Autor: Repórter Independente

  • Princess F50 a Nova Joia da Coroa

    Princess F50 a Nova Joia da Coroa

     A nova Princess F50 junta-se à premiada gama Classe F da Princess Yachts como parte de sua linha. A Princess F50 segue a F45, a nova F55, F62 e  aguardado F65 como parte da linha Princess flybridge. As qualidades do Core F Class estão no centro da nova F50, com qualidades de design sob medida por dentro e  fora.

     A F50 apresenta a nova linguagem de design exterior da Princess, caracterizada por uma janela estendida do casco com ponta a ponta que sai da proa, além da erradicação da lança central do pára-brisa para maior visibilidade durante a navegação. Como visto em desenvolvimentos recentes na linha Classe F, uma infinidade de linhas de estilo adicionais vistas no F50 tornaram-se características da identidade distinta da Classe F da Princess, com dossel traseiro esportivo e linhas fortes na proa.

    Nova tecnologia está disponível a bordo, incluindo estabilizadores Gyro e Volvo Penta Easy boat como uma opção para complementar o avançado casco com resina infundida da F50 e os eficientes motores  Volvo D8-IPS 800 (2 x 600 mhp) que fornecem velocidades de até 36 nós. Elegante e tecnicamente avançado, a nova F50 apresenta um sofisticado padrão de requinte com novos bancos no comando , portas de popa e o logotipo Princess para a plataforma de popa.

    Foto: Divulgação

    Apresentando uma luxuosa cabine master , uma cabine na proa e uma cabine dupla adicional, o espaço a bordo foi cuidadosamente considerado. A estética geral do design é classicamente Princess, com tecidos e materiais elegantes; novos sofás de salão e cabine, além de pias Perrin e Rowe nos dois banheiros do deck inferior.

    Foto: Divulgação

    A refinada linha F Class inclui materiais  off-white, cinza claro e taupe que atuam como um fundo neutro e complementam todas as seleções de madeira. Projetado em colaboração com o Princess Design Studio e os arquitetos navais de longa data da Princess, Bernard Olesinski, o novo F50 oferece desempenho excepcional.

    Foto: Divulgação

    O cockpit se conecta à cozinha de popa para fornecer uma transição perfeita de fora para dentro, enquanto as portas  se abrem para o salão – composto por uma grande área de estar em forma de U com mesa de café / jantar conversível; sofá de dois lugares; e um posto de comando com o mais recente estilo da Princess.

    Foto: Divulgação

    Até seis pessoas são acomodadas a bordo em três cabines lindamente decoradas, duas das quais com banheiro privativo. A espaçosa cabine master convida ao relaxamento, com cama de casal, sofá e área de vestir. A generosa cabine de proa com banheiro inclui uma grande cama de casal com a opção de beliches tipo tesoura para oferecer flexibilidade aos hóspedes. Um fly bridge inteligentemente projetado oferece amplo espaço para desfrutar da experiência na água, com uma área de assentos em forma de U, assentos dianteiros em forma de L que se convertem em uma espreguiçadeira e uma área de leme bem equipada com assentos duplos. 

    Fonte: Boatshopping.com

  • Brasil não resiste e cai para a Itália na final da Liga das Nações

    Brasil não resiste e cai para a Itália na final da Liga das Nações

    Paola Egonu lidera as italianas na vitória por 3 sets a 0 contra a renovada seleção brasileira; Sérvia termina em terceiro lugar

    A renovada seleção brasileira feminina de vôlei lutou, mas não resistiu ao poder de fogo de Paola Egonu e companhia na final da Liga das Nações, disputada na tarde deste domingo em Ancara, na Turquia. Com 3 sets a 0, parciais de 25/23, 25/22 e 25/22, a Itália é a grande campeã de 2022, seu primeiro título na competição.

    A jovem estrela italiana, de 23 anos, marcou 21 pontos e foi o grande destaque do jogo e do campeonato, sendo eleita a MVP. Mas Caterina Bosetti, Anna Danesi, Elena Pietrini e Cristina Chirichella passaram de 7 pontos cada uma, lideradas pela levantadora Alessia Orro.

