Categoria: Meio Ambiente

  • Lago do Parque da Cidade passará por limpeza nesta sexta (25)

    Lago do Parque da Cidade passará por limpeza nesta sexta (25)

    Águas ocupam uma superfície de 157 mil m² e abrigam tilápias, carpas, gansos e patos

    O lago do Parque da Cidade Sarah Kubitschek vai passar por uma grande limpeza. Marcada para esta sexta-feira (25), a operação Lagoa Azul vai mobilizar cerca de 300 pessoas numa importante tarefa: retirar todos os resíduos jogados no local ao longo de mais de cinco anos. Quem quiser colaborar pode comparecer ao estacionamento 10 a partir das 8h30 para participar da ação.

    Com 157 mil m² de superfície, o lago embeleza o Parque da Cidade há mais de quatro décadas. Tilápias, carpas, gansos e patos nadam em suas águas, enquanto suas margens ficam cheias de usuários em busca de um local agradável para um piquenique. “Queremos que essa limpeza seja, acima de tudo, um ato de conscientização, para que as pessoas deixem de jogar lixo no lago “, comenta o administrador do parque, Todi Moreno.

    Reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (FUNAP) e integrantes da Associação Amigos do Parque vão participar da ação. Já o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) ficará responsável por dar uma destinação final aos resíduos retirados do lago. “Vamos disponibilizar luvas e botas para membros da comunidade que quiserem ajudar – serão cerca de 70 pares de cada, de diversos tamanhos”, afirma Moreno.

    Para que não haja riscos de afogamento, o volume de água do lago será reduzido. “O local tem profundidade que varia entre 50 cm e 1,5 m, por isso precisaremos fazer a retirada”, explica Moreno. “Mas será uma quantidade pequena para não impactar a fauna local”. De acordo com o administrador, servidores do Zoológico de Brasília também vão acompanhar a limpeza.

    O secretário de Esporte e Lazer, Julio Cesar Ribeiro, ressalta que a ação reflete é essencial para preservar o Parque da Cidade em suas melhores condições. “O Governo do Distrito Federal, por meio de um esforço sério e contínuo, tem mantido um compromisso responsável com a sua missão de proporcionar à comunidade um espaço de bem-estar”, observa.

    “Essa ação tem como objetivo limpar os arredores do lago, deixando o espaço mais limpo e saudável para a população do Distrito Federal, além de gerar uma conscientização dos usuários sobre a importância do descarte correto do lixo. Precisamos da ajuda de todos para que o parque fique mais bonito e limpo, como Brasília merece”, esclarece o diretor-presidente do SLU, Silvio Vieira.

  • Famílias do Guará podem trocar gratuitamente lâmpadas ineficientes por LED

    Famílias do Guará podem trocar gratuitamente lâmpadas ineficientes por LED

    Iniciativa vai até o dia 9 de setembro, direcionada a moradores que atendam a critérios como cadastro na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e não possuir débitos com a concessionária

    Regiões de vulnerabilidade social localizadas no Guará recebem, até o dia 9 de setembro, o projeto Energia com Cidadania, uma iniciativa da Neoenergia para promover ações de eficiência energética em comunidades de baixo poder aquisitivo do Distrito Federal. A ação visa diminuir o desperdício e promover o uso eficiente e racional de energia elétrica. Unidades móveis da distribuidora vão percorrer a cidade e trocar lâmpadas convencionais por modelos LED, além de orientar a população sobre como utilizar racionalmente os equipamentos elétricos e economizar energia.

    Para receber o kit de lâmpadas novas, os moradores devem residir na comunidade ou estarem cadastrados na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), não possuir débitos com a concessionária, levar a conta de energia junto com a documentação de identificação do titular e até cinco lâmpadas incandescentes ou fluorescentes usadas (potência igual ou superior a 15W).

    No mês de setembro, o projeto está planejado para acontecer em Samambaia. A expectativa é de que sejam trocadas mais de 2.500 lâmpadas nessa região pelas LED, 40% mais econômicas.

    Nos sete primeiros meses do ano, a distribuidora beneficiou 11.434 clientes e trocou 52.395 lâmpadas. Em 2022, o projeto atendeu 20 regiões administrativas e trocou mais de 76.904 mil lâmpadas ineficientes, beneficiando mais de 18,5 mil clientes.

