Categoria: Variedades

  • Cafeicultoras se unem para fortalecer cadeia produtiva do grão no DF

    Cafeicultoras se unem para fortalecer cadeia produtiva do grão no DF

    Com apoio técnico do GDF, associação reúne produtores rurais de todo o Centro-Oeste e tem apenas mulheres nos cargos de liderança

    Seja para iniciar o dia com o pé direito, seja para acompanhar um lanche da tarde, o café está presente na mesa de milhares de brasileiros diariamente. No Distrito Federal, o grão é desenvolvido por mais de 100 agricultores especializados em uma área de aproximadamente 400 hectares. Com o objetivo de expandir o alcance do produto local e, assim, conquistar o mercado nacional e internacional, foi criada a primeira organização brasiliense de produtores do ramo – a Associação de Empreendedores de Café do Lago Oeste (Elo Rural).

    Fundada em janeiro deste ano, a associação já conta com 26 membros e recebe acompanhamento técnico do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), que oferece apoio integral aos agricultores do plantio à colheita. Todos os cargos de liderança da associação são ocupados por mulheres, e há associados de todo o Centro-Oeste.

    Produção local

    “O pequeno produtor só cresce quando está junto”, ressalta a presidente da Elo Rural, a cafeicultora Lívia Tèobalddo. “Não temos como galgar mercado se não for por meio da união. Nós nascemos de um atrevimento. Duas pequenas produtoras começaram um grupo de WhatsApp para reunir outros produtores e distribuir melhor o conhecimento sobre a cadeia produtiva de café. Um foi chamando o outro até que apareceram mais produtores e especialistas no ramo, surgindo a necessidade de institucionalizar esse movimento. Queremos colocar o Distrito Federal no mapa mundial de cafés especiais.”

    No final de junho, houve uma reunião entre a Elo Rural e a Emater sobre medidas e projetos para expansão do ramo cafeicultor. As produtoras apresentaram amostras dos cafés produzidos por associados, promoveram rodadas de degustação e entregaram um documento com demandas do setor à diretoria da empresa pública.

    Incentivo

    Na lista há a criação de um programa de incentivo à produção de café, o restabelecimento do programa Brasília Qualidade no Campo, a promoção de cursos de capacitação para produtores e colaboradores, apoio com crédito rural e mais. Os cafés desenvolvidos pela associação estão expostos para venda na Florada Café, na 216 Norte.

    Lívia entrou para o ramo cafeicultor em 2023, quando o pai precisou se afastar da gestão da chácara da família por problemas de saúde. “Eu não tinha experiência nenhuma, era da área jurídica, mas assumi o desafio e, pesquisando, percebi que o melhor seria o plantio agroflorestal” , lembra. “Descobri a Rota da Fruticultura e escolhi começar com o açaí. Depois, pensei em plantar o café entre as fileiras e iniciei o preparo da terra”. O plantio do grão deve começar em dezembro, com 4 mil mudas dos tipos arara e catuaí-amarelo. O açaí já foi plantado e, assim como o café, deve ser colhido daqui a três anos.

    O café plantado no DF é o arábica, que possui menos cafeína e, segundo apreciadores, é mais doce do que outros tipos. “Esse tipo de café tem um gosto mais suave e se desenvolve muito bem em altitudes elevadas, acima de 800 metros, que é o caso de praticamente todo o DF”, explica, explica o técnico da Emater Bruno Caetano. “Também prefere temperaturas mais amenas, em que consegue ter uma maturação melhor e de mais qualidade”.

    Os cuidados com o grão implementados desde a nutrição do solo ao armazenamento dos produtos resultam em cafés especiais com maior valor agregado, ensina Bruno: “A qualidade do café local se deve à aplicação de pesquisas e tecnologias na produção, como estudo do solo e do clima, seleção de variedades produzidas e seleção de grãos, que garantem, também, uma produção rentável, se aplicados corretamente”.

    Ainda segundo o técnico, a Emater oferece desde orientações individuais, com técnicas sobre adubação e irrigação, palestras e imersões e a emissão do Certificado de Agricultor Familiar (CAF). “Também levamos os produtores mais novos para conhecerem o trabalho dos mais antigos daqui do Lago Oeste para que pudessem ver quais são os desafios e as dificuldades do plantio e da mão de obra, além das vantagens do café”, relata.

    Qualidade e sabor diferenciados

    Alguns dos cafés desenvolvidos por associados foram analisados por K.J. Yeung, avaliador sensorial de café reconhecido internacionalmente. As pontuações recebidas foram de 82 a 86,6, em uma escala padronizada de 1 a 100. A vice-presidente da Elo Rural, Flávia Penido, obteve a pontuação mais alta.

    Maria José Rodrigues Ferreira começou a plantar café há dez anos: “Para mim, era a extensão do meu jardim; agora é minha lavoura”

    A relação de Flávia com o cultivo de café – o catuaí-vermelho – começou em 2022, quando ela assumiu o manejo das plantações de uma chácara adquirida pela irmã no Lago Oeste. A propriedade conta com meio hectare de agrofloresta, composta por cafeeiros, abacateiros e amoreiras, entre outras plantas.

    “É minha primeira experiência com o manejo do café”, conta. “Estou aqui desde 2022 e em janeiro de 2023 fiquei desempregada, me dando a possibilidade de entrar de cabeça na produção.” Na mesma época, ela passou a ser atendida pela Emater.

    Além do grão torrado e moído, a vice-presidente da Elo Rural comercializa a casca do café, que é desidratada com mucilagem e polpa após o grão ser retirado. “Nós utilizávamos a casca como adubo, até que, no ano passado, descobri a possibilidade do chá”, afirma. “A casca tem menos cafeína do que o café, mas tem propriedades medicinais que ajudam na redução de diabetes, colesterol e alguns tipos de câncer, além de ser boa para a pele”, conta ela, que participa de uma pesquisa junto à Universidade de Brasília sobre subprodutos do café.

