Categoria: Gastronomia

  • DF sedia primeira edição de feira nacional de vinhos

    DF sedia primeira edição de feira nacional de vinhos

    Expovitis Brasil 2024 será realizada, de sexta (19) a domingo (21), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF; Emater terá estande para troca de experiências

    O Distrito Federal sedia a primeira edição da Feira Nacional de Viticultura, Enologia e Enoturismo, a Expovitis Brasil 2024. O evento reunirá produtores de vinho de todas as regiões do país de sexta (19) a domingo (21), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF. O Governo do Distrito Federal (GDF) apoia a iniciativa por meio das secretarias de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) e de Turismo (Setur) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF).

    Serão 70 vinícolas com estandes de degustação de mais de 250 rótulos, reunindo em um só local enogastronomia, enoturismo e palestras. O evento também terá shows de Zeca Baleiro, Kleiton e Kledir e 14 Bis.

    Carlos Vitor Silva: “Brasília talvez seja a maior consumidora de vinho nacional do mercado, e a feira vai  trazer rótulos nacionais para o brasiliense ter a oportunidade de conhecer essa produção” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Um dos organizadores do evento, o produtor Carlos Vitor Silva, explica que a feira surgiu a partir da ideia de aproveitar que a produção de uvas para vinificação está em franco crescimento na capital do país para reunir vinícolas de todo o Brasil aqui.

    “Brasília talvez seja a maior consumidora de vinho nacional do mercado, e a feira vai trazer rótulos nacionais para o brasiliense ter a oportunidade de conhecer essa produção. Além disso, é mais uma oportunidade de negócios para os produtores, que estão apresentando ótimos vinhos”, afirma.

    A uva fechou o ano de 2023 com produção bruta convencional de 818.950 toneladas colhidas

    De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater-DF, Gilmar Batistella, o estande da empresa apresentará produtos que fazem parte do universo dos vinhos, como queijos e itens de charcutaria. “Será uma integração e troca de experiências que vão agregar muito para todos nós”, observa.

    A uva é uma das maiores culturas produzidas no DF e fechou o ano de 2023 com produção bruta convencional de 818.950 toneladas colhidas, com participação de 7,21% na agricultura frutífera local e movimentando um montante de R$ 9.131.292,50.

    Rota das Uvas

    Durante as celebrações do aniversário de Brasília, em abril, o GDF lançou a Rota das Uvas de Brasília. A iniciativa será mais um polo de geração de emprego e renda, com o fomento da cadeia produtiva em torno da fruta.

    O lançamento foi feito no PAD-DF, durante a inauguração da Vinícola Brasília, que surgiu a partir da união de dez vinhedos de famílias que chegaram ao DF no final da década de 1970 e início de 1980. De acordo com os proprietários, são cerca de 100 empregos diretos e potencial para mais outros 800 indiretos em torno da cadeia produtiva que envolve a vinícola.

    A técnica utilizada pelos produtores do DF é conhecida como dupla poda, realizada nas parreiras duas vezes ao ano, que faz o ciclo de colheita das frutas ocorrer entre julho e agosto, período em que os dias quentes e as noites frias auxiliam na maturação das frutas.

    Os ingressos da Expovitis e a programação completa do evento estão disponíveis no site. A degustação nos estandes está incluída nos pacotes. Os tíquetes para conhecer as vinícolas são vendidos separadamente e também podem ser acessados no site da feira.

  • Cafeicultoras se unem para fortalecer cadeia produtiva do grão no DF

    Cafeicultoras se unem para fortalecer cadeia produtiva do grão no DF

    Com apoio técnico do GDF, associação reúne produtores rurais de todo o Centro-Oeste e tem apenas mulheres nos cargos de liderança

    Seja para iniciar o dia com o pé direito, seja para acompanhar um lanche da tarde, o café está presente na mesa de milhares de brasileiros diariamente. No Distrito Federal, o grão é desenvolvido por mais de 100 agricultores especializados em uma área de aproximadamente 400 hectares. Com o objetivo de expandir o alcance do produto local e, assim, conquistar o mercado nacional e internacional, foi criada a primeira organização brasiliense de produtores do ramo – a Associação de Empreendedores de Café do Lago Oeste (Elo Rural).

    Fundada em janeiro deste ano, a associação já conta com 26 membros e recebe acompanhamento técnico do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), que oferece apoio integral aos agricultores do plantio à colheita. Todos os cargos de liderança da associação são ocupados por mulheres, e há associados de todo o Centro-Oeste.

    Produção local

    “O pequeno produtor só cresce quando está junto”, ressalta a presidente da Elo Rural, a cafeicultora Lívia Tèobalddo. “Não temos como galgar mercado se não for por meio da união. Nós nascemos de um atrevimento. Duas pequenas produtoras começaram um grupo de WhatsApp para reunir outros produtores e distribuir melhor o conhecimento sobre a cadeia produtiva de café. Um foi chamando o outro até que apareceram mais produtores e especialistas no ramo, surgindo a necessidade de institucionalizar esse movimento. Queremos colocar o Distrito Federal no mapa mundial de cafés especiais.”

    No final de junho, houve uma reunião entre a Elo Rural e a Emater sobre medidas e projetos para expansão do ramo cafeicultor. As produtoras apresentaram amostras dos cafés produzidos por associados, promoveram rodadas de degustação e entregaram um documento com demandas do setor à diretoria da empresa pública.

    Incentivo

    Na lista há a criação de um programa de incentivo à produção de café, o restabelecimento do programa Brasília Qualidade no Campo, a promoção de cursos de capacitação para produtores e colaboradores, apoio com crédito rural e mais. Os cafés desenvolvidos pela associação estão expostos para venda na Florada Café, na 216 Norte.

    Lívia entrou para o ramo cafeicultor em 2023, quando o pai precisou se afastar da gestão da chácara da família por problemas de saúde. “Eu não tinha experiência nenhuma, era da área jurídica, mas assumi o desafio e, pesquisando, percebi que o melhor seria o plantio agroflorestal” , lembra. “Descobri a Rota da Fruticultura e escolhi começar com o açaí. Depois, pensei em plantar o café entre as fileiras e iniciei o preparo da terra”. O plantio do grão deve começar em dezembro, com 4 mil mudas dos tipos arara e catuaí-amarelo. O açaí já foi plantado e, assim como o café, deve ser colhido daqui a três anos.

