Com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer, evento terá a participação de mais de 600 atletas e servirá de etapa classificatória para os JUBs 2023 e JUBs Praia 2024
Brasília se prepara para sediar edição dos Jogos Universitários do Distrito Federal (JUDF). As competições começam neste sábado (19) e vão até 19 de setembro, com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL). São esperados mais de 600 atletas para o evento.
Destacando-se como encontro esportivo universitário nacional, o JUDF servirá como etapa classificatória para selecionar os representantes do DF para os Jogos Universitários Brasileiros 2023 e Jogos Universitários Brasileiros Praia 2024. Para a realização do evento, a SEL está investindo R$ 816 mil, recursos descentralizados do Fundo de Apoio ao Esporte (FAE).
As disputas serão realizadas em diversos locais, incluindo o clube esportivo da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef), o ginásio de esportes da Associação dos Empregados da CEB (Asceb), o Centro Integrado de Educação Física (Cief) e a Arena Guaraense.
O secretário de Esporte e Lazer, Julio Cesar Ribeiro, enfatiza a importância em promover mais um evento voltado ao fortalecimento do esporte universitário. “É mais uma oportunidade para os atletas universitários mostrarem seu talento e dedicação. A Secretaria de Esporte e Lazer está comprometida em apoiar e fomentar o esporte, não apenas como uma atividade física, mas também como uma ferramenta de educação e integração social”, destaca.
A competição conta com um total de 23 modalidades, incluindo basquetebol, breaking, futsal, handebol, jiu-jitsu, judô, karatê, tênis, tênis de mesa, tênis de mesa paradesportivo, voleibol, wrestling e xadrez. Na categoria Praia, serão contempladas modalidades como basquete 3×3, beach hand, beach soccer, beach tennis, futevôlei, futmesa, skate, vôlei de praia e vôlei 4×4 misto.
Após a conclusão das seletivas, a edição 2023 dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) está agendada para acontecer em Joinville (SC), com o início marcado para 14 de outubro. Enquanto isso, o JUBs Praia 2024 está previsto para o primeiro trimestre do próximo ano, com o local a ser definido pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU).
Tyfane Rodrigues Martins descobriu o atletismo dentro da rede pública de ensino, onde desenvolveu o esporte no centro de iniciação e com incentivo de programas do GDF
Destaque no atletismo no Distrito Federal, a atleta Tyfane Rodrigues Martins, 24 anos, inicia nesta semana um novo capítulo na vida esportiva. A jovem deixou a capital federal para se mudar para os Estados Unidos após conquistar uma bolsa de estudos na universidade New Mexico Junior College, no Novo México, onde poderá estudar com todos os custos pagos e ter melhores condições de se desenvolver no esporte.
“Durante esses 12 anos que treino, obtive resultados muito importantes. Fui campeã brasileira, recordista brasileira, campeã sul-americana, medalhista nas categorias sub 16, 18 e 20 e finalista do Troféu Brasil, que é uma das principais competições da América Latina. Com isso, tive a ideia de tentar um local com mais estrutura. Porque, querendo ou não, o Brasil ainda é muito escasso, o que torna mais difícil se sobressair”, conta.
A paixão pelo esporte nasceu quando Tyfane, com 11 anos, estudava no Centro Educacional (CED) 7 do Gama. “Meu início no esporte foi justamente na escola. Eu nunca tinha tido, até então, nenhum contato com o esporte. No ensino fundamental, tive um professor de educação física que fazia um teste com os alunos para ver quais se destacavam mais para encaminhá-los para o OlimGama [maior competição esportiva de estudantes das redes públicas e privadas do Gama]. Fui convidada na modalidade de atletismo”, lembra.
Logo na primeira oportunidade, a jovem se destacou tendo bons resultados e foi convidada para treinar no Centro de Iniciação Desportiva (CID) do Gama. A unidade é uma das 96 distribuídas no Distrito Federal pelas 14 coordenações regionais de ensino. Os espaços atendem nove mil alunos da rede pública, de 7 a 17 anos, proporcionando conhecimento técnico e tático em 19 modalidades esportivas gratuitamente no contraturno escolar.
“Se eu não tivesse vindo da escola pública e não tivesse tido um professor de educação física que apoia e incentiva os alunos, eu não teria tido o contato que tive com o atletismo tão cedo. Foi extremamente importante ter tido um professor que valorizava o esporte”, analisa.