    Já a diretora financeira da Elo Rural, a produtora rural Maria José Rodrigues Ferreira, decidiu plantar café há cerca de uma década. Atualmente, ela cultiva o arábica do tipo catuaí-vermelho. “Meu marido é mineiro, e eu brincava dizendo que nós tínhamos que ter café plantado por causa disso”, lembra . “Um dia, passei em um lugar e comprei dois pés de café. Plantei e cuidei como se fossem meus filhos. Eles cresceram bem, produziram muitos grãos. Então, decidi plantar mais e mais, até que comecei a comercializar também. Hoje tenho 1.500 pés”.

    Maria José afirma que a união dos produtores e a criação da Elo Rural mudaram a forma de lidar com o cultivo do grão. “Para mim, era a extensão do meu jardim; agora é minha lavoura”, resume. “Vejo que pode me render muitas coisas, e estou estudando para entender cada vez mais desse mundo”. Os grãos são comercializados na própria chácara, no Lago Oeste, por cerca de R$ 100 o quilo.

  • O amor está no Zoo: Equipes fazem ações temáticas de Dia dos Namorados para animais

    O amor está no Zoo: Equipes fazem ações temáticas de Dia dos Namorados para animais

    Clima de romance, frutinhas e picolés de carne em formato de coração são ofertados para casais que vivem juntos no Zoológico de Brasília

    Com o Dia dos Namorados chegando, o amor está no ar até no Zoológico de Brasília. Nesta segunda-feira (10), uma ação especial levou enriquecimento alimentar e ambiental romântico aos casais de animais. Um varal de frutas foi disposto para os lêmures e picolés de carne e frango em formato de coração foram entregues para as ariranhas.

    “A gente tem alguns casais muito especiais. Selecionamos alguns para ofertar o enriquecimento alimentar e também sensorial. O enriquecimento faz parte da rotina do zoológico. Temos um cronograma mensal para os animais. É uma forma mais divertida de proporcionar o que eles teriam no habitat natural”, afirmou a gerente de Bem-estar do Zoo, Camila Rocha.

    Lua de mel

    O Zoológico de Brasília é referência mundial na reprodução de ariranhas | Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

    O Zoológico de Brasília é referência mundial na reprodução de ariranhas. E o casal que vive junto por lá desde 2022, Macau e Saraê (ou Sarinha, para os cuidadores diários), está em lua de mel. “Eles são um casal firme, já procriaram e eles namoram muito, então a gente fica sempre de olho se vai ter uma reprodução”, destacou Camila.

    Macau veio do Zoológico da Alemanha e chegou a Brasília em 2019. Já a fêmea Saraê chegou em 2022, após decisão da Associação de Zoológicos e Aquários no Brasil junto com o ICMBio para reprodução da espécie. Ela estava no Aquário de São Paulo.

    Julian e Pandora vieram para Brasília de Itatiba (SP)

    Já os lêmures Julian e Pandora, outro casal muito querido pelo Zoo e pelo público brasiliense, chegaram em abril do ano passado transferidos do Zoo Parque Itatiba, em São Paulo.

    Conservação da espécie

    Diversos casais compõem a fauna conservada pelo zoológico da capital. Desde outubro de 2023 nasceram 15 animais – entre escorpiões, jiboias, tamanduás-mirim, aranhas-armadeiras, e jacutingas.

    Camila Rocha conta que a instituição pode, em breve, receber mais filhotinhos de lobo-guará, do casal Mônica e Zangado. A fêmea apresentou ganho de peso e mudança no comportamento ao cavar tocas, sinais de que pode estar prenha. “Eles já estão mais separados do público, mais escondidos para respeitar a privacidade e não causar nenhum dano a essa possível gestação”, ressaltou a gerente de Bem-estar.

    O diretor-presidente do Zoo, Wallison Couto, reforça a importância do trabalho feito para proporcionar a conservação das espécies ameaçadas de extinção acolhidas no Zoológico de Brasília. “Um dos pilares que temos é a questão da conservação do meio ambiente e dos animais. Com os casais há a questão da reprodução que também é importante. Quando eles estão bem cuidados e reproduzindo, além de contribuir com a parte de educação para nós, contribui para a conservação das espécies”, observou.

    O diretor adiantou, ainda, a cada mês as equipes trabalham com uma temática diferente e que, após o Dia dos Namorados, o enriquecimento ambiental será voltado às festividades juninas.

  • Projeto Dia da Mulher entra em sua 13ª edição com serviços médicos e jurídicos gratuitos

    Projeto Dia da Mulher entra em sua 13ª edição com serviços médicos e jurídicos gratuitos

    Ação ocorrerá nesta segunda-feira (3), das 8h às 17h, no Nuclão da DPDF; as 12 primeiras edições do evento prestaram, juntas, quase 15 mil assistências

    A 13ª edição do Dia da Mulher da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) vai oferecer serviços gratuitos de ginecologia, psicologia e fisioterapia, em parceria com o Centro Universitário de Brasília (Ceub). A ação será realizada nesta segunda-feira (3), das 8h às 17h, no Nuclão da DPDF, localizado no Setor Comercial Norte (SCN), Quadra 1, Edifício Rossi Esplanada Business, próximo ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A iniciativa é voltada para mulheres em situação de vulnerabilidade.

    A instituição de ensino superior vai disponibilizar duas ginecologistas e serviços de psicologia para acolher as demandas das mulheres em situação de risco e vulnerabilidade social. A parceria oferecerá, ainda, atendimentos de fisioterapia e orientações para a prevenção e o cuidado da saúde feminina. Os serviços serão disponibilizados no período matutino.

    O Dia da Mulher da Defensoria Pública do DF ocorre na primeira segunda-feira de cada mês. Caso seja feriado, a ação é realizada no primeiro dia útil subsequente. Durante as 12 primeiras edições do evento, realizado desde maio de 2023, foram prestadas quase 15 mil assistências. A cada mês, novas parcerias são firmadas com o objetivo de ofertar mais serviços exclusivos para mulheres em situação de risco devido a fatores sociais, econômicos e violência.

