Categoria: Meio Ambiente

  • Semana do Meio Ambiente promove atividades a partir desta segunda (3)

    Semana do Meio Ambiente promove atividades a partir desta segunda (3)

    Programação da Conexão Ambiental inclui palestras, workshops, exposições e atividades práticas para engajar e conscientizar a população

    Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal do Distrito Federal (Sema), juntamente com órgãos que compõem o sistema do meio ambiente, preparou um mês repleto de atividades para engajar a comunidade e promover práticas sustentáveis. Dentre as ações, destaca-se a Semana do Meio Ambiente, intitulada Conexão Ambiental, que será realizada a partir desta segunda-feira (3). A programação diversificada inclui palestras, workshops, exposições e atividades práticas – a maioria das iniciativas ocorrerá no Estacionamento 12 do Parque da Cidade e no Parque Ecológico de Águas Claras, com acesso gratuito ao público.

    O evento tem como objetivo sensibilizar e educar a população sobre a importância da conservação ambiental e da adoção de práticas sustentáveis. Entre os destaques da programação, estão a Unidade Móvel de Atendimento à Mulher, ações do programa Reciclotech, que fomenta o descarte correto de eletroeletrônicos, e a inauguração da Usina Pública de Energia Solar Fotovoltaica no Parque Ecológico de Águas Claras. Além disso, serão realizados encontros com ciclistas e caminhantes, exposições de produtos e serviços turísticos e atividades com a participação do Batalhão de Polícia Ambiental.

    Arte: Sema-DF

    O secretário do Meio Ambiente e Proteção Animal do DF, Gutemberg Gomes, destaca a importância do evento para a promoção da sustentabilidade e a preservação do cerrado. “A Conexão Ambiental marca a união de esforços entre órgãos do GDF, instituições e a sociedade civil. A colaboração de todos tem sido fundamental para alcançarmos nossos objetivos. De forma transversal, estamos fortalecendo políticas públicas e projetos que visam a conservação dos recursos naturais, a recuperação de ecossistemas degradados e a proteção da fauna e flora do Distrito Federal”, comenta Gutemberg.

    A programação terá, ainda, uma série de eventos voltados para a educação ambiental e a conscientização da população. Haverá palestras sobre mudanças climáticas, oficinas sobre técnicas de plantio e vacinação antirrábica para animais domésticos. Além disso, serão realizadas feiras de adoção responsável e demonstrações de adestramento de cães e gatos.

     

     

     

    No sábado (8), o bloco Bloco Eduardo e Mônica irá se apresentar. Já o encerramento da Semana do Meio Ambiente, no domingo (9), será marcado por um grande evento com a apresentação do relatório de mudas nativas do cerrado plantadas em 2023/2024 e a realização do Circuito Mountain Bike X Conexão Ambiental. As atividades incluem também palestras com a Novacap sobre a poda correta de árvores e apresentação da Orquestra Sinfônica de Brasília.

  • GDF inaugura primeira usina fotovoltaica pública no Dia Mundial do Meio Ambiente

    GDF inaugura primeira usina fotovoltaica pública no Dia Mundial do Meio Ambiente

    Com investimento de R$ 4,3 milhões, projeto pioneiro de energia limpa vai fortalecer a oferta de energia elétrica a prédios públicos do Distrito Federal; evento será realizado na próxima quarta (5), no Parque Ecológico de Águas Claras

    Na próxima quarta-feira (5), em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o GDF irá inaugurar a 1ª Usina Pública de Energia Solar Fotovoltaica do Distrito Federal, destinada a atender prédios do setor público. Este projeto inovador, que reflete o compromisso do GDF com a sustentabilidade, foi construído no Parque Ecológico de Águas Claras e vai fornecer energia elétrica a 80 prédios públicos do DF.

    A usina, que recebeu investimentos da ordem de R$ 4,3 milhões, conta com 1.310 placas fotovoltaicas, e é uma das principais entregas do projeto CITinova, uma parceria internacional entre o GDF e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), por meio da Sema-DF, com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente, sob a coordenação nacional do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI). Este empreendimento é um marco para a região e representa um passo significativo na promoção de energias renováveis e na redução de custos para os cofres públicos.

