Prevenir crises na saúde e evitar as longas filas e falta de leitos para atendimento. Esse é o objetivo do Projeto de Lei dlo deputado Distrital Joaquim Roriz Neto (PL), que estabelece o protocolo para enfrentar crises sazonais na saúde.
De acordo com a redação proposta pelo parlamentar, se aprovada, a nova lei estabelece mecanismos que facilitarão a atuação do governo nos períodos críticos para o sistema de saúde. “Meu avô já dizia, prevenir é melhor que remediar”, recorda Roriz Neto.
“Se todos os anos enfrentaremos problemas com a dengue no período chuvoso, assim como as alergias e crises respiratórias durante a seca, já temos que nos adiantar. Por isso proponho a elaboração de um protocolo para evitar superlotações e o caos no serviço de saúde”, detalha.
Ainda de acordo com o distrital, é fundamental pensar em um cronograma das doenças mais comuns em cada período. “Esse protocolo reflete diretamente na situação das emergências. A população não merece chegar a uma unidade de saúde e ter que esperar por um dia inteiro, agravando ainda mais a doença”, pondera.
Entre as medidas a serem adotadas, destacam-se um melhor planejamento para distribuição de vacinas, contratação de carros fumacê, além de previsões legais para a instalação de hospitais e tendas de campanha e contratação de profissionais temporários para a saúde.
Espaços auxiliarão na inclusão digital e na geração de emprego para pessoas de baixa renda
Agora é pra valer! Foi publicada nesta quinta-feira (11), a Lei 7.396/2023, que cria os Centros de Tecnologia no Distrito Federal. De autoria do deputado Joaquim Roriz Neto (PL), o instrumento tem como objetivo garantir à população de baixa renda ampla acessibilidade aos recursos tecnológicos, ampliando as possibilidades de geração de trabalho e renda. O texto foi aprovado em dezembro e sancionado pela governadora em exercício, Celina Leão.
De acordo com o parlamentar, os centros possibilitarão às parcelas mais vulneráveis o acesso a espaços com equipamentos como computadores e impressoras, possibilitando a execução de diversos trabalhos. “A Lei garante um equilíbrio entre as pessoas de classe média e alta com os moradores de regiões mais carentes. Por vezes, muitas pessoas, principalmente as mais jovens, são excluídas do mercado de trabalho por não possuírem condições tecnológicas para desempenhar determinadas funções. Os centros suprem essa lacuna”, explica.
Os centros serão instalados em espaços com infraestrutura física, móveis, pontos de energia e internet para os usuários, assim como disponibilização de computadores, impressoras, scanners e copiadoras em quantidade suficiente para atender à população. Poderão acessar os centros pessoas de baixa renda e caberá ao Poder Executivo regulamentar o tempo máximo de uso dos equipamentos.
Ainda de acordo com o autor da Lei, os centros desempenharão um importante papel de inclusão, tanto digital quanto profissional. “Muitas famílias no Distrito Federal não têm condições de ter, em sua residência, um computador com acesso à internet para fazer entrevistas de emprego, para trabalhar remotamente ou, até mesmo, para estudar e se profissionalizar”, completa Joaquim Roriz Neto.
A Lei terá o prazo de 90 dias para entrar em vigor após a regulamentação.
Sessão solene na Câmara Legislativa nesta segunda-feira (4) destacou Hran como referência em unidades de Queimados, Fissurados, Transplante de Pele, entre outros
Nesta segunda-feira (4), o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) completou 39 anos de existência. Para celebrar a data, foi realizada uma sessão solene na própria unidade, promovida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Houve apresentação musical, bolo e entrega de moção de louvor a servidores.
Representando a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Luciano Agrizzi, destacou que o momento é especial para reconhecer não apenas a passagem do tempo, mas também a missão do hospital em servir a comunidade. “Ao longo dessas quatro décadas, o Hran se estabeleceu como um farol de esperança, oferecendo cuidados excepcionais em diversas especialidades médicas. De queimaduras à cirurgia bariátrica, de pediatria à geriatria. Cada serviço reflete a busca incessante por proporcionar o melhor atendimento aos pacientes”, afirmou durante o evento proposto pelo deputado distrital Jorge Viana (PSD).
