Categoria: Gastronomia

  • Produção de café vem crescendo no Distrito Federal

    Produção de café vem crescendo no Distrito Federal

    São incentivos para a cafeicultura as condições geográficas e climáticas, bem como o valor agregado do produto cultivado na capital federal

    O Distrito Federal ganha cada vez mais reconhecimento pelo cultivo de café de qualidade. Nos últimos anos, a cidade tem visto crescer a cafeicultura, graças às condições geográficas e climáticas e à forma de colheita diferenciada dos agricultores que apostam na produção de variedades especiais, desenvolvidas a partir do chamado grão cereja, o mais nobre do fruto do tipo arábica. No Dia Mundial do Café, comemorado em 14 de abril, esta é uma conquista a ser comemorada. 

    No ano passado, o DF registrou 83 agricultores especializados nesse segmento e produziu 1.204,92 toneladas do fruto, segundo os dados do Relatório de Informações Agropecuárias do DF-2022, elaborado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

    O gerente do escritório da Emater no PADF, Marconi Borges, avalia: “O café tem crescido no DF. O café do cerrado é de muito boa qualidade, por causa da condição climática. Na época da maturação dos grãos, estaremos na seca, o que é importante”. O inverno seco e a altitude acima de mil metros são os principais atrativos para o cultivo. As áreas em que a produção se destaca são Paranoá (PADF e Núcleo Rural Jardim), Planaltina (Núcleo Rural Tabatinga), Brazlândia e Sobradinho (Lago Oeste).

    Foto: Divulgação

    Produto selecionado

    Borges também aponta a característica da produção local como outro diferencial. “Como a maioria das pessoas que mexem com café aqui tem pequenas áreas, é possível fazer colheitas muito diferenciadas, pegando só os grãos que estão bem maduros – sem falar que algumas propriedades trabalham com café orgânico, que tem um valor agregado muito forte”, define.

    Esse é o caso da propriedade de José Adorno, o Café Lote 17B, no Lago Oeste. A família do médico aposentado começou a cultivar café em 2012, inicialmente com 300 pés. Hoje a chácara conta com cerca de 3 mil pés cultivados a 1.250 metros de altitude. 

    “É uma produção pequena, e nós nos direcionamos para uma produção de maior valor agregado, no café especial”, aponta ele. “É um café colhido à mão e só uma vez por ano. É uma colheita bem-selecionada”. Adorno lembra que, quando iniciou o cultivo, havia apenas mais dois outros produtores no DF.

    Foto: Divulgação

    Mercado em construção

    Para o produtor rural, a expansão da cafeicultura demonstra que Brasília vai além dos paradigmas de capital da política e do rock. “A visão que as pessoas têm de Brasília é muito míope,  porque é uma cidade espetacular, ainda com muitas características a serem exploradas”, aponta. “Acho que o café é mais uma dessas ousadias de um projeto que nasceu de uma decisão extremamente avançada de Juscelino Kubitschek de trazer a capital para o Planalto Central”.

    Inicialmente, a família não tinha objetivo comercial, mas ao longo dos anos foi vendo a necessidade de explorar esse segmento, apesar dos desafios – já que a cidade ainda conta com poucos produtores e um mercado ainda em construção. 

    “O objetivo comercial está até hoje sendo construído, primeiro porque não temos uma produção grande; segundo, porque temos que atingir esse público diferenciado de cafés especiais”, define José Adorno. Atualmente, o produto pode ser encontrado no Empório Lago Oeste, que funciona sábado e domingo das 7h às 14h, e também pelo site de assinatura do Club Brasil Café.

    Foto: Divulgação

    Condições especiais

    Um dos aspectos que podem influenciar positivamente neste cenário seria a conquista da indicação geográfica, denominação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) que reconhece a qualidade sensorial da produção de café de um determinado local. 

    “Nós temos toda a condição de conseguir a indicação geográfica para o café de Brasília”, assegura o produtor. “Já tem estudos na UnB [Universidade de Brasília] demonstrando isso, o que estimula a produção e os recursos. Entidades como Emater, Sebrae e Senai também estão dando mais apoio aos agricultores.”

    Marconi Borges afirma que a Emater costuma orientar todos os produtores de café da capital. “O café tem muitos segredos, desde a colheita ao processamento para que não perca a qualidade do aroma”, conta. “Também orientamos de acordo com a capacidade sobre o mercado, porque o café se mostra [capaz de gerar] uma renda bem alta e relativamente estável nesse nicho – como Brasília tem uma renda per capita muito alta, as pessoas procuram coisas diferenciadas e estão dispostas a pagar por isso. Então, é um ótimo caminho para se investir”.

    A pesquisa Indicadores da Indústria de Café 2022, da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic), confirma essa constatação. A região Centro-Oeste registrou o maior ticket médio de valores gastos com café no Brasil.

  • Dia do pão francês: saiba curiosidades da iguaria que nasceu no Brasil no século 20

    Dia do pão francês: saiba curiosidades da iguaria que nasceu no Brasil no século 20

    Receita brasileira é comemorada nesta terça-feira (21). Inspiração na baguete francesa originou o nome do pão que é sucesso entre famílias do país

    Pão francês, pão de sal, cacetinho, pão de Jacó. Os nomes diferem de acordo com a região do Brasil, mas a receita é a praticamente mesma, assim como a popularidade entre a população. Por isso, o pãozinho que é quase unanimidade na mesa dos brasileiros tem um dia só para ele, comemorado nesta terça-feira (21).

    De francês, ele só tem o nome. O gastrólogo Altino Moura, do Instituto Gastronômico das Américas (IGA), em Brasília, explica que a receita é brasileira e é apenas inspirada na culinária francesa. A sua primeira aparição foi no Rio de Janeiro.

