Categoria: Política

  • Intervenção federal na segurança pública do DF termina nesta terça-feira; veja mudanças

    Intervenção federal na segurança pública do DF termina nesta terça-feira; veja mudanças

    Governo do DF volta a ser responsável pelas forças de segurança, após ataques terroristas. Sandro Avelar, delegado da Polícia Federal, assume como secretário de Segurança Pública nesta quarta-feira (1º)

    A intervenção federal na Secretaria de Segurança Pública no Distrito Federal termina nesta terça-feira (31). O decreto que determinava a intervenção foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 8 de janeiro, após a invasão de bolsonaristas radicais aos prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF).

    Com o fim da intervenção, o governo do Distrito Federal volta a assumir o comando das forças de segurança no lugar do Executivo federal. Durante o período, a função ficou com o interventor Ricardo Cappelli, nomeado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.

    Ricardo Capeli – Foto: Reprodução TV

    Cappelli ficou responsável por coordenar parte das apurações sobre os ataques terroristas e foi o responsável por um relatório final que apontou falhas na coordenação da segurança pública local, que possibilitaram os atos.

    Em uma rede social, Cappelli se manifestou sobre o fim da intervenção. “Foram dias duros. Tive que tomar decisões importantes no calor dos acontecimentos. Fiz o meu melhor, espero ter acertado. Retorno ao MJSP com o sentimento de dever cumprido”, afirmou.

    Sandro Avelar – Foto: Agência Brasília

    Nesta quarta-feira (1º), Sandro Avelar, delegado da Polícia Federal, assume o cargo de secretário de Segurança Pública . Ele já ocupou o posto entre 2011 e 2014, durante a gestão do ex-governador Agnelo Queiroz (PT).

    No primeiro dia de trabalho, Sandro Avelar já deve garantir a segurança durante a cerimônia de posse no Congresso Nacional e a abertura do novo ano do Judiciário.

    Guarda Nacional

    Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que o governo deve apresentar, nos próximos dias, a proposta de criação de uma Guarda Nacional permanente para proteger prédios públicos federais em Brasília.

    O grupo também deve atuar em operações especiais em terra indígenas, área de fronteira, unidades de conservação e apoio à segurança dos estados.

    A proposta prevê que espaços sob jurisdição da União, como a Praça dos Três Poderes e as residências oficiais, passem a ser responsabilidade da Guarda Nacional.

    A criação da corporação seria um pedido do próprio presidente Lula, de acordo com Dino, e substituirá a Força Nacional de Segurança, criada em 2004, no primeiro mandato do petista.

    A previsão é que o ingresso na Guarda Nacional ocorra por meio de concurso próprio, declarou Flávio Dino. Atualmente, a Força Nacional recruta, de forma esporádica, agentes de diferentes polícias do país.

    Fonte: G1

  • Decidimos parar com a brincadeira: não vai ter mais garimpo, diz Lula

    Decidimos parar com a brincadeira: não vai ter mais garimpo, diz Lula

    O presidente Lula (PT) reafirmou hoje que seu governo tem como objetivo acabar com as ocupações ilegais de garimpeiros na terra yanomami. Em reunião com ministros nesta manhã, o presidente determinou agilidade para cortar os tráfegos aéreo e fluvial de garimpos ilegais em Roraima.

    O petista tratou de mecanismos de proteção à Amazônia em reunião com chanceler alemão, Olaf Scholz, e criticou duramente a gestão de Jair Bolsonaro (PL) nesta área —aceno retribuído pelo alemão. Com a vitória petista, a Alemanha já anunciou 203 milhões de euros (cerca de R$ 1,27 bilhão) para ações ambientais no Brasil.

    “Porque ele [Bolsonaro] é um dos culpados para que aquilo acontecesse. Ele que fazia propaganda que as pessoas tinham que invadir o garimpo, que podia jogar mercúrio. Está cheio de discurso dele falando isso. Então decidimos tomar uma decisão: parar com a brincadeira. Não terá mais garimpo. Se vai demorar um dia ou dois, eu não sei. Pode demorar um pouco, mas que nós vamos tirar, vamos.” Lula

    Os dois também trataram dos investimentos da Alemanha em mecanismos de proteção da floresta amazônica.

