Categoria: Variedades

  • Com largada em Brasília, Rally dos Sertões movimenta a economia e garante entretenimento

    Com largada em Brasília, Rally dos Sertões movimenta a economia e garante entretenimento

    Competição off road passará por Goiás, Minas Gerais e Bahia, passando dos 3,7 mil km percorridos

    Maior competição off road das Américas, o Rally dos Sertões BRB será especial para Brasília em 2024. Pela primeira vez na história, a largada e a chegada do evento, em sua 32ª edição, serão na capital do país, trazendo entretenimento e impacto social.

    Principal apoiador do automobilismo brasileiro, o BRB é o patrocinador máster da Rally pelo 3º ano consecutivo e, desde o ano passado, possui naming rights (direito ao uso do nome) do evento.

    “O apoio do BRB ao Rally tem como objetivo projetar Brasília como o principal polo nacional de automobilismo, movimentando a economia e trazendo impacto social. Neste ano, a largada e a chegada serão na cidade, o que torna o evento ainda mais especial e com significado”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    Leonora Guedes, CEO do Sertões, ressalta a importância de contar com o apoio do BRB para levar adiante um desafio que movimenta milhares de pessoas, revela para o mundo as belezas do país e busca deixar um impacto positivo nas regiões por onde passa. “Ficamos muito felizes por fazer de Brasília, casa do BRB, também a casa do Sertões BRB 2024. E, de, mais uma vez, levar sua marca ao longo dessa jornada pelo Brasil.”

    Programação

    Para incentivar o turismo e a economia da cidade, foi preparada uma programação especial. O público do DF poderá acompanhar de perto a movimentação das equipes e competidores, além de conhecer as máquinas que vão acelerar pelo Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Bahia. O retorno para a capital do país está previsto para o dia 31 de agosto, após 3.704 km percorridos.

    Com entrada gratuita, a Vila Sertões estará aberta, já a partir desta quarta-feira (21) e poderá ser visitada todos os dias, das 9h às 22h. Montada no estacionamento da Arena BRB Mané Garrincha, a área de 112 mil metros quadrados concentra as estruturas das equipes e da organização, além dos estandes promocionais.

    O BRB contará com estande exclusivo e personalizado na Vila, com o objetivo de receber clientes, empregados e visitantes em geral.

    Na sexta-feira (23), serão realizados dois eventos especiais: o Super Prime, às 14h; e Rampa Promocional, às 18h, onde serão apresentados todos os competidores. Já o Super Prime, é uma eliminatória, dois a dois, em circuito fechado, que reunirá os 8 mais rápidos de cada modalidade – carros, motos/quadriciclos e UTVs, até que restem apenas dois finalistas de cada uma para o confronto decisivo.

    Reforçando o compromisso social do BRB, os clientes podem trocar 2kg de alimento por um (1) ingresso para a arquibancada do Rally dos Sertões. São mais de 1500 ingressos com limite de até 4 ingressos por CPF.

    A troca de ingressos para os dois eventos da sexta-feira poderá ser realizada no estande do Banco na Vila Sertões (Arena BRB Mané Garrincha – SRPN, Portão de entrada do público: TBC). A aquisição dos ingressos pode ser feita das 12h às 18h, todos os dias, até o dia 22. No dia 23/8, o horário será das 9h às 10h.

  • Floração simultânea de ipês embeleza as ruas do Distrito Federal

    Floração simultânea de ipês embeleza as ruas do Distrito Federal

    Mudanças climáticas são as responsáveis pelo desabrochar das árvores de diferentes cores na capital; mais de 270 mil estão espalhadas por todas as regiões

    Protagonistas nas ruas do Distrito Federal por embelezar ainda mais o Cerrado, segundo maior bioma do país, os ipês de cores diferentes tiveram as florações praticamente ao mesmo tempo este ano, com flores roxas, amarelas, brancas e rosas em diversos pontos da cidade. Tudo graças às alterações de clima e tempo registradas em 2024.

    De acordo com a bióloga Maria Cristina de Oliveira, professora da Universidade de Brasília (UnB), é normal que os ipês fujam do cronograma previsto de floração devido às condições climáticas: “Eles têm um padrão, mas não é uma regra, porque há outras questões que podem estar influenciando isso. A ordem costuma ser roxo, amarelo, rosa, branco e, por último, verde – mas a floração dessas cores quase que ao mesmo tempo pode se dar por influências climáticas, incidência de chuvas e temperaturas”.

    No DF, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) é a encarregada pela coleta, o beneficiamento – técnicas para realizar a retirada de materiais indesejáveis, como sementes vazias, imaturas e quebradas – e o semeio. Atualmente são cerca de 270 mil ipês, de diversas cores, por toda a cidade. A previsão é de introduzir mais 40 mil mudas pelo Distrito Federal ainda neste ano.

