Categoria: Saúde

  • Doação de órgãos ganha destaque em evento no Parque da Cidade

    Doação de órgãos ganha destaque em evento no Parque da Cidade

    Iniciativa da Secretaria de Saúde é alusiva ao Setembro Verde, mês de conscientização sobre o tema

    São Silvestre, Volta da Pampulha e até campeonatos mundiais. Aos 51 anos, a professora Maria Alice Sousa acumula medalhas de participação em corridas e transforma a própria vida em um exemplo da importância da doação de órgãos. “Transplante significa vida”, comemora. Neste domingo (17), ela esteve no Parque da Cidade no evento promovido pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) em alusão ao Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a doação de órgãos.

    Há dez anos com um novo fígado, Maria Alice estava ali como um exemplo do sucesso dos transplantes. “Ser doador de órgãos é poder ajudar a escrever histórias”, afirma.

    O Distrito Federal tem registrado aumento no número de doações: em 2022, foram 747 procedimentos e nos sete primeiros meses de 2023 foram 500. Porém, a meta é ampliar os números. “Cerca da metade das famílias dos potenciais doadores acabam recusando”, conta a diretora da Central Estadual de Transplantes (CET-DF) da SES-DF, Gabriella Christmann.

    De acordo com os servidores da área, a maior causa de recusa às doações é a família não ter conhecimento de qual seria a vontade do parente falecido. “Tentamos em eventos como este tratar sobre o tema de maneira leve, para que as pessoas possam conversar em casa”, explica a diretora.

    O vendedor de picolé Edson de Jesus, de 48 anos, por exemplo, aproveitou o dia de trabalho no Parque da Cidade para tirar algumas dúvidas. “Eu acho bem legal, porque a pessoa que faleceu não vai mais precisar dos órgãos”, opina. Ele disse que nunca conversou sobre o assunto com a família, mas ficou convencido a tratar a respeito do tema.

    Há dez anos com um novo fígado, Maria Alice estava ali como um exemplo do sucesso dos transplantes: “Ser doador de órgãos é poder ajudar a escrever histórias”

    O evento também contou com rodas de conversas, serviços de aferição de pressão e de glicemia, ginástica laboral e música com um dueto do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF).

    Solidariedade para salvar vidas

    Qualquer pessoa de dois anos a 75 anos pode se tornar doador de órgãos, em caso de falecimento decorrente de morte cerebral, mais comum em casos como acidentes, quedas, acidente vascular cerebral e afogamento, dentre outras ocorrências. É necessário que estivesse em condições gerais de saúde adequadas, sem doenças como câncer, por exemplo. Se identificadas as condições adequadas para o procedimento, a família é convidada para uma conversa sobre o tema tão logo seja iniciado o protocolo de morte encefálica.

    De acordo com a diretora da CET-DF, todos os procedimentos ocorrem com o máximo respeito ao doador, aos familiares e aos rigores técnicos. A morte encefálica, por exemplo, só é confirmada após a análise de dois médicos diferentes, além de exames comprobatórios. “O protocolo não deixa dúvidas”, explica. Uma única pessoa pode se tornar doadora de coração, dois rins, fígado e córneas.

    Atualmente, cerca de 700 pessoas aguardam na lista por um transplante no DF, sendo a maioria por rins. Tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede complementar, o paciente entra na lista de transplantes por meio da inserção de seu nome no Sistema Nacional de Transplantes (SNT), sendo os receptores selecionados por ordem cronológica, em função da gravidade ou da compatibilidade sanguínea e genética com o doador.

  • HCB promove iniciativa de conscientização contra retinoblastoma

    HCB promove iniciativa de conscientização contra retinoblastoma

    Cerca de 90% dos casos ocorrem em crianças menores de 5 anos; o ideal é que o diagnóstico seja fechado na fase inicial da doença

    “Há dois anos, eu já tinha visto, através do flash da câmera, que a minha filha tinha essa mancha branca no olho”. Este é o relato de Hérika Santos, 33 anos, que observou desde cedo os sinais de alerta em Heloísa. Apesar de não ter diagnóstico fechado, profissionais de saúde da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) explicaram para Hérika que esta mancha pode ser algo grave: o retinoblastoma.

    “As profissionais me informaram bastante sobre o retinoblastoma e sobre essa mancha branca. Apesar de eu já ter feito algumas consultas com alguns oftalmologistas, me recomendaram fazer mais exames a fundo e já vou agendar uma consulta para segunda-feira”, conta Hérika.

