Categoria: Navegar Náutica e Pesca

  • Feira náutica desembarca em Brasília para fomentar turismo no Lago Paranoá

    Feira náutica desembarca em Brasília para fomentar turismo no Lago Paranoá

    Marca conhecida nacionalmente, o Boat Show ocorre na orla da Concha Acústica com apoio do GDF e programação gratuita

    A capital federal recebe, entre os dias 14 e 18 de agosto, a primeira edição do maior evento náutico do Centro-Oeste, o Brasília Boat Show. Serão quatro dias em que a orla da Concha Acústica ficará tomada por embarcações e atrações musicais, gastronômicas, culturais e esportivas. O evento atende uma demanda do segmento no Distrito Federal, que possui a quarta maior frota náutica do país.

    Foto: Renato Alves/ Agência Brasília

    O lançamento do festival ocorreu nesta quarta-feira (14) em uma cerimônia com a presença do governador Ibaneis Rocha. Durante a ocasião, o chefe do Executivo destacou o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Turismo (Setur-DF), para trazer o Boat Show a Brasília e fomentar o turismo e o uso do Lago Paranoá.

    “A população do Distrito Federal tem paixão pelo Lago Paranoá e, desde 2019, que a gente trabalha para trazer o primeiro Boat Show para cá”, afirmou o governador. “Brasília precisava desse evento para consolidar o que é uma das maiores maravilhas que o Brasil tem: o Lago Paranoá”, acrescentou.

    Ibaneis Rocha lembrou que a realização do evento na Concha Acústica foi possível graças à reforma do espaço. “Essa é uma das áreas que têm um potencial turístico muito grande e que estava totalmente abandonada. O museu [MAB] estava fechado e as praças destruídas. Fizemos um grande investimento para devolver esse espaço esplêndido ao DF”, destacou.

    Foram investidos R$ 8,2 milhões por este GDF na construção de calçadas, estacionamento, paisagismo e uma praça que interliga a área ao Museu de Arte de Brasília (MAB). Em 2021, o espaço já havia tido a estrutura interna totalmente restaurada, com investimento de R$ 500 mil. A ideia, agora, é investir na criação de uma náutica pública para atender a população do DF.

    Turismo náutico

    A expectativa dos organizadores é que o evento reúna mais de 10 mil pessoas de Brasília e também de estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. A vinda do evento à capital federal era um desejo antigo da marca que tem edições por vários locais do Brasil. Este ano, antes da edição brasiliense, o festival passou pelo Rio de Janeiro e Santa Catarina. São Paulo, Bahia e Paraná são os próximos estados a sediar o Boat Show.

    “Faz 15 anos que eu estou tentando trazer o Boat Show para cá e não tinha lugar, era difícil e a Concha Acústica estava destruída. Agora tive a surpresa quando disseram que a gente podia vir, que estava tudo arrumado. Então foi um prazer. Acho que vai gerar emprego, turismo e vida ao Lago Paranoá”, afirmou o CEO do Boat Show, Ernani Paciornik.

    Ernani Paciornik teve uma agradável surpresa com a infraestrutura encontrada no local do evento

     O secretário de Turismo, Cristiano Araújo, destacou que o turismo náutico está dentro do planejamento estratégico da Secretaria de Turismo. “O Lago Paranoá é um grande patrimônio que Brasília tem. O clima daqui também é favorável aos esportes náuticos. E o Boat Show é um evento emblemático, conhecido nacionalmente e mundialmente”, afirmou.“Esse mercado representa 15% no Brasil, uma parcela significativa. Então é cada vez mais importante estimular esse mercado que só tende a crescer”, complementou o titular do Turismo.

    Programação

    O grande destaque é a exposição de 30 embarcações, entre pequenos barcos, lanchas de luxo, pontoons e jets, incluindo o primeiro jet elétrico do Brasil. Os barcos podem ser visitados nos estantes e até testados na água pelos visitantes. Os test-drives serão feitos a partir de agendamento direto com os expositores, seguindo as normas de cada empresa e marca. Também serão apresentadas as novidades tecnológicas por 20 marcas do setor.

    Além disso, o evento investe em atrações para a família, com música ao vivo, espaço gastronômico, playground temático, uma minipraia e atividades aquáticas, como wakeboard e kitesurf.

    Foi essa diversidade que incentivou a servidora pública Lívia Sena, 41 anos, a ir ao evento com os filhos gêmeos e o marido. “A gente gosta muito de lancha, especialmente meu marido. Então a gente veio mesmo para conhecer o evento. Meus filhos estão adorando. Querem entrar em tudo, tirar foto e adoraram a parte para criança, a brinquedoteca e os personagens”, disse.

