União Brasil ofereceu vaga à Câmara Federal, no entanto, senador recusou. Nesta terça-feira (9), ele confirmou desistência ao Palácio do Buriti e saída do partido
O senador José Antônio Reguffe (sem partido) reafirmou nesta terça-feira (9) que não é mais candidato ao governo do Distrito Federal e disse, ainda, que vai sair da vida pública. A assessoria de Reguffe afirmou que ele se desfiliou do União Brasil.
Na última sexta-feira (5), o partido desistiu de lançar a candidatura de Reguffe ao Palácio do Buriti e anunciou apoio à Ibaneis Rocha (MDB), candidato à reeleição. A data marcou o encerramento das convenções partidárias, e, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente candidatos aprovados nestas reuniões podem concorrer às eleições.
Para Reguffe, o União Brasil ofereceu a possibilidade de se candidatar à Câmara dos Deputados, mas ele recusou e disse que só concorreria se fosse ao governo do DF.
“Eu sonhei com essa candidatura e despertei o sonho em muita gente. Por isso não seria correto de minha parte ser candidato a deputado federal. Nos últimos dias teve uma grande mobilização de pessoas. Eu não me sentiria a vontade”, disse em uma rede social.
E completou:
“Até breve de quatro anos (…) Saio de cabeça erguida, com a sensação de dever cumprido”.
Nesta terça-feira, durante o retorno dos trabalhos legislativos no Senado Federal, Reguffe agradeceu aos colegas pelas manifestações de solidariedade, entre eles, estava o senador Izalci Lucas (PSDB), que é candidato ao GDF.
“Com relação a você, meu amigo, vá firme! Você tem todo o preparo para enfrentar essa eleição, para enfrentar um governo, para devolver à nossa população o que a nossa população precisa e merece. Você é uma pessoa preparada. Você é uma pessoa que tem muito conteúdo, que tem muito o que oferecer para a nossa população”, declarou Reguffe.
A assessoria de Reguffe, no entanto, diz que o político não manifestou apoio à nenhum candidato.
Concorrentes responderam a perguntas feitas por adversários e jornalistas, neste domingo (7)
Sete candidatos ao governo do Distrito Federal participaram, na noite deste domingo (7), do primeiro debate da disputa eleitoral, realizado pela TV Bandeirantes. Estiveram presentes nos estúdios da emissora o governador Ibaneis Rocha (MDB), o senador Izalci Lucas (PSDB), a senadora Leila Barros (PDT), o ex-secretário de Educação Rafael Parente (PSB), o deputado distrital Leandro Grass (PV), a conselheira tutelar Keka Bagno (PSOL) e o ex-governador Paulo Octávio (PSD).
O debate foi dividido em cinco blocos:
Primeiro bloco: candidatos responderam a perguntas escolhidas pela produção do debate.
Segundo bloco: candidatos fizeram perguntas entre si.
Terceiro bloco: jornalistas fizeram perguntas e escolheram quem responderia e quem comentaria a resposta.
Quarto bloco: candidatos fizeram perguntas entre si.
Quinto bloco: considerações finais de cada candidato.
No primeiro bloco, cada candidato teve um minuto e meio para responder a uma pergunta escolhida pela produção do debate. Os temas discutidos foram saúde pública e desigualdade entre escolas públicas e privadas.
No segundo bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si sobre assistência social, filas nos Centros de Assistência Social (Cras), segurança pública, desemprego, inadimplência e transporte público.
Já nos terceiro e quarto blocos, o debate tratou de temas como investimentos no Entorno do DF, educação, pandemia de Covid-19 e privatizações.
Considerações finais
Ao final, cada um teve oportunidade de fazer as considerações finais. A ordem de fala foi definida a partir de um sorteio.
Leandro Grass afirmou que, como deputado distrital, fez aquilo que a população esperava dele. Segundo o candidato, o programa de governo é composto por “propostas reais para os verdadeiros problemas que essa cidade enfrenta” e que, caso eleito, seu objetivo é “recuperar os empregos, reduzir as desigualdades, combater a fome que tomou conta da capital do país”.
