Categoria: Política

  • PCDF cumpre mandado de busca e apreensão contra Jair Renan Bolsonaro

    PCDF cumpre mandado de busca e apreensão contra Jair Renan Bolsonaro

    Operação apura esquema de lavagem de dinheiro. Agentes cumprem 5 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão em Brasília e em Balneário Camboriú (SC). g1 tenta contato com defesa de Jair Renan

    Jair Renan, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de mandado de busca e apreensão em operação da Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quinta-feira (24). A operação foi deflagrada contra um grupo suspeito de estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

    O mandado contra Jair Renan é cumprido em dois endereços: no apartamento onde ele mora em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e em um prédio no Sudoeste, área nobre de Brasília. A reportagem tenta contato com a defesa dele.

    Apartamento de Jair Renan Bolsonaro em Balneário Camboriú, em Santa Catarina — Foto: Reprodução TV

    Ao todo, os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Os alvos são:

    • Jair Renan;
    • Maciel Carvalho, amigo e instrutor de tiro de Jair Renan, foi preso;
    • Eduardo Alves dos Santos, que está foragido e é investigado por ser “testa de ferro” do esquema.

    De acordo com a apuração da TV Globo, Maciel Carvalho, de 41 anos, é um dos alvos de mandado de prisão. Ele é o suposto mentor do esquema e já foi alvo de duas ações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) neste ano, a Operação ‘”Succedere” e “Falso Coach”. Ele já tinha sido preso em janeiro deste ano.

    Como o grupo atua

    De acordo com a polícia, o grupo agia a partir de um laranja e de empresas fantasmas, usadas pelo alvo da operação.

    A apuração da reportagem aponta que o grupo usava a falsa identidade de Antônio Amâncio Alves Mandarrari para abrir conta bancária e representar pessoas jurídicas usadas como laranjas.

    Policiais civis entram em prédio onde fica o apartamento de Jair Renan Bolsonaro, em Brasília — Foto: Reprodução TV

    Os investigados teriam forjado relações de faturamento e outros documentos das empresas investigadas, usando dados de contadores sem o consentimento deles.

    A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil.

    Fonte: G1

  • BRT, metrô e rodovias: veja obras do novo PAC no DF; governo vai investir R$ 47,8 bilhões

    BRT, metrô e rodovias: veja obras do novo PAC no DF; governo vai investir R$ 47,8 bilhões

    Programa de Aceleração do Crescimento foi anunciado nesta sexta-feira (11). Programa contempla retomada de obras paradas, aceleração de obras em andamento e novos empreendimentos

    O governo federal anunciou, nesta sexta-feira (11), o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No Distrito Federal, o investimento será em obras no BRT, metrô e em rodovias (veja detalhes abaixo).

    Na capital federal, o investimento total será de R$ 47,8 bilhões. Entre as obras previstas, por exemplo, estão a expansão do metrô em Ceilândia, a viabilização do BRT Eixo Sul e o BRT Norte.

    Veja os principais investimentos previstos para o DF:

    • BRT Eixo Sul
    • BRT Norte
    • Expansão do metrô em Ceilândia
    • Modernização do Metrô
    • Novo Museu da Democracia
    • Adequação da BR-080
    • Construção de unidades habitacionais
    • Esgotamento sanitário na Colônia Agrícola Águas Claras, Bernardo Sayão, Iapi e no Setor de Mansões Park Way
    • Inclusão digital e conectividade em 708 escolas
    • Ampliação da capacidade do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen)

    No projeto, ainda constam expansão do 4G em rodovias federais e investimentos na BR-080, BR-40 e BR-060.

    Novo PAC

    O Novo PAC prevê R$ 1,68 trilhão em investimentos totais. O programa contemplará retomada de obras paradas, aceleração de obras em andamento e novos empreendimentos.

    Os projetos serão divididos em nove grandes áreas:

    • Inclusão digital e conectividade: R$ 28 bilhões
    • Saúde: R$ 31 bilhões
    • Educação: R$ 45 bilhões
    • Infraestrutura social e inclusiva: R$ 2 bilhões
    • Cidades sustentáveis e resilientes: R$ 610 bilhões
    • Água para todos: R$ 30 bilhões
    • Transporte eficiente e sustentável: R$ 349 bilhões
    • Transição e segurança energética: R$ 540 bilhões
    • Defesa: R$ 53 bilhões

    Criado em 2007, no início do segundo mandato de Lula, o PAC se tornou marca das gestões petistas, reunindo obras de infraestrutura e programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida. Os resultados impulsionaram a eleição de Dilma Rousseff (PT), então ministra responsável pelo projeto.

