Médico do Hospital de Base do DF alerta sobre a doença transmitida pelo Aedes aegypti e destaca cuidados para evitar a proliferação do mosquito
Com quatro sorotipos distintos, a dengue pode se manifestar de formas diversas, desde sintomas leves até casos graves que demandam cuidados intensivos. O médico infectologista Tazio Vanni, do Hospital de Base do DF, aborda alguns aspectos da doença.
A dengue é classificada como um arbovírus, tendo como vetor principal o mosquito Aedes aegypti. “Eles podem circular no mesmo momento, numa determinada sazonalidade, ou podem circular com a predominância de um sobre o outro”, aponta o infectologista. Isso significa que a presença simultânea de diferentes sorotipos pode ocorrer, ampliando o desafio no controle da doença.
Os sintomas comuns incluem febre, erupções cutâneas, dor de cabeça e articulações, além de epidemia conjuntival. Ainda não existe, segundo o médico, um antiviral específico para a dengue. “Temos expectativa de que novas ferramentas sejam aprovadas para a utilização em pacientes com dengue, mas essas ferramentas ainda precisam passar por testes e estudos”, explica Tazio Vanni.
“Usamos as medidas usuais para a doença febril, como hidratação, repouso, entre outras; e, em um quadro grave que necessita de cuidados intensivos, adotamos todas as medidas usuais no ambiente de UTI”, detalha o médico. “O combate à dengue exige uma abordagem integrada da comunidade e das autoridades de saúde. A prevenção continua sendo nossa principal arma.”
Veja, abaixo, algumas dicas para se prevenir contra a dengue.
→ Elimine recipientes que acumulem água parada, local propício para a reprodução do mosquito;
→ Utilize repelentes e vista roupas adequadas, especialmente durante o período de maior atividade do inseto – o começo da manhã e o início da noite;
→ Instale telas em janelas e portas para evitar a entrada do Aedes aegypti;
→ Mantenha caixas-d’água vedadas e limpas;
→ Colabore com ações de controle promovidas pelas autoridades locais;
→ Fique atento aos sintomas e adote medidas preventivas para combater a proliferação da dengue, uma ameaça que, mesmo sem tratamento específico, pode ser controlada com ações simples e conscientização.
Iniciativa inclui recolhimento de resíduos e visitas domiciliares
Santa Maria receberá uma ação de combate ao mosquito transmissor da dengue, nestas quinta (18) e sexta-feiras (19). A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), será nas quadras CL 207/307, CL 208/308, QR 207/307 e QR 208/308 da região administrativa (RA).
As ações terão início às 8h. A administração regional da cidade fará o recolhimento de entulho nas ruas, verificando o descarte irregular de resíduos em frente às residências e comércios das quadras com o intuito de reduzir os criadouros do mosquito.
Os profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1, por sua vez, realizarão visitas domiciliares de porta em porta, orientando a população quanto à prevenção da dengue e ao manejo ambiental de materiais inservíveis, que deverão ser colocados ao lado de fora dos estabelecimentos em data posterior (22), para serem recolhidos pela Administração e pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
Servidores da Vigilância Ambiental também vão visitar os locais. O objetivo é prestar orientações e identificar possíveis criadouros do Aedes aegypti. Dentro das residências, caso haja necessidade, serão aplicadas pastilhas que se dissolvem em água e que contêm um micro-organismo conhecido como BTI, capaz de matar as larvas do mosquito.
Força-tarefa será realizada nas quadras CL 207/307, CL 208/308, QR 207/307 e QR 208/308 nestas quinta (18) e sexta-feiras (19) – Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF
Para a gerente da UBS 1 de Santa Maria, Joelma Batista, as ações dessa semana servem não apenas para identificar focos de transmissão da dengue, mas, também, para educar e alertar a comunidade sobre medidas de combate à doença.
“Nós mobilizamos toda a UBS 1, em todas as categorias. Haverá equipe médica, de enfermagem, administrativa, profissionais de farmácia, psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição e radiologia, todas com foco na prevenção e tratamento de casos da doença na região,” afirma a gestora.
Outras ações no DF
Nesta quinta-feira (19), também haverá ações de manejo ambiental – com a inspeção domiciliar pelos agentes de Vigilância Ambiental e recolhimento de materiais inservíveis pelos caminhões da Administração Regional e do SLU – no Setor O, Ceilândia, quadra nº 5/7, a partir de 8h30, e na Vila Planalto, no Galpão Comunitário da Cidade, próximo à UBS 3, a partir das 9h.
