Categoria: Cidades

  • Ipês brancos florescem antes do tempo

    Ipês brancos florescem antes do tempo

    Variações climáticas estão entre as principais causas da floração atípica deste na cidade

    Depois de os ipês roxos encantarem os brasilienses por duas vezes neste ano em um raro fenômeno, além dos amarelos também florescerem fora da época de costume, foi a vez dos ipês brancos darem o ar da graça antes da hora. Ao andar pelas ruas de Brasília, é possível avistar as flores brancas dos ipês, espalhadas na grama seca e dando contraste ao céu azul da cidade.

    De acordo com Silmary de Jesus, professora de ecologia aplicada da Universidade do Distrito Federal (UnDF), a floração atípica se deve, principalmente, a mudanças climáticas ocorridas recentemente, como os períodos de chuva irregulares e o aumento e diminuição brusca da temperatura na região Centro-Oeste.

    “Esses gatilhos ambientais afetam a floração. Os fatores não programados, como o período de julho muito frio que tivemos e essas novas temperaturas, influenciam na fisiologia das plantas e podem causar estresse. Elas entendem como se fosse uma corrida pela sobrevivência”, explica a bióloga.

    Além da resposta do ipê roxo a esses fatores climáticos, outra sinalização também é a sobreposição do ipê amarelo com o branco, florescendo no mesmo período. Segundo a professora, isso acontece por serem de espécies muito próximas e do mesmo gênero (tabebuia). Logo, tendem a se comportar com similaridades.

    Conservação dos ipês

    Foto: Geovana Albuquerque / Agência Brasília

    Atualmente, existem cerca de 270 mil ipês de cores variadas espalhados por todas as regiões administrativas do DF. A próxima temporada de plantio começa em outubro e outras 40 mil mudas serão plantadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) em toda cidade.

    O diretor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva, lembra que a instituição coleta as sementes de matrizes que são cultivadas em um raio de 400 km, área que pega o Distrito Federal e parte do Entorno. “Essas árvores são acompanhadas ao longo do ano, com técnicos sempre de olho na ocorrência de qualquer praga ou fungo”, afirma.

    As sementes passam por um processamento antes de serem cultivadas e, quando as mudas completam três anos de manejo, saem dos viveiros da Novacap para o plantio. “Elas vão em um porte que varia de 80 cm a 1,5 m. É a partir do terceiro ou quarto ano que as árvores já começam a florir”, destaca o diretor.

  • Pinheiros retirados do Parque da Cidade serão leiloados

    Pinheiros retirados do Parque da Cidade serão leiloados

    Todo o valor do leilão dos pinheiros do Parque da Cidade será enviado ao Tesouro do Distrito Federal. Retirada ocorreu por questão de segurança

    Os 1.628 pinheiros que serão retirados dos estacionamentos 4 e 5 do Parque da Cidade terão o leilão como destino. Todo o valor que o Executivo receberá por eles será convertido para o Tesouro do Distrito Federal. O trabalho de retirada das árvores começou na manhã de quinta-feira (3/8).

    Um dos motivos para a remoção das árvores é a deterioração. O governo do DF aponta que os pinheiros foram feitos para durar 20 anos, mas muitos já têm mais de 40. Como elas não são nativas do cerrado, além do risco de queda, rachaduras, buracos, ferimentos, fungos, brocas, cupins, entre outros, a solução adotada foi tirar os pinheiros para a segurança da população.

    Após a retirada, os pinheiros serão substituídos por espécies típicas e outras adaptadas ao bioma do Distrito Federal. A decisão foi tomada em conjunto, pelo grupo de trabalho composto pelas secretarias de Esporte e Lazer do DF (SEL) — que administra o Parque da Cidade — e de Cultura e Economia Criativa (Secec), além da Novacap, responsável pela supressão das árvores e futuro plantio, e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que elaborou o plano de manejo.

    Entre as espécies que serão plantadas no lugar dos pinheiros, estão árvores nativas e não nativas do cerrado, como sibipiruna, apuí, abricó-de-macaco, unha-de-vaca e juá, conforme o projeto original de Burle Marx. Essas árvores costumam atingir cerca de 20 metros. De acordo com o GDF, o sombreamento deve começar a partir do quarto ano do plantio e atingir o ápice a partir dos 10 anos após a implantação.