    A iniciativa foi descontinuada pelos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Após a eleição de Lula para um terceiro mandato, ainda na transição de governo, uma nova versão começou a ser gestada.

    No Novo PAC, além de recursos do Orçamento da União, parlamentares que participaram de reuniões para discutir o programa afirmam que o Planalto planeja somar investimentos da Petrobras e de parcerias público-privadas.

    Com a estatal investindo cerca de R$ 300 bilhões em quatro anos, somados ao aporte privado, a estimativa é que o total investido no programa poderá alcançar a marca de R$ 1 trilhão até 2026.

    Fonte: G1

  • Caixa de Pandora: Justiça do DF condena Arruda a perda dos direitos políticos por 12 anos

    Caixa de Pandora: Justiça do DF condena Arruda a perda dos direitos políticos por 12 anos

    Sentença prevê ainda que ex-governador pague multa de R$ 3 milhões, valor que será corrigido pela inflação. Outros seis réus também foram condenados

    A 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal condenou, nesta quinta-feira (27), o ex-governador José Roberto Arruda a perda dos direitos políticos por 12 anos. A sentença por improbidade administrativa é um desdobramento da operação Caixa de Pandora (veja detalhes abaixo).

    Além de Arruda, outros seis réus foram sentenciados. Entre eles, está o ex-delegado da Polícia Civil e delator da operação, Durval Barbosa.

    Além da perda dos direitos políticos, o ex-governador do DF foi sentenciado a pagar “reparação do dano” no valor de R$ 1,5 milhão e uma multa no mesmo valor, totalizando R$ 3 milhões. Esse valor será corregido de acordo com a inflação.

    Arruda também foi proibido de fazer contratações com o poder público ou receber incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja majoritário. A pena também vale por 10 anos.

    Em nota, a defesa do ex-governador disse que Arruda recebeu a notícia com “irresignação e descontentamento”. “A defesa informa que recorrerá e acredita na breve cassação ou reforma da sentença”, diz o texto. A reportagem tenta contato com a defesa dos demais réus.

    Veja quem são os outros sentenciados:

    • Durval Barbosa Rodrigues
    • José Geraldo Maciel
    • Adailton Barreto Rodrigues
    • Alexandre Tavares de Assis
    • Info Educacional
    • Masaya Kondo

    A sentença ainda rejeitou os pedidos de condenação contra Paulo Octávio, José Luiz da Silva Valente, Gibrail Nabih Gebrim e Luiz Paulo da Costa Sampaio.

    O escândalo conhecido como ‘Caixa de Pandora’

    O ex-governador do Distrito Federa deixa a superintendência da Polícia Federal em imagem de arquivo – Foto: Reprodução

    O escândalo que ficou conhecido como Caixa de Pandora, ou mensalão do DEM, envolvia a compra de apoio de deputados distritais na Câmara Legislativa do DF (CLDF) pelo governo José Roberto Arruda, em 2009.

    Naquele ano, foram reveladas imagens do ex-governador José Roberto Arruda recebendo uma sacola com R$ 50 mil das mãos de Durval Barbosa – que era secretário de Relações Institucionais do governo e, depois, se transformou no delator do esquema.

    O vídeo foi gravado em 2006, e deu origem às investigações. À época, Arruda informou que o dinheiro era uma doação para a compra de panetones que seriam entregues para famílias carentes de Brasília.

    O ex-governador chegou a apresentar quatro recibos, declarando o recebimento do dinheiro “para pequenas lembranças e nossa campanha de Natal”, de 2004 a 2007.

    De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Arruda forjou e imprimiu os quatro documentos no mesmo dia, na residência oficial do GDF, em Águas Claras. Em seguida, os papéis foram rubricados por Durval Barbosa. A impressora foi apreendida pela Polícia Federal, em 2010, e uma perícia comprovou a fraude.

    Fonte: G1

  • Lei Aldir Blanc: Congresso aprova crédito de R$ 3 bilhões para viabilizar ações culturais nos estados e municípios

    Lei Aldir Blanc: Congresso aprova crédito de R$ 3 bilhões para viabilizar ações culturais nos estados e municípios

    Lei aprovada em 2022 prevê repasses anuais até 2027 para o setor cultural. Parlamentares também aprovaram recursos para reajuste de agentes de segurança pública do DF

    Deputados e senadores aprovaram nesta quarta-feira (12), durante sessão do Congresso, um projeto que abre crédito de R$ 3 bilhões, no Orçamento de 2023, para estados e municípios implementarem a Lei Aldir Blanc.

