Categoria: Meio Ambiente

  • Papa-lixos e papa-entulhos já recolheram mais de 10,4 toneladas de resíduos este ano

    Papa-lixos e papa-entulhos já recolheram mais de 10,4 toneladas de resíduos este ano

    Quase 650 equipamentos de coleta estão distribuídos pelas regiões administrativas à disposição dos cidadãos

    O Distrito Federal tem 622 papa-lixos e 23 papa-entulhos à disposição da população. Geridos pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU), os equipamentos são para facilitar o descarte correto dos resíduos, contribuindo com a preservação do meio ambiente e com a limpeza das cidades. Entre janeiro e março deste ano, foram coletadas 10.425 toneladas de resíduos nos papa-lixos e papa-entulhos, enquanto em 2023 o total coletado chegou a 31.029,56 toneladas.

    A subdiretora de Gestão e Limpeza Urbana do SLU, Andreia Almeida, destaca que o cidadão deve usar os espaços da forma adequada, respeitando os tipos de resíduos que podem ser encaminhados para cada local. “A gestão de resíduos sólidos é compartilhada e é responsabilidade de todo mundo, do poder público e do cidadão. Faça a separação dos resíduos e coloque nos dias e horários corretos. Utilize os equipamentos conforme orientação. Não adianta o SLU colocar todos esses equipamentos nas ruas se o cidadão não fizer a sua parte também”, salienta.

    Presente em todas as regiões administrativas, o SLU também contabiliza o total de resíduos recolhidos em coleta seletiva e coleta convencional. A primeira alcançou a marca de 53 mil toneladas recolhidas em 2023 e 12.360 toneladas em 2024. Na coleta convencional, houve o recolhimento de 710.679,23 mil toneladas de lixo em 2023 e 187.572 toneladas entre janeiro e março de 2024.

    Papa-lixos

    Os papa-lixos são contêineres semienterrados preparados para receber resíduos da coleta convencional, ou seja, tudo aquilo que não serve para reciclagem ou reúso, como fraldas usadas, rejeitos de banheiro e restos orgânicos. A outra parte dos resíduos deve ser direcionada à coleta seletiva, como papel, plástico e papelão, que ocorre conforme calendário e horários estabelecidos pelo SLU. Confira aqui.

    O Governo do Distrito Federal (GDF) entregou 521 equipamentos do tipo desde 2019, mais de 83% do total existente. Os novos papa-lixos custaram em média R$ 50 mil e são feitos em material antichamas, a fim de evitar acidentes e coibir vandalismo.

    Os resíduos devem estar ensacados e ser depositados dentro dos equipamentos. Cada um tem capacidade para cerca de 5 metros cúbicos de resíduos. “Temos um problema muito sério com gente que arremessa o lixo para a parte externa do papa-lixo ou simplesmente coloca do lado. O certo é abrir a tampa e jogar os sacos. O papa-lixo é espaçoso e serve para isso”, alerta Andreia. A coleta dos resíduos é feita diariamente por meio de içamento, sem que haja contato de um funcionário com o material descartado.

    É possível encontrar o papa-lixo mais próximo de casa neste site, desenvolvido pelo SLU. Basta inserir o endereço na barra de pesquisa textual e prosseguir com a pesquisa; ou inserir a localização diretamente no mapa, arrastando o cursor com o botão esquerdo do mouse pressionado.

    Papa-entulhos

    Já em relação aos papa-entulhos, dos 23 em funcionamento, 14 foram inaugurados a partir de 2019. Também conhecidos como Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), os espaços estão localizados em 15 regiões administrativas: Águas Claras, Asa Sul, Brazlândia (2), Ceilândia (3), Gama (2), Guará (2), Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Santa Maria (2), São Sebastião (2), Sobradinho (2), Sobradinho II, Taguatinga e Samambaia.