    Essas iniciativas fazem parte do Programa de Eficiência Energética da Neoenergia, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As ações são viabilizadas em parceria com as regiões administrativas e entidades locais, e são voltadas aos clientes residenciais de baixa renda.

  • Inmet prevê novo recorde de calor para DF nesta quarta; termômetros podem chegar aos 34°C

    Inmet prevê novo recorde de calor para DF nesta quarta; termômetros podem chegar aos 34°C

    Meteorologista explica que país passa por onda de calor. Fenômeno provoca aumento de temperatura em até 5°C acima da média

    O Distrito Federal deve ter um novo recorde de calor nesta quarta-feira (23). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros podem atingir os 34°C. Nesta terça (22), a capital teve o dia mais quente do ano. A região de Águas Emendadas, em Planaltina, registrou 33,2°C.

    O meteorologista Cleber Souza explicou que o país passa por uma “onda de calor”, o que provoca o aumento da temperatura em até 5°C acima da média. De acordo com ele, em agosto, é típico que o Distrito Federal tenha picos de temperaturas e de secura.

    “Uma massa de ar seco está predominando na maior parte do Brasil e provocando queda da umidade. Por isso, ocorre essa alta na temperatura”, diz o meteorologista.

    Sol forte sobre o Distrito Federal — Foto: Reprodução TV

    Calor deve continuar

    A previsão do Inmet é de que as temperaturas devem continuar altas até, pelo menos, sexta-feira (25). Além disso, a capital está sob alerta laranja para baixa umidade relativa do ar.

    Quando isso ocorre, há risco de incêndios florestais e surgimento de problemas de saúde como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

    Confira abaixo as recomendações para os dias mais secos:

    • 🍶 Beba bastante líquido;
    • 🏃 🚫 Atividades físicas não são recomendadas;
    • ☀️🙅 Evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia;
    • 💧 Use hidratante para pele e umidifique o ambiente.

    Em caso de dúvidas, a orientação é buscar mais informações junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros, pelo número 193.

    Hidratação

    Em média, um adulto precisa beber 2 litros de água por dia. Mas a quantidade pode variar conforme o peso ou se a pessoa faz algum esporte, por exemplo. Para calcular quanto você deve beber, basta multiplicar 35 ml pelo peso do seu corpo.

    Fonte: G1

  • Operação traz para Brasil micos-leões-dourados e araras-azuis traficados para Suriname

    Operação traz para Brasil micos-leões-dourados e araras-azuis traficados para Suriname

    Ao todo, 29 aves e 7 primatas vão ser resgatados. Investigação do governo federal animais foram apreendidos no fim de julho e devem voltar para país nesta quarta-feira (23)

    Uma operação do governo federal resultou no repatriamento de 29 araras-azuis-de-lear e sete micos-leões-dourados do Suriname para o Brasil. Os animais foram apreendidos no fim de julho e devem voltar para o Brasil nesta quarta-feira (23).

    De acordo com a investigação, os animais foram vítimas de tráfico. Os animais foram interceptados pelo governo do Suriname, que acionou as autoridades brasileiras. Os animais serão resgatados por uma equipe formada por veterinários, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e policiais federais.

    Os investigadores também vão fazer um levantamento de informações para o inquérito instaurado para investigar o tráfico dos animais. Além disso, os policiais vão tentar identificar possíveis rotas e táticas usadas pelos “biotraficantes”.

    Destino dos animais

    Os animais apreendidos têm populações extremamente reduzidas na natureza. A maior parte encontra-se em unidades de conservação sob gestão do ICMBio.

    No caso dos micos-leões-dourados apreendidos, após a chegada ao Brasil, eles serão mantidos de quarentena no Zoológico Municipal de Guarulhos, em São Paulo. Caso os especialistas julguem necessário, os bichos podem ser soltos na natureza.

    No caso das araras-azuis-de-lear, elas serão levadas para Cananéia, também em São Paulo, onde ficarão de quarentena e passarão por avaliações.

    “Após as análises sanitárias, comportamentais e genéticas, serão destinados pelo Programa de Manejo de acordo com sua atribuição mais importante dentro do plano de conservação”, diz a Polícia Federal.