    Pela manhã, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que o governo brasileiro usará recursos do Fundo Amazônia para ajudar o povo yanomami. A afirmação foi feita após reunião dela com a ministra da Cooperação da Alemanha, Svenja Schulze.

    “Esses recursos do Fundo [Amazônia] que nós estamos trabalhando é para que haja um aporte de recursos rápido para as ações institucionais, sem prejuízo de comunidade no médio prazo.” Lula

    O Fundo foi criado em 2006, durante o primeiro governo Lula, como um fundo para que outros países pudessem contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa.

    Ações ambientais da Alemanha no Brasil em valores:

    *93 milhões de euros (R$ 516,5 milhões) para apoiar pequenos produtores no reflorestamento de áreas desmatadas;

    *35 milhões de euros (R$ 194,4 milhões) para o Fundo Amazônia;

    *31 milhões de euros (R$ 172,1 milhões) para Fundo Floresta, em projetos de proteção florestal e bioeconomia;

    *30 milhões de euros (R$ 166,6 milhões) para um programa de apoio a pequenas e médias empresas que invistam em medidas de aumento da eficiência energética;

    *9 milhões de euros (R$ 50 milhões) para pequenas e médias empresas cumprirem requisitos de revisão de cadeias de suprimentos para sustentabilidade e conformidade com os direitos humanos;

    *5 milhões de euros (R$ 27,7 milhões) para um projeto de consultor.

    Lula manda cortar tráfego aéreo e via rio por garimpeiros

    Nesta manhã, Lula determinou o corte dos tráfegos aéreo e fluvial de garimpos ilegais em terra yanomami. O objetivo do governo é iniciar um processo de remoção dos criminosos.

    Em reunião com sete ministros e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, Lula estabeleceu que as ações sejam feitas “no menor prazo”, “para estancar a mortandade e auxiliar as famílias yanomami”.

    Apenas pessoal autorizado pode ingressar na reserva indígena —isto é, a circulação de aviões e barcos por garimpeiros na área já era proibida e vinha sendo burlada.

    Fonte: UOL.com

  • Esposa de Anderson Torres é exonerada de cargo especial na CLDF

    Esposa de Anderson Torres é exonerada de cargo especial na CLDF

    Flávia Sampaio Torres foi nomeada para função comissionada em 2021 e recebia salário de R$ 10.779,27. Com decisão, esposa de ex-ministro retorna ao Banco do Brasil, onde é assistente operacional júnior

    A esposa do ex-ministro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres foi exonerada de um cargo especial no gabinete da liderança do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O ato foi publicado nesta segunda-feira (30) e assinado pelo presidente da Casa, o deputado Wellington Luiz (MDB).

    Com a decisão, Flávia Sampaio Torres retorna ao seu órgão de origem, o Banco do Brasil, onde exerce a função de assistente operacional júnior, com salário de R$ 4,2 mil. O marido, Anderson Torres, continua preso por suspeita de omissão nos atos terroristas cometidos em Brasília, em 8 de janeiro. Ele nega as acusações (veja mais abaixo).

    Flávia foi nomeada para o cargo especial em fevereiro de 2021 e ganhava um salário bruto de R$ 10.779,27. Na CLDF, o líder do governo é um deputado que trabalha como uma espécie de “embaixador do GDF”, defendendo os interesses do governo.

    Na época em que Flávia foi contratada, o líder do governo era o deputado Hermeto (MDB). Atualmente, a liderança é exercida pelo deputado Robério Negreiros (PSD), que manteve a esposa do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) no cargo.

    À época em que Anderson Torres foi exonerado do cargo de secretário de Segurança Pública do DF e preso pela Polícia Federal, Flávia estava de férias. “Estou montando a nova equipe e não tive a oportunidade de conhecê-la ainda”, disse o deputado Robério Negreiros à época.

