Categoria: Meio Ambiente

  • Motorista que atropelou nove capivaras se apresenta na Delegacia Especial do Meio Ambiente

    Motorista que atropelou nove capivaras se apresenta na Delegacia Especial do Meio Ambiente

    Homem tem 39 anos. Ele afirma que não conseguiu evitar atropelamento dos animais que ocorreu em uma curva

    O motorista que atropelou nove capivaras na manhã de quarta-feira (2), no Lago Sul, se apresentou na Delegacia Especial do Meio Ambiente (DEMA), em Brasília. Os animais foram encontrados mortos em um canteiro na QI 19.

    Em depoimento, o homem disse que foi um acidente. Ele contou que fez uma curva e que os animais estavam atravessando a pista. Segundo o motorista, ele não conseguiu evitar o atropelamento.

    O homem informou à polícia que não fugiu do local. Ele afirma que percebeu que os animais estavam mortos e comunicou ao batalhão da área, quando foi orientado a retirar os animais da via.

    De acordo com o delegado-chefe adjunto da DEMA, Douglas Fernandes, o homem não foi autuado por não haver um crime, pois foi sem intenção.

    O atropelamento

    Os nove animais apareceram perto de uma área de mata fechada do Córrego Cabeça de Veado, próximo ao Lago Paranoá. As capivaras estavam em bando, sendo alguns, filhotes.

    Quando encontradas, durante a manhã, havia sangue, marcas de pancada e pedaços do farol de um carro. Policiais militares ambientais estiveram no local e acionaram a Serviço de Limpeza Urbana (SLU), responsável por recolher os animais mortos. Uma das faixas foi bloqueada para esse trabalho.

    Fonte: G1

  • Começa a temporada dos ipês amarelos no Distrito Federal

    Começa a temporada dos ipês amarelos no Distrito Federal

    Saiba mais sobre as árvores e conheça um aplicativo de rastreamento dos ipês de Brasília

    “O que me encanta é esse contraste bonito com o seco do cerrado e a beleza do ipê. O amarelo é meu favorito”, declarou a ciclista Mira Vieira, de 53 anos, ao parar para fotografar os ipês amarelos que já surgem na Asa Norte.

    Assim como Mira, é difícil achar quem não se encante com a beleza das árvores, também conhecidas como trombeta dourada e consideradas um símbolo do Brasil. Elas colorem a capital do país durante o período da seca e já começaram a florescer, ainda que de forma tímida. Mas em breve estarão embelezando todo o Distrito Federal.

    Mira Vieira interrompeu o passeio de bicicleta para apreciar os ipês amarelos na Asa Norte – Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília

    Entre 2022 e 2023, em torno de 40 mil ipês de cores variadas foram plantados no Distrito Federal. Entre eles, cerca de 15 mil foram ipês amarelos, 5 mil roxos, 5 mil brancos, 5 mil rosas e alguns verdes também.

    Espalhadas pela capital, existem três tipos de espécie do ipê amarelo, todas do gênero Tabebuia (Bignoniaceae): o ipê-amarelo-felpudo, também conhecido como peludo; o Ipê-caraíba e o Ipê de Petrópolis. Os três possuem diferenças nas folhas e na floração, além dos tons de amarelo das flores também serem distintos.

    O primeiro ipê a florescer é o roxo, que começa em junho. Em seguida, vem o amarelo, florescendo geralmente em julho e vai até setembro. O branco surge a partir de agosto, junto com o ipê rosa e, por último, floresce o verde, que é o mais raro entre os ipês, com alguns exemplares no Parque da Cidade.

    Principais cuidados

    Florada dos ipês amarelos deve seguir colorindo e encantando a cidade até setembro

    Pela variedade de cores, muitas pessoas consideram o plantio de ipês como uma opção em suas residências ou proximidades. Segundo Raimundo Oliveira, do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, o ipê não é uma árvore agressiva – mas o plantio desordenado é sempre perigoso, pela possibilidade de ter áreas com redes fluviais, elétricas ou até de telefone no local do plantio.

    “Qualquer dúvida é só consultar o Departamento de Parques e Jardins da Novacap, ficamos felizes em dar as orientações necessárias, além de verificar se no local passam essas redes ou está muito próximo de calçadas ou construções”, ressaltou o especialista.