    Elza Braúna veio de Campo Grande e gostou do que viu: “É tanta beleza que eu nunca vi” | Foto: Agência Brasília

    Pela primeira vez em Brasília, a aposentada Elza Braúna, 70, se emocionou ao ver o Lago Paranoá. “Não imaginava nada disso. É tanta beleza que eu nunca vi. Sou de Campo Grande, no Mato Grosso Sul, e lá não tem nada tão bonito assim”, revelou. Poder entrar nas embarcações foi outro ponto destacado pela mulher: “Eu quis vir conhecer para ver se eu entrava em algum desses barcos”.

    O Brasília Boat Show funciona de quarta a sexta-feira, das 12h às 21h, e sábado e domingo, das 11h às 21h. Os ingressos podem ser retirados pelo site de forma gratuita.

  • Brasília Boat Show 2024 vai ter exposição, mini praia e rally náutico

    Brasília Boat Show 2024 vai ter exposição, mini praia e rally náutico

    Na próxima semana, de 14 a 18 de agosto, Brasília será palco do maior evento náutico do Centro-Oeste. Uma megaestrutura de píeres e passarelas flutuantes já está montada para o Brasília Boat Show.

    O evento deve receber em seus quatro dias um público superior a 10 mil pessoas. No total, serão mais de 20 marcas e cerca de 30 embarcações em exposição.

    Além dos barcos, jets, equipamentos e acessórios ligados à náutica, o evento contará com atrações para toda a família.

    “Pensamos o Brasília Boat Show para ser muito mais do que um encontro dos apaixonados por naútica”, comenta a diretora do Grupo Náutica e organizadora do evento, Thalita Vicentini.

    “Criamos um ambiente onde toda a família possa desfrutar de momentos inesquecíveis. Por isso, além das embarcações e equipamentos, incluímos atrações variadas”, adianta.

    Pela primeira vez em um boat show brasileiro, além dos test-drives de lanchas, haverá também a possibilidade de testar jets.

    Outra atração inédita do Brasília Boat Show é a mini praia, instalada na área de alimentação, para quem deseja relaxar com os pés na areia enquanto aprecia a vista para o Lago Paranoá.

    O evento contará ainda com uma exposição de barcos clássicos, os “Tesouros Náuticos”, que devem impressionar os visitantes pela originalidade.

    A programação do Brasília Boat Show inclui também palestras, música ao vivo e um espaço gastronômico com uma ampla variedade de opções para todos os paladares.

    Para as crianças, está sendo preparado um playground temático inspirado na campanha ecológica do cartunista Ziraldo (in memoriam), “Só jogue na água o que o peixe pode comer.”

    RALLY NÁUTICO

    O Brasília Boat Show será palco também para a segunda edição do Rally Náutico do Clube da Aeronáutica de Brasília que reunirá cerca de 25 barcos no Lago Paranoá e trará ainda mais esportividade ao evento.

    A competição será realizada no sábado (17) com três categorias: duas para lanchas e uma para jets. A largada está marcada para as 14h, no Clube da Aeronáutica com chegada no Brasília Boat Show.

    A premiação ocorrerá a partir das 18h, com troféus para os vencedores de cada categoria e medalhas para os três primeiros colocados.

    SERVIÇO:

    Data: 14 a 18 de agosto de 2024

    Onde: Concha Acústica no Lago Paranoá, Brasília/DF

    Quanto: R$ 40,00 + Taxas

    Ingressos: https://www.ticket360.com.br/evento/29412/ingressos-para-brasilia-boat-show-de-14-a-18-de-agosto

    Site: https://brasiliaboatshow.com.br/

    Fonte: Portal Radar

  • Especialistas orientam cuidados para a prevenção de afogamentos

    Especialistas orientam cuidados para a prevenção de afogamentos

    Desde o começo deste ano até junho, o Samu registrou 27.241 atuações em intervenções móveis de urgência e emergência por unidades móveis

    Afogamentos estão entre as dez principais causas mundiais de morte de crianças e jovens de 1 a 24 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, nos últimos 10 anos, quase 250 mil pessoas perderam a vida por afogamento, sendo quase 82 mil delas crianças de 1 a 14 anos. Apenas em 2019, mais de 235 mil pessoas no mundo morreram desta forma.

