Categoria: Saúde

  • Novo fumacê é testado em Planaltina

    Novo fumacê é testado em Planaltina

    Operação ocorreu na manhã dessa terça-feira (12); novo equipamento garante maior alcance do inseticida

    Mal acabou de fechar o portão de casa para ir trabalhar e o vigilante, Adalmar de Oliveira, 49 anos, foi surpreendido por um enorme trator circulando pela sua rua. A máquina gigante que circulava pelas quadras do bairro Estância Mestre D’Armas I, de Planaltina, na manhã dessa terça-feira (12), jorrando fumaça com força, faz parte da nova estratégia usada pela Secretaria de Saúde no combate ao mosquito da dengue na região.

    Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    “Bem que eu vi que tinha algo diferente com esse fumacê. É bem melhor, joga a fumaça com mais força e mais alto também, e olha que aqui está precisando mesmo”, disse o morador. “Esse tipo de ação passa mais confiança para a população. Com essa máquina nova, então, nem se fala”, elogiou.

    O novo equipamento de fumacê, uma parceria entre Ministério da Saúde e Fiocruz, tem capacidade de lançamento do inseticida bem mais alto e com maior alcance do que o carro usual. Em condições adversas, com vento forte ou soprando ao contrário, tem alcance comprovado de no mínimo 50 metros, o que representa o dobro do comum, segundo especialistas.

    “O que estamos fazendo aqui são avaliações entre as metodologias no combate ao mosquito da dengue”, explica o diretor da Vigilância Ambiental em Saúde (Dival), Jadir Costa Filho. “Estamos sempre buscando novas tecnologias e estratégias para combater o inimigo de forma mais apropriada”, reforça.

    A escolha de Planaltina para o teste é estratégica, já que foi detectado, desde o ano passado, um aumento de número de casos na região administrativa. Essa foi a segunda aspersão feita na cidade com o novo equipamento. A primeira foi realizada em março deste ano. A próxima está programada para acontecer no período de seca.

    De acordo com Jadir Filho, o fumacê utiliza um larvicida biológico inofensivo aos humanos, mas com potencial de eliminar as larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. “É um produto recomendado pelo Ministério da Saúde e que atua na larva”, explica o especialista. “A gente não quer que o mosquito se torne adulto”, afirma.

    Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Além do novo fumacê, o combate à dengue em Planaltina está sendo feito também com o trabalho de bomba costal e atuação dos agentes de casa em casa. A população também tem que fazer sua parte.

    “O mosquito está se desenvolvendo. Atualmente a transmissão do vírus ocorre ao longo de todo ano, não tem mais aquela sazonalidade de acontecer só na seca”, observa o servidor da Dival. “É sempre bom reforçar para a população fazer o trabalho de prevenção em suas residências, porque o mosquito circula onde menos se espera”, alerta.

    Moradora da rua Módulo I do bairro Estância Mestre D’Armas I, onde o trator do fumacê circulou, a dona de casa Carla Vieira Nunes, 34 anos, diz que sempre cuida do quintal de casa. “A gente já teve dois casos de dengue na família e o vizinho do lado está contaminado”, conta. “Não deixo água empoçar aqui em casa de jeito nenhum, não pode dar sopa ao azar”, diz.

  • Hospital Regional do Gama faz cerca de 5 mil partos por ano

    Hospital Regional do Gama faz cerca de 5 mil partos por ano

    Unidade se destaca em assistência de pré-natal de alto risco na cidade e em municípios do Entorno

    A dona de casa Luana Machado da Silva, 34 anos, estava na 37ª semana de gestação quando sentiu as contrações que anunciavam o nascimento da pequena Laura. A cesárea foi no Hospital Regional do Gama (HRG), onde ela já fazia o acompanhamento do pré-natal de alto risco, por ter tido identificada uma condição de pré-diabetes gestacional.

    Neste 12 de abril, data em que é comemorado o Dia do Obstetra, a Secretaria de Saúde (SES) homenageia a atuação dos profissionais que acompanham a gestação, o parto e o pós-parto da mulher com relato de dois casos de pacientes do HRG. A unidade de saúde é referência em assistência de pré-natal de alto risco no Gama e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). No ano passado, 1.266 mulheres com situação semelhante à de Luana foram atendidas ali. O hospital ainda registra o marco de 4.971 partos no mesmo período, sem nenhuma morte materna.

