Três delegacias regionais de Luziânia, Águas Lindas e Formosa participaram da ação. No total, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão
Mais de 200 policiais civis, militares e rodoviários federais participaram, na manhã desta quinta-feira (30/6), de uma megaoperação contra o tráfico de drogas no Entorno do Distrito Federal. Quatorze criminosos foram presos e, até a última atualização desta reportagem, os investigadores haviam cumprido 31 mandados de busca e apreensão.
A operação Narco Brasil 2022 contou com a participação das delegacias regionais de Luziânia, Águas Lindas e Formosa e teve por objetivo o cumprimento de mandados de buscas e apreensões para coibir a comercialização de entorpecentes e prender traficantes que, de acordo com a apuração policial, atuam no Entorno do DF.
Equipes da Polícia Militar do DF, da Polícia Civil do DF, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Receita Federal também prestaram apoio com os cães farejadores.
Casos estão em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul; outros 23 casos estão sendo investigados em 11 estados e no Distrito Federal
O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (29), que o Brasil tem 21 casos confirmados de varíola dos macacos (“monkeypox”). Outros 23 casos estão sendo investigados.
Em nota enviada ao g1, a pasta informou que os casos confirmados estão em São Paulo (14 casos), Rio de Janeiro (5 casos) e Rio Grande do Sul (2 casos).
Já os 23 casos investigados estão nos seguintes estados:
Ceará: 4
Paraná: 3
Rio de Janeiro: 3
Rio Grande do Sul: 2
Santa Catarina: 2
Acre: 2
Minas Gerais: 2
Goiás: 1
Espírito Santo: 1
Rio Grande do Norte: 1
Distrito Federal: 1
Mato Grosso do Sul: 1
O que é a varíola dos macacos?
A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada.
A transmissão pode ocorrer pelas seguintes formas:
Por contato com o vírus – com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas.
De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.
Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
Da mãe para o feto através da placenta;
Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.
Novo modelo do passaporte terá tecnologia antifraude, diz governo. Nova identidade terá CPF como número único de identificação
O governo federal lançou nesta segunda-feira (27) um novo modelo de passaporte e entregou a primeira remessa do novo modelo da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). O presidente Jair Bolsonaro participou do lançamento do novo passaporte no Palácio do Planalto e realizou a entrega das primeiras novas carteiras de identidade.
Novo passaporte
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, a capa do passaporte tem uma nova estilização da bandeira do Brasil. Nas páginas numeradas do novo passaporte, mostrou o ministro, há um aumento dos números de marcas d’água — de uma para 13 ilustrações diferentes, que representam a flora e a fauna dos principais biomas do país.
“Outra novidade do novo modelo são os fundos invisíveis fluorescentes. Antes, apenas o número da página variava sob exposição UV. A nova versão apresenta sete composições diferentes. A página de identificação também foi atualizada, apresentando uma imagem fantasma da foto do cidadão em preto e branco, além de uma imagem da foto formada por dados biométricos do portador. Essas informações são protegidas por um laminado de segurança”, disse Torres.
Segundo o governo, o novo passaporte tem tecnologia antifraude e continuará com validade de dez anos e começará a ser produzido pela Casa da Moeda em setembro, data que marca o bicentenário da Independência do Brasil. O valor cobrado para a confecção do documento continua sendo de R$ 257,25.
Nova identidade
Foto: Reprodução
A nova carteira de identidade foi lançada pelo governo em fevereiro e vai substituir as carteiras de Registro Geral (RG). Com o novo documento, o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) vai servir como identificação única dos cidadãos.
A nova carteira identidade começou a valer em 1º de março deste ano, mas os institutos de identificação em todo o país têm prazo de um ano para implementar a mudança.
Um dos objetivos da nova carteira é unificar a identificação dos brasileiros e evitar fraudes. Atualmente, um mesmo cidadão pode ter até 27 números de RG, um em cada estado e no Distrito Federal.
A troca para o novo documento será gradativa, e a emissão continuará gratuita na primeira via. O RG atual continua válido por até dez anos para quem tem até 60 anos. Para quem tem mais de 60, o prazo é indeterminado.
“A nova identidade vem com um QR Code que pode ser lido de forma rápida por qualquer cidadão, facilitando a identificação e a autenticidade do documento”, disse a Secretaria-Geral.