    O café plantado no DF é o arábica, que possui menos cafeína e, segundo apreciadores, é mais doce do que outros tipos. “Esse tipo de café tem um gosto mais suave e se desenvolve muito bem em altitudes elevadas, acima de 800 metros, que é o caso de praticamente todo o DF”, explica, explica o técnico da Emater Bruno Caetano. “Também prefere temperaturas mais amenas, em que consegue ter uma maturação melhor e de mais qualidade”.

    Os cuidados com o grão implementados desde a nutrição do solo ao armazenamento dos produtos resultam em cafés especiais com maior valor agregado, ensina Bruno: “A qualidade do café local se deve à aplicação de pesquisas e tecnologias na produção, como estudo do solo e do clima, seleção de variedades produzidas e seleção de grãos, que garantem, também, uma produção rentável, se aplicados corretamente”.

    Ainda segundo o técnico, a Emater oferece desde orientações individuais, com técnicas sobre adubação e irrigação, palestras e imersões e a emissão do Certificado de Agricultor Familiar (CAF). “Também levamos os produtores mais novos para conhecerem o trabalho dos mais antigos daqui do Lago Oeste para que pudessem ver quais são os desafios e as dificuldades do plantio e da mão de obra, além das vantagens do café”, relata.

    Qualidade e sabor diferenciados

    Alguns dos cafés desenvolvidos por associados foram analisados por K.J. Yeung, avaliador sensorial de café reconhecido internacionalmente. As pontuações recebidas foram de 82 a 86,6, em uma escala padronizada de 1 a 100. A vice-presidente da Elo Rural, Flávia Penido, obteve a pontuação mais alta.

    Maria José Rodrigues Ferreira começou a plantar café há dez anos: “Para mim, era a extensão do meu jardim; agora é minha lavoura”

    A relação de Flávia com o cultivo de café – o catuaí-vermelho – começou em 2022, quando ela assumiu o manejo das plantações de uma chácara adquirida pela irmã no Lago Oeste. A propriedade conta com meio hectare de agrofloresta, composta por cafeeiros, abacateiros e amoreiras, entre outras plantas.

    “É minha primeira experiência com o manejo do café”, conta. “Estou aqui desde 2022 e em janeiro de 2023 fiquei desempregada, me dando a possibilidade de entrar de cabeça na produção.” Na mesma época, ela passou a ser atendida pela Emater.

    Além do grão torrado e moído, a vice-presidente da Elo Rural comercializa a casca do café, que é desidratada com mucilagem e polpa após o grão ser retirado. “Nós utilizávamos a casca como adubo, até que, no ano passado, descobri a possibilidade do chá”, afirma. “A casca tem menos cafeína do que o café, mas tem propriedades medicinais que ajudam na redução de diabetes, colesterol e alguns tipos de câncer, além de ser boa para a pele”, conta ela, que participa de uma pesquisa junto à Universidade de Brasília sobre subprodutos do café.

    Já a diretora financeira da Elo Rural, a produtora rural Maria José Rodrigues Ferreira, decidiu plantar café há cerca de uma década. Atualmente, ela cultiva o arábica do tipo catuaí-vermelho. “Meu marido é mineiro, e eu brincava dizendo que nós tínhamos que ter café plantado por causa disso”, lembra . “Um dia, passei em um lugar e comprei dois pés de café. Plantei e cuidei como se fossem meus filhos. Eles cresceram bem, produziram muitos grãos. Então, decidi plantar mais e mais, até que comecei a comercializar também. Hoje tenho 1.500 pés”.

    Maria José afirma que a união dos produtores e a criação da Elo Rural mudaram a forma de lidar com o cultivo do grão. “Para mim, era a extensão do meu jardim; agora é minha lavoura”, resume. “Vejo que pode me render muitas coisas, e estou estudando para entender cada vez mais desse mundo”. Os grãos são comercializados na própria chácara, no Lago Oeste, por cerca de R$ 100 o quilo.

  • Rota da Fruticultura desperta interesse de missão da Malásia

    Rota da Fruticultura desperta interesse de missão da Malásia

    Programa conta com a assistência técnica do Governo do Distrito Federal (GDF) para pequenos produtores; assistência passa pela produção, comercialização e gestão do negócio

    “Nós todos somos seres humanos e podemos ajudar uns aos outros a ter uma vida melhor”, afirmou a embaixadora da Malásia no Brasil, Gloria Corina Anak Peter Tiwet, durante visita à propriedade rural Flor do Cerrado, no Lago Oeste. “Vim não apenas como embaixadora, meu interesse é também pessoal. Queria saber como funciona o trabalho da Emater com os produtores, como os produtores produzem as frutas vermelhas aqui, como a Emater ajuda no aumento de renda do produtor. Quis ver como é o dia a dia do produtor, todo o plantio e a colheita.”

    A embaixadora se interessou pelo trabalho da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater) em visita ao estande da empresa na AgroBrasília, feira de tecnologia e negócios voltada para empreendedores rurais de diversos portes e segmentos, que ocorreu em maio.

    “No dia internacional da AgroBrasília nós recebemos vários embaixadores para mostrar o agro brasileiro”, lembrou o presidente da Emater, Cleison Duval. “Na ocasião, a embaixadora se interessou em conhecer a nossa área rural. Ela viu que o Distrito Federal é pujante na agricultura quando ela viu a feira. O projeto escolhido para ser apresentado à embaixadora foi a Rota da Fruticultura, que é um programa novo, promissor, grande e que visa a exportação, fazendo o DF um grande exportador de frutas vermelhas.”

    Frutas vermelhas

    A Flor do Cerrado é uma propriedade que produz framboesa e conta com o apoio do GDF por meio da Emater. O pequeno estabelecimento faz parte do programa Rota da Fruticultura, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri) e pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

    A Rota da Fruticultura visa à expansão da produção de frutas vermelhas na zona rural do Distrito Federal para transformá-lo em um grande polo. Em 2023, foram plantados 380 hectares de açaí no DF e no Entorno. Já para este ano o foco é o mirtilo: a Emater vai plantar 500 mil mudas, atendendo 250 pequenos produtores rurais.

