A criança, de 4 anos, tem seletividade alimentar e, por isso, os pais levaram alimentos específicos. Mas, enquanto estavam na piscina, foram convidados a se retirar do parque
Um casal do Distrito Federal foi expulso do clube Águas Correntes Park, localizado na Cidade Ocidental (GO), após entrar com alguns alimentos restritos e destinados ao filho autista, de 4 anos. A situação ocorreu na quinta-feira (25/8) e, em entrevista, o pai e a mãe contaram que se sentiram constrangidos e injustiçados com o ocorrido. Nas redes sociais, a direção do parque aquático publicou uma nota de esclarecimento informando que vai apurar os fatos.
Caroline Cavalcante, 41, e Bruno Augusto, 35, são moradores da Asa Norte. Eles buscavam por um clube atrativo e que pudesse atender as necessidades do filho Daniel. Por meio de boas indicações e pelas redes sociais, o casal decidiu ir ao Águas Correntes, distante cerca de 40km do Plano Piloto. Por ser autista, a criança tem seletividade alimentar e não come qualquer tipo de alimento.
O site do parque informa que está proibida a entrada de alimentos e bebidas em geral, panelas, vasilhas e caixas térmicas. Mas, segundo a mãe, o clube havia sido comunicado da condição de Daniel com antecedência. Quando a família chegou ao local, apresentou o documento de identidade da criança com a informação de que ele era autista e mostrou o kit de lanche. “Ele come poucas coisas e aceita os alimentos de acordo com a embalagem. Por exemplo, suco de uva ou biscoito. Na portaria, tivemos que deixar vários itens. Tínhamos levado dois salgadinhos e só entramos com um. O suco, eu levei quatro, mas só entramos com um”, relatou a publicitária.
Expulsão
O casal e o filho chegaram por volta das 11h ao clube e ficaram por pouco menos de duas horas. Bruno Augusto, marido de Caroline, conta que foi abordado e repreendido por um segurança. “Ele disse que eu não poderia levar comida e eu expliquei a situação dizendo que havíamos comprovado tudo. Cheguei a ir na lanchonete do local, mas lá não tinha os alimentos que meu filho consome”, disse.
Pela segunda vez, enquanto estavam na piscina com o filho, o funcionário do clube retornou e falou novamente que a entrada de alimentos não era permitida. De acordo com o casal, o segurança agiu de forma ríspida e grosseira. “Meu marido disse que não ia devolver as comidas e, de maneira humilhante, mandou a gente se retirar. Foi uma situação constrangedora. Buscamos a direção do clube, mas não tinha ninguém lá. Foi uma equipe totalmente despreparada e sem um gestor para mediar aquele conflito”, desabafou Caroline.
Pelas redes sociais, o Águas Correntes Park veiculou que apura os fatos para adotar as medidas necessárias ao esclarecimento e correção das políticas internas. “Informamos ainda que repudiamos qualquer ato discriminatório e que estamos empenhados em corrigir possíveis falhas e prestar o melhor atendimento possível.” Por fim, a empresa pediu desculpas à cliente.
Pouso em Brasília ocorreu pouco antes das 10h. Relíquia deixou Portugal pela primeira vez em 187 anos, e será exibido na capital em comemoração ao bicentenário da Independência
O coração de Dom Pedro I chegou ao Brasil nesta segunda-feira (22), pouco antes das 10h. Transportada pela Força Aérea Brasileira (FAB), a relíquia veio da cidade do Porto, em Portugal, e aterrissou na base aérea de Brasília em uma aeronave VC-99, do Grupo de Transporte Especial (GTE) da Força Aérea Brasileira (FAB).
Conservado em formol há 187 anos, o coração do imperador deixa Portugal pela primeira vez e foi trazido ao país em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil, em 7 de setembro.
Na terça (23), haverá uma cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a partir da data, o órgão fica exposto “dentro de um vidro” , no Palácio do Itamaraty, até 5 de setembro.
O órgão veio em cabine de passageiros, junto com três autoridades portuguesas e um representante do governo brasileiro. Na base aérea, foi recebido com honrarias, por autoridades como o embaixador de Portugal no Brasil, Luiz Felipe Melo, e os ministros Paulo Sérgio Nogueira, da Defesa, e Marcelo Queiroga, da Saúde.
Por volta das 10h30, o coração foi levado ao Palácio do Itamaraty, em operação “silenciosa”. Já o retorno a Portugal está marcado para 8 de setembro. A Polícia Federal e as Forças Armadas devem fazer a segurança da relíquia neste período.
“É com muita satisfação que nos reunimos nesta manhã, como parte das comemorações alusivas ao bicentenário da independência do Brasil, para receber esta importante relíquia, que representa além da bravura e da paixão, a imensurável força de nosso primeiro imperador, onde estiver o seu tesouro, ai também estará o seu coração”, disse na cerimônia o ministro Paulo Sérgio Nogueira.