A validade será de cinco anos para crianças com até 11 anos de idade; dez anos para pessoas com idade de 12 anos completos a 59 anos; e indeterminada para pessoas com idade a partir de 60 anos.
Assim que receber o documento em mãos, o cidadão poderá ter acesso ao o modelo virtual da carteira pelo aplicativo gov.br.
Jorge Pontes afirmou que “o maior equívoco” dos apoiadores do presidente foi acreditar que não existe corrupção no governo de Jair Bolsonaro
Estudioso do chamado crime institucionalizado, o delegado da Polícia Federal aposentado Jorge Pontes avaliou, em entrevista à coluna, que a corrupção sistêmica é tão presente no governo de Jair Bolsonaro como era em outros, como os de Lula e Dilma Rousseff.
Pontes é autor do livro “Crime.gov”, escrito em parceria com o delegado Márcio Anselmo, que atuou na Lava Jato. A obra, lançada em 2018 no Brasil, foi traduzida agora para o inglês pela editora britânica Bloomsbury — lá fora recebeu o nome de “Operation Car Wash” (tradução literal da Lava Jato para o inglês). Na entrevista, cujo vídeo da íntegra pode ser visto ao fim deste texto, Pontes afirmou que “o maior equívoco” dos apoiadores do presidente foi acreditar que não existe corrupção no governo do capitão.
Ao longo de sua carreira o ex-delegado teve protagonismo na instalação de delegacias especializadas em meio ambiente pelo país e foi diretor no Ministério da Justiça enquanto Sergio Moro comandou a pasta.
Pontes afirmou ainda que a Polícia Federal nunca teve tanta perda de autonomia na redemocratização quanto no governo Bolsonaro. O delegado aponta que não há investigação de casos de corrupção no governo porque o presidente “desestruturou arcabouços de fiscalização”.
Leia trechos da entrevista abaixo ou assista à íntegra do vídeo ao fim do texto. Também há uma versão em áudio no Spotify.
Em que momento ficou claro para você que combate à corrupção não era o principal propósito no governo Bolsonaro?
Olha, isso foi acontecendo bem à prestação. Não teve um momento certo, talvez naquele momento em que o presidente sinalizou, ao retirar o COAF, o enfraquecimento daquela estrutura inicial (montada por Sergio Moro). Nós também estranhamos a forma como o presidente e o entorno ideológico dele interferiram em uma indicação de uma pesquisadora que ia fazer parte de um grupo, a Ilona Szabó… Foram pequenas sinalizações que foram mostrando um crescente. Depois, a tentativa de tirar o meu colega, diretor da Polícia Federal, o Maurício Valeixo. A troca da Superintendência do Rio de Janeiro, que virou uma fixação do presidente. Tudo aquilo foi dando uma sensação muito ruim, nós nos entreolhávamos no Ministério da Justiça, eu tinha colegas de longa data lá, de turma de delegados, e todos lá estavam iludidos. Iludidos com a possibilidade de estarmos fazendo um trabalho inovador. Nós começamos a sentir que não tínhamos o apoio do Planalto e ficou claro isso por conta do passado de Bolsonaro, do envolvimento dos filhos, do envolvimento do próprio presidente em processos de rachadinha, enfim, por conta de todo o passado que até então era nebuloso para mim e outros colegas por causa das promessas de campanha.
Você percebe que a geração que está hoje na ativa na Polícia Federal teve uma perda de autonomia?
Percebo, claramente. Inclusive, no livro, há um capítulo chamado “O paradoxo da Polícia Federal sobre Lula”, e isso a gente reconheceu lá atrás, antes de assumir qualquer posição em governo, antes de trabalhar com o Sergio Moro no Ministério da Justiça, está reconhecido no livro, que, apesar do Petrolão e do Mensalão, apesar dos escândalos de corrupção que envolveram o PT em sequência, foi no governo Lula que a Polícia Federal atingiu patamares até então nunca atingidos. Patamares de excelência, de desenvolvimento de técnicas de investigação, desenvolvimento tecnológicos, de concursos, de entrada de mulheres… Isso é inegável. Nós indicamos esse paradoxo no livro, que é a figura do doutor Paulo Lacerda, que foi talvez o melhor diretor da história da Polícia Federal, porque ele conseguia fazer todas aquelas operações, ele trabalhava com a espinha ereta, ele não se dobrava. Ele tinha uma história na Polícia Federal, ele tinha biografia. Ele era uma liderança e que nós nos espelhávamos. O sucesso que nós conseguimos na Lava Jato, que chegou a 60 ou 50 fases no governo Dilma. É um livro que fala de corrupção sistêmica, no envolvimento institucional de Casa Civil, de tudo mais, mas não poderia deixar de reconhecer, porque nós fomos testemunhas dessa mudança, eu vi essa melhora acontecer.