    “Esse é um projeto que veio do governo federal, o projeto Rotas, e começou em 2020 no DF”, relatou Cleison Duval. “A Codevasf escolheu a produção de frutas vermelhas para a produção aqui. Nós temos condições climáticas excepcionais, um mercado gigante interno e externo, e incluímos dentro desse programa, além das frutas vermelhas como mirtilo, morango, framboesa e amora, o açaí. É um projeto que atende os agricultores familiares.”

    Tecnologia

    A Emater atua no projeto com a assistência técnica do manejo e também na gestão do negócio. A empresa trata a propriedade como um empreendimento que precisa de apoio de contabilidade. Todo esse trabalho atraiu a atenção da Embaixada da Malásia no Brasil para acompanhar em campo como os frutos são plantados, colhidos e preparados para o agronegócio, além da tecnologia aplicada na produção.

    Em 2023, foram produzidas no Distrito Federal 49,50 toneladas de açaí e 6.589 toneladas de morango. A arrendatária rural gaúcha Ledir Cecília Klein, 61, chegou a Brasília em 2022 e colaborou para esse número. Hoje já tem mais de 3,5 mil mudas produzidas para o mercado de sorveterias, confeitarias e cervejas artesanais. Na última quarta-feira (12), ela recebeu a embaixadora Gloria Corina Anak Peter Tiwet para mostrar a produção.

    “Em 2017, eu ainda morava no Rio Grande do Sul e plantava morango, também assistida pela Emater de lá”, contou. “Para acompanhar meus filhos que vieram para Brasília, eu vim também. Eu já vinha pesquisando o mix completo do programa das frutas vermelhas. Em 2022, comecei a trabalhar com a framboesa e com o morango. Quando me mudei para Brasília, o primeiro órgão que procurei foi a Emater, que me assistiu desde o início. Esse apoio mostra para a gente como é o mercado e como podemos dar vazão à nossa produção. Não posso reclamar, estamos crescendo a cada dia.”

  • Agro do Quadrado: Criação de pescados bate recorde com formalização de produtores rurais

    Agro do Quadrado: Criação de pescados bate recorde com formalização de produtores rurais

    Em 2023, Distrito Federal produziu duas mil toneladas de peixe; trabalho de capacitação e suporte técnico deu resultado, e número de piscicultores cresceu 47,3%

    Atividade agropecuária milenar, a piscicultura tem encontrado um cenário próspero de crescimento na capital federal, detentora do terceiro maior mercado consumidor de pescados do país. Em solo brasiliense, a prática vem ganhando força especialmente entre novos produtores rurais, que contam com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) para se consolidarem no ramo.

    Segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), em 2023 a produção de pescados superou impressionantes 2 mil toneladas – a maior da história da capital, representando um aumento de quase 25% em relação a 2019. Esse salto expressivo na criação reflete o potencial e a atratividade do negócio no Quadradinho.

    Os números da Emater indicam que o quantitativo de produtores rurais dedicados à criação de peixes também acompanhou a tendência de crescimento da atividade. Nos últimos cinco anos, o montante de piscicultores cresceu 47,3%, saltando de 624, em 2019, para 919, no último ano.

    Nesse cenário de expansão, a Emater tem desempenhado papel fundamental na oferta de capacitação, suporte técnico e orientação tanto para os novos piscicultores quanto para os produtores rurais já consolidados na atividade.

    O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, diz que a empresa atua para incentivar a agroindústria de pequeno porte

    “A empresa atua no sentido de ajudar os produtores a obterem o licenciamento ambiental e a outorga de água”, resume Adalmyr Morais Borges, coordenador do programa de aquicultura. “Também estimulamos a adoção de novas tecnologias e métodos de produção sustentáveis, utilizando-se da energia fotovoltaica e voltada para o menor consumo de água possível.”

    Do total de criadores, em torno de 100 comercializam regularmente a produção. Os demais produzem para a própria subsistência ou para o comércio informal. Para o presidente da Emater, Cleison Duval, um dos desafios da empresa está justamente na formalização desses piscicultores menores. “O nosso grande projeto é incentivar a agroindústria de pequeno porte. É uma preocupação nossa formalizar esses produtores para eles se inserirem no mercado formal e institucional”, afirma.

    A comerciante Rayane Araújo, dona de restaurante, compra pescado produzido no DF: “Por ser de um produtor local, o preço é bem mais em conta, sem falar na qualidade de ter um peixe fresco na mesa”

    Atualmente, são poucos os produtores locais capazes de acessar o mercado brasiliense, ainda que a capital esteja entre as unidades da Federação onde mais se consome peixe. “Queremos transformar Brasília em mais que um grande consumidor, mas um grande produtor também, formalizando todo o processo e conseguindo fechar esse ciclo. É fomento para a economia local, gerando mais empregos e renda para esses produtores”, defende o presidente.

    Gama lidera produção

    Nenhuma outra região administrativa do DF produz mais pescados que o Gama (veja a relação completa abaixo). Sozinha, a cidade concentra mais de um quarto de toda a produção local e, em 2023, foi responsável pela criação de 555 mil kg de peixes. Entre os maiores piscicultores gamenses, está Éber Maia, da Terra Mare Pescados.

    Arte: Agência Brasília

    No segmento há dez anos, o produtor é o único de todo o DF a exportar peixes para outros estados. Atualmente, ele concentra sua atividade na criação de tilápias juvenis, ou seja, em estágio de desenvolvimento. “Faço parte de um nicho específico da cadeia produtora. Eu recebo o peixe alevino, transformo em juvenil e posteriormente vendo para pesque-pagues e empresas de engorda da tilápia para abate”, detalha Maia.

    Os números de comercialização da criação impressionam. “Estamos vendendo uma média mensal de 240 mil juvenis. Em abril, foram 320 mil comercializados. É um mercado em crescimento, e a gente conta com todo apoio da Emater para seguir expandindo. Aqui, as visitas dos técnicos da empresa são periódicas”, continua o piscicultor.