    Se o plantio for feito no período de seca, é importante regar diariamente. Contudo, se a decisão for por plantar na época da chuva, a árvore consegue passar pela seca sem irrigação constante.

    O combate a pragas também é um cuidado essencial para manter a árvore saudável. A poda de galhos afetados, por exemplo, deve ser realizada após a floração dos ipês, no fim do inverno, quando as árvores se encontram sem ou com poucas folhas, facilitando a diferenciação entre a hospedeira e a parasita e antes que ocorra a produção de sementes da última.

    Para essa parte também é importante a consulta com a Novacap, que tem especialistas que auxiliam para que as árvores coloridinhas estejam sempre bem cuidadas. Afinal, admirar os ipês faz parte de ser brasiliense, assim como vê-los florescer todo ano como se fosse a primeira vez que eles surgissem no nosso cerrado.

    Rastreando os ipês

    Ticiana Vieira é de Fortaleza, mas, há 10 anos, se rendeu às belezas da árvore símbolo do DF

    Tão bonitos quanto efêmeros, os ipês colorem a capital por um tempo determinado. Para quem se frustra na busca dos mais cheios e vistosos antes que as flores estejam colorindo apenas o chão, pode haver uma solução: um aplicativo de mapeamento dos ipês em Brasília.

    Criado pela bióloga brasiliense Paula Sicsú, de 34 anos, o Ipês App está disponível para download tanto em sistemas Android quanto iOS. Com a ferramenta, o usuário pode identificar ou registrar no mapa a localização exata das árvores e saber se estão floridas ou não. Também é possível filtrar as cores que desejar (amarelo, roxo, rosa ou branco), além de ser possível limitar o raio de busca.

    “Uma das épocas que eu acho mais bonitas é essa da floração dos ipês de todas as cores. Sou de Fortaleza (CE) e foi uma das coisas que mais me chamaram a atenção em Brasília. Há dez anos estou aqui e sempre fico acompanhando”, destacou Ticiana Vieira, de 49 anos, enquanto passeava na área norte do Eixão do Lazer neste domingo (30).

    Arborização

    Toda arborização de Brasília é de responsabilidade do Departamento de Parques e Jardins da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). No programa anual de arborização da pasta está o plantio de 100 mil árvores por ano. De acordo com Raimundo Oliveira, uma das determinações do governador Ibaneis Rocha é chegar a um milhão de ipês plantados em todas as regiões administrativas até o fim do mandato.

    “Isso tomando o cuidado, é claro, para não criar uma monocultura, que pode trazer risco de pragas e doenças. Por isso as espécies que plantamos são variadas, temos 30 espécies nativas do cerrado”, destacou Raimundo.

  • Capital Moto Week é 1º festival a receber Selo Verde no Distrito Federal

    Capital Moto Week é 1º festival a receber Selo Verde no Distrito Federal

    Reconhecimento marcou último dia da Vila do Bem, que totalizou 520 atendimentos gratuitos, recepcionou mais de  500 crianças e 420 servidores

    O Capital Moto Week recebeu, de forma inédita, o 1º Selo Verde de Sustentabilidade do Distrito Federal, atestando que mais de 90% dos resíduos produzidos nos 10 dias do festival são destinados corretamente à reciclagem. A entrega foi feita pelo governador Ibaneis Rocha, direto do complexo CMW, nesta quarta-feira (26). O reconhecimento aconteceu durante a programação da Vila do Bem, que totalizou a oferta de 520 atendimentos gratuitos, recepcionou mais de 500 crianças de instituições carentes e 420 garis e servidores de manutenção do Distrito Federal. 

    Foto: Capital Moto Week / Divulgação

    “Esse trabalho é liderado pelos organizadores, mas feito por toda a comunidade, por todos os motociclistas, e nós só temos a agradecer pelo cuidado com o meio ambiente”, explicou Ibaneis. Intitulado ‘Sou consciente, lixo não!‘, o selo é iniciativa do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Presidente da pasta, Silvio Vieira reforçou a importância de grandes eventos abraçarem a causa: “Assim como o Capital Moto Week, os festivais precisam se encarregar da limpeza, que é pegar o lixo e reciclar, e se reciclarem acima desse percentual de 90%, eles ganham o selo”.

