Categoria: Variedades

  • Mãe de Todas as Artes: 17º Salão do Artesanato começa na quarta-feira (8)

    Mãe de Todas as Artes: 17º Salão do Artesanato começa na quarta-feira (8)

    Principal evento dedicado à expressão artística manual no DF ocorre até o dia 12, no Pátio Brasil. Mostra reúne 80 mil peças de mais de 500 artesãos do país

    Símbolo da diversidade cultural brasileira, a produção artesanal estará em destaque no Distrito Federal entre quarta-feira (8) e o domingo (12), durante o 17º Salão do Artesanato. O evento abre o calendário nacional de feiras do setor este ano, e reunirá obras de mais de 500 artistas manuais, na varanda do shopping Pátio Brasil.

    O salão conta com a parceria do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do apoio da Secretaria de Turismo (Setur). Nesta edição, ele coincide com a semana do Dia das Mães, data que ilustra o tema “Artesanato: a Mãe de Todas as Artes”. Também apoiam o evento o Sebrae-DF e o Ministério do Empreendedorismo.

    A expectativa é que 60 mil pessoas circulem pelos estandes nos cinco dias de evento. Os visitantes poderão acompanhar de perto trabalhos manuais singulares a partir de tipologias como cerâmica, madeira, fios, capim, palha, metal, rendas, bordados e outras. Ao todo, serão cerca de 80 mil peças.

    De acordo com o secretário de Turismo, Cristiano Araújo, a mostra é uma ocasião importante para troca de experiências e contato com expressões artísticas de todas as regiões do país. Artesãos de 23 estados e do DF estarão representados.

    “Artesanato: a Mãe de Todas as Artes” será o tema desta edição do evento, que tem a expectativa de que 60 mil pessoas circulem pelos estandes nos cinco dias de mostra | Foto: Divulgação

    “O Salão do Artesanato é uma grande oportunidade para os artesãos apresentarem suas técnicas, comercializarem seus produtos e gerarem emprego e renda. A cultura e as histórias são representadas por esses artistas, por meio de seu trabalho. O GDF vem buscando cada vez mais valorizar e apoiar o artesanato de nossa capital”, afirma Araújo.

    Além disso, o evento impulsiona os setores de economia criativa e de turismo do DF, a partir da participação dos artistas manuais de outros estados, das rodadas de negócios e de possibilidades comerciais singulares para o segmento. A organização estima uma movimentação de R$ 4 milhões em vendas locais e negócios futuros, além da geração de mil empregos diretos e três mil indiretos.

    Para a mestre Cleziania Ribeiro, uma das cerca de 100 artesãs do DF, a parceria de mais de 30 anos com a Setur proporciona muitas oportunidades aos trabalhadores manuais do DF | Foto: Arquivo Pessoal

    Arte em traços, ritmos e texturas

    “O evento é relevante para o Distrito Federal porque traz para a cidade o que temos de melhor na produção artesanal de todos os estados”, avalia a diretora executiva da Rome Eventos, Leda Simone, organizadora da mostra este ano. “Para os artesãos, promove uma troca de experiências, a partir de produtos e técnicas de outros artistas, e, para a comunidade, é um momento ímpar de encontrar produtos de todas as regiões em um só lugar”, frisa.

    O salão também dá visibilidade ao artesanato produzido no DF. Dos 500 expositores de todo o país, cerca de 100 são da capital federal. Entre eles, a mestre artesã Cleziania Ribeiro, de 45 anos, que produz esculturas em cerâmica.

    A moradora de Ceilândia participa da iniciativa há pelo menos três edições, graças ao apoio da Secretaria de Turismo. “Participar desses eventos é de uma importância muito grande porque permite que a gente tenha uma vitrine para vender os nossos produtos em um local de grande visibilidade”, conta a artesã.

    Durante o evento, a pasta terá um estande com capacidade para 20 artesãos apresentarem seus produtos, gratuitamente, e outro para abrigar mais 10 artistas, que serão recebidos pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).

    Na visão de Cleziania, a parceria de mais de 30 anos com a Setur proporciona muitas oportunidades aos trabalhadores manuais do DF. “A secretaria cede os espaços para nós, o que nos dá visibilidade e acesso a locais que para a gente, enquanto artesãos, muitas vezes não temos condição de fazer o investimento. Então, com a Setur, a gente consegue ter acesso a locais que seriam inacessíveis para nós”, relata.