Inclusão visa proteger crianças de casos graves da doença. Esquema é composto por três doses
O calendário de vacinação infantil deste ano traz uma recente adesão: desde janeiro, crianças entre 6 meses e 4 anos recebem doses da Pfizer contra a covid-19. O esquema é composto por três doses. A medida foi tomada com base em evidências científicas mundiais e dados epidemiológicos de casos e óbitos pela doença no país.
Arte: Agência Saúde-DF
De acordo com dados do Ministério de Saúde (MS), somente em 2023, o Brasil registrou 3.379 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por covid-19 em menores de 1 ano; e 1.707 na faixa de 1 a 4 anos. A inclusão, portanto, busca proteger as crianças de versões mais graves da doença, além de complicações a longo prazo, como a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) e a própria SRAG.
Gerente da Rede de Frio da Secretaria de Saúde (SES-DF), Tereza Pereira explica que a vacinação cria uma barreira de proteção coletiva – conhecida como imunidade de rebanho – e salvaguarda aqueles que não podem ser imunizados. “Vacinar crianças ajuda a reduzir a disseminação do vírus na comunidade. Não incomum, elas podem ser portadoras assintomáticas e transmitir a doença a outras pessoas, incluindo adultos vulneráveis.”
Com a inclusão no Programa Nacional de Imunização (PNI), o imunizante da “Pfizer” será aplicado em crianças entre 6 meses e 4 anos. O esquema vacinal será composto por três doses (D1, D2 e D3). Entre a D1 e a D2, a aplicação deve ocorrer com intervalo de quatro semanas. Entre a D2 e a D3, o espaço será de oito semanas. Após os 5 anos de idade, apenas as crianças que integram os grupos prioritários receberão uma dose de reforço.
De forma geral, as vacinas contribuem para a eliminação de diversas doenças infecciosas, pois atuam no sistema imunológico produzindo células de defesa contra um micro-organismo. Uma vez na corrente sanguínea, o imunizante se apresenta como algo parecido a um agente causador da enfermidade correspondente. Nesse momento, o corpo reage com uma resposta imune e fica pronto para se defender, sem adoecer. Caso isso ocorra, os sintomas apareceram de forma mais amena.
Sarah de Sena Villa Nova, 26, tem um cuidado especial para acompanhar a caderneta da filha, Cecília, de 8 meses: “Não atraso!” – Foto: Arquivo pessoal
O mecanismo assegura não só a proteção, mas se mostra essencial, principalmente, ao desenvolvimento infantil, permitindo que as crianças participem plenamente da sociedade. A gerente da Rede de Frio lembra que a vacinação é uma medida segura, eficaz e uma ação de responsabilidade social.
A prevenção de doenças por meio da imunização, segundo a profissional, reduz a carga sobre os sistemas de saúde, evitando hospitalizações, tratamentos intensivos e custos associados ao tratamento de doenças evitáveis.
Cobertura infantil abaixo
A cobertura, especialmente no âmbito infantil, ainda não alcançou as metas estipuladas pelo MS. As quatro principais vacinas, com meta de cobertura de 95% para menores de um ano, estão com adesão abaixo do esperado. São elas: pentavalente (cobertura de 81,6%), poliomielite (81,5%), pneumo 10 (82,3%) e tríplice viral (89,5%). A vacina rotavírus também apresenta um número inferior: 78,5%.
Com níveis ainda mais baixos, a cobertura de influenza infantil está em 56,8%. Já contra a covid-19, na faixa etária de 6 meses a 2 anos, a cobertura da D1 é de 27,7%, D2, 17,8% e de D3 9,2%. Já entre os 3 e 4 anos, a cobertura da D1 é de 35,7%, D2 22,4% e de D3 8,9%. Dos 5 até os 11 anos, a taxa de cobertura para D1 é de 74,4%, da D2 é de 57,7%; e da dose de reforço é de 14,6%.
Programa Nacional de Imunização
Criado em 1973, o PNI foca na proteção do recém-nascido ao idoso. As vacinas foram incorporadas com o tempo, em um processo contínuo de avaliação de novas tecnologias, e hoje conta com 49 diferentes imunobiológicos disponíveis à população. Para acompanhar essa quantidade de imunizantes, é formulado anualmente o calendário vacinal e o uso das doses, principalmente as infantis.