O professor do CID de Atletismo do Gama Ademir Francelino Ferreira foi esse apoiador para Tyfane. Durante a primeira participação dela nos jogos escolares, ao perceber o rendimento da menina acima da média, a convidou para treinar. “Ela bateu o recorde da categoria de 9 a 11 anos na prova de 600 metros e foi melhorando e me surpreendendo a cada treino”, destaca.
Atuando na unidade como professor de atletismo desde 1998, Ademir revelou uma série de atletas. “São 25 anos revelando atletas e dando oportunidade para eles viajarem para outras localidades para competir e terem acesso a um curso superior por conta da Bolsa Atleta”, lembra. Para o professor, o incentivo ao esporte é fundamental para os jovens. “Quando você está se esforçando e treinando, não há mais energia para coisas ruins. Sem falar que o esporte educa e faz com que o atleta leve para a vida alguns conhecimentos”, acrescenta.
Apoio nas competições
Ao longo de todos esses anos como atleta, Tyfane contou também com o apoio de outros programas do Governo do Distrito Federal (GDF). Ela foi beneficiada com o Compete Brasília, iniciativa que incentiva a participação de atletas e paratletas de alto rendimento das mais diversas modalidades em campeonatos nacionais e internacionais, por meio da concessão de transporte aéreo, para destinos nacionais ou internacionais, ou transporte terrestre, no caso de destinos nacionais. Só no primeiro semestre de 2023 foram 2.493 esportistas atendidos pela iniciativa com investimento de R$ 5 milhões.
“Durante os 12 anos em que treino, eu tive muito apoio da Secretaria de Esporte e Lazer com o Compete Brasília. É um programa muito importante, porque muitos atletas deixam de participar de competições porque não conseguem custear passagem, alimentação, entre outras coisas. Ter o apoio com a passagem facilita muito para gente”, destaca.
Na nova etapa da carreira, Tyfane pretende estar mais preparada para atingir as metas como atleta. “Com certeza, quero conseguir chegar a nível mundial, melhorar minhas marcas e ir para uma Olimpíada. Acho que é o sonho de todo atleta ser reconhecido mundialmente. Com toda essa estrutura de treino e apoio que vou conseguir nos Estados Unidos é um passo muito grande”, avalia.
Seleção tem dificuldades diante do ferrolho jamaicano e fica em 3º lugar no grupo F. Jogo foi o último de Marta em Copas
Acabou a Copa do Mundo Feminina para o Brasil. Com dificuldades na construção de jogadas, a Seleção fez seu pior jogo no torneio e se despediu ainda na fase de grupos, com um empate sem gols com a Jamaica, em Melbourne, na Austrália. Foi a terceira vez que a equipe caiu na primeira fase, repetindo o que aconteceu nas duas primeiras edições do Mundial, em 1991 e 1995.
O Brasil precisava da vitória para se classificar sem depender do resultado do jogo entre França e a já eliminada Panamá. Depois de um primeiro tempo esforçado, mas de muitos erros de passe e de uma insistência em cruzamentos, a Seleção voltou do intervalo pior. Com afobação, penou diante do ferrolho jamaicano e não ofereceu perigo à goleira adversária.
Pia Sundhage – Foto: Thais Magalhães/CBF
A técnica Pia Sundhage também demorou para mexer no time – somente com uma tripla substituição aos 35 minutos da segunda etapa, após ter feito uma alteração no intervalo. A goleada francesa sobre as panamenhas, após o apito final em Melbourne, confirmou a eliminação brasileira.
Adeus
Foto: Thais Magalhães/CBF
Marta foi relacionada pela técnica Pia Sundhage como titular e capitã da Seleção. Ficou em campo até os 35 minutos do segundo tempo e não conseguiu balançar a rede. Depois da eliminação, a camisa 10 afirmou que essa foi a última Copa do Mundo Feminina na carreira.
Renard marca o gol da vitória francesa em lance de escanteio, e Seleção fará jogo decisivo contra Jamaica na última rodada
Por pouco o Brasil não conseguiu um empate com a França. Na segunda rodada do grupo F da Copa do Mundo Feminina, a Seleção perdeu por 2 a 1, após sofrer um gol de cabeça de Renard aos 37 minutos do segundo tempo, com uma falha de marcação em jogada de escanteio. Le Sommer havia aberto o placar na primeira etapa, e Debinha fizera o gol brasileiro na segunda.