O presidente da Câmara Municipal da cidade de Porto, Rui Moreira, ressaltou a notoriedade da vinda da relíquia ao país.
“Em primeiro lugar, é muito importante, simbolicamente para o Brasil, o regresso do coração do vosso primeiro imperador D. Pedro. É muito importante também pra Portugal porque ele foi uma figura crucial na afirmação da liberdade em Portugal. E para a cidade do Porto que eu aqui represento, porque foi ele também que nos libertou dos jugos que tínhamos e foi considerado pela população do Porto como rei soldado”, disse.
“Por isso, esse regresso do coração de D. Pedro é, para todos nós, espero, naturalmente, para os brasileiros, mas também para os portugueses, um momento de grande júbilo”.
Coração de D. Pedro I em cripta, na cidade do Porto, em Portugal — Foto: Guilherme Costa Oliveira/ Câmara Municipal do Porto
Negociações
O valor gasto pelo governo Brasileiro para trazer o coração de Dom Pedro I não foi divulgado. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as negociações para a vinda ao Brasil começaram em fevereiro deste ano.
Em Portugal, o Instituto Médico Legal da Universidade do Porto autorizou do ponto de vista técnico, a vinda do órgão. Depois, houve uma votação, na Câmara de Vereadores da cidade do Porto, onde a viagem foi autorizada, por unanimidade.
Esta não é a primeira vez que restos mortais de Dom Pedro I são apresentados nas comemorações da Independência do Brasil. Em 1972, durante a ditadura militar, parte da ossada do imperador foi exposta em várias cidades brasileiras.
Dom Pedro I foi o primeiro chefe político do Brasil e responsável por declarar a independência do Brasil. Os restos mortais dele estão sepultados na cripta imperial, no Parque da Independência, em São Paulo. Já o coração é mantido na capela-mor da igreja de Nossa Senhora da Lapa, em Porto, Portugal.
O condutor levou ao menos oito tiros e duas pessoas foram socorridas e levadas ao hospital. Segundo informações preliminares, dois homens em uma moto pararam ao lado do veículo e efetuaram os disparos
Dois homens em uma moto preta executaram a tiros o motorista de uma van pirata, na BR-040, na altura de Valparaíso de Goiás (GO), na noite deste domingo (21/8). No momento do crime, havia passageiros dentro do veículo. Duas pessoas ficaram feridas e foram transportadas ao hospital do município goiano. Até a última atualização, ninguém havia sido preso.
Segundo informações preliminares da polícia, o motorista, identificado como Mayron Alves Maranhão, 32 anos, passou pelo Novo Gama, sentido Jardim Ingá e, enquanto trafegava pelo Valparaíso, dois homens em uma moto CG pararam ao lado da van e efetuaram ao menos oito disparos contra o condutor. Os tiros teriam atingido o peito do homem.
Desesperados, os passageiros desceram do transporte gritando e pedindo por socorro. Na van, estava ainda a esposa de Mayron, que trabalhava como cobradora no momento do crime. Ela estava na parte de trás do automóvel e não foi atingida pelos disparos. O local ficou aos cuidados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a perícia foi acionada. O caso é investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO).
‘Como se Dom Pedro estivesse entre nós’, diz Itamaraty sobre vinda do órgão ao país para comemorações dos 200 anos da Independência. Coração ficará exposto a partir de terça-feira (23)
O coração de Dom Pedro I deve chegar ao Brasil nesta segunda-feira (22), onde ficará exposto, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil. O órgão, que está em Portugal, será transportado pela Força Aérea Brasileira (FAB).
As informações sobre o transporte foram dadas pelo embaixador George Monteiro Prata e pelo chefe do cerimonial do Itamaraty, ministro Alan Coelho de Séllos, neste domingo (21), em Brasília. O coração virá na cabine de passageiros de um avião da FAB e três autoridades portuguesas, além de um representante do governo brasileiro, acompanham a viagem.
“O coração será recebido no Brasil como chefe de Estado, e será tratado como se Dom Pedro I fosse vivo entre nós, não é? Portanto, ele será objeto de todas as medidas que se costumam atribuir a uma visita oficial, uma visita de Estado, de um soberano estrangeiro, no caso de um soberano brasileiro ao Brasil”, afirma Séllos.
A chegada, em Brasília, está prevista para as 9h30 desta segunda-feira. Na terça (23), haverá uma cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PL).
A família imperial foi convidada para o evento. No entanto, o coração do imperador não será exibido. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a partir de terça-feira (23), o órgão fica exposto “dentro de um vidro”, no Palácio do Itamaraty.
A Polícia Federal (PF) vai monitorar a segurança durante toda a permanência do órgão no país, além das Forças Armadas. No dia 8 de setembro o coração será levado de volta para Portugal. O Ministério das Relações Exteriores não informou quanto custou a operação para trazer o coração de Dom Pedro I para o Brasil.
Em Portugal, o órgão fica guardado na igreja de Nossa Senhora da Lapa, na cidade do Porto. Ele é protegido pelos Guardiões da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa.