    Tragédia

    No Dia das Mães de 2022, o adolescente Pedro Miguel Rodrigues Cardoso, à época com 15 anos, foi atingido na cabeça por um pinheiro de 20 metros no Parque da Cidade. Com o impacto, o menino sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi internado. Outra vítima teve a perna fraturada. Atualmente, Pedro Cardoso é tetraplégico e respira com a ajuda de aparelhos, devido ao impacto do acidente.

    Fonte: CB

  • Ciclovia que liga Núcleo Bandeirante e Candangolândia amplia malha do DF

    Ciclovia que liga Núcleo Bandeirante e Candangolândia amplia malha do DF

    Governo investiu R$ 1,3 milhão na obra completa, que conta com segurança de guard rails e iluminação com LED nos 3,3 km de extensão

    Dona da segunda maior malha cicloviária do país, a capital federal tem uma nova pista para uso de ciclistas e de pedestres. Neste sábado (5), o Governo do Distrito Federal (GDF) entregou a nova ciclovia que liga o Núcleo Bandeirante à Candangolândia, batizada de Abdel Rauf Hassan Husni Karajah, em homenagem ao ex-administrador das duas regiões.

    A cerimônia contou com a presença do governador Ibaneis Rocha, que, antes de inaugurar a pista, pedalou pela estrutura. “É uma alegria muito grande estar aqui. Desde o ano passado o deputado Hermeto vinha falando da construção desta ciclovia para interligar as duas cidades e temos feito um trabalho muito forte de integração das regiões”, definiu o governador.

    Com 3,3 km de extensão, a ciclovia localizada às margens da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB) substituiu a antiga calçada da região, deteriorada pelo tempo. Para a construção da faixa foram investidos R$ 800 mil pelo GDF. A obra foi conduzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF).

    O trecho também teve proteção reforçada. Agora, o trajeto dos usuários está protegido por guard rails nos trechos que separam a pista das faixas de rolamentos. Além disso, alambrados foram instalados em regiões com risco de queda e nas extremidades da ponte sobre o córrego da cidade e na entrada e saída do Viaduto da Candangolândia.

    O presidente do DER, Fauzi Nacfur Junior, contou que o órgão trabalhou na construção de uma ciclovia que conectasse as cidades garantindo segurança aos ciclistas e mobilidade sustentável ao DF. “Brasília está caminhando para ser a cidade com o maior número de ciclovias, estamos perdendo só para São Paulo. Mas estamos numa briga positiva para vencer isso aí e para conseguir nós observamos que é preciso integrar as ciclovias. Essa ciclovia faz exatamente isso. As pessoas vão poder sair de uma cidade a outra de bicicleta”, ressaltou.

    Hoje, o DF perde apenas para São Paulo entre as cidades com maior malha cicloviária do país. Na capital, são 664,77 km de pistas exclusivas para bicicletas ou de uso compartilhado, segundo informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob).

    Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília

    Segurança e mobilidade sustentável

    O garçom Henrique Costa, 26 anos, faz o trajeto diariamente para ir e voltar do trabalho. Ele elogiou a qualidade da obra: “Antes a gente não tinha esse conforto para o ciclista. Agora, todas as pessoas que utilizam a ciclovia ficarão muito felizes. A segurança vai aumentar muito, não precisaremos ver pessoas se arriscando a andar de bicicleta na EPNB”.

    Para o administrador do Núcleo Bandeirante Márcio Oliveira, a ligação entre as cidades fez aumentar o número de ciclistas na cidade. Já o administrador da Candangolândia, Marcos Paulo, mais conhecido como Marquinhos, defendeu que a ciclovia representa a união da equipe do GDF.

    A nova pista também recebeu melhorias na iluminação, refletindo também em segurança aos usuários. Foram implantadas novas luminárias LED ao longo de toda a extensão. Os recursos para a instalação são da emenda parlamentar do deputado distrital Hermeto, no valor de R$ 520 mil.