    O evento é aberto ao público e tem entrada gratuita. Além da compra de peças exclusivas produzidas artesanalmente pelos artistas, os visitantes também poderão aproveitar oficinas gratuitas de práticas como tapeçaria, bordado e cerâmica, mediante inscrição no dia.

     

     

  • Planetário de Brasília celebra 50 anos com evento em Taguatinga

    Planetário de Brasília celebra 50 anos com evento em Taguatinga

  • Queijeiros do DF são premiados em concurso internacional

    Queijeiros do DF são premiados em concurso internacional

    Cabríssima Queijaria Artesanal e Sítio Vila das Cabras levaram medalha de ouro e de bronze, respectivamente, no Mundial do Queijo do Brasil

    Queijeiros atendidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) foram premiados na terceira edição do Mundial do Queijo do Brasil, em São Paulo, entre os dias 11 e 14 de abril. Giovana Navarro, da Cabríssima Queijaria Artesanal, ganhou o ouro com o Queijo Brasília, e Ana Zélia Poubel levou o bronze com o Queijo Raclete.

    O evento é promovido a cada dois anos pela SerTãoBras, associação de produtores de queijos artesanais que conta com cerca de 250 associados oriundos da agricultura familiar de 17 unidades da Federação. O concurso conta, ainda, com a parceria da Guilde Internationale des Fromagers, uma das maiores associações de queijeiros do mundo, presente em mais de 40 países. Um dos principais objetivos do Mundial do Queijo do Brasil é dar visibilidade e valorizar os queijos produzidos por profissionais brasileiros.

    O grande vencedor do mundial foi o queijo Morro Azul, produzido pelo Laticínios Pomerode, de Santa Catarina. O concurso também premiou 598 queijos e produtos lácteos com diferentes medalhas. Foram 99 medalhas do prêmio máximo do super ouro, 149 de ouro, 150 de prata e 200 de bronze. Ao todo, 1.900 produtos foram avaliados por 300 jurados.

    “O Mundial do Queijo consegue projetar os queijos produzidos aqui para os outros estados e países. Considerando a Rota do Queijos do DF, a premiação desses produtos tem muita importância, pois começamos a falar de queijos que são reconhecidos por profissionais que entendem do assunto – muitos deles são jurados na França. Então, você acaba trazendo um reconhecimento para a rota de que a gente não tem só bons queijos, a gente tem os melhores queijos do Brasil. A gente já inicia uma rota com queijos premiados”, afirma Fernanda Lima, extensionista rural da Emater-DF, lembrando a recém-lançada Rota do Queijo do Distrito Federal e Entorno.

    Rota do Queijo

    A equipe da Cabríssima comemorou o ouro conquistado com o Queijo Brasília

    Dos produtores premiados no Mundial do Queijo do Brasil, três estão na Rota do Queijo. Além de Giovana Navarro, proprietária da Cabríssima Queijaria Artesanal, e Ana Zélia Poubel, proprietária do Sítio Vila das Cabras, o produtor Erbert Araújo, proprietário da Queijaria Ercoara, localizada no Entorno, foi premiado com a medalha de ouro com o Yogurte Ercoara, e levou a medalha de bronze com o doce de leite e com o queijo meia cura Lobeira. A propriedade é especialista em produtos feitos com leite de ovelha.

    “Nós dividimos essa alegria com a Emater-DF porque a empresa vem fazendo parte da nossa história também. O DF foi contemplado não só por meio da Cabríssima, mas por meio também da Vila das Cabras e da Ercoara, o que mostra que temos um caminho próspero a seguir. Nós estamos só plantando a sementinha, começando um trabalho onde teremos resultados, eu acredito, muito bons. O DF poderá conseguir fazer o seu nome no mundo dos queijos e, com a rota que nós estamos criando, isso vai ser fortalecido”, avaliou Giovana.

    Ana Zélia Poubel: “Ser recompensada com uma medalha de bronze num concurso mundial de queijo, onde pessoas que não te conhecem, que não conhecem seus queijos, provaram e aprovaram, muda a vida de um produtor”

    Ana Zélia conta que quando começou na produção de queijos, em 2016, fez cursos na Emater-DF e no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e depois buscou mais conhecimento por meio de pesquisas, testando fermentos e sabores até chegar a um queijo de boa qualidade.

    “Ser recompensada com uma medalha de bronze num concurso mundial de queijo, onde pessoas que não te conhecem, que não conhecem seus queijos, provaram e aprovaram, muda a vida de um produtor. As pessoas te procuram para conhecer a propriedade, o queijo, e isso é muito gratificante, além de aumentar muito as vendas”, disse.