    Luana conta que monitorava a saúde no posto perto de casa quando teve identificada a condição de agravamento. Ela continuou sendo acompanhada na unidade próxima à sua residência e seguiu com o tratamento no HRG. “É um atendimento mais específico, fico tranquila”, diz. No caso dela, foi possível fazer o controle da glicemia com dieta especial.

    Também com gestação de alto risco, Fabiana Cristiane Bernardes, 40 anos, está com dez semanas de gravidez e vem sendo acompanhada na Unidade Básica de Saúde 5 (UBS 5) do Gama e no HRG. Sua situação se deve a uma pré-eclâmpsia, causada por hipertensão, identificada nos exames do pré-natal. Dois anos atrás, Fabiana perdeu o bebê com 27 semanas de gestação. Para ela, ter o pré-natal específico no HRG é importante. “Eu gostei, é uma preocupação a mais com o paciente”, elogiou.

    De acordo com o Manual de Gestação de Alto Risco, do Ministério da Saúde, as condições clínicas para identificar maior risco na gestação podem ser características individuais, condições sociodemográficas, história reprodutiva anterior, condições clínicas prévias à gestação, intercorrências clínicas ou obstétricas e doenças infecciosas na gestação.

    Trabalho de equipe

    A responsável técnica da obstetrícia no HRG, Alexsandra Ramalho da Costa Arume, explica que o hospital é uma unidade de acompanhamento de pré-natal de risco e de atendimento para partos eventuais. Em geral, conta, os partos de alto risco são encaminhados à unidade de Santa Maria. “A gente faz até parto de pacientes do nosso pré-natal de alto risco porque alguns não são tão graves, como [situações em que] a gestante é de idade mais avançada”, pontua.

    Alexsandra relata que é comum receber parturientes do Entorno, como de Abadiânia, Cidade Ocidental, Cristalina, Luziânia e Valparaíso de Goiás. “Muitas vezes diagnosticamos diabete gestacional, e a paciente não havia feito exame de glicemia”, conta. “O pré-natal é fundamental para o desenvolvimento saudável do bebê e a redução dos riscos para gestante”.

    Foto: Sandro Araújo/ Agência Saúde DF

    Parceria com Opas

    A médica reforça que, quando é identificado algum problema, há reuniões para trabalhar condutas e procedimentos que possam aprimorar os resultados. “É uma equipe que dá tudo de si pelos pacientes”, assegura. Em novembro do ano passado, os servidores do HRG participaram da terceira edição do treinamento de instrutores da Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia no Brasil.

    Esse programa é elaborado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A iniciativa capacita equipes multidisciplinares, qualificadas e organizadas para o enfrentamento das emergências obstétricas.

  • Setor Hospitalar Norte terá mais vagas, calçadas, ciclovia e árvores

    Setor Hospitalar Norte terá mais vagas, calçadas, ciclovia e árvores

    Melhorias estão previstas em projeto aprovado pelo Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal

    O Setor Hospitalar Local Norte (SHLN) terá mais vagas para carros e motos, o dobro de calçadas, uma ciclovia e três praças, além do plantio de 91 árvores, entre ipês e jacarandás. As melhorias estão previstas em projeto da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) aprovado, na quinta-feira (7), em reunião virtual do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan).

    “O grande desafio do governo é achar um equilíbrio entre a valorização do pedestre e do ciclista, com mobilidade ativa, e os carros. Nesse projeto, estamos dando 30% de aumento de vagas e mantendo o espaço público com maior qualidade, com mais calçadas, praças e ciclovia”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira.

    O objetivo da iniciativa é atender as demandas de acessibilidade e suprir a necessidade de estacionamentos no SHLN. Atualmente, o local conta com 445 vagas, além dos pontos irregulares usados pelos veículos. O projeto prevê uma organização dos estacionamentos, com o acréscimo de 175 vagas no setor. Assim, com as mudanças, serão 620 vagas – 573 para carros e 47 para motos.