    Um dos clientes de Maia está localizado a poucos quilômetros da sua propriedade, na Ponte Alta Norte, ainda no Gama. Trata-se da Piscicultura Olimpo, onde o peixe juvenil comercializado pelo produtor é engordado para ser abatido. “Além de produzir o nosso próprio juvenil, contamos com essa parceria para ampliar a nossa produção, que vem aumentando ano a ano”, afirma o proprietário, Guilherme Gonçalves.

    Na propriedade, os peixes juvenis são alimentados por seis meses em viveiros escavados sem revestimento e com solo natural. “Meu produto é o peixe gordo para ser vendido para frigorífico e restaurantes. Já são mais de dez anos nessa atividade em constante crescimento, pois a demanda também é crescente e se trata de um produto de alto valor agregado e com grande apelo do consumidor local”, diz.

    A comerciante Rayane Araújo é compradora recorrente das tilápias criadas por Gonçalves. “É um fornecedor de bastante confiança, e compramos com ele uma vez por semana”, conta. “Por ser de um produtor local, o preço é bem mais em conta, sem falar na qualidade de ter um peixe fresco na mesa. Aqui no restaurante, a tilápia frita é um dos pratos mais vendidos”.

  • Queijeiros do DF são premiados em concurso internacional

    Queijeiros do DF são premiados em concurso internacional

    Cabríssima Queijaria Artesanal e Sítio Vila das Cabras levaram medalha de ouro e de bronze, respectivamente, no Mundial do Queijo do Brasil

    Queijeiros atendidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) foram premiados na terceira edição do Mundial do Queijo do Brasil, em São Paulo, entre os dias 11 e 14 de abril. Giovana Navarro, da Cabríssima Queijaria Artesanal, ganhou o ouro com o Queijo Brasília, e Ana Zélia Poubel levou o bronze com o Queijo Raclete.

    O evento é promovido a cada dois anos pela SerTãoBras, associação de produtores de queijos artesanais que conta com cerca de 250 associados oriundos da agricultura familiar de 17 unidades da Federação. O concurso conta, ainda, com a parceria da Guilde Internationale des Fromagers, uma das maiores associações de queijeiros do mundo, presente em mais de 40 países. Um dos principais objetivos do Mundial do Queijo do Brasil é dar visibilidade e valorizar os queijos produzidos por profissionais brasileiros.

    O grande vencedor do mundial foi o queijo Morro Azul, produzido pelo Laticínios Pomerode, de Santa Catarina. O concurso também premiou 598 queijos e produtos lácteos com diferentes medalhas. Foram 99 medalhas do prêmio máximo do super ouro, 149 de ouro, 150 de prata e 200 de bronze. Ao todo, 1.900 produtos foram avaliados por 300 jurados.

    “O Mundial do Queijo consegue projetar os queijos produzidos aqui para os outros estados e países. Considerando a Rota do Queijos do DF, a premiação desses produtos tem muita importância, pois começamos a falar de queijos que são reconhecidos por profissionais que entendem do assunto – muitos deles são jurados na França. Então, você acaba trazendo um reconhecimento para a rota de que a gente não tem só bons queijos, a gente tem os melhores queijos do Brasil. A gente já inicia uma rota com queijos premiados”, afirma Fernanda Lima, extensionista rural da Emater-DF, lembrando a recém-lançada Rota do Queijo do Distrito Federal e Entorno.

    Rota do Queijo

    A equipe da Cabríssima comemorou o ouro conquistado com o Queijo Brasília

    Dos produtores premiados no Mundial do Queijo do Brasil, três estão na Rota do Queijo. Além de Giovana Navarro, proprietária da Cabríssima Queijaria Artesanal, e Ana Zélia Poubel, proprietária do Sítio Vila das Cabras, o produtor Erbert Araújo, proprietário da Queijaria Ercoara, localizada no Entorno, foi premiado com a medalha de ouro com o Yogurte Ercoara, e levou a medalha de bronze com o doce de leite e com o queijo meia cura Lobeira. A propriedade é especialista em produtos feitos com leite de ovelha.

    “Nós dividimos essa alegria com a Emater-DF porque a empresa vem fazendo parte da nossa história também. O DF foi contemplado não só por meio da Cabríssima, mas por meio também da Vila das Cabras e da Ercoara, o que mostra que temos um caminho próspero a seguir. Nós estamos só plantando a sementinha, começando um trabalho onde teremos resultados, eu acredito, muito bons. O DF poderá conseguir fazer o seu nome no mundo dos queijos e, com a rota que nós estamos criando, isso vai ser fortalecido”, avaliou Giovana.

    Ana Zélia Poubel: “Ser recompensada com uma medalha de bronze num concurso mundial de queijo, onde pessoas que não te conhecem, que não conhecem seus queijos, provaram e aprovaram, muda a vida de um produtor”

    Ana Zélia conta que quando começou na produção de queijos, em 2016, fez cursos na Emater-DF e no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e depois buscou mais conhecimento por meio de pesquisas, testando fermentos e sabores até chegar a um queijo de boa qualidade.

    “Ser recompensada com uma medalha de bronze num concurso mundial de queijo, onde pessoas que não te conhecem, que não conhecem seus queijos, provaram e aprovaram, muda a vida de um produtor. As pessoas te procuram para conhecer a propriedade, o queijo, e isso é muito gratificante, além de aumentar muito as vendas”, disse.

    A Rota do Queijo do DF e Entorno terá a participação inicial de oito empreendimentos: Queijaria Rancharia, Sítio Vale das Cabras, Cabríssima, Queijaria Walkyria , Ateliê do Queijo, Malunga e Kero Mais, dentro do DF, e Ercoara, no Entorno. Além desses, há mais oito queijarias que serão agregadas à medida que forem sendo registradas na Divisão de Vegetais e Animais (Dipova) da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF).