    A ação ocorre de forma integrada entre os ministérios do Meio Ambiente e Mudança de Clima, Justiça e Segurança Público e Relações Exteriores, além de instituições parceiras dos Planos de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas (PANs).

    Fonte: G1

  • Viveiro autossustentável do Parque Riacho Fundo é referência no DF

    Viveiro autossustentável do Parque Riacho Fundo é referência no DF

    Canteiro, mantido pelo Brasília Ambiental, foi criado a partir da utilização de materiais de reciclagem e reaproveitamento de sucata

    Você sabia que o Parque Ecológico Riacho Fundo conta com um atrativo que o diferencia de qualquer outro daqui do Distrito Federal? Pois é, essa Unidade de Conservação (UC) do Instituto Brasília Ambiental, localizada na região administrativa de mesmo nome, é o único a possuir um viveiro autossustentável, criado a partir da utilização de materiais provenientes da reciclagem e reaproveitamento de sucata, entre eles, os plásticos de polietileno tereftalato (PET), embalagens tetra pak, de isopor e de produtos de limpeza.

    O viveiro, criado no ano de 2014 pelos agentes de Unidade de Conservação Celso Costa e José Reis, do analista de Políticas Pública e Gestão Governamental Antônio Ângelo e pela voluntária Clara Ueno, nasceu da ideia de arborizar a área de vivência do parque, restaurar e recuperar as nascentes ali existentes. Contando com a parceria do Serviço de Aprendizagem Rural (Senar), foi realizada a capacitação dos servidores e comunidade local com os cursos de viveirista, plantas medicinais e de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs).

    Desde então, o local passou a produzir mudas de plantas nativas do Cerrado, medicinais, condimentares e alimentícias não convencionais (a exemplo do ora-pro-nóbis e da taioba). “O nosso canteiro, denominamos de Viver a Quase Custo Zero, por ter sido construído com sobras de cercas, adubos feitos por meio da decomposição da poda de árvores da unidade, que são trituradas, e minhocário para a fabricação de húmus. Hoje tem cerca de 120 espécies, entre elas, do nosso bioma, como o pequi, o baru e ipês; e de outros, a exemplo do pau-brasil (Mata Atlântica) e do pajeú (Caatinga)”, esclarece Celso Costa, um dos idealizadores do projeto.

    Costa acrescenta ainda que existem outras 50 espécies entre ervas medicinais – boldo e arnica estão entre elas – e aromáticas, como o alecrim e a alfazema. E destaca que toda essa variedade é resultado de um esforço, em conjunto, de voluntários da comunidade com os agentes da unidade de conservação, brigadistas florestais, professores e alunos do projeto Parque Educador, e de reeducandos do sistema prisional, que contribuem na manutenção, roçagem, limpeza e até na doação de embalagens que seriam descartadas.

    O agente Celso Costa, com uma muda de pequi, se orgulha de contar com cerca de 120 espécies de biomas variados no viveiro

    Nesse local, até mesmo a água da chuva não fica de fora, pois existe um sistema de captação, com capacidade para 16 mil litros, suficientes para realizar a irrigação até o mês de setembro, quando recomeça o período de precipitações. E tudo o que ali dá frutos vai para consumo dos próprios frequentadores do parque e para outras unidades de conservação do DF administradas pelo Brasília Ambiental.

    Reconhecimento

    O viveiro do Parque Riacho Fundo – além de ser uma referência devido à sustentabilidade – também coleciona fatos curiosos quanto à sua diversidade: além dos ipês tradicionalmente admirados pelos brasilienses, como o amarelo e branco, também possui muda de ipê verde, o mais raro e o último a florescer. E a mirra, planta milenar original da África, bastante presente no contexto bíblico e que foi plantada na Unidade de Conservação por uma judia em homenagem a Israel.

    Todo esse esforço coletivo alcançou até reconhecimento internacional: a Embaixada da República da África do Sul em Brasília, no ano de 2018, elegeu o Parque Ecológico Riacho Fundo para sediar as comemorações do Dia Internacional Nelson Mandela (Mandela Day), na data em que ele completaria 100 anos, se naquela ocasião estivesse vivo, com uma ação de plantios de mudas para a proteção das nascentes locais.