Qual a sua percepção sobre o discurso de que esse governo não tem corrupção?
Esse é um discurso extremamente equivocado. Talvez o maior equívoco dos apoiadores do presidente Bolsonaro seja acreditar que não existe corrupção nesse governo. Primeiro que corrupção não é um crime que acontece ali na Praça dos Três Poderes, corrupção acontece nas sombras. Para você ter uma noção, a Lava Jato começou a ser investigada em 2013, a primeira parte dela foi março de 2014, sobre fatos de 2006. Uma coisa é dizer que não existe corrupção no governo, outra coisa é dizer que não houve, até então, um escândalo de corrupção, mas que pode estar tendo certamente mais do que em outros governos, até por conta do tipo de gente a que esse governo se associou logo no início. Esse governo abandonou todas as pretensões e promessas de combate à corrupção em 2019 mesmo. Associou -se ao mesmo Centrão que estava no mensalão, que estava no Petrolão, são as mesmas figuras.
As pessoas esquecem de que o partido central do Petrolão era o PP, o partido do chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e do presidente da Câmara Arthur Lira, que são pessoas estratégicas nesse governo.
Eles dominaram a política. Eles colocaram um procurador da República… Nós esperávamos qualquer um, menos o Augusto Aras, porque o Aras é anti-enfrentamento da corrupção. Esse caso mesmo do ministro da Educação, porque ele não procedeu? Essa operação só saiu porque ele perdeu o foro privilegiado. Então é um PGR que é desacreditado pela sociedade. Até mesmo as indicações ao Supremo… Um terrivelmente evangélico, o outro que já era desembargador indicado politicamente. O Bolsonaro foi eleito na onda da Lava Jato, por conta das promessas de enfrentamento à corrupção e abandonou totalmente todas as nomeações para funções importantes, inclusive para funções definitivas, como são as do STF, têm ido por esse norte.
Se não há investigação de fôlego, não tem como a gente saber se está tendo corrupção, né?
Mas é claro. É só fazer um levantamento do número de delegados que foram afastados porque iniciaram uma investigação ou tomaram alguma iniciativa processual contra algum integrante do governo. Um caso que merece um olhar nessa nossa discussão é o caso do Ricardo Salles, o ex-ministro do Meio Ambiente. Para mim é um caso clássico de crime institucionalizado, porque, repare, ele (Bolsonaro) desestruturou, ele enfraqueceu, de cabeça pensada, todas as estruturas de fiscalização e repressão de crimes ambientais. Ele foi tirando os técnicos e colocando militares, pessoas que não têm o menor perfil para trabalhar com meio ambiente. Depois ele foi tirando os normativos, a necessidade de documentos para extração e exportação de madeira. Ele desestruturou os arcabouços de fiscalização e deu no que deu. Isso é delinquência institucionalizada e partiu de cima. O Bolsonaro dizer que botaria a cara no fogo pelo ex-ministro da Educação é a cara do crime institucionalizado. Os esquemas têm a benção, a chancela. Nos últimos anos, e incluo o governo PT nisso, os esquemas têm o conhecimento das cúpulas.
O que você está dizendo é que há crime institucionalizado?
Sim, nós já temos evidências. Nesse caso do MEC, no caso do Ministério do Meio Ambiente, no próprio Ministério da Saúde, com todas aquelas tentativas da Covaxin… Eu tenho uma suspeitas sobre a obsessão armamentista desse governo. Eu não me surpreenderia de lobbies, de militares da reserva que fazem portas giratórias e vão para a indústria de armas… São várias obsessões estranhas, a própria fabricação da cloroquina… Eu nunca ouvi maior balela do que dizer que esse governo não tem corrupção.
De acordo com o dono da embarcação, naufrágio ocorreu por volta das 4h30 nesta quarta (22)
Uma embarcação de carga naufragou no caminho entre o Recife e Fernando de Noronha, nesta quarta-feira (22). Há pessoas desaparecidas no mar. De acordo com o dono do barco chamado Thaís, o naufrágio foi detectado às 4h30, quando a tripulação perdeu o contato com o continente e um equipamento de sinalização apontou problemas.