    Benefícios e impacto ambiental

    A usina irá gerar um total de 962,77 MW/h por ano, o que equivale a uma economia de aproximadamente R$ 1 milhão. Os prédios públicos que serão beneficiados incluem a sede da Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema-DF), 34 unidades de conservação geridas pelo Instituto Brasília Ambiental, todas as edificações do Jardim Zoológico e do Jardim Botânico de Brasília, além de dez unidades escolares da Secretaria de Educação (SEE), incluindo a Escola de Música de Brasília.

    Parcerias e futuro

    O secretário do Meio Ambiente e Proteção Animal do DF, Gutemberg Gomes, enfatizou a importância das parcerias internacionais para a viabilização do projeto. “Por meio de acordos com organismos internacionais, conseguimos recursos suficientes para a construção da primeira usina pública de geração de energia solar fotovoltaica de grande porte”, explicou.

    Foto: Divulgação/Sema-DF

    Genilson Duarte, subsecretário de Assuntos Estratégicos da Sema, frisou que os recursos gerados pela economia nas contas de energia poderão financiar novos projetos na área ambiental. “A inauguração da usina solar pública é relevante por vários fatores: além da economia gerada, contribuição ambiental e um arranjo interinstitucional para sua consecução, demonstra a preocupação do GDF em ser exemplo nas iniciativas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Cerrado. A transição energética é parte desse processo e o GDF vem atuando nessa frente”.

    A inauguração da usina não apenas simboliza um avanço tecnológico e sustentável para o Distrito Federal, mas também marca um compromisso contínuo com a preservação ambiental e a educação para a sustentabilidade.

    Serviço

    • Data: 5 de junho
    • Horário: 9h30
    • Local: Parque Ecológico de Águas Claras

  • Mais de 1,5 mil animais silvestres já foram resgatados em estradas do DF em 2024

    Mais de 1,5 mil animais silvestres já foram resgatados em estradas do DF em 2024

    Saiba como agir em caso de acidente ou avistamento nas rodovias. Parar de forma segura, sinalizar o local, não se aproximar do animal e acionar o Batalhão da Polícia Ambiental estão entre as principais ações para ajudar

    Com o ponto facultativo de Corpus Christi, muitos brasilienses se preparam para pegar a estrada em busca de destinos próximos. No entanto, o aumento do tráfego nas rodovias durante os dias de folga eleva o risco para a fauna silvestre, frequentemente avistada às margens das estradas. Só nos cinco primeiros meses de 2024, 1.501 resgates foram realizados pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) em vias que cruzam o DF.

    O número já supera todo o ano de 2023, quando 1.478 animais silvestres foram resgatados pelo BPMA – 328 deles estavam feridos. Desse total de feridos, 26 morreram e houve apenas um atropelamento. Apesar do aumento registrado em 2024, houve uma queda no número de mortes – apenas oito entre janeiro e maio.

    Entre as espécies registradas nas ocorrências estão 75 pássaros baianos, 191 saruês e 48 jiboias. O tenente Gutierre Morais, da divisão de logística do BPMA, destaca que a conscientização dos motoristas sobre a presença de fauna silvestre nas rodovias é essencial para reduzir os acidentes envolvendo esses animais. Além de preservar a vida selvagem, estas ações ajudam a manter a segurança nas estradas, evitando acidentes mais graves.

    Arte: Agência Brasília

    É preciso estar atento para evitar acidentes e proteger os animais. O militar explica que, ao ser acionada pelo 190, a polícia recolhe os dados e os repassa para o batalhão ambiental por meio do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Em seguida, os agentes do BPMA entram em contato com a pessoa que fez a denúncia em busca de mais informações, para ter certeza que o transporte será de um animal silvestre e não oferecerá risco de contaminação por cruzamento.

    “É necessária essa triagem porque às vezes não se trata de um animal silvestre ou o animal não está mais no local e é feito um deslocamento sem necessidade – o que influencia no número limitado de equipes e viaturas de transportes que temos atuando”, observa o tenente.