No primeiro ano de vida, as crianças recebem a maior parte das vacinas, pois, nessa fase, o sistema imunológico ainda está em formação, deixando os pequenos vulneráveis a várias doenças infecciosas. Nesse momento, entra em cena a responsabilidade dos pais e dos profissionais de saúde para manter a caderneta dos bebês atualizada.
Sarah de Sena Villa Nova, 26 anos, mãe da pequena Cecília, de 8 meses, acompanha as vacinas da filha, tomando precauções para não ocorrer atrasos. “Às vezes, pode passar um ou dois dias, mas sempre por motivos de força maior. Nunca deixei de ir atrás”, garante.
Para ela, as vacinas são importantes principalmente por proteger contra formas mais graves das doenças. Sarah conta que se sente segura em imunizar a filha, sabendo que as doses são resultados de inúmeros estudos e testes. “Os imunizantes nos tranquilizam acerca de problemas de saúde que, antigamente, chegavam a levar crianças à morte.”
Além dos pais, a orientação e o incentivo à vacinação das crianças englobam os profissionais de saúde, que possuem também o papel de explicar as recomendações. Eles são responsáveis por proporcionar um ambiente aberto a perguntas e de respostas a possíveis preocupações.
“As equipes de saúde devem fornecer informações claras e baseadas em evidências sobre a vacinação, explicando os benefícios individuais e coletivos dos imunizantes, destacando sempre o poder que eles possuem na prevenção de doenças graves e suas complicações”, explica Pereira.
Dose de reforço adulta
Além da inclusão recente, outra estratégia tomada pelo MS foi a aplicação de nova dose da vacina bivalente aos públicos prioritários: pessoas com 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos.
No DF, a SES-DF disponibiliza o imunizante em todos os pontos de vacinação da rede, além de possuir estoque. Para receber a dose, é preciso ter tomado a última há pelo menos seis meses. Os usuários devem apresentar documento de identidade com foto, CPF e o cartão de vacina.
Parceria com a Secretaria de Saúde orientou sobre os cuidados para eliminar o mosquito transmissor da doença. Primeira localidade a receber ação foi o P Sul, em Ceilândia
A Secretaria de Saúde (SES-DF), por meio da Diretoria de Vigilância Sanitária (Dival), capacitou os 300 alunos bombeiros que participam de ações de enfrentamento à dengue nas regiões administrativas (RAs). O último Boletim Epidemiológico de dengue apresentou um aumento de 207% nos casos e os alunos praças e oficiais realizarão vistorias domiciliares em busca de focos do mosquito transmissor da doença.
Durante a capacitação, o subsecretário de Vigilância Sanitária do Distrito Federal, Divino Valero, ressaltou a importância de todos atuarem juntos no combate à doença. “Precisamos de todos, órgãos e população. O trabalho que vocês, bombeiros, vão realizar é importantíssimo, porque é um trabalho educacional”, ressaltou.
De acordo com o gestor, a vistoria em cada uma das milhares de residências no DF é um grande desafio. Por isso, é preciso ter o apoio de outras instituições.
“O DF tem aproximadamente um milhão de imóveis. É humanamente impossível estar em todas as residências o tempo todo. A parceria irá nos ajudar visitando as casas e orientando a população do que fazer, como fazer e porque fazer”, detalhou.
De acordo com o subsecretário de Vigilância Sanitária, Divino Valero, é um desafio realizar a vistoria individual de cada moradia, sendo necessário o apoio de outras instituições
Treinamento
O treinamento foi realizado na Academia do Corpo de Bombeiros (CBMDF) no dia 12 de janeiro. Já no dia seguinte, os alunos atuaram nas quadras do P Sul, pela manhã, realizando as visitas e identificando os focos do mosquito da dengue.
O coronel do Comando Especializado, Deusdete Vieira, reforçou a competência da instituição para atuação no combate à doença. “É um tipo de trabalho que todos nós não estaremos distantes, muito pelo contrário, é parte da nossa competência. Daremos todo apoio a um assunto de crucial importância”, afirmou o militar.
A aluna do Curso de Formação de Praças, Angélica Félix, demonstrou entusiasmo com a missão de conscientização, que seria o primeiro contato com a população. “É muito importante ir de casa em casa e falar com os moradores. A dengue é um problema muito sério”, declarou.