    E, no espírito dessa ação, que era o de incentivar o trabalho voluntariado, membros da missão sul-africana passaram a enviar embalagens vazias de tetra pak e de PET como forma de contribuir para o canteiro sustentável.

    Para quem tiver curiosidade de conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido no viveiro autossustentável, ele está localizado no Parque Ecológico Riacho Fundo, acesso pela QS 8, Conjunto 1 C – Riacho Fundo. A unidade funciona todos os dias da semana, das 6h às 18h.

  • Estação Ecológica de Águas Emendadas completa 55 anos

    Estação Ecológica de Águas Emendadas completa 55 anos

    Reserva natural é a única a abrigar a união de duas grandes bacias da América Latina, a Tocantins/Araguaia e a Platina

    Em 12 de agosto de 1968, o Distrito Federal certificou a fundação da Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), em Planaltina. Com área aproximada a 10 mil hectares, o espaço abriga a única união de duas grandes bacias da América Latina: a Tocantins/Araguaia e a Platina, em uma vereda de 6 km de extensão. Neste sábado (12), 55 anos depois, a unidade de conservação (UC) segue sendo uma das mais importantes para a preservação ambiental.

    A comemoração do aniversário foi neste sábado (12), no Centro de Informação da Esecae, com debates e apresentações sobre a UC e a presença de autoridades governamentais. “Esse reconhecimento, que é confirmado e renovado hoje, demonstra que Águas Emendadas faz a conexão entre água, cultura e patrimônio, por meio da sua história para a construção da capital federal, da conservação e do abastecimento público e da diversidade biológica”, comentou o representante do Comitê Científico do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos Internacional), Sérgio Ribeiro.

    “A Estação Ecológica Águas Emendadas é um fenômeno único no Brasil, talvez no mundo. Uma nascente que verte em dois lados opostos bem aqui, no nosso Cerrado”, avalia o presidente do Instituto Brasília Ambiental, órgão responsável pela unidade, Rôney Nemer. “Estamos muito felizes de comemorar esta data. Precisamos nos conscientizar da importância da preservação, principalmente nesta época de seca. É importante cuidar da fauna, da flora, das nascentes, enfim, do meio ambiente”, frisa.

    Por se tratar de uma unidade de conservação de proteção integral, as visitas são restritas e apenas ocorrem de forma guiada – Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

    As águas que brotam na Esecae correm para o Norte do país, formando a Bacia do Tocantins-Araguaia, e para o Sul, compondo a Bacia Platina. Com área de Cerrado praticamente intacta, a estação abriga fauna ameaçada de extinção, como anta, suçuarana, tamanduá, lobo-guará, entre outros, sendo de grande importância para a realização de estudos científicos.

    “Muitas pesquisas foram desenvolvidas ao longo dos 55 anos e a intenção é que tenhamos mais, porque a natureza é dinâmica e orgânica, sofrendo alterações ao longo dos anos”, observa a superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água do Brasília Ambiental, Marcela Versiani.

    Versiani destaca que as áreas adjacentes à estação precisam ser preservadas pela população para que não haja prejuízos ao meio ambiente e à estação. “Temos muitas ações com a comunidade que mora próximo. Também estamos estruturando um projeto de conscientização para levar a informação para mais pessoas, para que todos saibam que existe uma unidade de conservação ali e que precisa ser protegida”, aponta.

    O administrador da Esecae, Geslileu Dar Jacinto, destaca o papel que a UC tem para o meio ambiente. “Temos um sistema muito relevante em termos de conservação ambiental. Por exemplo, a unidade, em seus serviços ecossistêmicos, faz a reciclagem de metais que são lançados nas rodovias, por veículos, puxando isso e não deixa que seja respirado por outros materiais”, afirma ele, que está à frente do espaço desde 2017.

    Arte: Brasília Ambiental

    Visitação

    Por se tratar de uma unidade de conservação de proteção integral, as visitas são restritas e apenas ocorrem de forma guiada. Agentes ambientais promovem contação de histórias, trilhas ecológicas guiadas e experimentos ecopedagógicos a estudantes de instituições de ensino públicas e privadas, mediante agendamento. Há também o projeto Parque Educador, em parceria com a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). As inscrições devem ser feitas por meio deste formulário.