A embarcação saiu do Recife em direção a Noronha às 14h da terça-feira (21). A previsão era de que a chegada ocorresse por volta das 6h da quinta-feira (23). Segundo Moacyr Luna, o dono do barco, a carga levada ao arquipélago era de material de construção.
“Até o momento, tem três resgatados. Faltam mais cinco. Oito tripulantes, no total. A Marinha está no local. Ele estava navegando tudo bem até as 4h30 da manhã de hoje. Deve ter acontecido uma mudança brusca de tempo”, afirmou o dono do barco, Moacyr Luna.
A reportagem entrou em contato com a Capitania dos Portos de Pernambuco, que confirmou o naufrágio, mas não repassou outras informações.
Outras pessoas feridas foram socorridas com vida. Crime ocorreu em cruzamento do centro da cidade e o trecho foi interditado. Suspeito foi preso e ainda não se sabe o motivo do crime
Um homem esfaqueou e matou três pessoas dentro de um ônibus do transporte coletivo, no Centro de Piracicaba (SP), na tarde desta terça-feira (21). Outras três pessoas feridas foram socorridas com vida.
O suspeito foi preso e ainda não se sabia o motivo do crime até a última atualização desta notícias. As informações são da Polícia Militar.
O ataque ocorreu às 15h15, em um coletivo da linha Centro/Vila Sônia, quando o veículo estava na Avenida Armando de Salles de Oliveira, uma das principais da cidade, nas proximidades do cruzamento com a Rua Regente Feijó, no segundo ponto após saída do Terminal Urbano da cidade.
De acordo com uma passageira, o homem saiu do terminal em silêncio e, repentinamente, começou a realizar os ataques.
O trecho foi interditado e as vítimas foram atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Polícias militar e civil e Guarda Civil Municipal atenderam a ocorrência no local, que foi sobrevoado pelo Helicóptero Águia.
Segundo Gilberto Ferreira Algarra, 1º Tenente da PM, o homem que realizou os ataques tem 52 anos.
“Ele embarcou no terminal central e quando saiu para a [Avenida] Armando Salles ele começou o ataque. Daí uma viatura que ficou parada no cruzamento da XV de novembro e Armando Salles percebeu a gritaria e o pedido de socorro. Aí a gente se mobilizou para tentar fazer a abordagem”, relatou o militar.
Segundo o PM, o homem se rendeu, mas estava alterado.
“As pessoas estavam em estado de choque, horrorizadas, não conseguiam mal se comunicar com a gente. O próprio indivíduo que fez o ataque era inviável conversar com ele”.
Segundo a prefeitura, morreram no ataque duas mulheres e um homem. Os nomes e idades não foram informados até a última atualização. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).
Ônibus onde o crime ocorreu, na Avenida Armando de Salles Oliveira, em Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/ g1
Outras duas vítimas foram conduzidas para o Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba (HFC). Uma delas é um rapaz de 28 anos que está em estado grave e a outra é uma idosa de 60 anos que está em estado estável, segundo o último boletim médico da unidade de saúde.
Já uma idosa foi socorrida com crise nervosa para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da rede municipal.
Em nota, a concessionária TUPi Transporte, responsável pelo transporte público na cidade, manifestou apoio e solidariedade às vítimas e seus familiares.
“Informações indicam que uma pessoa atacou deliberadamente quem estava em sua frente com uma faca vitimando pessoas e ferindo outras causando pânico generalizado. O homem foi preso e a TUPi está acompanhando o caso e em contato com as autoridades locais e a prefeitura municipal”, acrescentou.
Paciente, um homem de 41 anos que viajou à Espanha, está em isolamento no Hospital Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital
O primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil foi confirmado nesta quarta-feira (8) na cidade de São Paulo. O paciente, um homem de 41 anos que viajou à Espanha, segundo país com o maior número de casos da doença, foi colocado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital.
O Instituto Adolfo Lutz está analisando a amostra. À TV Globo, médicos disseram que, pela análise clínica, os sintomas e a características das feridas são muito compatíveis com os efeitos da doenças. O paciente está bem.
O secretário da Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, confirmou as informações e disse que o resultado pode sair nesta quinta-feira (9).