    “No século 20, os brasileiros que eram mais ricos viajavam para França, e lá tinha um pão de casca dourada, miolo branco, bem saboroso e cheiroso. Eles queriam trazer essa receita para cá e pediram para padeiros [franceses] ensinarem os brasileiros a replicar essa receita aqui”, conta o professor.

    O objeto de desejo desses brasileiros era a baguete, tradicional até hoje na França. Apesar dos ingredientes terem continuado os mesmos quando chegaram às terras brasileiras — farinha de trigo, sal, fermento e água —, a receita ganhou uma identidade verde e amarela. Deixou de ser um pão comprido para ter um formato menor e mais redondo.

    O gastrólogo aponta que não há um registro do motivo da mudança no formato do pão. No entanto, a origem da receita que inspirou a adaptação seria o motivo para o nome que usamos hoje em algumas partes do Brasil. “Como se fosse uma homenagem”, completa Moura.

    Não tem segredo

    Pão francês — Foto: Divulgação
    Pão francês — Foto: Divulgação

    O gastrólogo Altino Moura explica que não há segredo na hora de fazer o pão francês. É preciso apenas estar atento à técnica certa. “Obedecendo essas regras, qualquer um dentro de casa consegue fazer”, afirma o professor.

    “Existe na panificação a pré-fermentação, que acelera a fermentação para que a gente consiga concluir o pão com mais êxito, já que o ambiente em volta interfere no fermento”, afirma Moura.

    Para fazer a pré-fermentação, o gastrólogo explica que é preciso misturar 10% da farinha de trigo total da receita com água e fermento biológico seco.

    Mais leve

    Recentemente, a fermentação natural tem ganhado mais adeptos, devido aos benefícios para a saúde. A chefe de produção do Café Ernesto, em Brasília, Marta Liuzzi, explica que a prática ajuda, por exemplo, na digestão e na preservação dos nutrientes pelos alimentos.

    Ela conta que há cinco meses a casa acrescentou o pão francês ao cardápio por pedido dos clientes. “As pessoas procuravam”, lembra. A diferença do pãozinho do café para a receita mais tradicional está no uso do levain, um fermento natural, e do azeite.

    “Começa a ser feito às 16h e é assado às 4h da manhã. É uma novidade muito boa e está tendo uma adesão excelente. Já está ganhando seus fãs”, diz a chefe Marta Liuzzi.

    Veja como o pão é chamado em diferentes regiões do Brasil:

    • Distrito Federal: pão francês
    • Bahia e Minas Gerais: pão de sal
    • Rio Grande do Sul: cacetinho
    • Ceará: carioquinha
    • Rio Grande do Norte: pão de água
    • Pernambuco: pão de Jacó
    • São Paulo: pão filão

    Fonte: G1

  • Brazlândia sedia 8ª Festa da Goiaba a partir desta sexta-feira (3)

    Brazlândia sedia 8ª Festa da Goiaba a partir desta sexta-feira (3)

    Evento na RA produtora de mais de 90% da fruta no DF terá competições esportivas e shows musicais, além da venda de tortas, bolos, geleias, doces e licores, entre outros itens

    Começa nesta sexta-feira (3) a 8ª Feira da Goiaba em Brazlândia. O evento, que já é tradição na cidade, será realizado na Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag) em dois finais de semana. Nos dias 3, 4, 5 e 10, 11 e 12 deste mês. Aos sábados e domingos, as atividades serão entre as 10h e 22h e os shows vão até as 2h. O evento é gratuito e vai contar com diversas atrações.

    Brazlândia é responsável pela maior parte da produção de goiaba no Distrito Federal – pouco mais de 90% do cultivo da fruta -, o que torna a cidade palco propício para esse evento. O intuito da festa é incentivar o comércio e promover o consumo, além de trazer mais informações técnicas sobre o seu plantio.

    Entre as atrações para shows estão Junior Marques, Naiara Azevedo, Lucas Reis e Thácio; Alanzim Coreano, Pancanejo e a dupla George Henrique e Rodrigo. O evento preza pela valorização dos talentos locais. Assim, além dos artistas de outros estados, todos os dias o evento contará com cantores da cidade e regiões vizinhas.

    Mais de 20 estandes no Empório da Goiaba vão vender produtos derivados da fruta, como tortas, bolos, geleias, doces e licores – Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    O Empório da Goiaba será um espaço destinado a uma grande variedade de produtos derivados da fruta. Com mais de 20 estandes, será possível encontrar tortas, bolos, geleias, doces, licores e muitos mais.

    A Florabraz, que também realiza eventos como a Festa do Morango, terá exposição e comercialização de flores e plantas ornamentais, divulgando  o trabalho de produtores de todo o Distrito Federal.

    O Galpão do Artesanato vai contar com mais de 60 estandes dedicados ao trabalho artesanal de artistas de Brazlândia e região. Nesse espaço, é possível encontrar os mais diversos trabalhos, como pinturas, tricô, bordado, costura criativa, artigos de couro, tecelagem, decoupage, miniaturas de móveis de madeira, essências caseiras e diversos outros itens.

    A área cultivada da fruta em Brazlândia é de aproximadamente 313,6 hectares, com a colaboração de 123 produtores.

    A 8ª Feira da Goiaba é realizada pela Arcag, Associação Cresce-DF, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) e Administração Regional de Brazlândia. O evento conta com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Secretaria de Turismo (Setur), Novacap, GDF, governo federal, CBMDF e Polícia Militar.

    3° Passeio Ciclístico da Goiaba

    Paralelamente à Festa da Goiaba, será promovido no sábado (4) o 3° Passeio Ciclístico da Goiaba, evento realizado pela Administração Regional de Brazlândia com apoio da Policia Militar.

    A concentração dos ciclistas será na Casa do Turismo, às margens do Lago Veredinha, com pausa para lanches e reposição de água. O percurso começa na Casa do Turismo e vai até a Festa da Goiaba, localizada na Arcag (Incra 6). As inscrições podem ser feitas neste link  até as 20h desta sexta-feira (3)

    Colha & Pague

    No dia 11, a Feira da Goiaba irá promover pela manhã o Colha & Pague, com turmas de aproximadamente 20 pessoas. As inscrições serão feitas com agendamento direto com a produtora rural, proprietária da chácara onde ocorrerá a atração.