    “Esta obra ilumina a ciclovia de Candangolândia até o Núcleo Bandeirante fazendo com que seja mais uma área toda iluminada com LED, que é uma lâmpada muito mais clara e que dá mais segurança à população”, definiu o presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), Edison Garcia. De acordo com o gestor, tanto Candangolândia quanto Núcleo Bandeirante são cidades que já receberam iluminação de LED.

  • Novo restaurante comunitário de Samambaia começa a ser construído

    Novo restaurante comunitário de Samambaia começa a ser construído

    Obras receberão investimento superior a R$ 7 milhões. Equipamento público oferecerá café da manhã, almoço e jantar todos os dias da semana

    As obras do segundo Restaurante Comunitário de Samambaia já começaram. O Governo do Distrito Federal (GDF) está investindo R$ 7.496.078,60 no novo equipamento público, localizado na QR 833, no setor de expansão da região administrativa (RA), conhecido como Portelinha ADE Oeste. Concluído, o espaço oferecerá café da manhã, almoço e jantar de segunda a domingo. A previsão é que sejam servidas até 4 mil refeições por dia.

    Foto: Geovana Albuquerque / Agência Brasília

    A empreitada é executada por uma empresa terceirizada contratada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Com área total de 5.618 m², o terreno fica ao lado do Centro de Referência de Assistência Social (Cras). A área construída será de 1.324 m². Atualmente, ocorre a fundação do restaurante, com instalação de vigas, baldrames e blocos, e a construção das casas de apoio e do piso do estacionamento.

    Esta é a segunda unidade instalada em Samambaia. A primeira fica às margens da BR-060 e, apenas de janeiro a março deste ano, serviu 274.057 refeições. “A cidade cresce e, com ela, sua população. A necessidade de mais uma unidade era urgente”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “O GDF entendeu que seria preciso colocar a região entre as prioridades para receber um novo refeitório para atender as famílias”, destaca.

    O diretor de Edificações da Novacap, Carlos Alberto Spies, afirma que o local terá capacidade para cerca de 400 lugares. “Essa nova unidade vai atender a população da parte norte de Samambaia, das quadras 800 e 1000, principalmente. É uma população mais vulnerável e que tem dificuldade para acessar o outro restaurante”, observa.

    Construção do novo Restaurante Comunitário de Samambaia, que tem investimento de mais de R$ 7 milhões – Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    O projeto engloba uma edificação em alvenaria, com salão de refeições mobiliado, cozinha industrial climatizada, salas de nutrição, áreas administrativas e técnicas, banheiros, setor para armazenamento de alimentos e câmaras específicas para resfriamento, congelamento e descongelamento, áreas para higienização e controle de alimentos, bem como para limpeza de utensílios. Também haverá casas de bombas, casa de gás, depósito, caldeira e reservatório de amortecimento, além de estacionamento com 33 vagas e bicicletário.

    Comida boa e de qualidade

    Os restaurantes comunitários oferecem o café da manhã por R$ 0,50 e o almoço e o jantar por R$ 1, cada. Ou seja, com R$ 2, o cidadão pode garantir três refeições balanceadas nutricionalmente.

    Mãe de dois filhos, de 2 e 8 anos, a dona de casa Bianca Sousa, 26, acredita que a segunda unidade de Samambaia será positiva para a rotina e para o bolso da família. Moradora da QR 833, ela demora menos de cinco minutos para chegar ao local em que o equipamento está sendo erguido. “É bem pertinho daqui de casa, nem vou precisar cozinhar todo dia”, conta.

    “Vai ser bom para a população e para nós, comerciantes. Vamos comer bem e barato”, elogia o comerciante Ruan dos Santos

    Vizinho de Bianca, o comerciante Ruan dos Santos, 34, afirma que o refeitório era um pedido antigo da comunidade. “O pessoal aqui precisa de um lugar assim, o outro restaurante é muito longe”, diz. “Vai ser bom para a população e para nós, comerciantes. Vamos comer bem e barato. Ninguém vai cozinhar mais, todo mundo vai querer vender o fogão”, brinca ele.

    “É uma comida balanceada, bem-feita e boa”, comenta Cássia Regina Ferreira, sobre as refeições oferecidas nos restaurantes comunitários

    A esteticista Cássia Regina Ferreira, 44, também celebra a chegada do equipamento. Frequentadora de outras unidades, ela elogia o cardápio: “De vez em quando, vou ao restaurante da Ceilândia. E eu gosto, viu? É uma comida balanceada, bem-feita e boa”, completa.