    Nesta segunda, o distrital comentou sobre exoneração à TV Globo e disse que ela está relacionada ao número de servidores cedidos pelo governo federal.

    “Eu não iria exonerá-la neste momento. Mas eu fui surpreendido com a informação de que a servidora não poderia permanecer na cota de ressarcimento obrigatória, destinada à requisição de servidores efetivos de órgão federal, negada (por despacho) pelo atual deputado primeiro-secretário”, disse.

    Anderson Torres

    Vândalos invadem e depredam prédios do Congresso, STF e Planalto em Brasília — Foto: REUTERS/Adriano Machado

    Durante os atentados terroristas às sedes dos Três Poderes em Brasília, o então secretário de segurança e ex-ministro da Justiça Anderson Torres não estava no Brasil.

    Torres tinha viajado para Flórida, nos Estados Unidos. Segundo ele, “eram as férias há meses sonhadas pela família”.

    O secretário foi exonerado naquele mesmo domingo e voltou ao Brasil no dia 14 de janeiro. Ele embarcou sozinho, sem celular e escoltado por policiais americanos. Quando chegou, foi preso pela PF, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    O ex-ministro está preso no batalhão da Polícia Militar no Guará 2. Em depoimento à Polícia Federal, Anderson Torres permaneceu em silêncio. A defesa do ex-secretário alegou que não teve acesso aos inquéritos nos quais Torres é investigado e que ele “esclarecerá sob tudo que lhe for perguntado tão logo a defesa tenha acesso aos autos”.

    O ministro Alexandre de Moraes permitiu que a defesa de Torres tenha acesso às investigações e marcou um novo depoimento para esta quinta-feira (2).

    Fonte: G1

  • Sandro Avelar é anunciado como secretário de Segurança Pública

    Sandro Avelar é anunciado como secretário de Segurança Pública

    Em entrevista coletiva, a governadora em exercício Celina Leão confirmou o nome do novo gestor, que já foi secretário no DF entre 2011 e 2014

    A governadora em exercício Celina Leão anunciou, nesta quarta-feira (25), o delegado da Polícia Federal Sandro Avelar como novo secretário de Segurança Pública do DF. O nome de Avelar foi confirmado em coletiva, no Palácio do Buriti, e o novo secretário já participará da definição do plano de segurança traçado para o dia 1º de fevereiro – data da posse dos deputados federais e senadores, além do retorno das atividades do Judiciário.

    Avelar assume o posto no lugar de Anderson Torres, exonerado em 8 de janeiro deste ano, após os atos antidemocráticos e invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Desde então, foi decretado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, intervenção federal na segurança pública local, medida que dura até o próximo dia 31 de janeiro.

    O secretário participou da entrevista ao lado de Celina Leão, do interventor federal na segurança do DF, Ricardo Cappelli, e do chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. “Recebo o convite com muita honra e também como uma missão. Vou procurar contribuir com conhecimento que tenho da área, dentro do plano do Distrito Federal e do governo federal”, pontuou Avelar.

    A governadora em exercício observou que, desde o primeiro dia após os episódios de vandalismo, o GDF vem atuando com espírito de colaboração com o Governo Federal e o nome do novo gestor foi discutido em conjunto com o Planalto. “Foi um nome escolhido de forma tranquila e consensuada. Neste momento tão difícil da nossa democracia, precisávamos de um nome com alguns pré-requisitos e o Sandro [Avelar] é o nome indicado pelo governo”, diz. “Queremos trazer estabilidade para a nossa segurança pública”, emendou.

    Segundo Cappelli, a antecipação do anúncio do nome do secretário antes do fim do período da intervenção foi prontamente aceito pelo Executivo nacional. “Creio que já podemos iniciar o processo de transição da segurança pública com absoluta harmonia e cooperação porque o nosso desafio é restabelecer o equilíbrio e normalização nas forças de segurança aqui da capital”, destacou.