    A nova Lei Aldir Blanc foi aprovada em março de 2022 por Câmara e Senado, e prevê um repasse de R$ 3 bilhões anuais até 2027 para o setor cultural.

    Pelo texto, os recursos devem ser usados da seguinte forma:

    • 80% para editais, chamadas públicas, cursos, produções, atividades artísticas que possam ser transmitidas pela internet; e ainda para manter espaços culturais que desenvolvam iniciativas de forma regular e permanente;
    • 20% para ações de incentivo direto a programas e projetos que tenham por objetivo democratizar o acesso à cultura e levar produções a periferias e áreas rurais, por exemplo, assim como regiões de povos tradicionais.

    A distribuição para estados e municípios também está definida na legislação:

    • metade dos recursos vai para estados e Distrito Federal, sendo 20% seguindo os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e o restante dividido proporcionalmente à população;
    • outra metade vai para os municípios, sendo 20% de acordo com os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o restante proporcionalmente à população.

    Ainda pela lei, o dinheiro não pode ser usado para pagar despesas com pessoal. Também fica proibida a transferência, pelo estado, de mais de 5% do montante a empresas terceirizadas.

    O mesmo projeto aprovado pelos congressistas prevê a abertura de crédito para bancar:

    • R$ 9 mil para auxílio-moradia a agentes públicos do Instituto Federal de Sergipe;
    • R$ 9 milhões para a construção da nova sede da superintendência regional da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG);
    • R$ 127 milhões para obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)
    • R$ 460 mil para auxílio moradia a agentes públicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
    Alunos do Curso de Formação de Praças da Polícia Militar do DF — Foto: Polícia Militar do Distrito Federal/Divulgação

    Reajuste para agentes de segurança do DF

    Na mesma sessão, os parlamentares aprovaram um projeto que abre crédito para o reajuste salarial de servidores públicos e militares das forças de segurança do Distrito Federal e para os militares dos ex-Territórios e do antigo estado da Guanabara.

    Ao enviar o projeto de crédito para o Congresso, o governo argumentou que, para as forças de segurança do DF, o impacto será de R$ 372,2 milhões até o fim de 2023 e de R$ 685 milhões quando anualizada.

    Ainda de acordo com o Executivo, não haverá aumento da despesa, já que as dotações já estão autorizadas ao DF, no âmbito dos limites disponíveis nas programações do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).

    Em relação ao aumento para militares dos ex-territórios, o reajuste custará R$ 72,9 milhões em 2023 e R$135,5 milhões quando anualizado. O reajuste também não implica aumento de despesa.

    Os recursos serão oriundos da redução do montante autorizado para concessão de vantagens, reestruturação ou aumento linear de remuneração de cargos, funções e carreiras civis do Poder Executivo.

  • Secretário de Cultura do DF, Bartolomeu Rodrigues, pede exoneração do cargo

    Secretário de Cultura do DF, Bartolomeu Rodrigues, pede exoneração do cargo

    Informação foi confirmada ao g1 pelo governador do DF, Ibaneis Rocha. Bartolomeu Rodrigues assumiu comando da pasta em dezembro de 2019

    O secretário de Cultura do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, pediu exoneração do cargo nesta terça-feira (4). A informação foi confirmada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

    Ibaneis Rocha com Cláudio Abrantes – Foto: Divulgação

    O motivo não foi revelado pelo chefe do Executivo, que disse apenas que “Bartô” – como é conhecido – “pediu para sair”. Ainda de acordo com o governador, o ex-deputado distrital Cláudio Abrantes assume o cargo.

    Bartolomeu disse que vai descansar e que sai de consciência tranquila. Ele se despediu dos servidores dizendo que foi uma experiência profissional muito rica.

    Bartolomeu assumiu o comando da pasta em dezembro de 2019, após a exoneração do sociólogo Adão Cândido, que tinha uma relação conflituosa com a classe artística da cidade.

