Categoria: Cidades

  • Menino picado por escorpião em Arniqueira volta a ser internado

    Menino picado por escorpião em Arniqueira volta a ser internado

    Segundo publicação da mãe do garoto, Adriana Caitano, o pequeno Thomas Caitano passou por exames para investigar possíveis crises convulsivas

    Picado por um escorpião na noite do Ano Novo, em Arniqueira, o pequeno Thomas Caitano, de 2 anos, voltou a ser internado na sexta-feira (4/8). Em um vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (6/8), a mãe do garoto, Adriana Caitano, conta que ele passou por exames para investigar possíveis crises convulsivas.

    Adriana Caitano, ao lado do pequeno Thomas Caitano, de 2 anos, na manhã desse domingo (19/) – Foto: Reprodução/Redes sociais

    Adriana informa que Thomas voltou a ter crises em que ele fica chorando e se apertando sem parar por longos períodos. A mãe conta que o garoto apresentou uma melhora após ter a válvula da derivação ventrículo peritoneal (DVP) — válvula para alívio da pressão no cérebro causada pelo acúmulo de líquido — reajustada, tendo até voltado a sorrir.

    No entanto, ele voltou a ter episódios em que fica chorando o dia inteiro. “A gente começou a observar algumas questões de que talvez ele poderia ter crises convulsivas que não estávamos sabendo identificar”, comenta a mãe no vídeo.

    Na sexta-feira (4/8), Adriana conta que ele apresentou uma piora no quadro e voltou a ser internado para que fosse feita uma investigação. “Ele fez tomografia, ajustou a válvula e fez um vídeo eletroencefalograma de 12 horas para ver as reações e os registros”, destaca a mãe. Os resultados nos exames ainda não saíram.

    Para Adriana, com a conclusão dos exames, é possível que mexam no remédio utilizado por Thomas. “A gente vai passar a procurar outro atendimento, especialistas e terapias alternativas que sabemos que tem surtido efeitos nesses casos”, destaca a mãe.

    Fonte: CB

  • Força-tarefa agiliza avaliação para Passe Livre a pessoas com deficiência

    Força-tarefa agiliza avaliação para Passe Livre a pessoas com deficiência

    Objetivo da Secretaria de Saúde é reduzir tempo de espera. Solicitações podem ser feitas online ou presencialmente no posto do GDF, na estação de metrô 112 Sul

    Treze médicos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) iniciam nesta semana uma força-tarefa para avaliação de laudos médicos de concessão do passe livre no transporte público a pessoas com deficiências. “É um trabalho detalhado que requer um olhar técnico e conhecimento das legislações. A meta é praticamente zerar o tempo para a concessão dos novos benefícios”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

    O Passe Livre Especial é concedido às pessoas com insuficiência renal e cardíaca crônica, portadores de câncer, de vírus HIV, de anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia) e também pessoas com deficiência física, sensorial ou mental, conforme as legislações para a área.

    O Passe Livre Especial é concedido a quem tem insuficiência renal e cardíaca crônica, câncer, vírus HIV, anemias congênitas e coagulatórias congênitas – Foto: Arquivo/ Agência Brasília

    As solicitações são feitas pelo site ou no posto de atendimento do governo do Distrito Federal, localizado na estação de metrô 112 Sul. Para validar o benefício, o profissional de saúde avalia os laudos e demais informações médicas apresentadas pela pessoa na requisição. É necessário que a documentação esteja completa e que se adeque aos parâmetros estabelecidos por lei.

    De acordo com a coordenadora de Atenção Primária da Secretaria de Saúde, Fabiana Soares Fonsêca, foram escalados para a força-tarefa profissionais capacitados no atendimento a pessoas com deficiências. “Há tanto médicos de saúde da família quanto especialistas em áreas como oftalmologia, ginecologia, pediatria ou psiquiatria, por exemplo”, afirma.