“São necessárias cinco chaves para acessar o coração que é conservado há 187 anos, dentro de um vaso de vidro com formol”, informou o Itamaraty.
As negociações para a vinda do coração de Dom Pedro I ao Brasil
O coração de Dom Pedro I foi doado à cidade do Porto, em Portugal, em função de um pedido que teria sido feito pelo próprio imperador, antes de morrer.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, as negociações para a vinda ao Brasil começaram em fevereiro deste ano, por causa das comemorações dos 200 anos da Independência do país, comemorados no próximo 7 de setembro.
Primeiro, os peritos do Instituto Médico Legal da Universidade do Porto autorizaram – do ponto de vista técnico – a vinda do órgão, “que é frágil”. Depois, houve uma votação, na Câmara de Vereadores da cidade do Porto, onde a viagem foi autorizada, por unanimidade.
Curiosidades
Esta não é a primeira vez que restos mortais de Dom Pedro I são apresentados nas comemorações da Independência do Brasil. Em 1972, durante a ditadura militar, parte da ossada do imperador foi exposta em várias cidades brasileiras, antes de ser depositada no Monumento da Independência, em São Paulo.
Neste sábado (20), no Porto, ocorreu a primeira exposição aberta ao público do coração de Dom Pedro I. A exibição termina neste domingo, quando o coração será trazido para o Brasil.
Na segunda-feira, quando chegar ao país, o órgão será levado da Base Aérea de Brasília até a Praça dos Três Poderes “de modo silencioso”, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Depois, o coração ficará “em repouso”, no Itamaraty, até ser exposto, com todas as honrarias.
“Como costuma ser uma cerimônia oficial de chegada, com as honras militares envolvidas no Palácio do Planalto e a subida da rampa, os hinos, o hino nacional e o hino da Independência que, aliás, é uma composição de Dom Pedro I que, além de imperador ,era um bom músico nas horas vagas”, diz Alan Coelho de Séllos.
No Palácio do Itamaraty, o coração ficará na sala Santiago Dantas, que é climatizada. Ele estará dentro de uma cripta.
No mesmo local, uma exposição, em forma de “linha do tempo”, mostra a vida e o legado de Dom Pedro I. A mostra foi organizada pela Biblioteca Nacional com a colaboração do Museu Imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Atriz estava internada em um hospital da Zona Sul. Humorista passou por pelo menos três cirurgias no coração, enfraquecido por causa da radioterapia para tratar um câncer no tórax
A atriz Claudia Jimenez morreu no início da manhã deste sábado (20), no Rio, aos 63 anos. A intérprete de Dona Cacilda, da “Escolinha do Professor Raimundo”, e de Edileuza, de “Sai de Baixo”, estava internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul.
Até a última atualização desta reportagem, a causa da morte não havia sido divulgada.
O velório será neste sábado, das 12h às 16h30, no Salão Celestial do Memorial do Carmo, no Caju.
Câncer e operações no coração
Em 1986, Claudia foi ao médico para curar uma tosse persistente e descobriu que tinha câncer, um tumor maligno no mediastino, atrás do coração. Chegou a ser desenganada. O diagnóstico não se cumpriu, e a atriz curou-se da doença, com ajuda de Chico Anysio.
As sessões de radioterapia, porém, lhe causaram outro problema de saúde. Os médicos acreditam que o tratamento pode ter afetado os tecidos do coração, o que a obrigou a fazer pelo menos três cirurgias nos anos seguintes.
Atriz Claudia Jimenez em entrevista ao Fantástico em 2014 — Foto: Globo
A primeira foi em 1999, para botar cinco pontes de safena; a segunda, em 2012, para a substituição da válvula aórtica por uma outra, sintética; e a terceira, em 2014, para botar um marca-passo.
“Quando eu falo para o meu médico: ‘Ô, radioterapia desgraçada!’. Aí ele fala: ‘Mas se não fosse ela, você já estava há muito tempo lá em cima, né?’. E é verdade, quer dizer, a gente tem sempre que agradecer em vez de reclamar”, disse Claudia, em entrevista ao “Fantástico” em 2014, meses depois da operação.
“Maturidade faz você ficar mais bacana. Às vezes, eu percebo que, internamente, não estou legal eu vou em busca de alguma coisa que me faça ficar legal. Tem gente que fala assim para mim: ‘Ai, como você é frágil’. Eu falo: ‘Frágil? Eu sou a pessoa mais forte que eu conheço’. Chegam perto de mim e falam: ‘Vamos trocar válvula aórtica’. Eu falo: ‘Ok, vamos’. ‘Vamos fazer cinco pontes de safena’. ‘Ok, vamos’. ‘Botar o marca-passo’. ‘Ok’. Eu faço qualquer coisa para ficar aqui”, afirmou.