    Para alcançar essa autenticação, o Moto Week adotou iniciativas que vão desde a utilização exclusiva de embalagens compostáveis e de copos retornáveis à criação  de um centro de separação e classificação de resíduos, fazendo com que esses materiais sejam destinados corretamente para a reciclagem e compostagem. A preocupação ambiental não é exclusiva desta edição. Em 2022, o CMW conquistou o certificado Lixo Zero, pela Zero Waste International Alliance, e o ISO 20.121, garantindo que toda a cadeia produtiva esteja alinhada às práticas sustentáveis. 

    A organizadora do CMW, Juliana Jacinto, lembrou que, desde 2017, o festival tem se empenhado em práticas sustentáveis alinhadas à Agenda 2030 da ONU. “É uma grande alegria recebermos o Selo Verde, pois para nós, é muito importante minimizarmos os impactos ambientais e incentivarmos nosso público e parceiros a seguirem esse caminho”, comemora Juliana, que agradeceu a parceria dos órgãos do governo para a realização do festival. “A essência do CMW é construir um legado que inspire e toque o coração das pessoas”, acrescentou Juliana. 

    Vila do Bem

    A entrega do Selo Verde aconteceu no último dia da Vila do Bem, projeto, que, por três dias, tomou conta da arena principal do Capital Moto Week, com atendimentos e serviços gratuitos voltados à comunidade. Ao visitar a Cidade da Moto e conferir as ações sociais promovidas no espaço, Ibaneis agradeceu aos organizadores pela iniciativa e mobilização na cadeia produtiva: “A família Moto Week é muito unida. Se coloca à disposição da população, cuida das crianças, cuida da cidade”. 

    Uma das instituições beneficentes recepcionadas na Vila do Bem foi a Creche Alecrim, que atende 80 crianças de 1 a 13 anos da Estrutural, no DF. A fundadora e coordenadora, Maria de Jesus, revelou que esse momento no festival já virou tradição e é o mais aguardado do ano pelas crianças e também pelos voluntários: “O Capital Moto Week alimenta sonhos e faz com que todos tenhamos a certeza de que há motivo para continuar”, revelou Maria. “A essência do CMW é construir um legado que inspire e toque o coração das pessoas”, completou Juliana Jacinto.

    Sobre o Capital Moto Week 2023

    A edição especial do maior Festival de moto e rock da América Latina trará mais de 100 shows nos 10 dias de programação, com público estimado de 800 mil pessoas e 350 mil motos. De 20 a 29 de julho, o Parque de Exposições Granja do Torto será palco do maior Capital Moto Week de todos os tempos, celebrando 20 anos de liberdade, espírito e tradição. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e, todos os anos, zera as emissões de carbono. Também promove iniciativas visando a inclusão, diversidade e sustentabilidade da cadeia produtiva.


    Serviço

    Capital Moto Week | Edição 20 Anos
    Quando: 20 a 29/07/2023
    Onde: Parque de Exposições Granja do Torto | Brasília (DF)
    Ingressos: www.capitalmotoweek.com.br/lineup

  • Dois reservatórios de água do DF têm valores de referência definidos

    Dois reservatórios de água do DF têm valores de referência definidos

    Adasa estabelece as curvas de referência para o acompanhamento do volume útil do Descoberto e de Santa Maria até dezembro deste ano

    Resolução n° 24/2023 da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), que estabelece as curvas de referência para o acompanhamento do volume útil dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria até dezembro deste ano, foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (24).

    Os valores referenciados para cada mês são definidos anualmente após o término do período chuvoso e realização de reuniões com membros do Grupo de Acompanhamento das Curvas de Referência. As metas são estipuladas após simulações e análise de variáveis que incluem dados de chuva, vazão, evaporação e estimativa de captação de água para abastecimento humano.

    De acordo com a resolução, o volume útil estabelecido para o Reservatório do Descoberto no final de julho é de 84% e de 76% para o de Santa Maria. Já em outubro, ambos mananciais podem chegar até 51%. No texto, também é possível checar a tendência para os meses de janeiro, março e maio de 2024, quando, geralmente, os reservatórios começam a recuperar sua capacidade de armazenamento.

  • Lago do Parque da Cidade receberá operação de limpeza

    Lago do Parque da Cidade receberá operação de limpeza

    Cerca de 300 pessoas serão envolvidas na ação, que prepara o local para o aniversário do parque

    O lago do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitscheck encanta os brasilienses há mais de quatro décadas e recebe diversas espécies de fauna e flora em suas águas que, em breve, receberão cuidados e uma ampla operação de limpeza.