    Laudos permanentes

    Em determinadas situações, a concessão do benefício não terá mais prazo de validade – Foto: Divulgação/ Agência Saúde

    A secretária de Saúde destaca que, em determinadas situações, a concessão do benefício não terá mais prazo de validade. “No caso de pessoas com deficiências permanentes, nós estamos atualizando o laudo único. Assim, a pessoa não irá mais precisar realizar um novo pedido”, explica. A regra é recente e atende a lei 7.279/2023, sancionada em julho deste ano pelo governador Ibaneis Rocha.

    Para obter esse tipo de laudo, a porta de entrada são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Em caso de necessidade de exames mais complexos, os pacientes são encaminhados para ambulatórios especializados da SES-DF.

  • Para manutenção, áreas de Santa Maria ficam sem água nesta quarta

    Para manutenção, áreas de Santa Maria ficam sem água nesta quarta

    Serviços começam às 8h e vão até as 22h; confira localidades afetadas

    Endereços de Santa Maria terão o abastecimento de água interrompido nesta quarta-feira (9), das 8h às 22h, para que técnicos trabalhem no sistema de água da região.

    A medida afetará o SHR (1ª, 2ª e 3ª etapas), DVO, ACs 101, 102, 200, 300, Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), CL QRs 100, 103, 201, 301, 202, 302, 402, 203, 303 e 403 e Núcleo Rural Alagado.

    A população não deve ser afetada pelo desligamento. Conforme o artigo 50 da Resolução da Adasa nº 14, de 27 de outubro de 2011,os usuários devem ficar atentos à reserva de volume mínimo correspondente ao consumo médio diário. Mais informações pelo telefone 115.

  • Menina de 8 anos leva 39 pontos no rosto após ser atacada por dois cachorros soltos em Sobradinho

    Menina de 8 anos leva 39 pontos no rosto após ser atacada por dois cachorros soltos em Sobradinho

    Mordidas causaram ferimentos profundos. Foram oito pontos na testa, dois pontos no olho, 15 na bochecha, cinco acima da bochecha e nove no queixo

    Uma menina de oito anos teve diversos ferimentos no rosto após ter sido atacada por dois cachorros na MS 34 de Sobradinho, na noite de domingo (6). A criança estava parada em frente a uma casa, tocando a campainha, logo em seguida dois cachorros apareceram, soltos na rua. Um deles correu em direção à menina. O segundo a atacou. Quando a dona dos animais percebeu, correu e tirou os cães de cima da criança.

    As mordidas causaram ferimentos profundos e Elisa levou 39 pontos no rosto. Foram oito pontos na testa, dois pontos no olho, 15 na bochecha, cinco acima da bochecha e nove pontos no queixo.

    “A menina tinha ido chamar os amigos para o culto da igreja”, diz a família.

    Maria Rita Leal estava saindo de um aniversário com os filhos, na casa ao lado, e presenciou o ataque. Ela contou que a dona dos animais disse que os cachorros eram dóceis.

    “O cachorro passou por trás de mim. Ele meio que me desequilibrou um pouco e a dona do cachorro falou pra mim que eu não precisava me preocupar porque ele não atacava. Nesse mesmo momento ele já foi em cima da Elisa. […] Ele já pegou de uma vez na face dela e não soltou mais. Ele derrubou ela e a balançou muito ela”, diz Maria Rita.

    Desde 1998, o DF tem uma lei que prevê que cães de grande porte devem usar coleira e focinheira em locais públicos.

    Fabrício Monteiro, pai de Elisa, conta que a vizinha levou a menina em casa com vários guardanapos, na tentativa de estancar o sangue. “Eu já fechei a igreja. Saímos correndo pro hospital”, lembra.

    Segundo a família, depois do ataque, a dona dos cães foi embora. Eles afirmam que não conhecem a mulher, mas registraram ocorrência na 13ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho.