    1ª Corrida da Goiaba

    Uma nova modalidade esportiva será integrada ao evento. Será a 1ª Corrida da Goiaba, a ser realizada pela Corbraz, com apoio da Administração Regional de Brazlândia e do Instituto Bombeiros de Responsabilidade Social (Ibres). Esta prova será aplicada no dia 12, às 8h, em circuito interno, com ponto de largada e chegada na Rua do Lago. A premiação em dinheiro será de R$ 3 mil.

    As inscrições poderão ser feitas até o dia 9 no link www.centraldacorrida.com.br

    Serviço

    8ª Feira da Goiaba de Brazlândia
    – Data: dias 3, 4, 5 e 10, 11 e 12
    – Horário: aos sábados e domingo, das 10h às 22h (shows até 2h)
    – Nos dias de semana: às 18h
    – Local: Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag): BR-080, km 13, Brazlândia-DF
    – Entrada: gratuita
    – Classificação: livre

    3° Passeio Ciclístico da Goiaba
    – Data: sábado (4), às 8h

    Colha e pague
    – Data: dia 11, no período da manhã

    1° Corrida da Goiaba
    – Data: dia 12, às 8h

    Cantores
    – Junior Marques: dia 3
    – Naiara Azevedo: dia 4
    – Lucas Reis e Thácio: dia 5
    – Alanzim Coreano: dia 10
    – Pancanejo: dia 11
    – George Henrique e Rodrigo: dia 12
    (*Todos os dias o evento contará com cantores da cidade e regiões vizinhas)

  • Cultivo de pitaya no DF cresce 64% em quatro anos

    Cultivo de pitaya no DF cresce 64% em quatro anos

    Trabalho de orientação da Emater-DF incentiva produtores a investirem na fruta exótica

    Com aproximadamente 17 hectares de plantio de pitaya, o Distrito Federal viu o crescimento do cultivo da fruta mais que dobrar nos últimos quatro anos. Atualmente, 54 produtores locais atendidos pela Emater-DF apostam na fruta exótica. Em relação aos números de 2019, os dados representam um salto de cerca de 64% de aumento na área de produção, que era de 10,35 hectares e apenas 24 produtores na época.

    O crescimento é resultado do trabalho da Emater-DF em parceria com a Embrapa Cerrados, que desde 2019 faz oficinas sobre o cultivo, incluindo na prática o plantio e a poda da planta e abordando aspectos da comercialização, incentivando os produtores a investirem na fruta e oferecendo apoio aos que já estavam na atividade. Nas últimas oficinas realizadas, os produtores puderam ainda levar mudas para teste em suas propriedades.

    Pelo menos quatro variedades já foram disponibilizadas nas oficinas: Hylocereus undatus (casca vermelha e polpa branca), Hylocereus costaricensis (casca vermelha e polpa vermelha), Selenicereus setaceus (casca vermelha com espinhos e polpa branca) e Selenicereus megalanthus (casca amarela com espinhos e polpa branca). Desenvolvidas pela Embrapa Cerrados, as quatro variedades são autopolinizáveis e de boa produtividade para um cultivo comercial.

    O produtor Fábio Brenner, do Núcleo Rural Casa Grande, no Gama, foi um dos que participaram das oficinas de podas promovidas pela Emater-DF. Embora já cultive pitaya em sua propriedade, o produtor acredita que a experiência foi útil para reforçar sua prática e trocar experiências, além de poder testar as variedades oferecidas pela Embrapa. “As mudas atualmente estão com um ano e têm um bom tamanho e sabor, estou gostando bastante”, afirma Brenner.

    Temporada produtiva

    A safra da pitaya vai de outubro a maio, mas o pico da produção no Distrito Federal é entre fevereiro e março. Considerada exótica, por não ser parte da flora nativa do cerrado, a pitaya se adapta bem ao clima seco por ser uma espécie de cacto. Para Fábio Brenner, a beleza da fruta e o bom valor de mercado foram os atrativos para ele se interessar pela produção, há mais de três anos. “É uma fruta saborosa, bonita e vende bem”, aponta.

    Tida como uma planta rústica e de manejo mais simples se comparada a outras culturas, a pitaya apresenta bons motivos ter seu cultivo incentivado. Segundo o coordenador de Fruticultura da Emater-DF, Felipe Camargo, a fruta responde bem com irrigação e adubação específica, e o manejo adequado também aumenta a vida útil da planta, que pode passar de dez anos produzindo.

    O período de floradas ocorre de outubro a maio. Após polinizada a flor, a fruta fica pronta para a colheita em cerca de 40 dias. “As variedades de pitaya distribuídas pela Emater-DF eram autopolinizáveis, o que facilita muito o cultivo, pois a flor abre somente uma vez e à noite, o que demanda em algumas espécies a polinização manual”, explica o técnico.

    O período de floradas da pitaya ocorre de outubro a maio; após polinizada a flor, a fruta fica pronta para a colheita em cerca de 40 dias – Foto: Divulgação/Emater-DF

    Exótica e nutritiva

    Além de exótica, a pitaya também pode ser nutritiva. A nutricionista Danielle Amaral, da Emater-DF, observa que o potencial antioxidante e nutricional da pitaya tem chamado a atenção de pesquisadores.

    “Os pigmentos naturais que dão essa cor vermelha para a fruta também atribuem características anti-inflamatórias”, explica a nutricionista. “Além do mais, chama atenção o potencial de fibras, fornecendo 11 gramas de fibras em cada 100 gramas de fruto. Para se ter uma ideia, hoje, o recomendado para um adulto é de 25 gramas dia.”

