DF investiga morte de homem após abordagem policial, em Santa Maria

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Testemunhas dizem ter visto Wendel ser levado por policiais — Foto: Reprodução

Vítima é Wendel Lima de Sousa, de 43 anos, que deixou seis filhos. Segundo testemunhas, ele foi levado por PMs de Goiás, junto com outros dois homens, que alegam que foram agredidos

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a morte de um homem após uma abordagem policial, na tarde de 24 de maio, em Santa Maria, no DF, que fica na divisa com o Entorno, em Goiás. A vítima é Wendel Lima de Sousa, de 43 anos.

Testemunhas disseram que, durante uma abordagem na região, Wendel foi levado por policiais militares de Goiás, junto com outros dois homens, que alegam que todos foram agredidos e ameaçados pelos PMs. A vítima trabalhava como entregador e deixou seis filhos.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar de Goiás, mas não recebeu resposta até a última atualização deste texto.

Descoberta

A ocorrência contra os policiais foi registrada por um dos filhos de Wendel. Em depoimento, ele contou que começou a procurar o pai depois de receber uma ligação da mãe, dizendo que o entregador não havia voltado do trabalho.

Segundo o filho, a família procurou por Wendel em delegacias do DF e de Goiás, mas não encontrou o homem. Apenas por volta das 22h, tiveram informações de que ele estava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Novo Gama, município do estado vizinho.

Os parentes foram ao local mas, quando chegaram, já encontraram o homem morto. O filho conta que, no reconhecimento do corpo, viu que o pai tinha diversas lesões na cabeça. A causa da morte ainda não foi divulgada. O enterro foi em 26 de maio.

Agressões

Um homem que alega também ter sido abordado pelos policiais contou que ele, Wendel, e mais uma pessoa, foram levados para uma área de mata em Goiás e que apanharam para confessar que estariam com drogas. Em seguida, o entregador passou mal e foi deixado na UPA pelos policiais.

Ainda segundo o homem, os militares fizeram ameaças. Ele afirma que os outros dois só foram soltos sob a condição de que não contassem o que tinha acontecido.

O filho de Wendel também disse que tentou conseguir as imagens de câmeras de segurança do momento da abordagem. No entanto, testemunhas contaram que policiais estiveram no estabelecimento próximo e exigiram as gravações.

Fonte: G1

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