    Fonte: G1

  • Caixa de Pandora: STJ suspende ações contra Paulo Octávio

    Caixa de Pandora: STJ suspende ações contra Paulo Octávio

    Decisão é do ministro Reynaldo Soares da Fonseca. Magistrado atendeu pedido da defesa do empresário que alegou competência da Justiça Eleitoral

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu, nesta terça-feira (20), as ações da operação Caixa de Pandora contra o empresário Paulo Octávio, que foi candidato ao GDF nas eleições de 2022, pelo PSD. O escândalo, que ficou conhecido como mensalão do DEM, envolvia a compra de apoio na Câmara Legislativa (CLDF) pelo governo José Roberto Arruda, em 2006 (relembre abaixo).

    A decisão de suspensão é do ministro Reynaldo Soares da Fonseca. O magistrado atendeu ao pedido da defesa de Paulo Octávio, que alegou ser competência da Justiça Eleitoral.

    De acordo com o processo, Paulo Octávio é réu em 10 das 17 ações penais ajuizadas na operação e que tramitam na Justiça comum do Distrito Federal.

    “Embora a denúncia tenha sido fatiada em 17 iniciais, trata-se do mesmo contexto fático, cuja conexão já foi reconhecida, motivo pelo qual deve ser reconhecida a competência da Justiça Eleitoral”, diz a defesa.

    Caixa de Pandora

    O ex-governador do Distrito Federa deixa a superintendência da Polícia Federal em imagem de arquivo – Foto: Reprodução

    Em 2009, a TV Globo revelou imagens do ex-governador José Roberto Arruda recebendo uma sacola com R$ 50 mil das mãos de Durval Barbosa – ex-secretário de Relações Institucionais do DF e delator do esquema conhecido como mensalão do DEM. O vídeo foi gravado em 2006 e deu origem às investigações conhecidas como “Caixa de Pandora”.

    À época, Arruda informou que o dinheiro era uma doação para a compra de panetones que seriam doados à famílias carentes. O ex-governador chegou a apresentar quatro recibos, declarando o recebimento do dinheiro “para pequenas lembranças e nossa campanha de Natal”, de 2004 a 2007.

    De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Arruda forjou e imprimiu os quatro documentos no mesmo dia, na residência oficial de Águas Claras. Em seguida, os papéis foram rubricados por Durval Barbosa. A impressora foi apreendida pela Polícia Federal, em 2010, e uma perícia comprovou a fraude.

    Fonte: G1

  • Alexandre de Moraes determina ‘retorno imediato’ de Ibaneis Rocha ao cargo de governador do DF

    Alexandre de Moraes determina ‘retorno imediato’ de Ibaneis Rocha ao cargo de governador do DF

    Decisão foi assinada pelo ministro na tarde desta quarta-feira (15). Ibaneis estava afastado da função desde 9 de janeiro, por causa dos atos terroristas em Brasília

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o retorno imediato de Ibaneis Rocha (MDB) ao cargo de governador do Distrito Federal. A decisão foi assinada e publicada pelo magistrado na tarde desta quarta-feira (15).

    Ibaneis foi afastado da função no dia 9 de janeiro, por causa dos atos terroristas ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro. Inicialmente, Moraes determinou o afastamento por 90 dias. Nesta quarta, completam 66 dias da medida — nesse período, a vice-governadora, Celina Leão (PP), assumiu interinamente o GDF.

    Na decisão, o ministro diz que “tanto a defesa em sua petição quanto a Procuradoria-Geral da República, com base nas diligências já concluídas, tais como as conclusões do Relatório de Intervenção Federal e anexos, e diligências resultantes do cumprimento das medidas cautelares deferidas nestes autos, sustentam que – no presente momento – não permanecem presentes os requisitos para a manutenção da medida de suspensão do exercício da função pública de Governador do Distrito Federal”.

    “O momento atual da investigação – após a realização de diversas diligências e laudos – não mais revela a adequação e a necessidade da manutenção da medida, pois não se vislumbra, atualmente, risco de que o retorno à função pública do investigado IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR possa comprometer a presente investigação ou resultar na reiteração das infrações penais investigadas”, diz Alexandre de Moraes.

    De acordo com o magistrado, “os Relatórios de Análise da Polícia Judiciária relativos ao investigado não trazem indícios de que estaria buscando obstaculizar ou prejudicar os trabalhos investigativos, ou mesmo destruindo evidências, fato também ressaltado pela defesa e pela Procuradoria-Geral da República”.