    A Rota do Queijo do DF e Entorno terá a participação inicial de oito empreendimentos: Queijaria Rancharia, Sítio Vale das Cabras, Cabríssima, Queijaria Walkyria , Ateliê do Queijo, Malunga e Kero Mais, dentro do DF, e Ercoara, no Entorno. Além desses, há mais oito queijarias que serão agregadas à medida que forem sendo registradas na Divisão de Vegetais e Animais (Dipova) da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF).

  • Brasília, a melhor cidade para contemplar o Pôr do Sol

    Brasília, a melhor cidade para contemplar o Pôr do Sol

    No podcast Brasília para Brasília deste sábado (27), você confere os melhores locais para contemplar o pôr do sol na capital

    Inspiração para músicas, poemas e muitos retratos, não há quem não se apaixone pelo céu de Brasília e por seu entardecer. Seja da janela de casa, de dentro do carro voltando para casa ou em algum espaço público, a cada dia, brasilienses e visitantes são brindados com um belo pôr do sol. E esse será o tema do Brasília para Brasília deste sábado (27), que vai ao ar às 14 horas no canal @brasíliaparabrasília, a Rota Pôr do Sol.

    Há mil metros de altitude em relação ao nível do mar e em meio ao Planalto Central, a capital do país encontra as características perfeitas para um espetáculo da natureza a cada entardecer. Mas dizem que é no outono e no inverno que ele mostra-se mais imponente. Com o fim do período chuvoso, e a somatória dos dias quentes e das noites frias, o horizonte avermelha-se ao entardecer, mesclando tonalidades de rosa, laranja, amarelo, azul e uma infinidade de tons que encantam as pessoas.

    Mesmo acostumados, os brasilienses não se cansam de admirar e enchem os perfis das redes sociais com fotos do momento. Quem é de fora, bem depressa compreende os motivos que fazem com que o morador do quadradinho pare o carro, estenda uma canga ou cadeira de praia em pelo Eixo Monumental, e espere pela obra, por muitos, considerada Divina.

    Seja próximo à Praça do Cruzeiro – ponto mais alto do Plano Piloto – na Torre de TV, no Parque da Cidade, na Ermida Dom Bosco, na Ponte JK ou no Pontão, lugares é o que não falta para se esbaldar com a beleza. Mas o espetáculo é democrático e pode ser visto de quase todos os lugares.

    Fora do Plano Piloto, os parques ecológicos e urbanos, assim como as praças, estão sempre lotados por expectadores no período da seca. A Torre de TV Digital, o Morro da Capelinha e o Morro do Centenário – onde está localizada a Pedra Fundamental do DF – são outros pontos de observação.

    No programa deste sábado, além e conhecer o melhor espaço para contemplar a despedida do astro-rei por mais um dia, o diretor do Planetário de Brasília vai conversar com o jornalista Marcelo Moura sobre os motivos que tornam o céu da capital tão especial. Você não pode perder.

    Brasília para Brasília

    Uma realização do Instituto Cultural Estrela Ela (ICEE), em parceria com a Secretaria de Turismo, o projeto tem como objetivo divulgar e incentivar o turismo no Distrito Federal, por meio de conversas com personalidades da cidade, que ajudaram ou ajudam a construir a história da capital do país.

    Tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1987, pela das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a capital brasileira tornou-se mundialmente famosa por seu projeto urbanístico singular, assinado por Lúcio Costa, priorizando grandes áreas verdes, avenidas de fácil acesso e o convívio dos moradores nas unidades conhecidas como superquadras. Brasília também é referência em arquitetura, a partir dos traços de Oscar Niemeyer, considerado um dos maiores gênios da arquitetura mundial do século XX.

  • Viva Brasília 64 anos: o descanso nas asas do Eixão do Lazer

    Viva Brasília 64 anos: o descanso nas asas do Eixão do Lazer

    Há 33 anos, o espaço de lazer e prática esportiva dos brasilienses reúne pessoas diversas e atrai toda a população do Distrito Federal

    É nas manhãs de domingos e feriados, das 6h às 18h, quando os carros são proibidos de trafegar pelo Eixão, que o asfalto ganha vida. Bicicletas, patins, carrinhos de bebê, corredores, animais de estimação, vendedores e muitas pessoas transformam os 14 km da via que corta Brasília de Norte a Sul.