Keka Bagno declarou que pretende priorizar trabalho, renda, saúde, educação e direitos da população LGBTQIA+. “Acreditamos que poderemos sair do mapa da fome. Queremos que crianças e adolescentes não estejam sofrendo com adoecimento de saúde mental, que as mulheres estejam em segurança e não sejam vítimas de violência doméstica e feminicídio”, disse a candidata.
Ibaneis Rocha defendeu o seu mandato como governador do DF e afirmou que avançou em diversas pautas citadas na campanha anterior. “Tínhamos delegacias fechadas, não existiam obras nas ruas, não tínhamos desenvolvimento social. Temos a certeza de que fizemos um governo que merece do eleitor a confiança. Merece pela força de trabalho que imprimimos nesses três anos e oito meses.”
Izalci Lucas disse que seu governo irá oferecer “saúde de verdade; emprego para todos, em especial para os jovens; transporte digno; oportunidades para todos. Vamos trabalhar durante todo o governo 24 horas [por dia], cuidando das pessoas, principalmente daquelas que mais precisam e foram esquecidas neste governo”.
Paulo Octávio afirmou que vai apresentar 50 metas para a gestão, entre elas a criação de 10 mil vagas de emprego, no final de janeiro do ano que vem. “Eu quero acabar com o analfabetismo em Brasília. O presente de fim de ano vai ser zerar [o índice]. Quero doar um projeto de hospital para Valparaíso, para que a população de lá não tenha que vir a Brasília usar nossos hospitais”, disse o candidato.
Leila Barros defendeu a atuação como senadora pelo Distrito Federal. “Nesses quatro anos no Senado, meu mandato foi um dos mais eficientes, com 15 leis que impactaram de forma decisiva, seja na saúde, na educação, para mulher, assistência social.” Barros afirmou que enviou mais de R$ 115 milhões ao DF em emendas parlamentares, algumas realizadas e outras não.
Rafael Parente apontou a educação como ponto importante para mudar a realidade da capital. “Acredito que só com educação a gente consegue acabar com a reprodução da miséria. Depois aprendi que as grandes transformações são feitas pelos governos. Precisamos das decisões dos governantes para fazermos um trabalho sério”, disse o candidato.
Partidos tiveram até 5 de agosto para realizar convenções, deliberar sobre formação de coligações e escolher candidatos que vão disputar eleições. Pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto
Os partidos confirmaram os nomes de seus candidatos ao governo do Distrito Federal, após o início das convenções, em 20 de julho. As siglas tiveram até o dia 5 de agosto para deliberar sobre a formação de coligações e escolher candidatas e candidatos que vão disputar as eleições. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.
O primeiro turno da eleição para presidente, governador, senador, e deputados federais e distritais está marcado para 2 de outubro de 2022, e, eventual segundo turno, no dia 30 do mesmo mês. Veja quem são os candidatos:
Ibaneis Rocha (MDB)
Izalci (PSDB)
Keka Bagno (PSOL)
Leandro Grass (PV)
Leila Barros (PDT)
Lucas Salles (DC)
Paulo Octávio (PSD)
Rafael Parente (PSB)
Robson da Silva (PSTU)
Ibaneis Rocha (MDB)
Convenção que confirmou candidatura de Ibaneis Rocha (MDB) para reeleição ao GDF — Foto: Reprodução TV
A candidatura do governador Ibaneis Rocha à reeleição foi confirmada durante a convenção conjunta realizada por MDB, PP e PL no DF, no dia 31 de julho. A vice da chapa será a deputada federal Celina Leão (PP).
Ibaneis Rocha, de 51 anos, é natural de Brasília e foi o primeiro governador nascido na capital. Advogado formado em direito pelo UniCeub em 1993, atuou na advocacia por 25 anos. Entre 2013 e 2015, foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF). Em 2018, concorreu pela primeira vez em eleições, e foi eleito governador do DF, com 69,79% dos votos válidos.
Izalci (PSDB)
Deputado federal Izalci (PSDB-DF) em discurso na Câmara dos Deputados — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Divulgação
A federação PSDB/Cidadania oficializou a candidatura do senador Izalci Lucas (PSDB) ao governo do Distrito Federal. A decisão foi tomada durante convenção partidária online, no dia 5 de agosto. O nome do candidato a vice na chapa não foi anunciado.