    As calçadas serão ampliadas dos 4.527,21 m² existentes para 9.498,34 m², contando com piso tátil, faixas elevadas e travessias, facilitando o acesso para cadeirantes, idosos, pessoas com deficiência e outros com dificuldade de locomoção. Já a ciclovia que será criada terá 793,76 m². Os trechos compartilhados, em que poderão passar ciclistas e pedestres, terão no mínimo 3 m de largura. A ideia é conectar as quadras 316/116 com os setores Hospitalar Norte e Terminal Norte por meio da ciclovia e calçadas.

    O SHLN possui apenas calçadas que conectam alguns edifícios de forma interrompida, sem a acessibilidade adequada para qualquer portador de deficiência. A partir da obra, as calçadas acessíveis, passeios compartilhados e ciclovias ligarão os lotes com outras modalidades de transporte – bicicleta, pedestres e ônibus –, transformando o Setor Hospitalar Local Norte em uma área acessível e socialmente justa.

    As três praças a serem criadas, seguirão os moldes do Setor Hospitalar Local Sul (SHLS), para dar a mesma identidade a esses pontos. Terão mobiliário urbano, com bancos, lixeiras, vagas para bicicletas e pergolados, que são estruturas de madeira ou metal com cobertura de vidro para uso de pedestres. Estão previstos dez quiosques nesses pontos, para estimular o uso do espaço público e o comércio local.

    Já a arborização do espaço contará com 15 ipês-amarelos, 11 ipês-brancos, 31 jacarandás-mimosos e 34 árvores de pau-ferro. O plantio de mais árvores e a troca dos pavimentos para blocos de concreto pré-fabricados vão evitar a formação de ilhas de calor e diminuir a velocidade de escoamento da água que cai nas ruas.

    Os relatores do projeto foram os representantes da Associação Civil Rodas da Paz, Wilde Cardoso, e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), Gabriela Tenório. Ambos fizeram algumas recomendações, como complementar os trajetos com mais pontos de iluminação e promover estudos sistemáticos de fluxo de pedestres e ciclistas para subsidiar as decisões.

    Depois do Conplan, o projeto ainda precisa ser aprovado por portaria e publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Só depois disso, poderá ser encaminhado para ser executado.

    Regularizações

    O colegiado também aprovou projetos de regularização fundiária de dois locais. O primeiro foi da Vida Nova, uma Área de Regularização de Interesse Social (Aris) localizada em Samambaia. Ao todo, são 757 pessoas em 224 unidades habitacionais, espalhados por uma região de 6,96 hectares, que aguardam a regularização há mais de 20 anos.

    “O desafio da questão fundiária no DF é muito grande, e votar esse projeto é muito importante para esses moradores”, comentou o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Rafael Prudente, que participou brevemente da reunião virtual do Conplan.

    A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) elaborou o projeto e dará os encaminhamentos devidos após a publicação do decreto do governador que aprova a iniciativa, enviando toda documentação técnica para registro cartorial.

    “Agora temos de trabalhar para concluir o mais rápido possível o processo de titulação, pois a população aguarda há muitos anos esse acesso à moradia digna preconizado pela nossa Constituição Federal”, afirmou o presidente da Codhab, João Monteiro.

    O segundo local aprovado foi o condomínio Vila Centro Sul, no Setor Habitacional Contagem, em Sobradinho II. A área de 1,01 hectare possui 34 lotes e 236 habitantes. A Urbanizadora Paranoazinho (UP) é a responsável pelo local, considerado uma Área de Regularização de Interesse Específico (Arine) prevista no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) de 2009.

    Além disso, os conselheiros também votaram a favor, por unanimidade, do remembramento (agrupamento) de dois lotes na Quadra 314 do Setor Comercial Local Sul (SCS).

  • Quem passa pelo metrô pode aproveitar para se vacinar contra a covid-19

    Quem passa pelo metrô pode aproveitar para se vacinar contra a covid-19

    Estações 112 Sul e Central oferecem o serviço para ajudar a imunizar toda a população vacinável do Distrito Federal e acelerar a aplicação das doses de reforço

    Para imunizar toda a população vacinável do Distrito Federal e acelerar a aplicação das doses de reforço, a Secretaria de Saúde (SES) mantém postos de vacinação contra a covid-19 também em estações do metrô. É possível receber as doses de proteção nas estações 112 Sul e Central.