    Fonte: G1

  • Estrutural tem novo bloqueio no trânsito a partir desta segunda (7); veja rotas alternativas

    Estrutural tem novo bloqueio no trânsito a partir desta segunda (7); veja rotas alternativas

    Interdição acontece por causa do avanço das obras de pavimentação da rodovia. Trânsito na pista expressa sul fica bloqueado a partir do viaduto de acesso à Cidade do Automóvel

    DF-095, conhecida como via Estrutural, tem um novo bloqueio de trânsito a partir das 4h desta segunda-feira (7), por causa do avanço da obra de pavimentação de concreto (veja imagem abaixo). A informação é do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF).

    Mapa mostra onde a via Estrutural seguirá bloqueada para continuidade das obras de pavimentação — Foto: DERDF/ Divulgação

    O trânsito na pista expressa sul da Estrutural (sentido Plano Piloto) fica bloqueado a partir do viaduto de acesso à Cidade do Automóvel, sentido Viaduto Ayrton Senna. Com a mudança, os motoristas devem:

    1. 🛣 Seguir pela via marginal do lado sul da rodovia;
    2. 🚘Buscar como rotas alternativas as vias internas do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) — em direção à Feira dos Importados (trechos 2, 3 e 4); ou em direção à Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia).

    Pavimentação

    As mudanças do trânsito na Estrutural ocorrem por causa de uma obra de pavimentação na rodovia. A obra começou em dezembro de 2022 e custou R$ 55 milhões. A previsão de finalização é até o fim deste ano, segundo o DER.

    Fonte: G1

  • Cachoeira do Tororó alcança excelência em teste de balneabilidade

    Cachoeira do Tororó alcança excelência em teste de balneabilidade

    Queda-d’água fica localizada a 30 km do centro de Brasília e é cercada pelo bioma Cerrado; para ter acesso, é preciso encarar trilha de cerca de 2 km

    O Parque Ecológico do Tororó alcançou o patamar mais alto na avaliação de balneabilidade realizada pelo Instituto Brasília Ambiental. O teste verifica a presença da bactéria E. coli – comum no intestino humano – e o pH da água. Dependendo do resultado, a área pode ser considerada inapta para uso e até interditada. O que não é o caso da cachoeira do Tororó: além de bela, a atração apresenta o nível adequado de pH e quase nenhum registro da bactéria analisada.

    Monitoramento registra predominância de excelente qualidade na água do local – Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    ‌A verificação da balneabilidade ocorre desde março. Até o momento, já foram feitas oito campanhas e encontra-se em andamento a referente ao mês de julho. Também são estudadas as condições da Cachoeira do Vale Perdido, localizada no Parque Ecológico dos Pequizeiros, em Planaltina.

    ‌“É preciso que a gente saiba a qualidade da água, para não gerar nenhum problema de saúde aos frequentadores”, afirma o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. “A ideia é que possamos estender esse estudo para outras cachoeiras, dentro das unidades de conservação ambiental, para agregar aos trabalhos já realizados por outros órgãos.”

    Do total de análises executadas nas duas cachoeiras, 80% indicaram excelência em relação à balneabilidade. A avaliação segue os limites e metodologia expressa na Resolução Conama nº 274, de 29 de novembro de 2000. A classificação abrange três classes: excelente, muito boa e satisfatória. Ou seja, as atrações brasilienses possuem o patamar mais alto de condição de uso.

    ‌Segundo a assessora técnica da Diretoria de Conservação, Recursos Hídricos e Fauna do Brasília Ambiental, Renata Mongin, o estudo ajuda a manter as cachoeiras preservadas, já que, identificado algum problema, podem ser elaboradas ações de reparação. “Este é um projeto de compensação ambiental que vai seguir por três anos, e a análise é feita de 15 em 15 dias”, informa.

    ‌Conheça

    A nutricionista Natasha Ramos aproveitou as férias escolares para levar os filhos à cachoeira: “Estávamos precisando desse contato com a natureza”

    O Tororó fica a 30 km do centro de Brasília, próximo ao Jardim Botânico, Santa Maria e São Sebastião. O acesso à cachoeira é feito por uma estrada de terra a partir da rodovia DF-140. O último ponto até o qual é possível ir de carro é um estacionamento, localizado em uma área privada – portanto, pode haver cobrança de taxa. Depois, há uma trilha de cerca de 2 km, com alguns pontos íngremes, mas considerada de nível iniciante.