Izalci é natural de Araújos (MG). Em 2002, foi eleito pela primeira vez, para deputado distrital, e passou por secretarias do GDF. Em 2010 e 2014, foi eleito e reeleito deputado federal e, em 2018, ganhou a cadeira de senador por oito anos.
Keka Bagno (PSOL)
Keka Bagno e Toni de Castro formam chapa que concorre ao GDF — Foto: Reprodução TV
A candidatura de Keka Bagno foi confirmada durante a convenção da federação entre o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Rede Sustentabilidade, no domingo (24). O vice da chapa será Toni de Castro (PSOL).
Keka começou a carreira política há 15 anos, atuando em movimentos sociais. Nas eleições de 2018, ela concorreu como vice-governadora pelo PSOL. Conselheira tutelar, diz ser a primeira mulher negra a concorrer ao Palácio do Buriti, e pretende priorizar o combate à fome e desigualdade social.
Leandro Grass (PV)
Leandro Grass é candidato ao GDF pela federação PV, PT e PC do B — Foto: Reprodução TV
A federação formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PC do B) oficializou, no domingo (24), o nome de Leandro Grass para candidato ao governo do DF. A professora Olgamir Amancia (PC do B) será vice.
Leandro Grass foi eleito deputado distrital em 2018 pela Rede Sustentabilidade com 6.578 votos, mas migrou para o Partido Verde (PV) para concorrer ao GDF. Professor, sociólogo, mestre em Desenvolvimento sustentável, ele pretende reestruturar o modelo de educação, e, na saúde, promete zerar a fila das cirurgias eletivas, exames e tratamentos de alta complexidade.
Leila Barros (PDT)
Candidata ao GDF, Leila Barros (PDT), em convenção partidária, em Brasília — Foto: Gustavo Garcia/g1
A candidatura da senadora Leila Barros (PDT) ao Buriti foi anunciada pelo partido, no dia 4 de julho. O ex-deputado distrital Joe Valle (PDT) será o candidato a vice-governador, segundo anúncio feito durante a convenção partidária.
Aos 50 anos, a ex-jogadora de vôlei nascida em Taguatinga está no primeiro mandato como senadora, e foi secretária de Esporte e Lazer do DF na gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Em 2018, pelo PSB, Leila foi eleita senadora com mais de 467 mil votos, ficando em primeiro lugar na disputa.
Lucas Salles (DC)
Lucas Salles é oficializado como candidato ao governo do DF pelo Democracia Cristã — Foto: Facebook/Reprodução
A candidatura de Lucas Salles ao governo do DF foi confirmada na convenção do partido Democracia Cristã (DC), no dia 31 de julho. A vice da chapa é a pastora Suelene Balduíno (DC).
Publicitário, jornalista e professor universitário desde 2001, nas áreas de marketing e gestão pública, Lucas Salles é natural de Campina Grande (PB). Já foi candidato a vereador na cidade natal, em 1992, e também atuou como secretário municipal de Turismo.
Paulo Octávio (PSD)
Paulo Octávio, vice-governador do DF — Foto: Reprodução/TV Globo
A candidatura de Paulo Octávio ao governo do DF foi confirmada na convenção do Partido Social Democrático (PSD), no dia 5 de agosto. O vice na chapa é Felipe Belmonte, presidente do Partido Social Cristão (PSC).
Paulo Octávio, de 72 anos, é advogado e empresário responsável por um grupo com cerca de 20 empresas, em diversas áreas. Ele começou a carreira política em 1990 e já foi eleito deputado federal e senador, além de ser vice-governador na chapa de José Roberto Arruda.
Rafael Parente (PSB)
PSB oficializa candidatura de Rafael Parente ao governo do DF — Foto: TV Globo/Reprodução
A candidatura de Rafael Parente ao governo do DF foi confirmada na convenção do Partido Socialista Brasileiro (PSB), no dia 31 de julho. A vice na chapa é Janaína Almeida (PSB).
Rafael Parente é professor e doutor em educação pela Universidade de Nova York. Foi o primeiro secretário de Educação do governo Ibaneis Rocha, em 2019. No entanto, deixou o cargo após divergências com o governador envolvendo o projeto de escolas com gestão compartilhada com militares.
Robson da Silva (PSTU)
Robson da Silva e Eduardo Zanata, candidatos ao governo e a vice no DF, respectivamente — Foto: PSTU/Divulgação
A candidatura de Robson da Silva ao governo do DF foi confirmada na convenção do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), no dia 30 de julho. O vice na chapa é Eduardo Zanata.