    Dos 40 mil ipês com plantio previsto para este ano no DF, 20 mil são da cor amarela | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    Para garantir a diversidade dos ipês plantados, as equipes da companhia percorrem outros estados em busca de novas sementes. “Cinco vezes por ano nós vamos a Minas Gerais e Goiás fazer expedições de coletas para diversificar o nosso banco e pegar outras matrizes”, explica Janaína Gonzales, chefe da Divisão de Agronomia do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap. “Isso é importante para manter a população de espécies distintas e trazer mais diversidade às plantas daqui”.

    Estratégia para polinização

    Durante a seca, as árvores desprendem suas folhas, enquanto a floração toma conta da paisagem | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Os ipês são árvores que se destacam pela resistência à seca e flores de cores vibrantes, que desabrocham no período de seca, quando muitas outras plantas estão sem folhas. Para sobreviver aos seis meses de estiagem, essas árvores desprendem suas folhas na estação seca para reduzir a perda de água por meio da evapotranspiração.

    Cartão-postal do DF, o ipê possui raízes profundas que conseguem acessar fontes de água subterrâneas, permitindo que sobrevivam mesmo em condições de estiagem prolongadas. As cores, variando entre amarelo, roxo, verde, rosa e branco, são importantes para atrair polinizadores como as abelhas. A floração na seca faz com que os ipês se tornem ainda mais chamativos, já que, nesta época do ano, poucas plantas estão florindo. Essa estratégia maximiza as chances de reprodução da planta.

    “Os frutos formados começam a cair com o início da chuva, dispersando as sementes e favorecendo a germinação para um novo indivíduo”, ilustra Maria Cristina. “No período chuvoso, essa planta vai crescer, e, na próxima seca, ela estará estabelecida no solo, absorvendo água e sais.”

    Os ipês são tombados como Patrimônio Ecológico do Distrito Federal, e o seu cultivo não para. Das 100 mil árvores que serão plantadas pela Novacap até o final deste ano, 40 mil são ipês – desses, 20 mil amarelos e os demais divididos entre outros tipos da espécie. A meta do Governo do Distrito Federal (GDF) é chegar a um milhão de árvores.

  • Marco Zero: População aproveita novo ponto ‘instagramável’ durante o Eixão do Lazer

    Marco Zero: População aproveita novo ponto ‘instagramável’ durante o Eixão do Lazer

    No primeiro dia de visitação, brasilienses puderam conhecer e celebrar a origem da capital no local revelado durante as obras no Buraco do Tatu

    “Toda história começa por algum lugar, né?”, diz o empresário Paulo Melo, de 62 anos, ao admirar o mais novo ponto turístico de Brasília: a Estaca do Marco Zero, ponto a partir do qual toda a capital foi construída. Ele foi um dos moradores do Quadradinho que, neste domingo (4), aproveitaram o Eixão do Lazer para conhecer o marco inicial de onde Brasília foi erguida.

    O Marco Zero, mais novo ponto ‘instagramável’ no roteiro turístico de Brasília, foi parada para poses de moradores e turistas que aproveitaram o Eixão do Lazer neste domingo, o primeiro aberto a visitação desde a conclusão das obras do Buraco do Tatu | Foto: Lucio Bernardo Jr/Agência Brasília

    Para Paulo, porém, esse resgate da história foi ainda mais especial. Nascido em Minas Gerais e morador da Asa Sul desde 1961, ele viu a capital do país ser construída bem de perto.

    Para o empresário Paulo Melo, o resgate da história de Brasília foi ainda mais especial. Nascido em Minas Gerais e morador da Asa Sul desde 1961, ele viu a capital do país ser construída bem de perto

    “Meu pai veio para a construção de Brasília como engenheiro em 1959. Eu sempre acompanhei muito a história de Brasília, mas eu não sabia dessa estaca zero. Contei para o meu pai sobre isso, ele me confirmou a história e eu fiquei chocado”, relatou o empresário que, na sequência, tirou uma foto para mandar para o seu genitor.

    Outra pessoa que visitou o local foi a funcionária pública Maria de Fátima Ribeiro, de 70 anos. Há 49 anos em Brasília, ela passa pelo Buraco do Tatu diariamente e jamais imaginou o que o concreto da via escondia.

    A funcionária pública Maria de Fátima Ribeiro passa pelo Buraco do Tatu diariamente e jamais imaginou o que o concreto da via escondia

    “É histórico”, afirma, extasiada ao contemplar o Marco Zero. “Foi uma grata surpresa. Eu acho que foi uma descoberta incrível para os brasilienses e para todo o Brasil, afinal, nós somos a capital da República. Eu adorei! Está maravilhoso”, completa.