    ‌A cachoeira tem 18 m de altura e é cercada pelo bioma Cerrado. Para a nutricionista Natasha Ramos, 37, a recompensa faz a caminhada valer a pena. Moradora do Gama, ela aproveitou as férias escolares e levou os filhos  Gustavo, 9, e Milena, 5, para conhecer a queda-d’água. “Vi fotos na internet e pensei: ‘porque não?’”, conta. “Estávamos precisando desse contato com a natureza. Achei a trilha tranquila, mas, vindo com crianças, precisa ter um pouco mais de atenção, principalmente na parte final”.

    ‌Segundo o auxiliar de serviços gerais Jandeilson Santos, 29, o Tororó é o destino ideal para uma quinta-feira ensolarada. “Gosto bastante e vou sempre que tenho um tempo disponível. É ótimo para descansar, se distrair da rotina”, conta. Na visita mais recente, ele convidou os amigos Tiago Lima, 21, atualmente desempregado, e o estudante William Ribeiro, 29. “É a primeira vez que venho, e com certeza vou voltar”, diz Tiago, ao que William acrescenta: “Eu já tinha vindo aqui e, quando conheci, fiquei surpreso com a beleza da cachoeira. É um ambiente aconchegante, bem-preservado”.

  • Criação de abelhas sem ferrão é alternativa para geração de renda

    Criação de abelhas sem ferrão é alternativa para geração de renda

    Meliponicultores rurais cadastrados pela Emater-DF recebem acompanhamento e orientação mensal da empresa

    A criação de abelhas nativas sem ferrão para comercialização de produtos conta com o estímulo e apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Hoje, segundo a empresa, a prática conhecida como meliponicultura, conta com 70 produtores rurais cadastrados assistidos mensalmente pela entidade.

    Recentemente, o GDF sancionou a Lei nº 7.311, de 27 de julho de 2023. A criação da norma foi comemorada pelos meliponicultores locais. A medida regulamenta o manejo sustentável das abelhas sem ferrão entre produtores locais, além do comércio, da captura e do transporte dessas espécies.

    O GDF sancionou a lei que regulamenta o manejo sustentável das abelhas sem ferrão, além do comércio, da captura e do transporte dessas espécies – Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

    Entre os meliponicultores cadastrados, estão Evandro José Shappo, 57 anos, e Diana Shappo, 50. O casal faz da atividade o principal ganha pão há mais de 30 anos e, com a produção própria de mel e derivados, conquistou clientes e estimulou outros produtores familiares a seguirem o mesmo caminho. “Hoje temos até lista de espera de clientes interessados em comprar nossos produtos”, enfatiza Diana.

    “Nosso objetivo é incentivar outras pessoas a aliar, a partir da meliponicultura, a preservação ambiental diante da possibilidade de ganho econômico. Aqui, nós realizamos cursos, recebemos escolas e ensinamos a importância da prática para a conservação ambiental”, prossegue.

    Há mais de 30 anos, Evandro José Shappo produz mel e derivados

    Para Evandro, o aumento da produção só foi possível graças à assistência prestada pelos técnicos da Emater. “Eu sempre gostei de ter abelha sem ferrão e mexo com isso há mais de 30 anos. Com a ajuda da Emater, nós conseguimos aperfeiçoar e aumentar a nossa produção. Hoje, produzimos desde mel até meliponários para outros produtores rurais”, explica.

    Carlos Morais, extensionista rural da Embrater, afirma que “o meliponicultor é essencialmente um preservacionista”. Ele ressalta o trabalho de acompanhamento realizado pela empresa junto aos produtores. “É uma atividade que permite produzir sem degradar. O primeiro resultado aos produtores é este consumo de mel, mas há todo um impacto ecossistêmico da atividade”, destaca o técnico.