    Conforme lembrou Sandro Avelar, a confiança no trabalho das polícias e demais órgãos de segurança do DF é grande neste início de trabalho. “Temos um ‘material humano’ espetacular. Chego aqui com a tranquilidade de que a equipe que lá está é muito boa. Estarei junto com o secretário Cappelli para a elaboração deste planejamento para o dia 1º de fevereiro”, diz.

    Experiência na área

    Sandro Avelar – Foto: Agência Brasília

    Sandro Avelar volta à cadeira de secretário de Segurança Pública do DF, após ter comandado a pasta entre 2011 e 2014.

    Ele é delegado da Polícia Federal desde 1999. Na corporação, liderou o combate ao crime organizado na Superintendência local. Em 2021, durante o governo Bolsonaro, foi nomeado diretor executivo da PF – o número 2 da corporação.

    Avelar também foi presidente da Comissão Nacional de Segurança Pública dos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), do Ministério da Justiça.

  • Intervenção na Segurança do DF não será prorrogada, diz ministro

    Intervenção na Segurança do DF não será prorrogada, diz ministro

    Flávio Dino afirmou que intervenção cumpriu o seu papel

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou nesta quarta-feira (25) que a intervenção na Segurança Pública do Distrito Federal não será prorrogada.

    A intervenção está prevista para durar até o dia 31 de janeiro. No período, a União assume o comando da segurança pública no distrito no lugar do governo local.

    “Sim, a intervenção federal findará no dia 31 de janeiro porque não há mais causa constitucional para intervenção”, afirmou Dino. “Nós consideramos que a intervenção cumpriu o seu papel. Já inicia amanhã uma transição.”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou no domingo (8) intervenção federal na área de Segurança do Distrito Federal após terroristas bolsonaristas terroristas invadirem as sedes dos três poderes em Brasília.

    Foto: Reprodução TV

    O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública Ricardo Cappelli foi nomeado o interventor.

    Fonte: G1

  • Celular do governador afastado, Ibaneis Rocha, é entregue à PF

    Celular do governador afastado, Ibaneis Rocha, é entregue à PF

    Ibaneis foi alvo de operação da PGR na sexta-feira (20); ele é investigado no inquérito do Ministério Público Federal que apura conduta de autoridades durante ataques terroristas em Brasília. Político estava no Piauí e diz não ter ligação com golpistas que atacaram os Três Poderes

    A defesa do governador afastado do Distrito Federal disse, nesta segunda-feira (23), que o telefone celular de Ibaneis Rocha (MDB) foi entregue à Polícia Federal (PF) no início da tarde. Ibaneis foi alvo de uma operação da Procuradoria-Geral da República na última sexta-feira (20).

    O governador afastado e o ex-secretário executivo da Segurança Pública do DF Fernando de Souza Oliveira são investigados no inquérito do Ministério Público Federal que apura a conduta de autoridades de Estado que se omitiram durante a invasão dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro.

    Os investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão no Palácio do Buriti, na casa e no escritório de advocacia de Ibaneis, na residência de Oliveira e na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O governador afastado estava em uma fazenda, no Piauí, e voltou à capital neste domingo (22).

    O advogado de Ibaneis, Cleber Lopes, confirmou que o telefone celular do governador afastado foi entregue aos investigadores. Na sexta, as defesas de Ibaneis e do ex-secretário negaram qualquer envolvimento deles nos atos terroristas.

    “A defesa do Governador Ibaneis Rocha, em mais uma demonstração de boa fé, compareceu hoje à sede da PF em Brasília e entregou o telefone celular usado pelo chefe do Poder Executivo do DF, para que seja feita a perícia. A defesa ainda esclarece que disponibilizou a senha”, disse Cleber Lopes.

    Ricardo Cappelli, interventor federal na segurança pública do DF — Foto: Reprodução TV

    No domingo (8), após os atos terroristas em Brasília, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decretou intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal para manter a ordem pública. Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi nomeado interventor.

    Na madrugada do dia 9 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar o governador Ibaneis Rocha do cargo por 90 dias.

    Já no dia 11 de janeiro, por 9 votos a 2, o STF manteve o afastamento de Ibaneis, por 90 dias, em decorrência do vandalismo.