    E de história, Elias Manoel da Silva sabe bem. Historiador do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), ele explica que o espaço da Estaca Zero ajudou a erguer a Esplanada dos Ministérios.

    “Durante a construção de Brasília, aqui na Estaca Zero, havia um muro enorme de arrimo na região que hoje é o Buraco do Tatu. Milhares de toneladas de terra foram tiradas daqui e levadas para criar a planura artificial do que hoje nós chamamos de Esplanada dos Ministérios. Ou seja, a Estaca Zero gerou a Esplanada dos Ministérios”, relata.

    O símbolo da Estaca Zero, mais conhecido como Marco Zero, ponto que serviu de referência para a ordenação numérica da quilometragem da área central da cidade, está fixado entre as pistas do Buraco do Tatu, um das vias mais movimentadas de Brasília, onde cerca de 150 mil motoristas passam diariamente

    Curiosidades como essa sequer passavam pela cabeça do casal André Amaral Almeida, de 50 anos, e Luciane de Almeida, 49 anos. Ele, nascido em Brasília e ela, quase uma brasiliense, acreditam que o passado da capital segue vivo até hoje.

    O administrador André Amaral Almeida, com a mulher Luciane, considera que o novo ponto trouxe “o passado para o presente. Ninguém acreditava no sonho de Juscelino e que todo o projeto de Lúcio Costa sairia do papel, mas hoje a gente vê que tudo deu muito certo. Eles deram conta e hoje vivemos história”

    “Trouxeram o passado para o presente”, diz Luciane, que é corretora de imóveis. O marido complementa: “É bom para valorizar a história da cidade. Eu sou fã de Brasília e de todo o plano de construção da capital. Ninguém acreditava no sonho de Juscelino e que todo o projeto de Lúcio Costa sairia do papel, mas hoje a gente vê que tudo deu muito certo. Eles deram conta e hoje vivemos história”, ressalta o administrador.

    Por trás do Marco Zero

    O Marco Zero foi descoberto durante a reforma no Buraco do Tatu, que liga os eixos Sul e Norte da capital. A surpresa, porém, foi só para os funcionários que realizavam as obras no local e para boa parte dos brasilienses.

    “Para o Arquivo Público já era um fato conhecido”, lembra o superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano. “A partir de agora, quando as pessoas simplesmente passarem pelo Buraco Tatu, vão saber que foi aqui que Brasília foi concebida. Exatamente aqui, a estaca fecundou o solo do Cerrado para ser o ponto inicial da capital”, narra.

    O historiador Elias Manoel da Silva, do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), explica que o espaço da Estaca Zero ajudou a erguer a Esplanada dos Ministérios

    O ponto central entre o cruzamento dos eixos rodoviário e monumental foi fincado pelo engenheiro e topógrafo Joffre Mozart Parada, então chefe da equipe de topografia da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), em 20 de abril de 1957.

    “A cidade foi construída, na sua urbanidade, por Joffre Mozart Parada. Ele é um anônimo na história de Brasília. No papel, o mérito é de Lucio Costa, mas no chão, foi Joffre Mozart Parada que começou o projeto. Com a redescoberta do Marco Zero, a gente pretende honrá-lo e eternizá-lo, de forma concreta, na história do DF”, afirma Elias.

    Buraco do Tatu

    As obras de restauração do pavimento asfáltico em concreto do Buraco do Tatu – passagem de 700 metros que liga os eixos rodoviários Norte e Sul, no Plano Piloto – foram iniciadas em 1º de julho e concluídas na quarta-feira (31). O trânsito foi liberado na quinta-feira (1º), beneficiando, assim, os 150 mil motoristas, que passam todos os dias pelo local.

    O pavimento original da passagem, da época da construção de Brasília, estava degradado após 60 anos de uso e sua vida útil estava ultrapassada. Foram investidos cerca de R$ 2 milhões nas obras de recuperação do pavimento.

    As placas de concreto danificadas foram trocadas por novas e o material antigo das juntas de dilatação – que unem essas placas – foi substituído por um selante com durabilidade prevista de dez anos. Os serviços incluíram a lavagem das paredes azulejadas e do teto do Buraco, além de limpeza e desobstrução de todas as caixas de drenagem da passagem.

  • Centro de Taguatinga ganha nova vida com arte de rua

    Centro de Taguatinga ganha nova vida com arte de rua

    Desde quinta-feira (1º), grafiteiros embelezam o Boulevard do Túnel Rei Pelé

    O centro de Taguatinga está de cara nova graças ao talento dos grafiteiros locais, que estão transformando o Boulevard do Túnel Rei Pelé em uma vibrante galeria de arte urbana. Desde a última quinta-feira (1º), os artistas Elom, Táxi, Lezi, Caburé, Scooby e Rivas estão mostrando sua criatividade e habilidade em diversas técnicas de grafite.

