nomes semelhantes e com aspecto parecidos – os chamados medicamentos Lasa (Look-Alike, Sound-Alike).

    “O Instituto também investe em planejamento e treinamentos contínuos das equipes, no uso do Sistema MV, incorporação de tecnologias que possibilitem a automação da dispensação pela bipagem dos códigos de barras, que permite o rastreamento completo dos medicamentos, emissão de relatórios e criação de kits padronizados com os insumos necessários para cada tipo de atendimento”, ressalta.

    Segundo Bárbara, essas ações fortalecem o compromisso do IgesDF com o uso racional de medicamentos e a segurança do paciente. O Instituto mostra, na prática, como a combinação de tecnologia, planejamento e capacitação pode transformar a assistência farmacêutica no SUS.

     

    Implantação de palms no HRSM

    Atualmente, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) vem implementando o uso de palms – dispositivos móveis, parecidos com um celular, que permitem a leitura do código de barras do medicamento. Com essa tecnologia, o profissional da farmácia consegue garantir que o medicamento prescrito seja exatamente o que será entregue e administrado, minimizando riscos. Atualmente, os palms já são utilizados na Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) e na farmácia-satélite da UTI, contribuindo para a agilidade e precisão no atendimento.

    “Na CAF, os palms são usados para atendimento de solicitações dos setores, permitindo maior flexibilidade e agilidade da equipe no atendimento dos pedidos. Já na farmácia da UTI, eles são usados para atendimentos de medicamentos prescritos, mediante solicitações. Permitindo também, a flexibilização operacional dos atendimentos, maior agilidade da equipe, o atendimento do medicamento certo para o paciente certo mediante a baixa imediata e emissão de etiqueta de identificação do paciente imediatamente pelo próprio sistema MV”, conclui.

  • Vacina contra a covid-19 atende a grupos específicos; saiba quem pode se imunizar no DF

    Vacina contra a covid-19 atende a grupos específicos; saiba quem pode se imunizar no DF

    Imunizante está disponível na rede pública da capital e tem cronograma definido pelo Calendário de Vacinação do Ministério da Saúde

    A vacinação contra a covid-19 segue disponível no Distrito Federal, com aplicação em diversas salas de vacina espalhadas pelas sete regiões de saúde da capital do país. O imunizante previne contra formas graves da doença transmitida pelo coronavírus e está direcionado a públicos específicos definidos pelo Calendário de Vacinação, do Ministério da Saúde.

    Atualmente, a vacina está disponível para idosos, que devem receber uma dose a cada seis meses, e para gestantes, que podem se vacinar em qualquer período da gestação. Crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias também devem ser imunizadas, recebendo duas ou três doses, dependendo do imunizante aplicado.

    Além desses grupos, há a imunização especial destinada a pessoas com maior vulnerabilidade ou condições de saúde que aumentam o risco de desenvolver formas graves da doença. Esse público deve receber uma dose anual ou a cada seis meses, de acordo com a necessidade específica de cada caso.

    “Lembrando que o período da sazonalidade da covid-19 começa em abril, então é extremamente importante procurar a imunização”, enfatiza  a chefe do Núcleo da Rede de Frio Central, Tereza Luiza. “A doença continua causando hospitalizações, casos graves e óbitos, especialmente nesses grupos indicados para a imunização”, prossegue a servidora da Secretaria de Saúde do DF.

    A Rede de Frio Central atua para garantir segurança e correta distribuição das vacinas e soros para picadas de animais peçonhentos. “Somos responsáveis por armazenar, receber e distribuir todos os imunizantes disponíveis no Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, além de controlarmos toda a parte de normatização técnica”, detalha.

    Grupos prioritários

    Entre os grupos prioritários incluídos pelo Ministério da Saúde na imunização contra o coronavírus estão pessoas vivendo em instituições de longa permanência, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, comorbidades ou em situação de rua, além de pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.