    Como funciona a intervenção:

    • A intervenção significa que a União assume as competências do DF na área de segurança pública;
    • Ação ocorreu pelo “grave comprometimento da ordem pública”;
    • Decreto vai vigorar até 31 de janeiro;
    • Os órgãos de segurança pública do Distrito Federal ficarão sob responsabilidade do secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Garcia Cappelli, nomeado interventor;
    • O interventor é subordinado ao presidente da República;
    • Não é uma intervenção militar, pois é decretada pelo presidente.

    Fonte: G1

  • Sandro Avelar, delegado da PF, deve ser anunciado como novo secretário de Segurança Pública do DF

    Sandro Avelar, delegado da PF, deve ser anunciado como novo secretário de Segurança Pública do DF

    O delegado deve responder ao convite ainda nesta terça-feira (24). Ele ocupou o cargo entre 2011 e 2014, durante o governo de Agnelo Queiroz (PT)

    O delegado da Polícia Federal, Sandro Avelar, deve ser anunciado como o novo secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Ele já ocupou o posto entre 2011 e 2014, durante o governo de Agnelo Queiroz (PT).

    A secretaria está sem titular desde o último dia 8 de janeiro, dia dos ataques terroristas ao Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto, quando o então secretário Anderson Torres foi exonerado do cargo.

    Avelar deve responder o convite nesta terça-feira (24). Ele se formou em Direito pela Universidade de Brasília e é delegado da Polícia Federal desde 1999.

    Na corporação, já exerceu os cargos de diretor do sistema penitenciário federal, no Ministério da Justiça, e liderou combate ao crime organizado na superintendência da PF no Distrito Federal.

    A intervenção federal na segurança pública do DF foi aprovada pelo Senado no dia 10 e a medida é válida até 31 de janeiro deste ano. No período, a União assume o comando da segurança pública no distrito no lugar do governo local.

    A polícia e o governo do estado, responsáveis pela segurança do DF, foram criticados pela atuação diante dos atos golpistas contra as sedes dos Três Poderes.

    Fonte: G1

  • Ibaneis Rocha vai entregar celular à PF na segunda-feira, diz defesa

    Ibaneis Rocha vai entregar celular à PF na segunda-feira, diz defesa

    Ibaneis foi alvo de operação da PGR na sexta-feira (20); ele é investigado no inquérito do Ministério Público Federal que apura conduta de autoridades durante ataques terroristas em Brasília. Político está no Piauí e diz não ter ligação com golpistas que atacaram os três Poderes

    A defesa do governador afastado do Distrito Federal disse neste sábado (21) que Ibaneis Rocha (MDB) irá entregar seu telefone celular à Polícia Federal na segunda-feira (23). Ibaneis foi alvo de uma operação da Procuradoria-Geral da República na sexta-feira (20).

    A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no Palácio do Buriti, na casa e no escritório de advocacia de Ibaneis. Segundo assessores, o governador afastado está em sua fazenda, no Piauí, e volta no domingo (22) para a capital federal.

    “O governador estava fora de Brasília por ocasião da busca em sua residência, mas faz questão de que o seu telefone seja periciado, pois, como já dito, ele não tem nada a esconder e é o maior interessado na plena apuração dos fatos”, diz o advogado Cleber Lopes.

    Na operação desta sexta-feira também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário executivo da Segurança Pública do DF Fernando de Souza Oliveira – um na casa dele e outro na secretaria.

    A ação ocorreu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), a partir de inquérito do Ministério Público Federal que apura a conduta de autoridades de Estado durante a invasão das sedes dos 3 Poderes, no dia 8 de janeiro.

    Oliveira respondia como secretário de Segurança à época, durante viagem de férias de Anderson Torres – ex-ministro de Justiça do governo Bolsonaro que havia sido nomeado por Ibaneis para comandar a Secretaria de Segurança do DF. Anderson Torres está preso em Brasília.

    Cerca de 1h30 antes dos atos de vandalismo promovidos por bolsonaristas terroristas, Fernando Oliveira mandou um áudio para Ibaneis sobre a movimentação na capital. Segundo ele, a “manifestação [era] totalmente pacífica”.