    Há 33 anos, a cada domingo, o Eixão se torna um vibrante palco com diversas atividades. Desde cedo, famílias, grupos de amigos, atletas e artistas ocupam as pistas. Entre eles, está a família Medeiros, que tem o hábito de sair do apartamento na Quadra 105 da Asa Norte e circular pelas pistas. “É um respiro na vida cotidiana. Vir para cá, participar das atividades, brincar, correr e, ao mesmo tempo, observar as pessoas caminhando é uma espécie de escape da rotina. Quando descemos dos prédios com as crianças, elas passeiam e brincam. Ainda tem essa diversidade que alimenta e anima”, relata o arquiteto Valério Medeiros.

    Ao lado da família, Juliane Medeiros reflete: “O fechamento do Eixão aos domingos permite que percebamos não só a questão patrimonial de Brasília, mas também a vida cotidiana” | Fotos: Paulo H Carvalho/Agência Brasília

    A esposa, também arquiteta, Juliane Medeiros, conta que a filha mais velha do casal, de 4 anos, é apaixonada pela rua e sempre insiste para a família sair e aproveitar a rua ampla. “O fechamento do Eixão aos domingos permite que percebamos não só a questão patrimonial de Brasília e os monumentos que existem, mas também a vida cotidiana que faz a cidade ter vida, no final das contas”, completa.

    Essa aprovação do Eixão foi constatada em pesquisa do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). O estudo mostra que a rua de lazer tem alto índice de aprovação da população. Tanto na Asa Norte como na Asa Sul, 94% afirmam ter frequentado em algum momento e o mesmo percentual se manifesta de maneira positiva quanto à realização da iniciativa. A pesquisa destacou que mais de 50% dos frequentadores são mulheres e a maioria está na faixa etária dos 35 a 59 anos.

    O Eixão do Lazer iniciou oficialmente em 1990 ー posteriormente a Lei Distrital nº 1.607/1997, estabeleceu as regras para o fechamento das pistas do Eixo Rodoviário. O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) é o responsável pelo fechamento semanal da via para o tráfego de veículos aos domingos e feriados, das 6h às 18h.

    ‌Espaço de esporte e lazer

    As amigas Graciele Mendonça e Mira Célia Reis saem de Sobradinho para se exercitar no Eixão

    Além de proporcionar uma pausa revigorante na rotina urbana, o Eixão é um espaço democrático que acolhe a todos. Moradores de outras regiões administrativas procuram a via em busca de um lugar seguro para passear ou para a prática de exercícios ao ar livre, geralmente incentivada com grupos de corrida, aulas de yoga e diversas atividades esportivas organizadas ao longo do percurso.

    As amigas Graciele Mendonça, de 37 anos, e Mira Célia Reis, de 31 anos, saem de Sobradinho para se exercitar e, segundo elas, respirar ar fresco. “Viemos caminhar, relaxar, pegar um solzinho. É um espaço bacana, familiar, com muita gente diferente, somos privilegiadas”, diz Mira Célia. Já Graciele destaca tudo o que pode encontrar durante a corrida. “O bom daqui é que tem grupos de exercícios, pessoas pedalando, muitos produtos à venda, música e ar puro. É muito legal, tudo o que você precisa está aqui”, destaca.

    O verdadeiro encanto do Eixão vai além das atividades físicas. É um espaço de lazer e um reflexo da diversidade cultural de Brasília. É possível, durante um descanso debaixo da árvore, acompanhar as atrações enquanto os músicos de rua da cidade proporcionam uma trilha sonora eclética.

    Público de todo o DF aproveita quando a via está fechada para os carros

    Concentradas principalmente no lado norte da cidade, as atrações se dividem por quadras. Choro, jazz, samba, reggae e música eletrônica servem de entretenimento durante todo o dia.

    O grupo de maracatu Vivendo e Batucando é um dos que alegram os transeuntes logo no início do dia. As aulas de percussão do projeto são realizadas pela manhã e os alunos, munidos de tambores, agbés, ferros e caixas, circulam pela via, ensaiando e animando os presentes.

    “Eles trazem esse batuque pra cá de forma pedagógica. Damos uma volta de cerca de 300 metros tocando, para que sintam o sol. As pessoas acompanham, participam, e temos a rua como palco do maracatu. O Eixão é o palco perfeito”, relata o professor de percussão, Teo Monteiro.

    Economia

    E o que dizer da diversidade gastronômica? Dos vendedores de picolé aos churrasquinhos, das barracas de suco natural aos food trucks gourmet, há uma verdadeira festa de sabores. Ao longo do percurso, barracas surgem oferecendo de tudo, inclusive artesanato local, cangas e roupas coloridas.