Renard comemora gol em França x Brasil – Foto: Franck Fife/AFP
Estrela da seleção francesa, Renard era dúvida até sair a escalação. A zagueira de 33 anos estava em recuperação de uma lesão na panturrilha, mas conseguiu treinar na véspera da partida. Acabou marcando o gol da vitória, escapando da marcação na jogada de escanteio e cabeceando com liberdade.
O Brasil permanece com 3 pontos e foi ultrapassada pela França, que assumiu a liderança do grupo F, com 4. A Seleção vai brigar pela classificação na última rodada, contra a Jamaica, no dia 2 de agosto.
Seleção brasileira mantém os 100% de aproveitamento em estreias de Mundiais. Bia Zaneratto completa goleada em vitória tranquila na primeira rodada do Grupo F. Marta entra e faz história
O Brasil começou mais agressivo. Com menos de um minuto de partida, Adriana por pouco não abriu o placar. A goleira Bailey sai bem do gol e impediu o primeiro gol da Seleção. Nos 10 primeiro minutos de jogo, o Brasil já tinha criado outras quarto oportunidades de gol.
O gol não demorou a sair. Aos 18min, Ary Borges abriu o placar. Ele aproveitou o cruzamento na medida de Debinha e fez o primeiro gol do Brasil na nona edição da Copa do Mundo.
Foto: Thais Magalhães/CBF
Em vantagem, a Seleção continuou pressionando. Aos 38 min, o lado esquerdo voltou a funcionar. A lateral Tamires cruzou para Ary Borges marcar o segundo. A goleira Bailey rebateu a bola na cabeçada da ex-atacante do Palmeiras, que empurrou para o gol na segunda oportunidade
A Seleção continuou melhor. Aos 3 min, Bia Zaneratto fez o terceiro gol. Ela aproveitou um bonito passe de Ary Borges e chutou forte sem chances de defesa.
Em seguida, Pia decidiu mexer no time. Ela tirou a lateral Antônia e as atacantes Debinha e Bia Zaneratto. Elas foram substituídas, respectivamente, por Bruninha, Gabi Nunes e Geyse.
Foto: Thais Magalhães/CBF
A Seleção continuou melhor e fez o quarto gol aos 24 minutos. Ary Borges aproveitou o cruzamento de Geysa e fez o seu terceiro.
Ary Borges foi o grande destaque da vitória brasileira e entrou para um seleto grupo a marcar três gols pelo Brasil em estreias de Copa do Mundo Feminina. Antes dela, apenas Pretinha (em 1999, contra o México), Sissi (também em 2019, contra o México) e Cristiane (em 2019, contra a Jamaica) fizeram o “hat-trick” no primeiro jogo de um Mundial.
Foto: Thais Magalhães/CBF
A Rainha Marta começou a partida no banco de reservas, mas entrou em campo aos 30 do segundo tempo para fazer história. Atuando em sua sexta Copa do Mundo Feminina, a brasileira igualou feito da nigeriana Onome Ebi e a canadense Christine Sinclair. As três ficam atrás apenas de Formiga, que jogou em sete Mundiais.
AGENDA
Em Adelaide, Seleção Feminina Principal estreia na Copa do Mundo Feminina: Brasil x Panamá –
Foto: Thais Magalhães/CBF
A Seleção volta a jogar pela Copa do Mundo no próximo sábado. A partida pode definir a classificação antecipada para a próxima fase do vencedor do confronto. A França eliminou o Brasil da Copa do Mundo de 2019. O time é comandado por Hervé Renard, que foi técnico da Arábia Saudita no Mundial do Qatar no ano passado.
Torneio será disputado com a presença de grandes nomes do tênis mundial
Com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), o Brasília Champions está de volta à capital federal com a presença de grandes jogadores do cenário mundial da modalidade. A competição ocorrerá nas quadras da PlayTennis, centro esportivo localizado na Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha), nos dias 28 e 29 de julho.
O Brasília Champions contará com a participação de estrelas internacionais do tênis, como Carlos Moyá, ex-número 1 do mundo; Nicolas Massú, ex-número 9 do mundo e medalhista olímpico; e Pablo Cuevas, ex-número 19 do mundo. Além disso, o torneio também convidou dois grandes nomes do tênis brasileiro: Bruno Soares, ex-número 2 do mundo em duplas; e Thomaz Bellucci, ex-número 21 do ranking mundial. Gilbert Klier Junior completa a lista de participantes – ele é o único brasiliense atualmente no circuito profissional de tênis.