    Esses artistas têm decorado o Boulevard com obras que não apenas embelezam a área, mas também trazem à tona a rica cultura de rua de Taguatinga. A iniciativa é uma parceria da administração local com a Comissão dos Lojistas de Taguatinga, que patrocina o projeto, valorizando o espaço urbano.

    O público que passar pelo Boulevard do Túnel Rei Pelé poderá apreciar a diversidade das expressões artísticas que vão desde figuras tridimensionais até caricaturas expressivas e coloridas, cada uma refletindo a essência e o espírito de Taguatinga.

    Para os artistas envolvidos, este projeto é uma oportunidade de mostrar seu trabalho e contribuir para a valorização da arte de rua. “Estamos trazendo um pouco da nossa cultura para o centro da cidade, e é incrível ver a reação das pessoas e como elas estão apreciando nosso trabalho”, afirma o grafiteiro Elom. Rivas reforça: “Este projeto trará uma nova cara para o centro de Taguatinga”.

    O administrador de Taguatinga, Renato Andrade dos Santos, também comemora a iniciativa: “Esta é uma grande oportunidade para destacar o talento dos nossos artistas locais e revitalizar o centro de Taguatinga. Convidamos todos a visitar o Boulevard e conferir essa exposição a céu aberto”.

  • Redescoberta do Marco Zero resgata história do início da construção de Brasília

    Redescoberta do Marco Zero resgata história do início da construção de Brasília

    Marcação do ponto exato de onde partiram as referências geográficas das primeiras obras da capital foi encontrada durante restauração do Buraco do Tatu; ele fica exatamente no cruzamento dos dois eixos

    Brasília nasceu de um sonho — o de Dom Bosco, de Juscelino e dos candangos. Para que ele virasse concreto, foi preciso escolher o ponto de onde tudo partiria: o Marco Zero. Depois de décadas escondido, esse ponto preciso, a partir do qual toda a capital foi construída, está de novo à vista do público. Localizado durante as obras no Buraco do Tatu, o Marco Zero de Brasília recebeu o devido reconhecimento e, agora, se soma à lista dos pontos turísticos do Distrito Federal.

    Antes do início da construção, era preciso demarcar o ponto de onde irradiaria a nova capital, ou seja, onde seria o ponto de referência para os cálculos que tirariam do papel os eixos que se cruzam em ângulo reto, designados por Lúcio Costa no projeto urbanístico vencedor. Houve certa dificuldade para se chegar a esse local exato na então Fazenda Bananal. Segundo levantamento do Arquivo Público do DF (ArPDF), coube ao arquiteto Joffre Mozart Parada cravar a Estaca Zero, em 20 de abril de 1957, incumbido pelo então presidente da Novacap, Israel Pinheiro.

    A partir do Marco Zero, Brasília teve a referência calculada, desde as praças até as tesourinhas | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

    A cidade, então, se fez a partir desse ponto — a quilometragem das vias do DF, por exemplo, tem ele como referência —, demarcado por uma estaca. “A partir da Estaca Zero, toda a cidade foi pensada: as praças, as vias, os jardins, as tesourinhas, a Asa Norte, a Asa Sul ー tudo foi pensado e calculado a partir dela. Portanto, a Estaca Zero é o ponto de nascimento e de irradiação de toda a urbanização de Brasília”, explica Elias Manoel da Silva, historiador do Arquivo Público do DF.

    O que era terra virou concreto e a estaca foi retirada. No lugar, ficou um disco de metal que, por anos, manteve-se encoberto por uma placa de concreto, sem nada dizer a quem passava pelo coração da capital. Durante as obras de restauração do pavimento asfáltico, iniciadas em 1º de julho, operários encontraram o disco. “Foi uma surpresa para a equipe, que não sabia do que se tratava. Ficou aquela questão de ‘tira ou não tira’ e aí parou o serviço que estavam fazendo ao redor dele, chamaram o engenheiro responsável e pediram para o pessoal do DER verificar”, lembra o engenheiro Carlos Humberto Santana, que acompanhou os trabalhos.

    Carlos Humberto Santana: “Foi uma surpresa para a equipe, que não sabia do que se tratava”

    Não fosse o cuidado dos operários — e uma porção de sorte — a história teria sido perdida. “Alguns trechos do módulo de concreto, a gente arrancou todo para fazer a recuperação total. E aqui nessa parte não estava danificado. Se tivesse danificado esse concreto, possivelmente teria arrancado tudo e perdido o Marco Zero”, pontua Carlos.