    Quem ainda tem alguma dose pendente ou já está apto a receber o reforço consegue se vacinar nesses pontos de maneira rápida e sem filas. Não leva nem dez minutos para apresentar um documento original com foto, receber a dose e seguir viagem.

    O estudante Walison Alves, morador de Samambaia, passava pela 112 Sul, na tarde da quarta-feira (6), quando viu o posto de vacinação e parou para receber a terceira dose. “Estava voltando para casa e aproveitei para garantir a minha dose. Um ponto de vacinação no meio do caminho facilita o processo”, comentou.

    Cidadãos podem se imunizar em pouco tempo, sem filas – Foto: Tony Winston/Agência Saúde DF

    A também estudante Dayane Apolinário confessou que ainda não havia se organizado para ir a um posto e tomar a segunda dose. “Eu já tinha que tomar, mesmo. Agora, pintou a oportunidade aqui na 112 Sul e deu tudo certo”, comemorou.

    A unidade da estação 112 Sul conta com todas as vacinas contra a covid: Pfizer, Janssen, AstraZeneca e CoronaVac. A população vacinável pode procurar a unidade de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

    Outra unidade que possui todos os imunizantes é a Central, localizada na Rodoviária do Plano Piloto. Lá, a vacinação funciona das 7h às 20h.

    O promotor de vendas João Paulo Oliveira aproveitou para tomar a terceira dose enquanto saía do trabalho e ia para a faculdade. “É uma boa iniciativa. Muitos trabalhadores não conseguem chegar a tempo para se vacinar nas suas cidades. Aqui na Rodoviária, é só passar e se vacinar”, aconselhou.

    O churrasqueiro Luiz Pereira percebeu a movimentação, lembrou que estava com uma dose pendente e também tratou de se imunizar. “Estou muito contente. A quem não tomou, posso garantir que é bom vir”, indicou.

    Confira a lista completa dos postos de vacinação no DF: https://www.saude.df.gov.br/locaisdevacinacao/

  • Rede pública garante aulas para crianças hospitalizadas

    Rede pública garante aulas para crianças hospitalizadas

    Com parceria entre as secretarias de Saúde e de Educação, professores acompanham estudantes em tratamento, evitando que os alunos fiquem com déficit nos estudos

    Educação humanizada para garantir o estudo em dia e dar mais leveza à difícil rotina das crianças em hospitais da rede pública. Assim são as classes hospitalares, parceria da Secretaria de Saúde com a de Educação que disponibiliza professores aos hospitais para acompanhar os estudantes internados.

    Atualmente, sete docentes são cedidos para as classes hospitalares: uma professora no Hospital da Região Leste (HRL, antigo Hospital do Paranoá), três no Materno Infantil de Brasília (Hmib). Os hospitais de Base (HBDF) e os regionais de Ceilândia (HRC) e de Sobradinho (HRS) terão uma professora cada.

    As secretarias de Saúde e de Educação atuaram juntas durante muitos anos por convênio para manter as Classes Hospitalares. No ano passado, foi assinada a Portaria Conjunta nº 9, que prevê o atendimento educacional hospitalar e a destinação de até 15 professores para atuar onde exista pediatria.

    “Queremos alcançar outros hospitais além dos que já têm atendimento, principalmente o Hospital da Criança de Brasília José de Alencar (HCB). A parceria prevê o envio de professores pedagogos, pois é voltada para crianças matriculadas na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental”, destaca a chefe da Unidade de Gestão Articuladora da Educação Básica da Secretaria de Educação, Iêdes Braga.

    A portaria prevê atendimento das Classes Hospitalares nos hospitais regionais da Asa Norte (Hran), de Taguatinga (HRT), de Ceilândia (HRC), do Gama (HRG), de Planaltina (HRPl), de Sobradinho (HRS), de Brazlândia (HRBz), de Samambaia (HRSam), além do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital da Região Leste (HRL) e Hospital da Criança de Brasília (HCB). O envio de professores é feito de acordo com a demanda à Secretaria de Educação.