Em nota, a secretaria estadual da Saúde disse que “as amostras do caso ainda estão em análise pelo Instituto Adolfo Lutz” e que o paciente “teve início dos sintomas, como febre e mialgia [dor muscular], no dia 28 de maio”.
A secretaria municipal da Saúde disse que ainda “aguarda o resultado do exame, pelo Governo do Estado, do segundo caso suspeito de varíola do macaco (monkeypox) na capital”. A pasta destacou que “trata-se de um homem de 41 anos e que, segundo investigação preliminar, passou por Portugal e Espanha no mês de maio”.
Além deste caso, a Prefeitura de São Paulo informou que monitora o estado de saúde de uma mulher de 26 anos, sem histórico de viagem ao exterior, hospitalizada com suspeita de ter contraído a doença. Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a paciente passa bem. Familiares e pessoas próximas à ela também estão sendo acompanhados pela gestão municipal.
Em nota divulgada nesta quarta (8), o Ministério da Saúde informou que oito casos estão em investigação em todo o país. Segundo a pasta, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo têm um caso suspeito cada um, e há ainda dois casos em monitoramento em Rondônia e outros dois em Santa Catarina.
Neste domingo (5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou ter confirmado 780 casos de varíola de macacos em todo o mundo. Os dados correspondem ao intervalo entre 13 de maio e 2 de junho e leva em conta apenas pacientes identificados em locais em que a doença não é endêmica. Segundo a entidade, não houve mortes relatadas.
Mundo
A OMS disse que a varíola dos macacos traz um “risco moderado” para a saúde pública mundial depois que casos foram relatados em países onde a doença não é endêmica.
“O risco para a saúde pública pode se tornar alto se esse vírus se estabelecer como um patógeno humano e se espalhar para grupos mais propensos a risco de doenças graves, como crianças pequenas e pessoas imunossuprimidas”, disse a OMS.
A organização diz que não há recomendação de uso de vacina da varíola para casos de varíola dos macacos.
Imagem de microscópio mostra vírus causador da varíola do macaco — Foto: Cynthia S. Goldsmith, Russell Regner/CDC via AP
Sintomas e transmissão
Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.
“Depois do período de incubação [tempo entre a infecção e o início dos sintomas], o indivíduo começa com uma manifestação inespecífica, com sintomas que observamos em outras viroses: febre, mal-estar, cansaço, perda de apetite, prostração”, explica Giliane Trindade, virologista e pesquisadora do Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.
“O que é um diferencial indicativo: o desenvolvimento de lesões – lesões na cavidade oral e na pele. Elas começam a se manifestar primeiro na face e vão se disseminando pro tronco, tórax, palma da mão, sola dos pés”, completa Trindade, que é consultora do grupo criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para acompanhar os casos de varíola dos macacos.
Influenciador de SC estava com o cão Shurastey, a caminho do Canadá, quando os dois morreram em um acidente de trânsito. As cinzas do animal não vieram junto com o tutor
Amigos, familiares e admiradores se despedem do influenciador Jesse Koz, de 29 anos, que morreu em maio após um acidente de trânsito nos Estados Unidos, nesta manhã de segunda-feira (6). A cerimônia de despedida começou por volta das 11h em um crematório de Balneário Camboriú, no Litoral Norte. O velório seguirá durante a tarde e terá homenagens ao brasileiro.
As cinzas do Shurastey, cão de Koz que morreu junto com o tutor na colisão, serão enviadas ao Brasil em outro momento, em transporte feito por uma empresa especializada. Ainda não há data de quando elas chegam a Santa Catarina.
Cerimônia
A cerimônia acontece no Crematório Vaticano, próximo da BR-101, desde às 11h20. A previsão é de que o velório se estenda até as 18h, quando o corpo de Jesse será cremado no local.
Depois da cerimônia, a família de Koz irá receber algumas das mensagens de homenagem que amigos e admiradores enviaram por meio de uma página criada pelo crematório onde acontecerá a cerimônia. Algumas delas também serão passadas durante a transmissão ao vivo do velório.
Admiradores se despedem de Jesse Koz, de 29 anos, nesta segunda-feira — Foto: Patrick Rodrigues/NSC
Cinzas de Shurastey
O corpo do golden retriever de 6 anos foi cremado em 26 de maio. O procedimento foi pago com recursos de uma vaquinha virtual, que bateu a meta de R$ 120 mil em cerca de três horas. Segundo a família de Koz, o Crematório Vaticano fará uma cerimônia restrita à família para a entrega das cinzas dos dois em data a ser definida.