Robson da Silva é professor de escola pública e ativista do movimento negro. Ele já foi candidato ao Senado pelo PSTU em três eleições e, agora, concorre ao GDF.
Na última segunda-feira (1°), STJ havia proibido político de participar do pleito. Arruda pretende se candidatar a deputado federal e é apoiado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e pelo presidente Jair Bolsonaro (PL)
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta sexta-feira (5), restabelecer os direitos políticos de José Roberto Arruda (PL). Com a medida, o ex-governador do Distrito Federal pode concorrer às eleições de 2022.
Na última segunda-feira (1°), o ministro Gurgel Faria, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), havia proibido a candidatura de Arruda. Ele estava impedido de disputar o pleito devido a uma condenação por atos de improbidade administrativa no escândalo conhecido como Caixa de Pandora ou Mensalão do DEM (veja mais abaixo).
Em 19 de julho, Arruda se reuniu com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), e afirmou que seria candidato a deputado federal. Ele também é apoiado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), candidato à reeleição.
Na decisão desta sexta, o ministro levou em consideração que o Supremo ainda julga alterações na lei que trata sobre penalidades para casos de improbidade administrativa.
“Dessa maneira, embora a prudência autorize a concessão da liminar, cabe exclusivamente ao candidato a assunção dos riscos decorrentes da formalização precária de sua candidatura”, disse o ministro.
Em nota, a defesa de Arruda disse que a decisão “restabeleceu a constitucionalidade e a ordem”. Além disso, os advogados afirmaram que o ministro do STF “reparou uma ilegalidade flagrante contra os direitos políticos de um cidadão considerado legalmente elegível”.
Acusações
As condenações contra Arruda são referentes a processos da operação Caixa de Pandora. A ação, da Polícia Federal, estourou em 2009. Também chamada de Mensalão do DEM de Brasília, a investigação apurou crimes de corrupção e improbidade administrativa no Distrito Federal.
Uma das apurações apontou um suposto esquema de desvio de dinheiro de contratos do governo local com empresas de informática, entre elas, a a Linknet Serviços de Informática.
Arruda e parte da equipe que integrava a antiga gestão dele foram condenados pela Justiça do Distrito Federal a pagar R$ 4 milhões de multa e a devolver R$ 11,85 milhões aos cofres públicos. Além disso, os condenados também tiveram seus direitos políticos suspensos por oito anos.
Por conta disso, o político estava impedido de disputar às eleições de 2022. No entanto, em julho o presidente do STJ, Humberto Martins, concedeu uma medida liminar (decisão provisória) que restabeleceu os direitos políticos do ex-governador.
A candidatura de Arruda, no entanto, voltou a ser barrada pelo ministro Gurgel Faria, também do STJ, e autorizada novamente pelo STF, nesta sexta.
Anúncio foi oficializado durante convenção da sigla, nesta sexta-feira (5). Felipe Belmonte, do PSC, é o escolhido para vice
O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, nesta sexta-feira (5), a candidatura de Paulo Octávio ao governo do Distrito Federal. O presidente do Partido Social Cristão (PSC) no Distrito Federal, Felipe Belmonte, será o candidato a vice-governador.
O lançamento da pré-candidatura de Paulo Octávio foi em 30 de julho. Advogado e empresário responsável por um grupo com cerca de 20 empresas, em diversas áreas, ele é natural Lavras (MG) e tem 72 anos.
Paulo Octávio começou a carreira política em 1990, quando foi eleito deputado federal. Ocupou o cargo por dois mandatos, e também foi senador, entre 2003 e 2006.
Nas eleições de 2006, foi eleito vice-governador na chapa de José Roberto Arruda. Em fevereiro de 2010, quando Arruda foi preso durante as investigações da operação Caixa de Pandora – que revelou um esquema de pagamento de propina a deputados distritais pelo então governador – Paulo Octávio assumiu o governo de Brasília por duas semanas.
Em 23 de fevereiro de 2010 ele renunciou ao cargo.
Prazos eleitorais
Os partidos e federações têm até esta sexta-feira (5) para deliberar sobre a formação de coligações e escolher candidatas e candidatos que vão disputar as eleições. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.