    Para a coordenadora do evento e subdefensora pública-geral, Emmanuela Saboya, a parceria com o Ceub é uma iniciativa valiosa. “Ao unir forças para proporcionar serviços essenciais de saúde para o público feminino, as instituições não apenas melhoram a qualidade de vida das pessoas atendidas, mas também promovem a equidade e fortalecem a rede de proteção, exemplificando como ações integradas e colaborativas podem ter um impacto significativo na promoção da justiça social e na redução das desigualdades”, defendeu.

    Atendimentos

    O Dia da Mulher oferece diversos serviços gratuitos para atender o público feminino em várias áreas. No campo jurídico, a iniciativa oferta atendimentos de conciliação e mediação, orientação jurídica, iniciais de Família e de Fazenda Pública, acompanhamento processual, exames de DNA e atendimento psicossocial.

    Na área da educação, são disponibilizadas vagas de estágio de ensino médio, técnico e superior, além de vagas para jovem aprendiz, de 14 a 24 anos, disponibilizadas pelo Instituto da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF). A ação também conta com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que realiza cadastros no Programa Senac Cursos de Gratuidade (PSG). A entidade oferece ainda, pela Carreta da Beleza, serviços voltados à autoestima da mulher como design de sobrancelhas e corte de cabelo.

    A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet) oferta vagas de empregos e atendimentos ao empregador, como CTPS Digital, seguro-desemprego, orientação profissional, Cesta do Trabalhador, inscrições e orientações para diversos cursos de qualificação profissional e de orientações para o orograma de microcrédito Prospera.

    Ações de prevenção e enfrentamento da violência doméstica contra a mulher também estão presentes no evento. A Secretaria da Mulher participa da iniciativa com a entrega de kits e panfletos informativos, além da prestação de orientações a mulheres vítimas de violência. O Núcleo Judiciário da Mulher do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) disponibiliza atendimentos psicossociais de orientação e de sensibilização, além da distribuição de materiais informativos. A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), por sua vez, por meio da Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), presta apoio psicossocial às vítimas de violência e seus familiares.

    Na área da saúde, as mulheres em situação de vulnerabilidade social participantes do projeto contam com mamografias, exames citopatológicos e consultas odontológicas, além de exames de autocoleta de prevenção do câncer do colo do útero para as mulheres de 30 a 49 anos. Também será possível aferir a pressão ocular. Ainda na área da saúde, a Secretaria de Saúde oferece vacinação contra hepatite B e tríplice viral (rubéola, caxumba e sarampo), febre amarela e DT (difteria e tétano).

    Evento da DPDF ocorre na primeira segunda-feira de cada mês; caso seja feriado, a ação é realizada no primeiro dia útil subsequente

    A Secretaria da Pessoa com Deficiência disponibiliza o Cadastro da Pessoa com Deficiência, a Carteira de Identificação para Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, orientações sobre passe livre especial e sobre Benefício de Prestação Continuada (BPC), além da distribuição de material informativo. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) também participa do evento e realiza atendimentos referentes à regularização e à inscrição em programas habitacionais.

    O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Móvel, da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), oferta a prestação de serviços socioassistenciais, com a disponibilização de 100 senhas. E a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) vai distribuir água potável ao longo do evento.

  • Voo direto Brasília-Santiago é reinaugurado

    Voo direto Brasília-Santiago é reinaugurado

    Antes enfrentando quase 8h entre escalas para chegar ao Chile, agora quem embarca em Brasília consegue chegar à capital chilena em menos de 5h. Outros destinos também serão possibilitados com o novo trecho aviário

    Para os viajantes que passam pelo Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek, embarcar para Santiago sem escalas volta a ser uma realidade. Neste sábado (1º), a companhia aérea Latam promoveu a cerimônia de retomada do voo ligando a capital federal à capital chilena sem conexões.

    Uma viagem que antes durava aproximadamente 8h, com escalas muitas vezes em Guarulhos, Florianópolis ou demais cidades, volta a ser feita de forma direta em menos de 5h, uma redução de quase 3h no tempo de voo. O avião da primeira viagem direta ao Chile desde a pandemia de covid-19 decolou próximo às 9h, com duas mulheres à frente da tripulação, tanto a piloto como a copiloto.

    Entre os passageiros do voo para Santiago, que teve 90% de ocupação preenchida, estava o jornalista Renato Abê. Antes de decolar, ele declarou que a nova possibilidade traz mais conforto aos viajantes. “A gente se organiza o ano todo para conseguir finalmente sair de férias, então a possibilidade de um voo direto facilita muito para que a gente consiga chegar mais tranquilo, sem tanto aperreio. A gente ganha mais um tempinho, não fica viajando o dia inteiro e chega logo ao destino para finalmente curtir e descansar.”

    Por ser de Fortaleza, Renato ressaltou também a importância do voo ser uma conexão que liga não apenas quem vive em Brasília, mas todo o Brasil. “No meu caso faz mais sentido vir para cá para um voo como esse, é mais rápido e me conecta com uma gama muito maior de voos. Santiago só cresce quando o assunto é turismo, então é sempre uma possibilidade, realmente, de se conectar com o mundo”, acrescentou.

    Do Quadradinho para o mundo

    Brasília é a única capital brasileira que está conectada com todas as outras capitais do país, capaz de ligar as áreas em um tempo que varia de duas a três horas. Por meio do novo trecho para Santiago, também é possível acessar outros destinos além da América do Sul, como Sydney e Auckland.

    “Brasília tem um posicionamento estratégico e um aeroporto de qualidade, isso traz a possibilidade de fazer essa distribuição de passageiros vindo do norte e nordeste para destinos na América do Sul e na Oceania”, destacou o gerente de Assuntos Públicos da Latam Brasil, Eduardo Macedo. Ele frisou, ainda, que atualmente o aeroporto de Brasília conta com 33 voos ligando todo o Brasil e 56% da ocupação no total de voos.

    O secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, pontuou que os voos diretos podem incentivar os negócios não só para o Brasil como um todo, mas diretamente para o DF, trazendo mais turistas para conhecer o Quadradinho, a arquitetura e as belezas do Centro-Oeste.