    Foto 1 - Sandro Araújo_Agência Saúde-DF

    De acordo com o diretor Samu do Distrito Federal, Victor Arimatea, apesar de toda tecnologia implementada nas centrais de regulação, as estatísticas de salvamento envolvendo afogamentos causam preocupação e é preciso responsabilidade por parte da população | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

    Diretor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Distrito Federal, Victor Arimatea ressalta que, apesar de toda tecnologia implementada nas centrais de regulação, com viaturas avançadas e operações de resgate aeromédico, as estatísticas de salvamento envolvendo afogamentos causam preocupação e é preciso responsabilidade por parte da população. “É um apelo nosso pela prevenção. Hoje temos números menores em relação ao passado, mas claro que o nosso objetivo é que seja zero, que qualquer tipo de situação de afogamento seja evitada”.

    Lago Paranoá

    Com o calor e a seca enfrentados na capital, o Lago Paranoá, um dos pontos turísticos de Brasília mais requisitados para os que desejam se refrescar, também é um local onde os casos de afogamento e acidentes são frequentes.

    Arte: Agência Saúde-DF

    No último dia 28 de julho, um idoso de 60 anos morreu afogado ao tentar atravessar um ponto do lago. Uma semana antes, um homem, de 27 anos, também faleceu após cair de uma embarcação, próximo à Ponte JK.

    Desde o começo deste ano até junho, o Samu registrou 27.241 atuações em intervenções móveis de urgência e emergência por unidades móveis, dos quais sete foram casos de afogamento, todos do sexo masculino. Em 2023, foram 64 mil registros de atendimento, dos quais 15 foram casos de afogamentos. Dez das vítimas eram homens.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, nos últimos 10 anos, quase 250 mil pessoas perderam a vida por afogamento, sendo quase 82 mil delas crianças de 1 a 14 anos | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

    Além de mortes, os acidentes constituem importante causa de sequelas neurológicas. Para ajudar a evitar mortes e aumentar a conscientização, o dia 25 de julho foi escolhido como o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento.

    Em agosto de 2017, Alice, então com um ano de idade, se afogou em um balde com água enquanto a mãe, Luana Agatha, 34 anos, preparava o almoço. A criança foi atendida pela equipe do Samu de Taguatinga e reanimada após duas paradas cardiorrespiratórias. Diagnosticada com paralisia cerebral, hoje Alice tem 8 anos e faz acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e psicóloga.

    A chefe do Núcleo de Educação em Urgências do Samu-DF, Carolina Azevedo, reforça a necessidade de atenção redobrada com os bebês e crianças próximas à água, e alerta adultos para fatores de risco como o uso de bebida alcoólica em ambientes aquáticos, que causa o comprometimento do equilíbrio, da coordenação e da velocidade de reação do indivíduo, até mesmo para quem sabe nadar, aumentando as chances de acidentes.

    “O afogamento ocorre quando menos se espera. Qualquer reservatório de líquidos precisa ser esvaziado após o uso. É preciso manter cisternas, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção. Os tripulantes de embarcações devem utilizar colete salva-vidas. E se fizer ingestão de álcool, não entre na água”, aponta.

    Como ajudar

    Caso o indivíduo esteja em uma piscina ou em profundidade que seja possível alcançar, é preciso retirá-lo da água o mais rápido possível. Se não, é preciso pedir ajuda para resgatá-lo com segurança ligando para o Samu pelo 192 ou Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) pelo 193.

    “A pessoa pode jogar algo flutuante como uma boia, uma garrafa pet vazia tampada ou uma tampa de isopor, para apoio da vítima e ligar para o Samu ou Bombeiros. Ao retirá-la da água, verifique se está respirando. Caso esteja, deite-a de lado à direita. Se a vítima não responder e não respirar, inicie as compressões conforme orientação da regulação médica a ser repassada pelo Samu pelo telefone”, ensina Azevedo.

  • Idoso cai de lancha desgovernada e morre em Brasília

    Idoso cai de lancha desgovernada e morre em Brasília

    Homem de 73 anos teve parada cardiorrespiratória, foi levado a hospital, e não resistiu

    Um homem de 73 anos morreu após ter uma parada cardiorrespiratória, na tarde de sábado (29), quando caiu de uma lancha desgovernada no Lago Paranoá, em Brasília.

    A morte do idoso ocorreu neste domingo (30). Ele havia sido levado para o Hospital de Base após 40 minutos de reanimação, no local do acidente (saiba mais abaixo).

    Segundo a Polícia Civil do DF, que investiga o caso, ainda não se sabe porque as pessoas saltaram na água. Conforme a 1ª DP, o piloto fugiu do local, mas foi identificado.

    Os bombeiros disseram que a lancha só parou ao se chocar contra o muro da margem do lago. Ainda de acordo com os militares, o homem de 65 anos e o piloto conseguiram sair sozinhos da água, já o homem de 73 anos foi resgatado por pessoas que estavam na orla e em outras embarcações.