A viagem de Koz e o cão fazia parte do projeto “Shurastey or Shuraigow?”, uma adaptação inspirada na música “Should I Stay or Should I Go” (traduzido do inglês, Devo Ficar ou Devo Ir), da banda The Clash. Junto de Dodongo, como o fusca que o brasileiro conduzia quando sofreu o aciente foi apelidado, eles percorreram 17 países.
A dupla era acompanhada por mais de 400 mil seguidores nas redes sociais. O destino final da viagem era o Alasca. No Instagram, o perfil da iniciativa ultrapassou 1,5 milhão após a morte da dupla.
Viajantes compareceram à cerimônia de despedida do influenciador — Foto: Patrick Rodrigues/NSC
Como aconteceu o acidente
O acidente ocorreu na manhã de segunda-feira, 23 de maio de 2022. Segundo a Polícia do Oregon, por volta das 10h29, os soldados foram chamados para um acidente no quilômetro 19 da Hwy 199, perto de Selma.
O casal Diego Strutz e Roana Petri Celeste acompanhava, em outro veículo, Koz e Shurastey no trecho final da jornada. De acordo com Roana, o influenciador não conseguiu frear a tempo quando um carro parou na rodovia para fazer uma conversão à esquerda.
A autoridade norte-americana disse que o motorista do outro veículo, um Ford Escape, ficou ferido e foi levado ao hospital. Uma criança de 2 anos não se feriu.
Lote inclui aeroportos de São Paulo, Rio, Minas, Pará, Mato Grosso do Sul e Amapá. Governo espera fazer leilão ainda este ano, mas eleições no segundo semestre complicam cenário
O Tribunal de Contas da União (TCU) deu aval nesta quarta-feira (1º) à concessão do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e de outros 14 terminais (lista completa mais abaixo).
Os ministros aprovaram a proposta do relator do processo no TCU, ministro Walton Alencar. Ele entendeu que não houve irregularidades e que o processo de desestatização pode prosseguir.
“Não foram identificadas quaisquer irregularidades ou impropriedades que desaconselhem a continuidade da sétima rodada de concessões aeroportuárias”, afirmou. Segundo Alencar, mais de 35 milhões de pessoas devem transitar no conjunto de terminais nos próximos anos.
Os novos investimentos nos 15 aeroportos devem totalizar cerca de R$ 7,3 bilhões, de acordo com os estudos de viabilidade das privatizações realizados em 2019.
Ainda de acordo com os estudos, o aeroporto de Congonhas é o segundo mais movimentado do país, pelo qual passam cerca de 22,7 milhões de passageiros por ano. O investimento previsto nos estudos para este terminal chega a R$ 3,4 bilhões, quase metade do valor esperado para a rodada.
Porém, segundo o Ministério de Infraestrutura, esses valores podem mudar após o julgamento do TCU. Isso porque, na decisão de dar o aval à rodada de concessões, o tribunal decidiu informar ao ministério que a metodologia usada para calcular as estimativas de preço envolveu parâmetros de obras antigas e com logística diferenciada.
O governo espera fazer o leilão desses terminais ainda neste ano, mas as eleições presidenciais em outubro são um obstáculo – assim como acontece, por exemplo, com a privatização da Eletrobras.
Em nota, o Ministério da Infraestrutura afirmou que publicará ainda em junho o edital da licitação, dentro do calendário previsto pelo governo para fazer o leilão no segundo semestre de 2022.
A lista completa dos terminais a serem leiloados nesta etapa é composta por:
Congonhas e Campo de Marte (SP);
Campo Grande, Corumbá, Ponta Porã (MS);
Belém, Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira (PA);
Jacarepaguá (RJ);
Montes Claros, Uberlândia e Uberaba (MG);
Macapá (AP).
O sétimo lote de concessões aeroportuárias foi aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em dezembro de 2021 – na época, ainda estava incluído no pacote o aeroporto Santos Dumont, no Rio.
Os ministros também determinaram que a área técnica do TCU fará uma auditoria para avaliar os serviços públicos oferecidos pelas concessionárias, principalmente em critérios de qualidade, segurança e rapidez dos investimentos.