    Pelo lado do Brasil, Kisy foi a maior pontuadora, com 14 pontos. A capitã Gabi pôs a bola no chão 11 vezes, mas não foi suficiente. É a terceira prata seguida da seleção na Liga das Nações, depois de dois títulos dos Estados Unidos. Mas o cenário era diferente desta vez.

    A renovação liderada pelo técnico José Roberto Guimarães deu mais frutos do que o esperado, e a expectativa para o Campeonato Mundial, em setembro, e para a sequência até as Olimpíadas de Paris 2024 é mais do que otimista.

    A seleção do campeonato foi formada por Egonu (Itália), Bosetti (Itália), Gabi (Brasil), Stevanovic (Sérvia), Carol (Brasil) e De Gennaro (Itália). Orro (Itália) foi a melhor levantadora. A Sérvia levou o bronze ao superar a Turquia por 3 sets a 0, parciais de 27/25, 25/17 e 26/24.

    Paola Egonu Vôlei Liga das Nações — Foto: Divulgação FIVB

    Num começo de jogo nervoso do Brasil, as italianas abriram vantagem com erros seguidos. As brasileiras reagiram na reta final, ao sair de 23 a 18 para 23 a 22. Mas as italianas conseguiram rodar suas bolas e fechar o set. Paola Egonu foi o grande destaque, com 7 pontos, sendo 6 de ataque e 1 bloqueio. No Brasil, Gabi fez 6 (5 de ataque e 1 de saque).

    As italianas dominaram também o segundo set, com erros seguidos da equipe brasileira a partir do segundo terço da parcial. Egonu adicionou 6 pontos à sua conta, todos de ataques. Bosetti agregou 5 pontos. “Não acabou, vamos lutar até o fim”, disse Julia Bergmann em entrevista entre os sets. Mas a jovem revelação tinha desempenho abaixo do potencial até então.

    Caterina Bosetti Itália Vôlei Liga das Nações — Foto: Divulgação FIVB

    Pela primeira vez no jogo, o Brasil chegou a estar na frente no placar. Numa disputa bola a bola, a seleção chegou na reta final com chances, após José Roberto fazer diversas mudanças no time. Depois do empate em 20 e viradas de bola dos dois lados, no entanto, as italianas levaram a melhor e fecharam o duelo com um bloqueio. Campeãs com mérito diante de uma renovada equipe brasileira.

    Fonte: GE

  • Vidal é “batizado” no Flamengo e faz seu primeiro treino com os novos companheiros

    Vidal é “batizado” no Flamengo e faz seu primeiro treino com os novos companheiros

    Volante chileno poderá estrear a partir do jogo contra o Juventude, em Brasília

    Depois de entrar no gramado do Maracanã durante o aquecimento do time na partida contra o Atlético-MG, quarta-feira, Arturo Vidal fez na manhã desta sexta-feira seu primeiro treino com os novos companheiros do Flamengo. O volante chileno passou pelo tradicional “corredor polonês” para os novatos.

    Vidal, de 35 anos, participou da atividade com bola. Apesar de estar de volta das férias, o volante fez atividades físicas por conta própria e se apresentou bem. Ele estará regularizado para estrear a partir do dia 18 de julho, assim que abrir a janela de transferências.

    Veja mais fotos do treino de Vidal:

    Vidal durante atividade na academia — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
    Vidal durante o trabalho com bola no treino do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza
    Vidal posa com seu time no treino do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

    Fonte: GE

  • CINE CURTAS LAPA | 10 ANOS | 2011-2021

    CINE CURTAS LAPA | 10 ANOS | 2011-2021

    Do Festival

    A 7ª Edição do CINE CURTAS LAPA FESTIVAL – 2021, acontece no aniversário de 10 anos do Festival. Após um hiato de 3 anos, voltamos com toda energia daqueles que amam o Festival mais Boêmio da Cidade Maravilhosa. O Festival é uma mostra independente e sem fins lucrativos com entrada franca. A mostra quando da sua criação e idealização tinha como meta exibir filmes que fossem realizados ou tinham como tema a cidade do Rio de Janeiro a fim de fomentar a indústria do audiovisual, em especial a de curtas-metragens cariocas no bairro mais tradicional da noite da cidade. A ideia sempre foi levar ao público da Lapa uma programação de curtasmetragens, abrindo uma janela para os produtores, realizadores e diretores de cinema e audiovisual, formando público e enriquecendo a vida cultural do bairro boêmio