    ‌O Distrito Federal reúne 14 restaurantes comunitários. Destes, oito servem o café da manhã e o almoço (Brazlândia, Ceilândia, Estrutural, Paranoá, Samambaia, São Sebastião, Sobradinho, Planaltina e Sol Nascente) e uma, que é a do Recanto das Emas, inclui o jantar. As demais unidades servem apenas o almoço e estão localizadas no Gama, Itapoã, Planaltina, Riacho Fundo II, Santa Maria. À medida que os contratos forem renovados, todas as unidades também vão oferecer as três refeições.

    ‌Acesse aqui o cardápio mensal dos restaurantes comunitários do DF.

  • Inscrições para vagas remanescentes nos CILs encerram neste domingo (6)

    Inscrições para vagas remanescentes nos CILs encerram neste domingo (6)

    Há opções de cursos gratuitos de inglês, francês, alemão, japonês e espanhol para comunidade em geral e alunos da rede pública que perderam o período de matrículas

    As inscrições das vagas remanescentes dos centros interescolares de línguas (CILs) encerram neste domingo (6), com opções de cursos de inglês, francês, alemão, japonês e espanhol. Interessados devem se inscrever neste link para concorrer a uma vaga.

    Podem participar estudantes da rede pública, ou que não foram contemplados ou que perderam o período de matrículas, alunos da rede privada e a comunidade em geral. Quem for selecionado terá o nome divulgado na próxima terça-feira (8).

    ‌No DF, há 17 CILs. Veja aqui quais idiomas cada um deles oferta.

    Cada candidato poderá se inscrever para um único CIL, com até três opções de idioma, desde que haja vaga remanescente no nível e turno desejado. No momento da inscrição o interessado deve informar o CPF do candidato à vaga. Estudantes devem optar por cursos em turno contrário ao da matrícula na escola de origem.

    Caso conquiste a vaga, o estudante deve apresentar a seguinte documentação:

    → Original e cópia da Certidão de Nascimento ou identidade do estudante;
    → CPF do estudante;
    → Duas fotos 3×4;
    → Comprovante de residência;
    → Comprovante de tipagem sanguínea e fator RH (conforme lei distrital nº 4.379/2009);
    → No ato da matrícula do estudante menor de idade, o responsável deverá apresentar os seguintes documentos pessoais: Registro Geral (RG) e Cadastro de Pessoa Física (CPF).

    As matrículas devem ser efetivadas entre os dias 9 e 11 de agosto, presencialmente nas secretarias das unidades dos CILs.

  • Balão da Esaf será parcialmente bloqueado a partir deste sábado (5)

    Balão da Esaf será parcialmente bloqueado a partir deste sábado (5)

    Alteração na rotatória é para execução das trincheiras do viaduto em construção no local; a obra, com investimento de R$ 33,5 milhões, vai beneficiar 50 mil motoristas

    A partir de amanhã (5), os moradores do Jardim Botânico, do Jardins Mangueiral, de São Sebastião, do Paranoá, do Tororó, do Jardins ABC e de regiões administrativas vizinhas terão uma nova dinâmica no trânsito do Balão da Esaf, onde está em construção o novo viaduto da região.

    A rotatória, localizada no km 27,2 da Estrada Parque Contorno (DF-001), no trecho de ligação entre o Plano Piloto e o Jardim Botânico, sofrerá alterações no trânsito de quem vai no sentido Solar de Brasília 1 para o Lago Sul e para São Sebastião e para quem sai do Lago Sul com destino ao Solar de Brasília 1 e Altiplano Leste.

    O bloqueio parcial será necessário para o início da escavação das trincheiras e dos viadutos que serão construídos no local.

    Entenda melhor como fica o trânsito:

    Os motoristas que saem do Solar de Brasília 1 com destino ao Altiplano Leste e Ponte JK seguirão normalmente, sem alterações. Já os motoristas, também saindo do Solar de Brasília 1, mas com destino ao Lago Sul, São Sebastião e Jardins Mangueiral deverão descer a via sentido Altiplano Leste e fazer o retorno localizado a aproximadamente 500 metros, retornando para o sentido desejado.