    O jornalista Renato Abê ressaltou a comodidade proporcionada pelo voo direto Brasília – Santiago

    “O governo no Distrito Federal vem estimulando, desde o ano passado, esses voos com redução de tarifas e outros incentivos para movimentar todo o comércio, rede hoteleira e bares; então gira dinheiro aqui. Quem ganha é a população, com mais acessibilidade, flexibilidade, rapidez e conforto – tanto quem vem visitar quanto quem vem dos outros estados para poder viajar para outros países. Por que tenho que ir para São Paulo ou outro estado se posso ter um voo direto? Brasília tem potencial para esses voos, somos a maior renda per capita do país e as agências turísticas sabem disso”, observou o secretário.

    O vice-presidente da Inframerica, Juan Djedjei, recordou que após a pandemia foi possível retomar os voos internacionais com mais destinos conectados com o Brasil. “Hoje estamos voltando praticamente à quantidade de destinos que tínhamos pré-pandemia no internacional. E esse é um voo super especial, porque junta o sul da América com o Brasil e também com a Oceania e demais lugares. Conecta Brasília a destinos fantásticos como o Chile, onde o pessoal pode ir no verão, aproveitar a praia, ou no inverno, para esquiar e também tomar vinhos, que o pessoal adora”.

    O secretário Nacional de Aviação Civil, Tomé Franca, também presente na cerimônia, reforçou a relação direta de crescimento que o setor traz para o turismo, a economia e para o lazer das famílias. “Temos o voo Brasília-Lima, agora Brasília-Santiago. E a tendência é que a gente continue trabalhando para ter mais destinos conectados com o Brasil”.

  • Museu Vivo da Memória Candanga recebe Encontro Nacional de Folia de Reis

    Museu Vivo da Memória Candanga recebe Encontro Nacional de Folia de Reis

    A 22ª edição do evento é realizada com recursos do FAC-DF e tem entrada gratuita; programação começa nesta sexta (31), às 19h, e vai até domingo (2/6)

    Missa sertaneja, comidas típicas, apresentações culturais, exposições, danças e música caipira fazem parte da programação da 22ª edição do Encontro Nacional de Folia de Reis do Distrito Federal. Pela primeira vez o evento será realizado no Museu Vivo da Memória Candanga, com abertura oficial às 19h desta sexta-feira (31) e a entrada é gratuita. Dez grupos vão se apresentar durante os três dias do evento, cinco do Distrito Federal e os outros de Minas Gerais, Bahia e Goiás. Representantes do Tocantins e do Rio de Janeiro também estarão presentes.

    O evento é uma organização da Associação dos Foliões de Reis do Distrito Federal e o Entorno foi contemplado em seleção pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) em fevereiro deste ano com valor de R$ 500 mil. “Receber a 22ª edição do Encontro de Folia de Reis do Distrito Federal, pela primeira vez, no nosso Museu Vivo da Memória Candanga é uma grande honra e motivo de muito orgulho. A Folia de Reis, sem dúvidas, é uma das mais belas manifestações culturais populares do nosso país. E tê-la em um dos nossos espaços é a reafirmação do nosso compromisso em valorizar, em todos os níveis, a cultura popular brasileira”, comemorou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes.

    O Encontro da Folia de Reis começou no final da década de 1990 com o objetivo de proporcionar as festividades no Distrito federal. Antes do encontro, as comitivas tinham que ir para outros estados para se apresentarem. O primeiro encontro teve apenas dois grupos. O evento aconteceu durante 10 anos no Parque de Exposições da Granja do Torto, depois passou a ser itinerante indo para Ceilândia, na “Casa do Cantador”, no Gama e em São Sebastião, por exemplo.

    “Quem passar por aqui fará um passeio pela cultura popular brasileira”, diz Pereira da Viola, uma das atrações do evento, que já fez parcerias com Almir Sater e Renato Teixeira

    Para Walério dos Reis, presidente da Associação dos Foliões de Reis do Distrito Federal e Entorno e membro da Folia de Reis João Timóteo, a escolha do Museu Vivo da Memória Candanga foi acertada porque “é um bom local, concentra as atrações, utiliza o espaço que, por vezes, é esquecido e resgata a história do Distrito Federal”.

    Walério dos Reis é filho do capitão, já falecido, João Timótio, que dá nome ao seu grupo de foliões. Ele participa de folias desde os cinco anos de idade. “A Folia de Reis remonta a visita dos três Reis Magos, que foram visitar o menino Jesus. A Folia de Reis vai até onde o padre não pode ir, onde o pastor não pode ir, vai nas fazendas e leva a palavra de Deus de uma forma diferente, mais animada, cantando e dançando”, afirma.

    “A Folia de Reis remonta a visita dos três Reis Magos, que foram visitar o menino Jesus”, diz Walério dos Reis, presidente da Associação dos Foliões de Reis do Distrito Federal e Entorno

    O encontro foi para o Parque de Exposições da Granja do Torto em um contraponto aos shows que acontecem no local ligados à música sertaneja romântica. “Temos uma política de descentralização das ações culturais com o dinheiro público. Depois da Granja do Torto, o encontro passou a ser itinerante. Agora é a primeira vez que estamos no Museu Vivo da Memória Candanga, com o objetivo de valorizar esse espaço tão importante e que não tem muita visibilidade. Temos que ter esse espaço como um espaço de cultura e de diversidade”, explicou Volmi Batista, coordenador do evento.

    Pereira da Viola é uma das atrações da 22ª edição do Encontro Nacional de Folia de Reis do Distrito Federal. Mineiro de Belo Horizonte, músico há 30 anos, com oito CDs gravados, parcerias com Almir Sater e Renato Teixeira, promete realizar um passeio musical pela cultura brasileira lembrando do lado criança dos foliões.