    Neste sábado (16), o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), promoveu evento de conscientização do retinoblastoma na campanha “De olho nos olhinhos”, realizada nacionalmente no mês de setembro.

    Profissionais do hospital abordaram, pela tarde, as pessoas que passaram pelo shopping para explicar o que é retinoblastoma e quais sinais são indicativos de que a criança precisa de atendimento médico. Além dos profissionais do HCB, estavam presentes estudantes de medicina, funcionários e voluntários da Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace).

    “O objetivo da campanha é justamente chamar a atenção dos cuidadores, trazer à luz uma oportunidade de despertar aos pais e a todos os cuidadores se perceberem algum sintoma, alguma situação no desenvolvimento da criança que possa ser diferente”, explica a diretora da Abrace, Maria Angela Marini. “Um diagnóstico precoce pode salvar uma vida, pode evitar uma sequela que fica da doença, porque vai ter um tratamento mais rápido e completo.”

    O retinoblastoma é o câncer ocular mais comum em crianças e possui letalidade alta, quando não tratado precocemente. A oftalmologista do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Manuella Neves, também presente no evento, ressaltou a importância dos pais procurarem ajuda médica assim que observarem os sinais.

    “O objetivo do diagnóstico precoce, além de salvar a vida da criança, é preservar a visão. É preciso observar os sinais de alerta, com o reflexo branco nos olhos, porque o normal é o reflexo vermelho. Assim que os pais observarem este sinal, é preciso levar ao médico”, explica a médica.

    Quando diagnosticado precocemente e tratado em centros especializados, a doença pode alcançar índices de 90% de cura, inclusive com a preservação da visão da criança

    Isis Quezado, pediatra oncologista do Hospital da Criança, alerta que o diagnóstico precoce auxilia no tratamento, que evoluiu bastante. “A Sociedade Brasileira de Pediatria indica o exame ocular entre seis meses e um ano, quando será realizado o exame de fundo de olho. Depois, é importante repetir o exame entre 3 e 5 anos de idade para ver se não há nenhum vestígio. Os tratamentos hoje evoluíram. Hoje, as técnicas e o prognóstico melhoraram. Mas dependendo de que estágio se encontra o tumor, pode precisar de quimioterapia”, explica a pediatra.

    Quando diagnosticado precocemente e tratado em centros especializados, a doença pode alcançar índices de 90% de cura, inclusive com a preservação da visão da criança.

    O retinoblastoma, assim como a campanha “De olho nos olhinhos”, ganharam os holofotes após a filha do apresentador Tiago Leifert ter sido diagnosticada com o câncer aos 11 meses de idade em um estágio avançado do câncer.

    O retinoblastoma é um tumor maligno intraocular. Entre os sinais, os pais devem estar atentos aos potenciais sintomas, como: reflexo branco nos olhos (chamado popularmente de olho de gato), estrabismo e redução da visão.

    “O médico oftalmologista examina a criança para identificar a causa da alteração do reflexo vermelho. Na maioria das vezes essa alteração não é causada por retinoblastoma, contudo sendo o retinoblastoma um câncer agressivo, que pode causar a morte deve-se examinar todas as crianças com reflexo vermelho alterado com brevidade”, explica o médico oftalmologista e Referência Técnica Distrital (RTD), Frederico Loss.

    O diagnóstico definitivo de retinoblastoma só é feito com exame histopatológico do material do tumor, uma vez que existem doenças benignas que podem simular o quadro semelhante do retinoblastoma, segundo o especialista.

    Considerado raro, aproximadamente 90% dos casos são descobertos abaixo dos 5 anos. De acordo com o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), a doença pode se apresentar em um olho (60% dos casos, o chamado retinoblastoma unilateral) ou nos 2 olhos (40% dos casos, retinoblastoma bilateral).

    Serviço

    Uma vez que os pais observem os sinais, é importante procurar ajuda médica. No Distrito Federal, as crianças são encaminhadas pelo pediatra da atenção primária, cuja porta de entrada são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). São mais de 170 UBSs no DF, que podem ser conferidas InfoSaúde.

    Uma vez que os pacientes são encaminhados ao Hospital da Criança de Brasília, é iniciado o tratamento do retinoblastoma.