    O Festival foi idealizado e criado em novembro de 2011, pelo produtor/diretor Alexandre Wacker. Em 2012 acontece de fato a 1a Edição do Cine Curtas Lapa. A partir do segundo ano do Festival (2013), a direção abriu as portas para produções do Brasil e do mundo inteiro, tornando o Cine Curtas Lapa ‘plural e multicultural’ como é a nossa querida Lapa. O Festival se torna internacional, recebendo filmes da
    Europa, Ásia, Américas e África.

    O Festival contempla com o troféu MADAME SATÃ ao melhor Curta-metragem Carioca eleito pelo Júri Popular. Os curtas internacionais concorrem ao prêmio RIO 40º de melhor Curta-metragem estrangeiro, também eleito pelo voto popular.

    Ainda são contemplados os curtas, todos eleito, também, pelo voto popular:

    • Brasileiros da Sessão LAPA BOÊMIA;
    • Documentários da Sessão LAPA DOCs;
    • Animações da Sessão LAPA ANIMADA;
    • Cinema de Bordas da Mostra J. ULIVAN “CARAMUJO” (In Memorian).

    Ao Júri Oficial, formado por profissionais de Cinema e Audiovisual, cabe a tarefa de premiar os filmes nas categorias: Direção, Roteiro, Fotografia, Edição e Montagem, Desenho de Som, Figurino, Ator e Atriz, concedendo o troféu CINE CURTAS LAPA.

    Da Pandemia COVID-19

    Neste último ano, o mundo inteiro, passou por um momento que, nem a mais pessimista previsão, poderia antever tamanha mudança no comportamento social mundial. A COVID-19 trouxe uma nova realidade neste último ano, e muita tristeza – com centenas de milhares de vidas que partiram. A vida profissional e social no planeta teve que ser repensada. O comportamento humano sofreu grandes
    mudanças e transformações.

    Diante de toda essa mudança, o Festival também chegou a sua 7a Edição pensando na segurança de seus admiradores e frequentadores de suas sessões. A INTERNET, de fato neste momento encurtou o caminho de todos as pessoas, nos aproximou com todos seus produtos, apps e programações. As grandes indústrias, o pequeno e médio empresário, tiveram que redefinir suas atuações no mercado comercial.

    Nós, do CINE CURTAS LAPA, excepcionalmente, iremos realizar e comemorar a 7ª Edição e os 10 anos de Festival, todo de forma “Online”. Nossas sessões serão hospedadas em uma Plataforma onde, todos, seguramente poderão assistir no conforto de sua casa, no horário e dia que quiser, e votar naquele curta que mais gostar. Utilizarão seus Celulares, Desktops, Notebooks ou Tablets para assistirem os filmes. As sessões ficarão hospedas na Plataforma durante 15 dias.

    As Sessões e Premiações serão divulgadas na Imprensa e nas Redes Sociais. A Plataforma ainda será definida pela produção.

  • Qual o destino da humanidade como a conhecemos?

    Qual o destino da humanidade como a conhecemos?

    BERNARDO ZAMIJOVSKY é curador de inovação do RIO2C. Na conferência/exposição/festival, ele fez
    uma apresentação exatamente sobre uma questão filosófica que tem assaltado já há algum tempo
    os pensadores modernos. Até quando se estenderá a vida humana como a conhecemos? Será
    possível transferir nossa consciência para estruturas biônicas? Dito assim, de sopetão, parece uma
    piada do estabanado cientista superdotado Sheldon Cooper, do seriado Big Bang, a Teoria. Mas, de
    certa forma, A Guerra dos Mundos também não passava de uma imensa pegadinha do Orson
    Welles, e, hoje, os preparativos para as viagens e a colonização do planeta vermelho estão a pleno
    vapor. Qual o limite entre a ficção, o desejo e as reais potencialidades nesse campo?