    “Agora é a primeira vez que estamos no Museu Vivo da Memória Candanga, com o objetivo de valorizar esse espaço tão importante”, afirma o coordenador do evento, Volmi Batista

    “Falar de um encontro da Folia de Reis é falar de uma identidade brasileira. Traz esse Brasil profundo e traduz os sentimentos das etnias, que formam o Brasil. Por mais que seja uma tradição da cultura europeia, aqui ela encontra as culturas afro e indígena. Quem passar por aqui fará um passeio pela cultura popular brasileira. Apresentarei músicas clássicas, eruditas e brasileiras todas na linguagem da viola. Teremos uma apresentação lúdica, vamos cantar juntos e brincar de roda”, disse.

    “Desejo um excelente evento a todos e parabenizo desde já a todos os envolvidos. E, gostaria de fazer um convite especial para que os brasilienses possam vir, usufruir e prestigiar essa belíssima manifestação cultural que é a Folia de Reis. Até domingo teremos muita festa, apresentações, exposições, enfim, uma bela festa e um grande momento para todos os amantes da Folia de Reis e da Cultura do DF. Não deixem de participar”, convidou o secretário Claudio Abrantes.

    Confira a programação:

    Sexta (31)

    → 19h: Abertura oficial, com encontro das bandeiras e chegada dos três reis.

    Sábado (1º/6)

    → 8h: Café da manhã dos foliões com Canto de Bendito
    → 9h: Oficinas de Luthieria e Trilha Sonora – Etapa 1; roda de prosa
    → 12h: Almoço dos foliões; Bendito de Mesa – Reisado Doze Dos Reis
    → 12h30: Contação de Historias – Duo Flor de Cacau
    → 14h: Oficinas de Luthieria e Trilha Sonora – Etapa 2; Assembleia Aforeis
    → 17h: Manifestações espontâneas
    → 18h: Jantar; Bendito de Mesa com a Folia Nossa Senhora Aparecida; apresentações das oficinas de Luthieria e Trilha Sonora – Etapa 3
    → 20h: Apresentações
    • Reisado Doze Dos Reis (BA)
    • Estrela Da Guia (MG)
    • Folia De Niquelândia (GO)
    • Folia Feminina De Vazante (MG)
    Violeiros e violeiras:
    • Idelbrando Calazâncio
    • Ânderes e Fernandes
    • Leyde e Laura

    Domingo (2/6)

    → 8h: Café da manhã dos foliões – Canto de Bendito
    → 9h: Missa Sertaneja com o Padre Preguinho e Folia João Timoteo
    → 12h: Almoço dos foliões / Bendito de Mesa com a Folia João Timóteo
    → 12h30: Contação de Histórias – Duo Flor de Cacau
    → 14h: Apresentações
    • Saudade Do Interior (DF)
    • Menino Jesus (DF)
    • Despedida das bandeiras
    Violeiros e violeiras:
    • Claudinho da Viola
    • Dayane Reis
    • Fernando e Osmair.

  • Católicos celebram Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios

    Católicos celebram Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios

    A festa marca o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo representados pelo pão e pelo vinho, respectivamente, e relembra a última ceia com os apóstolos

    Fiéis católicos de várias partes do Distrito Federal se reuniram para a confecção dos tapetes com imagens que relembram o sacramento da eucaristia, nesta quinta-feira (30), no canteiro central da Esplanada dos Ministérios. Os tapetes são uma tradição de Corpus Christi e atrai religiosos, curiosos e turistas que estão na capital. Ao contrário do que muitos pensam, Corpus Christi não é um feriado nacional, mas sim um ponto facultativo muito tradicional no país.

    O material utilizado para a feitura dos tapetes é serragem de várias cores. Cada igreja é responsável pela confecção | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Os tapetes começaram a ser confeccionados às 6h da manhã e é uma tradição de origem portuguesa, trazida para o Brasil na época da colonização. O trabalho artístico remonta a chegada de Jesus Cristo em Jerusalém, quando seguidores cobriram seu caminho com ramos e tapetes. “Essa é uma festa muito importante para a gente, que é a eucaristia. Com o passar do tempo, a igreja foi olhando para essa solenidade com muito amor. A eucaristia é a centralidade da nossa fé. A temática dos tapetes é sempre a eucaristia. A montagem já é uma oração. É um momento de renovação da fé, de agradecer a Deus e reverenciá-lo com o nosso trabalho. Para a gente, a eucaristia não é apenas um pão, é Jesus Eucarístico”, explicou Cássia Renata, 31 anos, da Congregação Apóstola do Sagrado Coração de Jesus.

    O material utilizado para a feitura dos tapetes é serragem de várias cores. Cada igreja é responsável pela confecção. “Venho de uma família católica e meus pais sempre participaram desse evento. É importante estar aqui porque a gente acaba aumentando nossa espiritualidade, além de fortificar laços e amizades com a comunidade. Para a confecção dos tapetes, a gente utilizou tinta para tecido, serragem, palha de arroz, sal e borra de café”, detalha Bárbara Leal, 22 anos, estudante de marketing e moradora de Vicente Pires.

    Cássia Renata: “Essa é uma festa muito importante para a gente que é a eucaristia. Com o passar do tempo, a igreja foi olhando para essa solenidade com muito amor. A eucaristia é a centralidade da nossa fé” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    O evento conta com a participação de muitas famílias, jovens e crianças. O estudante André Bandeira, 11 anos, que mora no Jardins Mangueiral, teve sua primeira experiência na celebração. “Esse é meu primeiro dia e eu já adorei tudo que a gente fez aqui. A gente pega os ingredientes e coloca a mão na massa. A gente fez uma hóstia. Vamos celebrar Jesus que vai passar pelo nosso tapete”, disse.

    Além da celebração, cada fiel presente traz sua motivação para estar no festejo. “É uma tradição na nossa família de todos os anos vir e trazer nossos filhos para valorizar o que a nossa juventude faz com o que Deus nos deixou de legado nas nossas vidas. É importante passar esses valores porque tanto os meus pais como os pais da minha esposa já tinham essa tradição de vir. Estamos passando para os nossos filhos cidadania e principalmente espiritualidade e é importante para nossa saúde mental. Estar aqui também é valorizar a cidade. Brasília é um museu a céu aberto”, defendeu o militar Ney Mota, 50 anos, que esteve presente com a esposa e os dois filhos e vieram do Noroeste.