  • Parque da Cidade terá evento no domingo pela doação de órgãos

    Parque da Cidade terá evento no domingo pela doação de órgãos

    Campanha Setembro Verde chama a atenção para o tema; iniciativa ocorrerá no Estacionamento 10 do Parque da Cidade, a partir das 9h, com orientações gerais e atendimentos de saúde

    Em alusão à campanha do Setembro Verde, mês da conscientização sobre a doação de órgãos, a Secretaria de Saúde (SES-DF) promove, neste domingo (17), evento para reforçar a importância do tema. A ação ocorre no Estacionamento 10 do Parque da Cidade, das 9h às 13h.

    Na programação, haverá conversas sobre doação de órgãos, aferição de pressão e de glicemia, ginástica laboral e música com um dueto do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF). Além disso, serão convidados pacientes que aguardam um transplante, além dos que já foram transplantados e de famílias doadoras, para relatos e troca de experiência.

    “A importância de doar órgãos está em dar esperança ou uma maior qualidade de vida a quem precisa. Há muitas pessoas que só têm essa oportunidade para continuar vivendo, como quando se fala em um dependente de hemodiálise ou de alguém que tenha problema visual”, lembra a diretora da Central Estadual de Transplantes (CET-DF) da SES-DF, Gabriella Christmann.

    Podem se beneficiar do transplante pessoas com doenças crônicas ou agudas, cujos tratamentos já esgotaram as possibilidades de recuperação e que a única alternativa seja a substituição do órgão ou tecido afetado e para as quais o transplante seja uma indicação formal e uma possibilidade terapêutica vantajosa. Essas doenças e condições de saúde estão elencadas no Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes, definido pela Portaria de Consolidação GM/MS Nº 4, de 28 de setembro de 2017.

    Ranking

    O Distrito Federal aparece no sétimo lugar entre as unidades da Federação com maior número de doadores efetivos por milhão de habitantes. Além disso, a capital aparece em primeiro lugar por milhão de habitantes com o maior número de transplantes de fígado e de coração realizados. No ranking dos procedimentos de rim, medula óssea e córnea, o DF é o segundo colocado por milhão de habitantes.

    Até julho deste ano, já foram realizados 500 transplantes. Em 2022, ocorreram 747 procedimentos. Atualmente, 711 pessoas aguardam na lista por um transplante no DF. Desses, 648 esperam por um rim, 44 estão na fila para receber um coração e 19 aguardam por um fígado.

    Para entrar na lista de espera de transplante, o médico do paciente precisa cadastrá-lo em uma lista única. Os receptores (pacientes que estão na lista) são separados de acordo com as necessidades e conforme o órgão que precisa, tipos sanguíneos e outras especificações técnicas.

    O paciente se torna um possível doador quando preenche os requisitos estabelecidos no protocolo médico que evidencia a morte encefálica, para doação de órgãos, e a morte cardíaca ou encefálica, para doação de tecidos; mas o que realmente define é a decisão da família. Segundo a diretora, se o indivíduo quer ser um doador, é essencial deixar, em vida, essa vontade bem clara, pois, na prática, são os familiares que autorizam o procedimento.

    Prioridade

    Tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede complementar, o paciente entra na lista de transplantes por meio da inserção de seu nome no Sistema Nacional de Transplantes (SNT) pela equipe transplantadora que o avaliou.

    O sistema de lista única tem ordem cronológica de inscrição, sendo os receptores selecionados desse modo, em função da gravidade ou da compatibilidade sanguínea e genética com o doador. Porém, a distribuição depende de outros critérios além do tempo na fila, que variam de acordo com o órgão a ser transplantado e suas devidas necessidades.

    Os critérios de desempate são diferentes de acordo com o tipo de órgão ou de tecido. A gravidade é motivo de priorização ou de atribuição de um caso especial. Além disso, o público infantil tem prevalência quando o doador também é criança ou quando há adultos concorrendo.

    “Havendo um doador, o sistema informatizado do SNT gera uma lista de pacientes compatíveis de acordo com tipo sanguíneo, peso e altura. Essa lista é do próprio estado, pois a prioridade é de o órgão ficar no estado em que foi doado”, explica Christmann. “Em seguida, são analisadas equipes para o recebimento do órgão e exames dos possíveis receptores. Se não houver, a Central Estadual de Transplantes oferta aquele órgão para a Central Nacional de Transplantes.”