    Segundo a nutricionista, as pitayas rosas de polpa vermelha são fontes de vitaminas como a tiamina (B1), a riboflavina (B2) e a niacina (B3), betacaroteno, vitamina E, vitamina C, de minerais como o potássio, o magnésio e o cálcio. Além disso, o consumo da fruta pode ser favorável ao bom funcionamento intestinal. “Em sua polpa, observa-se uma composição de oligossacarídeos não digeríveis com característica prebiótica, que estimulam seletivamente a multiplicação e a atividade das bactérias boas para o intestino, melhorando consequentemente a imunidade”, afirma.

  • Frutos do cerrado serão incluídos na alimentação escolar em 2023

    Frutos do cerrado serão incluídos na alimentação escolar em 2023

    A utilização desses produtos está em fase de estudos junto aos produtores da agricultura familiar para levar em consideração a capacidade de produção e fornecimento dos alimentos

    Buriti, gabiroba, jatobá, mangaba, araticum, murici, cagaita e pequi são alguns dos frutos nativos do cerrado que poderão ser vistos em algumas das receitas da alimentação escolar da rede pública de ensino do Distrito Federal em 2023. O cardápio dos estudantes vai ganhar novos ingredientes após ser sancionada, nesta semana, a Lei nº 7.228, que inclui frutos e produtos nativos do cerrado entre os alimentos a serem adquiridos da agricultura familiar para compor a merenda escolar.

    “A escola é um ambiente no qual as crianças encontram a possibilidade de desenvolver o paladar para novos sabores, então é o lugar certo para inserirmos esses alimentos. As frutas serão incluídas nos cardápios das escolas ainda em 2023 para que as crianças possam conhecer essa riqueza pertencente ao nosso Cerrado”, destaca a Secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá.

    A diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Alda Ramos, explica que a inclusão dos novos itens está em fase de estudos junto aos produtores da agricultura familiar para levar em consideração a capacidade de produção e fornecimento dos alimentos.

    O estudo é feito em conjunto com a Secretaria da Agricultura (Seagri) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Os órgãos vão se reunir na próxima semana para tratar da aquisição dos orgânicos e também dos frutos do cerrado.

    A diretora ressalta que a inclusão de frutos e produtos oriundos do cerrado vai ao encontro do trabalho que já é feito pela SEEDF com a aquisição de produtos da agricultura família. Ela ainda destaca a importância do consumo desses alimentos em relação ao valor nutricional. “A incorporação dos novos alimentos fortalece os hábitos alimentares, permite que os alunos conheçam mais o bioma do cerrado e possibilita o resgate da cultura alimentar no ambiente escolar”.

  • Festa do Morango começa com programação para a família toda

    Festa do Morango começa com programação para a família toda

    Tradicional Festa do Morango de Brazlândia chega à 26ª edição oferecendo a fruta in natura e produtos derivados, como geleias e doces. Evento segue até 11 de setembro

    A Festa do Morango retorna com tudo para a sua 26ª edição, na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag) — BR-080, km 13, em Brazlândia. A abertura foi ontem, e o evento segue até 11 de setembro, com pausa em 5 e 6 de setembro. Fora a venda da fruta e de diversos produtos derivados, como geleias, doces, sucos, tortas e bolos, o espaço conta com feiras de artesanato, plantas ornamentais e outras frutas e pontos de alimentação. Entre as atrações musicais estão Kleo Dibah, Di Propósito, Israel Novaes, Dalmir Junior, Pedro Paulo e Matheus, e Diego e Victor Hugo. Artistas do Distrito Federal também subirão no palco ao longo dos sete dias de festa com muito sertanejo e forró.

    O morango é a grande estrela, mas a festa oferece espaço para outros produtos cultivados pelos agricultores de Brazlândia. Em 9 e 10 de setembro, a Exposição Agrícola disponibilizará legumes, verduras e frutas, como goiaba e abacate, para a compra. 

    Presidente da Associação Rural e Cultural Alexandre Gusmão (Arcag), José Luís conta que as expectativas para esta edição são altas com a retomada dos shows musicais, suspensos ano passado devido à pandemia. São aguardados entre 20 mil e 30 mil visitantes diariamente. “É uma forma de homenagear os agricultores, que enfrentam tantas dificuldades, na chuva e no Sol, além de trazer uma renda extra”, destaca José

    A doceira Neri Urany, 56, usa os morangos produzidos em Brazlândia nos produtos que vende na feira. As guloseimas são feitas por ela. Geleia, biscoito e docinhos cristalizados. “Na Festa do Morango, eu garanto um dinheiro a mais”, comemora a comerciante. Também com uma banca, Elisa Dourados dos Santos, 69, enumera os itens que oferece: “Tenho todos os doces com morango. Torta-bolo, bolo no pote, geleia com pimenta de morango e cuca”. Há 17 anos, ela participa da feira, e as vendas nunca decepcionam. 

    Cultivo

    Sérgio Rufino Marciel, gerente da Emater, destaca a cultura do morango na capital do país se fortalece a cada ano. “Mandamos morango para Tocantins, Maranhão e Goiás. E importamos também. Nossa produtividade é boa, mas a área rural é pequena em relação a área urbana. A gente tem que levar essa cultura para outras áreas do DF.”

    São 351 produtores de morango no DF, entre familiares e não familiares. Dados da Emater apontam a produção foi de cerca de 6,7 mil toneladas, em cerca de 180 hectares plantados, movimentando R$110 milhões em 2021.

    Francisco Santos, 56, começou a cultivar a fruta há 13 anos. São seis tipos diferentes de morango plantados em quatro hectares. No evento, Santos espera vender 7 mil caixas da fruta, cada uma pesando cerca de 1,3kg. “A Festa do Morango é a data que o produtor passa o ano todo esperando. Além de ser uma divulgação do nosso trabalho, é a oportunidade de ganhar um dinheiro a mais”, ressalta o produtor, que oferece ainda espetinhos, geleia, coxinha e picadinho, tudo à base de morango, feitos pela família.