    Para os condutores que saem do Lago Sul sentido Solar de Brasília 1 e Altiplano Leste, o balão estará bloqueado, e o motorista deverá subir a via sentido São Sebastião, acessar o retorno localizado a cerca de 500 metros, para então seguir o seu destino.

    Para aqueles advindos de São Sebastião e Jardins Mangueiral com sentido ao Altiplano Leste e Ponte JK não há alterações, assim como para quem vai no sentido oposto, do Altiplano para São Sebastião. No decorrer da próxima semana mais alterações poderão ser necessárias, de acordo com a dinâmica da obra.

    Histórico da obra

    A ordem de serviço para a construção do Viaduto do Jardim Botânico, obra que beneficiará 50 mil motoristas diariamente, foi assinada em 17 de janeiro de 2023. O investimento do Governo do Distrito Federal (GDF) é de R$ 33.579.459,53, com geração de 400 empregos.

    A obra é executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) com as seguintes etapas: drenagem, terraplenagem, pavimentação, sinalização horizontal e vertical, ciclovia, passarela, muro de “terra armada”, viaduto, passarela, obras complementares, urbanização e paisagismo e canteiro de obras.

  • Seis pessoas são presas por grilagem de terras em Vicente Pires

    Seis pessoas são presas por grilagem de terras em Vicente Pires

    Os presos são investigados pela prática de crimes ambientais e de parcelamento irregular de solo para fins urbanos sem autorização dos órgãos competentes. Operação VP 3.5 foi desencadeada, nesta sexta-feira (4/8), pela Delegacia Especial do Meio Ambiente (Dema)

    A Delegacia de Combate à Ocupação Irregular do Solo e os Crimes Contra a Ordem Urbanística e o Meio Ambiente (Dema) desencadeou, na tarde desta sexta-feira (4/8), a operação VP 3.5 e prendeu seis pessoas acusadas de grilagem de terras em uma área irregular, na Rua 3B, na chácara 35 de Vicente Pires.

    Os presos são investigados pela prática de crimes ambientais e de parcelamento irregular de solo para fins urbanos sem autorização dos órgãos competentes. De acordo com a apuração policial, os suspeitos construíram um muro para o cercamento da área. No local, havia ainda a movimentação de cascalho, uma vez que uma retroescavadeira deslocava terra para um caminhão caçamba.

    A ação contou com o apoio da Secretaria DF Legal, que fez a derrubada do muro e apreendeu máquinas e materiais de construção existentes no local. Além disso, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreendeu um caminhão.

    O local escolhido pelos criminosos está inserido em uma Área de Proteção Ambiental do Planalto Central. Dos presos, quatro foram autuados pelo crime de alteração de local especialmente protegido. Os outros dois, além de responderem pelo mesmo delito, também responderão pelo crime de dificultar a ação dos órgãos de fiscalização ambiental.

    Em 2020, outra operação da Dema prendeu oito pessoas pela prática de crime ambiental.

    Fonte: CB

  • Pontão no Lago Sul é alvo de processo no TCDF por uma série de irregularidades

    Pontão no Lago Sul é alvo de processo no TCDF por uma série de irregularidades

    Local é área pública administrada por concessionária; estrutura deve ser maior e ter mais benefícios à comunidade, diz TCDF. Administração do Pontão diz que só vai se manifestar depois que analisar documentos do processo

    O Pontão do Lago Sul é alvo de processo no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) por uma série de irregularidades. A área deveria ter um museu, memorial, ciclovias, quadras de esportes e área de cooper que não foram implementadas pela concessionária responsável pela administração do local (confira mais detalhes abaixo).

    Em nota, a administração do Pontão disse que, “por desconhecimento dos autos do processo, só vai se manifestar depois da análise dos documentos”.

    O Pontão, que fica nas margens do Lago Paranoá, possui 134 mil m² de área pública. Em 1996 o Governo do Distrito Federal (GDF) transferiu a administração para a Empresa Sul Americana de Montagens (Emsa). O contrato é de 30 anos.