  • Cachoeira do Tororó alcança excelência em teste de balneabilidade

    Cachoeira do Tororó alcança excelência em teste de balneabilidade

    Queda-d’água fica localizada a 30 km do centro de Brasília e é cercada pelo bioma Cerrado; para ter acesso, é preciso encarar trilha de cerca de 2 km

    O Parque Ecológico do Tororó alcançou o patamar mais alto na avaliação de balneabilidade realizada pelo Instituto Brasília Ambiental. O teste verifica a presença da bactéria E. coli – comum no intestino humano – e o pH da água. Dependendo do resultado, a área pode ser considerada inapta para uso e até interditada. O que não é o caso da cachoeira do Tororó: além de bela, a atração apresenta o nível adequado de pH e quase nenhum registro da bactéria analisada.

    Monitoramento registra predominância de excelente qualidade na água do local – Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    ‌A verificação da balneabilidade ocorre desde março. Até o momento, já foram feitas oito campanhas e encontra-se em andamento a referente ao mês de julho. Também são estudadas as condições da Cachoeira do Vale Perdido, localizada no Parque Ecológico dos Pequizeiros, em Planaltina.

    ‌“É preciso que a gente saiba a qualidade da água, para não gerar nenhum problema de saúde aos frequentadores”, afirma o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. “A ideia é que possamos estender esse estudo para outras cachoeiras, dentro das unidades de conservação ambiental, para agregar aos trabalhos já realizados por outros órgãos.”

    Do total de análises executadas nas duas cachoeiras, 80% indicaram excelência em relação à balneabilidade. A avaliação segue os limites e metodologia expressa na Resolução Conama nº 274, de 29 de novembro de 2000. A classificação abrange três classes: excelente, muito boa e satisfatória. Ou seja, as atrações brasilienses possuem o patamar mais alto de condição de uso.

    ‌Segundo a assessora técnica da Diretoria de Conservação, Recursos Hídricos e Fauna do Brasília Ambiental, Renata Mongin, o estudo ajuda a manter as cachoeiras preservadas, já que, identificado algum problema, podem ser elaboradas ações de reparação. “Este é um projeto de compensação ambiental que vai seguir por três anos, e a análise é feita de 15 em 15 dias”, informa.

    ‌Conheça

    A nutricionista Natasha Ramos aproveitou as férias escolares para levar os filhos à cachoeira: “Estávamos precisando desse contato com a natureza”

    O Tororó fica a 30 km do centro de Brasília, próximo ao Jardim Botânico, Santa Maria e São Sebastião. O acesso à cachoeira é feito por uma estrada de terra a partir da rodovia DF-140. O último ponto até o qual é possível ir de carro é um estacionamento, localizado em uma área privada – portanto, pode haver cobrança de taxa. Depois, há uma trilha de cerca de 2 km, com alguns pontos íngremes, mas considerada de nível iniciante.

    ‌A cachoeira tem 18 m de altura e é cercada pelo bioma Cerrado. Para a nutricionista Natasha Ramos, 37, a recompensa faz a caminhada valer a pena. Moradora do Gama, ela aproveitou as férias escolares e levou os filhos  Gustavo, 9, e Milena, 5, para conhecer a queda-d’água. “Vi fotos na internet e pensei: ‘porque não?’”, conta. “Estávamos precisando desse contato com a natureza. Achei a trilha tranquila, mas, vindo com crianças, precisa ter um pouco mais de atenção, principalmente na parte final”.

    ‌Segundo o auxiliar de serviços gerais Jandeilson Santos, 29, o Tororó é o destino ideal para uma quinta-feira ensolarada. “Gosto bastante e vou sempre que tenho um tempo disponível. É ótimo para descansar, se distrair da rotina”, conta. Na visita mais recente, ele convidou os amigos Tiago Lima, 21, atualmente desempregado, e o estudante William Ribeiro, 29. “É a primeira vez que venho, e com certeza vou voltar”, diz Tiago, ao que William acrescenta: “Eu já tinha vindo aqui e, quando conheci, fiquei surpreso com a beleza da cachoeira. É um ambiente aconchegante, bem-preservado”.