    Agora, o local — que foi confirmado por técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), embasados em documentos do Arquivo Público — terá uma marcação no solo e nas paredes do Buraco do Tatu, inclusive, protegidas contra pichação. E será mais do que só um novo ponto turístico. “Estaremos reabrindo a própria história de Brasília, ou seja, o local onde foi colocada a Estaca Zero, o ponto onde o Eixo Monumental e o Eixo Rodoviário se encontram”, exalta o superintendente do Arquivo Público do DF, Adalberto Scigliano. “Graças à preservação da memória feita pelo Arquivo Público e à parceria entre os órgãos envolvidos na obra foi possível revelar essa parte importante da história da nossa capital. Agora, todas as vezes que a população passar por ali vai lembrar de como e onde nasceu Brasília”, completa.

    Entre os que vão passar por ali com o olhar diferente está o motorista Valmir Sousa. “Passava por cima e nunca nem imaginei que estava ali”, relata. “Sou nascido e criado em Brasília e uma descoberta dessa é um marco para a gente, porque saber onde tudo começou, o centro de Brasília, é uma maravilha. Vai ficar para a história.”

    Buraco do Tatu

    O novo ponto turístico da cidade terá uma marcação no solo e nas paredes do Buraco do Tatu, inclusive, protegidas contra pichação

    As obras de restauração do pavimento asfáltico em concreto do Buraco do Tatu – passagem de 700 metros que liga os eixos rodoviários Norte e Sul, no Plano Piloto – foram iniciadas em 1º de julho e concluídas nesta quarta-feira (31). O trânsito será liberado na quinta-feira (1º), beneficiando, assim, os 150 mil motoristas, que passam todos os dias pelo local.

    O pavimento original da passagem, da época da construção de Brasília, estava degradado após 60 anos de uso e sua vida útil estava ultrapassada. Foram investidos cerca de R$ 2 milhões nas obras de recuperação do pavimento.

    As placas de concreto danificadas foram trocadas por novas e o material antigo das juntas de dilatação – que unem essas placas – foi substituído por um selante com durabilidade prevista de dez anos. Os serviços incluíram a lavagem das paredes azulejadas e do teto do Buraco, além de limpeza e desobstrução de todas as caixas de drenagem da passagem.

  • Placas de Brasília são reconhecidas internacionalmente. Você sabe diferenciá-las?

    Placas de Brasília são reconhecidas internacionalmente. Você sabe diferenciá-las?

    Sistema de endereçamento da capital federal conta com uma produção meticulosa e um investimento anual de R$ 4,2 milhões; entenda o que significam as cores azul, verde e marrom que adornam as ruas da capital

    Em meio ao concreto das superquadras e aos grandes monumentos que cercam a capital do país, há um elemento discreto, porém essencial para quem deseja se localizar em Brasília: as placas de endereço. E não se trata apenas de uma sinalização comum. Cada cor e formato tem um significado calculado para facilitar a orientação na cidade projetada por Lucio Costa e Oscar Niemeyer.

    As placas marrons, como a da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, indicam pontos turísticos e foram feitas para a Copa do Mundo de 2014 | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Presentes no Eixo Rodoviário, nas entrequadras e em diversos pontos do Plano Piloto, as instalações obedecem ao manual de sinalização interamericano. As placas verdes são as mais vistas, alinhadas ao lado das vias principais. Elas apontam o caminho a seguir, sempre acompanhadas por setas que indicam direções. Já as placas azuis ficam estrategicamente localizadas nas superquadras, indicando o local onde se está. As placas marrons indicam pontos turísticos e foram feitas para a Copa do Mundo de 2014.

    Criado no final dos anos 1970 pelo arquiteto e designer Danilo Barbosa, esse sistema de cores não só facilita a vida dos brasilienses, mas também é um marco reconhecido internacionalmente. Em 2012, o projeto foi incluído no acervo permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa), reconhecimento do design que combina funcionalidade e estética. Um totem azul que identifica a direção das superquadras modelo (107/307, 108/308 Sul) foi escolhido para compor um dos maiores e mais importantes museus do mundo.

    Danilo lembra que foram dois anos de estudo até que a produção saísse do papel, em 1977. A preocupação com questões visuais urbanas, porém, surgiu anos antes, em 1968, quando ele saiu de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, aos 18 anos, para estudar arquitetura e urbanismo na Universidade de Brasília (UnB). O arquiteto destaca a importância de um design que se integra harmoniosamente à arquitetura única da capital federal.