    O robô com a consciência do cientista Sheldon: sentidos humanos incorporados a estruturas cibernéticas – Foto: Divulgação

    A apresentação de Bernardo começou baseada em teses de Ray Kurzweil, parceiro de Peter
    Diamandis na fundação da Singularity University no final da primeira década do século 21. Essa
    instituição se concentra em tecnologias “exponenciais” para fomentar o progresso científico.
    Especialmente Kurzweil, que defende que a singularidade ou unicidade das novas tecnologias
    emergentes como a nanotecnologia e a biotecnologia aumentarão de forma exponencial a
    inteligência e a sobrevida humana nas próximas duas décadas. Tudo isso seria possível graças a um
    conceito em que Diamandis acredita, de confluência de abundâncias: de recursos financeiros,
    computacionais, de saúde, de tempo e outros. Segundo o cientista, estamos vivendo em um
    momento superbacana, que só favorece o desenvolvimento exponencial que seu colega Kurzweil
    prevê.

    Algumas previsões de Kurzweil parecem tiradas diretamente de livros e filmes de ficção científica,
    mas vêm sendo testadas em laboratório com sucesso promissor. Essas previsões tomam como base
    a Lei de Moore, fundador da Intel, que previu, em 1965, que a capacidade computacional dobraria, e
    que seu custo cairia pela metade a cada 18 meses. Considerame também o seu fim, decretado com
    o aparecimento das IPU (Unidades de Processamento Inteligentes) e o engatinhar dos computadores
    quânticos (ainda muito grandes e não confiáveis – Parece com o início dos computadores quase 80
    anos atrás?). É o caso de partes do corpo feitas em impressoras 3D capazes de manipular e processar
    matéria orgânica.

    Lee Majors, o Homem de US$6 milhões – Foto: Divulgação

    Ou de partes construídas com nanotecnologia para serem implantadas no corpo humano, restaurando ou aumentando os sentidos como a audição e a visão. Os mais velhos se lembrarão de seriados com homens e mulheres biônicas. Os mais novos pensarão diretamente na ciborgue Nébula (ou Nebulosa, na fraca tradução) da Saga do Infinito da Marvel. Indo mais longe,
    depois de fazer individualmente todas as partes de um organismo humano, restaria realizar a transposição da consciência para um corpo todo formatado conforme seus desejos. Um humanoide perpétuo. Seria a imortalidade possível dessa forma?

    Por outro lado, o mundo corporativo parte da sociedade como a conhecemos passa por
    transformações reversas. É cada vez mais curto o ciclo de vida dos produtos e o tempo de vida das
    empresas e das corporações. Não só os computadores caríssimos de hoje são suplantados por
    outros mais baratos e mais poderosos amanhã. A obsolescência programada atinge todos os
    produtos do mundo moderno. E grandes empresas vêm cedendo seus lugares no ranking das mais
    valiosas do mundo a novatas recém-chegadas no mundo dos negócios. E essa dança das cadeiras
    também está bastante acelerada. As previsões apontam que entre as 500 maiores empresas do
    mundo, muitas terão desaparecido em cerca de 15 anos. Outro valor que vem se tornando cada vez
    mais efêmero é o das relações. A era das relações instantâneas propiciada pelas redes sociais
    chegou com força total. Os amigos conquistados hoje não te darão as curtidas desejadas amanhã,
    tornando-se descartáveis. Já que falamos de relações combinadas, suas combinações nos levam a
    questões éticas. Será que tudo isso acontecerá na forma que vem sendo prevista? Segundo a Teoria
    do Caos, os movimentos nesse tabuleiro geram outros movimentos de difícil previsão, até para o Dr.
    Estranho, pra falar de outro personagem Marvel. Exemplos disso estão presentes nas notícias todos
    os dias. Escândalos financeiros e sexuais dentro das startups demonstram que sempre haverá
    humanos com aquelas condições que todos desprezam em público, mas que alguns cultivam no
    privado. Como punir desvios de comportamento em uma sociedade de homens perpétuos? Que
    pena pode ser eficiente? Mais do que o mero castigo aos crimes, que tipo de educação pode evitar
    que esses desvios de comportamento continuem impactando a sociedade? Como será a avaliação do
    tempo nesse não tão admirável mundo novo? Faz lembrar uma faixa de um disco do grupo de rock
    progressivo holandês FOCUS, de 1972: Answers?Questions!Questions?Answers! Quem quiser ouvir e
    pensar no assunto, segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=jsqFEI_Ulhs