Vida e carreira
Filha de um cantor de tangos e caixeiro viajante e uma enroladora de bala de coco, Cláudia Maria Patitucci Jimenez nasceu na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, em 1958.
Ela fez o curso normal, com especialização em maternal e jardim de infância, e já na juventude se dedicou ao teatro amador.
“Sempre fui palhaça, sempre. No colégio de freira me pagavam um chocolate, bala para eu não deixar de ir na aula de religião, porque quando eu ia era um divertimento só”, disse.
Sua estreia no teatro profissional foi em 1978, na peça “Opera do Malandro”, de Chico Buarque, em que viveu a prostituta Mimi Bibelô.
Foi o diretor Mauricio Sherman que a levou para a TV Globo. Nos anos 1980, Claudia participou da abertura do programa “Viva o Gordo”, de Jô Soares, e deu vida à insaciável Pureza, mulher de Apolo, do bordão “Ainda morro disso!”, em “Chico City”. “A Pureza só pensava em transar”, lembrou Claudia, em entrevista à “Folha de S.Paulo”.
Paulo Silvino posa ao lado de Claudia Jimenez durante gravação da mensagem de fim de ano da Globo em 2014 — Foto: Renato Rocha Miranda/Globo
A partir de 1990, Claudia Jimenez viveu a desbocada e saliente Dona Cacilda, uma das alunas da “Escolinha do Professor Raimundo”, com o “professor” Chico Anysio. Com Cacilda, emplacou outro bordão: “Beijinho, beijinho, pau, pau”.
Cacilda, lembrou Claudia em 2014, ela guarda no coração. “Não era nem propriamente pelo personagem, mas pelo que eu vivi ali dentro. Foram seis anos de gargalhadas”, destacou. Esse papel lhe rendeu o Troféu APCA de melhor atriz comediante em 1991.
Em 1996, Claudia deu vida a mais uma personagem icônica: a doméstica Edileuza, de “Sai de Baixo”. Seus embates com Caco Antibes, de Miguel Falabella, fizeram a plateia gargalhar. Foi apenas uma temporada, mas até hoje seus bordões são lembrados.
Claudia também fez novelas. Foi a Bina de “Torre de Babel” (1998), a Dagmar de “As Filhas da Mãe” (2001), a Consuelo de “América” (2005), a Custódia de “Sete Pecados” (2007), a Violante de “Negócio da China” (2008), a Zélia de “Além do Horizonte” (2013) e a Lucrécia de “Haja Coração” (2016).
No cinema, atuou em “Gabriela, Cravo e Canela” (1983), “Ópera do Malandro” (1986) e Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987). Também dublou a Ellie de “A Era do Gelo”. Com a Bia de “O Corpo” (1991), ganhou como melhor atriz no Festival de Brasília.
Seu último papel foi a Bibiana do quadro “Infratores”, no Fantástico, em 2018.
A apreensão foi feita em uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal na altura de Rio Verde
Um homem sem habilitação acabou preso por policiais rodoviários federais por tráfico de drogas. Ele transportava uma carga de 397 kg de maconha e 5 kg de skunk na cabine do caminhão que dirigia. A abordagem aconteceu perto do município goiano de Rio Verde, no sudoeste do estado, distante cerca de 400km do Distrito Federal.
A Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF-DF) informou em nota que na fiscalização rotineira, na manhã de sexta-feira (12/8), parou um caminhão dirigido por um motorista de 36 anos. Quando perguntado o que ele transportava, o homem contou sobre a carga de entorpecente e mostrou onde a droga estava escondida.
Após a busca no veículo, os policiais rodoviários encontraram a maconha e o skunk na cabine de descanso do motorista. Quando questionado pelos policiais o motivo de estar transportando a carga, o homem disse ter sido contratado por R$ 8 mil para levar o entorpecente do Alto Araguaia até e Goiânia.
O condutor recebeu voz de prisão e foi levado para a delegacia da Polícia Civil de Rio Verde. Ele deve responder pelo crime de tráfico de drogas. A pena que ele pode pegar é de 5 a 15 anos de reclusão.
Apresentador e humorista estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 28 de julho. Causa da morte não foi divulgada
O apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares morreu às 2h30 desta sexta-feira (5), aos 84 anos. Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, o apresentador do “Programa do Jô”, exibido na TV Globo de 2000 a 2016, estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo, onde deu entrada para tratar de uma pneumonia.
A causa da morte não foi divulgada. O enterro e velório serão reservados à família e aos amigos, em data e local ainda não informados.
O anúncio da morte foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher de Jô, e confirmada em nota pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês.
“Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo”, escreveu Flávia em uma rede social.
Humor como marca registrada
Em todas as suas inúmeras atividades artísticas – entrevistador, ator, escritor, dramaturgo, diretor, roteirista, pintor… –, Jô Soares teve o humor como marca registrada. Foi seu ponto de partida e sua assinatura no teatro, na TV, no cinema, nas artes plásticas e na literatura. Ele próprio gostava de admitir isso.