“A parceria com o Brasília Champions fortalece nossa missão de promover o desenvolvimento do esporte na região, bem como valorizar o potencial esportivo da capital. A presença de atletas mundiais, sem dúvida, reforça a capacidade da cidade de sediar competições de alto nível”, destaca o secretário interino da pasta, Renato Junqueira.
O presidente da Associação Brasiliense de Apoio ao Esporte (Abae), Gelson Kleber, realizadora do evento, ressalta que o torneio colocou Brasília no calendário do tênis mundial, graças ao sucesso alcançado no ano anterior. “O Brasília Champions veio para ficar. Os amantes do tênis, mais uma vez, poderão ver em quadra grandes estrelas na Arena BRB”, reforça.
Festival Brasília Champions BRB
Além da competição principal, como forma de promover a prática esportiva educacional e fortalecer Brasília como um polo de tênis, será realizado paralelamente o Festival Brasília Champions BRB. O evento ocorrerá de 31 de julho a 3 de agosto e reunirá 320 crianças e adolescentes dos Centros Olímpicos e Paralímpicos (COPs) da Estrutural, de Planaltina, de Samambaia e São Sebastião.
Brasília Champions Kids BRB
O evento também contará com a realização do Brasília Champions Kids BRB, torneio para atletas de 8 a 11 anos, entre os dias 28 e 30 de julho. As crianças terão a oportunidade de jogarem ao lado das grandes lendas do tênis mundial.
Obras no estádio referência para a população do Gama incluem recuperação da parte estrutural, troca completa do gramado e da iluminação
O Estádio Walmir Campelo Bezerra, o famoso Bezerrão, no Gama, já tem um novo gramado. E as obras de restauração do local avançam para a última etapa, com a entrega da arquibancada, pintura nova e recuperação da parte estrutural.
De acordo com o chefe da Assessoria de Obras da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), Carlos Mohamed, cadeiras da parte leste também estão sendo trocadas, contabilizando 20 mil novos assentos.
O Estádio Bezerrão já conta com novo gramado, arquibancada, pintura nova e recuperação da parte estrutural – Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Mohamed afirma que foi feito um hidrojateamento para limpeza das grelhas e retirada de folhas. “Também estamos fazendo a cobertura de fissuras e cuidando da parte estrutural interna e externa. Em 15 dias, o gramado já estará possibilitado para uso, mas só poderemos liberar para o público após o resultado dos laudos feitos pelos órgãos de segurança”, destaca.
Os relatórios com os atestados de utilização são elaborados pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e Defesa Civil. O chefe da Assessoria de Obras pontua que a parte da segurança também está sendo cuidada, com a troca de mangueiras e iluminação, com novos holofotes para substituir os queimados.
Chefe da Assessoria de Obras da SEL, Carlos Mohamed: “Em 15 dias, o gramado já está possibilitado para uso, mas só poderemos liberar para o público após o resultado dos laudos feitos pelos órgãos de segurança”
“O Estádio Bezerrão faz parte da história da construção e desenvolvimento da cidade do Gama. Ele está no coração da população e, principalmente, dos torcedores. Estamos olhando com muito carinho para essa obra, porque em breve estaremos entregando à comunidade um estádio totalmente renovado e pronto para receber grandes jogos”, ressalta o secretário interino de Esporte e Lazer, Renato Junqueira.
Ainda na parte de reformas, a área externa do estádio será pintada com a tinta acetinada, um material com durabilidade maior. Além da manutenção dos elevadores, haverá a instalação dos novos gols e a marcação do gramado no padrão oficial. No total, é um investimento de R$ 3 milhões nas obras do estádio, com 50 empregos gerados.
Decreto define que, nos dias de jogos do Brasil, servidores iniciam atividades até duas horas após término da partida. Reposição das horas não será necessária, diz GDF
O governo do Distrito Federal assinou, na manhã de terça-feira (18), a medida que decreta ponto facultativo nos dias de jogos da Seleção Brasileira feminina de futebol na Copa do Mundo deste ano 🙋♀️⚽.
O decreto define que, nos dias de jogos do Brasil, os servidores iniciam as atividades até duas horas após o término das partidas. Veja como será:
⚽ Nos dias em que as partidas têm início até às 7h30: expediente terá início às 11h;
🥅 Quando as partidas se iniciam às 8h: trabalho terá início às 12h;
🏆 Não será necessário que os servidores façam reposição das horas.