    Idoso foi reanimado durante 40 minutos no local; Marinha abriu inquérito

    De acordo com o Corpo de Bombeiros, que atendeu a ocorrência, o idoso de 73 anos foi reanimado durante 40 minutos, até os batimentos cardíacos serem restabelecidos. Ele foi, então, levado para o Hospital de Base, onde morreu neste domingo.

    Em nota, a Marinha disse que a Capitania Fluvial de Brasília prestou apoio às vítimas e que instaurou um inquérito “para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades do ocorrido”.

    Fonte: G1

     

  • Arquitetura inteligente e segurança: novo barco de 34 pés é lançado no Brasil

    Arquitetura inteligente e segurança: novo barco de 34 pés é lançado no Brasil

    A proa é um dos espaços mais cobiçados na hora da navegação. Indústrias vêm investindo em novidades na proa dos barcos de lazer como é o caso de espaços mais amplos, funções versáteis e itens de segurança. A Armatti 340 Solarium, do fabricante brasileiro Armatti Yachts, é uma novidade que deve chegar ao mercado no segundo semestre do ano

     “A nova Armatti 340 Solarium redefiniu a arquitetura na proa (parte frontal) de barcos de 34 pés e traz espaço de sobra para relaxar e aproveitar o passeio no mar na proa”, afirma o CEO da Armatti Yachts, Fernando Assinato. O modelo é  um lançamento do estaleiro brasileiro que inova ao trazer, em uma embarcação deste porte, espaços ainda maiores. A proa, por exemplo, é uma das maiores da categoria, segundo a marca, e comporta confortavelmente até 3 pessoas. Em termos de segurança a novidade é o passadiço rebaixado mais de 30 centímetros, que facilita a circulação e garante proteção às pessoas a bordo, considerando que além desse rebaixo o barco ainda possui um guarda mancebo que gera ainda mais segurança na navegação. A proa também conta com mobiliário versátil que pode ser usado tanto para banhos de sol quanto para confraternizações. Nesta fase de pré-lançamento, a embarcação custa a partir de R$ 1.1 milhão e a novidade deve chegar às águas nacionais e internacionais já no 2º semestre deste ano. A primeira venda já foi realizada e será destinada aos Estados Unidos.

    “A Armatti 340 Solarium é um modelo único em sua categoria e promete surpreender o mercado nacional e internacional e que tem entre os destaques, na sua grandiosidade de 10,30 metros de comprimento, um pé direito de 1,90m nas cabines, que confere ainda mais conforto aos passageiros. Temos certeza que assim como outros modelos da marca conquistaram diversos públicos, esta nova lancha também será bem recebida”, comenta o CEO da Armatti Yachts, Fernando Assinato.

    Conheça a Armatti 340 Solarium

    Armatti 340 Solarium – Arte: Divulgação

    A Armatti 340 Solarium destaca o amplo solário, para até 3 pessoas, que privilegia o contato com o exterior e a natureza. É um ambiente ideal para banhos de sol, pequenas confraternizações e também apreciar a vista durante a navegação. Além disso, o ambiente permite aos passageiros terem mais contato com o exterior, considerando a amplitude do espaço e a passagem rebaixada na proa, de mais de 30 centímetros além de guarda mancebo, que faz o acesso para essa área ser ainda mais confortável e segura.

    Além de um solário privilegiado, a nova Armatti 340 esbanja conforto, tecnologia e elegância. A parte central da embarcação (cockpit) chama atenção pelo amplo espaço com acomodações para 14 pessoas, além do piso nivelado, diferencial desta categoria, até o posto de comando. Tem também uma mesa de apoio para refeições e porta-copos. Este espaço possui ainda um posto de comando (volante) e é protegido por um teto rígido, conhecido no mundo náutico como hard top (HT).

    Na praça de popa está a área gourmet com pia, churrasqueira e geleira. Este ambiente também pode ser configurado para receber uma motorização dupla de popa, de até 2x 250hp cada motor, ou motores internos (centro-rabeta) que dão mais espaço à popa. Este espaço também foi desenvolvido de forma que não atrapalhe a vista de quem está no cockpit. “Diferente do que encontramos no mercado, o balcão foi remodelado para que, quando elevado para o uso da grelha e pia, não ‘divida’ os ambientes do cockpit e popa”, afirma Assinato.

    O interior da embarcação de 34 pés impressiona, tanto pelo pé direito de 1,90m, mas também pelas configurações adotadas que possibilitam a pernoite de até 4 pessoas. O banheiro conta com box do chão ao teto que traz ainda mais conforto, e sanitário isolado, fora do box. Ao descer as escadas de acesso a esse ambiente do barco, uma cozinha com sofás e mesa ao centro possibilita receber até 6 pessoas para refeições.