A unidade conta atualmente com 81 leitos de pronto-socorro nas áreas de cirurgia geral, cirurgia plástica, clínica médica, odontologia, ginecologia e obstetrícia, oftalmologia, pediatria, queimado; e 286 para internações em outras especialidades. Além de focar no cuidado e na cura, o Hran possui ainda função de Hospital de Ensino, credenciado pelos ministérios da Educação (ME) e da Saúde (MS). O Ambulatório de Mola, por exemplo, é referência em formação de futuros profissionais de medicina e de residentes que desejam aprender técnicas de tratamento à chamada “mola hidatiforme” ou “gestação molar” – doença com causas ainda desconhecidas, que ocorre quando há fecundação anormal do óvulo.
Vânia Costa: Paciente é acompanhada desde 2019 pela equipe da Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), após sofrer um acidente doméstico e queimar 18% de seu corpo
“O Hran é uma instituição de grande complexidade de serviços e que possui atuação exemplar de seus profissionais, com ampla atenção assistencial à população do DF. Merece todas as homenagens”, enfatizou Viana.
Modelo de assistência
Da urgência à reabilitação, o Hran é referência em diversos serviços, especialmente no atendimento a vítimas de queimaduras. A Unidade de Queimados recebe, por ano, cerca de 3 mil pacientes, cuja média de internação é de 10% (cerca de 300 casos anuais). As pessoas atendidas recebem cuidados de uma equipe multidisciplinar, mesmo após a alta hospitalar.
É o caso de Vânia Costa, 56, que sofreu um acidente doméstico em 2019 e teve 18% do corpo queimado. “Sempre fui muito bem atendida aqui, a equipe é excelente. Faço fisioterapia e sou acompanhada pelo menos a cada seis meses com dermatologista. Todos aqui trabalham com muito amor e carinho”, avaliou.
Submetida à cirurgia bariátrica em 2022 no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Tatiany Alves continua a ser acompanhada por equipe multidisciplinar da unidade
No início deste ano, seis médicos do Hran receberam do MS a autorização para fazer transplantes de pele. O procedimento já era realizado, mas por meio de concessões emergenciais. Com a anuência, a equipe da Secretaria de Saúde (SES-DF) pode agora solicitar diretamente aos bancos de pele e, de forma inédita, coletar pele de doadores de tecidos – assim como ocorre com coração, rins e córnea, por exemplo.
Dentre os serviços que são referência no Hran está também o Ambulatório de Cirurgia Bariátrica. Paciente da unidade, Tatiany Morais, 49, é acompanhada por equipe multidisciplinar desde antes de seu procedimento cirúrgico, em outubro de 2022. “Consegui emagrecer 67 quilos e sigo tendo consultas regularmente com toda a equipe, incluindo nutricionista, cirurgiã e dermatologista. São todos maravilhosos, me atendem superbem, com humanização. Estou muito feliz com os meus resultados”, avaliou.
Já o Serviço Multidisciplinar de Atendimento aos Fissurados do Hran, há 20 anos no DF, é modelo não apenas na capital, mas em toda a região Centro-Oeste. O ambulatório possui equipe interdisciplinar de 17 profissionais, como cirurgiões plásticos, cirurgiões dentistas e fonoaudiólogos, psicólogos, médicos pediatras, otorrinolaringologistas, nutricionistas, dentistas, enfermeiros e técnicos em enfermagem. As fissuras labiopalatinas são as malformações congênitas mais comuns entre as que ocorrem na cabeça e no pescoço. Estima-se que, no mundo, ocorra um caso de fissura a cada 700 nascimentos.
Outro destaque no hospital é o Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (CrisDown), que comemorou uma década de funcionamento em abril deste ano. Modelo nacional no tratamento de pessoas com a síndrome, a unidade traz em sua trajetória o acolhimento a cerca de 2.100 famílias.