    Segundo a subdiretora, a ideia é construir mais 20 espaços para facilitar ainda mais o descarte adequado de entulhos e restos de obras. “Trabalhamos com grupos de cinco. Então, para os próximos cinco novos equipamentos, já temos o estudo do local, que mostra a necessidade do papa-entulho para a preservação da cidade, e a autorização dos órgãos competentes”, explica.

    Os novos papa-lixos custaram em média R$ 50 mil e são feitos em material antichamas, a fim de evitar acidentes e coibir vandalismo

    Os papa-entulhos funcionam de segunda a sábado, das 7h às 18h, e recebem até um metro cúbico por descarga. São eles o destino adequado para restos de obra, móveis velhos e outros volumosos (exceto eletrônicos), restos de poda, material reciclável e óleo de cozinha usado (acondicionado em garrafas plásticas).

    Não é permitida a entrada de cargas de resíduos em caminhões e não são recebidos resíduos de serviços de saúde, lixo eletrônico, orgânico e industrial. Caso a produção de resíduos supere o limite diário, o descarte deve ser, obrigatoriamente, feito por uma empresa credenciada pelo SLU.

    “Fez uma obra pequena e não quer contratar uma caçamba? Você pode descartar os restos no papa-entulho”, enfatiza. “Se for uma obra maior, orientamos que a pessoa entre no site do SLU e veja as empresas cadastradas que fazem o descarte correto e emitem o CTR, que é o controle de transporte de resíduos e significa que a empresa pegou o resíduo e descartou no lugar correto, sem prejuízo ao meio-ambiente”.

    Os entulhos, galhadas e volumosos inservíveis são encaminhados para a Unidade de Recebimento de Entulho (URE). Os recicláveis são destinados a associações de catadores e os móveis que ainda possam ser utilizados são doados para entidades assistenciais cadastradas.

    Para checar onde fica o papa-entulho mais próximo, acesse esse site.

    Cidade mais limpa

    No Setor Comercial Sul (SCS), os novos papa-lixos foram entregues em dezembro de 2023, junto à reforma das quadras 3, 4 e 5. Desde então, as estruturas são usadas diariamente pelo comerciante Sidney Martins, 52 anos, que mantém uma pastelaria na região há mais de três décadas.

    “Todo dia tem lixo para jogar fora. Antes, a gente colocava os sacos na rua para que os caminhões buscassem, mas os lixos acabavam formando montanhas, causando mau cheiro e até o aparecimento de ratos”, lembra. Agora, os resíduos ficam isolados, longe do trânsito de pedestres. “No fim do dia, algum funcionário joga os restos de comida lá e pronto, tudo no lugar certo. Ficou muito mais agradável aqui, é outra vida”, completa Sidney.

    Quem também faz uso dos papa-lixos é o comerciante Carlos Henrique Rodrigues, 39. Há sete anos comandando uma tabacaria, ele conta que faz a separação dos resíduos: o lixo seco fica na porta do estabelecimento, para ser buscado pelos garis, e o orgânico vai para o papa-lixo.

    “Foi uma das melhores coisas que fizeram aqui. Diminuiu a proliferação de ratos e tirou os sacos de lixo com restos de comida na rua. Esses eram rasgados por cachorros e até pelos ratos”, relata Carlos. “O setor ficou mais organizado, só as coisas recicláveis ficaram expostas, como papelão e plástico”.

     

  • Parque Olhos d’Água fecha nesta segunda (25) para manutenção

    Parque Olhos d’Água fecha nesta segunda (25) para manutenção

    A unidade passará por serviços de manutenção e roçagem e voltará a funcionar na terça-feira

    O Parque Ecológico Olhos d’Água, localizado na Entrequadra 413/414 Norte, está fechado nesta segunda-feira (25). Segundo o Instituto Brasília Ambiental, a unidade passará por serviços de manutenção e roçagem.

    O público poderá voltar ao parque na terça-feira (26). O portão principal fica aberto das 5h30 às 20h, enquanto o acesso pelos portões laterais é permitido das 6h às 18h.