    Na categoria dos imunodeprimidos que devem ser vacinados, estão transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea, pessoas vivendo com HIV, pacientes em tratamento prolongado com corticoides e imunossupressores, aqueles com imunodeficiências primárias, pacientes oncológicos e pessoas em hemodiálise.

    Já entre as comorbidades que garantem prioridade na imunização estão diabetes mellitus, pneumopatias crônicas graves, hipertensão arterial resistente, insuficiência cardíaca, doenças cardíacas e vasculares, doenças neurológicas crônicas, doença renal crônica, obesidade mórbida (IMC igual ou superior a 40), síndrome de Down e doença hepática crônica.

    Como se vacinar

    Para receber o imunizante, é necessário apresentar documento de identidade com foto, caderneta de vacinação e, no caso dos grupos especiais, um comprovante que ateste a condição específica, como laudos médicos em situações de imunossupressão.

    lista completa de locais onde a vacinação está disponível pode ser consultada no site da Secretaria de Saúde do DF. Para mais informações, as equipes de saúde nos postos de vacinação estão à disposição para esclarecer dúvidas.

  • Carro da Vacina realiza ação itinerante no Sol Nascente

    Carro da Vacina realiza ação itinerante no Sol Nascente

    Iniciativa levou vacinação, testagem rápida para IST e orientações de saúde aos moradores da região administrativa, neste sábado (3)

    A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem intensificado as ações de busca ativa para alcançar a população que ainda não se vacinou ou está com alguma dose do calendário vacinal em atraso. Neste sábado (3), o Carro da Vacina esteve no Trecho 3 do Sol Nascente/Pôr do Sol, oferecendo vacinas e serviços de saúde à comunidade. A ação, que ocorreu das 9h às 17h, contou com a presença de profissionais de saúde, que disponibilizaram todas as vacinas do calendário infantil e adulto, com exceção das doses contra BCG e dengue.

    Além da atividade no Trecho 3, outra equipe de saúde atuou no supermercado Fort Atacadista, também no Sol Nascente. Moradores que passaram pelo local puderam se vacinar, realizar testagens rápidas para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e receber orientações sobre cuidados com a saúde. Ao todo, mais de 400 doses de vacinas foram aplicadas durante as ações nos dois pontos.

    A chefe da Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Oeste, Zildene Bitencourt, explicou a escolha estratégica dos locais: “A definição do local é baseada na vulnerabilidade do território, que impacta na dificuldade de a população procurar uma unidade básica de saúde [UBS]. Ao ampliar o acesso, conseguimos melhorar a cobertura vacinal da região”, destacou.

    Busca ativa

    Criado em janeiro de 2022, o Carro da Vacina é um projeto da Superintendência de Saúde da Região Oeste – que abrange Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente e Pôr do Sol – com o objetivo inicial de reforçar a vacinação contra a covid-19. Com o tempo, a iniciativa se consolidou como uma importante ferramenta de saúde pública e passou a atender também outras regiões do DF, como Planaltina, Gama, São Sebastião, Água Quente, Guará e Plano Piloto.

    Desde o início do projeto, mais de 57 mil doses foram aplicadas. A cada parada, cerca de 20 profissionais – entre enfermeiros, técnicos em enfermagem e odontólogos – realizam atendimentos, aplicam vacinas do calendário infantil e adulto e oferecem orientações à população. A ação tem sido uma das principais estratégias da SES-DF para ampliar a cobertura vacinal e garantir o cuidado com a saúde das comunidades mais vulneráveis.

    O Carro da Vacina percorre as regiões do DF todo sábado, e o cronograma é divulgado no site da SES-DF.