    É possível acompanhar a posição e a evolução da lista de espera pelo site do STN. Basta clicar em “Prontuário do Paciente” e selecionar o cadastro técnico referente ao tipo de transplante inscrito. Para realizar a consulta, o paciente deverá ter em mãos o número do Registro Geral da Central de Transplantes (RGCT), Certidão de Nascimento e CPF.

  • Médica pede transferência de UPA após ser ameaçada de morte, em Planaltina

    Médica pede transferência de UPA após ser ameaçada de morte, em Planaltina

    Intimidações foram feitas por sobrinho de enfermeira que havia se desentendido com vítima. Suspeito chegou a dizer que arrancaria cabeça de mulher

    Uma médica da unidade de pronto atendimento (UPA) de Planaltina, no Distrito Federal, pediu transferência após receber ameaças de morte pelo celular. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito pelo crime é sobrinho de uma enfermeira que trabalhava com a médica.

    Em um áudio encaminhado à vítima, o investigado diz que, se encontrasse a médica, “ia arrancar a cabeça” dela. Nas ameaças, o suspeito ainda descrevia a rotina da médica e citava plantões que ela fazia.

    As informações, segundo a Polícia Civil, eram repassadas pela tia do suspeito, que era enfermeira da UPA e queria que a médica saísse da unidade. Dias antes da ameaça, elas se desentenderam, segundo a investigação.

    “As mensagens encaminhadas continham conteúdo extremamente violento. Nos áudios, os investigados faziam menção a armas de fogo e diziam que tirariam a vida da vítima, de forma macabra, além de várias ofensas de cunho racial”, diz o delegado-chefe da 16ª Delegacia de Polícia, Diogo Cavalcante.

    Investigação

    A operação que resultou na identificação dos suspeitos foi deflagrada no último dia 6. A ação ocorreu após a médica procurar a delegacia.

    Segundo a Polícia Civil, os suspeitos vão responder em liberdade por ameaçadesacato, injúria falsidade ideológica.

    A reportagem entrou em contato com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges), à frente da administração da UPA, mas não obteve retorno até a última atualização desta publicação. Mesmo com a identificação dos suspeitos, a médica manteve a decisão de ser transferida da UPA.

    Fonte: G1

  • Secretaria de Saúde investiga suspeita de febre maculosa no DF; paciente seria uma criança

    Secretaria de Saúde investiga suspeita de febre maculosa no DF; paciente seria uma criança

    Idade não foi divulgada, mas menina teria sido infectada, segundo família, no Pontão do Lago Sul; caso foi confirmado por hospital particular. Pontão diz que faz procedimentos semanais nas áreas ao ar livre para eliminação de possíveis focos de carrapatos

    A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) investiga uma suspeita de febre maculosa em Brasília. A paciente é uma criança, que não teve a idade divulgada.

    A doença é transmitida por carrapato contaminado (saiba mais abaixoe, segundo a família, a menina foi contaminada no jardim do Pontão do Lago Sul. O Pontão informou que semanalmente faz os procedimentos recomendados nas áreas ao ar livre para eliminar possíveis focos de carrapatos (veja nota completa ao final da reportagem).

    O caso de febre maculosa chegou a ser confirmado pelo hospital particular de Brasília onde a criança foi atendida. A unidade de saúde informou que o teste foi realizado no próprio hospital e que, agora, encaminhou amostras para um novo teste ser realizado no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF).

    O hospital disse ainda que a criança mora no Guará e que ficou cinco dias internada, se recuperou e recebeu alta. A Secretaria de Saúde disse que “oficialmente ainda não há confirmação do caso de febre maculosa no DF“.

    “Qualquer resultado só pode ser confirmado ou descartado pelo Lacen, que vai encaminhar as amostras à Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte, em Minas Gerais — um laboratório que atua em parceria ao Lacen para identificação da doença”, informou a pasta.

    No entanto, a secretaria reconhece que o DF tem áreas com condições favoráveis à ocorrência da doença, como parques urbanos e trilhas, principalmente de julho a setembro.

    Foto: Divulgação

    O que é febre maculosa

    A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por uma bactéria transmitida através da picada de uma das espécies de carrapato (carrapato-estrela), ou seja, ela não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa pelo contato e seus sintomas podem ser facilmente confundidos com outras doenças que causam febre alta. Há no estado duas espécies da bactéria causadora da doença.