    Há 19 anos, o vendedor Pedro Rodrigues tem o ponto certo no gramado e, com a venda de água natural, coco, refrigerantes e energéticos, garante o sustento da família.“Morei muito tempo aqui na Asa Norte e precisava complementar a renda, achei um local bom aqui e, desde então, sigo com a minha banca, já tenho clientes fiéis, amizades e a venda me ajuda no sustento da família”, conta.

    De acordo com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), a pasta tem acompanhado de perto as iniciativas e as ações culturais no Eixão do Lazer. “Estamos comprometidos em garantir que as iniciativas culturais e econômicas sejam valorizadas e incentivadas. Reconhecemos a importância de um olhar próximo sobre as atividades culturais e econômicas criativas para garantir o sucesso deste projeto”, conclui o secretário Claudio Abrantes.

  • Conheça o Lago Oeste, refúgio turístico e gastronômico dos brasilienses

    Conheça o Lago Oeste, refúgio turístico e gastronômico dos brasilienses

    Parte do cinturão verde que circunda a capital, o Lago Oeste será visitado na próxima edição do podcast Brasília para Brasília que vai ao ar no sábado (20/04), véspera do aniversário de 64 anos da capital. Localizado entre Sobradinho, Brazlândia e o Plano Piloto, a região é uma importante produtora de hortaliças para o Distrito Federal, mas tem ganhado espaço na gastronomia e no cenário turístico do quadradinho.

    Localizado há pouco mais de 20 minutos do centro da capital, o Lago Oeste tem se destacado como refúgio do brasiliense e dos visitantes. As opções são variadas e incluem excelentes restaurantes, pousadas, casas para temporada, cachoeiras e muito, muito verde e ar puro. É difícil imaginar estar tão perto do centro das decisões políticas, após alguns minutos na região.

    O Brasília para Brasília vai revelar os encantos do Lago Oeste, das dicar do que fazer na região e deixar o público com água na boca. O programa vai ao ar no sábado, às 14 horas, pelo canal @brasiliaparabrasilia no youtube.

    O Brasília para Brasília

    Uma realização do Instituto Cultural Estrela Ela (ICEE), em parceria com a Secretaria de Turismo, o projeto tem como objetivo divulgar e incentivar o turismo no Distrito Federal, por meio de conversas com personalidades da cidade, que ajudaram ou ajudam a construir a história da capital do país.

    Tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1987, pela das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a capital brasileira tornou-se mundialmente famosa por seu projeto urbanístico singular, assinado por Lúcio Costa, priorizando grandes áreas verdes, avenidas de fácil acesso e o convívio dos moradores nas unidades conhecidas como superquadras. Brasília também é referência em arquitetura, a partir dos traços de Oscar Niemeyer, considerado um dos maiores gênios da arquitetura mundial do século XX.

    “O charme arquitetônico e colorido da capital rendeu o reconhecimento como a oitava Cidade Patrimônio Mundial Cultural mais instagramável do mundo, com 13,27 milhões de fotos publicadas, de acordo com estudo realizado pela empresa britânica Design Bundles em 2019. Com o Rio de Janeiro, que ficou em segundo lugar no ranking internacional, Brasília desbancou destinos como Barcelona, na Espanha; Paris, na França, e Bali, na Indonésia”, destaca a coordenadora do projeto, Mônica Lemets.

    Terceira maior cidade do país, Brasília encanta por suas diferenças. A origem de seu povo, vindo das cinco regiões do Brasil, tornou o Distrito Federal um celeiro de arte, gastronomia e muitas riquezas. O Brasília para Brasília é apresentado pelo jornalista Marcelo Moura. Você não pode perder.

  • Aniversário de Brasília tem shows católicos e balonismo nesta quinta-feira (18)

    Aniversário de Brasília tem shows católicos e balonismo nesta quinta-feira (18)

    Programação também prevê visita aos principais monumentos da cidade e atividades diversificadas nas regiões administrativas do DF

    Brasília está prestes a celebrar 64 anos, e a programação para comemorar o aniversário da capital segue movimentando a cidade. Para esta quinta-feira (18), há diversas atividades gratuitas, de shows e eventos religiosos a festivais de balonismo. O que não falta é opção para agitar o brasiliense.

    Nesta quinta, o destaque vai para o evento católico com a apresentação musical do padre Fábio de Melo, na estrutura montada no complexo da Torre de TV. O show está previsto para começar às 20h30, mas haverá outras atrações católicas com bandas locais a partir das 14h.