  • Agro do Quadrado: Criação de pescados bate recorde com formalização de produtores rurais

    Agro do Quadrado: Criação de pescados bate recorde com formalização de produtores rurais

    Em 2023, Distrito Federal produziu duas mil toneladas de peixe; trabalho de capacitação e suporte técnico deu resultado, e número de piscicultores cresceu 47,3%

    Atividade agropecuária milenar, a piscicultura tem encontrado um cenário próspero de crescimento na capital federal, detentora do terceiro maior mercado consumidor de pescados do país. Em solo brasiliense, a prática vem ganhando força especialmente entre novos produtores rurais, que contam com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) para se consolidarem no ramo.

    Segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), em 2023 a produção de pescados superou impressionantes 2 mil toneladas – a maior da história da capital, representando um aumento de quase 25% em relação a 2019. Esse salto expressivo na criação reflete o potencial e a atratividade do negócio no Quadradinho.

    Os números da Emater indicam que o quantitativo de produtores rurais dedicados à criação de peixes também acompanhou a tendência de crescimento da atividade. Nos últimos cinco anos, o montante de piscicultores cresceu 47,3%, saltando de 624, em 2019, para 919, no último ano.

    Nesse cenário de expansão, a Emater tem desempenhado papel fundamental na oferta de capacitação, suporte técnico e orientação tanto para os novos piscicultores quanto para os produtores rurais já consolidados na atividade.

    O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, diz que a empresa atua para incentivar a agroindústria de pequeno porte

    “A empresa atua no sentido de ajudar os produtores a obterem o licenciamento ambiental e a outorga de água”, resume Adalmyr Morais Borges, coordenador do programa de aquicultura. “Também estimulamos a adoção de novas tecnologias e métodos de produção sustentáveis, utilizando-se da energia fotovoltaica e voltada para o menor consumo de água possível.”

    Do total de criadores, em torno de 100 comercializam regularmente a produção. Os demais produzem para a própria subsistência ou para o comércio informal. Para o presidente da Emater, Cleison Duval, um dos desafios da empresa está justamente na formalização desses piscicultores menores. “O nosso grande projeto é incentivar a agroindústria de pequeno porte. É uma preocupação nossa formalizar esses produtores para eles se inserirem no mercado formal e institucional”, afirma.

    A comerciante Rayane Araújo, dona de restaurante, compra pescado produzido no DF: “Por ser de um produtor local, o preço é bem mais em conta, sem falar na qualidade de ter um peixe fresco na mesa”

    Atualmente, são poucos os produtores locais capazes de acessar o mercado brasiliense, ainda que a capital esteja entre as unidades da Federação onde mais se consome peixe. “Queremos transformar Brasília em mais que um grande consumidor, mas um grande produtor também, formalizando todo o processo e conseguindo fechar esse ciclo. É fomento para a economia local, gerando mais empregos e renda para esses produtores”, defende o presidente.

    Gama lidera produção

    Nenhuma outra região administrativa do DF produz mais pescados que o Gama (veja a relação completa abaixo). Sozinha, a cidade concentra mais de um quarto de toda a produção local e, em 2023, foi responsável pela criação de 555 mil kg de peixes. Entre os maiores piscicultores gamenses, está Éber Maia, da Terra Mare Pescados.

    Arte: Agência Brasília

    No segmento há dez anos, o produtor é o único de todo o DF a exportar peixes para outros estados. Atualmente, ele concentra sua atividade na criação de tilápias juvenis, ou seja, em estágio de desenvolvimento. “Faço parte de um nicho específico da cadeia produtora. Eu recebo o peixe alevino, transformo em juvenil e posteriormente vendo para pesque-pagues e empresas de engorda da tilápia para abate”, detalha Maia.

    Os números de comercialização da criação impressionam. “Estamos vendendo uma média mensal de 240 mil juvenis. Em abril, foram 320 mil comercializados. É um mercado em crescimento, e a gente conta com todo apoio da Emater para seguir expandindo. Aqui, as visitas dos técnicos da empresa são periódicas”, continua o piscicultor.

    Um dos clientes de Maia está localizado a poucos quilômetros da sua propriedade, na Ponte Alta Norte, ainda no Gama. Trata-se da Piscicultura Olimpo, onde o peixe juvenil comercializado pelo produtor é engordado para ser abatido. “Além de produzir o nosso próprio juvenil, contamos com essa parceria para ampliar a nossa produção, que vem aumentando ano a ano”, afirma o proprietário, Guilherme Gonçalves.

