Categoria: Cultura

  • Capital Moto Week retorna a Brasília com shows do Capital Inicial, Pitty e Raimundos

    Capital Moto Week retorna a Brasília com shows do Capital Inicial, Pitty e Raimundos

    Maior evento de motociclismo da América Latina, que ficou pausado por dois anos devido à pandemia de Covid-19, ocorre entre 21 e 30 de julho. Temas desta edição são reflorestamento e consumo sustentável

    Os fãs de motociclismo já podem aquecer os motores e se preparar para curtir o Capital Moto Week (CMW). De 21 a 30 de julho, Brasília será cenário para o maior evento de motociclismo da América Latina e o terceiro maior do mundo.

    São esperados mais de 800 mil pessoas de diversos países, além de 300 mil motos que vão tomar conta do Parque de Exposições da Granja do Torto, na 17ª edição do festival. O evento ficou pausado durante dois anos, devido à pandemia de Covid-19.

    São esperados mais de 70 shows, como:

    • Capital Inicial
    • Pitty
    • Raimundos
    • Os Paralamas do Sucesso
    • Biquini Cavadão
    • Dead Fish
    • Blitz
    • Detonautas

    Este ano, o festival conta coma novidades: cinema ao ar livre em uma tela de 500 polegadas (veja mais abaixo). A programação também conta com parque de diversão e a maior tirolesa do Distrito Federal.

    De acordo com a organização do evento, os shows principais terão intérpretes de libras e espaços pensados para garantir mobilidade das pessoas com deficiência. Além dos shows principais, terão quatro palcos espalhados no festival, que receberão bandas como o Cazuza in ConcertTrampaRock BeatsDistintos FilhosQuinta EssênciaLúpulo e Cereais não Maltados, Surf Sessions, Ifloyd e Baú Revirado.

    “Liberdade, espírito e tradição são palavras que traduzem o nosso festival, e faz tempo que queremos unir no palco bandas e estilos diferentes para realizarem apresentações únicas e que só poderão ser vistas aqui”, diz Pedro Affonso Franco, um dos organizadores do CMW.

    Os fãs de gastronomia também poderão contar com duas praças de alimentação e quiosques. Ao todo, são mais de 30 opções de comidas tradicionais da capital.

    Cinema ao ar livre

    Capital Moto Week edição 2019 — Foto: Paulo Cavera/Divulgação

    Nos dias 25, 26 e 27 de julho, o evento contará com cinema ao ar livre, a partir das 19h. Serão duas sessões diárias, com entrada e pipoca gratuitas.

    Para as crianças, o festival contra com o espaço Moto Kids. Instalado nos gramados do festival, a área contará com roda gigante, autopista, bungee jump, entre outros brinquedos.

    E, mais uma vez, o festival será 100% pet friendly. O espaço Moto Pets vai contar com ações de parceiros com doação de animais e de vacinas, descontos para castração de animais resgatados das ruas, além de workshop e apresentações especiais para quem é apaixonado por bichos.

    Presença feminina

    Mulheres no Brasília Capital Moto Week — Foto: Divulgação/Capital Moto Week

    Os organizadores afirmam que esta edição promete acabar com o estigma de que motociclismo é para o público masculino. Segundo a organizadora Juliana Jacinto, na edição do ano passado, as mulheres representaram 46% do público.

    “Temos atualmente muito mais motociclistas e motoclubes compostos por mulheres do que antes, há alguns com 200 integrantes, por exemplo”, ressalta Juliana Jacinto, uma das organizadoras do CMW.

    O famoso Lady Bikers, espaço voltado para o empreendedorismo feminino, completa a programação com estimulo ao empoderamento feminino e shows de artistas da cidade.

    Rumo ao Lixo Zero

    Nos 10 dias de festival, além de paixão pelo motociclismo, o CMW contará com atitudes sustentáveis. Em meio à grandiosidade de público, o festival conseguiu, desde 2017, coletar mais de 73 toneladas de resíduos para reciclagem e compostagem, ao passo que plantou mais de 16 mil árvores nativas do cerrado.