    Também começa nesta quinta o Festival de Balões. Entre as 14h e as 18h, o céu na altura do gramado do Eixo Monumental ficará colorido com a apresentação da Etapa Nacional do Campeonato de Balonismo. O festival segue até o dia 28 deste mês.

    Padre Fábio de Melo é uma das atrações da noite desta quinta-feira, na Torre de TV | Foto: Divulgação

    A programação do aniversário ainda prevê uma visita, pela manhã, aos principais monumentos da cidade promovida pela Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL).

    O Recanto das Emas vai receber, a partir das 13h, o LAB Biblioteca Renato Russo. As oficinas ocorrerão no Centro de Ensino Médio (CEM) 111 da cidade.

    História, arte e cultura

    O Memorial JK será palco para o ciclo de visitas guiadas Descobrindo Brasília: um passeio pela história | Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília

    Até o próximo sábado (20), o Memorial JK e o Museu do Catetinho receberão a cada dia cerca de 40 crianças em vulnerabilidade social para visitas guiadas intituladas Descobrindo Brasília: um passeio pela história.

    Ao longo de todo este mês, as estações do metrô Galeria e Central apresentarão a exposição dos artistas plásticos Xande e Rivas, tendo Brasília como tema.

    Aulões de dança também serão ofertados nos complexos culturais de Samambaia e de Planaltina, Centro de Dança, Espaço Cultural Renato Russo e Casa do Cantador.

    Já na Biblioteca Nacional de Brasília, serão realizados clubes de leitura uma vez por semana com a discussão de obras do poeta Nicolas Behr.

    Durante o mês ocorre ainda a primeira edição do concurso de fotografia Regina Santos. Serão contempladas três categorias: fotografias de natureza, de pessoas e de arquitetura. A premiação varia de R$ 1 mil a R$ 10 mil. As imagens vencedoras ficarão expostas no Espaço Oscar Niemeyer, na Praça dos Três Poderes.

    Clique aqui para ver a programação completa do aniversário de Brasília.

  • 9ª Feira da Goiaba terá 30 estandes para venda de flores e plantas ornamentais

    9ª Feira da Goiaba terá 30 estandes para venda de flores e plantas ornamentais

    Evento será realizado em Brazlândia de 5 a 7 de abril e de 12 a 14 de abril

    Apaixonados por plantas ornamentais, flores e jardinagem poderão conferir a próxima edição da Feira de Floricultura e Jardinagem de Brazlândia (Florabraz), que será realizada durante a 9ª Feira da Goiaba, de 5 a 7 e de 12 a 14 de abril. A feira é uma oportunidade do público comprar flores e plantas ornamentais direto dos produtores rurais do Distrito Federal. Serão 30 estandes com diversos tipos de plantas cultivadas aqui na região. Entre os destaques estão as orquídeas, bromélias, cactos e suculentas, paisagismo em geral, além de mudas de hortaliças e frutíferas.

    A Feira da Goiaba é realizada na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão, localizada no Incra 6, em Brazlândia. Para o gerente da Emater-DF em Brazlândia, Claudinei Machado Vieira, comprar plantas produzidas localmente tem a vantagem da adaptabilidade e da durabilidade da planta, além de valorizar a produção local. “A Florabraz deixa o espaço da Feira da Goiaba ainda mais bonito e proporciona uma oportunidade de comercialização para produtores e consumidores, que terão não só os produtos derivados da goiaba, mas também plantas, flores e paisagismo”, disse o gerente.

    “Produtores de todo o Distrito Federal vêm comercializar aqui na Florabraz, todos assistidos pela Emater-DF, que auxilia para que as plantas oferecidas tenham qualidade, além da diversidade que é apresentada pelos produtores”, completa Vieira.

    Para a produtora rural Leila Januária Camargo, do Núcleo Rural Vale da Samambaia, que fica no Setor habitacional Água Quente, as expectativas para participar da Florabraz são as melhores possíveis. Ela produz e vende plantas em vasos e pendentes, como caladium, samambaias e coleus. “Essas participações são muito boas, em primeiro lugar porque a gente vende e vende bem, e também a gente divulga o nosso produto e traz o cliente para a nossa propriedade”, afirma a produtora, que não perde uma oportunidade de expor nessa feira.

    A Florabraz tem duas edições por ano. A primeira durante a Feira da Goiaba e a segunda na Feira do Morango, que geralmente entre os meses de agosto e setembro.