    Na propriedade, os peixes juvenis são alimentados por seis meses em viveiros escavados sem revestimento e com solo natural. “Meu produto é o peixe gordo para ser vendido para frigorífico e restaurantes. Já são mais de dez anos nessa atividade em constante crescimento, pois a demanda também é crescente e se trata de um produto de alto valor agregado e com grande apelo do consumidor local”, diz.

    A comerciante Rayane Araújo é compradora recorrente das tilápias criadas por Gonçalves. “É um fornecedor de bastante confiança, e compramos com ele uma vez por semana”, conta. “Por ser de um produtor local, o preço é bem mais em conta, sem falar na qualidade de ter um peixe fresco na mesa. Aqui no restaurante, a tilápia frita é um dos pratos mais vendidos”.

  • Lancha com nove pessoas afunda no Lago Paranoá

    Lancha com nove pessoas afunda no Lago Paranoá

    Segundo Corpo de Bombeiros, piloto e passageiros foram resgatados. Acidente foi na tarde de sábado (6), próximo ao Cota Mil Iate Clube

    Uma lancha com nove pessoas afundou no Lago Paranoá, em Brasília, na tarde de sábado (6). Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto e os oito passageiros — três homens e seis mulheres — foram resgatados.

    O acidente foi próximo ao píer do Cota Mil Iate Clube, no Setor de Clubes Sul, por volta das 18h. Os militares informaram que no momento do naufrágio outras duas embarcações se aproximaram para ajudar no resgate do grupo.

    Lancha afunda no Lago Paranoá, em Brasília, e bombeiros resgatam nove pessoas — Foto: Divulgação/CBMDF

    Os bombeiros avaliaram as nove pessoas que estavam na lancha, duas delas tiveram ferimentos leves, mas ninguém precisou ser levado ao hospital. A Marinha do Brasil foi acionada para investigar as causas do acidente.

    Fonte: G1

  • Acidente com lanchas na ilha de Boipeba, destino turístico na Bahia, deixa dois mortos

    Acidente com lanchas na ilha de Boipeba, destino turístico na Bahia, deixa dois mortos

    Colisão ocorreu em trecho conhecido como Rio do Inferno. Condutor de uma das lanchas apresentava sinais de embriaguez e foi preso em flagrante

    Uma colisão entre duas lanchas na ilha de Boipeba, destino turístico no baixo sul da Bahia, deixou duas pessoas mortas, na tarde desta sexta-feira (29). De acordo com o departamento de Polícia Técnica, os mortos são um homem e uma mulher. Anteriormente, a Polícia Civil disse que as vítimas seriam dois homens. O acidente foi registrado por volta de 15h30.

    Uma mulher chegou a ficar desaparecida, mas foi localizada após ser socorrida. Ela bateu a cabeça durante o acidente e não foi localizada na contagem inicial de passageiros. A mulher está hospitalizada na cidade de Santo Antônio de Jesus.

    O condutor de uma das lanchas apresentava sinais de embriaguez e foi preso em flagrante. Ele foi encaminhado à Delegacia Territorial de Cairu, onde está à disposição da Justiça.

    A colisão ocorreu no Rio do Inferno, nas imediações do Encantado, no local conhecido como Cruzinha, na Ilha de Boipeba. Ainda não há detalhes sobre o que provocou o acidente nem sobre o número total de feridos.

    Uma das embarcações, a DATTOLI XII, fazia a travessia de passageiros entre a cidade de Valença e Boipeba, que pertence ao munícipio de Cairu. Quinze passageiros estavam nesta embarcação. Já a outra lancha fazia um passeio pela região, o chamado “Volta à Ilha”. Essa segunda embarcação havia saído de Morro de São Paulo, praia paradisíaca que fica na mesma região.

    De acordo com a Transportes Datolli, empresa responsável pela travessia, o marinheiro da empresa que conduzia a lancha que saiu de Valença tem experiência de mais de vinte anos na condução de embarcações e foi gravemente atingido na colisão e está hospitalizado. A embarcação foi partida ao meio. Ainda segundo a empresa, outras pessoas sofreram escoriações. Não há detalhes sobre o número de feridos.

    Acidente aconteceu no trecho conhecido como Rio do Inferno — Foto: Redes sociais

    Ainda segundo a Datolli, o condutor da embarcação que causou o acidente fugiu do local sem prestar socorro às vítimas, mas foi preso pela Polícia e conduzido à Delegacia de Cairu.

    Procurado pela reportagem, o Corpo de Bombeiros disse que não foi acionado para atender a ocorrência. A reportagem também procurou a Prefeitura de Cairu, mas, até o momento, não houve retorno.