    Recuperação mais rápida

    A supervisora de Enfermagem da Pediatria do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), Carmen Belmar Rocha, destaca que as aulas para as crianças internadas fazem toda a diferença. “Elas ficam animadas, mudam o foco por fazer atividades do cotidiano delas. Além disso, reagem melhor ao tratamento, a recuperação é mais rápida”, observa.

    A profissional relata que a professora passa atividades de acordo com a idade e a série, bem como faz contato com a escola da criança para que envie os conteúdos pendentes. Além da atividade escolar, há os momentos de atividades pedagógicas com brincadeiras, fantoches, o que torna a rotina no hospital mais leve e humanizada.

    “As crianças amam a hora da aula, conversam entre elas, mesmo que de longe. Algumas passam tanto tempo internadas que, quando recebem alta hospitalar, pedem pra comemorar o aniversário aqui dentro com a equipe, a professora e os coleguinhas que seguem internados”, conta Carmen.

    Letícia Gontijo é mãe de Pablo Eduardo, 6 anos. Ele ficou internado no Hospital Regional de Ceilândia por um mês e teve todo o acompanhamento escolar feito pela professora da Classe Hospitalar da unidade. “Eu nem sabia que havia esse atendimento para as crianças. Achei ótima a iniciativa, já que ele não ficou prejudicado nas atividades da escola porque era acompanhado de perto. Amava a hora da aula e de brincar”, conta.

    Humanização no Hmib

    No Hmib, a Classe Hospitalar funciona há mais de quatro décadas. Antes da pandemia, as aulas eram oferecidas em uma sala de aula, repleta de material didático e pedagógico, para deixar as crianças bem à vontade.

    “Passar por um tratamento de saúde durante a infância não é nada fácil. Além de o hospital ser um ambiente hostil para a criança, muitas vezes, o diagnóstico requer uma internação mais prolongada, podendo causar prejuízo na vida escolar”, explica Caren Queiroz, uma das professoras da Classe Hospitalar do Hmib.

    Com o início da pandemia, as aulas foram suspensas por três meses. Quando foram retomadas, o acompanhamento passou a ser nos leitos, de maneira individual, tendo em vista que o Hmib também atende crianças com covid-19. Em um primeiro momento, as três professoras que atuam ali conversam com a criança e com a família para identificar qual é a série do estudante, onde estuda, e planejar a rotina junto à família, respeitando o quadro clínico.

    A professora Érika Gomides, também da Classe Hospitalar do Hmib, destaca que o atendimento contribui para o retorno à rede regular de ensino. “O tempo de internação, às vezes, pode ser muito longo. Também há crianças com doenças crônicas, que voltam para internação com frequência. Fazemos um trabalho com a família e a escola para que essa criança não perca o ano e não desista de aprender, mesmo passando por um momento de dificuldade”, diz a educadora.

    Maria de Jesus Souza é mãe do Cristian, 8 anos. Ela se surpreendeu com a rapidez das professoras em dar suporte ao filho, internado há uma semana no Hmib. “Achei maravilhoso, pois assim ele não ficará atrasado nem acumulará atividades para fazer quando receber alta”.

    Brinquedoteca

    No Hospital da Região Leste, a pedagoga Amanda Cruz é quem comanda a Classe Hospitalar. Ela passa nas enfermarias pediátricas e conversa com as famílias para pegar contato das escolas e receber atividades.

    “Trabalhamos não só o ensino pedagógico, mas também o lúdico e isso faz com que a criança fique feliz, tirando o foco da dor e do tratamento. As crianças ficam mais contentes, animadas e têm até alta precoce em alguns casos”, observa a professora. As aulas voltarão a ocorrer de maneira coletiva a partir da próxima semana na brinquedoteca do hospital, como era antes da pandemia. Na beira do leito, serão atendidos somente os estudantes com alguma dificuldade de locomoção.

  • Veja onde se vacinar contra gripe e Covid nesta segunda-feira (11), no DF

    Veja onde se vacinar contra gripe e Covid nesta segunda-feira (11), no DF

    Até sábado-feira (9), 5.997.574 vacinas foram aplicadas em Brasília; 8.233 idosos com mais de 80 anos tomaram 4ª dose. Imunização contra gripe é para pessoas a partir de 60 anos e trabalhadores da Saúde

    A vacinação contra Covid-19 e também contra a gripe continuam, nesta segunda-feira (11), no Distrito Federal. A maioria dos postos atende das 8h às 17h. Na UBS 1, na quadra 612 da Asa Sul e na UBS 3, na QNM 15, em Ceilândia, o atendimento vai até 22h.