    A ação, batizada de Lagoa Azul, será feita em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e está prevista para a primeira semana de agosto, como parte da preparação para o aniversário de 45 anos do Parque da Cidade, comemorado em outubro.

    “O lago é um dos pontos mais visitados do Parque da Cidade. A limpeza é mais uma das diversas melhorias que estamos realizando. Queremos preservar a fauna e a flora no local, além de oferecer um ambiente mais atrativo aos visitantes do parque”, declarou o secretário interino de Esporte e Lazer, Renato Junqueira.

    Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

    Durante a operação, 300 pessoas vão adentrar o lago. Para que ninguém corra riscos de afogamento, a água será reduzida à altura do joelho e o local também contará com uma equipe de salvamento.

    O objetivo é retirar todo o lixo contando com a participação da sociedade, por meio de reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), instituição vinculada à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), além da Associação Amigos do Parque. O SLU dará destinação final aos resíduos retirados do lago.

    Consciência limpa

    De acordo com o administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno, a ação vai além da limpeza, tocando na necessidade de conscientização da população de que não se deve jogar lixo no lago e nem em nenhuma outra área do parque.

    “Essa ação não é só para deixar o lago mais limpo, mas também lembrar que ali nós temos peixes e aves, como os patos e gansos que vivem nesse ambiente. Esse lago é um espelho, não podemos deixar de cuidar dele”, ressaltou o administrador.

    O administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno, informou que a administração tem o intuito de trazer de volta o tradicional pedalinho

    Moreno frisou que, durante a limpeza do lago, os animais não sofrerão nenhuma mudança de rotina. E destacou que a administração tem o intuito de trazer de volta o tradicional pedalinho, que faz parte da memória afetiva do brasiliense. Também há a intenção de fazer a cachoeira voltar a funcionar.

  • Zoo terá trilha do ‘Caminhada nos Parques’. Saiba como participar

    Zoo terá trilha do ‘Caminhada nos Parques’. Saiba como participar

    Evento será promovido simultaneamente em unidades de conservação e em outras áreas de interesse ambiental

    A Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) participará, no domingo (23), a partir das 7h30, do projeto Caminhada nos Parques. O objetivo é promover a prática de caminhadas, a preservação ambiental e a valorização das unidades de conservação e de outras áreas de relevância ambiental do Distrito Federal.

    O projeto, organizado pelo Grupo de Caminhadas Brasília (GCB), terá o tema Na trilha, pelo Cerrado e pelas Águas e reunirá trilheiros em mais de 30 parques e unidades de conservação do DF.

    No Zoológico de Brasília, os participantes irão percorrer a trilha Córrego Guará Zoo. Ela foi trabalhada ao longo do semestre com ações da FJZB, que envolveu exploratória e limpeza do córrego, com a participação de alguns parceiros.

    Toda a comunidade é convidada, e os interessados podem se inscrever neste link e pelas redes sociais do GCB.

  • Alerta: ventos podem chegar a 60 km/h no DF; veja previsão para fim de semana

    Alerta: ventos podem chegar a 60 km/h no DF; veja previsão para fim de semana

    Vendaval deve continuar nos próximos dias, segundo Inmet. Fenômeno pode provocar queda de galhos de árvores

    O Distrito Federal está em estado alerta devido a um vendaval que atinge a capital. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos podem chegar a 60 km/h, nesta sexta-feira (21).

    Para o fim de semana, a previsão é de que o vendaval continue (veja detalhes abaixo). Segundo a meteorologista Jeane Lima, a capital está em alerta amarelo, o que significa “perigo potencial”.

    Segundo a especialista, o vendaval é causado por uma alta subtropical do Atlântico Sul. “Ela está um pouco mais intensa e favorece as rajadas”, explicou.

    Outro fenômeno provocado pelo vento é a sensação térmica mais fria. Apesar da temperatura mínima registrada nesta sexta ser de 14°C, os brasilienses sentiram mais frio por causa do vendaval.

    À tarde, os termômetros ainda podem atingir os 24°C. Além disso, a umidade relativa do ar varia entre 90% e 40%.