    As placas verdes são as mais vistas, alinhadas ao lado das vias principais. Elas apontam o caminho a seguir, sempre acompanhadas por setas que indicam direções | Foto: Divulgação

    “Conseguimos informar sem comprometer a paisagem panorâmica de Brasília. As placas foram integradas à capital. Eu digo que essas placas brotaram como árvores, porque fizeram parte da vida de quem cresceu na cidade”, relata.

    Por trás da produção meticulosa dessas placas está o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). Com uma linha de montagem manual, oito funcionários são responsáveis por garantir que cada placa seja fabricada com precisão, mantendo a tradição de qualidade que acompanha a cidade desde sua fundação. O Governo do Distrito Federal (GDF) investe, anualmente, R$ 4,2 milhões na produção e manutenção de quase 4 mil placas.

    As placas azuis estão estrategicamente localizadas nas superquadras, indicando o local onde se está | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

    “O DER coordena todo esse processo de produção que, no fim, consiste num trabalho para sinalizar, orientar e até salvar vidas. É importante a população ter noção e preservar esse patrimônio. Muitas vezes a gente lida com vandalismo e pichação. É dinheiro público”, destaca o superintendente de Operações do DER, Murilo Santos.

    Assim, entre curvas sinuosas e monumentos imponentes, as placas de Brasília não são apenas sinais de trânsito, mas peças de um mosaico urbano que celebra a arte e a funcionalidade em cada esquina da cidade.

    Padrões

    Além das cores, o trabalho desenvolvido por Danilo Barbosa e sua equipe envolveu a escolha da fonte e, até mesmo, o alinhamento das placas, a altura em que deveriam ser afixadas e a quantidade de informações nelas contidas.

    O alfabeto adotado é da família helvética, nas versões medium, light itálica e bold. Essas fontes são utilizadas no Plano Diretor de Sinalização do DF por suas características de desenho que proporcionam excelente legibilidade.

    Anos depois da criação do sistema, o arquiteto e sua equipe descobriram que a fonte foi desenvolvida em 1957, mesmo ano em que Lucio Costa elaborou o plano urbanístico do Plano Piloto.

    “Foi uma coincidência ou providência. Não sei explicar, mas houve essa feliz simbiose”, lembra Danilo.

  • Expovitis Brasil 2024 vai até domingo com exposição de vinhos produzidos no DF

    Expovitis Brasil 2024 vai até domingo com exposição de vinhos produzidos no DF

    Feira Nacional de Viticultura, Enologia e Enoturismo  é atração no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, e reúne 70 vinícolas brasileiras com estandes de degustação de mais de 250 rótulos

    Aberta nesta sexta-feira (19), a primeira edição da Feira Nacional de Viticultura, Enologia e Enoturismo, a Expovitis Brasil 2024, movimenta o Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF. A iniciativa conta com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) por meio das secretarias de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) e de Turismo (Setur) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF).

    O evento reúne enogastronomia, enoturismo e palestras. O público pode fazer a degustação de mais de 250 rótulos nos estandes de 70 vinícolas brasileiras, e ainda assistir aos shows de Kleiton e Kledir e 14 Bis.

     

    Produção local de vinhos e derivados da uva é destaque no evento, que situa o DF em boa posição no mercado nacional  | Foto: Adriano Brito/Expovitis

    Na abertura da exposição, o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, declarou: “O GDF deu a primeira demonstração de apoio integral a essa cadeia produtiva quando o governador Ibaneis determinou a composição de um grupo de trabalho envolvendo várias pastas, criando condições para que os produtores do Distrito Federal tivessem uma atenção especial do governo. Foram 60 dias de trabalho, e as ações continuam. O nosso próximo passo é ajudar em relação à questão tributária e à redução dos impostos para que essa atividade seja cada vez mais forte na nossa cidade.”

    Crescimento da produção

    O presidente da Emater, Cleison Duval, também destacou a importância da vinicultura local. “A Emater tem acompanhado todo esse trabalho, esse histórico de produção de uva aqui no DF. Desde a década de 1990, os primeiros produtores começaram a plantar a uva e entender esse nosso clima para o seu cultivo. De lá para cá, eu me lembro ainda da gente fazendo caravanas com produtores, lá em 2007, 2008, para São Paulo, para o Sul, para conhecer os parreirais de uva. Todo esse histórico, hoje, está culminando neste grande evento”.

    De acordo com Duval, hoje, no DF, há 94 hectares de plantação de uva, tanto de mesa quanto para degustação etílica. São 78 produtores, dos quais 21 estão produzindo uvas para vinho. Carlos Vitor Silva, que é um dos organizadores da exposição, faz parte desse grupo desde 2001, quando começou a produzir vinhos.