    Bárbara Leal: “Venho de uma família católica e meus pais sempre participaram desse evento” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Corpus Christi é celebrado também por algumas igrejas Anglicanas, mas não por católicos ortodoxos e evangélicos.

    Hidratação

    Para a celebração de Corpus Christi, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) instalou pontos de distribuição de água ao longo do canteiro central da Esplanada dos Ministério. Eles estavam abastecidos com 2.700 litros de água, suficiente para atender o público estimado em 30 mil pessoas. Foram também distribuídos mais 1.200 copos com água para equipes de profissionais do Governo do Distrito Federal (GDF), que estiveram trabalhando no evento.

    Trânsito

    Para a realização do evento, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), fez interdições em vias da Esplanada do Ministérios a partir das 23h59 de quarta-feira (29). Nesse horário, foram interditados os acessos aos blocos A e B da Esplanada dos Ministérios. A via de ligação N1/S1, na altura do Museu da República, também está fechada, sendo reservada para o estacionamento de táxis. Os agentes do Detran-DF ainda fizeram o bloqueio de três faixas das vias N1 e S1, do Eixo Monumental, próximas ao canteiro central, no trecho do quadrante em frente à Catedral. As demais faixas permanecerão liberadas para o tráfego de veículos.

    Na quinta-feira, a partir das 14h, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) também interdita a via S1, na altura da Catedral. O tráfego de veículos da S1 foi desviado para a via L2 Sul. Já os veículos que vem da L2 Sul em direção à Esplanada seguirão para o Buraco do Tatu.

    A partir das 18h, em razão da procissão dos fiéis, a via N1 será fechada para o tráfego de veículos. A interdição ocorre nos acessos à N1, pela via Palácio Presidencial e pela via L4, e na altura do bloco K da Esplanada dos Ministérios. A previsão é que a abertura das vias ocorra por volta das 21h.

     

  • Festival da Cachaça de Brasília reuniu mais de 17 mil pessoas

    Festival da Cachaça de Brasília reuniu mais de 17 mil pessoas

    Além de degustação da bebida para o público, o evento promoveu palestras, oficinas e rodadas de negócio

    Mais de 17 mil pessoas visitaram a primeira edição do Festival da Cachaça de Brasília, realizado entre os dias 22 e 26 de maio, no estacionamento da Arena Mané Garrincha. O evento reuniu 48 expositores, que levaram para o público mais de 200 rótulos da bebida mais tradicional do país. Além das degustações, a mostra promoveu palestras, rodadas de negócio e uma vasta programação cultural, com shows de artistas consagrados, como Renato Teixeira.

    De acordo com a presidente do Instituto Brasileiro de Integração (IBI) e organizadora do evento, Edilane Oliveira, o Festival alcançou seu objetivo de divulgar e promover a cachaça. “Precisamos acabar com o estigma de cachaça como bebida de baixa qualidade. Nesse evento, reunimos rótulos premiados no Brasil e no exterior”, explicou.

    Para valorizar o produto genuinamente brasileiro e mostrar como é produzido, os organizadores do evento instalaram um alambique real na entrada do Festival. “A cultura da cachaça precisa ser enaltecida. Fiquei muito feliz em reunir famílias e pessoas de diferentes gerações e estilos convivendo em harmonia e um mesmo espaço. Brasília é formada por gente de todas as etnias, regiões, cores, credos… uma síntese do Brasil que esteve bem representada em nosso festival”, completou.

    Para Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, o evento foi muito importante como incentivo para a produção da bebida. “É essencial fomentar a cultura do consumo da cachaça, gerando negócios e oportunidades para os empreendedores de Brasília. Queremos incluir este festival no calendário oficial da cidade, promovendo de forma contínua este produto genuinamente nacional”, ressaltou.

    “Além disso, para o empresariado em geral, temos linhas de créditos para pequenos e grandes empreendedores, programas de benefícios fiscais e concessão de direito real de uso de imóveis para empresas, além de um alto investimento em qualificação profissional de pessoas. Tudo isso, visando aperfeiçoar e otimizar os esforços de promoção econômica e melhoria da qualidade de vida”, concluiu Mendes.

    Presidente da Associação Cachaças Brasília, João Chaves também comemorou o resultado do evento. “Os expositores saíram satisfeitos com o festival. As vendas superaram nossas expectativas, assim como o público presente. A cachaça não pode mais ser marginalizada, mas valorizada como produto de altíssima qualidade”, ponderou.

    O Festival da Cachaça de Brasília foi organizado pelo IBI, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Transferência de Renda.

  • Clima de festa junina: Confira dicas para aproveitar sem risco de acidentes

    Clima de festa junina: Confira dicas para aproveitar sem risco de acidentes

    Temporada amada pelos brasilienses demanda cuidados com fogueiras, fogos de artifício, alimentos quentes e aglomerações

    Junho ainda não chegou, mas o brasiliense está ansioso por uma das temporadas festivas mais amadas do ano. Com o clima de festa junina, vem a necessidade de atenção às medidas de segurança diante dos fogos de artifício, fogueiras, alimentos quentes e outras atividades típicas da época.

    Segundo o médico Ricardo de Lauro, chefe da unidade de queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), esta época reúne uma combinação “altamente inflamável” com a reunião de pessoas, o aumento do consumo de bebidas alcoólicas e situações ambientais que favorecem o surgimento de acidentes.

    “Apesar de esta não ser a época de maior número de registros de queimaduras aqui no Hran, a quantidade de pacientes queimados em termos absolutos tem aumentado ao longo dos anos, principalmente queimaduras provocadas por líquidos inflamáveis. Essas queimaduras, independente de serem em época de festas juninas, geralmente são mais intensas e mais profundas, portanto mais graves”, alerta o profissional.