“O dispositivo não se aplica às áreas de saúde, segurança, vigilância sanitária, fiscalização tributária, comunicação, assistência social, fiscalização de proteção urbanística, fiscalização do consumidor, de limpeza urbana, proteção urbanística, fiscalização do consumidor, de limpeza urbana, que deverão seguir as instruções das respectivas chefias”, diz o GDF.
O primeiro jogo do Brasil está marcado para segunda-feira (24), às 8h, contra o Panamá. A equipe brasileira disputa três jogos nesta primeira fase, um deles cai no final de semana — dia 29, contra a França (veja calendário abaixo).
Quando serão os jogos do Brasil na Copa do Mundo Feminina
Partida
Horário
Data
Brasil x Panamá
8h
24 de julho
Brasil x França
7h
29 de julho
Brasil x Jamaica
7h
2 de agosto
Caso a Seleção avance na Copa do Mundo, será publicado um novo decreto determinando o ponto facultativo para as demais partidas. Segundo o GDF, esta é a primeira vez que a participação do futebol feminino do país em um Mundial muda a rotina do servidor em Brasília.
A Copa do Mundo feminina de 2023 é sediada na Austrália e na Nova Zelândia, com abertura marcada para a próxima quinta-feira (20). Pela primeira vez, o campeonato terá 32 seleções. A final está prevista para 20 de agosto.
Equipes feminina e masculina terão incentivo da Secretaria de Esporte e Lazer para a próxima edição do torneio nacional
A Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) renovou o apoio ao Brasília Vôlei Esporte. As equipes masculina e feminina contarão com o incentivo da pasta para competir na próxima edição da Superliga 2023/2024. A parceria tem como objetivo fortalecer o clube e suas categorias de base, promovendo a prática esportiva ao representar o Distrito Federal em competições de alto nível.
O secretário de Esporte e Lazer substituto, Renato Junqueira, destacou a importância da parceria para fortalecer o esporte na capital. “O objetivo é fornecer as condições necessárias para que o Brasília Vôlei alcance o sucesso e represente o Distrito Federal nas competições de alto nível, promovendo a prática esportiva, além de elevar Brasília no cenário do voleibol nacional”, ressalta.
A parceria viabiliza a contratação de equipe técnica especializada para orientar os times durante a competição. Além disso, cobrirá os custos relacionados aos jogos realizados em outros estados, uniformização das equipes e ações realizadas nos jogos em Brasília.
O diretor do Brasília Vôlei, Flávio Thiessen, enfatiza que essa parceria é um elemento-chave para a consolidação do clube. “Esse apoio é fundamental para que o clube possa oferecer uma estrutura de alto nível, equiparada a qualquer outra equipe da Superliga. Isso não só permite o desenvolvimento dos jogadores, mas também proporciona jogos de qualidade e grandes momentos para o público de Brasília”, destaca. O clube conta atualmente com cerca de 80 atletas em suas categorias de base, que estão divididas entre Sub-16 e Sub-19.
Superliga
A Superliga é reconhecida como o principal torneio nacional da modalidade e será disputada de 30 de junho de 2023 a 2 de maio de 2024. Além do torneio, as equipes atendidas pelo projeto participarão de competições preparatórias, como o Campeonato Mineiro e a Copa Brasília de Voleibol, nas categorias adulto masculino e feminino. As competições servirão para o aprimoramento dos atletas, para que estejam em plenas condições de enfrentar os desafios da principal liga de voleibol do país.
Aproximadamente 200 alunos treinam no ginásio do Centro de Ensino Médio Setor Leste; colégio se destaca no esporte desde a década de 1980
É no tablado de uma das maiores e mais antigas instituições de ensino público do Distrito Federal que se revelam grandes atletas das ginásticas artística e olímpica. No ginásio de esporte de 800 metros do Centro de Ensino Médio Setor Leste, cerca de 200 estudantes treinam diariamente para a iniciação no esporte e para competições locais, nacionais e até mesmo internacionais.
O projeto da Secretaria de Educação (SEE) atende alunos de 6 a 12 anos da rede pública de ensino no contraturno escolar, por meio do Centro de Iniciação Desportiva (CID), desde a década de 1980. As aulas desenvolvidas no local incluem diversos níveis de ensino, que vão do iniciante até o alto rendimento. O espaço com todos os equipamentos específicos para a prática esportiva permite que as crianças e adolescentes aprendam e se desenvolvam na ginástica.