  • Vacinação protege contra os quatro tipos de vírus da dengue

    Vacinação protege contra os quatro tipos de vírus da dengue

    Mesmo com queda nos casos, Secretaria de Saúde segue com vigilância ativa; prevenção e cuidados são essenciais contra a doença

    A presença do sorotipo 3 da dengue no Brasil alerta para a necessidade de vigilância constante contra o Aedes aegypti. No Distrito Federal (DF), desde o começo do ano até 25 de abril, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) identificou 23 casos do sorotipo 3. A maioria das ocorrências foram registradas nas Regiões Administrativas (RAs) da Fercal, de Sobradinho, do Itapoã e Paranoá. Ainda assim, neste ano, a quantidade total de casos de dengue no DF ainda é menor do que no mesmo período de 2024, quando foram registradas 247 mil ocorrências da doença. Já em 2025, foram 6,4 mil casos.

    Os sintomas do sorotipo 3 da doença são os mesmos dos outros tipos de vírus: febre, dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas articulações e atrás dos olhos. É preciso ainda estar atento aos sinais de alarme da doença, como dor abdominal intensa, vômitos e sangramentos. Em caso de suspeita, orienta-se buscar atendimento médico imediatamente.

    A gerente de Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), Aline Duarte Folle, destaca que existem quatro subtipos de vírus da dengue identificados, chamados de DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Após a segunda infecção por qualquer sorotipo, há uma predisposição para quadros mais graves, independentemente da sequência dos sorotipos envolvidos. No entanto, os sorotipos 2 e 3 são frequentemente associados a manifestações mais severas.

    “A preocupação com a introdução do subtipo viral DENV-3 no DF é devido a uma provável ausência de imunidade a este subtipo na população da capital. Como muitas pessoas contraíram dengue pelo DENV-2 em 2023 e 2024, a população está mais imune a este tipo atualmente, no entanto, provavelmente não está ainda imune ao DENV-3. Portanto, os tipos de vírus da doença em circulação são constantemente monitorados”, reforça Folle.

    Prevenção

    A vacina contra a dengue protege contra os quatro tipos de vírus e está disponível nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF para crianças de 10 a 14 anos.

    Diante dos casos de DENV-3, a SES-DF começou a utilizar um novo inseticida como estratégia complementar. O BRI-Aedes, utilizado dentro das residências, apenas uma vez, possui eficácia de 90 dias e é capaz de eliminar os mosquitos adultos que pousam nas superfícies onde foi aplicado o inseticida e repelir a entrada de outros.

    Do ponto de vista epidemiológico, são priorizados os locais com histórico recente e ou persistente de casos de arboviroses, alta concentração de população vulnerável e áreas com elevado risco de transmissão.

    Para manter os números em queda e a população segura, o Governo do Distrito Federal (GDF) reforçou as contratações e a capacidade de trabalho. O número de agentes de vigilância ambiental (AVAs) passou de 415 para 915, enquanto o de agentes comunitários de saúde (ACSs) saltou de 800 para 1,2 mil. Os auditores da vigilância sanitária na linha de frente também aumentaram, de 81 para 131.

    A pasta dispõe ainda de tecnologias como o e-Visita DF Endemias, que reúne informações de forma mais rápida e moderna sobre o Aedes aegypti, além da instalação de estações disseminadoras de larvicida (EDLs).

    A Secretaria de Saúde também realiza mutirões para eliminar os focos do mosquito, em parceria com as administrações regionais, Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito (DF Legal) e Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).

    O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-DF, Fabiano dos Anjos, destaca que a pasta segue vigilância ativa contra a dengue, mas que a luta contra o mosquito exige a colaboração de todos para dar fim aos criadouros. “É importante que cada pessoa faça sua parte para deixar a sua família e a sua comunidade protegida. Evite o acúmulo de água em pneus, latas, vasos de plantas e garrafas vazias, limpe regularmente a caixa d’água e a mantenha fechada, e receba o agente de saúde em casa”, conclui.