    A empresa, que explora os espaços comerciais, repassa um valor mensal ao GDF. No entanto, de acordo com o contrato de concessão, assinado pela Terracap, o Pontão do Lago Sul deve ter uma estrutura maior e com mais benefícios ao público.

    reportagem teve acesso ao processo que corre no Tribunal de Contas do Distrito Federal. O documento aponta falhas médias e graves na execução do contrato. A conclusão é resultado de auditoria feita pela Terracap e pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, entre os meses de março e junho de 2021 e uma outra auditoria, de março de 2023.

    Confira as irregularidades apontadas no processo

    • No Pontão seriam implantados equipamentos culturais como um anfiteatro para 800 espectadores, mas o anfiteatro não foi edificado no local previamente definido.
    • O memorial, o museu e o coreto não foram construídos. No módulo 09, destinado à construção de um museu, foi edificado um restaurante.
    • No projeto básico consta a recuperação do campo de futebol existente e o playground com instalação de quadras poliesportivas, pistas de cooper e churrasqueiras. Segundo os auditores, estes itens não foram implementados.
    • Não há equipamentos de apoio aos esportes e o lazer náutico como a pesca e os trapiches foram construídos em locais distintos ao inicialmente previsto.
    • Não foram construídos os pedalinhos previstos, nem houve a instalação de deck apropriado para esse propósito.
    • Não foi construída uma marina prevista para acomodar mais de 50 embarcações de vela, motor e jet-skis.
    • Não foi construído estacionamento de embarcações com rampas e instalações para locação, guarda e oficina de jet-skis e equipamentos náuticos com pátio de manobra de carretas de transporte e rampa de descida e saída de embarcações e vagas para estacionamento de jet skis.
    • Não foi construída uma ciclovia com dois metros de largura em mão única e asfalto, num total de 1.500 metros.

    Ainda segundo o relatório do Tribunal de Contas, das 15 propostas para correção das irregularidades encontradas na auditoria, apenas 13,33% foram efetivamente atendidas. Outras 6,67% não foram atendidas, cerca de 33,33% se encontram em fase de atendimento e 46,67% estão pendentes de implementação.

    O plenário do Tribunal de Contas determinou que a Terracap tome providências para resolver as irregularidades na execução do contrato. O TCDF deu prazo de 60 dias para a Controladoria Geral do DF responder quais medidas foram implementadas.

    O Tribunal de Contas também concluiu no processo que a Terracap não aplicou sanções ou multas à concessionária que administra o Pontão.

    Fonte: G1

  • GDF inicia retirada dos pinheiros do Parque da Cidade

    GDF inicia retirada dos pinheiros do Parque da Cidade

    Cerca de 1,5 mil árvores serão substituídas por espécies nativas do Cerrado, conforme projeto original de Burle Marx

    O Governo do Distrito Federal iniciou, na manhã de quinta-feira (3), a supressão de 1.628 pinheiros dos estacionamentos 4 e 5 do Parque da Cidade. As equipes do Departamento de Parques e Jardins da Novacap trabalham em duas frentes: uma na área próxima ao restaurante Gibão e outra pela lateral da Hípica. A ação inicia o processo de retomada do projeto original do Parque da Cidade, elaborado pelo paisagista Roberto Burle Marx.

    Os pinheiros do local têm mais de 40 anos. Por não serem nativos do Cerrado, têm uma vida útil menor e uma presença prejudicial ao ecossistema. Após a retirada, espécies típicas e outras adaptadas ao bioma do Distrito Federal serão plantadas no local.

    A decisão foi tomada pelo grupo de trabalho composto pelas secretarias de Esporte e Lazer do DF (SEL) – que administra o Parque da Cidade – e de Cultura e Economia Criativa (Secec), além da Novacap, responsável pela supressão das árvores e futuro plantio, e do Instituto Brasília Ambiental, que elaborou o plano de manejo.

    Área dos pinheiros está isolada e sinalizada para a segurança dos frequentadores do Parque da Cidade – Fotos: Novacap/ Divulgação

    O chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva, fala da importância dessa ação e, principalmente, sobre a segurança da população. “Os pinheiros duram em média 25 anos, e muitos já completaram 40 anos. Por este motivo, a supressão se faz necessária para a segurança da população”, disse. “Reforçamos que a área está isolada para a ação e gostaríamos de alertar que a população não fique próxima ao local ou entre no espaço demarcado”, informou.