Para o público masculino, a referência é o Ambulatório de Andrologia e Saúde do Homem. O local atende pacientes de todo o DF, encaminhados via Complexo Regulador. Mensalmente, é realizada uma média de 140 consultas.
Único hospital a trabalhar com intervenções do tipo, o Hran é também modelo em cirurgia de catarata e glaucoma congênitos em crianças e adolescentes. Um dos ambulatórios de oftalmologia da unidade é exclusivo ao atendimento de pacientes de até 15 anos.
Covid-19
No período da pandemia, o hospital foi a referência no atendimento a casos de coronavírus dentro da capital. Um reflexo da atuação dos profissionais, segundo o superintendente da Região de Saúde Central, Paulo Roberto da Silva Júnior, presente na solenidade de comemoração. “Os trabalhadores do hospital mostraram sua dedicação e seu amor pela profissão. Éramos, na época, linha de frente da atenção e do cuidado ao paciente com covid-19. Vivemos momentos inimagináveis e desafiadores. Agradeço a todos pela garra.”
Iniciativa pretende normatizar os procedimentos, ampliando a oferta de áreas para habitação de interesse social. PLC seguirá para sanção do governador Ibaneis Rocha
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei Complementar (PLC) n° 25/2023, que pela primeira vez consolida as normas para os procedimentos de parcelamento do solo urbano no DF. De autoria do Poder Executivo, a medida trata de todas as etapas da aprovação de um projeto urbanístico, incluindo, além do licenciamento urbanístico, o registro cartorial, a fiscalização e as sanções. A iniciativa tem como um dos principais objetivos ampliar a oferta de áreas para habitação de interesse social.
O texto passou na Casa por unanimidade de votos dos deputados presentes na sessão extraordinária, sendo celebrado pelos movimentos sociais de habitação presentes na galeria da CLDF. Agora, o PLC seguirá para sanção do governador Ibaneis Rocha.
Elaborada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a proposta traz mais celeridade na aprovação de novos parcelamentos, ampliando a oferta de moradia digna em áreas que já nascem planejadas, beneficiando, em especial, a população de baixa renda.
“É um projeto extremamente importante para conseguirmos, de uma vez por todas, ofertar moradia de interesse social o quanto antes, destravando esse processo de parcelamento do solo, trazendo inovações na lei e, principalmente, beneficiando a população que mais precisa dessa medida”, comemorou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, que acompanhou pessoalmente a votação.
A medida também viabilizará a participação da iniciativa privada no desenvolvimento de habitações sociais, simplificando o processo de parcelamento para essas habitações. Além disso, destinará parte da verba arrecadada com algumas contribuições, taxas e contrapartidas para o Fundo Distrital de Habitação de Interesse Social (Fundhis).
Ao mesmo tempo, tem como demais objetivos prevenir a expansão de assentamentos urbanos informais, propiciar o pleno desenvolvimento das funções sociais da propriedade urbana e o uso socialmente justo e ecologicamente sustentável do território, garantir a eficiência dos processos de parcelamento, além de proporcionar o desenvolvimento urbano do território de forma ordenada e compatível com as normas de planejamento urbano do Distrito Federal.
“Esse PLC é de extrema importância para avançar nos programas habitacionais do DF. Parabenizo a presença de todos nesse momento fundamental para a população do Distrito Federal”, disse o presidente da CLDF, Wellington Luiz.
Também presente na votação, o representante da Federação dos Inquilinos do Distrito Federal, Francisco Dorion, acredita que a proposta muda significativamente a história da política habitacional do DF. “Agora temos um instrumento legal para fazer parcelamento urbano no Distrito Federal, ajudando os mais necessitados de uma moradia”, destacou.
Como previsto na proposta, para ser criado um parcelamento do solo, a área – que pode ser pública ou privada – deve estar em conformidade com o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot). O PLC também define as modalidades de parcelamento, que podem ser loteamento ou desmembramento.