Saúde em Ceilândia
O P Sul, em Ceilândia, foi a primeira localidade do Distrito Federal a receber a força-tarefa para combate à dengue, no último sábado (13). Durante a ação, os alunos – praças e oficiais – acompanharam os agentes comunitários em saúde (ACS) e os agentes de vigilância ambiental em saúde (Avas) nas visitas, buscando possíveis focos. Baldes com água parada, latas, garrafas, pneus e caixas d’água recebiam atenção redobrada. Caso fosse necessário, eram aplicadas pastilhas larvicidas.
Entre os dias 31 de dezembro e 6 de janeiro, o DF registrou 2.054 casos prováveis da doença. O Boletim Epidemiológico deste ano revelou o ranking de maior incidência da doença nas RAs: Ceilândia lidera com 172,66 casos/100 mil habitantes, em seguida aparece Varjão, com 142,5 casos/100 mil habitantes e Brazlândia, com 35,31/100 mil habitantes. Mas todas as áreas do DF registram moradores com casos prováveis.
O kit de diagnóstico utilizado em laboratório de testagem é o primeiro do mundo a fazer uso da tecnologia para a detecção da doença
A Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) iniciou a testagem com base em biologia molecular para detecção de malária nas amostras dos doadores de sangue. Desenvolvido e produzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), o kit de diagnóstico utilizado no laboratório de testagem de ácido nucleico, o NAT Plus, é o primeiro do mundo a fazer uso da tecnologia para a detecção da malária.
O objetivo do teste é evitar a transmissão da doença por meio da transfusão de sangue. “A malária é uma doença que pode ser transmitida pelo sangue. Caso um paciente que já está debilitado tenha contato com um sangue contaminado, ele pode ter uma reação transfusional grave e adquirir a doença”, explica a diretora de Laboratórios do Hemocentro de Brasília, Renata Alencar.
A nova metodologia teve seu uso iniciado em novembro de 2023 no Hemocentro; de lá para cá, mais de 10 mil testes já foram realizados – Foto: Divulgação/Hemocentro
O teste biomolecular é capaz de identificar o material genético do plasmodium da malária, o que aumenta a sua eficácia. Antes, o doador de sangue precisava cumprir impedimento temporário após viagem para áreas endêmicas da doença, e era, em seguida, submetido a um teste rápido para detecção de anticorpos.
“Hoje estamos utilizando o padrão ouro. Você ainda tem uma janela imunológica, porque precisamos da replicação do protozoário para a detecção do material genético. Mas você diminui essa janela em relação ao teste rápido, que depende da produção de anticorpos. Isso significa mais segurança transfusional”, aponta Renata.
O Hemocentro de Brasília é um dos centros testadores habilitados para a metodologia NAT Plus pelo Ministério da Saúde no Brasil. Além das amostras do Distrito Federal, a FHB também é responsável atualmente pelo processamento do sangue de doadores do Acre e do Tocantins. A nova metodologia teve seu uso iniciado em novembro de 2023 no Hemocentro. De lá para cá, mais de 10 mil testes já foram realizados.
Além da malária, o laboratório NAT Plus também realiza testes biomoleculares para HIV, hepatite B e hepatite C. O kit NAT Plus é utilizado ainda para amostras de doadores de órgãos ou doadores mortos por parada cardiorrespiratória, aumentando a segurança dos transplantes de órgãos.
Malária
A malária é uma enfermidade febril aguda causada pelo parasita plasmodium, que é transmitido pela picada de uma fêmea infectada do mosquito Anopheles, mas também pode ser transmitida por transfusão de sangue e transplante de órgãos.
Os sintomas, incluindo febre, dor de cabeça e calafrios, aparecem geralmente entre dez e 15 dias após a picada e podem ser leves e difíceis de reconhecer como malária. Se não for tratada, a doença pode progredir para quadros graves e morte.
No Hemocentro de Brasília, viagens para áreas endêmicas de malária impedem a doação por 30 dias. As áreas endêmicas no Brasil são Região Norte, Mato Grosso e Maranhão. Algumas áreas endêmicas no exterior são África do Sul, Angola, Bolívia, Cabo Verde, Camboja, China, Colômbia, Costa Rica, Egito, Filipinas, Índia, Indonésia, Marrocos, México, Panamá, Paraguai, Peru, Tailândia, Turquia, Venezuela, Vietnã e Zimbábue.