    Até chegar ao consumidor, o morango passa por diversas fases, como explica o produtor José Israel, 33. “Limpamos a terra, botamos adubo, plantamos as mudinhas, que são importadas, e botamos o plástico. As primeiras frutinhas começam a aparecer dentro de 45 dias”, descreve.

    Foto: Divulgação

    26ª Festa do Morango de Brasília

    Local: Sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag), na BR-080, km 13
    Dias: 2 a 4 de setembro (sexta a domingo), e 7 a 11 de setembro (quarta a domingo)
    Horário: dia 2, 8 e 9 abertura a partir das 19h, com encerramento geral às 2h
    Outros dias: a partir de 10h e encerramento às 02h
    Acesso livre

    Dia de Campo do Morango

    Data: sábado (3/9)
    Horário: 8h30 às 13h
    Local: Chácara no Núcleo Rural Chapadinha, em Brazlândia
    Inscrição: a inscrição pode ser feita em qualquer um dos escritórios da Emater-DF.

    Colha & Compre; Pague do Morango Orgânico

    Data: 4 e 11 de setembro
    Horários: 8h às 9h30 – 10h às 11h30 – 13h às 14h30 e 15h às 16h30.
    Local: Chácara Fukushi – Núcleo Rural Alexandre de Gusmão, Gleba 1,
    Chácara 084 – Brazlândia, Brasília – DF
    Inscrição: www.instagram.com/chacarafukushi/
    Valor: R$55 (adultos e crianças acima de 10 anos)
    R$ 27,50 (crianças de 5 a 10 anos e pessoas acima de 60 anos).
    Crianças de até 4 anos não pagam.

    Concurso de Receitas com Morango
    Data: 7 de setembro
    Horário: 11h
    Local: No estande da Morangolândia
    Haverá apresentação das receitas, degustação pelos jurados e anúncio dos vencedores. Durante todo o evento, nas barracas participantes, terá comercialização das receitas concorrentes.

    Florabraz
    30 estandes de agricultores com comercialização de flores, plantas ornamentais e frutíferas.
    Horário: 10h às 22h nos dias 2, 3, 4, 7, 10 e 11 (fim de semana e feriado)
    19h às 22 horas nos dias 2, 8 e 9 (meio de semana).

    Morangolândia
    40 estandes de produtores de morango comercializando a fruta in natura e derivados
    Data: 2 a 4 e 7 a 11 de setembro.
    Horário: 10h às 22h nos dias 2, 3, 4, 7, 10 e 11 (fim de semana e feriado)
    19h às 22 horas nos dias 2, 8 e 9 (meio de semana).

    Exposição Agrícola
    Apresentação de diversas culturas cultivadas na região de Brazlândia.
    Data: 9 e 10 de Setembro.
    Horário: 14h às 22h no dia 9 de setembro e 10h às 22h no dia 10 de setembro.

    Estande da Emater-DF
    Técnicos da Emater-DF estarão de plantão tirando dúvidas gerais sobre produção agrícola e atividades desenvolvidas pela empresa.
    Horário: 10h às 22h nos dias 2, 3, 4, 7, 10 e 11 (fim de semana e feriado)
    19h às 22 horas nos dias 2, 8 e 9 (meio de semana).

    Fonte: CB

  • 2ª Feira da Uva e do Vinho, em Planaltina, começa nesta sexta e vai até 7 de agosto

    2ª Feira da Uva e do Vinho, em Planaltina, começa nesta sexta e vai até 7 de agosto

    Evento ocorre de sexta a domingo e tem venda da fruta, sucos, vinhos, geleias e frios. Entrada é gratuita

    A partir desta sexta-feira (29), a segunda Feira Nacional da Uva e do Vinho de Brasília ocupa o Parque de Exposição de Planaltina, no Distrito Federal. O evento ocorre de sexta a domingo, até o dia 7 de agosto (saiba mais abaixo).

    De acordo com o GDF, a produção de uva no Distrito Federal ultrapassa 270 toneladas ao ano. Regiões como Planaltina, Sobradinho, Fercal, Brazlândia e o PAD-DF são alguns dos principais produtores da fruta e de vinho.

    Na feira, além desses produtos, há venda de sucos e geleias, além de queijos e frios. O evento vai das 10h às 22h, nos dias 29, 30 e 31 de julho, e de 3 de a 7 de agosto. A entrada é gratuita.

    Na Arena Uva Music, os visitantes podem assistir a apresentações de artistas locais e nacionais, como É o Tchan do Brasil, Gabriel Gava, Leo Magalhães, Cleiton e Camargo, Elba Ramalho e Naiara Azevedo. Salão de artesanato, floricultura, agricultura familiar e praça gastronômica completam o espaço.

    A 2ª edição da Feira da Uva e do Vinho conta com o apoio da Secretaria de Turismo, Emater e Administração de Planaltina.

    Segunda Feira Nacional da Uva e do Vinho

    • Quando: 30 e 31 de julho, e 1º, 6, 7 e 8 de agosto
    • Horário: das 10h às 22h
    • Local: Parque de Exposições de Planaltina – ao lado do campus da UnB
    • De graça

    Fonte: G1

  • Café produzido no Lago Norte é classificado como gourmet

    Café produzido no Lago Norte é classificado como gourmet

    A avaliação de alta qualidade considera o elevado teor de açúcar e baixa adstringência no sabor da bebida

    O Café Du Rey, produzido no Núcleo Rural Capoeira do Bálsamo, Lago Norte, recebeu a tipificação de café gourmet em pesquisa realizada pelo Núcleo Global de Análise e Pesquisa (Nugap), no dia 20 de junho. No estudo realizado, a percepção conjunta dos atributos da bebida, como aroma, grau de intensidade, sabor e fragrância, quantificou a Qualidade Global (QG) do grão com a nota 8.9, que o classifica como um produto de alta qualidade. Ainda de acordo com a análise, o Café Du Rey, tipo arábica, foi avaliado como estritamente mole, ou seja, baixa adstringência e alto teor de açúcar.