    Quem tem mais de 80 anos pode tomar a 4ª dose da vacina contra Covid. Até este sábado (9), 8.233 pessoas nessa faixa etária haviam recebido a segunda dose do reforço.

    Do início da imunização, em janeiro de 2021, até este sábado, 5.997.574 vacinas foram aplicadas em Brasília:

    • 2.499.926 pessoas tomaram a primeira dose
    • 2.298.359 pessoas tomaram a segunda dose
    • 59.328 pessoas tomaram a dose única
    • 1.120.413 pessoas tomaram a dose de reforço
    • 8.233 tomaram segunda dose de reforço
    • 11.495 pessoas tomaram a dose adicional (imunossuprimidos)

    Influenza

    Profissional da saúde prepara dose de vacina contra gripe, no DF — Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

    Na UBS 7 , na QNO 10 de Ceilândia, também há vacinação noturna contra a influenza. Na primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação podem ser imunizados idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da Saúde (veja lista de locais mais abaixo).

    A vacinação contra a gripe começou na segunda-feira (04). A campanha está dividida em duas etapas: nesta primeira fase, podem ser imunizadas pessoas com 60 anos ou mais e trabalhadores de saúde. Na segunda etapa, que começa em 3 de maio, serão vacinados os demais grupos.

    Onde se vacinar contra Covid nesta segunda-feira (11) no DF

    Para saber os endereços e horários, clique nos links abaixo:

    Onde se vacinar contra gripe nesta segunda-feira (11) no DF

    Para saber os endereços e horários, clique no link abaixo:

    • Influenza: idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da Saúde

    Vacinação de rotina

    Para saber os endereços e horários, clique no link abaixo:

    • Vacinação de rotina: calendário vacinal (Meningocócica C, Pneumocócica, Tríplice Viral, Penta, etc, com exceção da BCG)

    Fonte: G1

  • Veja onde se vacinar contra Covid neste fim de semana

    Veja onde se vacinar contra Covid neste fim de semana

    Cinco postos ficam abertos no sábado (8); outros três abrem no domingo (10). Unidades funcionam das 9h às 17h

    A vacinação contra Covid-19 continua neste fim de semana no Distrito Federal. No sábado (8), são cinco postos e, no domingo (10), três. A imunização ocorre em uma escola pública de São Sebastião e em unidades de saúde, além do Carro da Vacina que circula no Sol Nascente.

    Nos dois dias, a vacinação vai das 9h às 17h (veja endereços abaixo).

    O Centro de Ensino Fundamental (CEF) Miguel Arcanjo, em São Sebastião, é a quarta escola a receber a campanha contra Covid. A ação tem foco na imunização de pessoas em idade escolar, mas, de acordo com a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), toda a comunidade pode ser atendida.

    No Sol Nascente, o Carro da Vacina percorre os Trechos 1 e 2.

    Onde se vacinar contra Covid neste sábado (9) no DF

    Vacinação infantil – 5 a 11 anos

    • CEF Miguel Arcanjo: quadra 2 de São Sebastião
    • UBS 2 Ceilândia: QNN 15 Lote F
    • UBS 5 Taguatinga: Setor D Sul AE 23
    • Carro da Vacina: trechos 1 e 2 do Sol Nascente

    Vacinação a partir dos 12 anos

    • CEF Miguel Arcanjo: quadra 2 de São Sebastião
    • UBS 2 Ceilândia: QNN 15 LOTE F
    • UBS 3 Taguatinga: QNL 1 Área Especial 2
    • UBS 2 Sobradinho II: DF 420, Complexo de Saúde, Setor de Mansões, ao lado da UPA Sobradinho
    • Carro da Vacina Trecho 1 e 2 do Sol Nascente

    Onde se vacinar contra Covid neste domingo (10)