    Após a conclusão desta etapa e o início do período chuvoso, os técnicos da Novacap farão o plantio de mudas nativas e não nativas do Cerrado, por meio do Programa de Arborização Anual. Espécies como sibipiruna, apuí, abricó-de-macaco, unha-de-vaca e juá estão previstas para plantio, conforme o projeto original de Burle Marx. Em média, essas árvores atingem 20 metros de altura. O sombreamento na área do bosque terá início a partir do quarto ano do plantio, atingindo o ápice a partir de dez anos de implantados.

    O plantio das novas árvores no local deve começar no período chuvoso. Estão previstas espécies como sibipiruna, apuí, abricó-de-macaco, unha-de-vaca e juá

    Para o secretário de Esporte e Lazer, Julio Cesar Ribeiro, o novo bosque viabilizará o espaço como ponto turístico. “Essa é uma força-tarefa de todo governo para garantir a segurança dos frequentadores do Parque da Cidade. Além disso, também queremos resgatar o projeto de Burle Marx, que preza pelo tombamento da área”, conclui.

    O subsecretário de Patrimônio Cultural da Secec, Felipe Ramón, explica que a iniciativa visa trazer segurança para as pessoas e valorizar o projeto pioneiro do paisagista Burle Marx, falecido em 1994. “O GDF está tirando árvores exóticas, nocivas ao meio ambiente e ao tombamento, e está revitalizando um espaço de acordo com o planejamento original”, comenta. “[A iniciativa] vai garantir que a população do Distrito Federal tenha acesso ao projeto original da cidade. A nossa missão é preservar os moldes em que Brasília foi concebida. Isso passa também pelo paisagismo de Burle Marx nesse tipo de local”.

    O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, reforça: “Estamos pensando além da segurança, na identidade única que nossa capital tem, com projetos de Burle Marx que poderemos resgatar neste momento.”

  • Avenida Comercial do Setor Oeste do Gama ganha nova pavimentação asfáltica

    Avenida Comercial do Setor Oeste do Gama ganha nova pavimentação asfáltica

    Obra executada pela Novacap tem um investimento de mais de R$ 2 milhões do GDF

    O Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 2.230.984,70 na reforma do pavimento asfáltico da Avenida Comercial do Setor Oeste, no Gama. Toda a camada de asfalto foi removida e dará lugar a um novo pavimento no trecho que vai da entrada da SOE Q 10 até a saída, próximo ao Shopping Popular do Gama.

    O trecho tem 1,1 km de extensão por 7,5 metros de largura e a obra é executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). De acordo com a administradora do Gama, Joseane Araújo Feitosa Monteiro, a avenida principal do Setor Oeste é um local onde o comércio é forte e há um grande fluxo de carros.

    Foto: Administração do Gama/ Divulgação

    “A malha asfáltica era antiga e precisava ser renovada. Solicitamos junto ao GDF e à Novacap a realização dessa recuperação asfáltica e os comerciantes ficaram muito felizes com essa melhoria”, afirmou a administradora. Os quebra-molas já foram solicitados para a recomposição dos que foram retirados para a execução das obras de recapeamento.

    Segundo a administradora da região, na via também foi feita a troca das lâmpadas comuns por lâmpadas LED. “São obras que trarão mais segurança e qualidade de vida para as pessoas que transitam no local”, completou Joseane.

    A família de Luciano dos Santos mora no Gama desde 1979. Atualmente corretor autônomo, ele já foi comerciante na avenida e um dos moradores a enviar a demanda para a administração regional.

    “Essa é a maior comercial de rua do Gama, estava abandonada e necessitando mesmo de uma reforma. A população sofria com os buracos e remendos nessa via. Agora a situação será diferente”, observou.

    Daniel Barbosa Antunes é proprietário de uma tradicional drogaria localizada na região há 50 anos, em frente à obra da avenida. De acordo com o comerciante, a reforma trará uma fluidez maior no trânsito para a população.

    “É melhor uma obra definitiva que dure um pouquinho mais de tempo, do que remendos que não resolvem o problema. Além disso, traz um aspecto de cidade nova e cuidada”, comentou o comerciante.