  • Viva Brasília 64 anos: a diversidade da gastronomia brasiliense

    Viva Brasília 64 anos: a diversidade da gastronomia brasiliense

    Considerada o terceiro polo gastronômico do país, a capital federal é conhecida por reunir todas as culinárias do Brasil e do mundo

    Definir de forma prática a culinária do Distrito Federal pode ser um grande desafio, já que a cidade que está prestes a completar 64 anos teve a população forjada por representantes das cinco regiões do Brasil. Ao reunir vários “brasis” – e até o mundo –, Brasília ficou conhecida por apresentar uma gastronomia múltipla, que abarca o regionalismo brasileiro e a influência internacional, ao mesmo tempo em que busca uma identidade própria. E o resultado é o título de terceiro polo gastronômico do país.

    “O Distrito Federal conta com muitas opções gastronômicas devido à pluralidade cultural. Temos pessoas de todas as regiões do país e do mundo – com as mais de 130 embaixadas –, que trouxeram um pouco de cada cultura, tudo isso contribui para o potencial gastronômico no centro e nas regiões administrativas”, analisa o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

    Há alguns anos, o cenário gastronômico de Brasília movimenta a economia gerando emprego e renda, e colocando a cidade na rota turística. Um exemplo disso é a quantidade de estabelecimentos em expansão na cidade, desde iniciativas genuinamente locais até a implantação de unidades renomadas de outros estados.

    “Tem um bom tempo que o cenário da gastronomia tem crescido no Brasil. Começamos a ver essa cena servindo como referência para fora desde 2016. Temos vários chefs e restaurantes de fora vindo para Brasília, além de turistas em busca da nossa culinária. Então, se eles estão vindo é porque alguma coisa tem. Isso é bem legal para todos nós”, destaca o chef brasiliense Thiago Paraíso, 32 anos.

    Um dos sabores afetivos mais antigos surgiu há mais de 30 anos no Guará: a “bomba atômica” leva pão de hambúrguer, carne de hambúrguer, ovo, salsicha, presunto, queijo, tomate e alface servido com maionese especial

    O chef está à frente de cinco operações gastronômicas (Ouriço, Ouriço Farol, Moca, Saveur Bistrot e Maré) que tem as culinárias francesa, nordestina e nortista como inspirações. “Sou a segunda geração de Brasília da minha família. Minha mãe nasceu aqui, mas meus avós são de fora e se encontram aqui. Essa formação familiar tão comum aos brasilienses é a resposta para a característica da culinária local ser a união do Brasil no coração do país”, defende.

    Thiago Paraíso acredita que os chefs locais abraçam as raízes, mas as tornam originais em seus projetos, incluindo uma pegada candanga. “Vejo que todos os chefs em Brasília tem essa cabeça de querer mostrar o Brasil para fora, porque o nosso cliente também não conhece. O país é gigante e há tanto para desbravar com os nossos produtos que são mais ricos e frescos”, comenta. Para isso, Paraíso incorpora ingredientes do bioma do Centro-Oeste em suas receitas. Os insumos mais usados por ele são a baunilha do Cerrado, a castanha de baru, o cajuzinho do Cerrado, o buriti e o pequi.

    Sabores internacionais

    Outra característica do cenário gastronômico de Brasília é o espaço cativo de restaurantes e chefs estrangeiros. Há mais de uma década, o italiano Francesco Bravin celebra a culinária italiana no restaurante Vittoria D’Italia. “No começo foi um pouco traumático, porque estava acostumado com uma forma de cozinhar bem parecida com os italianos. Só que fui me adaptando. O interessante é que Brasília é um pequeno mundo, com um pouco de tudo. Hoje tenho um restaurante que os clientes buscam quando querem uma comida típica italiana”, diz.

    O intercâmbio de sabores tem sido estimulado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio de ações da Secretaria de Relações Internacionais, como o projeto Paladar Internacional, onde chefs internacionais dão aulas shows de pratos típicos de seus países, e a inserção de embaixadores na culinária local, como a participação no evento Comida di Buteco, onde eles atuam no festival provando os petiscos em diversos bares do DF e votam nos que mais gostam.

    “Temos desenvolvido muitas ações envolvendo a gastronomia até porque as embaixadas têm muito a contribuir com a cidade em relação a isso. Algumas delas têm trazido chefs de seus países para difundir sua gastronomia”, comenta o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto. A pasta também estimula a gastronomia local ao apresentá-la aos diplomatas que vivem na cidade. “Temos convidado e acompanhado os embaixadores em dezenas de eventos no DF e no Entorno, onde apresentamos não apenas o evento em si, mas as comidas que são servidas neles”, acrescenta.

    O titular da pasta destaca a importância do setor gastronômico para a economia da cidade: “Está entre o quarto ou quinto segmento com maior arrecadação no DF, empregando 100 mil trabalhadores diretos. Além de fazer parte do segmento de turismo, que é essencial para o desenvolvimento da nossa capital”.

    O intercâmbio de sabores tem sido estimulado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio de ações da Secretaria de Relações Internacionais, como o projeto Paladar Internacional – Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    Comida afetiva

    Outra característica da culinária brasiliense é a formação da identidade própria, ainda em construção. Em suas mais de seis décadas de inauguração, Brasília ainda não tem um prato típico para chamar de seu, mas tem alguns candidatos marcados no paladar candango, como o cachorro quente de rua, o sanduíche bomba, a pizza de muçarela com molho de tomate e o pastel de feira.

    Um dos sabores afetivos mais antigos surgiu há mais de 30 anos no Guará em um restaurante próximo a um cinema na QE 7. Para alimentar os cinéfilos após as sessões, o dono de um estabelecimento local criou a “bomba atômica”, um sanduíche com pão de hambúrguer, carne de hambúrguer, ovo, salsicha, presunto, queijo, tomate e alface servido com maionese especial. O prato fez tanto sucesso que tomou a região administrativa por completo. Quase em cada esquina da cidade há uma bomba diferente para alimentar os moradores.

    Na QE 17, Ênio dos Santos faz a receita há 25 anos no quiosque Alô Bomba. Ele foi um dos funcionários da bomba original e anos depois criou a própria. “Trabalhei nove anos na lanchonete onde conheci a bomba, aprendi a fazer e até onde sei a minha é a que tem mais sabor”, afirma. Ênio diz que é difícil explicar o sucesso do sanduíche, mas arrisca: “é um sanduíche de primeira qualidade”.