  • Parque da Cidade é referência para treinos de grupos de corrida

    Parque da Cidade é referência para treinos de grupos de corrida

    Manutenção em dia e serviços prestados pelo GDF no local contribuem para a promoção da saúde e do bem-estar dos frequentadores

    Quem passeia pelo Parque da Cidade encontra, além de muito verde, um local propício para a prática de esporte. Atividades como a corrida, caminhada, patins, futevôlei e ciclismo são as mais comuns de serem vistas. É lá também que projetos esportivos têm encontrado espaço para incentivar hábitos saudáveis entre a comunidade.

    “O Parque da Cidade é nossa referência em espaço livre para a prática de atividade física”, afirma Gaby Gonçalves, idealizadora do projeto Superação DF, promovido por uma rádio local. “É um espaço extremamente democrático, pois é possível praticar várias modalidades nos oferecendo estacionamento, banheiros, pistas bem-sinalizadas, segurança e uma energia que só o Parque da Cidade tem.”

    Com treinos gratuitos no estacionamento 11 do parque, a iniciativa conta, atualmente, com 160 integrantes. “O Superação foi criado para motivar, incentivar pessoas a saírem da zona de conforto”, detalha Gaby. “Não precisa ser atleta, basta querer sair do sedentarismo e se juntar a nós. Não cobramos mensalidades, e todos são bem-vindos”.

    Várias modalidades esportivas, como o ciclismo, encontram no Parque da Cidade um local propício para a prática | Foto: Divulgação/Secretaria de Esporte e Lazer

    Uso democratizado

    O secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, reforça: “Abrir esse espaço para as assessorias e os grupos específicos de corridas é democratizar a utilização do parque”, diz. “É essencial apoiar iniciativas como essas, pois não apenas promovem a prática esportiva, mas também estimulam a integração social e o bem-estar da comunidade”.

    Há 14 anos fornecendo treinamento para caminhada, corrida e triatlo, a Time Assessoria Esportiva também marca presença no parque. Com uma base sólida de 350 alunos, os integrantes também elegeram o local como ponto ideal para as atividades, praticadas regularmente ao longo da semana.

    A abordagem  aos alunos se baseia no histórico de saúde, disponibilidade e objetivos individuais de cada um. “A partir dessas informações, elaboramos um programa de treinamento personalizado e oferecemos diversas opções de sessões presenciais com nossos instrutores para orientação direta na execução das atividades”, explica o diretor da assessoria, Filipe Albuquerque. “As melhorias que vêm sendo feitas no Parque da Cidade trazem mais segurança e comodidade para todos os frequentadores, inclusive para os alunos da, que estão mais assíduos aos treinos no local. O parque estava precisando dessa atenção”.

    Práticas saudáveis

    O administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno, apoia as iniciativas. “A diversidade de participantes nos grupos de corrida reflete a característica desses espaços, onde pessoas de diferentes origens e perspectivas se reúnem em torno de objetivos comuns”, aponta. “Esperamos que a tendência de apoio e incentivo aos grupos de corrida prossiga em crescimento, motivando um número cada vez maior de pessoas a adotar um estilo de vida saudável e ativo por meio da prática da corrida”.

    Os grupos que tiverem interesse em realizar treinos no Parque da Cidade devem procurar a administração do local e, por meio de um profissional de educação física, solicitar uma autorização. “A diversidade de participantes nos grupos de corrida reflete a característica desses espaços, onde pessoas de diferentes origens e perspectivas se reúnem em torno de objetivos comuns”, avalia Todi Moreno. “Esperamos que a tendência de apoio e incentivo aos grupos de corrida prossiga em crescimento, motivando um número cada vez maior de pessoas a adotar um estilo de vida saudável e ativo por meio da prática da corrida”.

  • Produção de mirtilo impulsiona renda de agricultores do DF

    Produção de mirtilo impulsiona renda de agricultores do DF

    Com assessoria técnica da Emater produtores investem na fruta, que se adapta bem ao clima do Cerrado e abre possibilidades dentro do turismo rural

    Produzir mirtilo como forma de desenvolver o turismo rural. Foi assim que, há um ano, a produtora rural Leandra Alvarenga e a família dela decidiram iniciar esse cultivo na região da Rota do Cavalo, em Sobradinho. Também conhecida como blueberry, a fruta típica da América do Norte e de regiões frias tem ganhado espaço na gastronomia e nos lares brasilienses.