    Considerando a última edição do evento, em 2019, 78% dos resíduos tiveram destinação correta. O Capital Moto Week, quer superar a marca de 90% para receber, assim, o selo de Lixo Zero.

    Além da parceria com a empresa ONG Neutralize Carbono, para auxiliar na neutralização de emissões com créditos de carbono, o festival irá realizar o recolhimento de lixo eletrônico e, consequentemente, a preservação do solo a partir do descarte correto de resíduos.

    Programe-se

    17ª Brasília Capital Moto Week

    • Data: 21 a 30 de julho
    • Local: Granja do Torto
    • Programação: clique aqui e confira
    • Ingressos: o acesso ao evento R$ 50, mas é possível pagar meia-entrada com a doação de 1 kg de alimento não perecível ou descarte de lixo eletrônico
    • Entrada gratuita: vale para deficientes e motociclistas que estiverem pilotando
    • Venda: pelo site

    Fonte: G1

  • Mostra de cinema híbrida exibe filmes sobre a Amazônia na UnB

    Mostra de cinema híbrida exibe filmes sobre a Amazônia na UnB

    Obras do cineasta britânico Adrian Cowell serão discutidas em debates na universidade e em uma plataforma digital. Evento começa nesta segunda-feira (20) e vai até sexta (24)

    Com a Amazônia em foco após as mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, a Universidade de Brasília (UnB) recebe, a partir desta segunda-feira (20), o evento “História da Amazônia: mostra Adrian Cowell de cinema socioambiental”.

    A iniciativa é híbrida, com exibição de filmes e debates presenciais, no Memorial Darcy Ribeiro (Beijódromo) da UnB, e também com transmissão pela internet, na plataforma AmazôniaFlix. O evento é gratuito e vai até sexta-feira (24) (veja programação completa abaixo).

    Entre as obras exibidas na mostra estão: “Na trilha dos Uru-Eu-Wau-Wau”, “A Tribo que se Esconde do Homem” e “Nas cinzas da floresta”. Além dos filmes, haverá mesas de debate sobre o tema de cada sessão, com a participação de líderes de povos indígenas, parlamentares, cientistas e representantes de entidades socioambientais.

    A mostra é realizada pelo Núcleo de Estudos Amazônicos (NEAZ) da universidade. O objetivo é unir forças na busca da disseminação das obras do cineasta Adrian Coweel, que morreu há 10 anos.

    Além disso, o evento pretende conscientizar sobre a relevância do apoio às lutas dos povos indígenas, tema que ganha ainda mais peso após a morte de Bruno Pereira e Dom Phillips, vítimas de pescadores ilegais no Vale do Javari (AM).

    Programação

    • Evento híbrido com transmissão ao vivo pela AmazôniaFlix e Youtube, e projeção na UnB
    • Local: Memorial Darcy Ribeiro (Beijódromo) – UnB, Brasília, DF

    Segunda-feira (20)

    • Abertura: 17h

    Filmes

    Mesa de debate: 18:30h

    Sessão #1: O Xingu: Povos Indígenas e Geopolítica de Ocupação da Amazônia

    André Villas Boas (Instituto Socioambiental – ISA), Kamikia Kisêdjê (Cineasta Indígena), Watatakalu Yawalapiti Movimento Mulheres do Território Indígena do Xingu – MMTIX). Facilitadora: Adriana Ramos (ISA).

    Filmes

    Terça-feira (21)

    Mesa de debate: 17:30h

    Sessão #2: Expansão da Fronteira e Conflitos pela Terra na Amazônia

    Ivaneide Bandeira e Txai Surui (Instituto de Defesa Etnoambiental Kanindé), Eliane Moreira (Ministério Público Estadual – PA), Gabriel de Lima Ferreira (Consultor em Monitoramento e Avaliação de Projetos, ex-Secretário de Agricultura de Rondônia), Elisabete Kitamura (Universidade Federal de Rondônia). Facilitador: Gustavo Cepolini (Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes).