    O fascínio pelo prato é tanto que ele tem clientes que vêm de fora para provar o sabor: “Tenho um cliente que vem uma vez por ano dos Estados Unidos a Brasília e no dia de ir embora vem aqui. Ele chega a levar 10 bombas. Tenho uma outra cliente que vem de Maceió e leva bomba na caixinha de isopor”.

    Outra iguaria que é a cara de Brasília é o cachorro quente de rua. Um dos mais aclamados na cidade é o Dog da Igrejinha. Entre os pioneiros, ele surgiu em 1998 na entrequadra da 307/308 da Asa Sul. “A maioria das carrocinhas de hot dog que tem hoje nas quadras do Plano Piloto foram inspiradas no Dog da Igrejinha. Fomos os primeiros ao lado do Dog do Baixinho e do Landi”, comenta Raimundo Sousa, proprietário da marca.

    O projeto fez tanto sucesso na rua que hoje tem braços no aeroporto, em shoppings e em prédios comerciais, totalizando mais cinco lojas. “Nenhum dog teve coragem de fazer o que a gente fez. Fizemos confiando na marca e aqui estamos com cinco anos de aeroporto renovados para mais cinco”, destaca.

    A implantação da loja em outros espaços serviu para expandir a visibilidade do produto. “Na 307/308 ficamos muito conhecidos pelo brasiliense, mas quando chegamos a outros locais passamos a ser conhecidos no Brasil. Hoje temos pedidos para levar a marca para São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. Mas, por enquanto, estamos focados em atender a demanda de Brasília”, completa.

    Ao ser questionado sobre o segredo do sucesso, Raimundo garante que vem do diferencial do produto: “Produzimos a nossa própria maionese e o pão é feito diariamente. Também fomos os primeiros a trazer a ideia do cachorro quente na chapa para Brasília”.

     

  • Alimentação equilibrada previne doenças crônicas como diabetes e hipertensão

    Alimentação equilibrada previne doenças crônicas como diabetes e hipertensão

    Dia Nacional da Saúde e Nutrição, celebrado em 31 de março, reforça a importância de se alimentar de forma balanceada para reforçar a saúde

    Celebrado no domingo (31/3), o Dia Nacional da Saúde e Nutrição ressalta a importância de uma alimentação equilibrada para promover a saúde, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer.

    Para desenvolver ações estratégicas de alimentação e de nutrição no DF, a Secretaria de Saúde (SES-DF) planeja as ações por meio dos planos distritais de Promoção da Saúde, de Segurança Alimentar e Nutricional e de Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis. Nas unidades básicas de saúde (UBSs), essas e outras ações são desenvolvidas por meio de grupos de hábitos de vida saudáveis.

    “No contexto das UBSs, os nutricionistas ancoram suas atividades na educação alimentar e nutricional, incluindo atendimentos coletivos e individuais”, resume a gerente de Serviços de Nutrição da secretaria, Carolina Gama. “Além disso, há ações intersetoriais desenvolvidas em parceria com outras secretarias, a exemplo do Fórum Distrital de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nas Escolas da rede de ensino do DF.”

    Qualidade e quantidade são fatores que devem ser levados em consideração, atenta a nutricionista: “A nutrição é essencial para o funcionamento do corpo, e a segurança alimentar e nutricional, que envolve tanto o acesso a alimentos em quantidade suficiente quanto em qualidade adequada, é fundamental para a promoção da saúde”.

    Cuidados com a alimentação

    “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento”. Essa frase, proferida por Hipócrates, considerado o pai da medicina, reflete a importância da nutrição como um dos principais pilares da saúde. Uma alimentação equilibrada desempenha um papel fundamental na prevenção e tratamento de doenças, influenciando diretamente o bem-estar físico e mental. Contudo, pesquisas têm demonstrado que a população brasileira continua a fazer escolhas alimentares inadequadas, com um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, especialmente entre os adolescentes, e uma diminuição no consumo de alimentos tradicionais da cultura alimentar do país, como arroz e feijão.

    “A nutrição é essencial para o funcionamento do corpo, e a segurança alimentar e nutricional, que envolve tanto o acesso a alimentos em quantidade suficiente quanto em qualidade adequada, é fundamental para a promoção da saúde”, afirma a gerente de Serviços de Nutrição da Secretaria de Saúde (SES-DF), Carolina Gama.

    Segundo o boletim informativo da SES-DF sobre o perfil nutricional e de consumo alimentar da população assistida pela Atenção Primária à Saúde (APS) do DF, em 2022, 83% dos adolescentes acompanhados consumiram alimentos ultraprocessados, enquanto 68% consumiram bebidas adoçadas.

    Além disso, 41% ingeriram macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados, e 55% consumiram biscoitos recheados, doces ou guloseimas. Outra observação apurada é o percentual crescente de crianças que, a partir dos 2 anos até a adolescência, apresentaram excesso de peso.

    Com histórico familiar de obesidade, a estudante Maysa Vieira, 15, costumava se alimentar de frituras, doces e fast food, até que, há um ano, decidiu mudar seus hábitos. A jovem recebe acompanhamento nutricional na UBS 4 da Estrutural e, desde então, tem percebido benefícios.

    “⁠Comecei a comer mais salada, arroz, feijão e legumes”, conta. “Perdi peso, me sinto mais disposta para fazer as coisas, durmo melhor e não sinto mais vontade de comer por impulso. Além disso, percebi muitas mudanças positivas no meu corpo e minha autoestima está melhor.”

    A nutricionista da SES-DF explica que uma alimentação é considerada saudável quando é composta por alimentos naturais ou minimamente processados. “A alimentação saudável inclui frutas, legumes, verduras, carnes, ovos, grãos e castanhas, livre de alimentos ultraprocessados e industrializados, que contêm corantes, conservantes e adoçantes, além de serem ricos em sódio, gordura e açúcar”.

    Veja abaixo recomendações da SES-DF e do Ministério da Saúde (MS) para ter uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis:

    • É essencial mudar o prato: menos alimentos industrializados e mais alimentos naturais;
    • Evitar o consumo de alimentos ricos em calorias, gordurosos e salgados;
    • Aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes, cereais integrais e feijões;
    • Beber bastante água;
    • Reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o uso do cigarro;
    • Fazer exames preventivos e consultar o médico periodicamente;
    • Praticar exercícios físicos regulares, diariamente ou pelo menos três vezes por semana após avaliação médica;
    • Dormir pelo menos 8 horas num período de 24 horas.