“Tudo o que fiz, tudo o que faço, sempre tem como base o humor. Desde que nasci, desde sempre”, afirmou em depoimento ao site Memória Globo.
Jô Soares se emociona ao se despedir do ‘Programa do Jô’ — Foto: Carol Caminha / Gshow
Nos últimos 25 anos, Jô ficou conhecido por ser o apresentador do talk-show mais famoso do país. Na TV Globo, estrelava o “Programa do Jô”, exibido de 2000 a 2016.
Considerado pioneiro do stand-up, também se destacou por ser um dos principais comediantes da história do Brasil, participando de atrações que fizeram história na TV, como “A família Trapo” (1966), “Planeta dos homens” (1977) e “Viva o Gordo” (1981). Além disso, escreveu livros e atuou em 22 filmes.
Adolescência na Suíça
José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938. Era o único filho do empresário Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Leal Soares. Em entrevista ao Fantástico em 2012, Jô disse que “pelo fato de sempre ter sido gordo, preferia ser mais conhecido pelo espírito do que pelo físico”.
“Então, eu era muito, muito exibido”, assumiu. “Sou muito vaidoso, nunca escondi isso. Qual é o artista que não é vaidoso? Todos. É uma profissão de vitrine de exibidos. Você nasce querendo seduzir o mundo.”
Na infância, Jô estudou em colégio interno. “Chorava muito. Era uma coisa excessiva, uma coisa de sensibilidade quase gay”, disse ao Fantástico. O motivo era o medo de tirar nota baixa e não ter direito a voltar para casa nos finais de semana. Na escola, seu apelido era poeta. “Sendo gordo e ter o apelido de poeta – acho que já era uma vitória.”
Aos 12 anos de idade, foi estudar na Suíça, onde ficou até os 17. Lá, passou a se interessar por teatro e shows. Mas o plano original não era seguir carreira nos palcos.
“Eu pensei que ia seguir a carreira diplomática”, explicou ao Memória Globo. “Mas sempre ia ao teatro, sempre ia assistir a shows, ia para a coxia ver como era. E já inventava números de sátira do cinema americano; fazia a dança com os sapatinhos que eu calçava nos dedos.”
Jô Soares — Foto: TV Globo
Volta para o Brasil
Como os negócios do pai Orlando fracassaram, a família teve de retornar ao Rio. Nesta época, Jô estava disposto a encarar a vocação recém-descoberta nas artes. “Imediatamente comecei a frequentar a turma do teatro, a mostrar meus números, e a coisa engrenou quase que naturalmente”, lembrou.
O portal IMDb lista ainda que, no período, ele esteve nos filmes musicais “Rei do movimento” (1954), “De pernas pro ar” (1956) e “Pé na tábua” (1957). Naquele princípio de carreira cinematográfica, destacou-se, como ator, na chanchada “O homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga.
A estreia na TV aconteceu em 1958. Naquele ano, participou do programa “Noite de gala” e passou a escrever para o “TV Mistério”, que tinha no elenco Tônia Carreiro e Paulo Autran. Eles eram exibidos pela TV Rio. Na emissora, Jô esteve ainda no “Noites cariocas”. Em seguida, escreveu e atuou em humorísticos da TV Continental.
Já na TV Tupi, fez participações no “Grande Teatro Tupi”, do qual faziam parte nomes como Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Sérgio Brito e Aldo de Maia. “Eu consegui trabalhar ao mesmo tempo nas três emissoras que existiam no Rio”, declarou ao Memória Globo.
Em 1960, Jô mudou-se para São Paulo para trabalhar na TV Record.
“Vim descobrir São Paulo, era casado com a Teresa, tinha 22 anos. Vim para passar 12 dias e fiquei 12 anos”, lembrou ao Fantástico ao mencionar o casamento com a atriz Therezinha Millet Austregésilo (1934-2021), com quem teve seu único filho, Rafael, que era autista e morreu aos 50 anos.
A partir daí, atuou e escreveu para diversas atrações, como “La reuve chic”, “Jô show”, “Praça da alegria”, “Quadra de azes, “Show do dia 7” e “Você é o detetive”.
O grande destaque da época foi “A família trapo”, exibido entre 1967 e 1971 todos os domingos. No princípio, Jô apenas escrevia o roteiro – seu parceiro era Carlos Alberto Nóbrega. Depois, ganhou um papel: o mordomo Gordon. O elenco tinha ainda nomes como Otelo Zeloni, Renata Fronzi, Ricardo Corte Real, Cidinha Campos e Ronald Golias.
Jô costumava celebrar o pioneirismo da atração. “Acho que foi a primeira sitcom que se fez”, afirmou ao Memória Globo. Ao Fantástico, comentou que “foi o primeiro grande sucesso nacional da TV”. “Saí um ano antes [do fim do programa], em 1970. Assinei contrato com a Globo, onde estavam o Boni, que já me conhecia e de quem já era amigo, e o Walter Clark.”