    Preservação

    O Parque Ecológico Olhos D’Água abriga imensa biodiversidade, incluindo peixes, aves, anfíbios, répteis, invertebrados e pequenos mamíferos, além da rica e bela flora. No local encontra-se, ainda, a Lagoa do Sapo, abastecida por diversas nascentes. Esta unidade oferece aos visitantes trilhas bem calçadas, relógio do sol e áreas para contemplação, além de servir de palco para diversas atividades culturais, encontros de yoga, tai chi chuan ou meditação.

  • Mamíferos raros são vistos no DF por meio de câmeras de monitoramento

    Mamíferos raros são vistos no DF por meio de câmeras de monitoramento

    Programa do Brasília Ambiental prevê a instalação de equipamentos em pontos estratégicos nas unidades de conservação para traçar um panorama completo da fauna da capital

    O flagrante de uma onça-pintada em pleno cerrado brasiliense deixou os biólogos do Instituto Brasília Ambiental surpresos. Isso porque a espécie, considerada ameaçada de extinção pelas autoridades, não era vista no Quadradinho há aproximadamente 30 anos. O registro foi possível graças ao Programa de Monitoramento de Médios e Grandes Mamíferos do Brasília Ambiental, instituído em 2014.

    Desde então, a iniciativa acompanha a fauna na Estação Ecológica Águas Emendadas (Esecae). Atualmente, o local conta com 12 câmeras de monitoramento, chamadas de câmeras trap. Mas a expectativa é expandir e conhecer quais são as espécies existentes em outras unidades de conservação. Para isso, o instituto vai adquirir mais 15 equipamentos fotográficos a serem instalados no Parque Ecológico dos Pequizeiros, em Planaltina, e na Área de Proteção Ambiental de Cafuringa, na região do Lago Oeste.

    O monitoramento será ampliado graças à parceria recentemente firmada entre o Governo do Distrito Federal e a Organização da Sociedade Civil (OSC) Jaguaracambé. A OSC é especializada em conservação da biodiversidade do Cerrado e visa o intercâmbio científico, didático, educacional e cultural relativos a projetos de pesquisa de animais encontrados nas unidades de conservação no DF e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride).

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    Por meio do monitoramento, a equipe técnica, composta por pesquisadores, zootecnistas, biólogos e veterinários, pode traçar políticas públicas eficientes de proteção das espécies da fauna nativa do Cerrado. De acordo com a bióloga da Gerência de Fauna do instituto, Marina Motta de Carvalho, a tecnologia representa um avanço nas estratégias de preservação do meio ambiente.

    “São espécies que precisam de extensa área de vida para sobreviver. Esse programa nos auxilia a identificar quais áreas há ocorrência desses animais, quais espaços são utilizados como corredor ecológico, como a fauna está se deslocando pelos fragmentos do Cerrado que temos no DF. O monitoramento também ajuda a identificar áreas prioritárias de conservação quando a gente encontra uma espécie ameaçada de extinção”, afirma a bióloga.

    Para o veterinário e gestor de projetos da OSC, Bryam Amorim, a equipe técnica é especializada em análise de fauna nativa e vai colaborar com dados científicos para repassar ao Brasília Ambiental: “É importante para gente desenvolver trabalhos como esse porque a OSC já realizava essa pesquisa com a fauna do DF. A OSC possui uma expertise nessa área e a parceria vem para consolidar esse trabalho e auxiliar órgãos com informações relevantes e necessários sobre a nossa biodiversidade”, pontua.

    Método de amostragem

    As armadilhas são instaladas em locais onde são identificados pontos com rastros, como fezes e pegadas. O equipamento permite realizar filmagens dos animais e, por meio das imagens, é possível identificar a espécie e até individualizar o animal.

    O uso da técnica possibilita estimar a densidade populacional e abundância das espécies que possuem algum tipo de atributo individual, como por exemplo, as rosetas da jaguatirica.