    Vacinação infantil – 5 a 11 anos

    • UBS 1 Asa Sul: SGAS 612
    • UBS 1 Santa Maria: QR 207/307 Conjunto T
    • UBS 3 Taguatinga: QNL 1 Área Especial 2

    Vacinação a partir dos 12 anos

    • UBS 1 Asa Sul: SGAS 612
    • UBS 1 Santa Maria: QR 207/307 Conjunto T

    Fonte: G1

  • Covid-19: DF registra 124 novos casos e mais 5 mortes

    Covid-19: DF registra 124 novos casos e mais 5 mortes

    Desde início da pandemia, Brasília soma 693.226 infectados e 11.606 óbitos. Taxa de transmissão se mantém em 0,74 pelo segundo dia consecutivo

    O Distrito Federal registrou 124 novos casos conhecidos de Covid-19 e mais 5 mortes — duas delas ocorridas em junho de 2021 —, nesta quinta-feira (7) (veja mais abaixo). Ao todo, 11.606 pessoas perderam a vida e 693.226 foram infectados pelo coronavírus em Brasília.

    A taxa de transmissão se mantém em 0,74 pelo segundo dia consecutivo. O índice, quando abaixo de 1indica queda nas transmissões.

    Segundo a Secretaria de Saúde, 98,2% dos doentes estão recuperados.

    Perfil das vítimas

    Entre os mortos pela Covid-19 no DF, desde o início da pandemia, 10.599 pessoas moravam na capital federal e 1.007 vieram de outras regiões para buscar atendimento, principalmente do Entorno do DF.

    Datas das mortes divulgadas nesta quinta-feira (7):

    • 22 de junho de 2021: 1
    • 29 de junho de 2021: 1
    • 18 de fevereiro de 2022: 1
    • 22 de fevereiro de 2022: 1
    • 05 de abril de 2022: 1

    Residência

    • Ceilândia: 1
    • Riacho Fundo: 1
    • Sudoeste/Octogonal: 1
    • Taguatinga: 1
    • Goiás: 1

    Faixa etária

    • 50 a 59 anos: 1
    • 60 a 69 anos: 1
    • 70 a 79 anos 3

    Leitos de UTI

    Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19 do Hospital Regional de Samambaia no DF — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

    Até as 16h25 desta quinta-feira, a taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid estava em 60%incluindo as unidades adultas, pediátricas e neonatais. Do total de 31 leitos, 15 estavam ocupados, 10 disponíveis e 6 bloqueados.

    Na rede privada, até as 11h55, a ocupação dos leitos de UTI estava em 53,27%. Do total de 137 leitos, 59 eram usados, 50 estavam vagos e 28 bloqueados.

    Casos por região

    O Plano Piloto segue como a região com maior número de casos por Covid-19 no DF. Até esta quinta-feira, 80.265 pessoas testaram positivo e 837 morreram por causa da doença. Em segundo lugar está Ceilândia, com 68.504 contaminações e 1.754 vidas perdidas.

    Números da Covid-19 por região do DF, em 7 de abril de 2022 — Foto: SES-DF/Reprodução

    Fonte: G1

  • Veja onde se vacinar contra gripe e Covid nesta quinta-feira (7), no DF

    Veja onde se vacinar contra gripe e Covid nesta quinta-feira (7), no DF

    Imunização contra gripe é para pessoas a partir de 60 anos e trabalhadores da Saúde. Idosos com mais de 80 anos podem receber 4ª dose contra coronavírus; maioria dos postos abre das 8h às 17h

    A vacinação contra Covid-19 e também contra a gripe continuam, nesta quinta-feira (7), no Distrito Federal. A maioria dos postos atende das 8h às 17h. Na UBS 1, na quadra 612 da Asa Sul e na UBS 3, na QNM 15, em Ceilândia, o atendimento vai até 22h. Quem tem mais de 80 anos pode tomar a 4ª dose da vacina contra Covid. Na UBS 7 de Ceilândia, também há vacinação noturna contra a influenza.

    Na primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza podem ser imunizados idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da Saúde (veja lista de locais mais abaixo).