    O Inmet explica que devido ao fenômeno, há “baixo risco de queda de galhos de árvores”. A orientação do instituto em casos de rajadas de vento é a seguinte:

    • 🌳 Não se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas
    • 🚗 Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda
    • ☎️ O ideal é buscar informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193)

    Fim de semana

    A meteorologista diz ainda que, durante o fim de semana, o vendaval deve continuar. “A tendência é de que os ventos continuem até domingo (23), mas devem diminuir durante a tarde”, afirmou.

    Além disso, a especialista afirmou que a tendência é de que os próximos dias sejam de sol com poucas nuvens. Não há previsão de chuvas.

    Fonte: G1

  • Ipês roxos florescem pela segunda vez este ano no DF

    Ipês roxos florescem pela segunda vez este ano no DF

    Frio intenso que tomou conta da capital interferiu no ciclo das árvores. Espécies amarelas são as próximas a enfeitar o cenário da capital

    A segunda quinzena de julho se aproxima e, até o momento, eles não deram o ar da graça. Os apreciados e populares ipês amarelos ainda não são facilmente encontrados no DF, dando lugar às espécies roxas. Não menos belos, os ipês roxos já estão na segunda florada em 2023, um fenômeno raro, visto que cada tipo da planta tem um ciclo próprio.

    Com a florada prevista para o início do mês de junho, grande parte dos ipês roxos perderam as flores e começaram a produzir outras novas neste julho seco. Influências climáticas, como a incidência de chuvas e o frio intenso que chegou à capital, interferem nas florações, conforme explica a bióloga e professora da Universidade do Distrito Federal (UnDF), Silmary Alvim.

    O frio e a seca podem interferir na duração das floradas dos ipês – Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília

    “Tivemos dias bem frios, com a temperatura chegando a até 8º C. Esse é um fator que pode acelerar ou prolongar o processo da floração”, frisa Silmary, que leciona ecologia aplicada nas salas de aula. “Os hormônios vegetais, que ativam as flores, prolongaram a temporada dos ipês roxos. E, não raro, mais de uma espécie floresce ao mesmo tempo”, diz ela, lembrando que é uma árvore suscetível às mudanças ambientais.

    Árvore símbolo da capital federal, existem cerca de 270 mil ipês espalhados por todas as regiões administrativas. A paleta de cores inclui ainda o branco e o rosa. O próximo a encantar os olhos do brasiliense é justamente o amarelo, que aparece entre julho e setembro. “Alguns amarelos já começam a produzir tímidas flores na Epia, mas são poucos”, alerta o arquiteto Humberto Vieira, da área de Projetos Paisagísticos do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap.

    Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília

    Segundo Vieira, de outubro de 2022 até abril deste ano, a companhia plantou cerca de 12 mil novos exemplares pela capital. Eles são cultivados sempre no período chuvoso. São vários os endereços, mas ultimamente eles vão para a beira das estradas. Este ano, por sinal, deve ter ipê florescendo pela primeira vez. “São os da EPTG, onde colocamos 2 mil mudas antes da pandemia. Eles ainda são pequenos, mas devem produzir as primeiras flores”, finaliza.

    Temporada dos ipês no DF
    Ipê roxo – De junho a agosto
    Ipê amarelo – De julho a setembro
    Ipê rosa – De agosto a outubro
    Ipê branco – De agosto a outubro

  • DF tem dia mais seco do ano com 18% de umidade, nesta segunda-feira (10)

    DF tem dia mais seco do ano com 18% de umidade, nesta segunda-feira (10)

    Segundo Inmet, índice foi registrado no Gama. Massa de ar seco no centro do país causa tempo seco e quente ao longo desta semana, afirma meteorologista

    O Distrito Federal teve o dia mais seco do ano nesta segunda-feira (10), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Às 16h, o Gama registrou umidade relativa do ar de 18%. No Plano Piloto, o índice chegou a 21%.

    A queda da umidade é causada por uma massa de ar seco que paira no centro do país por toda esta semana, afirma o meteorologia do Inmet Heráclio Alves.

    Além da baixa umidade, o fenômeno também contribui com a amplitude térmica, ou seja, o início das manhãs são frias e as tardes são quentes.

    “Essa massa de ar seco, além dessa grande variação de temperatura, está contribuindo na queda da umidade do ar. De tarde, a mínima dica nos 20%. Em alguns pontos, pode até ficar abaixo [desse índice] nessa semana. Então, se mantenha hidratado e, a noite, se agasalhe da melhor forma possível”, disse o meteorologista Heráclio Alves.