    Sintomas

    A doença pode demorar até duas semanas para se manifestar após o contato inicial. Conforme o Ministério da Saúde, os principais sintomas da doença são:

    • Febre
    • Dor de cabeça intensa
    • Náuseas e vômitos
    • Diarreia e dor abdominal
    • Dor muscular constante
    • Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés
    • Gangrena nos dedos e orelhas
    • Paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões, causando paragem respiratória

    O ministério ressalta que, além dos sintomas acima, com a evolução da febre maculosa, é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas que podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento é realizado com antibiótico específico, segundo o Ministério da Saúde. Para isso, é necessário que se busque atendimento médico assim que surgirem os primeiros sintomas. Em alguns casos pode ser necessário internação.

    A falta ou demora no tratamento da doença pode agravar o caso, levando à morte. E a recomendação para o uso do antibiótico é feita mesmo antes de sair o resultado do teste da doença.

    O que diz o Pontão do Lago Sul

    “Sobre um possível caso de febre maculosa associado às áreas externas do complexo, a administração do Pontão do Lago Sul esclarece que:

    Visando a segurança dos nossos colaboradores que trabalham diretamente no jardim e dos frequentadores do complexo, realizamos semanalmente atomização nas áreas ao ar livre para eliminação de possíveis focos de carrapatos. Medida que tem apresentado resultados efetivos no combate à pragas.

    A Capivara é um animal silvestre e presente em toda cidade de Brasília. Em 2021 o IBRAM foi informado pelo Pontão, via notificação, sobre visitas das capivaras no complexo”.

  • Pesquisa aponta retomada do crescimento da vacinação infantil no DF

    Pesquisa aponta retomada do crescimento da vacinação infantil no DF

    Aumento da cobertura na capital se deve à maior oferta da vacinação na cidade, com ações em shoppings, escolas e espaços públicos e com o Carro da Vacina

    Brasília está entre as capitais brasileiras em que a cobertura vacinal infantil mais cresceu no último ano, segundo dados da pesquisa Observa Infância, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (Unifase). O estudo avaliou a imunização de crianças com menos de 2 anos em todas as 27 capitais nos quatro imunizantes mais importantes: BCG (tuberculose), poliomielite, DTP (difteria, tétano e coqueluche) e a MMRV (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

    O melhor índice para Brasília é em relação à vacina BCG. A cidade está na segunda posição entre as capitais superando a meta e atingindo 143% de índice de cobertura ao lado de Teresina (PI), Palmas (TO) e Macapá (AP) e ficando atrás apenas das seis capitais que empataram em primeiro lugar, com 150% de cobertura vacinal – Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE), Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS). No ranking dos outros imunizantes, a capital federal aparece na quarta posição na cobertura da DTP com 72%; em quinto lugar na imunização da poliomielite com 74%; e em oitavo quando se trata do MMRV.

    “Desde 2016, a gente vinha observando a queda nas cobertura vacinais, o que é muito ruim porque deixa o nosso país com as portas abertas para a entrada de doenças preveníveis com a vacinação. Após a pandemia, estamos observando o crescimento da cobertura vacinal. Já podemos dizer que 2022 e 2023 têm sido anos bem melhores que 2021”, avalia a gerente substituta da Rede de Frio do Distrito Federal, Karine Castro.

    Os dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) corroboram com a pesquisa Observa Infância. Entre janeiro e março de 2023, Brasília ultrapassou novamente a meta da BCG com uma cobertura vacinal de 120,3%, o que corresponde a 11.443 doses aplicadas. Já na imunização de pólio a cobertura atingiu 81,5%, com 7.752 doses contabilizadas.

    Estratégias

    O aumento da vacinação entre a população brasiliense é resultado de uma série de esforços do Governo do Distrito Federal (GDF). A principal estratégia tem sido levar os imunizantes até a população. “As ações externas, fora das unidades básicas de saúde (UBSs), têm ajudado a elevar o nosso nível de vacinação. Estamos correndo atrás das pessoas, buscando nas escolas, nos shoppings, nos parques. Temos tido um resultado muito positivo no Zoológico de Brasília”, revela Karine Castro.