Trajetória na Globo
Pelos 17 anos seguintes, a partir de 1970, Jô Soares ficou na TV Globo. A estreia foi no programa “Faça humor, não faça a guerra”, ao lado de Renato Corte Real (ambos eram roteiristas e protagonistas). Os textos eram também assinados por Max Nunes, Geraldo Alves, Hugo Bidet e Haroldo Barbosa. “Criávamos uma média de 20 e tantos personagens por ano. Quando terminou o último programa, havia mais de 260 personagens criados”, enumerou Jô ao Memória Globo.
Em 1973, surgiu um novo humorístico, “Satiricom”. “Era um programa no estilo do extinto “Casseta & Planeta”, de sátira à comunicação. A gente brincava com as novelas, com o noticiário. Então, não tinha quadros fixos”, comparou.
Já em 1977, foi a vez de “O planeta dos homens”, em que novamente se dividiu entre as funções de ator e redator, com a colaboração de dois de seus parceiros habituais: Max Nunes e Haroldo Barbosa. O elenco, uma vez mais, chamava atenção: Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Luís Delfino, Sonia Mamede, Berta Loran, Costinha, Eliezer Motta e Carlos Leite.
Embora “O planeta dos homens” tenha ido ao ar até 1982, Jô se desligou um ano antes, para se dedicar ao seu próximo projeto: o “Viva o gordo”.
“O meu humor tem sempre um fundo político, sempre tem uma observação do cotidiano do Brasil”, dizia.
“Os meus personagens são muito mais baseados no lado psicológico e no social do que na caricatura pura e simples. Eu nunca fiz um personagem necessariamente gordo. Eles são gordos porque eu sou gordo.”
Desta galeria de figuras, destacaram-se o Reizinho (monarca de um reino que satirizava o Brasil da época), o Capitão Gay (um super-herói homossexual) e o Zé da Galera (do bordão “Bota ponta, Telê!”).
Jô Soares durante entrevista com Roberto D’Avila em julho de 2014 — Foto: Zé Paulo Cardeal/Globo
Talk-show
Quando seu contrato com a Globo venceu, em 1987, Jô Soares foi para o SBT. Ele atribuiu a mudança à possiblidade de apresentar um programa de entrevistas na nova emissora.
“No fim do contrato, falei com o Boni, meu amicíssimo… Na época ficou um ódio, claro. Porque falei ‘não’ [à proposta de renovação com a TV Globo]”, admitiu Jô ao Fantástico em 2012. Durante os seus 11 anos de exibição, o talk-show “Jô Soares onze e meia” rendeu mais de 6 mil entrevistas.
“E durante o processo do impeachment do presidente Fernando Collor, o ‘Jô Soares Onze e Meia’ funcionou como uma espécie de tribuna popular, com o apresentador entrevistando alguns dos principais implicados e testemunhas do caso”, aponta o Memória Globo.
“Acho que descobri, também sem querer, a grande vocação da minha vida, a coisa que me dá mais prazer, mais alegria de fazer. Eu me sinto muito vivo ali. A maior atração do mundo é o bate-papo, a conversa”, afirmava o próprio Jô.
Ele retornou à Globo em 2000, quando estreou o “Programa do Jô”.
“Não foi por uma questão salarial, porque a contraproposta do SBT era muito alta. Voltei pela possibilidade de fazer mais entrevistas internacionais, pelas facilidades de gravação, pelo apoio do jornalismo.”
Literatura e teatro
Jô Soares também foi autor best-sellers e escreveu para jornais e revistas.
Nos anos 1980, escreveu com regularidade nos jornais “O Globo” e “Folha de S.Paulo” e para a revista “Manchete”. Entre 1989 e 1996, assinou uma coluna na “Veja”.
Também escreveu cinco livros, sendo quatro romances. A estreia foi “O astronauta sem regime” (1983), coletânea de crônicas publicadas originalmente em “O Globo”. O romance “O Xangô de Baker Street” (1995) liderou as listas dos mais vendidos e foi adaptado para o cinema em 2001. As obras seguintes foram “O homem que matou Getúlio Vargas” (1998), “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras” (2005) e “As esganadas” (2011).
No teatro, Jô ficou célebre por seus monólogos, todos marcados pelo tom cômico e crítico, com sátiras da vida cotidiana e política do Brasil. Os mais conhecidos foram “Ame um gordo antes que acabe” (1976), “Viva o gordo e abaixo o regime!” (1978), “Um gordoidão no país da inflação” (1983), “O gordo ao vivo” (1988), “Um gordo em concerto” (1994) – que ficou em cartaz por dois anos – e “Na mira do gordo” (2007).
Dentre os espetáculos em que trabalhou como ator nos palcos, estão ainda uma montagem de “Auto da compadecida” e “Oscar” (1961), com Cacilda Becker e Walmor Chagas. Como diretor, esteve à frente de “Soraia, Posto 2” (1960), “Os sete gatinhos” (1961), “Romeu e Julieta” (1969), “Frankenstein” (2002), “Ricardo III” (2006).