  • Atleta formada no CID do Gama conquista bolsa em universidade nos EUA

    Atleta formada no CID do Gama conquista bolsa em universidade nos EUA

    Tyfane Rodrigues Martins descobriu o atletismo dentro da rede pública de ensino, onde desenvolveu o esporte no centro de iniciação e com incentivo de programas do GDF

    Destaque no atletismo no Distrito Federal, a atleta Tyfane Rodrigues Martins, 24 anos, inicia nesta semana um novo capítulo na vida esportiva. A jovem deixou a capital federal para se mudar para os Estados Unidos após conquistar uma bolsa de estudos na universidade New Mexico Junior College, no Novo México, onde poderá estudar com todos os custos pagos e ter melhores condições de se desenvolver no esporte.

    “Durante esses 12 anos que treino, obtive resultados muito importantes. Fui campeã brasileira, recordista brasileira, campeã sul-americana, medalhista nas categorias sub 16, 18 e 20 e finalista do Troféu Brasil, que é uma das principais competições da América Latina. Com isso, tive a ideia de tentar um local com mais estrutura. Porque, querendo ou não, o Brasil ainda é muito escasso, o que torna mais difícil se sobressair”, conta.

    A paixão pelo esporte nasceu quando Tyfane, com 11 anos, estudava no Centro Educacional (CED) 7 do Gama. “Meu início no esporte foi justamente na escola. Eu nunca tinha tido, até então, nenhum contato com o esporte. No ensino fundamental, tive um professor de educação física que fazia um teste com os alunos para ver quais se destacavam mais para encaminhá-los para o OlimGama [maior competição esportiva de estudantes das redes públicas e privadas do Gama]. Fui convidada na modalidade de atletismo”, lembra.

    Logo na primeira oportunidade, a jovem se destacou tendo bons resultados e foi convidada para treinar no Centro de Iniciação Desportiva (CID) do Gama. A unidade é uma das 96 distribuídas no Distrito Federal pelas 14 coordenações regionais de ensino. Os espaços atendem nove mil alunos da rede pública, de 7 a 17 anos, proporcionando conhecimento técnico e tático em 19 modalidades esportivas gratuitamente no contraturno escolar.

    “Se eu não tivesse vindo da escola pública e não tivesse tido um professor de educação física que apoia e incentiva os alunos, eu não teria tido o contato que tive com o atletismo tão cedo. Foi extremamente importante ter tido um professor que valorizava o esporte”, analisa.

    O professor do CID de Atletismo do Gama Ademir Francelino Ferreira foi esse apoiador para Tyfane. Durante a primeira participação dela nos jogos escolares, ao perceber o rendimento da menina acima da média, a convidou para treinar. “Ela bateu o recorde da categoria de 9 a 11 anos na prova de 600 metros e foi melhorando e me surpreendendo a cada treino”, destaca.

    Atuando na unidade como professor de atletismo desde 1998, Ademir revelou uma série de atletas. “São 25 anos revelando atletas e dando oportunidade para eles viajarem para outras localidades para competir e terem acesso a um curso superior por conta da Bolsa Atleta”, lembra. Para o professor, o incentivo ao esporte é fundamental para os jovens. “Quando você está se esforçando e treinando, não há mais energia para coisas ruins. Sem falar que o esporte educa e faz com que o atleta leve para a vida alguns conhecimentos”, acrescenta.

    Apoio nas competições

    Ao longo de todos esses anos como atleta, Tyfane contou também com o apoio de outros programas do Governo do Distrito Federal (GDF). Ela foi beneficiada com o Compete Brasília, iniciativa que incentiva a participação de atletas e paratletas de alto rendimento das mais diversas modalidades em campeonatos nacionais e internacionais, por meio da concessão de transporte aéreo, para destinos nacionais ou internacionais, ou transporte terrestre, no caso de destinos nacionais. Só no primeiro semestre de 2023 foram 2.493 esportistas atendidos pela iniciativa com investimento de R$ 5 milhões.