    O produtor rural e proprietário da marca, Reynaldo Barros, 68 anos, é atendido pelo escritório da Emater-DF do Paranoá desde 2009, quando adquiriu a propriedade de nove hectares. Para o produtor, chegar a esse resultado tem sido uma grata surpresa, mesmo sabendo que é resultado de muito trabalho.

    “A minha propriedade tem vantagens muito específicas para a produção de café, como a altitude de 1.100 metros acima do nível do mar. Mas foi necessário errar para aprender, adquirir conhecimento por meio da assistência técnica tanto da Emater-DF quanto do Senar, assim como das pesquisas e estudos da Embrapa. Esse caminho de sucesso não foi feito sozinho”, avaliou.

    Reynaldo Barros, que adquiriu uma propriedade de nove hectares em 2009, é atendido pelo Escritório da Emater-DF do Paranoá e considera uma grata surpresa alcançar esses resultados – Foto: Divulgação / Emater-DF

    Entre as orientações de assistência técnica e extensão rural (Ater) que elevaram a qualidade da produção do Café Du Rey, destacam-se o uso de defensivos biológicos, a prevenção contra o ataque de brocas por meio de varredura em cada pé e a indução ao estresse hídrico, um método de uniformização da florada que corta a água na plantação entre os meses de julho a setembro.

    Segundo o agrônomo e extensionista rural da Emater-DF, João Ricardo Ramos Soares, “a técnica do estresse hídrico otimiza o processo de maturação para se ter maior rendimento de frutos desejáveis na hora da colheita.”

    Com ajuda da Emater-DF, Reynaldo Barros está estudando alternativas para agregar mais valor ao produto e uma das alternativas é a introdução do cultivo orgânico em uma parte da área plantada. O agrônomo Marcelo Ruas e Souza, também do escritório da Emater no Paranoá, que atende a propriedade, avalia que a transição para o cultivo orgânico precisa ser avaliada com muito critério.

    Uma das alternativas que estão sendo estudadas junto com agrônomo e extensionistas da Emater-DF para agregar mais valor ao produto é a introdução do cultivo orgânico em uma parte da área plantada – Foto: Divulgação / Emater-DF

    “Os custos com a adubação e defensivos orgânicos aumentam muito em relação ao cultivo tradicional, além de todas as adequações determinadas pela legislação que dispõe sobre o cultivo orgânico. Dessa forma, é preciso estudar a viabilidade econômica e é nossa função prestar todas as informações pertinentes dessa transição. Além disso, toda a documentação para a certificação orgânica é feita pela Emater-DF”, informou.

    De toda a área da propriedade de Reynaldo Barros, 3,5 hectares são utilizados somente para o cultivo de café, que produz anualmente em torno de 120 a 160 sacas. Essa produção gera quatro empregos diretos, entre plantação, colheita, secagem e trato da cultura.

    Histórico

    Ex-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do Rio de Janeiro, Reynaldo Barros, assim que comprou a propriedade, decidiu iniciar o cultivo de uma cultura que fosse perene. A escolha pelo café aconteceu após conversas com extensionistas da Emater-DF e com pesquisadores da Universidade de Brasília e Embrapa.

    O sucesso da propriedade veio com o tempo. Foi necessário investir na infraestrutura da propriedade, construindo o poço artesiano autorizado pela Adasa para abastecer o sistema de irrigação. Em seguida, teve a escolha dos cultivares IPR 103 e Iapar 59, variações do tipo arábica. As mudas foram adquiridas no Viveiro Sacumã, em Unaí (GO). Em 2011, começou a plantação, com a primeira colheita em 2013. Depois disso, foi feito o registro do Café Du Rey.

    A partir de orientações da Emater-DF e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Reynaldo foi experimentando novas formas de plantio, como o sombreado. “Acho fundamental a orientação da Emater-DF nesses aspectos porque a gente pensa que pode caminhar sem a assistência técnica, mas não pode não. Para se ter um bom café é preciso ter um bom plantio, um bom trato da cultura, observando a nutrição e irrigação na quantidade certa. E essas decisões passam pela orientação técnica”, observou.

    Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília

    Café Gourmet

    As orientações técnicas deram certo. Com uma produção anual de 120 a 160 sacas de café em 2021, que deve se repetir em 2022, o Café Du Rey foi classificado como café gourmet, com pontuação em 8.9. Café Gourmet é uma categoria de classificação de café torrado e moído criado no Programa de Qualidade do Café da Associação Brasileira da Indústria do Café (PQC/ABIC), lançado no final de 2004.

    A categoria é definida pela nota final de 0 a 10, sendo: tradicional, nota igual ou maior a 4,5 e inferior a 6; superior, nota igual ou maior a 6 e até 7,2; e gourmet, nota igual ou superior a 7,3 e até 10. O café Gourmet de alta qualidade é avaliado como bebida estritamente mole, isso significa que o grão possui grande concentração de açúcar e baixo nível de adstringência, cujos sabor e aroma são mais suaves, e que houve uma seleção dos grãos e torra controlada.

    Reynaldo Barros vende o café já beneficiado, torrado e moído, e, por meio de sugestão da gerente do escritório da Emater-DF no Paranoá, Karina Miranda, iniciou uma conversação para fornecer a bebida para empresas que compram café especiais.

    “Sendo um café especial, a gente tenta trabalhar para que ele consiga inserir o produto dele num local que valorize essa qualidade como um café artesanal e gourmet. Assim, identificamos uma cafeteria na Asa Norte que vende a ideia do café local e de valorização da economia local. Então, sugerimos o contato com locais onde o Café Du Rey venha a ter esse reconhecimento de qualidade, inclusive por parte do consumidor”, observou Karina Miranda.