  • Premiação dos blocos de Carnaval mais limpos é remarcada para sexta (1º)

    Premiação dos blocos de Carnaval mais limpos é remarcada para sexta (1º)

    Prêmio Folia Limpa BSB será entregue, pelo SLU, em solenidade no Espaço Cultural Renato Russo; saiba quais foram os grupos que se destacaram

    A cerimônia do prêmio Folia Limpa 2024, que estava marcada para a próxima quinta-feira (29), foi remarcada e será realizada na sexta-feira, 1º de março, às 10h, no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul. Na ocasião, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) premiará os dez blocos mais limpos do Carnaval 2024 no Distrito Federal.

    A premiação faz parte da campanha Folia Limpa 2024 – Sem sujeira a folia fica mais legal, criada pelo SLU para incentivar foliões e blocos carnavalescos a fazerem um Carnaval bonito, limpo e com conscientização sobre o descarte correto de resíduos.

    Os dez blocos do Plano Piloto que produziram menos resíduos e receberão o prêmio são (em ordem alfabética):

    → Aparelhinho
    → Baratinha 2024, a Criança Longe das Drogas
    → Bloco das Montadas
    → Bloco do Amor
    → Carnaval dos Raparigueiros
    → Divinas Tetas
    → Galinho de Brasília
    → Galo Cego
    → Portadores da Alegria 2024
    → Ventoinha de Canudo

    As colocações dos blocos serão reveladas no dia do evento. Além disso, receberão reconhecimento na cerimônia as três empresas de limpeza urbana contratadas pelo SLU, o bloco dos Vassourinhas, que desfilou outra vez com a participação especial dos garis, e o bloco Seca Pimenteira, do Riacho Fundo II, como o mais limpo das regiões administrativas.

    “O fato de o Carnaval deste ano ter sido o mais limpo da história de Brasília também se deve à colaboração dos blocos que fizeram parte dessa corrente de sustentabilidade, incentivada pelo SLU, e que agora serão reconhecidos pelo prêmio Folia Limpa”, ressaltou o diretor-presidente do SLU, Silvio Vieira.

    O Carnaval de 2024 foi o mais limpo da série histórica do Distrito Federal com relação à quantidade de resíduos recolhidos. Foram cerca de 19,9 toneladas de resíduos retiradas das ruas pelo SLU entre os dias 3 e 14 de fevereiro. Em 2023, houve a coleta de 26,6 toneladas.

    A força-tarefa de limpeza contou com 1.300 garis (número maior que em 2023), distribuídos nos principais pontos do DF. Foram utilizados 6.662 sacos de lixo. Para deixar o Carnaval ainda mais limpo e para incentivar a conscientização dos foliões, o SLU distribuiu 40 papa-recicláveis adesivados com o tema da campanha Folia Limpa 2024, em pontos estratégicos do Carnaval de Brasília, somados às 21 mil papeleiras já instaladas em diversas ruas. O SLU também disponibilizou aos blocos carnavalescos um jingle que incentiva a sustentabilidade no descarte adequado de resíduos.

    Serviço

    Premiação Folia Limpa 2024 – Os dez blocos mais limpos do Carnaval 2024 no DF

    → Data: sexta-feira (1º/3)
    → Horário: 10h
    → Local: Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul.

  • Carnaval sustentável: folia de 2024 foi a mais limpa da história do DF

    Carnaval sustentável: folia de 2024 foi a mais limpa da história do DF

    Balanço do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) mostra que foram recolhidas 19,9 toneladas de lixo nos dias de festa. Número é resultado de campanha e ações de conscientização promovidas para o período

    O Carnaval de 2024 entra para a história como o mais limpo da série histórica do Distrito Federal com relação à quantidade de resíduos recolhidos, superando o feito do ano passado. Foram cerca de 19,9 toneladas de resíduos retirados das ruas pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) entre os dias 10 e 13 de fevereiro. Em 2023, houve a coleta de 26,6 toneladas, sendo a menor quantidade até então. Em 2020, último carnaval no DF antes da pandemia de covid-19, foram coletadas 22,3 toneladas; em 2019, 49,7 toneladas; e 82,2 toneladas em 2018.