    A ideia, conta Leandra, é unir memória afetiva com um produto com bom retorno financeiro. Foram três anos de estudos até começar o plantio ao lado do marido, Evaldo, e da irmã, Zuilene Soares, que são servidores públicos.

    Hoje, com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), são mais de 2 mil mudas plantadas em 2,5 mil metros quadrados. Embora tenham tido alguns percalços no início, eles já estão na segunda safra, que promete já ser bem melhor que a primeira. A Emater-DF tem nove produtores de mirtilo cadastrados, oito dos quais com o plantio em formação. Com isso, existe uma expectativa de produção de cerca de 48 toneladas de mirtilo para serem comercializadas já em 2025. A média de produção por hectare é de 16 toneladas.

    Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

    Fruta saudável

    Cada pé de mirtilo, conta Leandra, pode chegar a produzir quatro quilos ao ano. E o retorno financeiro vale a pena. O pacote com 150 gramas sai da propriedade a R$ 12,50. Por enquanto, eles focam a venda direta do produto in natura, mas também começaram a produzir geleias, sucos e doces, além de firmarem parcerias com outros produtores que preparam de cucas a licor de mirtilo.

    “Nunca fomos produtores; quando chegamos aqui, começamos a pesquisar, escolhemos a planta e buscamos apoio da Emater-DF”, conta Leandra, que deixou o mercado financeiro para uma mudança completa de vida com a família.

    Zuilene, irmã de Leandra, lembra que o mirtilo foi escolhido também por ser uma fruta de grande potencial para a saúde. “O mirtilo é a fruta da longevidade”, aponta. “Vários estudos mostram que auxilia no combate à depressão, diabetes e problemas cardíacos. Além disso, é uma fruta de valor agregado. Demanda pouca área e é bem valorado”.

    Assessoria técnica

    A extensionista rural e agrônoma Clarissa Campos, da Emater-DF, dá o suporte técnico para a produção de Leandra. Ela conta que, por se tratar de uma cultura nova no DF, o mirtilo tem crescido no interesse dos produtores, que veem boas oportunidades no mercado.

    Isso porque a maior parte dos mirtilos que chega aos consumidores vem do Peru. Embora seja originária do Hemisfério Norte, a fruta tem variedades que se adaptam muito bem ao clima tropical. Duas dessas são as mesmas plantadas por Leandra e sua família: biloxi e emerald.

    “O plantio precisa de conhecimento técnico”, explica Clarissa. “É preciso ter uma estrutura adequada no solo, e a adubação é feita com água – mas um dos gargalos é a colheita. Apesar de ser uma planta rústica e resistente, o mirtilo é delicado, e a colheita precisa ser feita à mão, com armazenagem em área fria logo depois.”

    Aí entra o trabalho da Emater-DF, que acompanha da produção ao escoamento, passando pelo manejo e a agroindústria. Os produtores que quiserem contar com esse suporte podem procurar uma das 15 unidades da empresa no DF.

    Rota da Fruticultura

    Consultor do programa Rota da Fruticultura, o pesquisador Firmino Nunes de Lima ressalta que o mirtilo é uma fruta que gera alta rentabilidade para o produtor. Por isso, acredita que políticas públicas que englobem a fruta, como a própria Rota da Fruticultura, contribuem para aumentar a produção e, consequentemente, o mercado no DF.

    A Rota da Fruticultura é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Regional em conjunto com órgãos parceiros, associações e entidades locais. O objetivo é elaborar estratégias para aumentar a produção e o fornecimento de frutas para mercados internos e externos, gerar emprego e renda na região, promover o intercâmbio de experiências e tecnologias, diversificar e implantar novas culturas e fomentar e motivar novos agricultores na produção de frutas no DF e Entorno.

    Um dos desafios é o alto custo de implantação, que ultrapassa R$ 300 mil por hectare. A variedade cultivada no DF, contudo, traz uma enorme vantagem sobre as produzidas nas regiões mais frias do país, pontua Firmino.

    “Conseguimos frutos o ano todo”, afirma o pesquisador. “A grande vantagem é a não competitividade com o mercado internacional, que colhe no frio”. Isso ocorre por conta das variedades plantadas aqui e em outros locais com uma produção mais tradicional.

    Em dezembro, durante a AgroBrasília 2023, foi assinado um acordo de cooperação técnica (ACT) com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), formalizando a atuação da Emater-DF e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri) no trabalho realizado junto aos produtores rurais do DF para aumentar a produção de frutas, como açaí e mirtilo.