Controle da aplicação do inseticida segue horários preestabelecidos e dados técnicos ao percorrer as regiões administrativas; veja onde as equipes estarão
O combate à dengue segue intenso pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nesta segunda quinzena de janeiro. A aplicação do fumacê, uma das estratégias para reduzir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, vai passar por 11 regiões administrativas: Recanto das Emas, Santa Maria, Gama, Brazlândia, Taguatinga, Ceilândia, Plano Piloto (Asa Sul), Cruzeiro, Lago Sul, Sudoeste e Samambaia.
A aplicação do inseticida de ultrabaixo volume (UBV) está sujeita às condições meteorológicas e não é feita quando está chovendo. Além disso, os técnicos vão às ruas preferencialmente das 4h às 6h e das 17h às 19h, conforme explica o diretor de Vigilância Ambiental do DF (Dival), Jadir Costa Filho. A data e os endereços da aplicação podem ser conferidos abaixo.
Arte: Agência Brasília
Boletim epidemiológico
“A aplicação do controle químico pesado, o fumacê, só pode ser feita sem chuva, preferencialmente das 4h às 6h e das 17h às 19h”, detalha o gestor da Dival. “Além de ser fisiologicamente melhor, mais eficiente em relação ao mosquito, tem a questão climática, com uma condição de vento melhor, e o produto fica suspenso mais tempo. A chuva atrapalha, e qualquer contato com a água faz perder a eficácia do UBV.”
O primeiro boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde divulgado em 2024 apontou um aumento de 207% nos casos de dengue, o que reforçou a atenção da pasta sobre a doença. Foram notificados 2.054 casos prováveis entre 31 de dezembro de 2023 e 6 de janeiro deste ano, contra 669 casos de 31 de dezembro de 2022 a 6 de janeiro de 2023.
A Secretaria de Saúde (SES-DF) é a responsável pelo cronograma e aplicação do produto, considerado o último recurso no combate à dengue. Jadir Costa Filho explica: “Ele funciona como uma espécie de bala de prata, serve para conter o foco, funciona como um bloqueio. A aplicação é feita de acordo com dados do boletim epidemiológico; são critérios técnicos”.
Para a população, é recomendável que, ao perceber a presença do veículo de aplicação do fumacê na rua, abra portas e janelas para o produto entrar. Isso torna o inseticida mais eficiente, uma vez que os mosquitos gostam de ambientes escuros, de sombra, e 94% das larvas são encontradas nos imóveis.
“O principal cuidado continua sendo a pessoa cuidar do jardim, do quintal, não deixar os recipientes acumular água”, ressalta o diretor da Dival. “Se cada um cuidar do seu espaço, vamos conseguir vencer a dengue.”
São 23 profissionais de cirurgia-geral, ortopedia e traumatologia, ginecologia e obstetrícia, radiologia e otorrinolaringologia
Os hospitais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) receberão reforço de novos profissionais de medicina. A edição desta quarta-feira (10) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) trouxe a convocação de mais 23 profissionais aprovados no concurso realizado em março de 2022. O ato foi assinado pela governadora em exercício, Celina Leão.
“Essa convocação vai permitir uma melhor assistência e maior agilidade ao atendimento da população”, comemora o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Luciano Agrizzi. São cinco cirurgiões-gerais, sete da área de ginecologia e obstetrícia, cinco de ortopedia e traumatologia, dois de otorrinolaringologia e quatro de radiologia e diagnóstico por imagem.
Com a convocação, a expectativa é ampliar serviços em áreas como cirurgia e saúde da mulher. “São médicos especialistas que vão compor a atenção especializada”, explica o secretário-adjunto.
Os futuros servidores têm um prazo de 30 dias para tomarem posse. As instruções para o processo admissional estão disponíveis no site da pasta.
Secretaria de Saúde reforça alerta de prevenção em meio à época chuvosa
As altas temperaturas e o início da época chuvosa criam condições propícias à proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como a dengue. Enquanto buscamos relaxar e aproveitar momentos de lazer nas férias, a prevenção se torna ainda mais importante. Para garantir uma viagem tranquila e livre de preocupações, é essencial adotar medidas preventivas eficazes que mantenham a casa protegida.