    O que fazer

    Caso aviste animais silvestres correndo risco de atropelamento, é crucial seguir os seguintes passos para evitar acidentes e salvar vidas:

    → Parar em local seguro: nunca pare o veículo no meio da estrada, procure um local seguro para estacionar;
    → Sinalizar o local: use triângulos, cones ou outros sinalizadores de trânsito para alertar os demais motoristas;
    → Não se aproxime do animal: animais feridos podem reagir de forma agressiva. Observe o animal de longe e repasse as informações aos socorristas;
    → Acione o batalhão: ligue no 190 para que a ocorrência seja gerada e o BPMA seja designado ao local. É importante informar a localização e a condição do animal, além dos dados pessoais como o telefone para que os policiais consigam mais detalhes em tempo real e se equipem de acordo com a necessidade do resgate;
    → Aguarde as instruções: siga as orientações dadas pelos militares até a chegada da equipe de resgate.

    Preservação da fauna

    Em um dos casos mais recentes, o BPMA resgatou um lobo-guará, uma das espécies mais emblemáticas do Cerrado. O animal estava em situação de risco e foi encaminhado para o Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre (HFAUS), onde recebeu os cuidados necessários. A unidade é a referência do Distrito Federal no tratamento de animais silvestres.

    O biólogo supervisor da unidade, Thiago Marques, ressalta os fatores que prejudicam a biodiversidade caso as pessoas tentem contato ou mesmo retirem os animais silvestres da natureza. “Você estaria retirando um possível reprodutor para manter a espécie viável, diminuindo a variabilidade genética e causando um dano irreversível”, afirma.

    Ele reforça também a questão das zoonoses, que podem ser transmitidas entre animais silvestres e domésticos, caso entrem em contato, e até mesmo entre humanos e animais. “A herpes, por exemplo, é uma doença controlável em humanos, mas para os primatas é letal. Zoonoses como sarna, cinomose, parvovirose e até raiva podem ser transmitidas também, então a melhor alternativa é sempre evitar o contato e procurar as autoridades responsáveis”, frisa o especialista.

  • Mutirão de faxina recolhe cerca de 45 toneladas de resíduos no Plano Piloto

    Mutirão de faxina recolhe cerca de 45 toneladas de resíduos no Plano Piloto

    Equipes da administração regional também limparam passeios e estacionamentos nesta terça-feira (28); trabalho continua nesta quarta (29)

    Devido ao feriado de Corpus Christi comemorado na quinta-feira (30) e ao ponto facultativo desta sexta (31), equipes da administração do Plano Piloto estão realizando um mutirão de limpeza e faxina na região central da capital e na Vila Telebrasília. Cerca de 45 toneladas de resíduos – entre lixo, móveis, eletrodomésticos velhos e entulhos – foram recolhidas das asa Sul e Norte, além da Vila Telebrasília, nesta terça-feira (28).

    A ação conta com o trabalho de aproximadamente 60 reeducandos, que estão realizando serviços como recolhimento de galhos, capina, retirada de mato das calçadas e limpeza de passeios e estacionamentos. A operação continuará nesta quarta (29).

  • GDF investe em ações conjuntas para evitar incêndios na época da seca

    GDF investe em ações conjuntas para evitar incêndios na época da seca

    Em 2023, a área destruída pelo fogo no DF diminuiu 70% em comparação com o ano anterior, um reflexo da eficácia das ações implantadas pelos órgãos ambientais e forças de segurança

    A temporada de seca no Distrito Federal está batendo à porta e, durante o período, também começam os alertas para incêndios, risco constante nesta época do ano. Com objetivo de proteger a biodiversidade e evitar os danos causados pelas queimadas, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem implementado uma série de medidas preventivas e de conscientização.

    Desde o início do ano, a Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Ambiental (Sema-DF) investe em prevenção, com a contratação de 150 brigadistas; em educação ambiental, com ações junto à comunidade; e em capacitação para os servidores que atuam no setor.

    De acordo com a pasta, em 2023, a área destruída pelo fogo no DF diminuiu 70% em comparação com o ano anterior. O secretário Gutemberg Gomes destaca as ações do governo e o papel da população nas ações de combate às queimadas como medidas que contribuíram com a redução do índice.