    Afastamento

    Ministro Alexandre de Moraes – Foto: Divulgação

    O ministro Alexandre de Moraes determinou o afastamento de Ibaneis Rocha do cargo de governador, na madrugada do dia 9 de janeiro, por um prazo inicial de 90 dias. No domingo (8), as forças de segurança do DF não contiveram vândalos bolsonaristas que invadiram e depredaram o Congresso, o Palácio do Planalto e o prédio do STF.

    Moraes tomou a decisão no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos ao analisar um pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e da Advocacia-Geral da União. À época, o ministro disse que os atos terroristas do dia 8 de janeiro só podem ter tido a anuência do governo do DF, uma vez que os preparativos para a arruaça eram conhecidos.

  • Governo anuncia hoje novo Bolsa Família

    Governo anuncia hoje novo Bolsa Família

    Lula assina nesta quinta a MP do novo Bolsa Família; 700 mil famílias que estavam de fora passam a ser contempladas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar nesta quinta-feira (2) a medida provisória que institui o novo Bolsa Família. O evento da assinatura está marcado para 11h, no Palácio do Planalto.

    No início da manhã, Lula falou sobre a retomada do Bolsa Família, que chamou de “política completa de combate à desigualdade”.

    “Hoje [quinta] assino a medida que retoma o maior, mais sério e bem sucedido programa de combate à fome e miséria da história do Brasil”, afirmou o petista em uma rede social.

    De acordo com o governo, os valores do programa serão:

    • pelo menos R$ 600 por família
    • R$ 150 adicionais para cada criança de até 6 anos
    • R$ 50 adicionais para crianças com mais de 7 anos e jovens com menos de 18

    O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, informou que 700 mil famílias que têm direito ao benefício e estavam de fora do programa vão passar a ser contempladas.

    Elas vão ocupar o espaço deixando por beneficiários que vão sair do Bolsa Família, após o governo ter identificado que havia pagamentos para pessoas que não se encaixavam nos critérios.

    “Pessoas sem direito vão sair. Pessoas que têm direito e estavam passando fome vão entrar. Entrada de 700 mil famílias que tinham direito e não estavam [no programa]”, afirmou Dias.

    O ministro afirmou também que a partir do dia 20 começarão a ser feitos os pagamentos já de acordo com as novas regras do Bolsa Família.

    “Dia 20 de março nós teremos o pagamento, na abertura do calendario, do pagamento do Bolsa Família já com as novas regras”, completou.

    De acordo com Dias, a ideia do governo, ao fazer o desenho do novo Bolsa Família, é proporcionar pelo menos R$ 142 por pessoa em cada casa.

    “Esse valor, que é a renda basica, leva em conta o custo de alimentação, o custo daquilo que são necessidades básicas da pessoa humana no Brasil, no padrão brasileiro”, explicou o ministro.

    Dias disse ainda que o pagamento do Bolsa Família em 2023 terá impacto de menos de R$ 175 bilhões no Orçamento da União.

    Regras

    💲 Quem tem direito ao Bolsa Família? Para receber o benefício, o governo determina algumas regras.

    • A família precisa ter renda per capita (por pessoa) que seja classificada na condição de pobreza ou de extrema pobreza.
    • Também tem que estar com dados atualizados no Cadastro Único, base do governo com as pessoas em situação de vulnerabilidade.

    📚 Condicionantes: O governo afirmou que os beneficiários vão ter que arcar com contrapartidas, como:

    • manter crianças e adolescentes na escola;
    • fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
    • manter as carteiras de vacinação atualizadas.

    Desafio político

    O desenho do Bolsa Família vinha sendo acertado entre as equipes econômica e social do governo desde o início do ano.

    O desafio era equilibrar o pagamento mínimo de R$ 600 por família, promessa de campanha de Lula.

    Ao mesmo tempo, o governo queria conceder um valor proporcionalmente maior para famílias muito numerosas.

    Tudo isso deveria caber dentro do Orçamento previsto para o programa em 2023.

    Fonte: G1

  • Alexandre de Moraes autoriza devolução de celulares do governador afastado Ibaneis Rocha

    Alexandre de Moraes autoriza devolução de celulares do governador afastado Ibaneis Rocha

    Pedido havia sido feito pela Polícia Federal, que afirma que dados dos aparelhos já foram extraídos por investigadores. Decisão do ministro também inclui devolução dos celulares de outros três investigados

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a devolução dos celulares do governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), nesta quinta-feira (9). O pedido havia sido feito pelo delegado da Polícia Federal (PF) Raphael Soares Astini.