    Para esta terça-feira (11), a previsão é que a umidade relativa do ar chegue a mínima de 26%, segundo a Climatempo. Já em relação à temperatura, a mínima na madrugada foi de 12ºC e a máxima pode chegar a 28ºC. Não há previsão de chuva.

    Tempo seco

    O Inmet dá algumas orientações aos moradores da capital:

    💧 Beba bastante líquido;

    🚫 Evite desgaste físico nas horas mais secas (período da tarde);

    ☀️ Evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.

    A Defesa Civil também faz uma série de orientações para minimizar os impactos da baixa umidade. Entre elas:

    • Evitar aglomerações;
    • Manter a hidratação;
    • Aplicar soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar ressecamento;
    • Usar chapéus e óculos escuros para se proteger do sol;
    • Evitar queima de lixo que podem provocar incêndios.

    Fonte: G1

  • Zoológico de Brasília acolhe e reabilita animais atropelados no DF

    Zoológico de Brasília acolhe e reabilita animais atropelados no DF

    De janeiro a junho deste ano, a instituição recebeu 14 animais atropelados em rodovias

    Animais típicos da fauna sul-americana, os tamanduás-bandeira, considerados como ameaçados de extinção, estão entre os animais silvestres que mais morrem atropelados nas rodovias. No Distrito Federal (DF), ao se envolverem em algum acidente, esses animais – e outros de médio a grande porte – contam com o acolhimento e cuidado das equipes capacitadas do Zoológico de Brasília.

    Carrapato, um tamanduá-bandeira atropelado em uma estrada de Goiás, teve traumatismo craniano. Ele conta com todos os cuidados da equipe de medicina veterinária para que se recupere e, se possível, volte para o seu habitat natural – Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    De janeiro a junho deste ano, o Hospital Veterinário (HVet) da instituição acolheu e tratou 14 animais atropelados. O tamanduá-bandeira Carrapato – apelido carinhosamente dado pela equipe após o animal dar entrada no HVet infestado pelo aracnídeo – foi um deles.

    Ele chegou ao hospital em 19 de junho com traumatismo craniano após ser atropelado em Cristalina, município no estado de Goiás. O animal conta com todos os cuidados da equipe de medicina veterinária para que se recupere e, se possível, volte para o seu habitat natural.

    “A gente faz tratamento com remédio e com medicina integrativa, que são sessões de acupuntura, laserterapia, ozonioterapia e fisioterapia. A gente se dedica ao máximo para que ele se recupere e possa retornar para a natureza”, defendeu a veterinária Ana Luísa Guedes.

    A veterinária Ana Luísa Guedes

    Carrapato está respondendo bem ao tratamento, mas segue internado e em observação em período integral pela equipe técnica. Gabriel Campanati é biólogo da instituição e, de acordo com ele, os atropelamentos envolvendo animais silvestres são comuns no DF.

    “As nossas grandes reservas são ilhas de vegetação em meio à cidade. Todas são isoladas por estradas movimentadas. Muitos desses animais são territorialistas. Quando têm que sair das áreas de preservação, inevitavelmente têm que atravessar as vias, o que aumenta a probabilidade de um atropelamento”, explicou.

    Além dos animais atropelados, o HVet acolheu, de janeiro a junho deste ano, mais 17 indivíduos que estavam com outros traumas oriundos de acidentes.

    “A gente trata os animais que estejam com outros tipos de traumas também. Agora na época de seca, as queimadas aumentam e podemos começar a receber animais vítimas de incêndios florestais”, pontuou Ana Luísa.

    Após reabilitados e em casos que a soltura no habitat natural é possível, a destinação desses animais fica a cargo dos órgãos de fiscalização ambiental, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    Jardim Zoológico – Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

    Número 190

    O Zoológico de Brasília somente recebe animais feridos que são destinados pelos órgãos ambientais, como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA).

    Caso presencie algum animal silvestre ferido, o BPMA deve ser acionado pelo 190 para que faça a melhor destinação do animal, que pode ser o Zoológico de Brasília ou clínicas conveniadas.

    “A gente só recebe animais pelos órgãos destinados a isso, como o BPMA, Ibama, Brasília Ambiental e as secretarias ambientais. Se a pessoa acreditar que seja uma emergência, ela deve ligar para o 190 e solicitar apoio do BPMA”, explicou o biólogo.