As mudanças são necessárias, uma vez em que as regras atuais se baseiam na antiga Lei Distrital n° 992/95, que precisavam ser atualizadas e adequadas à realidade do Distrito Federal.
Combate à grilagem
A proposta traz mais celeridade na aprovação de novos parcelamentos, ampliando a oferta de moradia digna em áreas que já nascem planejadas – Foto: Anderson Parreira/ Agência Brasília
Os distritais também comemoraram a aprovação da medida. Para a deputada Paula Belmonte, a proposta será um marco no Distrito Federal. “A moradia traz dignidade, e que possamos fazer desse PLC um marco no combate à grilagem”, declarou.
Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF), Marcelo Fagundes, o projeto de lei incentiva aqueles que pretendem empreender na construção de habitações de interesse social, pois inibe a criação de ocupações informais em áreas públicas destinadas para esse fim.
“Muitas áreas públicas para empreendimentos sociais estão sendo invadidas. Esse projeto é um basta na grilagem, na medida que cria regras e instrumentaliza o Estado, para que ele possa combater dentro de um normativo. Acreditamos que isso vai combater a grilagem e, a partir daí, teremos mais unidades habitacionais para atender os que mais precisam”, ponderou Marcelo Fagundes.
Novidades
Uma das principais novidades trazidas pelo PLC é a proposta de gestão integrada do licenciamento de projetos urbanísticos, que terá a participação aproximada de 11 órgãos.
Também será criado um comitê de gestão para o acompanhamento das prioridades. As medidas integram as metas do Governo do Distrito Federal (GDF) para a área de desenvolvimento urbano, previstas até 2026.
Outra novidade é a criação da licença urbanística, que é uma figura nova na legislação do DF. Diferente do que ocorre atualmente, em que os interessados precisam levar diversos documentos ao cartório comprovando que o projeto de parcelamento foi aprovado, a licença urbanística demonstrará que todas as etapas referentes à aprovação foram cumpridas. Será necessário que o parcelador leve apenas esse documento para o cartório para registro do parcelamento, simplificando os procedimentos.
Cerca de 400 pessoas participaram da Audiência Pública proposta pelo deputado Joaquim Roriz Neto (PL), na noite de terça-feira (12), no plenário da CLDF
Se depender da população, os Restaurantes Comunitários passarão a se chamar, oficialmente, Rorizão. Na noite desta terça-feira (12), cerca de 400 pessoas disseram sim à mudança do nome dos estabelecimentos durante audiência pública no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A alteração da nomenclatura é uma proposta do deputado Distrital Joaquim Roriz Neto (PL).
Foto: Hugo Batista
Inaugurado em 2001, o programa conta com 15 unidades, distribuídas em 14 Regiões Administrativas. Desde 2019, atendendo a um pedido da população, o restaurante de Samambaia passou a se chamar, oficialmente, Rorizão. No entanto, em todas as cidades, a população refere-se aos estabelecimentos pelo apelido, dado em alusão ao idealizador do projeto, o ex-governador Joaquim Roriz.
De acordo com o autor do projeto de mudança do nome, a proposta consiste apenas da oficialização. “Todos se referem aos restaurantes como Rorizão. Seja em Samambaia, Recanto das Emas, Brazlândia, Estrutural ou em qualquer uma das cidades. Portanto, o projeto apenas oficializaria o nome”, destaca Joaquim Roriz Neto.
Em 2022, mais de 10 milhões de refeições foram fornecidas pelos restaurantes. O programa é apontado por Roriz Neto como a principal ferramenta do Estado na estratégia de combate à fome.
A realização de Audiência Pública é uma das etapas obrigatórias para a mudança do nome de logradouros ou equipamentos públicos. Participaram do evento o secretário Executivo da Secretaria de Projetos Especiais, Sérgio Cardoso, o administrador de Sobradinho II, Diego Matos, e o administrador de Samambaia, Marcos Leite.