    “Hoje esse evento é importante não só para nós; é importantíssimo em nível nacional”, afirmou. “É bem verdade que o Distrito Federal e o Entorno têm crescido bastante em unidades de vinhedos, em vinícolas, e a nossa grande vantagem é que estamos conseguindo produzir vinhos muito bons. E a finalidade principal do evento é promover o vinho nacional.”

    Os ingressos da Expovitis e a programação completa estão disponíveis no site do evento. A degustação nos estandes está incluída nos pacotes. Os tíquetes para conhecer as vinícolas são vendidos separadamente e também podem ser acessados no site da feira.

  • DF sedia primeira edição de feira nacional de vinhos

    DF sedia primeira edição de feira nacional de vinhos

    Expovitis Brasil 2024 será realizada, de sexta (19) a domingo (21), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF; Emater terá estande para troca de experiências

    O Distrito Federal sedia a primeira edição da Feira Nacional de Viticultura, Enologia e Enoturismo, a Expovitis Brasil 2024. O evento reunirá produtores de vinho de todas as regiões do país de sexta (19) a domingo (21), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF. O Governo do Distrito Federal (GDF) apoia a iniciativa por meio das secretarias de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) e de Turismo (Setur) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF).

    Serão 70 vinícolas com estandes de degustação de mais de 250 rótulos, reunindo em um só local enogastronomia, enoturismo e palestras. O evento também terá shows de Zeca Baleiro, Kleiton e Kledir e 14 Bis.

    Carlos Vitor Silva: “Brasília talvez seja a maior consumidora de vinho nacional do mercado, e a feira vai  trazer rótulos nacionais para o brasiliense ter a oportunidade de conhecer essa produção” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Um dos organizadores do evento, o produtor Carlos Vitor Silva, explica que a feira surgiu a partir da ideia de aproveitar que a produção de uvas para vinificação está em franco crescimento na capital do país para reunir vinícolas de todo o Brasil aqui.

    “Brasília talvez seja a maior consumidora de vinho nacional do mercado, e a feira vai trazer rótulos nacionais para o brasiliense ter a oportunidade de conhecer essa produção. Além disso, é mais uma oportunidade de negócios para os produtores, que estão apresentando ótimos vinhos”, afirma.

    A uva fechou o ano de 2023 com produção bruta convencional de 818.950 toneladas colhidas

    De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater-DF, Gilmar Batistella, o estande da empresa apresentará produtos que fazem parte do universo dos vinhos, como queijos e itens de charcutaria. “Será uma integração e troca de experiências que vão agregar muito para todos nós”, observa.

    A uva é uma das maiores culturas produzidas no DF e fechou o ano de 2023 com produção bruta convencional de 818.950 toneladas colhidas, com participação de 7,21% na agricultura frutífera local e movimentando um montante de R$ 9.131.292,50.

    Rota das Uvas

    Durante as celebrações do aniversário de Brasília, em abril, o GDF lançou a Rota das Uvas de Brasília. A iniciativa será mais um polo de geração de emprego e renda, com o fomento da cadeia produtiva em torno da fruta.

    O lançamento foi feito no PAD-DF, durante a inauguração da Vinícola Brasília, que surgiu a partir da união de dez vinhedos de famílias que chegaram ao DF no final da década de 1970 e início de 1980. De acordo com os proprietários, são cerca de 100 empregos diretos e potencial para mais outros 800 indiretos em torno da cadeia produtiva que envolve a vinícola.

    A técnica utilizada pelos produtores do DF é conhecida como dupla poda, realizada nas parreiras duas vezes ao ano, que faz o ciclo de colheita das frutas ocorrer entre julho e agosto, período em que os dias quentes e as noites frias auxiliam na maturação das frutas.

    Os ingressos da Expovitis e a programação completa do evento estão disponíveis no site. A degustação nos estandes está incluída nos pacotes. Os tíquetes para conhecer as vinícolas são vendidos separadamente e também podem ser acessados no site da feira.

  • Servidora do Detran é premiada em campeonato brasileiro de fisiculturismo

    Servidora do Detran é premiada em campeonato brasileiro de fisiculturismo

    Andrea Angélica ficou no top 2 em categorias femininas

    No último sábado (13), a analista em atividades de trânsito do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) Andrea Angélica de Oliveira ficou em segundo lugar na competição do 54º Campeonato Brasileiro de Fisiculturismo e Fitness, nas categorias Woman’s Physique Master (acima de 35 anos) e Woman’s Physique Sênior (acima de 1,63 m). A competição ocorreu de 12 a 14 de julho de 2024 na cidade de Belém, no Pará.

    Com a premiação, Andrea está no top 2 do Brasil. Para ela, foi a realização de um sonho estar entre as melhores do Brasil. Ela disse que em sua trajetória de preparação teve a oportunidade de conhecer pessoas incríveis, que incentivaram a sua vontade de continuar no esporte e nas competições.