  • Campanha contra gripe e sarampo vacina mais de 2 mil colaboradores do Hospital de Base em quatro dias

    Campanha contra gripe e sarampo vacina mais de 2 mil colaboradores do Hospital de Base em quatro dias

    Adesão foi dentro do esperado, mas haverá reforço in loco dentro das UTIs, no centro cirúrgico e no pronto-socorro

    A campanha de vacinação dos colaboradores do Hospital de Base (HBDF) contra a influenza sazonal e o reforço contra o sarampo atingiu o resultado esperado e segue com ações pontuais a partir da próxima semana. O hospital é administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF).

    Campanha segue o padrão dos anos anteriores, tendo registrado uma boa média de adesão | Foto: Alberto Ruy/IgesDF

    A ação, promovida pelo Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica (NHEP) entre os dias 8 e 11 deste mês, vacinou 2.197 profissionais em quatro dias. Apesar de não ter alcançado a meta –  imunizar cerca de 90% do total de trabalhadores da saúde -, a campanha seguiu o padrão epidemiológico dos anos anteriores, com boa média diária de adesão.

    “Ficou tudo muito bem-organizado, o tempo de vacinação também”, avalia a chefe do NHEP, Thaynnara Souza Pires, chefe do NHEP. “Não tivemos questionamentos relevantes, salvo pequenos contratempos pontuais com a internet. Somos muitos colaboradores aqui no Hospital de Base – mais de sete mil pessoas, no total.”

    Cobertura ampliada

    Segundo ela, muitos profissionais enfrentam dificuldades para se ausentar de seus postos de trabalho durante a campanha. “Os colaboradores que atuam nas UTIs [unidades de terapia intensiva], no centro cirúrgico e no pronto-socorro, por muitas vezes, não conseguem sair para tomar a vacina devido à rotina intensa”.

    Para ampliar a cobertura vacinal, a equipe do NHEP já prepara uma nova etapa da campanha.

    “Após o feriado, vamos montar um cronograma específico para fazer a vacinação in loco nesses setores, com datas ainda a definir”, anuncia a gestora. “O objetivo é conseguir aumentar o número de profissionais vacinados, para reforçar os nossos imunizados e garantir mais segurança a todos”.

    A campanha contou com o apoio de diversas áreas do hospital, como o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e as equipes de segurança, manutenção, patrimônio, tecnologia e nutrição, além da empresa terceirizada Máxima.

    A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília cedeu o espaço da Casa Rosa para a vacinação. “Alguns voluntários, inclusive, se fantasiaram da personagem Maria Gotinha para incentivar os colaboradores a se vacinarem pelos corredores do hospital”, lembra Thaynnara. “Um dos convidados por ela foi o próprio superintendente do Hospital de Base, dr. Guilherme Porfírio, que aproveitou para tomar sua dose da vacina”.

  • Alunos da Escola Classe 11 de Taguatinga atualizam caderneta de vacinação

    Alunos da Escola Classe 11 de Taguatinga atualizam caderneta de vacinação

    Ação integra mobilização nacional em centros públicos de ensino, entre os dias 14 e 25 de abril. Em 2024, Secretaria de Saúde aplicou quase 25 mil doses

    A Escola Classe (EC) 11 de Taguatinga abriu as portas, nesta segunda-feira (14), para o Programa Saúde nas Escolas (PSE). Ao longo dos dois períodos de aula, alunos do 1º ao 5º anos do ensino fundamental, bem como pais, responsáveis e professores da unidade, atualizaram a caderneta de vacinação.

    Cursando o 5º ano, Gabriel Silveira, 10 anos, foi acompanhado pela mãe e professora da instituição, Ana Paula Lima. Ambos tomaram vacina contra gripe (influenza) e o garoto também recebeu dose de proteção ao papilomavírus humano (HPV). A professora garante: sempre é uma oportunidade de aprendizado. “Aproveitamos para trabalhar o conteúdo de ciências, mostrando, na prática, a importância dos imunizantes na prevenção de doenças”, explica Lima.

    Os estudantes assistiram, ainda, a palestra gamificada sobre saúde bucal, oferecida por profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 de Taguatinga. “A gente explica às crianças que é importante cuidar da saúde desde cedo. Com o programa, unimos as famílias nessa missão”, afirma a diretora da EC 11 de Taguatinga, Tatyane Emídio.

