Confira os horários do zoológico para conhecer o cachorro-do-mato-vinagre

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Mais um animal está à disposição para visitação na Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB). É o Rondon, um cachorro-do-mato-vinagre que foi resgatado no estado de Mato Grosso em maio e chegou ao Distrito Federal em junho - Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

Rondon, como foi batizado, chegou ao DF em junho deste ano, após resgate em Mato Grosso; ele vai fazer companhia a Xingu, macho adulto que está em Brasília desde 2017

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Mais um animal está à disposição para visitação na Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB). É o Rondon, um cachorro-do-mato-vinagre que foi resgatado no estado de Mato Grosso em maio e chegou ao Distrito Federal em junho. Na última quarta-feira (6), começou o processo de aproximação dele com Xingu, outro macho adulto da espécie que está em Brasília desde 2017. Os dois bichos podem ser encontrados na Galeria América do zoo.

Rondon foi resgatado em Rondonópolis (MT) e transportado gratuitamente de Cuiabá (MT) para Brasília pela Latam Cargo, por meio do programa Avião Solidário. O animal estava sendo criado ilegalmente por uma família desde novo, então, devido à domesticação, não havia condições de retorno à natureza.

O zoo brasiliense fez o acolhimento após recomendação do programa de conservação da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O cachorro-do-mato-vinagre é uma espécie ameaçada de extinção e, atualmente, há menos de dez mil indivíduos na natureza.

O diretor de Mamíferos do Zoológico de Brasília, Filipe Reis, explica que a espécie é gregária, ou seja, vive em grupos, e que não houve problemas com a aproximação. “Os dois se adaptaram superbem. Colocamos eles juntos com uma barreira para se conhecerem, mas logo começaram a se cheirar e tiveram comportamentos positivos”, relembra o biólogo.

Agora, companheiros de recinto, os dois vivem uma rotina sincronizada e dinâmica, com alimentação três vezes ao dia e estímulos diários de comportamentos que teriam na natureza. “É o processo de enriquecimento ambiental, no qual a gente estimula tanto a parte psicológica, como a parte motora do animal para ele não cair no tédio”, explica Reis.

“Por exemplo, colocamos carne dentro de um coco seco e jogamos na água para que os animais tenham o trabalho de conseguir o alimento. A ideia é não só que eles sobrevivam, mas que prosperem no zoo”, informa o biólogo.

Rondon estava sendo criado ilegalmente por uma família desde novo, então, devido à domesticação, não havia condições de retorno à natur:eza – Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília

Antes de ficar disponível para visitação, Rondon ficou em quarentena para a realização de exames clínicos e comportamentais. A espécie é monitorada por órgãos ambientais nacionais, além da coordenação do próprio zoo, para a estruturação de um programa de reprodução e distribuição de casais pelo Brasil.

“A ideia é que a gente consiga reproduzir essa espécie para que, no futuro, os filhos, netos ou bisnetos desses indivíduos retornem para a natureza”, diz Reis. Como há dois machos em Brasília, pode ser que, futuramente, um dos dois seja remanejado para outro zoo, para aumentar a população animal.

Experiência única

O analista de sistemas Jefferson Gonçalves, 28 anos, soube da chegada de Rondon no zoo pelas redes sociais e, assim que pôde, reuniu a família para passar a tarde no local. “É interessante por ser um animal diferente, eu mesmo nunca tinha ouvido falar”, alega ele, que mora no Valparaíso.

Jefferson diz ainda que o papel do zoo na preservação dos bichos é essencial e deve ser ampliado o máximo possível. “Muitas vezes o animal vive em maus tratos, em condições precárias. E, aqui, recebe cuidado, tratamento de saúde. É uma outra vida, como uma salvação mesmo para os bichos”, completa o morador do Valparaíso.

Dominique Castro se encantou com Rondon e Xingu – Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília

Já o pequeno Dominique Castro, 4 anos, nunca tinha ido ao zoo antes e se encantou com Rondon e Xingu. Ele conta que os bichos preferidos foram a dupla de cachorros-do-mato-vinagre e os jacarés. “Parece um urso, achei lindo. Eu gosto de ver os animais”, diz ele, que veio do Rio de Janeiro a Brasília para visitar familiares.

A mãe de Dominique, Gabriele Castro, 23 anos, afirma que o envolvimento do filho com a vida animal é muito positivo, assim como a preservação prestada pela zoo. “Aqui, os bichos têm uma oportunidade nova de estarem protegidos. Não estão só sendo expostos, mas são cuidados”, completa a fluminense.

Aproveite!

O zoo de Brasília abriga diversos animais, nativos ou não da fauna brasileira. O funcionamento ocorre de terça a domingo e feriados, das 8h30 às 17h. Não há venda antecipada de ingressos, logo, as entradas são adquiridas apenas no dia da visita, na bilheteria do local. O ticket custa R$ 10, a inteira, e R$ 5, a meia (restrita a determinados grupos). Mais informações no site.

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