  • Presidente da ANCINE se defende de acusações de paralisação

    Presidente da ANCINE se defende de acusações de paralisação

    Christian de Castro esteve nesta sexta na RIO2C, para apresentar suas considerações obre as críticas
    recebidas após o vazamento de despacho seu que recomendava aos servidores da Agência Nacional
    de Cinema a suspensão de procedimentos de análise, aprovação e acompanhamento dos projetos
    de responsabilidade da agência.

    Mauro Garcia (BRAVI) questiona Castro – Foto: Divulgação

    Questionado por Mauro Garcia da Brasil Audiovisual Independente – BRAVI, Castro começou sua explicação lamentando o vazamento de uma comunicação interna para a imprensa – segundo ele, seis minutos após ter sido assinada por ele.
    Sem entrar em detalhes quanto à publicidade a que todos os atos de ofício na administração pública devem obedecer conforme previsto na Constituição Federal, Christian sustentou que, a bem da verdade, não tinha havido suspensão de nenhuma atividade. Apenas, no documento “vazado”, ele alertava seus colaboradores sobre os riscos individuais de atos efetivados por eles, devido ao acórdão do TCU que exige uma série de adequações da sistemática de prestação de contas da ANCINE ao tribunal que fiscaliza todas as contas do governo. Em seguida, detalhou que já está em andamento, desde o ano de 2018, quando recebeu ao primeiro acórdão referente à questão, um plano de ação enviado ao TCU e que gerou o sobrestamento das medidas que visavam paralisar a indústria do audiovisual. Segundo Castro, o plano de ação funciona em quatro eixos e pretende tratar individualmente dos projetos antigos, que geraram o passivo apontado pelo TCU, dos projetos em andamento, que também suscitarão algumas correções, e dos projetos futuros, que já terão que começar seguindo as novas diretrizes propostas.

    Após repetir exposição de dados conhecidos sobre o crescimento da indústria desde antes de sua
    indicação para gestor da agência, Christian afirmou que pretende continuar os entendimentos com o
    TCU. Ressaltou que vai apresentar os recursos que forem necessários para impedir que a indústria
    sofra com o desconhecimento das especificidades da atividade de produção pelo TCU, que tende a
    considerar a indústria como a da construção, por exemplo, em que licitações e concorrências são
    regidas por legislação específica. Pretende levar os técnicos do tribunal para conhecer o ambiente de
    uma produção, que pode empregar temporariamente até 300 trabalhadores, e fazer uso de recursos
    que não podem ser imobilizados pelas produtoras, sob risco de provocar sua insolvência. Lamentou
    a carência de servidores que permitam acelerar a quitação do passivo de prestação e contas
    apontado pelo TCU, mas defendeu a adoção do sistema ANCINE+simples, em que o próprio
    realizador passa a se responsabilizar pelas informações lançadas diretamente em sistema
    compartilhado com o Banco do Brasil. Essa é uma forma de evitar o surgimento de novos passivos
    nas prestações de contas.

  • Indústria do audiovisual luta contra suspensão de atividades

    Indústria do audiovisual luta contra suspensão de atividades

    Pega de surpresa pela recomendação do Diretor Presidente da Agência Nacional do Cinema –
    ANCINE, Christian de Castro, o Sindicatos da indústria do Audiovisual do Rio de Janeiro (SICAV) e o
    Sindicato da indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo (SICAESP) se manifestaram contrários
    ao despacho de Castro, que, na prática, pode paralisar as atividades da indústria. O Audiovisual não
    é apenas um “setor” da economia, mas sim uma indústria, uma vez que emprega diretamente mais
    de 300 mil brasileiros, e registra mais de 34 mil empresas em toda a sua cadeia produtiva. O
    Presidente do SICAV, Leonardo Edde, afirmou que todos os processos de aprovação dentro da
    agência e também os processos já aprovados serão prejudicados, e atrasados em suas conclusões.