    “As blitze educativas são fundamentais para aumentar a conscientização ambiental e promover um impacto positivo duradouro na prevenção dos incêndios florestais. É uma oportunidade para ensinar e aprender, fortalecendo a nossa comunidade na luta contra essas queimadas desastrosas”, afirma Gomes.

    De acordo com o Instituto Brasília Ambiental, no ano passado, 54 das 86 unidades de conservação e parques administrados pelo instituto tiveram registros de incêndio. No entanto, somente 4,5% da área total desses locais foram queimados, um reflexo da agilidade e eficiência das ações da brigada ambiental do órgão.

    Em 2024, 38 ocorrências de incêndios foram registradas até este mês de maio. Ao todo, 124 hectares foram destruídos. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, defende que um serviço adequado de combate à devastação causada pelo fogo também passa pela valorização dos profissionais na linha de frente.

    “Os brigadistas florestais são essenciais para nos prepararmos para esse momento crítico. Eles contribuem por meio das práticas de aceiros, coroamento, roçagem, reforço nas práticas de educação ambiental, entre outras atividades. Ano passado conseguimos diminuir em 70% as queimadas devido ao nosso esforço de contratação antecipada. Acredito que neste ano teremos ainda mais sucesso”, destaca Nemer.

    Papel de todos

    A população também tem um papel fundamental a partir de cuidados simples, porém decisivos, quando se trata de incêndios florestais. Em meio às condições climáticas desfavoráveis, é importante que cada morador esteja atento aos impactos negativos das queimadas.

    Arte: Agência Brasília

    Outra frente de esforços do governo em prol de um objetivo comum, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) realiza, desde o último mês de abril, rondas em áreas de preservação e ações de capacitação para comunidades rurais, para que os próprios moradores contribuam com o combate a pequenos focos de incêndio.

    Ao todo, a capacitação atingiu 150 pessoas de diversas propriedades no Distrito Federal, em regiões como Planaltina, Sobradinho, Brazlândia, Gama e Jardim Botânico. Nos próximos meses, em junho e julho, 50 novos combatentes florestais passarão por um curso de especialização para atuar nas próximas temporadas.

    “Existe a possibilidade de aumento do número de queimadas neste ano e assim, consequentemente, o aumento também do número de chamadas ao Corpo de Bombeiros. É de suma importância que a população nos apoie tendo a consciência de não realizar queimadas sem o devido apoio do CBMDF, não colocando em risco nossa fauna e flora, nossas vidas e nossos bens patrimoniais”, reforça o coronel Sandro Gomes, Comandante-Geral do CBMDF.

  • Estudantes participam de blitz educativa para prevenção de incêndios florestais

    Estudantes participam de blitz educativa para prevenção de incêndios florestais

    Objetivo do evento era aumentar a conscientização sobre os riscos e proibições das queimadas

    A entrada da Vila Basevi, em Sobradinho, na DF-001, foi palco da 2ª Blitz Educativa de Prevenção dos Incêndios Florestais, realizada na manhã desta sexta-feira (24). O evento, que aconteceu das 8h às 12h, contou com a presença de vários órgãos ambientais e autoridades locais, além de 30 estudantes da Escola Professor Carlos Mota.

    O secretário do Meio Ambiente e Proteção Animal, Gutemberg Gomes, enfatizou a relevância da ação. “A realização dessas blitzes educativas é crucial para sensibilizar a comunidade sobre a prevenção de incêndios florestais. Este evento não só informa, mas também mobiliza a sociedade em prol da preservação ambiental. É uma ação educativa que promove a responsabilidade e o cuidado com o meio ambiente”, afirmou.

    Os veículos que passaram pelo local foram abordados pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER-DF), e equipes alertaram motoristas e passageiros sobre os perigos e a proibição da queima de lixo e restos de poda, principais causas de incêndios florestais na região. No total, foram realizadas 400 abordagens durante a blitz.