    O Hran é referência nacional no atendimento a casos de queimaduras. De acordo com De Lauro, é fundamental que as pessoas redobrem os cuidados. “Pular a fogueira, de jeito nenhum. Os fogos de artifício também provocam queimaduras, pessoas cozinhando em ambientes improvisados na festa junina, preparando gorduras e líquidos quentes, e pessoas correndo soltas. Isso tudo é uma receita propícia ao surgimento de queimaduras”, detalha.

    Proibido brincar com fogo

    O segundo-tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), J. Nascimento, reforça o alerta e frisa que os perigos da época atingem especialmente idosos, crianças e pessoas com deficiência.

    “Pais, tenham atenção especial às crianças. No caso dos fogos de artifício, eles devem ser manuseado apenas por adultos, e distante de áreas de vegetação, de residências e de animais. O bicho, por exemplo, pode se assustar e morder as pessoas que estão próximas. As crianças também podem sair correndo e idosos podem cair. Qualquer emergência, ligue 193”, destaca o bombeiro.

    Além disso, lembre-se de seguir as instruções do fabricante. No caso de fogueiras, atente-se aos detalhes:

    ⇒ Procure um terreno plano, com uma superfície rígida e sólida. Por exemplo, terra batida ou concreto;

    ⇒ Acenda a fogueira em um local, no mínimo, 30 metros distante de vegetação, construções e residências de alvenaria ou, principalmente, de barracas;

    ⇒ Ao acender o fogo, não utilize material ou combustíveis inflamáveis, como gasolina, álcool 70 ou similares. Opte por pastilhas sólidas ou álcool gel;

    ⇒ Crianças e pessoas consumindo bebidas alcoólicas não devem se aproximar da área da fogueira;

    ⇒ Após o fim do evento, apague a fogueira mesmo que pareça apenas uma “brasinha”. Jogue água porque no outro dia pela manhã, alguém distraído ou uma criança pode pisar no local e se ferir;

    ⇒ Fogo não combina com brincadeiras. Nada de “pular a fogueira” ou atividades do tipo, porque você pode cair;

    ⇒ A fogueira não deve ser muito alta, nem ficar perto de áreas eletrificadas – como postes e fiações.

    Decoração

    A mesma regra vale para a decoração. Enfeites não devem ser pendurados em postes de energia. Para colorir o local da festa, opte sempre por construir estruturas com hastes, bambus ou ripas que servirão de apoio para bandeirinhas e outros adornos.

    É sempre importante lembrar: soltar “balões juninos” é proibido em todo o território nacional. Desde 1998, a fabricação, venda e soltura desses dispositivos são crimes ambientais. “Eles (os balões) podem cair em uma área de vegetação, ou em uma residência e causar incêndios. É proibido porque pode trazer danos materiais e humanos”, explica Nascimento.

    Cuidado com a alimentação

    As festas juninas são uma tradição adorada pelo brasiliense | Foto: Bento Viana/ Agência Brasil

    Uma das características mais marcantes das festividades juninas, o preparo e consumo de comidas também precisa de cuidados porque os alimentos são, em maioria, consumidos quentes. No caso das cozinhas, é importante verificar se o botijão de gás está devidamente tampado e a mangueira posicionada corretamente.

    “O quentão, a canjica, o caldo e todas as demais comidas quentes precisam ser consumidas com cuidado para que não haja queimaduras ou o derramamento no corpo, o que pode causar uma lesão. No caso dos pais, é importante ter uma atenção especial: quando for entregar um pastel para a criança, faça uma abertura para retirar o vapor quente. Essas ações são importantes para evitar queimaduras na festa, e você não passar nenhum dissabor”, frisa o J. Nascimento.

    Crianças também não devem circular livremente pelas cozinhas, por conta do óleo e de outros insumos aquecidos. E esteja de olho o tempo inteiro no seu pequeno: em época de festa, muitos deles se perdem dos responsáveis.

  • Os desafios da produção de cachaça serão debatidos durante festival

    Os desafios da produção de cachaça serão debatidos durante festival

    O público poderá participar der oficinas e palestras sobre a produção da cachaça no país. O vento gratuito, acontece no estacionamento do Mané Garrincha, de 22 a 26 de maio

    Fomentar a produção da cachaça por meio do conhecimento. Esse é um dos objetivos do Festival da Cachaça de Brasília, que acontece de 22 a 26 de maio, no estacionamento da Arena Mané Garrincha. Além de conhecer um pouco mais sobre a história da bebida, os visitantes poderão participar de palestras e workshops com especialistas do setor. O evento é gratuito e reunirá mais de 200 rótulos de diversas regiões do país.

    Sócio do Alambique Remedin – detentor do título de melhor cachaça do país – João Chaves é um dos palestrantes do evento. Para o jovem empreendedor, o festival é uma oportunidade de apresentar o conceito da cachaça para o público brasiliense, destacando os atrativos e a legislação sobre a atividade.

    “O potencial da cachaça do Distrito Federal é muito grande. O terroir de Brasília é diferenciado. O vinho eleito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) o melhor do Brasil, é de Brasília. A melhor cachaça de alambique do Brasil, é de Brasília. O melhor café do Brasil, é de Brasília…”, explica. Segundo ele, o DF possui 936 estabelecimentos de cachaças cadastrados, com produção de 80 mil litros anuais.

    A programação musical é outro ponto alto do Festival da Cachaça de Brasília, que reunirá clássicos da música regional, samba, sertanejo e chorinho. Gilberto e Gilmar, Karika, Leandro Kato, Renato Teixeira e Rick e Rangel estão entre os artistas que subirão ao palco.

    O evento é uma realização do Instituto Brasileiro de Integração (IBI), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda. Ao todo, serão oferecidas 80 vagas por tema. Inscrições no local do evento.