    Causou estranheza a notícia do embargo ser divulgada logo após a seleção de quatro longa
    metragens brasileiros para o Festival de Cannes, em França. Em entrevista coletiva concedida no
    auditório do RIO2C, Leonardo afirmou que o principal objetivo da indústria é suspender a
    paralisação e restaura a segurança jurídica para que a indústria possa seguir suas atividades.
    Comentando o recolhimento da Contribuição para o Desenvolvimento do Cinema e do Audiovisual
    (CONDECINE), paga por todas as produções brasileiras, Edde disse: “Não é possível que uma
    atividade que gera seu próprio combustível seja prejudicada por uma disputa entre duas entidades
    governamentais”, referindo-se a acórdão do TCU apontando irregularidades na prestação de contas
    da ANCINE. Criticou também o fato de a paralisação só ficar conhecida do público graças a um
    vazamento à imprensa. Inicialmente, a intenção era que o comunicado tivesse sua circulação restrita
    ao âmbito interno da agência. A Presidente do SICAESP, Simone de Mendonça, reclama que a
    ANCINE extrapola suas atribuições no despacho. Considera a ação contrária aos interesses da
    produção nacional. “Vamos tomar todas as ações necessárias para impedir o colapso da indústria”.

  • SMITHSONIAN INSTITUTION lança canal por assinatura no RIO2C

    SMITHSONIAN INSTITUTION lança canal por assinatura no RIO2C

    Sharbat Gula, a “garota afegã” – Foto: Steve McCurry

    O RIO2C abrigou o lançamento de um novo canal que vai integrar a grade da NET. É o canal do Instituto Smithsonian. A nova  programação estreia em maio, no canal 590 da NET. Uma variedade de assuntos compõe a temática de não ficção: História, viagens, aviação e exploração espacial, Ciências, Natureza e cultura pop. O gerenciamento da operação no Brasil ficará a cargo do Grupo Bandeirantes de Comunicação, que também vai responder pelas áreas de vendas e assessoria em marketing.  O Smithsonian foi fundado em 1846, estreou na televisão paga em 2007. Apesar de terem ouvido que chegaram tarde para a festa, dos 40 mil assinantes iniciais chegou a um total de 140 milhões de assinantes nos E.E.U.U. Eles esperam crescer da mesma forma no mercado brasileiro, que eles reconhecem ser um dos maiores do mundo, e esperam contar também com a parceria em novas produções. Um dos lemas do Smithsonian é “ir aonde nunca ninguém foi antes”. Aqui no Brasil, a primeira parceria de produção vai apresentar uma série sobre o Pantanal. Outras parcerias estão sendo analisadas. Mais uma opção com a marca de qualidade dos programas da SHOWTIME NETWORKS.

    David Royle (Smithsonian) e Monica Monteiro (Cinegroup) – Foto: Divulgação

    A direção executiva do canal é de Monica Monteiro, e o executivo da Smithsonian responsável pela entrada no Brasil é David Royle, diretor do documentário Em busca da garota afegã, de 2003, realizado quando a National Geographic decidiu reencontrar uma menina que fora capa de uma edição da revista em 1984 que ficou famosa por seu olhar meigo e perscrutador.

     

  • Inovação e criatividade apontam caminhos para EaD e para a universalização da Educação

    Inovação e criatividade apontam caminhos para EaD e para a universalização da Educação

    Num espaço patrocinado pela PETROBRAS, um painel apresentou experiências na área da Educação
    que vêm apresentando resultados bastante consideráveis. Carlos Souza, diretor geral da Udacity no
    Brasil registrou um momento de retração no negócio, consequência de ajustes promovidos pela
    matriz, visando adequar os custos. A partir de julho deste ano, os cursos oferecidos na plataforma
    em Português serão descontinuados. A Udacity começou com o conceito de nanocursos, que são
    cursos de curta duração. Todos os programas versam sobre tecnologias de ponta, preparando os
    trabalhadores do amanhã. Já desde o início, quando percebeu a carência de mão de obra na área da
    alta tecnologia.