    Saúde das escolas

    Parte do PSE, a ação realizada na EC 11 de Taguatinga integra mobilização nacional entre os dias 14 e 25 de abril – um esforço dos ministérios da Saúde e da Educação para ampliar a cobertura vacinal e proteger crianças e adolescentes. A meta é imunizar 90% dos alunos.

    No DF, a iniciativa será ampliada no biênio 2025-2026. Mais de 630 escolas com 365,5 mil alunos, do ensino infantil ao ensino médio, vão participar das atividades no período. Será a maior atuação do PSE desde que foi instituído, em 2007. Somente em 2024, equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) aplicaram quase 25 mil vacinas em centros de ensino e creches da capital federal.

  • Bolsa Maternidade ultrapassa 19 mil benefícios entregues desde 2020

    Bolsa Maternidade ultrapassa 19 mil benefícios entregues desde 2020

    Auxílio é concedido às mães de recém-nascidos em situação de vulnerabilidade social e contém itens essenciais para os cuidados do bebê

    O Governo do Distrito Federal (GDF) registrou, nos últimos quatro anos, um crescimento de 474% no número de kits entregues por meio do programa Bolsa Maternidade, da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). O auxílio é concedido às mães em situação de vulnerabilidade social e contém itens essenciais para os cuidados do bebê recém-nascido.

    O Programa Bolsa Maternidade se caracteriza como um “auxílio natalidade” dentro dos benefícios socioassistenciais ofertados pelo GDF. Desde 2020, ano em que o programa foi criado, o governo já concedeu mais de 19,4 mil kits, sendo 2024 o ano com mais entregas, com 7.093 mulheres beneficiadas.

    A secretária de Desenvolvimento Social do DF, Ana Paula Marra, atribui o aumento significativo das entregas às mudanças logísticas promovidas pela pasta. “Antes, a mochila era retirada na maternidade onde o bebê nasceu após a solicitação do benefício. A partir dos avanços deste GDF, a entrega dos itens passou a ser realizada no momento em que a família é atendida na unidade socioassistencial, otimizando o fluxo de entrega”, explica.

    Desde 2020, ano em que o programa foi criado, o governo já concedeu mais de 19,4 mil kits, sendo 2024 o ano com mais entregas, com 7.093 mulheres beneficiadas | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    Desde março de 2024, a retirada da bolsa pode ser feita diretamente nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Além de fornecer uma parcela única de R$200 para cada criança nascida, ou em caso de natimorto, o programa entrega um kit completo de itens essenciais para o recém-nascido, como body, fraldas, casaco, toalha, e outros itens que garantem o cuidado inicial do bebê.

    Uma das beneficiadas pelo programa foi Sunamita Turpo, 29 anos, mãe de Estela, de apenas quatro meses de idade. A dona de casa descobriu que tinha acesso ao auxílio quando procurou atendimento no Cras do Varjão. “Certo dia, eu vim em busca do auxílio-natalidade e fiquei sabendo do programa. No mesmo dia, recebi a bolsa, que me ajudou muito nos primeiros meses dela”, conta.

    Sunamita Turpo foi surpreendida pela gravidez de Estela e contou com o Bolsa Maternidade para o enxoval da bebê | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Segundo ela, os itens da bolsa foram essenciais para os primeiros dias de vida da pequena. “Eu não sabia da gestação dessa neném; descobri faltando dois meses e foi uma correria para conseguir as coisas. Então, o auxílio me ajudou demais porque não tinha me preparado. As roupas que vieram ela conseguiu usar até os três meses e o pacote de fraldas também durou bem”, completa.

    Depoimentos como o de Sunamita encontram eco entre outras mães beneficiadas pela iniciativa. Entre elas, Lorena Pereira, 37 anos, mãe de Walison, de apenas um mês de idade.