O primeiro turno da eleição para presidente, governador, senador, e deputados federais e distritais está marcado para 2 de outubro de 2022, e, eventual segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.
Joe Valle, também do PDT, será vice. Anúncio foi feito durante convenção da sigla, nesta quinta-feira (4)
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou, nesta quinta-feira (4), a candidatura de Leila Barros ao governo do Distrito Federal. O ex-deputado distrital Joe Valle (PDT) será o candidato a vice-governador.
A sigla se reuniu para o anúncio em uma convenção, na sede do partido, em Brasília. Esta será a primeira vez que Leila concorre ao Palácio do Buriti.
Aos 50 anos, a ex-jogadora de vôlei nascida em Taguatinga está no primeiro mandato como senadora, e foi secretária de Esporte e Lazer do DF na gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Em 2018, pelo PSB, Leila foi eleita senadora com mais de 467 mil votos, ficando em primeiro lugar na disputa.
No Senado, a parlamentar ocupa o posto de Procuradora da Mulher e tem a defesa das mulheres e o incentivo ao esporte como principais bandeiras. Em agosto do ano passado, a congressista migrou para o Cidadania, após divergências com o comando do PSB.
A passagem pelo Cidadania foi breve e, no primeiro semestre deste ano, ela se filiou ao PDT depois que o Cidadania iniciou processo de federação com o PSDB.
Prazos eleitorais
As siglas têm até esta sexta-feira (5) para deliberar sobre a formação de coligações e escolher candidatas e candidatos que vão disputar as eleições. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.
O primeiro turno da eleição para presidente, governador, senador, e deputados federais e distritais está marcado para 2 de outubro de 2022, e, eventual segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.
A deputada Flávia Arruda (PL), agora candidata ao Senado, foi avaliada como a pior parlamentar do Distrito Federal, segundo o Índice Legisla Brasil. Numa escala de cinco estrelas, onde cinco é excelência no trabalho parlamentar, Flávia ficou com apenas duas estrelas. Erika Kokay (PT), Paula Belmonte (Cidadania), Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos) e Luís Miranda (União Brasil) foram contemplados com as cinco estrelas. Celina Leão (PP), lançada candidata a vice-governadora, na chapa de Ibaneis Rocha (MDB), e Professor Israel Batista (PSB) ficaram com quatro estrelas. Bia Kicis (PL) recebeu três estrelas.
A nota de cada parlamentar é calculada a partir de indicadores como a produção legislativa (elaboração, análise e votação de marcos legislativos), a ação fiscalizadora em relação ao Executivo Federal; capacidade de articular e cooperar com outros agentes políticos; e fidelidade partidária (alinhamento partidário em relação à votação da maioria do seu partido).
Distritais realizaram última sessão do primeiro semestre no dia 29 de junho. Na ordem do dia, estão cerca de 250 itens, entre votações de projetos de lei e apreciação de vetos
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) retoma as atividades, nesta terça-feira (2), após o recesso parlamentar. Os distritais realizaram a última sessão do primeiro semestre no dia 29 de junho.
A primeira sessão após o retorno está marcada para às 15h. Na ordem do dia, estão cerca de 250 itens, entre votações de projetos de lei e apreciação de vetos. Direitos das mulheres, saúde pública e benefícios sociais estão entre os temas discutidos na pauta.
Também deve ser lido em Plenário o projeto de lei que adia o início da fiscalização do uso de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais da capital para 1º de março de 2023.
As atividades da Câmara Legislativa são retomadas próximo ao fim do prazo para a escolha de candidatos que vão disputar as eleições deste ano. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.
O primeiro turno da eleição para presidente, governador, senador, e deputados federais e distritais está marcado para 2 de outubro de 2022, e, eventual segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.
O ministro do STJ Gurgel de Faria, relator de processo que discute inelegibilidade de Arruda, revogou decisão proferida durante recesso
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gurgel de Faria revogou a decisão que liberava o ex-governador José Roberto Arruda para concorrer nas eleições deste ano.
Em 6 de julho, durante o recesso do Judiciário, o presidente do STJ, ministro Humberto Martins, concedeu liminar a Arruda para afastar a inelegibilidade e restabelecer os direitos políticos do ex-governador, condenado em dois processos por improbidade administrativa.