    Na verdade, a empresa começou após a constatação da demanda pelo professor da
    Universidade de Stanford Sebastian Thrun, que também está inserido nos projetos do Google Glass e
    dos carros autônomos da Google. Thrun decidiu oferecer gratuitamente para seus alunos na
    universidade um curso de Introdução à Inteligência Artificial em 2011. A notícia correu e o curso
    granjeou 160 mil inscrições, vindas de mais de 190 países. Vendo a oportunidade latente, o
    acadêmico buscou parcerias de mão dupla com grandes desenvolvedores de alta tecnologia. Não
    apenas na formatação e montagem dos cursos, mas também visando o aproveitamento profissional
    dos “nanograduados”. Entre essas empresas, a própria Google, a Amazon, Mercedes Benz, NVIDIA,
    IBM, AT&T e muitas outras. Dos 160 mil inscritos inicialmente, cerca de 40 mil conseguiram terminar
    o curso. Isso apontou o primeiro grande desafio da EaD. O abandono e/ou a evasão de alunos. Bruno
    Sanovicz, Diretor Executivo, DNA Conteúdo Digital destacou que não é o caso na Udacity, mas que
    ele tem assistido com frequência a mera transposição de cursos presenciais para plataformas
    digitais. Segundo ele, a utilização da abordagem clássica e industrial da educação presencial em
    iniciativas a distância são a principal causa da desistência de alunos. Mesmo depois do advento dos
    ambientes de MOOCs (Massive Open Online Courses), alguns educadores não entenderam a
    necessidade de desenvolver conteúdos especificamente para transmissão a distância online.

    Carla Uller, Gerente Executiva de Educação, Inovação Social e Comunicação, Oi Futuro – Foto: Divulgação

    A montagem do programa educacional também pode fomentar a permanência do aluno no curso. Em
    uma experiência que é desenvolvida em Recife e no Rio de Janeiro, a Oi Futuro implantou o
    programa Nave – Núcleo Avançado de Educação. Esse programa de Ensino Médio abandonou o
    modelo industrial de educação utilitarista e apontou sua bússola para novas tecnologias. Em um país
    com quase 50 milhões de alunos, mais de 2 milhões de professores, o desafio é não permitir que
    existam, hoje, mais de 1 milhão de alunos fora do Ensino Médio. Quase 50% dos que estão
    matriculados não terminarão seus estudos. E, entre os que permanecem, 93% saem da escola sem
    um nível satisfatório em Matemática. Quase metade apresenta a mesma deficiência em Língua
    Portuguesa. E somente 10% recebem alguma formação técnica durante o Ensino Médio. O NAVE, em
    suas duas escolas, adotou um novo modelo, com a integração do aprendizado de novas tecnologias
    e a integração de conteúdos, sem seguir a sequência linear das escolas tradicionais.

    A incorporação do ensino de habilidades das novas economias, como programação, design, audiovisual e robótica
    favorece a não dissociação desses novos conteúdos das disciplinas tradicionais, como a Matemática,
    a História e a Língua Portuguesa, por exemplo. As oportunidades são infinitas. Um aluno pode
    empregar seus conhecimentos de Biologia para construir seu próprio modelo de corpo humano
    impresso em 3D. Outro pode estudar História Medieval em um processo gamificado, em um
    tabuleiro ou área de trabalho criado por ele próprio. Esses alunos também dispõem é o
    aproveitamento desses formandos por empresas. A própria Oi tem programa de aquisição desses
    talentos. Outra instituição que favorece a integração do aluno ao mercado profissional é a Fábrica de
    Startups do Rio de Janeiro, associada à Ecole 42, instituição criada em Paris, França. Essas duas
    iniciativas têm sede no Novo Porto do Rio de Janeiro. Ocupando uma área de 3200 m 2 , ela oferece a
    comunidades carentes (em especial a do Morro da Providência, considerada a primeira favela.
    brasileira) 450 posições de cocriação que podem atender até 1350 jovens que querem aprender e aprender a empreender.