Proposta pelo deputado Joaquim Roriz Neto, Audiência Pública será realizada nesta terça-feira (12), às 19 horas, no plenário da Câmara Legislativa
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoverá, nesta terça-feira (12), às 19 horas, Audiência Pública para discutir a mudança do nome de todos os Restaurantes Comunitários para Rorizão. Desde a inauguração da primeira unidade, em 2001, os estabelecimentos, que fornecem almoço a R$ 1, são chamados popularmente de Rorizão, em alusão ao ex-governador Joaquim Roriz, idealizador do programa. A autoria do projeto de lei que discute a alteração é do distrital Joaquim Roriz Neto (PL).
Em 2019, o restaurante de Samambaia, primeiro a ser aberto, passou a se chamar, oficialmente, Rorizão. No entanto, nas 14 Regiões onde o estabelecimento está presente, é conhecido popularmente pelo apelido.
De acordo com o autor da proposta, os Restaurantes Comunitários exercem papel fundamental na estratégia de combate à fome. “Em 2022, os Rorizões forneceram mais de 10 milhões de refeições à população. Uma alimentação saudável e a preço acessível – R$ 0,50 café da manhã, R$ 1 almoço e R$ 0,50 jantar – sem a qual famílias em situação de vulnerabilidade não teriam condições de se alimentar”, explica Roriz Neto.
O distrital salienta que a mudança deve-se, principalmente, a um pedido da população, que já se acostumou ao nome Rorizão, para se referir aos Restaurantes Comunitários. “Basta fazer uma pesquisa em frente aos restaurantes e questionar para onde eles (os usuários) estão indo. A resposta é clara: Rorizão. Até mesmo pela facilidade do nome. É raro encontrar alguém falando que vai almoçar no Restaurante Comunitário”, explica.
A consulta popular, por meio de Audiência Pública, é um dos requisitos obrigatórios para o processo de nomenclatura de equipamentos, prédios, ou logradouros públicos.
Atualmente, o Distrito Federal possui 15 unidades do Restaurante Comunitário: Samambaia, Brazlândia, Ceilândia, Estrutural, Gama, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho e duas no Sol Nascente.
Medida foi publicada nesta terça-feira (5), no Diário Oficial da Casa. Servidores do governo do DF também terão ponto facultativo na quarta e na sexta-feira (8), por causa do 7 de setembro
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) decretou ponto facultativo para quarta-feira (6), véspera de feriado de 7 de Setembro. A medida foi publicada nesta terça-feira (5), no Diário Oficial da Casa.
Os servidores do governo do DF também terão ponto facultativo na quarta e na sexta-feira (8). A medida foi confirmada pelo governador Ibaneis Rocha, na segunda-feira (4), após o Executivo voltar atrás da decisão que mantinha o expediente nos dias próximos ao feriado de Independência.
Já os servidores federais que atuam na capital vão trabalhar, após o governo federal decidir retomar o expediente. Na última sexta-feira (1º), o governo federal confirmou que não haveria expediente na quarta-feira (6).
No entanto, nesta segunda-feira (4), uma publicação em edição extra no Diário Oficial manteve o expediente até as 17h na véspera do feriado. A decisão vale para os órgãos e entidades da administração pública federal localizadas na Esplanada nos Ministérios e no Palácio do Planalto.
Fechamento da Esplanada
Esplanada dos Ministérios fechada, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução TV
O trânsito na Esplanada dos Ministérios vai ser interrompido, a partir das 21h de quarta-feira, para a organização do desfile em comemoração ao 7 de Setembro.
O bloqueio ocorre entre a alça leste da Rodoviária do Plano Piloto e o 1º Grupamento de Bombeiro Militar.
A partir das 6h de quinta-feira, o trecho entre o 1º Grupamento do CBMDF, passando pela L4 Sul, até as proximidades da Ponte JK (sentido Plano Piloto – Lago Sul), fica suspenso para abrigar os veículos blindados que irão participar do desfile.
As vias N3 e S2 terão trânsito livre, assim como o Buraco do Tatu (ligação entre Asa Sul e Norte, próximo à Catedral).