    Ela recebeu uma mochila grande com 21 itens de enxoval, entre roupinhas, meias, fraldas, mantas, pomada e lenços umedecidos. “Para mim, a bolsa é uma grande ajuda, especialmente pelas roupas”, conta. “Fiquei sabendo que tinha direito ao benefício ainda no posto de saúde, durante as consultas pré-parto”, acrescenta.

    Como conseguir

    As mães que se encaixam nos requisitos do Programa Bolsa Maternidade têm até 30 dias após o parto para solicitar o auxílio. Já o auxílio-natalidade é pago em até 90 dias após o nascimento, em parcela única de R$ 200 por criança nascida ou em caso de natimorto.

    Para solicitar o auxílio-natalidade, a família deve procurar atendimento no Cras mais próximo da residência. Os critérios básicos de solicitação são residir no Distrito Federal há pelo menos seis meses e ter renda familiar per capita de até meio salário mínimo.

    No momento do atendimento, a mãe ou alguém que a represente (no caso da impossibilidade da mãe) deverá apresentar os documentos pessoais e a Certidão de Nascimento ou de natimorto.

    As mães em situação de rua assistidas pela política de assistência social nos centros de referência especializados para população em situação de rua (Centros Pop) ou de assistência social (Creas) também têm direito a receber a bolsa-maternidade.

    Para solicitar o auxílio, é preciso apresentar a seguinte documentação:

    – Declaração de nascido vivo ou Certidão de Nascimento;
    – Documentação civil de identificação com foto;
    – Cadastro de Pessoa Física (CPF);
    – Documentos que comprovem renda;
    – Comprovante de residência no DF há pelo menos seis meses.

  • Atividades de dança levam alegria e bem-estar a pacientes do Hospital da Criança de Brasília

    Atividades de dança levam alegria e bem-estar a pacientes do Hospital da Criança de Brasília

    Projeto Na Pontinha do Pé busca amenizar sintomas emocionais e psicológicos de crianças em tratamento na unidade

    “Na ponta do pé. Agora um plié. Muito bem! Dá uma voltinha”. Meninas e meninos mantêm os olhos focados nos comandos das professoras de balé. O cenário, porém, não é um estúdio ou uma academia, mas os corredores do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar (HCB). Por um instante, os pacientes mirins focam em algo leve e lúdico.

    Alice Ferreira Cruz, 9 anos, esticava os braços e tentava seguir cada passo. A pequena paciente foi diagnosticada com hiperplasia adrenal congênita – uma doença que afeta as glândulas suprarrenais, responsáveis pela produção de hormônios. Sob a supervisão de princesas e vilãs bailarinas, Alice pôde experimentar a dança, dando uma pausa na internação após a cistoscopia (exame que verifica a bexiga e a uretra).

    “Acho essa ação maravilhosa. Elas [as crianças] ficam mais alegres. Até eu fico! Estar aqui é bastante difícil para eles e para a gente”, conta a mãe de Alice, Ariane Ferreira de Oliveira, 40.

    Voluntário, o projeto Na Pontinha do Pé HCB foi criado em 2016 e idealizado pela médica Luciana Monte, pneumologista pediatra no HCB e aluna de balé clássico há mais de 20 anos. A ideia é proporcionar experiências e recreações para amenizar os sintomas psicológicos e emocionais decorrentes das doenças graves e seus tratamentos.

    Bailarina profissional e uma das voluntárias, Jessica Caeli, 40, explica que o trabalho por meio da dança busca ressignificar a internação. “O nosso lema é ‘aliviar a dor em cada passinho’. Tentamos abrandar a seriedade do ambiente hospitalar e a ansiedade que vem com os procedimentos pelos quais elas precisam passar”, diz. “Quando um paciente tem que tirar sangue, por exemplo, mas não quer, pois sente medo, o incentivamos com passos de balé: ‘Olha como a bailarina estica o braço’”, conta.