    “Durante os 12 anos em que treino, eu tive muito apoio da Secretaria de Esporte e Lazer com o Compete Brasília. É um programa muito importante, porque muitos atletas deixam de participar de competições porque não conseguem custear passagem, alimentação, entre outras coisas. Ter o apoio com a passagem facilita muito para gente”, destaca.

    Na nova etapa da carreira, Tyfane pretende estar mais preparada para atingir as metas como atleta. “Com certeza, quero conseguir chegar a nível mundial, melhorar minhas marcas e ir para uma Olimpíada. Acho que é o sonho de todo atleta ser reconhecido mundialmente. Com toda essa estrutura de treino e apoio que vou conseguir nos Estados Unidos é um passo muito grande”, avalia.

  • Vítimas de violência doméstica contam com ampla rede de apoio no DF

    Vítimas de violência doméstica contam com ampla rede de apoio no DF

    Lei Maria da Penha completa 17 anos nesta segunda (7); saiba quais os mecanismos e canais para denunciar crimes

    A Lei Maria da Penha completa 17 anos nesta segunda-feira (7). Na capital, mulheres agredidas ou ameaçadas em contexto de violência doméstica contam com diversos mecanismos para denunciar o crime e encontram amparo em uma verdadeira rede de apoio oferecida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), que traz desde atendimentos psicossociais até abrigo e serviços de capacitação profissional às vítimas.

    Desde fevereiro, o GDF, por meio de diversas secretarias, atua em parceria com representantes do Judiciário e da sociedade civil em busca de soluções para o enfrentamento ao tema. A força-tarefa já resultou na proposição e regulamentação de leis voltadas para o acolhimento de vítimas e de órfãos do feminicídio.

    Recentemente, foi criada a Rede Distrital de Proteção aos Órfãos do Feminicídio, com o objetivo de oferecer políticas de atenção para crianças e adolescentes dependentes de mulheres assassinadas em contexto de violência de gênero. Outra novidade é a destinação de 10% das vagas do programa Jovem Candango, voltado para formação técnico-profissional de adolescentes, para este público.

    Em breve, serão inauguradas quatro unidades da Casa da Mulher Brasileira (CMB) para atender as populações de São Sebastião, Recanto das Emas, Sobradinho II e Sol Nascente. Nos espaços, as vítimas receberão acolhimento e terão acesso a cursos profissionalizantes e de capacitação. Já há uma unidade da CMB em funcionamento, em Ceilândia. Só neste ano, foram mais de 5,1 mil atendimentos realizados.

    Vítimas de violência doméstica também contam com todo amparo nas unidades do núcleo de atendimento à família e aos autores de violência doméstica (Nafavds). São sete unidades atendendo a população no Plano Piloto e nas regiões de Brazlândia, Gama, Paranoá, Planaltina, Santa Maria e Sobradinho.

    Uma outra alternativa para quem procura ajuda é a Casa Abrigo. O espaço oferece garantia de defesa e proteção às vítimas de violência em contexto familiar e de seus dependentes. No local, há atendimentos psicológico, jurídico, pedagógico e de assistência social. O ingresso ocorre por meio de encaminhamento da Polícia Civil do DF, pela CMB ou por ordem judicial. Por motivos de segurança, o endereço é mantido em sigilo.

    Há, ainda, os centros especializados de atendimento à mulher (Ceams). Há unidades na Asa Sul, Planaltina e na área central da capital, no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) da Secretaria de Segurança Pública do DF  (SSP). O acesso é gratuito e independe de qualquer tipo de encaminhamento. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

    Vítimas de violência doméstica também contam com todo amparo nos núcleos de atendimento à família e aos autores de violência doméstica (Nafavds)

    Mais segurança

    No âmbito da segurança pública, as ações de combate à violência passam por programas como o Serviço de Proteção à Mulher. A iniciativa, pioneira da SSP-DF, disponibiliza monitoramento constante às mulheres com Medida Protetiva de Urgência (MPU) em vigor. Desde sua criação, foram 370 pessoas monitoradas. Nenhuma das participantes do programa teve a integridade física violada pelos ex-companheiros durante o período.