  • Ipês brancos florescem antes do tempo

    Ipês brancos florescem antes do tempo

    Variações climáticas estão entre as principais causas da floração atípica deste na cidade

    Depois de os ipês roxos encantarem os brasilienses por duas vezes neste ano em um raro fenômeno, além dos amarelos também florescerem fora da época de costume, foi a vez dos ipês brancos darem o ar da graça antes da hora. Ao andar pelas ruas de Brasília, é possível avistar as flores brancas dos ipês, espalhadas na grama seca e dando contraste ao céu azul da cidade.

    De acordo com Silmary de Jesus, professora de ecologia aplicada da Universidade do Distrito Federal (UnDF), a floração atípica se deve, principalmente, a mudanças climáticas ocorridas recentemente, como os períodos de chuva irregulares e o aumento e diminuição brusca da temperatura na região Centro-Oeste.

    “Esses gatilhos ambientais afetam a floração. Os fatores não programados, como o período de julho muito frio que tivemos e essas novas temperaturas, influenciam na fisiologia das plantas e podem causar estresse. Elas entendem como se fosse uma corrida pela sobrevivência”, explica a bióloga.

    Além da resposta do ipê roxo a esses fatores climáticos, outra sinalização também é a sobreposição do ipê amarelo com o branco, florescendo no mesmo período. Segundo a professora, isso acontece por serem de espécies muito próximas e do mesmo gênero (tabebuia). Logo, tendem a se comportar com similaridades.

    Conservação dos ipês

    Foto: Geovana Albuquerque / Agência Brasília

    Atualmente, existem cerca de 270 mil ipês de cores variadas espalhados por todas as regiões administrativas do DF. A próxima temporada de plantio começa em outubro e outras 40 mil mudas serão plantadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) em toda cidade.

    O diretor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva, lembra que a instituição coleta as sementes de matrizes que são cultivadas em um raio de 400 km, área que pega o Distrito Federal e parte do Entorno. “Essas árvores são acompanhadas ao longo do ano, com técnicos sempre de olho na ocorrência de qualquer praga ou fungo”, afirma.

    As sementes passam por um processamento antes de serem cultivadas e, quando as mudas completam três anos de manejo, saem dos viveiros da Novacap para o plantio. “Elas vão em um porte que varia de 80 cm a 1,5 m. É a partir do terceiro ou quarto ano que as árvores já começam a florir”, destaca o diretor.

  • Pinheiros retirados do Parque da Cidade serão leiloados

    Pinheiros retirados do Parque da Cidade serão leiloados

    Todo o valor do leilão dos pinheiros do Parque da Cidade será enviado ao Tesouro do Distrito Federal. Retirada ocorreu por questão de segurança

    Os 1.628 pinheiros que serão retirados dos estacionamentos 4 e 5 do Parque da Cidade terão o leilão como destino. Todo o valor que o Executivo receberá por eles será convertido para o Tesouro do Distrito Federal. O trabalho de retirada das árvores começou na manhã de quinta-feira (3/8).

    Um dos motivos para a remoção das árvores é a deterioração. O governo do DF aponta que os pinheiros foram feitos para durar 20 anos, mas muitos já têm mais de 40. Como elas não são nativas do cerrado, além do risco de queda, rachaduras, buracos, ferimentos, fungos, brocas, cupins, entre outros, a solução adotada foi tirar os pinheiros para a segurança da população.

    Após a retirada, os pinheiros serão substituídos por espécies típicas e outras adaptadas ao bioma do Distrito Federal. A decisão foi tomada em conjunto, pelo grupo de trabalho composto pelas secretarias de Esporte e Lazer do DF (SEL) — que administra o Parque da Cidade — e de Cultura e Economia Criativa (Secec), além da Novacap, responsável pela supressão das árvores e futuro plantio, e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que elaborou o plano de manejo.

    Entre as espécies que serão plantadas no lugar dos pinheiros, estão árvores nativas e não nativas do cerrado, como sibipiruna, apuí, abricó-de-macaco, unha-de-vaca e juá, conforme o projeto original de Burle Marx. Essas árvores costumam atingir cerca de 20 metros. De acordo com o GDF, o sombreamento deve começar a partir do quarto ano do plantio e atingir o ápice a partir dos 10 anos após a implantação.