O projeto da Secretaria de Educação atende alunos de 6 a 12 anos da rede pública de ensino no contraturno escolar – Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília
“Toda a iniciação é feita na primeira infância, e elas vão subindo de nível conforme praticam. Cada turma tem no mínimo dez crianças, sendo uma professora por turma, para desenvolvermos todas as habilidades necessárias. Atualmente, temos 18 turmas. É um programa de desenvolvimento, em que os alunos começam na iniciação, seguem para o intermediário, aperfeiçoamento, pré-equipe e equipe. O nosso foco é a iniciação desportiva”, explica a professora Tatiana Freire.
A educadora enfatiza, ainda, que todas as habilidades motoras necessárias para as crianças na primeira infância são ensinadas e praticadas nas aulas de forma lúdica, prazerosa e contínua. “Instruímos todas as aptidões básicas, como lateralidade, força, equilíbrio, flexibilidade, além de orientação espaço – temporal e ritmo. Tudo isso com estímulo e acompanhamento em um ambiente privado, orientado e com cuidado. Se todos os pais soubessem, essa [ginástica artística] seria a primeira atividade que as crianças fariam; elas saem pronta para qualquer outra”, destaca Freire.
Apesar de ter como foco a iniciação, não é de hoje que o espaço forma grandes atletas na cidade. “Hoje, o grupo masculino tem obtido grandes resultados nas competições das quais participam, como no campeonato brasileiro, eles visam ao alto rendimento, e treinam aqui duas vezes na semana com a nossa aparelhagem, pois temos equipamentos que permitem chegarmos na essência do treinamento”, ressalta a professora.
As competições fazem parte da rotina de todos os alunos em todos os níveis de ensino. De acordo com as professoras do espaço, as atletas participam de provas pelo menos três vezes ao ano. De lá já saíram representantes que disputaram torneios como a Copa do Mundo de Ginástica e o Pan-Americano, entre outros, . assim como ginastas que foram contratados para as equipes dos clubes do Flamengo, Minas Tênis e Pinheiros.
Diversão e amor
A atleta de 14 anos Ana Lúcia Biagini frequenta o ginásio desde os 4 anos e, em breve, representará Brasília nos Jogos da Juventude 2023, na faixa etária de 13 a 15 anos, entre 1º e 16 de setembro, em Ribeirão Preto (SP). A jovem conquistou a vaga nos Jogos Escolares do Distrito Federal (JEDF), seletiva para a competição nacional, neste mês.
Ela conquistou o primeiro lugar no individual geral, na barra paralela e no salto. Além disso, ficou em segundo lugar no solo. “Eu praticamente nasci aqui no ginásio e ficarei até quando der. Participo de competições desde os 10 anos e apesar de ficar muito nervosa, as colegas são muito boas, faço por diversão”, diz a estudante.
No caso de Ana Lúcia, o velho ditado “filho de peixe, peixinho é” se aplica muito bem. Ela é filha da professora de ginástica do Setor Leste Tatiana Biagini, que há 33 anos bate ponto diariamente no ginásio. “Entrei em 1984 para iniciar as aulas de ginástica, com 8 anos, fiquei como atleta até os 14 e depois comecei um estágio para ajudar a dar aulas para as crianças menores. Só fiquei afastada seis anos, assim que ingressei na Secretaria de Educação como professora de educação física. Voltei em 2003 e estou até agora. Eu amo esse lugar”, declara a professora.
É com esse amor que Biagini se dedica exclusivamente às alunas e tem se engajado nesse processo para formação de mais alunos, professores e atletas. “Minha relação com as meninas é além do ginásio, eu sou aquela que leva para as competições, para os passeios e para casa. Procuro contribuir para formar um ser humano completo. É uma relação de confiança. E nesse processo formamos alunos e professores, repassando assim, todo o nosso conhecimento”, completa a professora.
Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília
Como se inscrever
As inscrições são feitas no início do ano letivo da Secretaria de Educação e diretamente com as três professoras responsáveis pelo ginásio. Alunos de escolas particulares podem se inscrever em vagas remanescentes. “A idade limite para se inscrever é 12 anos, mas, quando o aluno se destaca, segue treinando mesmo mais velho”, destaca a também professora Kelma Lucci.
Alunos do Setor Leste, mesmo que tenham mais de 12 anos de idade, podem treinar no horário da aula de educação física. É o que faz Maria Clara Batista, 15, aluna do 1° ano do ensino médio. “Sempre gostei de esporte, e na ginástica me desenvolvi mais. Faço no horário da educação física e é muito bom”, conta.