    A vacinação contra a gripe começou na segunda-feira (04). A campanha está dividida em duas etapas: nesta primeira fase, podem ser imunizadas pessoas com 60 anos ou mais e trabalhadores de saúde. Na segunda etapa, que começa em 3 de maio, serão vacinados os demais grupos.

    Regras para vacinação contra Covid

    • Primeira dose: qualquer pessoa com 12 anos ou mais pode ser imunizada no Distrito Federal. Adolescentes não precisam ser acompanhados pelos responsáveis, basta comparecer a um dos postos e apresentar a carteira de identidade. Quem tem mais de 18 anos pode escolher a marca da vacina;
    • Segunda dose: quem tomou AstraZeneca ou Pfizer recebe a segunda aplicação oito semanas após a primeira dose, ou seja, a partir do 56º dia. Para a Coronavac, o intervalo recomendado é de 14 a 28 dias;
    • Dose de reforço: é voltada para pessoas com 18 anos e é preciso ter recebido a segunda dose há, pelo menos, quatro meses;
    • Dose adicional: é aplicada em imunossuprimidos graves que tenham recebido a última dose, ou a dose única, há no mínimo 28 dias;
    • Dose adicional de Janssen: para quem tomou a dose única há pelo menos dois meses;
    • Vacinação infantil: crianças a partir dos 6 anos podem ser vacinadas com CoronaVac. Já aquelas com 5 anos, ou de 5 a 11 anos com comorbidades, têm direito à dose da Pfizer.
    • 4ª dose para idosos: quem tem mais de 80 anos pode receber o reforço extra, desde que tenha tomado a 3ª dose há quatro meses. O Ministério da Saúde recomenda uso, preferencialmente, da Pfizer.

    Onde se vacinar contra Covid nesta quinta-feira (7) no DF

    Para saber os endereços e horários, clique nos links abaixo:

    Onde se vacinar contra gripe nesta quinta-feira (7) no DF

    Para saber os endereços e horários, clique no link abaixo:

    • Influenza: idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da Saúde

    Vacinação de rotina

    Para saber os endereços e horários, clique no link abaixo:

    • Vacinação de rotina: calendário vacinal (Meningocócica C, Pneumocócica, Tríplice Viral, Penta, etc, com exceção da BCG)

    Fonte: G1

  • Não pode se vacinar durante o dia? Vá de noite!

    Não pode se vacinar durante o dia? Vá de noite!

    Postos em Ceilândia e no Plano Piloto ficam abertos para receber a população até as 22h

    “Eu trabalhei o dia todo e estou aqui tomando vacina. Assim, eu também evito filas”. A fala é do empresário Wellington da Silva, que aproveitou a vacinação noturna contra a covid-19 na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 de Ceilândia e recebeu a sua terceira dose na terça-feira (5). Para beneficiar cidadãos como Wellington, que não têm disponibilidade para se vacinar em horário comercial, a Secretaria de Saúde mantém postos abertos até mais tarde.

    Atualmente, é possível se vacinar à noite contra a covid-19 na UBS 3 de Ceilândia e na UBS 1 da 612 Sul. Esta última funciona em esquema drive-thru. Os dois postos ficam abertos até as 22h.

    A dona de casa Mônica de Deus aproveitou o horário estendido na UBS 3 e levou sua filha Thalita de Deus para se vacinar. A adolescente de 13 anos, que estuda durante o dia, recebeu a segunda dose da vacina contra a covid. “Muitas pessoas têm dificuldade de se vacinar no decorrer do dia devido ao trabalho, colégio, essas coisas. Nesse período da noite é mais fácil”, comentou a mãe.

    Na UBS 7 de Ceilândia, localizada no Setor O, há vacinação noturna contra a influenza. O pintor automotivo Nilson da Silva levou a esposa para se imunizar na segunda-feira (4) e voltou à unidade ontem para receber sua dose. “Ajuda bastante quem trabalha e não tem tempo de vir durante o dia, o que é o meu caso”, comentou.

    A vacinação contra a gripe começou na segunda-feira (4). A campanha está dividida em duas etapas: nesta primeira fase, podem ser imunizadas pessoas com 60 anos ou mais e trabalhadores de saúde. Na segunda etapa, que começa em 3 de maio, serão vacinados os demais grupos.

    Clique aqui para conferir os locais de vacinação.