    Tragédia

    No Dia das Mães de 2022, o adolescente Pedro Miguel Rodrigues Cardoso, à época com 15 anos, foi atingido na cabeça por um pinheiro de 20 metros no Parque da Cidade. Com o impacto, o menino sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi internado. Outra vítima teve a perna fraturada. Atualmente, Pedro Cardoso é tetraplégico e respira com a ajuda de aparelhos, devido ao impacto do acidente.

    Fonte: CB

  • GDF inicia retirada dos pinheiros do Parque da Cidade

    GDF inicia retirada dos pinheiros do Parque da Cidade

    Cerca de 1,5 mil árvores serão substituídas por espécies nativas do Cerrado, conforme projeto original de Burle Marx

    O Governo do Distrito Federal iniciou, na manhã de quinta-feira (3), a supressão de 1.628 pinheiros dos estacionamentos 4 e 5 do Parque da Cidade. As equipes do Departamento de Parques e Jardins da Novacap trabalham em duas frentes: uma na área próxima ao restaurante Gibão e outra pela lateral da Hípica. A ação inicia o processo de retomada do projeto original do Parque da Cidade, elaborado pelo paisagista Roberto Burle Marx.

    Os pinheiros do local têm mais de 40 anos. Por não serem nativos do Cerrado, têm uma vida útil menor e uma presença prejudicial ao ecossistema. Após a retirada, espécies típicas e outras adaptadas ao bioma do Distrito Federal serão plantadas no local.

    A decisão foi tomada pelo grupo de trabalho composto pelas secretarias de Esporte e Lazer do DF (SEL) – que administra o Parque da Cidade – e de Cultura e Economia Criativa (Secec), além da Novacap, responsável pela supressão das árvores e futuro plantio, e do Instituto Brasília Ambiental, que elaborou o plano de manejo.

    Área dos pinheiros está isolada e sinalizada para a segurança dos frequentadores do Parque da Cidade – Fotos: Novacap/ Divulgação

    O chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva, fala da importância dessa ação e, principalmente, sobre a segurança da população. “Os pinheiros duram em média 25 anos, e muitos já completaram 40 anos. Por este motivo, a supressão se faz necessária para a segurança da população”, disse. “Reforçamos que a área está isolada para a ação e gostaríamos de alertar que a população não fique próxima ao local ou entre no espaço demarcado”, informou.

    Após a conclusão desta etapa e o início do período chuvoso, os técnicos da Novacap farão o plantio de mudas nativas e não nativas do Cerrado, por meio do Programa de Arborização Anual. Espécies como sibipiruna, apuí, abricó-de-macaco, unha-de-vaca e juá estão previstas para plantio, conforme o projeto original de Burle Marx. Em média, essas árvores atingem 20 metros de altura. O sombreamento na área do bosque terá início a partir do quarto ano do plantio, atingindo o ápice a partir de dez anos de implantados.

    O plantio das novas árvores no local deve começar no período chuvoso. Estão previstas espécies como sibipiruna, apuí, abricó-de-macaco, unha-de-vaca e juá

    Para o secretário de Esporte e Lazer, Julio Cesar Ribeiro, o novo bosque viabilizará o espaço como ponto turístico. “Essa é uma força-tarefa de todo governo para garantir a segurança dos frequentadores do Parque da Cidade. Além disso, também queremos resgatar o projeto de Burle Marx, que preza pelo tombamento da área”, conclui.

    O subsecretário de Patrimônio Cultural da Secec, Felipe Ramón, explica que a iniciativa visa trazer segurança para as pessoas e valorizar o projeto pioneiro do paisagista Burle Marx, falecido em 1994. “O GDF está tirando árvores exóticas, nocivas ao meio ambiente e ao tombamento, e está revitalizando um espaço de acordo com o planejamento original”, comenta. “[A iniciativa] vai garantir que a população do Distrito Federal tenha acesso ao projeto original da cidade. A nossa missão é preservar os moldes em que Brasília foi concebida. Isso passa também pelo paisagismo de Burle Marx nesse tipo de local”.

    O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, reforça: “Estamos pensando além da segurança, na identidade única que nossa capital tem, com projetos de Burle Marx que poderemos resgatar neste momento.”