    As defesas de Ibaneis Rocha e de Fernando Oliveira negam qualquer envolvimento deles nos atos terroristas.

    Intervenção na Segurança Pública e afastamento do governador Ibaneis

    Ricardo Cappelli, interventor federal na segurança pública do DF — Foto: Reprodução TV

    No domingo (8), após os atos terroristas em Brasília, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal para manter a ordem pública. Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi nomeado interventor.

    Na madrugada de segunda-feira (9), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha do cargo por 90 dias.

    Foto: Divulgação

    Na quarta-feira (11), por 9 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve o afastamento de Ibaneis, por 90 dias, em decorrência do vandalismo.

    Como funciona a intervenção:

    • A intervenção significa que a União assume as competências do DF na área de segurança pública
    • Ação ocorreu pelo “grave comprometimento da ordem pública”
    • Decreto vai vigorar até 31 de janeiro
    • Os órgãos de segurança pública do Distrito Federal ficarão sob responsabilidade do secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Garcia Cappelli, nomeado interventor
    • O interventor é subordinado ao presidente da República
    • Não é uma intervenção militar, pois é decretada pelo presidente

    Fonte: G1

  • Polícia Federal: Ibaneis Rocha, e ex-secretário de segurança são alvo de busca e apreensão

    Polícia Federal: Ibaneis Rocha, e ex-secretário de segurança são alvo de busca e apreensão

    Dupla é investigada em inquérito do Ministério Público Federal que apura as condutas de autoridades públicas na invasão à sede dos 3 poderes, em 8 de janeiro, por apoiadores de Jair Bolsonaro. Ao todo, operação cumpre cinco mandados; defesa de Ibaneis diz que busca será ‘prova definitiva da inocência’ dele

    A Polícia Federal cumpre, na tarde desta sexta-feira (20), cinco mandados de busca e apreensão contra o governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha(MDB), e contra o ex-secretário executivo da Segurança Pública do DF Fernando de Souza Oliveira. A ação ocorre a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Os dois são investigados no inquérito do Ministério Público Federal que apura a conduta de autoridades de Estado que se omitiram durante a invasão das sedes dos 3 Poderes, no dia 8 de janeiro.

    A defesa de Ibaneis Rocha informou que as buscas serão “a prova definitiva da inocência” do governador afastado. Afirma ainda que a decisão de busca é “inesperada”, e que Ibaneis sempre agiu de “maneira colaborativa” diante da investigação.

    Já a defesa do ex-secretário diz que ele já havia entregue o telefone para a Polícia Federal e que o investigado “confia na Justiça” e que as investigações “apontam para sua inocência”.

    O pedido de buscas contra Ibaneis e Fernando Oliveira foi assinado pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos da PGR, e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal também participa da operação.

    O objetivo dos procuradores é recolher evidências que ajudem a esclarecer por que essas autoridades deixaram de tomar providências efetivas para evitar as ações de vandalismo. Os investigadores cumprem mandados no Palácio do Buriti, sede do governo em Brasília, no escritório de advocacia e na casa do governador e na Secretaria de Segurança Pública, além da residência do ex-secretário da pasta.

    Ibaneis Rocha permanecerá afastado por 90 dias do comando do governo do DF após decisão do STF, inicialmente do ministro Alexandre de Moraes, que posteriormente foi mantida em colegiado, por 9 votos a 2.

    Após o inicio da ação dos investigadores, a governadora em exercício, Celina Leão (PP), cancelou uma agenda pública. Ela iria ao encerramento de um projeto social na Estrutural.

    OAB diz que vai analisar operação

    A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que vai analisar o cumprimento do mandado de busca e apreensão feito no escritório de Ibaneis. De acordo com a instituição, há leis que estabelecem o modo que o procedimento deve ser feito nesse tipo de estabelecimento.

    “O Conselho Federal da OAB prestará todo o suporte à OAB-DF e atuará em conjunto no caso para assegurar o respeito às prerrogativas da profissão”, disse o texto.