    Ainda segundo a gerente, a missão da Emater-DF, para além do trabalho de Ater, passa também por aspectos como a comercialização do produto, sustentabilidade da produção e qualidade de vida da família rural.

  • ‘Taste’, maior festival gastronômico do mundo, ganha edição em Brasília

    ‘Taste’, maior festival gastronômico do mundo, ganha edição em Brasília

    Evento começa nesta sexta-feira (27), no Pontão do Lago Sul, com aulas práticas de cozinha, shows, degustação e restaurantes. Festival já esteve em cidades como Londres, Paris, Milão e Sydney

    Brasília recebe, a partir desta sexta-feira (27), a primeira edição do Taste Brasília Festival, no Pontão do Lago Sul. O evento é o maior festival de gastronomia do mundo, e ocorre aos fins de semana, até 5 de junho, com ingressos a partir de R$ 40 (veja programação completa abaixo).

    A iniciativa já passou por cidades como Londres, Paris, Dubai, Milão, Amsterdã, Dublin, Cape Town, Melbourne, Sydney e São Paulo. No Distrito Federal, o evento de gastronomia conta com programação para adultos e também para as crianças, como aulas práticas com chefs e bartenders, degustação, oficinas, experiências e shows.

    Os visitantes podem apreciar quase 50 opções gastronômicas, como entradas, pratos principais e sobremesas, criadas por chefs do DF, com diferentes estilos e propostas. Entre uma degustação e outra, é possível aprender a preparar receitas, com aulas práticas comandadas por chefs, nas atrações “Papo de Cozinha” e “Fire Pit“.

    Prato do restaurante Olivae, para o Taste Brasília Festival — Foto: Divulgação

    Adega

    Na Adega Taste, o público pode degustar bebidas e participar de cerca de 24 aulas práticas. É possível aprender sobre harmonização de pratos e bebidas, e até como montar a própria adega em casa.

    O espaço também conta com aulas e dicas de como harmonizar cervejas com queijos e embutidos. Aos domingos, uma aula especial ensina como preparar um drink com café gelado.

    Veja a programação da adega para este fim de semana:

    Sexta-feira (27)

    • Das 19h às 19h30: “Monte sua Adega”, com Rafaela Reis
    • Das 21h às 21h30: “Roteiros Imperdíveis”, com Estela Mayra
    • Das 22h às 22h30; “Malbecs”, com Rafaela Reis

    Sábado (28)

    • Das 14h às 14h30: “Monte sua Adega”, com Estela Mayra
    • Das 16h às 16h30: “Roteiros Imperdíveis”, com Rafaela Reis
    • Das 20h às 20h30: “Malbecs”, com Estela Mayra
    • Das 18h às 18h30: “A caipirinha perfeita”, com Gustavo Guedes, do Southside
    • Das 21h às 21h30: “Monte sua Adega”, com Rafaela Reis
    • Das 22h às 22h30: “Roteiros Imperdíveis”, com Estela Mayra

    Domingo (29)

    • Das 14h às 14h30: “Roteiros Imperdíveis”, com Rafaela Reis
    • Das 16h às 16h30: “Malbecs”, com Estela Mayra
    • Das14h às 17h30: “Monte sua Adega”, com Rafaela Reis
    • Das 18h às 18h30: “Malbecs”, com Estela Mayra

    Programação infantil

    Espaço para programação infantil no Taste Brasília Festival, no Pontão do Lago Sul — Foto: Reprodução TV

    Para as crianças, entre 4 e 12 anos, o festival prevê 36 oficinas, ao todo, envolvendo confeitos em cupcake e biscoitos. No dia 5 de junho, no “Papo de Cozinha”, a chef Alessandra Brant, da Arca do Sabor, vai ensinar o “Cuscuz do Cerrado”, especialmente para a garotada.

    A inscrição pode ser feita no stand Maple Bear, e as aulas ocorrem com 10 aprendizes por vez. Os encontros duram, aproximadamente, uma hora.

    Nas sextas-feiras, as oficinas acontecem das 18h às 21h. Já aos sábados, as sessões vão das 14h às 20h e, aos domingos, das 13h às 19h.

    Colocando a mão na massa

    Além de experimentar e provar diferentes delícias gastronômicas, os visitantes também podem colocar a mão na massa, nas aulas práticas com chefs, além de assistir a palestras nos chamados espaços de conhecimento.

    No “Papo de Cozinha”, mestres da gastronomia ensinam truques e dicas de receitas. A ideia é que eles cozinhem junto com os participantes que, além de aprender na prática, podem trocar experiências sobre o processo de preparo do prato. Já no espaço “Fire Pit”, os participantes aprendem a fazer pratos na brasa.

    Veja a programação de aulas para este fim de semana:

    Papo de Cozinha

    Sexta-feira (27)

    • 19h – Raquel Amaral, do Rota do Leste – “Ceviche bêbado de camarão e cajá-manga”
    • 20h30 – Anamaria Ferrão Holm – “Salpicão vegano”
    • 22h – Leninha Camargo, chef e MC do Papo de Cozinha – “Carpaccio de abóbora”

    Sábado (28)

    • 13h – Simon Lau, com participação da quebradeira de coco de babaçu Maria Ildete Alves de Sousa – Comparando gorduras e fritando ovos – do estilo europeu ao estilo kalunga
    • 14h30 – André Castro, do Authoral – Curries: Variedades e diferenças de estilo
    • 16h – Francisco Ansiliero, do Dom Francisco; e Gil Guimarães, da Casa Baco – Degustando o Cerrado
    • 18h – Roberta Azevedo, do Comedoria Sazonal – Relish com vegetais sazonais
    • 19h30 – Luiz Trigo, do Le Birosque e do Rock’s – Vinagrete e outros molhos
    • 21h30 – Márcia Garbin, da Gelato Boutique – Aprenda a fazer em casa as bases para um gelato profissional