    A força-tarefa de limpeza contou com 1.300 garis (número maior que em 2023), distribuídos nos principais pontos do DF. Foram utilizados 6.662 sacos de lixo. Para deixar o Carnaval ainda mais limpo e para incentivar a conscientização dos foliões, o SLU distribuiu 40 papa-recicláveis adesivados com o tema da campanha “Folião Limpa 2024”, em pontos estratégicos do Carnaval de Brasília, somados às 21 mil papeleiras já instaladas em diversas ruas. Além disso, o SLU disponibilizou aos blocos carnavalescos o jingle gravado pelo diretor-presidente da autarquia, que incentiva a sustentabilidade no descarte adequado de resíduos.

    A vice-governadora Celina Leão afirmou que o trabalho feito junto aos foliões, aliado com o número de equipes nas ruas, fez toda a diferença para uma festa sustentável. “Mais uma vez tivemos um Carnaval limpo no Distrito Federal. Isso é resultado do trabalho de conscientização do público e das ações do governo para que os foliões pudessem fazer o descarte correto. Tivemos papa-recicláveis instalados em importantes áreas do DF e a atuação de mais de mil garis para garantir que, durante a passagem dos blocos, a cidade não ficasse com acúmulo de lixo nas ruas. E conseguimos cumprir esse objetivo”, destacou.

    A limpeza durante o Carnaval contou com 1.300 garis, distribuídos nos principais pontos do DF; foram utilizados 6.662 sacos de lixo

    “Os foliões do DF estão de parabéns. Esses números mostram que a nossa população está mais consciente sobre o descarte correto de resíduos, tanto é que superaram os dados da limpeza do carnaval do ano passado, que tinha sido o mais limpo até então. Esse tipo de atitude além de ser extremamente relevante para o meio ambiente, também valoriza os nossos garis, que trabalham todos os dias para manter a nossa cidade limpa, inclusive no carnaval”, enfatizou o diretor-presidente do SLU, Silvio Vieira.

    Entretanto, apesar de os números terem melhorado bastante, ainda há muito caminho a percorrer rumo à conscientização de toda a população. “A quantidade de resíduos produzida, dentro e fora do Carnaval, ainda é muito grande, além da insistência de muitas pessoas em descartar resíduos em locais inadequados, mesmo tendo à disposição não só o serviço de coleta convencional e seletiva, mas também equipamentos públicos como as papeleiras, os papa-recicláveis, os papa-lixos e os papa-entulhos”, destacou Silvio Vieira.

    Premiação

    Pelo segundo ano consecutivo, o SLU vai premiar os dez blocos de rua mais limpos do Carnaval do Distrito Federal. Na ocasião, também serão reconhecidos aqueles que tiverem as melhores iniciativas em prol da limpeza urbana durante os dias de folia. Os bloquinhos vencedores vão ganhar um troféu. O resultado oficial dos ganhadores será divulgado até o próximo sábado (16) e a cerimônia de premiação já está marcada para o dia 29, às 10h, no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul.

    “O fato de o Carnaval deste ano ter sido o mais limpo da história de Brasília também se deve à colaboração dos blocos que fizeram parte dessa corrente de sustentabilidade, incentivada pelo SLU, e que agora serão reconhecidos pelo prêmio Folia Limpa”, ressaltou o diretor-presidente do SLU.

    Em 2023, foram premiados os blocos Rebu, Praça dos Prazeres 2023, Vassourinhas de Brasília, Plataforma da Diversidade, Carnapati, Bloco do Rock, Montadas, Setor Carnavalesco Sul (compartilhado com Bloco dos Catadores), Bloco Mamãe Tagua e Charretinha + Tropicaos.