Valor de até um salário mínimo será destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade econômica
O Governo do Distrito Federal (GDF) encaminhou, nesta quarta-feira (16), um projeto de lei à Câmara Legislativa (CLDF) que estabelece medidas de assistência financeira, em caráter temporário, aos órfãos de feminicídio. Intitulado Programa Acolher Eles e Elas, o auxílio será de até um salário mínimo (R$ 1.320) por criança ou adolescente, de acordo com a disponibilidade orçamentária.
Para ter acesso ao benefício, é preciso cumprir os seguintes requisitos: ter ficado órfão em decorrência do feminicídio, ser menor de 18 anos ou estar em situação de vulnerabilidade até os 21 anos, residir no DF por no mínimo dois anos e comprovar estar em situação de vulnerabilidade econômica.
O programa tem como objetivo suprir necessidades básicas dos beneficiários, como alimentação, moradia, educação, saúde e acesso à cultura e ao lazer. Conforme avalia o governador Ibaneis Rocha, a medida é importante para o fortalecimento da rede de apoio ofertada pelo GDF.
“Trabalhamos nesse projeto de lei desde a força-tarefa de combate ao feminicídio, lançada no início do ano, e agora encaminhamos para que a Câmara Legislativa vote em regime de urgência. Tenho certeza que os nossos deputados vão apreciar o projeto o quanto antes para que possamos estabelecer essa medida e assim oferecer um apoio financeiro aos órfãos do feminicídio. Nosso governo vai trabalhar e apoiar cada iniciativa que busque amparar as famílias e seguir combatendo esse crime contra as mulheres”, afirmou o governador.
Além do auxílio, o governo local vai promover novas ações de sensibilização, divulgação e orientação à população sobre a importância do combate ao feminicídio. Caberá ainda a divulgação do programa e os direitos dos beneficiários. Parcerias com entidades públicas e privadas também fazem parte do programa, como medida para ampliar a rede de apoio e oferecer eventuais oportunidades de capacitação profissional.
As despesas do programa vão sair do orçamento da Secretaria da Mulher (SMDF). “Além das mulheres que perdem suas vidas de maneira cruel e injusta, há também os órfãos, aqueles que perdem suas mães, seus pilares de amor e proteção, para a violência de gênero. Essas crianças e jovens são as vítimas silenciosas de um crime hediondo que deixa cicatrizes emocionais e psicológicas por toda a vida”, reforça a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.
Ação terá início nesta segunda-feira (14), em função de serviços relacionados a drenagem e pavimentação
Em função das obras de infraestrutura, o Trecho III do Sol Nascente será interditado, a partir desta segunda-feira (14). Serão executadas obras de pavimentação e drenagem em 500 metros da Avenida Comercial, sentido entrada Sol Nascente, próximo ao supermercado Trem Bom.
Os motoristas devem ficar atentos ao desvio adotado na via de sentido contrário, rumo à saída do Sol Nascente, com uma faixa disponível para trânsito.
A operação terá acompanhamento do Detran, e os serviços contam com a estimativa inicial de durar cerca de 20 dias. Não há previsão de alterações no transporte público.
Toda a Avenida Comercial será dotada de infraestrutura. Os serviços serão realizados em trechos pequenos para minimizar o impacto no trânsito e no comércio da região. “Iniciamos um trecho, realizamos os serviços, liberamos e fechamos outro trecho até concluir toda a extensão da via”, explicou o engenheiro da Secretaria de Obras Alex Sidney Costa Silva.
A necessidade de interdição da via se dá em função da profundidade das redes de drenagem, superior a 4 metros, o que exigirá bocas de vala de até 6 metros. “Precisamos garantir a segurança dos funcionários e de todas as pessoas que circulam pela região. Por isso, optamos pelo fechamento total de um dos lados da via”, complementou o engenheiro.