    Projeto é adaptado para todos os pacientes, independentemente de gênero e condição física

    Para todos

    As atividades começam com alongamentos típicos do balé. Aos poucos, os principais passos são inseridos, como o plié, skip e a ponta do pé. A música clássica está sempre presente, mas hits do momento são incluídos na aula. Personagens de contos de fadas também participam, com bailarinas fantasiadas, desta vez de Branca de Neve e Bruxa Má.

    “O projeto consiste em dar aulas de balé aqui mesmo na entrada do hospital. Para incluir todo mundo, adaptamos. E assim, meninos e meninas dançam e se divertem. Depois da aula, passamos pelos corredores da internação”, detalha Caeli.

    Pedro Henrique Gomes, de 3 anos, tenta aprender todos os passos

    Encantado, Pedro Henrique Gomes, 3, admirava as personagens de contos de fadas, enquanto tentava um plié. A mãe Elen Raissa Gomes Evangelista, 29, demonstrou gratidão: “Meu filho gostou demais. Ele passou por um procedimento para retirar a pele na bexiga e apenas chorava. Só tenho que agradecer o trabalho que elas fazem.”

    Origem dos passinhos

    O projeto iniciou após Monte enfrentar o desafio de convencer uma paciente de 2 anos a aceitar os tratamentos quando estava internada com pneumonia e insuficiência respiratória – ambas decorrentes de uma leucemia grave. O canal de interação encontrado foi o balé e, aos poucos, a pequena aceitou o uso da máscara de oxigênio e demais procedimentos. Na ocasião, a paciente havia confessado que o sonho era conhecer uma bailarina de verdade.

    As atividades se consolidaram e, desde então, são realizadas às sextas, exceto nos feriados, pela manhã ou à tarde, tanto nas dependências do ambulatório quanto na área da internação. A iniciativa atende qualquer criança de 1 a 18 anos e seus familiares, independente da condição física.

    Voluntários

    Sem fins lucrativos, o grupo é formado por voluntários. Para fazer parte, basta cumprir os seguintes requisitos:

    → Morar em Brasília;
    → Ter mais de 18 anos de idade;
    → Ter experiência com balé por pelo menos 5 anos;
    → Gostar de lidar com crianças;
    → Sentir-se à vontade em ambiente hospitalar;
    → Ter disponibilidade às sextas-feiras (horário da manhã ou da tarde)
    → Solicitar uma entrevista à coordenação geral por meio do e-mail: napontinhadope.hcb@gmail.com

  • Hospital de Base realiza campanha de vacinação para colaboradores a partir desta terça (8)

    Hospital de Base realiza campanha de vacinação para colaboradores a partir desta terça (8)

    Ação visa combater a influenza sazonal e intensificar a imunização contra o sarampo, com a aplicação da tríplice viral

    O Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica do Hospital de Base (NHEP), alinhado às diretrizes do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, está promovendo uma ação vacinal contra a influenza sazonal e de intensificação contra o sarampo, com a aplicação da vacina tríplice viral, exclusivamente para os trabalhadores de saúde lotados no Hospital de Base (HBDF).

    A ação tem início marcado para a próxima terça-feira (8) e tem como objetivo reduzir os riscos de morbimortalidade por doenças imunopreveníveis entre os profissionais de saúde. As vacinas serão aplicadas na Casa Rosa da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília, localizada no jardim da unidade.

    O cronograma de aplicação das doses foi elaborado para atender colaboradores em diferentes turnos e plantões. Nos dias 8 e 11, as vacinas serão aplicadas das 7h às 18h; já nos dias 9 e 10, o horário será das 7h às 20h. Os estoques são limitados e estarão disponíveis enquanto durarem.

    Arte: IgesDF

    O colaborador deve apresentar identidade funcional e cartão de vacinação para que seja avaliada a necessidade de aplicação da tríplice viral. Pessoas com doenças febris agudas, moderadas ou graves, ou com casos confirmados de influenza, covid-19 ou sarampo, devem adiar a vacinação até a melhora dos sintomas.