  • Especialistas alertam sobre o uso de adoçantes em dietas

    Especialistas alertam sobre o uso de adoçantes em dietas

    Recomendação é evitar o produto, optando pelo consumo dos alimentos com sabor natural; uso de frutas para adoçar vitaminas e bolos aparece como uma alternativa

    O adoçante, erroneamente visto como uma alternativa saudável ao açúcar, não deve ser usado em dietas para emagrecimento. A orientação é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que publicou, em 2023, uma nova diretriz sugerindo que o produto não seja consumido com a finalidade de controle de peso e/ou redução do risco de doenças crônicas, como o diabetes.

    Para a referência técnica distrital (RTD) de endocrinologia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Flávia Franca, a recomendação da entidade busca evitar o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e processados, que possuem alto índice de adoçantes, como acesulfame, aspartame, ciclamatos, sacarina, sucralose, estévia e seus derivados, entre outros.

    Ela reforça que o ideal é consumir os alimentos com seu sabor natural e utilizar frutas como uma forma de adoçar vitaminas, sucos e bolos. “Essa recomendação veio para reforçar a importância de uma vida mais saudável. De acordo com a nova diretriz, para evitar a obesidade e o diabetes, não se devem consumir alimentos processados ou ultraprocessados, mas na sua forma natural – o que não quer dizer que a pessoa deva substituir o adoçante por açúcar, que, em excesso, realmente traz riscos à saúde”, destaca a endocrinologista.

    Risco de câncer

    Outra questão também abordada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), em conjunto com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e a Associação Brasileira do Estudo da Obesidade (Abeso), foi a relação de alguns tipos de adoçante com o risco de câncer.

    “Alguns estudos em animais apontam que o aspartame teve relação com o aumento do risco de câncer. Isso mostra que esses produtos não trazem benefício nutricional nenhum à saúde. A recomendação é que se evite o consumo”, reforça França. Apesar de existir uma recomendação segura aceitável, a médica da SES-DF observa que, com o uso regular dessas substâncias, há prejuízo de respostas glicêmicas, maior risco de doenças metabólicas e aumento do ganho de peso.

    A recomendação da OMS, no entanto, não abrange as pessoas com diabetes pré-existente, que se beneficiam do uso de adoçantes porque a ingestão de açúcar pode levar ao aumento da glicose no sangue.

    Um estudo publicado no ano passado na revista científica Plos Medicine associou o constante consumo de aspartame, um dos adoçantes artificiais mais comuns e utilizados em bebidas zero ou diet, principalmente refrigerantes, ao aumento de 15% do risco de todos os tipos de cânceres. Outro prejuízo à saúde avaliado foi a maior incidência de tumores relacionados à obesidade.

    Valor nutricional

    Nutricionista da SES-DF e consultora na área de rotulagem de alimentos, Tatiane Cortes lembra que os adoçantes dietéticos são substâncias utilizadas para conferir sabor doce. Porém, ainda que sejam considerados seguros quando consumidos dentro dos limites estabelecidos, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Instituto de Saúde (IS) de São Paulo sugere que o uso excessivo desses produtos pode gerar efeitos negativos à saúde.

    “Essas substâncias são formuladas para pessoas que têm alguma restrição ao consumo de açúcar, como no caso de quem tem diabetes mellitus. Atualmente, existem adoçantes artificiais e naturais, e os últimos são vistos como menos nocivos por serem extraídos da natureza, como estévia e xilitol”, aponta a especialista.

    No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável por regulamentar e autorizar a utilização dos adoçantes. Hoje existem alguns tipos liberados, como sorbitol, manitol isomaltitol, maltitol, sacarina, ciclamato, aspartame, estévia, acessulfame K, sucralose, neotame, taumatina, lactitol, xilitol e eritritol.

    Cortes ressalta que, no país, o crescimento da oferta de adoçantes, produtos diet e light com os rótulos “zero caloria” e “zero açúcar” se deve à busca por opções de alimentos ditos “mais saudáveis”. Essa procura é motivada pelo aumento da população com sobrepeso, obesidade e diabetes, bem como pela conscientização sobre os efeitos negativos do consumo excessivo de açúcar.

    Entretanto, algumas publicações internacionais citam potenciais malefícios associados ao consumo excessivo de adoçantes, como desregulação do apetite, alterações na microbiota intestinal, ganho de peso, intolerância gastrointestinal, desenvolvimento de preferência por sabores doces e possíveis efeitos na saúde metabólica.

    “Esses produtos podem afetar negativamente a composição e a função de nossa microbiota intestinal, causando um quadro de disbiose que pode trazer diarreia, prisão de ventre, distensão abdominal, náuseas e azia”, elenca a nutricionista.

    Uma alternativa, segundo a especialista, é a substituição dos adoçantes por mel, açúcar de coco, açúcar mascavo e melado de cana, desde que sejam consumidos em pequenas quantidades e sob orientação profissional.

    “O melhor caminho para perder peso é a reeducação do paladar. Precisamos aprender a saborear o alimento sem precisar adoçá-lo. Comece devagar, diminuindo aos poucos o consumo dos adoçantes e alimentos com essas substâncias. Dê ao seu corpo substratos naturais, frutas, desembalando menos e descascando mais”, recomenda.

    Mudança de hábitos

    O servidor público Renato Santos conta que, durante exames de rotina, em outubro de 2023, foi diagnosticado com um quadro de pré-diabetes. Com a notícia, resolveu optar por uma alimentação mais saudável, cortando açúcar e adoçantes.

    “Fiquei bastante preocupado com o diagnóstico, então resolvi não comer mais açúcar e diminuir significativamente o consumo de alimentos derivados do trigo. No começo foi difícil, pois em minha rotina comia chocolate e doces diariamente, após o almoço”, relata. “Para tentar equilibrar, comecei a consumir muitos produtos industrializados com adoçantes, mas não me adaptei. Sentia que a comida ficava amargando e que, apesar de não comer mais açúcar, continuava ingerindo bastante produtos industrializados, com alto teor calórico.”