    Carro da vacina leva o imunizante à população em situação de vulnerabilidade com ausência de equipamentos públicos e falta de infraestrutura – Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília

    O projeto Carro da Vacina, criado em janeiro de 2022, é outra forma de a Secretaria de Saúde ampliar o acesso à imunização. “O Carro da Vacina percorre várias localidades e bairros exatamente nessa mesma tentativa de levar a vacina até o cidadão para conseguirmos aumentar a nossa cobertura vacinal”, acrescenta.

    Outro método adotado é a aposta em campanhas. Atualmente, o DF participa do Movimento Nacional pela Vacinação com a multivacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, que vai até este sábado (9). “O foco é a atualização da caderneta vacinal dos menores de 15 anos, mas não estamos perdendo a oportunidade de imunizar a família toda. Todas as categorias estão sendo beneficiadas com a imunização”, conta a diretora.

    Manter a cobertura vacinal da cidade alta é uma forma que o governo tem de prevenir doenças e diminuir hospitalizações e mortes. “Há 15 anos, o país tinha muita glória com o Programa Nacional de Imunização (PNI), que era reconhecido como um dos melhores do mundo. Sempre tivemos êxito até que passamos por uma desaceleração das metas de cobertura, o que causou o retorno, por exemplo, do sarampo, que estava erradicado desde 2016 e retornou há alguns anos”, afirma a gerente substituta. “Por isso, estamos na tentativa de retomar a cobertura e estamos nesse caminho trabalhando para evitar que as doenças preveníveis por vacina retornem”, defende.

    Hoje, a pasta tem se empenhado para melhorar os índices de vacinação de poliomielite, covid-19, influenza e sarampo tanto para crianças quanto para adultos. Todas essas vacinas estão disponíveis nas UBSs e nas ações externas feitas pela Secretaria de Saúde.

  • Restaurante Comunitário do Sol Nascente terá vacinação neste sábado (9)

    Restaurante Comunitário do Sol Nascente terá vacinação neste sábado (9)

    População contará com 19 locais de atendimento, além do Carro da Vacina; em outros 22 locais, cães e gatos poderão ser vacinados contra a raiva

    Além de oferecer refeições balanceadas a baixo custo, o Restaurante Comunitário do Sol Nascente, na Quadra 205 do Trecho 2, será um local de vacinação neste sábado (9). Quem tiver pelo menos 12 anos de idade poderá atualizar a caderneta de vacinação contra a gripe (influenza) e covid-19, com oferta desde a primeira dose até o reforço com a bivalente. O atendimento será das 9h às 17h.

    Os mesmos imunizantes vão estar a bordo do Carro da Vacina, que vai percorrer ruas do Trecho 2 do Sol Nascente também das 9h às 17h. A Secretaria de Saúde ainda terá equipes no supermercado Tatico de Samambaia Norte; no condomínio Novo Horizonte, no Itapoã; e no Boulevard Shopping, no fim da Asa Norte.

    Também no sábado, 15 unidades básicas de saúde (UBSs) vão abrir para vacinação, com oferta de imunizantes do calendário de rotina (febre amarela, tétano, HPV, sarampo, pólio, etc) para bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos. A lista completa dos locais de vacinação, com endereços e horários de atendimento, está disponível no site da SES-DF.

    Vacinação antirrábica

    População terá, neste sábado, 22 locais disponíveis para vacinação antirrábica de cães e gatos

    Sábado também é dia de vacinar cães e gatos contra a raiva. Serão 22 locais de atendimento aos animais, disponíveis para consulta no site da Secretaria de Saúde. A orientação é levar todos os animais com mais de três meses, inclusive as fêmeas prenhas ou que estejam amamentando. Também é importante usar coleira, focinheira ou caixa de transporte.

  • Mulher dá à luz no chão do Hran e família acusa hospital de omissão

    Mulher dá à luz no chão do Hran e família acusa hospital de omissão

    Secretaria de Saúde informou que ‘em função do avanço do trabalho de parto, por questões de segurança, optou-se pelo parto no chão’

    Uma mulher deu à luz no chão no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, e a família acusa a unidade de saúde de omissão, por causa da demora no atendimento. O caso foi na sexta-feira (1°).

    Em nota, a Secretaria de Saúde informou que, em função do avanço do trabalho de parto, por questões de segurança, optou-se pelo parto no chão. Segundo a pasta, a médica pegou o bebê e ele não teve contato com o chão. A secretaria disse ainda que a criança passou por procedimentos dentro dos protocolos normais pós-parto.