    Antônio de Carvalho, um dos motoristas abordados, elogiou a iniciativa: “É importante que todos entendam os riscos das queimadas e como podemos prevenir. A presença dos estudantes nos sensibiliza e faz com que a mensagem seja ainda mais clara. Ver a juventude engajada em questões ambientais me dá esperança de que estamos caminhando para um futuro mais consciente e responsável. Além disso, as informações que recebemos aqui são muito valiosas e necessárias para a segurança de todos”, elogiou.

    A participação infantil ajuda na conscientização de adultos

    Essa ação conjunta tem como objetivo educar a população sobre as responsabilidades ambientais e reduzir significativamente os focos de incêndio, especialmente nas proximidades do Parque Nacional de Brasília. A participação dos alunos foi essencial, pois, além de aumentar a receptividade do público, promoveu a conscientização dos jovens, que são incentivados a disseminar o conhecimento adquirido nas famílias e comunidades.

    “Estamos na segunda blitz do ano, sempre envolvendo os estudantes nas abordagens aos motoristas. Além da participação dos agentes ambientais que lidam diretamente com o combate ao fogo”, destacou Carolina Schubart, coordenadora técnica do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF).

    A blitz faz parte de uma série de ações planejadas para os próximos meses, com eventos semelhantes programados para ocorrer até julho.

  • Distrito Federal se prepara para a temporada colorida dos ipês

    Distrito Federal se prepara para a temporada colorida dos ipês

    Expectativa é de que espécies espalhadas por toda a capital comecem a enfeitar a cidade com as cores que se tornaram símbolo de Brasília

    Brasília se prepara para a época mais bonita do ano. Nos próximos dias começa a floração dos ipês, que se tornou um dos grandes símbolos da nossa cidade. As árvores roxas devem ser as primeiras a colorir a capital, no início de junho. A cada ano, o número da espécie aumenta e, atualmente, está em torno de 270 mil em todo o Distrito Federal.

    Entre junho e agosto, florescem os ipês-roxos. De julho a setembro, é a vez dos amarelos e, entre agosto e setembro, entram em cena o rosa e o branco. A mistura de cores tão característica do Quadradinho deixa a cidade ainda mais bonita e charmosa nesse período de seca que se inicia.

    O plantio e o cuidado ficam a cargo da Novacap. Somente neste ano, das 100 mil árvores que serão plantadas, 40 mil são ipês. A meta é chegar a 1 milhão de árvores da espécie em todo o DF, o que requer uma série de cuidados, como o plantio durante a época de chuva – entre outubro e março -, que permite que as árvores atravessem a estiagem sem irrigação, e o acompanhamento mensal de equipes da Novacap para impedir a propagação de pragas.

    “Brasília virou uma floresta urbana”, afirma o diretor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Oliveira. “A gente trabalha com todo tipo de espécie. Assim, temos árvores floridas e com frutos o ano todo, que também contribuem com a fauna presente.”

    Os ipês podem chegar a 15 metros de altura e vivem até 50 anos

    O manejo correto, que inclui espaçamento e combinação com outros tipos de plantas e árvores, é essencial para garantir a sobrevivência e perpetuação dos ipês. “Se plantarmos apenas uma espécie, pode haver desequilíbrio e prejudicar o crescimento e sobrevivência das plantas”, explica o diretor.

    O ipê é nativo do Cerrado, mas está presente em todas as regiões do país. As árvores podem chegar a 15 metros de altura e vivem até 50 anos. Elas se dão bem em qualquer clima e altitude, fatores que influenciam em períodos diferentes de floração de acordo com a região.

    Aqui, as primeiras árvores foram plantadas na W3, poucos anos depois da inauguração de Brasília, e hoje estão presentes em todas as regiões administrativas.

    Porém, o diretor alerta que apesar de todo o carinho da população pelos ipês, qualquer plantio em área pública só pode ser feito pela Novacap. Em caso de dúvidas, basta entrar em contato pelo telefone 162.

     

     

  • Parque de Águas Claras ganha novas quadras e brinquedos adaptados

    Parque de Águas Claras ganha novas quadras e brinquedos adaptados

    Inauguração será realizada neste domingo (19), a partir das 10h

    O Instituto Brasília Ambiental vai inaugurar duas quadras poliesportivas e um parquinho infantil acessível no Parque Ecológico Águas Claras. O evento será realizado neste domingo (19), a partir das 10h. As obras beneficiam a comunidade, levando mais conforto para o lazer e a prática de esportes.