    Com o corte dos adoçantes, os novos hábitos alimentares já surgiram efeito. Ele pesava 137 kg, e agora está com 123 kg. “Resolvi adoçar os alimentos que consumo com frutas. Hoje, produzo os bolos e doces usando frutas como banana e tâmara para adoçar. Foi necessário adaptar meu paladar para uma nova rotina. Em três meses, perdi mais de 10 kg de gordura, e minhas taxas melhoraram”, conclui.

  • Restaurant Week: 29ª edição do festival gastronômico começa nesta sexta-feira (23)

    Restaurant Week: 29ª edição do festival gastronômico começa nesta sexta-feira (23)

    Participam mais de 130 restaurantes, com menus que vão de R$ 54,90 a R$ 109. Evento vai até 24 de março

    O festival gastronômico Restaurant Week começa a 29ª edição em Brasília, nesta sexta-feira (23), e vai até 24 de março. São mais de 130 restaurantes participantes (saiba mais abaixo).

    Com o tema “Biomas brasileiros: uma jornada gastronômica pela diversidade natural”, o evento convida os participantes a explorar a riqueza e a biodiversidade dos diferentes biomas presentes no Brasil, desde a Floresta Amazônica até o Pantanal e o Cerrado, por meio da culinária.

    O objetivo é realçar a importância dos ingredientes nativos de cada bioma, como frutas, vegetais, peixes e carnes específicos. Os menus são divididos em quatro categorias, com preços que vão de R$ 54,90 a R$ 109.

    • 🍽️Menu Tradicional:  R$ 54,90 no almoço e R$ 69,90 no jantar
    • 🍽️Menu Plus:  R$ 68,90 no almoço e R$ 88,90 no jantar
    • 🍽️Menu Premium:  R$ 89 no almoço e R$ 109 no jantar

    😋 Confira aqui a lista dos estabelecimentos participantes do 29º Restaurant Week Brasília

    Prato da Mercearia Bar e Restaurante no festival Restaurant Week em Brasília — Foto: Divulgação

    Entre os restaurantes que participam pela primeira vez estão: Bar Brasa (Samambaia e Taguatinga), Ernesto Cafés Especiais (Asa Norte e Asa Sul), Gemelli Cozinha Contemporânea, Italianíssimo – Mané Mercado, Izakaya Sakeyo, Le Birosque, Loucos por Carne, Mahalo Poke – Mané Mercado, Manzuá, Natu Restaurante Verde, Parentela Casa de Pães, Rapport Café, The Queen’s Place – Asa Sul, Vert Café Águas Claras, Vinhedo Lacustre e João Brasileiro.

    Já Caminito Parrilla, Barbacoa, L’Entrêcote de Paris, Mangai, Nau, Universal, Villa Tevere, Dudu Bar, Ticiana Werner e Izzi Wine Garden, entre outros, participam novamente e não poderiam ficar de fora.

    Prato do restaurante Figueira La Parrilla no festival Restaurant Week em Brasília — Foto: Divulgação

    Ação Social

    O festival gastronômico também tem um projeto social. Os clientes são convidados a fazer uma doação de R$ 2, por menu, para a organização não governamental Amigos da Vida.

    Além disso, no cardápio digital dos restaurantes, tem um QRCode para a doação direta à instituição. A ONG constrói brinquedotecas em hospitais públicos do Distrito Federal e também cuida de crianças portadoras do vírus HIV. Conheça mais em @ongamigosdavida, no Instagram.

    Prato do restaurante Nonna Augusta no festival Restaurant Week — Foto: Divulgação

    Fonte: G1

  • Semana do Produtor Rural de Sobradinho começa neste sábado (21)

    Semana do Produtor Rural de Sobradinho começa neste sábado (21)

    Programação tem início com o Dia Especial de Silagem de Milho; atividades vão até o dia 29, com o objetivo de atender as demandas dos produtores da região

    A partir deste sábado (21), a região de Sobradinho vai receber a Semana do Produtor Rural, promovida pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF). A programação vai até o dia 29 e terá início com o Dia Especial de Silagem de Milho, tema que busca atender a demanda de criadores de bovinos e equinos da região por alimentação adequada para os animais na época de seca.

    “A escolha de todas as metodologias e temas abordados na Semana do Produtor Rural foi feita de acordo com as demandas das comunidades e das necessidades que os produtores rurais da região passaram para a gente no dia a dia”, afirmou a gerente do escritório de Sobradinho da Emater-DF, Clarissa Campos.

    Uma demanda crescente na região é a produção de cafés especiais. De olho nessa produção, a Emater-DF preparou uma reunião técnica de cafeicultura com o tema Parâmetros para obtenção de um café de qualidade e degustação, no dia 25, no Lago Oeste. Outra oportunidade que está ganhando espaço na região é a Rota da Fruticultura, que também será contemplada na semana de atividades, com reuniões técnicas sobre mirtilo e açaí.

    Outra importante ação é o Dia de Saúde do Trabalhador Rural, que já é uma atividade tradicional. “A gente faz essa dinamização, traz esses produtores para fazerem exames de glicemia, toxicológico, de pressão, entre outros”, explica Clarissa Campos. No Dia de Saúde também há campanha de recolhimento de embalagens de agrotóxicos, além de palestras de conscientização sobre os cuidados com o uso desses insumos.

    A semana traz uma excursão a uma propriedade de produção orgânica em Planaltina para discussão sobre normas de produção orgânica para novas organizações participativas de avaliação da conformidade orgânica (Opacs).

    O encerramento da semana de atividades será no dia 29, com uma edição especial da Feira do Padre, no Setor Comercial Central de Sobradinho. O objetivo é mostrar tudo o que é produzido na região – flores, hortaliças e produtos de agroindústrias. Além da comercialização dos produtos rurais, a edição especial contará com atividades culturais, música e participação de parceiros com ações voltadas para o Outubro Rosa, mês de conscientização para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.

    Confira a programação completa da Semana do Produtor Rural de Sobradinho:

    Arte: Divulgação/Emater-DF