Jô Soares no JG, em 1984 — Foto: Reprodução
De seus mais de 20 trabalhos no cinema, Jô apareceu em alguns clássicos do cinema nacional, caso de “Hitler IIIº Mundo” (1968), de José Agripino de Paula”, e de “A mulher de todos” (1969), de Rogério Sganzerla. Além disso, dirigiu um filme, “O pai do povo” (1976).
‘Hipocondríaco de doenças exóticas’
Ao Fantástico em 2012, Jô falou sobre a morte, sempre com bom humor.
“Sou um hipocondríaco de doenças exóticas. Beriberi – eu nem sei o que é, mas tenho pavor de pegar isso”, brincou.
“O medo da morte é um sentimento inútil: você vai morrer mesmo, não adianta ficar com medo. Eu tenho medo de não ser produtivo. Citando meu amigo Chico Anysio, [uma vez] perguntaram para ele: ‘Você tem medo de morrer?’. Ele falou: ‘Não. Eu tenho pena’. Impecável.”
Fortaleza (CE), São Luís (MA), Belém (PA), Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Salvador (BA) anunciaram a imunização desse público. Na semana passada, Rio de Janeiro iniciou a aplicação em menores de 4 anos
Ao menos 6 capitais começam nesta segunda-feira (18) a vacinar crianças de 3 anos ou mais contra a Covid: Fortaleza (CE), São Luís (MA), Belém (PA), Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Salvador (BA).
Além delas, o Rio de Janeiro continua a aplicar a vacina em crianças de 4 anos – as de 3 devem começar a ser imunizadas na quarta-feira (20).
A vacinação de crianças de 3 e 4 anos teve início depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em 13 de julho, o uso da CoronaVac para esse público. Até então, o Brasil só tinha vacinas autorizadas para crianças de 5 anos ou mais – a Pfizer.
Maior cidade do país, São Paulo não havia anunciado início da imunização de crianças de 3 ou 4 anos até a última atualização desta reportagem.
Veja abaixo o andamento da imunização infantil em outras capitais:
Belém
Em Belém, Pará, a nova etapa da vacinação também estará disponível a partir de segunda-feira em UBS, shoppings e três hospitais. A expectativa é imunizar 30 mil crianças na capital paraense. No entanto, excepcionalmente no mês de julho, a imunização ocorrerá apenas nos dias úteis.
Boa Vista
Em Roraima, a prefeitura de Boa Vista informou que iniciará a vacinação na segunda-feira (18), com esquema vacinal de duas doses, em um intervalo de 30 dias, como aprovado pela Anvisa. As doses da vacina para essa faixa etária estarão disponíveis em 13 Unidades Básicas de Saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h.
Fortaleza
Na capital cearense, a aplicação das doses nas crianças de 3 a 5 anos começa nesta segunda mesmo após o governo do estado informar não ter doses suficientes para a imunização de todo o grupo no Ceará. São 64 mil doses da CoronaVac e um total de 262 mil pessoas que agora aptas a receber a vacina. A governadora do Ceará, Izolda Cela, informou que irá solicitar mais doses ao governo federal.
Manaus
Em Manaus, Amazonas, crianças de 5 anos já vinham sendo vacinadas com a Pfizer pediátrica e as que têm 6 anos ou mais, tanto com a Pfizer pediátrica quanto com a CoronaVac. Agora, o novo grupo apto para a vacinação poderá ir aos 37 pontos de atendimento a partir de segunda-feira para receber a primeira dose de CoronaVac.
Rio de Janeiro
O Município do Rio continua vacinando nestas segunda (18) e terça-feiras (19) meninos e meninas de 4 anos contra a Covid-19. De quarta (20) a sexta-feira (22) será a vez de as crianças de 3 anos receberem a primeira dose do imunizante.
A partir de 22 de julho será mantida a repescagem permanente para todos os cariocas com 3 anos de idade ou mais.
São Luís
Em São Luís, no Maranhão, o prefeito Eduardo Braide usou as redes sociais para informar a população quanto a vacina. Com início também na segunda-feira, esse público poderá se vacinar em51 postos espalhados pelo município.
Salvador
Também disponível na segunda-feira em Salvador, Bahia, a imunização ocorrerá nos 37 postos de saúde espalhados por todas as regiões da cidade.
Iate de 30 metros de comprimento pode ser visto em salão náutico
Uma feira de embarcações de luxo em Itajaí, no Litoral Norte catarinense, expõe veículos grande e de preço milionário. O mais caro chega a custar R$ 60 milhões. No Brasil, Santa Catarina é líder na fabricação de embarcações de luxo.
O evento ocorre até este domingo (10) na Marina Itajaí. No local, o visitante pode ver o iate de R$ 60 milhões, que possui 30 metros de comprimento.