  • Barragem do Descoberto verte antes da data esperada

    Barragem do Descoberto verte antes da data esperada

    Reservatório abastece 60% da população da capital federal

    Após chuvas intensas no Distrito Federal, a Barragem do Rio Descoberto, responsável por abastecer mais de 60% da população da capital federal, verteu neste domingo (11). Completando meio século de construção neste ano, a barragem chegou ao seu máximo, alcançando 1.030 metros, cota máxima do lago do reservatório. As imagens impressionantes do vertedouro marcam um momento aguardado pelos moradores da região, com expectativas de continuidade do belo espetáculo nos próximos dias.

    No ano anterior, o escoamento da água sobre o vertedouro ocorreu entre fevereiro e maio de 2023. A importância do reservatório do Descoberto é evidente, já que abastece diversas cidades, incluindo Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e muitas outras.

    O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), Luís Antônio Reis, destaca que desde o início do governo Ibaneis Rocha em 2019 a companhia investiu mais de R$ 1 bilhão em obras de expansão e melhorias dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, com previsão de mais R$ 250 milhões de investimentos para este ano, visando melhorar o atendimento aos quase 3 milhões de moradores da capital.

    A Barragem do Rio Descoberto, inaugurada em 1974 e situada ao longo da BR-070, é uma estrutura imponente, com 265 metros de crista. A água escoa sobre o vertedouro, com 55 metros de comprimento, quando o reservatório atinge a capacidade máxima. O lago tem área de 12,5 km² e pode armazenar cerca de 86 milhões de metros cúbicos de água.

    Em 2023, a Caesb empreendeu obras de melhoria na barragem, incluindo a instalação de uma cortina de drenos e aplicação de resina sintética, com investimento de R$ 8 milhões. Essas ações visam garantir a segurança operacional da barragem e ampliar sua durabilidade, conforme os requisitos estabelecidos na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).

  • Novas árvores do Parque da Cidade terão identificação por QR Code

    Novas árvores do Parque da Cidade terão identificação por QR Code

    Ferramenta digital permitirá que frequentadores acessem virtualmente informações científicas e curiosidades sobre cada espécie plantada na área onde ficava o Bosque dos Pinheiros

    As árvores recém-plantadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no Bosque dos Pinheiros, no Parque da Cidade, serão identificadas por QR codes. Além da identificação, os códigos também trarão informações científicas e curiosidades sobre cada espécie nativa do Cerrado implantada no maior parque urbano da América do Sul. O início do plantio foi nesta quinta-feira (25), com a presença do governador Ibaneis Rocha.

    Os frequentadores terão à disposição uma gama de dados sobre cada árvore, incluindo nome científico, sinonímia botânica, família biológica, nomes populares, tipo de crescimento, época de floração e colheita dos frutos, além de peculiaridades únicas de cada espécie.

    Projeto-piloto

    Os serviços de plantio das mudas são executados por equipes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). “A nossa ideia é trazer esse contato, esse interesse da população por conhecer melhor as espécies que estamos plantando no Parque da Cidade”, enfatiza o engenheiro florestal Tiago Alencar de Araújo.

    Segundo o servidor da Novacap, o modelo já é adotado em outros estados e será executado no parque como projeto-piloto. “Nosso diferencial para as outras unidades da Federação está na proporção, uma vez que pretendemos fazer a implementação em larga escala desses QR codes, expandido para todas as árvores da capital”, explica.

    Há, ainda, a previsão de adicionar outras funções. “Daqui a uns anos, quando a tecnologia estiver bem-consolidada, o objetivo será incorporar outras funcionalidades ao código, permitindo, por exemplo, agendar serviços de poda de árvores, se necessário”, adianta o engenheiro.

    Valorização do Cerrado

    Em agosto do ano passado, o GDF iniciou a supressão dos pinheiros espalhados pelo Parque da Cidade. A ação foi o pontapé inicial no processo de retomada do projeto original de paisagismo do parque, elaborado por Roberto Burle Marx (1909 – 1994), referência no paisagismo modernista no Brasil.