    Programação de palestras

    22/5
    14h: Reforma Tributária no mercado da Cachaça;
    14h50: Consumo da cachaça em bares, restaurantes e hotéis;
    15h40: Case: Loja de Bebidas de Pernambuco;
    16h30: Divulgação do Programa Prospera;
    17h20: Mesa redonda: Fomento do mercado da cachaça;

    23/05
    14h: Projetos de pesquisa do GEHORTI/UnB;
    14h30: Boas práticas para produção de cachaça de qualidade;
    15h40: Pontos críticos de controle no processo de destilação da Cachaça de alambique;
    16h20: Cartas de cachaça;
    17h40: Mesa redonda: Melhorias na performance no ciclo da produção da Cachaça;

    24/05
    14h: Cachaça Artesanal: Ferramentas e soluções para produtores;
    14h50: Acesso ao mercado para exportação da Cachaça (Estados Unidos, Alemanha, França e Paraguai);
    15h40: Registro e certificação de bebidas para exportação;
    16h30: União do setor produtivo da Cachaça;
    17h20: Mesa redonda: Valorização da Cachaça no mercado internacional;

    25/05
    14h: Os perigos que rondam o setor da cachaça;
    15h10: Sanhaçu: alto teor de turismo e sustentabilidade;
    16h20: Madeiras do cerrado no processo de envelhecimento de Cachaças;
    15h30: Mesa redonda: Tecnologia e inovação na produção e comercialização da Cachaça;

    26/05
    13h: Blend: o que é, como é feito e como degustar;
    13h40: Segredos da padronização e envelhecimento da Cachaça;
    14h20: Como degustar Cachaça – vídeo gravado / acompanhado e assistido por João Chaves;
    15h: Desafios e prazeres de empreender em casal;
    15h40: Cachaça + Gastronomia = Sabores do Brasil;
    16h20: Faturando até 100k por mês com cachaça. Segredo da propaganda;

    Programação de Oficinas:
    22/05 – Desafios do mercado da cachaça
    23/05 – Como beber cachaça
    24/05 – Blend Experience
    25/05 – Coquetelaria com cachaça

    Programação artística:
    22/05
    18h20 – Chorinho
    21h – Gilberto e Gilmar
    23/05
    18h30 – Karika
    21h – Rick e Rangel
    24/05
    18h30 – Chorinho
    21h – Leandro Kato
    25/05
    17h – Karika
    21h – Renato Teixeira
    26/05
    16h – Chorinho
    19h – Heróis de botequim
    *Programação sujeita a alteração

    Serviço | Festival da Cachaça de Brasília
    Data: 22 a 26 de maio
    Horário: 12h30 às 23h
    Local: Mané Mercado
    Entrada gratuita
    Classificação: 18 anos

  • Capital receberá o primeiro Festival da Cachaça de Brasília

    Capital receberá o primeiro Festival da Cachaça de Brasília

    Evento será realizado de 22 a 26 de maio, no completo do Mané Mercado. Além da degustação de bebidas, festival reunirá grandes nomes da música, como Renato Teixeira

    De 22 a 26 de maio, Brasília se transformará na capital da cachaça. A cidade receberá a primeira Edição do Festival da Cachaça de Brasília. O evento reunirá expositores dos principais rótulos do produto, além de oferecer workshops, gastronomia e muita música. O cantor e compositor Renato Teixeira é um dos destaques da programação cultural. A entrada é gratuita.

    A Arena Mané Garrincha foi o local escolhido para o evento, que acontecerá no complexo do Mané Mercado. Os estandes serão montados no estacionamento do espaço, que funcionará como polo gastronômico da festa. O Festival da Cachaça de Brasília reunirá mais de 200 rótulos, de 48 expositores de 12 estados mais o Distrito Federal.

    Além de conhecer um pouco mais sobre a história e produção da bebida mais tradicional do Brasil, o público também poderá degustar as cachaças e participar de workshops com especialistas do setor. “Mais que um evento para apreciadores de cachaça, é uma oportunidade para conhecer um pouco mais da história desse produto mundialmente admirado, que reunirá música, gastronomia e cultura”, destaca Edilane Oliveira, diretora do Instituto Brasileiro de Integração (IBI), responsável pelo evento.

    Considerada a bebida mais tradicional do país, o mercado da cachaça tem se diversificado e apresentou crescimento considerável na capital do Brasil. De acordo com a Associação Cachaça de Brasília, o faturamento com o produto foi de R$ 3 milhões, em 2023.

    Programação

    A programação musical é outro ponto alto do Festival da Cachaça de Brasília, que reunirá clássicos da música regional, samba, sertanejo e chorinho. Gilberto e Gilmar, Karika, Leandro Kato, Renato Teixeira e Rick e Rangel estão entre os artistas que subirão ao palco.

    O público também poderá participar de oficinas sobre “Desafios do mercado da cachaça”, “Como beber cachaça”, “Blend Experience” e “Coquetelaria com cachaça”. O evento contará com aulas de coquetelaria e gastronomia e os participantes ajudarão a escolher o melhor petisco produzido com a bebida.

    Além dos restaurantes do complexo Mané Mercado, o Brasis Ateliê Gastronômico, casa comandada pela chef Di Oliveira, completará as opções de culinária do evento. Já o bar de drinks, será assinado pela chef Raquel Amaral.

    O Festival da Cachaça de Brasília é organizado pelo Instituto Brasileiro de Integração (IBI), em parceria com a Secretaria de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia.

    Oficinas:

    22/05 – Desafios do mercado da cachaça
    23/05 – Como beber cachaça
    24/05 – Blend Experience
    25/05 – Coquetelaria com cachaça

    Programação artística

    Renato Teixeira – Foto: Divulgação

    22/05
    18h20 – Chorinho
    21h – Gilberto e Gilmar
    23/05
    18h30 – Karika
    21h – Rick e Rangel
    24/05
    18h30 – Chorinho
    21h – Leandro Kato
    25/05
    17h – Karika
    21h – Renato Teixeira
    26/05
    16h – Chorinho
    19h – Heróis de botequim

    Serviço | Festival da Cachaça de Brasília
    Data: 22 a 26 de maio
    Horário: 12h30 às 23h
    Local: Mané Mercado
    Entrada gratuita
    Classificação: 18 anos