    De acordo com a chefe do NHEP, Thaynnara Souza Pires, a vacinação é fundamental para os profissionais que atuam em unidades de saúde: “Em hospitais, clínicas, consultórios e laboratórios, esses profissionais estão em contato direto com agentes infecciosos, o que os expõe a um risco elevado de contaminação. A vacinação é uma medida essencial para prevenir infecções, reduzir hospitalizações e evitar complicações graves, protegendo tanto os trabalhadores quanto os pacientes”.

    Ainda segundo Thaynnara, a vacinação não é apenas um ato de prevenção, mas um compromisso com a saúde coletiva. “Manter a caderneta vacinal atualizada vai muito além do cuidado individual. Essa atitude protege o próprio profissional de saúde, garante mais segurança aos pacientes — especialmente crianças e idosos, que são mais vulneráveis — e contribui para a redução da circulação de doenças no ambiente hospitalar e na comunidade, colaborando para um ambiente de trabalho mais seguro para todos”, finalizou.

  • Carro da Vacina leva imunização a Ceilândia

    Carro da Vacina leva imunização a Ceilândia

    Ação realizada na Praça da Bíblia e no Centro Olímpico do Setor O, em Ceilândia, ofereceu vacinação, testagem rápida para ISTs e orientações de saúde à comunidade

    Na sexta-feira (4) e no sábado (5), o Carro da Vacina marcou presença em Ceilândia. A ação itinerante da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) passou pela Praça da Bíblia e pelo Centro Olímpico do Setor O, oferecendo testagem rápida para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), distribuição de kits odontológicos, orientações de saúde e vacinas do calendário infantil e adulto – com exceção da BCG e da vacina contra a dengue – aos moradores da região.

    “O objetivo é estarmos em locais com grande presença de pessoas, levando as vacinas para melhorar a cobertura vacinal da nossa região, além de oferecer outros serviços de saúde”, explicou a chefe da Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Oeste, Zildene Bitencourt.

    Quem esteve presente aprovou a iniciativa. “Achei ótimo. É importante nos protegermos para evitar doenças. Eu tomei vacina contra tétano, febre amarela, hepatite B e a tríplice viral”, contou a estudante Letícia Dias, 18 anos. Já a moradora Elke Ferreira, 43, também se beneficiou da ação: “Aproveitei para fazer o teste rápido de IST, porque acho muito importante a gente se cuidar e estar com a saúde em dia. Prevenção é essencial”.

    Foram disponibilizados testes rápidos para IST, distribuição de kits odontológicos, além de vacinas do calendário infantil e adulto

    Saúde sobre rodas

    Criado em janeiro de 2022, o Carro da Vacina é um projeto da Superintendência de Saúde da Região Oeste – que abrange Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente e Pôr do Sol – e nasceu como reforço à campanha de vacinação contra a covid-19. Desde então, a iniciativa ganhou força e se expandiu para outras regiões administrativas do DF, como Planaltina, Gama, São Sebastião, Sol Nascente, Água Quente, Guará e Plano Piloto, levando imunização e cuidados de saúde diretamente às comunidades.

    Com mais de 57 mil doses aplicadas desde o início do projeto, o veículo se tornou uma das principais estratégias de busca ativa da SES-DF para ampliar a cobertura vacinal. A cada parada, cerca de 20 profissionais de saúde – entre enfermeiros, técnicos em enfermagem e odontólogos – realizam atendimentos com vacinas do calendário infantil e adulto, além de oferecer orientações gerais sobre saúde.

    “Estamos em uma região populosa e vulnerável. O Carro da Vacina permite chegar onde as unidades físicas não conseguem”, destacou o diretor de Atenção Primária da Região Oeste, Vanderson Rodrigues.

    O Carro da Vacina percorre diferentes regiões do DF todo sábado. O cronograma é divulgado no site da SES-DF.