    A SSP também permite maior celeridade no atendimento e proteção das vítimas por meio do aplicativo Viva Flor. A plataforma criada pela pasta é acessível às beneficiárias do programa Sistema de Segurança Preventiva para Mulheres e está disponível desde 2017 para todas as varas de violência doméstica e familiar e tribunais do júri do DF.

    As forças de segurança e salvamento do DF também promovem encontros regionais com redes de proteção à mulher em várias comunidades da capital. O objetivo é atuar próximo a lideranças religiosas e sociais, que desempenham papel relevante na conscientização e instrução da população.

    O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, defende que o combate à violência no contexto familiar é assunto prioritário da pasta. “Estamos trabalhando de uma forma em que várias áreas do governo estão empenhadas em busca de soluções, até para que a mulher, vítima desses crimes, tenha condições de sair de casa, recebendo um respaldo do GDF. Temos procurado tornar a segurança pública cada vez mais presente. Estamos enfrentando isso com muita transparência, buscando um debate com a sociedade”, ressalta.

    Denuncie

    Dados da SSP apontam que, até julho deste ano, o DF registrou 8.820 ocorrências de violência doméstica e familiar. Desse total, houve 21 casos de feminicídio, em que 76,2% das mortes envolveram mulheres que já haviam sido vítimas de agressões anteriores. Entretanto, apenas metade destes episódios foi comunicada às autoridades competentes.

    A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destaca que a denúncia segue sendo o instrumento mais eficaz no enfrentamento à violência doméstica: “Devemos envolver a sociedade na iniciativa de denunciar esses crimes. É preciso um engajamento da família, vizinhos e amigos na causa. Em briga de marido e mulher, nós vamos meter a colher, sim. Pedimos que essas mulheres não deem uma segunda chance ao agressor, procurem ajuda. Os dados mostram que muitos casos de violência aconteceram no retorno”.

    Por este motivo, a Secretaria da Mulher do DF (SMDF) segue investindo em campanhas de conscientização da população sobre a importância em comunicar esses crimes. O retorno das ações conduzidas pela pasta tem sido positivo e já resultou em aumento, neste ano, de 37% nas denúncias. “Nós vemos que os equipamentos públicos estão sendo mais procurados e os canais de atendimento estão mais acessíveis”, completa a secretária.

    Como denunciar

    15º DP Ceilândia – Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

    O DF conta com diversos mecanismos de denúncia de casos de violência doméstica. Uma possibilidade é fazer a comunicação dos crimes nas duas unidades da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), localizadas no centro de Ceilândia e na Asa Sul. Elas funcionam 24h por dia. As delegacias circunscricionais também contam com seções de atendimento à mulher.

    A Polícia Civil do DF (PCDF) também disponibiliza o registro de ocorrência por meio da Maria da Penha Online. Na plataforma, a comunicante pode enviar provas com fotos, vídeos e requerer acolhimento. Além disso, as comunicações podem ser feitas por meio dos seguintes canais:

    → E-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br;
    →  Telefone 197, opção 0 (zero);
    →  WhatsApp (61) 9.8626-1197.

    A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) também está disponível para atendimento, pelo número 190. Só no ano passado, a corporação registrou 19.383 visitas familiares com objetivo de conscientizar e encorajar vítimas a registrarem ocorrências. O trabalho também ajuda a prevenir, inibir e interromper o ciclo de violência.

  • Gosta de nadar? Atenção para cuidados contra riscos de afogamento

    Gosta de nadar? Atenção para cuidados contra riscos de afogamento

    Bombeiros intensificam conscientização da população para evitar acidentes durante período de seca, baixa umidade e calor

    Com o agravamento da seca e da queda da umidade do ar, brasilienses recorrem a banhos de piscina, cachoeiras e até no Lago Paranoá para se refrescarem do calor. Nestes momentos, porém, é preciso ter atenção redobrada para que a diversão não acabe em tragédia. Pensando nisso, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) intensificou as ações de conscientização da população sobre os riscos de afogamentos, que crescem neste período de julho a outubro.