    Em nota, a Marinha afirma que ao saber do ocorrido, enviou militares ao local imediatamente. A força militar ainda se solidarizou com os familiares das vítimas e disse que vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente. Em seguida, o documento deve ser enviado ao Tribunal Marítimo.

    Fonte: G1

  • Lago Paranoá recebe competição nacional de canoagem havaiana

    Lago Paranoá recebe competição nacional de canoagem havaiana

    Serão mais de 730 atletas de sete estados brasileiros competindo por títulos nacionais e pela classificação para vagas no mundial da modalidade

    Entre esta quinta-feira (5) e domingo (8), o Lago Paranoá receberá a edição anual do Campeonato Brasileiro de Va’a Velocidade. O torneio reunirá os 736 melhores atletas de canoa havaiana do país, representando sete estados brasileiros, em busca de títulos nacionais e de classificação para vagas do campeonato mundial da modalidade, em 2024, no Havaí.

    A competição conta com o apoio das secretarias de Esporte e Lazer do DF (SEL) e de Turismo do DF (Setur), da Administração Regional do Lago Sul, Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa).

    O investimento do Governo do Distrito Federal (GDF) não se restringe ao impacto esportivo da competição. O torneio ajudará a aquecer a economia local com a movimentação do setor turístico da cidade e a geração de empregos. “Apoiar iniciativas como essa contribui para impulsionar o turismo, o que, por sua vez, aquece a economia local”, ressalta o secretário de Turismo, Cristiano Araújo. “O turismo desempenha um papel fundamental na preservação de culturas e tradições, e o esporte se revela como um forte aliado do turismo na atração de visitantes para a cidade”.

    “A Secretaria de Esporte e Lazer reconhece a importância do evento para o esporte nacional. A canoagem havaiana tem crescido bastante no Brasil, e apoiar eventos como esse é fundamental para fomentar a prática esportiva, dar visibilidade à modalidade, além de incentivar novos atletas a se dedicarem à prática esportiva”, ressalta o secretário de Esporte e Lazer Interino, Renato Junqueira.

    São esperados 8 mil espectadores ao longo dos quatro dias do campeonato sediado em um dos cartões-postais da capital federal. “É um motivo de orgulho sediar o campeonato no nosso Lago Paranoá. É um esporte que cresce em todo o país e, particularmente, em Brasília, que tem o privilégio de possuir um dos maiores lagos artificiais do mundo. Queremos trazer mais eventos para o Lago Paranoá, valorizando o esporte, cultura e entretenimento”, enfatiza o administrador do Lago Sul, Rubens Santoro.

    Voltado para o público de todas as idades, o evento também contará com uma vasta programação recheada de atrações musicais, aulas práticas, atividades esportivas e palestras com esportistas convidados, como o atleta paralímpico Fernando Fernandes.

    Arte: Agência Brasília

    Canoa havaiana

    Va’a é um termo originado dos idiomas samoano, havaiano e taitiano que significa canoa. A canoa havaiana, por sua vez, consiste em uma embarcação estreita e longa impulsionada por remos para se locomover na água.

    O esporte surgiu nas regiões do Pacífico, especialmente no Havaí, na Nova Zelândia, na Polinésia Francesa e em outras ilhas da Oceania. No entanto, nos últimos anos, a va’a tem ganhado projeção como modalidade competitiva em muitas partes do mundo, incluindo o Brasil.

    Segundo a Confederação Brasileira de Va’a, há atualmente mais de 2 mil atletas regulares fidelizados à entidade nacional, além de outros 30 mil remadores de canoa. No DF, existem 15 escolas de va’a, sendo 11 delas filiadas à Federação Brasiliense de Va’a (FEBVa’a).

    O esporte surgiu nas regiões do Pacífico, especialmente no Havaí, na Nova Zelândia, na Polinésia Francesa e em outras ilhas da Oceania

    Um dos pioneiros na modalidade no DF, Marcelo Bosi, 48 anos, representará a capital federal no campeonato. “Eu comecei a praticar va’a há 20 anos. Eu já era praticante de canoagem oceânica, em caiaque, e quando conheci a canoa havaiana ela tinha acabado de chegar no Brasil. Foi nessa época que comprei duas canoas e trouxe para Brasília, dando início a esse movimento por aqui”, narra.

    O atleta está animado com a possibilidade de competir em casa. “Geralmente, a gente tem que viajar para competir, então a gente recebe com uma satisfação muito grande essa competição aqui. É uma satisfação também ver como o esporte cresceu no Brasil e como Brasília acompanhou esse crescimento, sempre com atletas de vanguarda, ganhando campeonatos, representando em mundiais, sempre fomos protagonistas”, completa.