    HECTOR GUSMÃO, Presidente e Cofundador, Fábrica de Startups Brasil e
    da École 42, revelou que o Fábrica abriga um auditório aberto para exposição de conteúdos
    inovadores. A novidade principal é que a ponte construída com a comunidade, permitiu trazer para a
    Fábrica membros dessa comunidade, com um ensino colaborativo, sem cobrar dos alunos, e vão
    permitindo aos estudantes começarem a levar dinheiro para casa em 6 meses. ”Não é preciso
    esperar 4, 5 anos para começar a ganhar dinheiro por meio de seu trabalho”. PHP, HTML, e outros
    novos conhecimentos vão permitindo aos alunos ingressarem em uma galáxia de atividades para
    livre escolha. Seja cibersegurança ou desenvolvimento de aplicativos Android. Essas iniciativas
    mostram como é possível discutir as relações entre o saber e a dominação. Com inovação e
    criatividade, é totalmente viável oferecer à sociedade condições de aprendizado de um
    conhecimento que não só lhe vai ser útil durante toda a vida, mas também lhe permitirá atuação
    livre, de acordo com a ideia do destino completo da humanidade.

  • A Netflix e a opção brasileira

    A Netflix e a opção brasileira

    O segundo dia do RIO2C reservou uma experiência única para quem acordou cedo e chegou à
    Cidade das Artes antes de 8h30. Uma conversa com Ted Sarandos, Chief Content Officer (CCO)
    da Netflix, moderada pelo Wagner Moura, ator, diretor e produtor brasileiro, pioneiro na
    investida da Netflix sobre o mercado brasileiro. Sarandos destacou a qualidade do trabalho de
    Moura em Narcos, uma história que teve grande aceitação em outros países – inclusive nos
    Estados Unidos, mesmo com a barreira do espanhol falado em toda a série, legendado em
    inglês, coisa a que os americanos não estão acostumados. Sobre isso, Ted Sarandos destacou
    que levou quase duas décadas para que a Netflix percebesse que uma história bem contada
    pode ter apelo global. Obviamente, essa percepção passou pela necessidade de a empresa
    realizar suas próprias produções. Depois de migrar de um serviço de entrega de DVDs pelos
    correios para o modelo atual de streaming de entretenimento em diversos formatos, seus
    primeiros fornecedores (grandes estúdios norte americanos) perceberam o papel de
    concorrente diferenciado dos “novatos” e pararam de oferecer seus títulos para a nova
    distribuidora. A solução foi começar a produzir suas próprias obras. Desde o lançamento de
    House of Cards até Black Mirror, o sucesso atual, o caminho foi de aprendizado. Tanto que a
    Netflix decidiu apostar fortemente no mercado brasileiro, não apenas como consumidor, mas
    também como fornecedor privilegiado de histórias universais para inserção em outros
    mercados. Essa é, inclusive, tática para enfrentar a antiga concorrência, que agora entra
    também no mercado de streaming, o que é o caso da Disney, da Amazon, da Crackle, dos
    streamings da HBO, Google e do iTunes e, no Brasil, da própria Rede Globo, com a plataforma
    GloboPlay.

    Wagner Moura e Ted Sarandos no RIO2C – Foto: Divulgação

    A excelente notícia é que essa iniciativa tende a fortalecer cada vez mais nosso mercado
    audiovisual. De cara, Ted Sarandos anunciou que há 30 produções programadas de histórias
    brasileiras, entre longa metragens e minisséries. Isso não inclui o filme já rodado, em fase de
    lançamento, em que Wagner Moura interpreta o papel principal de SÉRGIO. Não, não é uma
    película sobre o Ministro da Justiça de Jair Bolsonaro. O longa conta a história do diplomata
    brasileiro no Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2002 e 2003.
    Sérgio Vieira de Mello foi morto em uma ataque a bomba à sede da Onu em Bagdá, no Iraque
    em 2003.

    A plateia lotada para ouvir Wagner Moura e Ted Sarandos – Foto: Divulgação

    Wagner Moura falou também sobre a mudança de paradigma na análise da questão da
    produção cinematográfica brasileira após sua estreia na direção do filme Marighella. Para ele,
    esse olhar de direção, do lado de dentro da produção, permite ver as dificuldades que os
    realizadores enfrentam em nosso país, especialmente nesse momento em que o Governo
    ameaça interromper a liberação de recursos já aprovados para novas produções.