    O pai da criança, Rafael Maciel, conta que chegou com a esposa ao hospital às 3h de sexta-feira (1°). A mulher estava com 39 semanas de gestação e sentia dores abdominais e contrações.

    “Aguardamos até 5h da manhã quando fomos atendidos pela primeira médica. Ela fez o exame do toque, tinha três centímetros de dilatação, então ela pediu para que a gente aguardasse por duas horas ou caso as contrações voltassem a se intensificar ou a bolsa estourasse para que a gente retornasse para que minha esposa fosse internada”, afirma.

    Segundo o marido da gestante, por volta das 6h, as contrações ficaram muito mais fortes. Rafael diz que avisou a equipe, mas ninguém deu atenção. Pouco tempo depois, quando a mulher foi ao banheiro, a bolsa se rompeu.

    “Pedi, implorei, saí, bati nas portas, chamei, gritei, implorei, pedi socorro dentro do hospital. Ninguém apareceu, não tinha ninguém no consultório”, diz o marido da gestante.

    Rafael afirma que uma enfermeira apareceu depois de quarenta minutos e ajudou a mulher a caminhar até o consultório mais próximo. Foi o tempo de chegar, deitar no chão e o neném nascer. O recém-nascido precisou ser reanimado.

    A mãe e o bebê passaram dois dias internados na maternidade do Hran e agora estão em casa. A família procurou a 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) e o caso foi registrado como omissão de socorro.

    “Um momento que era para ser de alegria, se tornou um momento de pânico, desespero total. Graças a Deus meu filho está com saúde. […] Poderia ter perdido os dois”, diz.

    Fonte: G1

  • Aumenta taxa de contágio da Covid-19 no DF; em uma semana, foram 626 novos casos

    Aumenta taxa de contágio da Covid-19 no DF; em uma semana, foram 626 novos casos

    Taxa de transmissão passou de 1,15 para 1,36. Índice acima de 1 representa alta; veja números

    A taxa de transmissão da Covid-19 passou de 1,15 para 1,36 no Distrito Federal, em uma semana. O número quer dizer que cada 100 pessoas infectadas podem transmitir a doença para outras 136, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

    Quando a taxa está acima de 1, significa aumento do contágio do vírus. No final de agosto, os casos de Covid em Brasília voltaram a subir.

    De 29 de agosto até 3 de setembro, a capital registrou 626 novos casos da doença. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) na tarde desta quarta-feira (6).

    O informativo apresentou ainda dois novos óbitos, ambos ocorridos em 21 de maio de 2023. As vítimas eram duas mulheres com mais de 70 anos, que moravam em Ceilândia e tinham comorbidades.

    Desde o começo da pandemia, Brasília teve 912.791 casos confirmados da doença. Houve ainda 11.888 mortes no Distrito Federal.

    Nova variante no DF

    Imagem microscópica de partículas de coronavírus — Foto: NIAID-RML via AP

    No dia 30 de agosto, o DF registrou o primeiro caso da nova variante Éris da Covid-19, chamada de EG.5. Segundo a Secretaria de Saúde, a paciente é uma bebê de seis meses que foi atendida no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).

    Ela foi diagnostica no dia 11 de agosto com sintomas respiratórios. A paciente foi internada, tratada e recebeu alta no dia 14 de agosto.

    “Embora seja altamente contagiosa, a mutação não demonstrou sinais de grande risco para a maior parte da população”, diz a Secretaria de Saúde.

    De acordo com o Ministério da Saúde, as recomendações sanitárias em relação às medidas de prevenção à Covid seguem as mesmas e não foram alteradas a partir da confirmação da nova variante.

    Vacinação

    UBS II do Cruzeiro, em imagem de arquivo — Foto: Breno Esaki/SES-DF

    O Distrito Federal não terá vacinação nesta quinta-feira (7), por causa do feriado de Dia da Independência do Brasil. A informação é da Secretaria de Saúde (SES-DF).

    De acordo com a pasta, as salas de imunização voltam a funcionar normalmente na sexta (8) e no sábado (9), na capital. Os locais e horários, no entanto, ainda não foram divulgados.

    No DF, estão disponíveis todas as doses de vacina contra a Covid-19 para pessoas a partir dos 6 meses de idade. A vacina bivalente da Pfizer está liberada para quem tem a partir de 18 anos.

    O imunizante contra a gripe também está disponível para toda população acima de 6 meses de idade. A vacina será oferecida enquanto durar o estoque da Secretaria de Saúde.