    Na ocasião, serão entregues duas quadras poliesportivas que passaram por renovação no piso, troca dos alambrados e dos mobiliários urbanos (suportes para voleibol, traves de gol e tabelas de basquete), além de novas calçadas ao redor. Também foi construído um parquinho infantil, próximo à guarita, com brinquedos adaptados e piso ecológico.

  • Parque Urbano do Setor O, em Ceilândia, é oficialmente criado

    Parque Urbano do Setor O, em Ceilândia, é oficialmente criado

    Decreto publicado nesta quarta-feira (15) no Diário Oficial do Distrito Federal também aprova o Plano de Uso e Ocupação do local

    Depois de 29 anos de espera, uma boa notícia para os moradores de Ceilândia. O governador Ibaneis Rocha assinou o Decreto n° 45.796, que cria oficialmente o Parque Urbano do Setor O, aprova o Plano de Uso e Ocupação do local e autoriza o cancelamento do registro do parcelamento dos lotes que interferem em sua poligonal. A norma foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (15).

    Na prática, o decreto estabelece o perímetro da poligonal e os usos permitidos. Dessa forma, é possível regularizar o espaço público onde o parque está inserido, para que seja melhor utilizado pela população. Com a medida, é possível garantir mais qualidade de vida aos frequentadores, que terão um ambiente mais estruturado e com melhor aproveitamento.

    “Esse espaço aprovado no Plano de Uso e Ocupação é o que a população reconhece como o Parque Urbano do Setor O. Depois do decreto aprovado, será possível desenvolver os projetos de paisagismo para implantação do parque”, explica a subsecretária interina de Desenvolvimento das Cidades da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF), Letícia Luzardo.

    Elaborado pela Administração Regional de Ceilândia, o plano pretende agregar valor ao local com uma utilização mais diversificada e abrangente, admitindo atividades institucionais, comerciais, de serviços e coletivas (cultura, esporte e lazer). De acordo com a Administração, os próximos passos serão as manutenções emergenciais, como a recuperação do alambrado que cerca o local e dos equipamentos já existentes.

    “A expectativa é muito grande quanto aos próximos passos para que o Parque Urbano do Setor O saia do papel. Assinado o decreto de criação, iniciará a fase de elaboração dos projetos arquitetônicos das edificações que serão feitas”, informou o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende. “Paralelamente, pode-se começar o cercamento e a implementação de equipamentos que já possuem projeto, como, por exemplo, o campo de grama sintética e os pontos de encontro comunitário (PECs)”, ressaltou.

    Arte: Administração Regional de Ceilândia

    Setorização

    O Plano de Uso e Ocupação estabelece uma área total de 103.252,072 m² para o parque, dividindo o local em três zonas diferentes. Na Zona A são previstos novos equipamentos públicos e mobiliários voltados ao esporte e lazer, como academia de ginástica, pista de skate, playground, quadra poliesportiva coberta, campo de futebol, banheiros, vestiários, duchas, bebedouros, parcão, mesas, bancos, lixeiras, estacionamento, quiosque, guarita e pergolados (estruturas para fazer sombra).

    A Zona B é uma área de ligação entre a Zona A e a Zona C, que terá melhorias no calçamento com mais acessibilidade, rotas de ciclovias complementares e circuitos. Já a Zona C receberá a sede da Administração do Parque, um ponto de apoio da Polícia Militar, anfiteatro, quadra de areia, paraciclos, depósito, mais banheiros e vestiários, entre outros.

    Também estão previstas adequações nas linhas de ônibus, na drenagem e na sinalização de trânsito, além do plantio de 34 espécies de árvores nativas do cerrado, como ipês e jatobás, para promover a diversidade ambiental e garantir o sombreamento das pistas de cooper e ciclovias já existentes. O parque ainda terá um horário de funcionamento e serviços de segurança, manutenção e conservação.