Equipes de agentes de saúde realizam vistorias nas residências, orientam os moradores sobre as medidas preventivas, identificam e eliminam possíveis focos de reprodução do mosquito – Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF
“Todo pequeno recipiente pode virar um criadouro de larvas de mosquito. Esse período em que há chuva e sol é o momento mais propício para as fêmeas depositarem seus ovos. Em até sete dias, ou até um pouco antes, já temos mosquitos adultos”, alerta a chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para Prevenção de Endemias da Secretaria de Saúde (SES-DF), Cristina Soares Campelo.
Antes de sair de casa, é fundamental verificar cuidadosamente todos os possíveis focos de reprodução do mosquito, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água (vasos de plantas, pneus, garrafas e caixas d’água mal vedadas). Outra medida preventiva é esvaziar e lavar os bebedouros de animais de estimação, evitando o acúmulo de água parada, além de certificar-se de que as calhas estejam limpas e desobstruídas, permitindo o escoamento adequado da água da chuva.
Mesmo em ausências curtas, Campelo ressalta que os cuidados não podem ser negligenciados. “Você pensa: ‘ah, em uma semana eu volto’. Esse período pode significar o desenvolvimento de uma população completa de mosquitos adultos. Cada um deles tem a capacidade de voar entre 500 metros e um quilômetro por dia. Isso significa que, se uma casa se torna um foco gerador do Aedes aegypti, ela passa a ter o potencial de transmitir dengue para toda a rua”, explica.
Piscinas e reservatórios maiores não podem ficar de fora da lista de checagem. Caso não seja possível esvaziá-los, recomenda-se o uso de produtos larvicidas e entrar em contato com o profissional responsável pela manutenção da piscina, solicitando atenção redobrada e reforço no uso de cloro. É recomendado ainda cobrir a piscina com lona e verificar se há elevações ou afundamentos que possam acumular água, já que qualquer espaço desses também serve de criadouro.
Prevenção coletiva
A SES-DF tem desenvolvido iniciativas para combater a doença. A pasta busca informar a população sobre os riscos do mosquito e a importância da prevenção. Para tanto, equipes de agentes de saúde realizam vistorias nas residências, orientam os moradores sobre as medidas preventivas, identificam e eliminam possíveis focos de reprodução do mosquito.
A SES-DF também faz a aplicação do inseticida de ultrabaixo volume (UBV), conhecido popularmente como “fumacê”. A prática ocorre em horários específicos, das 5h às 7h e das 16h às 19h, acompanhando os hábitos do mosquito que, pela manhã, ao nascer do Sol, sai para se aquecer e depois volta à casa dos moradores. À tarde, sai para reproduzir.
Haverá atendimento para todas as faixas etárias, com vacinas contra covid-19, gripe e outras doenças
O fim de semana será de vacinação no Distrito Federal. Ao todo, 19 regiões administrativas terão equipes de vacinação trabalhando neste sábado (6). As unidades do Atacadão Dia a Dia, no km 8 da BR-070, e do Fort Atacadista do Sol Nascente, também vão oferecer vacinação das 8h às 17h.
Quem quiser se vacinar deve comparecer com documento de identificação e, se tiver, a caderneta de vacinação. A equipe de saúde avalia a cobertura vacinal de cada pessoa e, conforme a necessidade, pode aplicar mais de uma vacina no mesmo dia, de acordo com o indicado no calendário de vacinação. Por exemplo: é possível um adulto receber um reforço contra covid-19 e o imunizante de febre amarela na mesma ocasião.
Na segunda-feira (8), volta o atendimento normal nas mais de 100 salas de vacina do Distrito Federal.
Aeronave do departamento levou o órgão, proveniente de Anápolis (GO), do Pátio Militar do Aeroporto Internacional até o Hospital das Forças Armadas
Nesta quinta-feira (4), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal realizou o primeiro transporte de órgãos de 2024 pela autarquia, um coração procedente da cidade de Anápolis (GO).
O órgão inicialmente foi transportado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e chegou a Brasília por volta de 19h30, no Pátio Militar do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. A equipe de policiamento e fiscalização de trânsito já estava a postos para fazer o traslado até o Hospital das Forças Armadas (HFA), por meio da Sentinela 01, aeronave do Detran-DF.
Desde 2015, foram transportados 57 corações pelo Detran-DF; desses, 11 em 2023. A parceria entre Detran-DF, FAB e a Central Estadual de Transplantes permite a agilidade no transporte de órgãos, indispensável ao aproveitamento nos transplantes.