    Domingo (29)

    • 13h – Debate: A evolução da cena gastronômica de Brasília. Mediação de Luiz Américo Camargo
    • 14h30 – Aula da Maple Bear
    • 16h – João Victor Neme e Leilah Neme, do Projeto Prisma, com participação de Ian Santana e Anna Paula Basílio – “Massa com pesto de baru”
    • 17h30 – Ticiana Werner, do Ticiana Werner Restaurante – “Risoto de cogumelos”
    • 19h – Ana Paula Jacques, do Cerrado no Prato/Instituto Cajuzinho. Participação de Madalena Soares – “Baru: Do desprezo ao estrelato”

    Fire Pit

    Espaço Fire Pit, no Taste Brasília Festival — Foto: Divulgação

    Sexta-feira (27)

    • 19h – Luiz Alberto Costa, do Superquadra – “Arroz de costela”
    • 20h30 – Julia Almeida, do Almería – “Ceviche com leite de tigre defumado”
    • 22h – Apresentando o Fire Pit

    Sábado (28)

    • 13h – Diego Badra, do Conca – “Inhame como você nunca viu”
    • 14h30 – Dudu Camargo, do Dudu Bar – “O churrasco, ao estilo do Dudu”
    • 16h – Carole Crema, do GNT – “Frutas na brasa para uma sobremesa”
    • 18h – Ana Paula Jacques, do Cerrado no Prato/Instituto Cajuzinho: “Filé suíno curado na pimenta de macaco com nhoque de mangarito defumado”
    • 19h30 – Bela Marconi, do Santuária – “Antecipando São João”
    • 21h – Priscila Deus, do Pobre Juan – “Assando a carne ao inverso”

    Domingo (29)

    • 13h – Mara Alcamim, do Na Mata – “Pirarucu na folha de bananeira”
    • 14h30 – Thiago Paraíso, do Ouriço – “Paella feita na brasa”
    • 16h – Renata La Porta, do La Porta Buffet – “Salada Niçoise à minha moda”
    • 17h30 – Luiza e Guto Jabour, do Almería, e Celso Jabour, da Sweet Cake – “Bisteca fiorentina em família: preparo, acompanhamento e harmonização”
    • 19h – Lui Veronese, da Cozinha do Cavaleiro – “Risoto com o sabor da brasa”

    Taste Brasília Festival

    • Data: 27, 28, 29 de maio e 3, 4 e 5 de junho (sempre de sexta a domingo)
    • Local: Pontão do Lago Sul
    • Endereço: SHIS Ql 10, Lote 1/30
    • Vendas de ingressos online e informaçõespelo site

    Fonte: G1

  • Café produzido no DF é um dos melhores do país

    Café produzido no DF é um dos melhores do país

    Em 2021 foram produzidas 18.071 sacas de 60 quilos de café do tipo arábica. A cafeicultura no Distrito Federal se concentra em 11 regiões administrativas

    O Distrito Federal tem motivos para comemorar o Dia Nacional do Café, nesta terça-feira (24), em grande estilo. A cafeicultura é recente no DF, mas já vem ocupando uma posição de destaque. Os 106 produtores existentes na cidade estão concentrados em 12 localidades e produziram, em 2021, 18.071 sacas de 60 quilos do tipo 100% arábica.

    Embora nova, a cultura do café na capital federal já rendeu prêmios para os cafeicultores locais. O café Minelis, produzido nas fazendas Canaã e Novo Horizonte, recebeu em 2013 e 2014 o prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café Expresso como melhor café da região Centro-Oeste. Em 2019, o produto recebeu o Ernesto Illy de campeão nacional.

    A marca Minelis é produzida no DF por Carlos Coutinho. Suas fazendas estão localizadas em Sobradinho e em Brazlândia e o cultivo de café começou em 2005. “No início foi um pouco de aventura e de terapia ocupacional”, afirma o cafeicultor. Atualmente, Coutinho produz 2 mil sacas de seu café premiado em 80 hectares. A produção vai quase toda para exportação. O que fica aqui é vendido em grãos para cafeterias locais.

    Produzir café no DF requer tecnologia para os bons resultados obtidos. Toda produção deve ser irrigada, devido à existência de um período de seca que vai de maio a setembro. No entanto, essa necessidade de irrigação pode funcionar como aliado dos cafeicultores na obtenção de um melhor resultado final do produto.

    De acordo com o agrônomo do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) Daniel Oliveira, com a irrigação é possível utilizar no cafezal uma técnica conhecida como stress, obtida suspendendo a água por um tempo, fazendo com que o amadurecimento dos grãos aconteça ao mesmo tempo, o que proporciona um produto uniforme. “Provocar stress no café facilita com que haja melhor qualidade do café produzido”, explica.

    A marca Minelis, produzida nas fazendas Canaã e Novo Horizonte, recebeu o prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável como melhor café da região Centro-Oeste – Foto: Divulgação/Minelis Café

    A cafeicultura no DF se concentra em 11 regiões administrativas. A cultura se destaca nas áreas do Programa de Assentamento Dirigido (PAD-DF), que contabiliza 120,02 hectares plantados, seguido por Taguatinga, com 65 hectares, e pelo Gama, com 61,30. No entanto, o maior número de produtores está em São Sebastião, que conta com 25 cafeicultores.

    Os bons resultados da produção de café em Brasília têm atraído agricultores e pecuaristas a migrar para a cafeicultura. Esse é o caso de Guilherme França Rabelo, cuja família é proprietária de dois hectares em Sobradinho. Antes utilizados para a criação de gado, agora são destinados à produção de café.

    “Neste primeiro ano, a previsão é produzir 30 sacas de 60 quilos nos dois hectares. O objetivo para o futuro é aumentar para 60 sacas por hectare”, prevê Rabelo, que pretende vender sua safra para as cafeterias do DF.