Ao todos, são mais de 50 expositores no salão náutico de Itajaí . Santa Catarina já é responsável por 80% da produção nacional do setor. No ano passado, foram comercializados mais de R$ 2 bilhões na indústria brasileira.
Os iates podem ser visitados de ponta a ponta e é possível fazer um teste drive. Há ainda outros produtos de luxo de marcas nacionais e internacionais.
“É um evento de entretenimento e lazer. Então o cara que compra barco, ele compra moto, ele compra moto aquática, ele compra carro, ele compra insumos, ele compra de tudo. Então eu sempre falo que o barco é a cereja do bolo, mas tem uma cadeia produtiva muito grande por trás. Tem a indústria naval, a indústria de produção, tem a utilização”, disse Carlos Gayoso, diretor da Marina Itajaí.
A expectativa é que mais de 15 mil pessoas passem pelo evento e façam negócios até este domingo. “Gira uma economia dum segmento que é altamente mão de obra. Não existe robô pra fabricar barco. Então, eu acho que Santa Catarina nesse ponto se destaca, que ela hoje é a líder na fabricação dos barcos, ela tem incentivo”, afirmou o presidente do Boat Show e Grupo Náutico, Ernani Paciornik.
Segundo organização do evento, venda de ingressos superou expectativa: mais de 1 milhão foram vendidos, e eram esperados 600 mil. Sessão de autógrafos com youtuber Brancoala teve confusão e acabou com autor saindo antes de atender todos os fãs, muitos deles, crianças
O retorno presencial da Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, neste sábado (2), foi de aglomeração de visitantes dentro e ao redor do evento. Por volta das 16h, uma fila de quilômetros dava volta no Expo Center Norte, na Zona Norte da capital paulista, que recebe a Bienal.
Segundo a organização do evento, era esperada a venda de 600 mil ingressos. No entanto, até o momento, mais de 1 milhão de entradas foram vendidas.
Uma sessão de autógrafos com o youtuber Brancoala, que tem um público majoritariamente infantil, acabou em confusão. O espaço não comportava a multidão de fãs que compareceu ao evento, houve momentos de tensão, e Brancoala deixou o local antes de atender todos os que o aguardavam, provocando insatisfação entre pais e crianças.
Em nota, a organização informou que “a expectativa da organização já era grande para receber um expressivo número de visitantes, na 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Alguns fatores contribuíram para a quantidade volumosa de pessoas:
Demanda reprimida (a cidade não recebia um evento literário como este há quatro anos);
Um sábado ensolarado (clima que estimula o passeio pela cidade);
Uma programação de qualidade, elaborada com esmero pelos curadores e por cada pessoa que compõe a organização do evento.
Apesar do grande fluxo, em momento algum as filas ficaram paradas.”
A respeito do ocorrido com o youtuber, a assessoria da Bienal não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
Depois de um intervalo de quatro anos provocado pela pandemia de Covid-19, a Bienal Internacional do Livro voltou a acontecer de forma presencial, a partir das 10h deste sábado (2). O evento conta com a participação de 182 expositores e cerca de 500 selos editoriais.
Um dos pontos altos da Bienal são os contatos mais próximos com autores. Nesta edição estão confirmadas as presenças de grandes autores nacionais como Laurentino Gomes, Mario Sergio Cortella, Miriam Leitão, Itamar Vieira Jr., Ailton Krenak, Conceição Evaristo, Mauricio de Sousa, Thalita Rebouças e Tom Zé.
Mauricio de Sousa, o “pai” da Turma da Mônica, disse ser uma “satisfação ver o público todo aplaudindo, fazendo perguntas inteligentes e me cobrando”. Aos 86 anos, ele diz que o segredo do sucesso da turminha há 50 anos é a “universalidade do nosso material” e na capacidade de observar o que acontece ao seu redor.
“Essas comediazinhas, baseadas em pessoas que conheço, dão a universalidade ao nosso material, a vida ensina tudo para a gente. Se sento na prancheta para fazer uma história e começo a rabiscar, estou rabiscando alguma coisa baseada em algo que eu vi, que me contaram, que eu assisti. Nada é criado sem a sua experiência de vida”, afirmou.
Entre os nomes internacionais, estarão o português Valter Hugo Mãe, a moçambicana Paulina Chiziane, o norte-americano Nathan Harris, autor de “A doçura da água”, e a espanhola Elena Armas, que virou sensação no TikTok com seu romance “Uma Farsa de Amor na Espanha”.
Público confere obras em estandes da Bienal Internacional do Livro de 2018 — Foto: Divulgação
Serviço
26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Quando: de 2 a 10 de julho, de segunda à sexta das 9h às 22h e, sábado e domingo, das 10h às 22h.
Preço: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada). Professores, profissionais do livro, crianças menores de 12 anos, adultos maiores de 60 e quem tem a credencial plena do Sesc não pagam entrada. Associados ao Sesc precisam apresentar a credencial válida e documento com foto, ficando limitado a um ingresso por pessoa.