    Os pinheiros do parque tinham mais de 40 anos. Por não serem nativos do Cerrado, as espécies têm uma vida útil menor e uma presença prejudicial ao ecossistema. Após a retirada, espécies típicas e outras adaptadas ao bioma do DF serão plantadas no local.

    Ao todo, estão sendo plantadas 300 árvores de 11 diferentes espécies nativas do bioma. Veja abaixo a relação completa. 

    → Pequizeiro – 6 mudas

    → Pitangueira – 7 mudas

    → Pau-brasil – 18

    → Louro-pardo – 25

    → Mutamba – 20

    → Ipê-branco – 45

    → Ipê-roxo – 40

    → Ipê-rosa – 30

    → Ipê-amarelo-peludo – 40

    → Ipê-caraíba (amarelo) – 50

    → Fisocalima – 19

  • Níveis altimétricos do Lago Paranoá são definidos para 2024

    Níveis altimétricos do Lago Paranoá são definidos para 2024

    Medida publicada no DODF estabelece volumes que visam assegurar a sustentabilidade quantitativa e qualitativa dos usos múltiplos dos recursos hídricos do reservatório

    A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (26) a Resolução nº 32, de 21 de dezembro de 2023, que estabelece os níveis altimétricos a serem observados no reservatório do Lago Paranoá no ano de 2024. A medida visa assegurar a sustentabilidade quantitativa e qualitativa dos usos múltiplos dos recursos hídricos do Lago.

    A resolução também institui um Grupo de Acompanhamento do Lago Paranoá, coordenado pela Adasa e formado por representantes de diversos órgãos públicos, entidades civis e usuários do reservatório. O grupo terá a função de monitorar o cumprimento dos níveis altimétricos, propor medidas de gestão integrada dos recursos hídricos e promover a conscientização da sociedade sobre a importância do Lago Paranoá.

    O documento determina ainda que o nível mínimo do reservatório deve ser de 999,5 metros acima do nível do mar e o nível máximo deve ser de 1.000,5 metros. Esses valores foram definidos com base em estudos técnicos e consideram as condições climáticas, hidrológicas e ambientais da região.

    Para saber mais sobre a resolução que entra em vigor na data da sua publicação e tem validade até 31 de dezembro de 2024, acesse o link.

  • Dezembro é aberto com plantio de 10 mil mudas nativas do Cerrado 

    Dezembro é aberto com plantio de 10 mil mudas nativas do Cerrado 

    No Parque Ecológico Ezechias Heringer, filhas do ambientalista que dá nome ao local participaram do movimento; iniciativa contemplou unidades de conservação em todo o DF 

    O Dia de Plantar uma Muda Nativa do Cerrado chegou oficialmente ao Distrito Federal, neste domingo (3), conforme o decreto nº 44.606/2023, promulgado pelo governador Ibaneis Rocha. Para celebrar a data, o Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará, recebeu representantes de vários órgãos do GDF e dezenas de voluntários para fazer o plantio de 200 mudas. 

    Presentes ao ato, as filhas  do engenheiro agrônomo e ambientalista Ezechias Heringer (1905-1987), Quelvia e Ana Júlia, relembraram o pioneirismo do pai no estudo do Cerrado e destacaram sua preocupação com a preservação da água. “Brasília depende dessas unidades de conservação para o seu abastecimento de água, e isso sempre foi uma preocupação dele”, disse Ana Júlia.

    Ao todo, foram plantadas 10 mil árvores, em unidades de conservação espalhadas pelo DF e em áreas externas pré-estabelecidas. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal do DF (Sema), o Movimento Regenerativo Tempo de Plantar (sociedade civil), o Instituto Brasília Ambiental, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Secretaria de Governo do DF (Segov) e o Instituto Arvoredo (sociedade civil).