Sem Santos Dumont
Em fevereiro, o governo atendeu a um pedido do governo do Rio de Janeiro e retirou o aeroporto Santos Dumont do pacote – a previsão é que essa concessão seja feita no segundo semestre de 2023, junto com o terminal do Galeão.
Nesse sentido, o relator avaliou positivamente a decisão de retirar o Santos Dumont deste bloco de privatizações.
Alencar ressaltou que o estado do Rio de Janeiro tinha “sensíveis preocupações” de que os dois aeroportos operariam com uma “concorrência predatória” enquanto estivessem sob a gestão de concessionárias diferentes.
“A melhor alternativa em estudos acerca do tema é a concessão conjunta dos dois aeroportos”, afirmou.
Locais pertenciam à cultura Casarabe, que data do período de 500 a 1400 d.C. Achado, inédito, sugere que o oeste da região amazônica não era tão pouco habitado antes da chegada dos colonizadores como se pensava
Pesquisadores da Alemanha descobriram “cidades” na Amazônia da Bolívia que datam da era pré-colonial. O achado, inédito, foi descrito em um estudo publicado na revista “Nature” na quarta-feira (25).
Os locais foram descritos pelos cientistas como “assentamentos urbanos de baixa densidade”. Ao todo, os pesquisadores encontraram dois grandes assentamentos e mais 24 menores. Dos 26, 11 ainda não eram conhecidos.
Os lugares pertenceram à cultura Casarabe, que se desenvolveu no sudoeste da Amazônia boliviana no período de 500 a 1400 d.C. Antes da descoberta, havia evidências apenas de locais isolados, pois a vegetação densa dificulta o mapeamento das florestas tropicais.
Imagem feita com a tecnologia lidar de um dos assentamentos grandes encontrados pelos cientistas, o Cotoca. — Foto: H. Prümers / DAI via Nature
Para encontrar os novos assentamentos, os cientistas usaram uma tecnologia chamada “lidar“, um mapeamento a laser aéreo que funciona disparando feixes infravermelhos de um avião, helicóptero ou drone em direção à superfície e capturando os sinais refletidos.
O método permitiu que eles “removessem”, virtualmente, a vegetação densa da região, para visualizar a terra e a arqueologia abaixo das árvores.
“Nossos resultados derrubam os argumentos de que a Amazônia ocidental era escassamente povoada em tempos pré-hispânicos”, dizem os autores no estudo.
Em um comentário divulgado junto com o estudo, o arqueólogo Christopher T. Fisher, professor de antropologia na Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos, avaliou que os dados “apontam para populações densas, paisagens geradas pelo homem, centros com arquitetura monumental e uma complexa hierarquia de assentamentos que podem ser indicativos de sociedades de “nível de Estado”, contradizendo percepções anteriores de que as populações da região eram pequenas e de desenvolvimento limitado. Fisher não participou do estudo.
Gestão de água, plataformas e pirâmides
A arquitetura dos assentamentos incluía plataformas escalonadas – sobre as quais havia estruturas em forma de U, montículos de plataforma retangulares e pirâmides cônicas de até 22 metros de altura. Também havia uma infraestrutura maciça de gestão de água, com canais e reservatórios.
Os resultados indicam, segundo os cientistas, que o padrão de assentamento da cultura Casarabe representa um tipo de urbanismo tropical de baixa densidade que não havia sido descrito anteriormente na Amazônia.
“Propomos que o sistema de assentamento da cultura Casarabe é uma forma singular de urbanismo agrário tropical de baixa densidade – até onde sabemos, o primeiro caso conhecido para toda a planície tropical da América do Sul”, dizem os pesquisadores.
Os dois assentamentos maiores encontrados pelos cientistas – chamados de Cotoca e Landívar – foram, de acordo com os cientistas, “centros primários na rede de assentamentos da cultura Casarabe – os principais de uma rede de assentamento regional conectada por calçadas retas ainda visíveis que saem desses locais em direção à paisagem por vários quilômetros”.
Além disso, “a presença de plataformas localizadas em pontos estratégicos de algumas das calçadas e em vãos na interseção de calçadas e recintos poligonais sugerem que o acesso a esses grandes locais de assentamento pode ter sido restrito e controlado”, acrescentam.
“Esta é a primeira evidência clara de que havia sociedades urbanas nesta parte da Bacia Amazônica”, afirmou, em entrevista à “Nature”, Jonas Gregorio de Souza, arqueólogo da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, na Espanha, que não participou do estudo.