    O torneio reunirá os 736 melhores atletas de canoa havaiana do país, representando sete estados brasileiros

    Inclusão

    As entidades gestoras da prática esportiva estimam que o DF tenha, hoje, mais de dois mil remadores de canoa. O crescimento exponencial da prática está associado à inclusão do esporte, uma vez que a modalidade permite a participação de atletas de diferentes faixas etárias, contemplando desde crianças até idosos.

    Aos 76 anos, Hélio Tabosa de Moraes está entre os atletas mais longevos da competição. “Sempre pratiquei esportes e comecei na canoagem na década de 1970. Brasília sempre se destacou com atletas de ponta em todos os esportes, em diversas categorias da canoagem, inclusive canoa havaiana, tanto individual, cuja categoria tem V1 ou OC1, quanto outras e a nossa, que é a OC6 de seis remadores na canoa”, explica.

    Além de atleta, Moraes também dá aulas de canoagem e participa de equipes com esportistas acima dos 60 anos. “Temos um grupo chamado Dino’s, em alusão aos dinossauros, devido à nossa idade, onde todos têm de ter acima de 60 anos de idade para participar”, brinca.

  • Aquicultura do DF recebe certificado de monitoramento de doenças

    Aquicultura do DF recebe certificado de monitoramento de doenças

    Reconhecimento atesta que as tilápias produzidas na Granja Modelo do Ipê, da Secretaria de Agricultura, são sanitariamente seguras para os piscicultores da capital

    O Centro de Aquicultura da Granja Modelo do Ipê da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF) é pioneiro no país em receber o certificado de estabelecimento monitorado para doenças de interesse sanitário e econômico na aquicultura nacional. A certificação foi emitida no mês passado pelo Setor de Sanidade de Animais Aquáticos da Seagri e garante que as tilápias produzidas no local não geram risco sanitário às pisciculturas que adquirirem seu material genético.

    Para se tornar referência no monitoramento contra doenças que atingem as tilápias, o Centro de Aquicultura precisou passar por um rigoroso processo de adequação. A equipe elaborou um plano de biosseguridade, procedimentos operacionais padrões, compartimentalização das estruturas e instalação de redes de proteção contra pássaros e animais silvestres.

    “A primeira etapa desse processo era o cumprimento de um checklist composto por 20 itens sobre biosseguridade e boas práticas em aquicultura. Todos esses itens foram auditados pela nossa equipe”, afirmou o coordenador de Sanidade de Animais Aquáticos da Seagri, Ricardo Raposo. “A segunda etapa é com relação a prevenção de doenças que acometem as tilápias. Fizemos as coletas de amostras e enviamos para o laboratório do governo federal. Testamos 150 indivíduos e todos os resultados foram negativos”, concluiu.

    O Centro de Aquicultura precisou passar por um rigoroso processo de adequação para se tornar referência no monitoramento contra doenças que atingem as tilápias – Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    Por meio do programa Alevinar, foi necessário não só garantir maior variabilidade genética das tilápias fornecidas aos produtores do DF, mas também uma certificação de que os indivíduos são seguros para o seu plantel, sem risco de disseminação das principais doenças que acometem a espécie. A certificação atesta que a Granja Modelo do Ipê detém o controle de monitoramento com relação a dois vírus e duas bactérias que podem atingir a tilápia: Franciselose, Estreptococoses, Tilapia Lake Virus e Infectious Spleen and Kidney Necrosis Virus. Os peixes passaram por diversos testes com resultado negativo para estas e outras doenças.

    “A certificação confirma que nós fazemos o monitoramento do estabelecimento para essas quatro doenças, que são de notificação obrigatória. Se uma tilápia apresentar alguma dessas doenças, o produtor vai ter grandes prejuízos com a alta taxa de mortalidade no seu criadouro. Há casos em que isso pode não acontecer, mas os peixes passam a se alimentar menos, dependendo da doença, não chegando ao peso de abate”, explicou o gerente de Produção Animal da Seagri, Ângelo Augusto Procópio Costa.

    Incentivo à piscicultura

    A Seagri, por meio da Gerência de Produção Animal, situada na Granja Modelo do Ipê, desenvolve diversas ações para o fomento da piscicultura no DF. Com foco nos pequenos produtores familiares, destacam-se a produção e comercialização de alevinos com alta qualidade genética a preço subsidiado, treinamentos e capacitação em piscicultura, além de incentivo à pesquisa e difusão de tecnologias.

    O local passou por reforma e renovação do plantel em 2023 e retorna a distribuição de alevinos a partir de outubro. Para conferir todas as capacitações e treinamentos fornecidos pela Seagri sobre piscicultura, acesse o site da pasta.