    Sonhar e plantar

    A vice-governadora do DF, Celina Leão, também prestigiou o evento. “Eu tenho certeza que as próximas gerações vão celebrar o que vocês estão fazendo aqui”, declarou. “Nós estamos plantando 10 mil, mas queremos plantar 1 milhão”.

    O titular da Sema, Gutemberg Gomes, lembrou que o governo e a sociedade precisam andar de mãos dadas. “Nós temos agora no calendário oficial do GDF a designação do primeiro domingo de dezembro como Dia de Plantio, e isso vai servir de exemplo para todo o Brasil”, afirmou. “O sonho está se concretizando. Nós precisamos de um DF descarbonizado, mas não basta só plantar árvores – temos que cuidar delas”.

    O presidente do Movimento Regenerativo Tempo de Plantar, Paulo César Araújo, também se manifestou sobre a ação: “Quando você quer que seu sonho se realize, você o compartilha para ele renascer como sonho de todo mundo. Aí a gente sonha, planeja, realiza e celebra. É o que estamos fazendo hoje aqui: celebrando a primeira edição oficial do Tempo de Plantar”.

  • Mais de 300 papa-recicláveis incentivam a correta separação dos resíduos

    Mais de 300 papa-recicláveis incentivam a correta separação dos resíduos

    Equipamentos espalhados pelo DF recebem materiais como papel, plástico, papelão, metal e isopor

    Azulzinhos e descolados, os papa-recicláveis são os equipamentos plastificados oferecidos pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) aos moradores do Distrito Federal que não têm coleta seletiva na porta de casa ou para quem mora em condomínio que não aderiu à separação dos resíduos em contêineres. Ao todo, são 312 desses compartimentos distribuídos pelo DF.

    Com capacidade de 2,50 m³ e abertura elevada para impedir a remoção por animais e pessoas não autorizadas, esses pontos de entrega voluntária (PEVs) recebem materiais recicláveis, como papel, plástico, papelão, metal e isopor. Os papa-recicláveis podem ser utilizados de forma complementar ao serviço de coleta seletiva na modalidade porta a porta ou suplementar, garantindo a expansão da coleta seletiva para locais onde ela não alcançava anteriormente.

    “O objetivo desses equipamentos, além de universalizar a coleta seletiva, é sensibilizar e orientar a população para a colaboração com a limpeza urbana e a separação de materiais recicláveis. Recentemente nós incluímos nos equipamentos informações educativas sobre os materiais a serem depositados, bem como orientações quanto a esclarecimentos de dúvidas, denúncias ou demais informações”, explica o diretor-presidente do SLU, Silvio Vieira.

    Nos papa-recicláveis, é proibido o descarte dos seguintes materiais:
    – vidros;
    – eletroeletrônicos;
    – eletrodomésticos;
    – pilhas;
    – baterias;
    – lâmpadas;
    – resíduos orgânicos;
    – resíduos do serviço de saúde;
    – resíduos da construção civil;
    – resíduos perigosos;
    – resíduos industriais.

    Arte: SLU

    Para o descarte dos resíduos recicláveis nos equipamentos, não é necessário que sejam ensacados. De acordo com Silvio Vieira, esses materiais também podem ser entregues nos 23 papa-entulhos espalhados pelo DF. Para o descarte de grandes volumes de materiais recicláveis, é recomendado o contato direto com as cooperativas de catadores para a coleta e transporte.

    “As cooperativas de catadores recebem esse material, que é triado e comercializado, garantindo renda para suas famílias e ajudando a fazermos uma cidade mais sustentável. Mas atenção: qualquer resíduo orgânico que for misturado com os recicláveis pode contaminar o restante, inviabilizando seu aproveitamento ou fazendo cair seu valor de venda. Então, vamos caprichar na separação correta”, acrescenta o diretor-presidente do SLU.

    Para mais informações sobre coleta seletiva, localização de outros papa-recicláveis e pontos de entrega de resíduos especiais, como lâmpadas, pilhas, eletrônicos, visite o site do SLU ou baixe o aplicativo SLU Coleta DF.