Gurgel, que é o ministro relator do caso no STJ, revogou a decisão no primeiro dia após a volta do recesso. Assim, Arruda volta a tornar-se inelegível.https://d-41590821251042544420.ampproject.net/2207181727000/frame.html
O ministro entendeu que o pedido feito pela defesa de Arruda, para suspender os efeitos das condenações, já havia sido negado por ele anteriormente. Gurgel também considerou inadequada a solicitação de liminar por meio de nova tutela provisória.
Campanha
O ex-governador, um dos protagonistas do Mensalão do DEM e um dos principais personagens da Operação Caixa de Pandora, está em campanha para deputado federal.
Agora, porém, fica mais difícil que eventual candidatura do ex-governador seja consolidada, pois depende apenas de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a retroatividade da nova Lei de Improbidade.
Condenações
Arruda foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), em segunda instância, por pagar propina de R$ 50 mil para obter o apoio da ex-deputada Jaqueline Roriz e do marido dela, Manoel Neto, em 2006.
O TJDFT também condenou o ex-governador em outro processo, que trata de suposto prejuízo provocado aos cofres públicos devido a esquema de corrupção que superfaturava contratos de empresas de informática.
De 57 promessas feitas pelo governador nas eleições de 2018, 17 foram totalmente cumpridas. Outras 16 foram cumpridas em parte e 24, não foram atendidas
Três anos e meio após o início do mandato à frente do governo do Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB) cumpriu cerca de 30% das promessas feitas durante a campanha de 2018. Do total de 57 compromissos, 17 foram totalmente cumpridos, 16 tiveram cumprimento parcial (28%), e 24 não foram atendidos (42%).
Os dados fazem parte de um levantamento feito, ano a ano, pelo g1. A relação completa das promessas e os seus andamentos está na página especial “As promessas dos políticos”.
Para selecionar as promessas em 2018, o g1 considerou o que pode ser claramente cobrado e medido. A avaliação final será feita ao término do mandato.
Divisão por área
Segundo o levantamento, o maior número de promessas cumpridas foi nas áreas de administração geral, economia e saúde.
No sentido contrário, as áreas de direitos humanos e sociais, habitação, mobilidade urbana, esporte, e transparência não tiveram nenhuma promessa totalmente cumprida. Veja os dados por área abaixo:
Administração: 3 promessas cumpridas, 3 parcialmente cumpridas e 2 não cumpridas.
Direitos humanos e sociais: 1 parcialmente cumprida e 2 não cumpridas.
Economia: 2 cumpridas e 1 parcialmente cumprida.
Educação e cultura: 4 cumpridas, 2 parcialmente cumpridas e 4 não cumpridas.
Esporte: 2 parcialmente cumpridas e 1 não cumprida.
Habitação: 2 não cumpridas.
Infraestrutura: 1 cumprida, 3 cumpridas parcialmente e 4 não cumpridas.
Meio ambiente: 2 cumpridas, 1 parcialmente cumprida e 2 não cumpridas.
Mobilidade urbana: 1 parcialmente cumprida e 3 não cumpridas.
Saúde: 3 cumpridas, 1 parcialmente cumprida e 2 não cumpridas.
Segurança pública: 2 cumpridas, 1 parcialmente cumprida e 1 não cumprida.
Transparência: 1 não cumprida.
Metodologia
A reportagem acompanha durante os quatro anos de mandato os cumprimentos das promessas de campanha dos políticos.
Quais são os critérios para medir as promessas?
Não cumpriu ainda: quando o que foi prometido não foi realizado e não está valendo/em funcionamento
Em parte: quando a promessa foi cumprida parcialmente, com pendências
Cumpriu: quando a promessa foi totalmente cumprida, sem pendências
Ou seja, se a promessa é inaugurar uma obra, o status é “cumpriu” apenas se a obra já tiver sido inaugurada; caso contrário, é “não cumpriu”. Se a promessa é construir 10 hospitais e 5 já foram inaugurados, o status é “em parte”. Se a promessa é inaugurar 10 km de uma rodovia e 5 km já foram entregues à população, o status é “em parte”.
Observação: há casos em que não é possível avaliar o andamento da promessa, e o status é dado como “não avaliado”.