Crime teria acontecido em boate do Setor de Indústrias Gráficas, em março; segundo mulher, deputado Daniel Donizet (PL) também estava no local. Parlamentar e assessor negam acusações e afirmam que ‘inquérito está sob sigilo’
Uma garota de programa denunciou um assessor do deputado distrital Daniel Donizet (PL) por agressão. Segundo a mulher, o crime ocorreu em uma boate no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), em março passado.
De acordo com a vítima, o assessor Marco Aurélio Oliveira Barboza bateu no rosto dela, e estava muito bêbado. A mulher conta que mora em São Paulo e que esteva em Brasília a trabalho.
A defesa de Marco Aurélio diz que inquérito está em fase inicial e que, por estar em sigilo, não pode dar informações. Mas afirma que “ao final será comprovado que o assessor não cometeu nenhum crime”. O deputado também nega as acusações (veja mais abaixo nota do deputado Daniel Donizet).
Segundo a jovem, no dia 22 de março ela foi até a boate onde afirma ter conhecido o deputado, o assessor Marco Aurélio Oliveira Barboza e um terceiro homem que estava no grupo. Conforme o depoimento à Polícia Civil, os três fecharam um programa com ela e outras duas garotas, e os seis foram no mesmo carro para um motel na Candangolândia.
Boletim de ocorrência de mulher que denunciou ter sido agredida por assessor de deputado distrital do DF — Foto: Reprodução
“Chegando lá, cada uma foi com o seu par. Eu fui com o Marco Aurélio e, durante o ato sexual aconteceu um crime gravíssimo, onde ele começou bater no meu rosto violentamente porque ele estava muito bêbado, não só ele, mas os outros”, diz a mulher.
A garota de programa registrou ocorrência de lesão corporal na 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, onde fez exame de corpo de delito.
“Foram constados, se eu não me engano, dez ou onze lesões corporais, não só no olho, mas no corpo todo”, conta a mulher.
As agressões
No depoimento à Polícia Civil, a jovem disse que ficou com Marco Aurélio no mesmo quarto que o restante do grupo. Segundo ela, ninguém tentou parar as agressões.
“Eu pedindo para ele parar e ele não parava, ele começou a acertar o meu olho, a machucar o meu olho, ele não parava, e tirou a camisinha. Todos omitiram socorro, inclusive o Daniel Donizet”, diz a mulher.
Marco Aurélio é comissionado e trabalha no gabinete de Daniel Donizet. Segundo o Portal da Transparência da Câmara Legislativa do DF (CLDF), em abril deste ano ele recebeu um salário líquido de R$ 17,2 mil.
Salário do assessor de deputado distrital do DF denunciado por agressão, de acordo com o Portal da Transparência — Foto: Reprodução
“Me senti coagida, né? Sabia que se tratavam de autoridades, até mesmo as meninas ficaram com medo de alguma reação. Então, eu não reagi, não chamei a polícia no momento”, conta a mulher.
Ela afirmou ainda que o assessor a enforcou e a segurou com força, pelos braços, além de tentar ter relação sexual sem camisinha, contra a vontade dela.
O caso foi transferido para 11ª Delegacia de Polícia, no Núcleo Bandeirante. A reportagem pediu atualização da ocorrência à Polícia Civil por duas vezes, mas a polícia respondeu que não tem acesso a esses procedimentos e que não poderia passar as informações.
O que diz o deputado Daniel Donizet?
Em nota, o deputado Daniel Donizet disse que “se trata de uma denúncia infundada e comprovadamente falsa”. Segundo o parlamentar, o inquérito da polícia concluiu que não houve agressão por parte de Marco Aurelio, e que não houve participação do deputado Daniel Donizet no caso.
“Diante da comprovação de inocência, Marco Aurélio segue lotado no gabinete do deputado Daniel Donizet”, diz o parlamentar.
Questionada sobre o que seria a comprovação de inocência, a assessoria do deputado não respondeu. No fim da tarde, a equipe mandou uma nova nota afirmando que, na verdade, o inquérito está em segredo de justiça e, por isso, não pode passar mais informações.