    O plano foi aprovado de forma unânime pelo Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan), em votação realizada em abril.

  • Mais de 2 mil árvores já foram plantadas para substituir antigos pinheiros do Parque da Cidade

    Mais de 2 mil árvores já foram plantadas para substituir antigos pinheiros do Parque da Cidade

    A Novacap finalizou o plantio das novas mudas de 65 espécies nativas do Cerrado no local, entre elas ipês, pequizeiros e pitangueiras

    Uma nova paisagem já está em crescimento no Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. O lugar, antes ocupado pelos pinheiros retirados por questões de segurança, agora é um berçário repleto de novas mudas nativas do Cerrado brasiliense. São 2 mil mudas de 65 espécies nativas que mudarão a paisagem do local quando crescerem, seguindo o plano original de paisagismo do parque elaborado por Roberto Burle Marx.

    São 2 mil mudas de 65 espécies nativas que mudarão a paisagem do local quando crescerem | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    O Governo do Distrito Federal (GDF) finalizou o plantio das novas árvores em março. De acordo com o chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Oliveira, mesmo que demore alguns anos para que as árvores cresçam e deem sombra, o crescimento das mudas está dentro da expectativa e elas estão sendo monitoradas constantemente.

    “O crescimento dessas espécies não é tão acelerado como seria um bosque de pinos, mas estamos fazendo um tratamento diferenciado para que em cinco anos já tenham espécies que promovam um sombreamento e a população consiga usufruir”, destaca o gestor. Ele estipula que a plenitude das árvores será alcançada em torno de dez anos.

    Segundo o responsável pelo replantio do bosque, as equipes fazem o acompanhamento de combate de pragas e formigas semanalmente, além da manutenção da área limpa, controle da vegetação, irrigação, manejo e adubações periódicas para que haja um crescimento acelerado.

    Durante um passeio de bicicleta próximo ao Estacionamento 4 do Parque da Cidade, onde é possível ver as novas mudas, o programador Guilherme Neves Souza, 29, disse ter boas expectativas sobre a nova paisagem. “Eu estou bem animado com o que pode vir a ser, porque aqui é um lugar muito típico de Brasília. Eu acho que é importante essa renovação, porque os pinheiros não eram nativos daqui. Voltar a ter esse espaço lembra o que a gente realmente é aqui, essa área que é o Cerrado mesmo, uma minissavana muito bonita”, acentua.

    Sem risco de queda

    Dentre as 65 diferentes espécies plantadas estão 100 copaíbas, 25 louros pardos, 25 aroeiras vermelhas, 18 mudas de pau- brasil, dez tamarindeiros, seis pequizeiros, 30 pitangueiras, 296 palmeiras e mais de 800 ipês – sendo eles roxos, brancos e de diferentes tipos de amarelo.

    Os ipês são as árvores favoritas do aposentado Sergio Neves, 73, que diz já ter plantado quatro na região. Para ele, a espera pelo crescimento das árvores faz parte do processo de arborização. “Eu estou aguardando a floração dos que eu plantei há sete anos já, então essa esfera aqui não me traz nenhuma preocupação, é assim mesmo”. Sergio, que costuma correr no parque e sempre passa pela área onde as novas mudas foram plantadas, descreve a providência tomada na região como necessária para a segurança da população.

    O bosque já foi 100% replantado, com a retirada dos tocos está em 80%. Raimundo frisa a importância do trabalho de remoção dos pinheiros e a troca pelas novas árvores plantadas, que podem chegar até três metros e possuem baixos índices de queda.

    “Além da redução de risco das quedas de árvores que tinham mais de 20 metros de altura, hoje devolvemos para a área espécies adequadas do cerrado com um comportamento ideal para o clima de Brasília. Nossa intenção é que o bosque contemple o projeto inicial do parque”, observa o representante da Novacap.

    O administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno, reforça que o parque não receberá nenhum evento de grande porte na área renovada até que as mudas tomem corpo, uma decisão tomada para não atrapalhar o desenvolvimento da nova vegetação. “Agora vamos ter de fato árvores nativas que vão trazer mais segurança para os nossos frequentadores”, afirma.