    Além disso, a OAB informou que vai analisar os termos da operação e que vai “enfrentá-la”, caso sejam “constatadas violações de prerrogativas da advocacia”.

    Fonte: G1

  • Após polêmica, Rebeca Gusmão é exonerada do cargo de administradora do Parque da Cidade de Brasília

    Após polêmica, Rebeca Gusmão é exonerada do cargo de administradora do Parque da Cidade de Brasília

    Ex-nadadora brasiliense foi nomeada na última terça e exoneração foi publicada nesta sexta (20). Imagens dela em atos antidemocráticos de 7 de setembro vieram à tona após nomeação

    A ex-nadadora brasiliense Rebeca Gusmão foi exonerada do cargo de administradora do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, na capital federal, nesta sexta-feira (20). Ela havia sido nomeada para o posto na última terça (17).

    A exoneração foi feita pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Distrito Federal e publicada no Diário Oficial do DF (DODF). Quem assume o lugar de Rebeca Gusmão é Izaias Soares Pereira. O governo do DF não justificou o motivo da mudança.

    A exoneração ocorreu após uma polêmica envolvendo a participação de Rebeca nos atos antidemocráticos ocorridos no dia 7 de setembro, em Brasília.

    Na data, a ex-nadadora publicou em uma rede social uma imagem na qual aparece usando a bandeira do Brasil como manto. Ao fundo, é possível ver aviões da esquadrilha da fumaça, que apresentou-se na ocasião, além dos prédios ministeriais (veja imagem mais abaixo).

    Rebeca publicou imagem em rede social em que aparece de costas, utilizando a bandeira do Brasil como manto — Foto: Reprodução/Instagram

    Os atos do Dia da Independência ficaram marcados pela utilização da data como palco eleitoral do então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Além disso, manifestantes carregaram faixas antidemocráticas, com pedidos de destituição do Supremo Tribunal Federal (STF), o acionamento das Forças Armadas e a afirmação de que “não havia harmonia entre os poderes”.

    Em nota enviada para a reportagem antes da exoneração, a advogada Sara Rons, que representa Rebeca Gusmão, disse que ela é “totalmente contra qualquer ato violento e antidemocrático que tenha ocorrido em Brasília ou em qualquer estado do nosso país pós e pré-eleição”.

    Segundo a advogada, “Rebeca estava em campanha para deputada distrital, e participou do evento em comemoração a Proclamação da República de 7 de setembro de 2022, assim como faz desde pequena e tem muito orgulho por ter representado nosso país e levantar nossa bandeira no lugar mais alto do podium pelo mundo”.

    Doping

    Rebeca Gusmão acumulou vitórias, entre os anos 90 e 2000, e se tornou uma promessa da natação brasileira. No entanto, em 2008, acabou sendo banida do esporte pelo uso de doping, por uma decisão da Federação Internacional de Natação (Fina).

    A punição foi confirmada em 2009 pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), e a atleta ficou impedida de competir em qualquer modalidade olímpica. As quatro medalhas que Rebeca ganhou nos Jogos Pan-Americanos de 2007 foram cassadas e ela foi banida das competições de natação por toda a vida.

    O que é o Parque da Cidade

    Parque da Cidade em Brasília — Foto: Renato Araújo/GDF/Divulgação

    O Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek fica na área central de Brasília e é considerado um dos maiores da América Latina, com uma área de 420 hectares.

    O local possui churrasqueiras, quadras de esportes, parques infantis, praças, lagos, Centro Hípico, restaurantes e um Pavilhão de Exposições. Campeonatos, jogos, festivais e olímpiadas já foram disputados no espaço que também é palco para eventos culturais.

    Com projeto de Oscar Niemeyer, obra paisagística de Burle Marx e área urbanística desenvolvida por Lucio Costa, o parque ainda coleciona azulejos de Athos Bulcão. O acesso ao local pode ser feito durante as 24 horas do dia, ao longo de toda semana, de forma gratuita.

    Fonte: G1