    O Corpo de Bombeiros instalou ao longo da orla do Lago Paranoá cinco postos de guarda-vidas, que funcionam aos finais de semana e feriados – Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Só neste ano, os bombeiros atuaram em 26 casos de afogamento, sendo que em 14 deles os banhistas não resistiram. Do total de episódios, sete ocorreram no Lago Paranoá, resultando em duas mortes. Em 2022, os militares registraram 50 ocorrências do tipo, com 28 óbitos.

    Diante do risco evidente, o tenente Ramon Lauton, do Grupamento de Busca e Salvamento Aquático, dá dicas para evitar acidentes, especialmente no Lago Paranoá. Segundo o militar, grande parte dos afogamentos no espelho d’água ocorrem em função de os banhistas minimizarem os riscos no ambiente aquático.

    “Muitas pessoas superestimam suas capacidades de nadar. Acontece muito do banhista achar que, por saber nadar, não corre risco. Isso ocorre especialmente no Lago Paranoá, onde é muito comum a pessoa nadar até certo ponto, cansar e ficar sem forças para retornar. É aí que ocorrem os afogamentos”, explica.

    Outro risco apontado pelo bombeiro está no exagero do consumo de bebidas alcóolicas. “Além de diminuir a cognição da pessoa, a bebida pode levar a pessoa a passar mal durante o uso do lago ou da piscina. Fora isso, ela também tira a noção da pessoa a respeito do perigo que corre. Ela se sente mais confiante ao atravessar trechos maiores do a nado”, ressalta.

    Bombeiros contam com helicóptero que ajuda no resgate de banhistas vítimas de afogamento

    Por este motivo, o Corpo de Bombeiros instalou ao longo da orla do espelho d’água cinco postos de guarda-vidas. Os pontos estão localizados em regiões estratégicas e contam com três militares, cada. As unidades funcionam exclusivamente aos finais de semana e feriados. A corporação também está investindo em placas de sinalização para alertar sobre as áreas com maior índice de afogamentos.

    Cuidados com os pequenos

    O tenente Ramon Lauton ressalta a importância dos cuidados com crianças em piscina: “O ideal é que os pais não se distanciem das crianças e que estruturem essas piscinas para dificultar o acesso, com a instalação de grades e fechaduras”

    Os cuidados não estão restritos apenas ao Lago Paranoá, mas também àqueles que optam pelo banho de piscina ou idas às cachoeiras. Nestes casos, grande parte das vítimas são crianças, conforme apontam os bombeiros. “Como o período da seca coincide com a época de férias escolares, é muito comum termos episódios envolvendo afogamento de crianças”, ponderam.

    Ele alerta para que os pais e responsáveis redobrem a atenção. “O ideal é que os pais não se distanciem das crianças e que estruturem essas piscinas para dificultar o acesso, com a instalação de grades e fechaduras. Além disso, é preciso que se utilize ralos antissucção para que a criança não prenda o cabelo ou até mesmo fique com uma parte do corpo presa e se afogue”, completa.

    Como proceder

    Em caso de afogamento, os bombeiros orientam que o primeiro passo é retirar a vítima da água e, em seguida, acionar o resgate através dos telefones 193 ou 192 (Samu). Se a pessoa estiver responsiva, ou seja, consciente, a orientação é mantê-la calma e aquecida até a chegada do socorro.

    Se o banhista estiver inconsciente, os militares recomendam checar a respiração e a pulsação da vítima. “Neste caso, recomendamos que se proceda com a tentativa de liberação das vias aéreas, através das compressões, respiração boca a boca e até massagem cardíaca, se for o caso”, esclarece Lauton.

    Outra recomendação é oferecer à vítima algum tipo de objeto de flutuação, como boias, coletes salva-vidas, cordas, entre outros. É importante, também, que a pessoa não tente resgatar a nado o banhista que está se afogando. “Uma pessoa sem o treinamento de salvamento aquático adequado pode acabar virando uma outra vítima, mesmo que saiba nadar”, completa o tenente.