    Fonte: G1

  • Covid-19: DF registrou 1.503 novos casos no mês de agosto

    Covid-19: DF registrou 1.503 novos casos no mês de agosto

    Números são referentes ao período de 29 de julho a 26 de agosto; taxa de transmissão ficou em 1,15, o que significa aumento na contaminação. Nesta quarta-feira (30), Brasília registrou primeiro caso da nova variante Éris

    O Distrito Federal registrou 1.503 novos casos de Covid-19 entre os dias 29 de julho e 26 de agosto. Desde o começo da pandemia, o DF teve 912.165 casos confirmados da doença.

    De acordo com Secretaria de Saúde, a taxa de transmissão da Covid-19 está em 1,15. O número quer dizer que cada 100 pessoas infectadas podem transmitir a doença para outras 115, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando a taxa está acima de 1, significa aumento do contágio do vírus.

    Nesta quarta-feira (30), o DF registrou o primeiro caso da nova variante Éris da Covid-19, chamada de EG.5. Segundo a Secretaria de Saúde, a paciente é uma bebê de seis meses que foi atendida no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).

    Ela foi diagnostica no dia 11 de agosto com sintomas respiratórios. A paciente foi internada, tratada e recebeu alta no dia 14 de agosto.

    “Embora seja altamente contagiosa, a mutação não demonstrou sinais de grande risco para a maior parte da população”, diz a Secretaria de Saúde.

    De acordo com o Ministério da Saúde, as recomendações sanitárias em relação às medidas de prevenção à Covid seguem as mesmas e não foram alteradas a partir da confirmação da nova variante.

    O que é variante Éris (EG.5) e quais os sintomas

    🦠🌍 Segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a EG.5 é uma subvariante da Ômicron. Ela que foi identificada pela primeira vez em fevereiro de 2023 e, desde então, foi observado um aumento no número de casos relacionados a essa variante, principalmente em países como Reino Unido e Estados Unidos.

    Ainda de acordo com a OMS, até o momento, a subvariante EG.5 não demonstrou maior gravidade ou riscos significativos em comparação com outras variantes. De acordo com a Saúde, até o momento, os relatos sobre a variante Éris são de sintomas muito parecidos com os que são causados pela ômicron original. Entre eles:

    • Febre
    • Dor de cabeça
    • Dor no corpo
    • Dor de garganta
    • Nariz escorrendo

    De acordo com o professor Tarcísio M. Rocha Filho, do Núcleo de Altos Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento e do Instituto de Física, da Universidade de Brasília (UnB), não há aumento significativo tanto no Brasil como no DF. “No entanto ainda ocorrem mortes. No Brasil 113 na última semana, segundo o Ministério da Saúde”.

    “Devemos observar que quase não se testa mais, portanto as mortes é que dão uma ideia mais realista da circulação do vírus, que continua presente. Continuaremos observado para ver se há alguma mudança de tendência”, afirma Tarcísio.

    De acordo com o pesquisador, a vacinação é a melhor proteção contra a doença. “A maior parte das mortes, cerca de 90%, ocorre entre os não vacinados. Há apenas uma leve tendência de subida de casos, mas ainda é cedo pra caracterizar como uma onda. Nenhuma morte ocorreu no DF nos últimos 30 dias”.

    Vacinação contra Covid-19 no DF — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

    Vacinação no DF

    A SES-DF mantém a vacinação como a principal medida para combater a pandemia de Covid-19. Desde o início da campanha na capital, em 19 de janeiro de 2021, já foram aplicadas mais de 7,8 milhões de doses, sendo 534 mil da bivalente, atualmente disponível para toda a população acima de 18 anos.

    Mais de 81% da população já recebeu pelo menos uma dose da vacina e 78,5% completaram o esquema vacinal de duas doses.

    Porém, os índices são mais baixos em termos de doses de reforço e entre a população infantil. Cerca de metade da população (48,9%) não recebeu nem uma dose de reforço.

    Entre as crianças de 5 a 11 anos, 44,6% não tomaram a segunda dose. Na faixa etária de 3 e 4 anos, o índice sobe para 83,6%, e entre os bebês de 6 meses a 2 anos (faixa etária da criança diagnosticada com a nova subvariante), 91,1% não completaram o esquema vacinal duas doses.

    Fonte: G1