    De acordo com o documento enviado ao Supremo, os dados dos aparelhos já foram extraídos pelo Instituto Nacional Criminalístico da PF e “não mais interessam à presente investigação”, sobre os atos terroristas em Brasília no dia 8 de janeiro. Na decisão, Moraes também autoriza a devolução dos celulares de:

    • Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ouvido como testemunha pela Polícia Federal;
    • Fernando de Sousa Oliveira, ex-número 2 da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), investigado pelo MPDFT;
    • Marília Alencar, ex-subsecretária de Inteligência da SSP-DF.

    Investigação

    O governador Ibaneis Rocha é investigado no inquérito do Ministério Público Federal (MPF) que apura a conduta de autoridades de Estado que se omitiram durante a invasão das sedes dos 3 Poderes, no dia 8 de janeiro.

    Ibaneis está afastado do cargo por 90 dias após decisão do Supremo Tribunal Federal, inicialmente do ministro Alexandre de Moraes, que posteriormente foi mantida em colegiado, por 9 votos a 2. O chefe do executivo nega a omissão.

    “Não há nada que possa me ligar aos golpistas que atacaram os três Poderes. Eu sempre me comportei de modo colaborar com as investigações e mantenho minha postura”, postou Ibaneis, no dia 20 de janeiro.

    No mesmo dia, a casa e o escritório de advocacia do governador foram alvo de busca e apreensão, assim como o Palácio do Buriti, sede do governo em Brasília, e a residência do ex-secretário Fernando de Sousa Oliveira, também investigado pelo MPF.

    O pedido de buscas contra Ibaneis e Fernando Oliveira foi assinado pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos da PGR, e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal também participou da operação.

    O objetivo dos procuradores era recolher evidências que ajudem a esclarecer por que essas autoridades teriam deixado de tomar providências efetivas para evitar as ações de vandalismo.

    À época, a defesa de Ibaneis afirmou que as buscas serão “a prova definitiva da inocência” do governador afastado. Disse ainda que a decisão de busca é “inesperada”, e que Ibaneis sempre agiu de “maneira colaborativa” diante da investigação.

    Já a defesa do ex-secretário declarou que ele já havia entregue o telefone para a Polícia Federal e que o investigado “confia na Justiça” e que as investigações “apontam para sua inocência”.

    Fonte: G1

  • Joaquim Roriz Neto encaminha nota ao STF

    Joaquim Roriz Neto encaminha nota ao STF

    Documento roga ao ministro Alexandre de Moraes o retorno imediato de Ibaneis Rocha ao comando do Distrito Federal

    O deputado Distrital Joaquim Roriz Neto (PL) encaminhou, no início da noite desta quarta-feira (8), ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Morais, com a nota pedindo o retorno de Ibaneis Rocha (MDB) ao comando do Palácio do Buriti. O documento foi protocolado na terça-feira (7/02) e assinado por 17 parlamentares da base governista.

    O ofício foi enviado ao STF no dia em que os ataques às sedes dos Três Poderes completou um mês. Na mesma data, 8 de janeiro, Alexandre de Moraes determinou a intervenção na segurança pública da capital do país e, horas depois, já na madrugada do dia 9 de fevereiro, estabeleceu o afastamento de Ibaneis Rocha pelo prazo de 90 dias.

    Para Joaquim Roriz Neto, autor da nota, o afastamento já não é justificável, sendo fundamental o retorno do chefe do Executivo para que o DF volte a caminhar plenamente. “Conhecemos o relatório proferido pelo interventor federal, temos acompanhado as investigações e apurações realizadas pelo Supremo Tribunal Federal, Ministério Público Federal e Polícia Federal, nenhuma das conclusões já publicadas indicou qualquer fato que comprometesse o Chefe do Executivo Local.”

    O documento foi assinado pelos distritais Joaquim Roriz Neto, Martins Machado, Rogério Morro da Cruz, Doutora Jane, Daniel Donizet, Jorge Viana, Thiago Manzoni, Jaqueline Silva, Robério Negreiros, João Cardoso, Hermeto, Pepa, Iolando, Pastor Daniel de Castro, Eduardo Pedrosa e Roosevelt Vilela. Paula Belmonte e os parlamentares da oposição – Chico Vigilante (presidente da CPI), Gabriel Magno, Ricardo Vale, Fábio Félix, Max Maciel e Dayse Amarílio – ficaram de fora.