    Andrea informou que no momento não há previsão de quais serão as suas próximas competições. Ela vai seguir um protocolo de descanso, comemorar com família e amigos e verificar as estratégias para participações futuras em campeonatos, sob orientação do treinador André Torres.

    Em junho deste ano, ela ganhou em primeiro lugar na categoria Women’s Physique, do XVI Campeonato Brasiliense de Fisiculturismo, que ocorreu em Brasília. E em dezembro do ano passado, aos 50 anos de idade, Andrea competiu pela primeira vez e ficou em primeiro lugar, na categoria Body fitness, do II Kalón Cup, competição de fisiculturismo, promovida pela Confederação Brasiliense de Fisiculturismo e Musculação.

    A servidora ingressou no Detran-DF em 2013. Atualmente trabalha na Procuradoria Jurídica (Projur) da autarquia e nos horários livres ministra aulas na Diretoria de Educação de Trânsito (Direduc).

  • Época de seca traz aumento nos ataques de abelhas. Saiba como evitar acidentes

    Época de seca traz aumento nos ataques de abelhas. Saiba como evitar acidentes

    Corpo de Bombeiros deve ser acionado para retirada dos insetos; em caso de picada, é essencial monitorar os sintomas e procurar a rede pública de saúde do DF

    Durante a época de seca, os incidentes com abelhas costumam aumentar, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) – em parte, porque é o período da divisão dos enxames que migram em busca de um lar para a nova rainha. As queimadas, porém, obrigam esses e outros animais a fazerem a migração forçada para se salvar do fogo. Desde 2018, foram registradas 44.103 ocorrências de averiguações para captura de insetos e outras 15.916 de capturas, de acordo com o CBMDF. Para evitar agravamento dos casos, é importante tomar alguns cuidados.

    Em cerca de duas semanas, foram relatados pelo menos dois episódios no DF. No mais recente, no início deste mês, uma família só conseguiu sair de casa quando os agentes do CBMDF chegaram e dispersaram os insetos, que atacaram quatro cães que estavam do lado de fora da casa.

    Antes, em 21 de junho, abelhas de uma colmeia que estava em uma palmeira no Parque Estação Biológica, na Asa Norte, atacaram quatro pessoas. O CBMDF acionou um apicultor para fazer a captura do enxame e dispersou com fumaça as abelhas que não puderam ser recolhidas. Ninguém precisou ser encaminhado para o hospital.

    De acordo com o Corpo de Bombeiros, os ataques também podem acontecer quando as colmeias estão com muito mel, o que atrai outros insetos, como formigas, e deixam as abelhas extremamente agressivas. Se isso ocorrer durante o processo migratório, as pessoas devem procurar um local fechado para se abrigarem e evitar fazer movimentos bruscos ou se abanar com roupas.

    As pessoas também não devem matar as abelhas. Ao serem mortas, elas liberam feromônios que fazem com que outras abelhas também ataquem. Se isso acontecer quando a colmeia estiver com muito alimento, é importante se afastar. Em geral, as abelhas que protegem a colmeia não se distanciam muito do local.

    De acordo com o Corpo de Bombeiros, os ataques também podem acontecer quando as colmeias estão com muito mel | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    O oficial de Informação Pública do CBMDF, Tenente Palomino, ressalta que ao se deparar com abelhas é importante isolar o local, afastar-se e não permitir que crianças e animais se aproximem. Em caso de ataque, é importante deixar o local imediatamente.

    “Quando estiver em local seguro, é importante retirar os ferrões. Não é aconselhado tirar com a ponta dos dedos, para não inocular ainda mais a toxina que está na bolsa dos ferrões. [O procedimento] deve ser feito raspando com cuidado com um cartão de crédito ou uma lâmina não afiada, por exemplo. Depois disso, deve-se lavar e colocar gelo. Se a pessoa ficar tonta ou sentir falta de ar, deve procurar imediatamente assistência médica”, explica.

    Em qualquer dos casos, a orientação do Corpo de Bombeiros é sempre solicitar o auxílio da corporação e nunca tentar exterminar o enxame. A quantidade de abelhas dentro da colmeia é cerca de dez vezes maior do que as que estão do lado de fora. Quando não houver danos às pessoas ou animais, a recomendação da corporação é chamar um apicultor para fazer a retirada do enxame.

    Para acionar os bombeiros, basta ligar 193, mobilizando o quartel mais próximo do local da ocorrência. Após a retirada, a corporação entra em contato com apicultores para que os animais sejam encaminhados a um apiário. Os enxames são exterminados apenas em casos em que há risco iminente e a captura é inviável.