    Filmes

    Quarta-feira (22)

    Mesa de debate: 17:30h

    Sessão #03: “Exploração Mineral e Conflitos Socioambientais”

    Charles Trocate – Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Ana Paula Vargas (Amazon Watch), Alessandra Korap (Associação Pariri do Povo Munduruku, Federação dos Povos Indígenas do Pará – FEPIPA). Facilitadora: Verena Glass (Fundação Rosa Luxemburgo)

    Filmes

    Quinta-feira (23)

    Mesa de Debate: 17:30h

    Sessão #4: Hidrelétricas: Barrando os rios da Amazônia

    Antônia Melo (Movimento Xingu Vivo para Sempre), Iremar Ferreira (Instituto Madeira Vivo), Philip Fearnside (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA), Elisa Mergulhão Estronioli (UFPA / Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB/Pará), André D’Elia (cineasta). Facilitador: Luiz Fernando Novoa – Universidade Federal de Rondônia (Unir).

    Filmes

    Sexta-feira (24)

    Mesa de debate: 17h

    Sessão #5: Amazônia: O Ciclo das Águas e a Ciência da Floresta

    Patricia Pinho (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM) , Mercedes Bustamante (Universidade de Brasília – UnB), Thomas Hagenbrock (Consultor). Facilitador: Claudio Ângelo (Observatório do Clima).

    Filmes

    Mesa de debate: 18h30

    Sessão #06: Defensores da Floresta e dos Rios da Amazônia

    Edel Moraes (Conselho Nacional das Populações Extrativistas – CNS), Claudelice Santos (Instituto Zé Cláudio e Maria), Felício Pontes (Procurador Regional da República, Ministério Público Federal), José Batista – Comissão Pastoral da Terra /PA. Facilitador: Felipe Milanez (Universidade Federal da Bahia – UFBa).

    Filmes

    Encerramento da Mostra:19:30

    Fonte: G1

  • 36ª Feira do Livro de Brasília começa nesta sexta e tem programação até 26 de junho

    36ª Feira do Livro de Brasília começa nesta sexta e tem programação até 26 de junho

    Evento no Complexo Cultural da República promove leitura, rodas de conversa, oficinas e palestras. Entrada é gratuita e aberta a todos os públicos

    O Complexo Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios, recebe a 36ª edição da Feira do Livro de Brasília (FeLiB), a partir desta sexta-feira (17). O evento, que vai até 26 de junho, traz o tema: “O Quadradinho, o Quadrinho e a Leitura… Sempre em Frente”, em homenagem ao ilustrador e escritor Roger Mello. A entrada é franca e o evento é recomendado para todos os públicos.

    A feira tem participação de diversas editoras e livrarias, locais e nacionais, com estandes e produtos diversos. A programação é composta ainda por palestras, rodas de leitura, apresentações culturais e ações educativas.

    Roger Mello, Antônio Miranda, Kiusam de Oliveira, Hugo Canuto, Max Andrade e Ivan Costa (agente quadrinista e sócio fundador da Comic Con Experience – CCXP) são algumas das atrações para esta edição.

    A expectativa da organização é receber um público em torno de 80 mil pessoas ao longo dos 10 dias, incluindo 8 mil estudantes de 14 regionais de ensino da Secretaria de Educação, por meio de visitas diárias previstas para serem realizadas em três turnos.

    Espaços

    Para esta edição, a FeLib conta com novidades como a “Praça Família + Leitora” e os espaços “Sesc Vitrine Literária”, “Quadradinho + Autoral”, “Beco dos Quadrinhos” e “Casa do Cordel”.

    Os ambientes “Casa do Cordel”, “Espaço do Autor” e “Beco dos Quadrinhos” abrigam mostras de xilogravuras e de HQs, além de sessões de autógrafos e de lançamentos literários. A Praça “Família + Leitora” é um espaço de convivência intergeracional, destinado ao incentivo da leitura entre crianças e familiares.

    O “Território Senac” é composto por quatro carretas com ativações e oficinas de informática, gastronomia, beleza e moda. Já o “Vitrine Literária” vai receber atividades artísticas, contações de histórias e oficinas formativas.

    O evento também disponibiliza títulos em braile, e pessoas com deficiência e idosos prestarão atendimento ao público. Além disso, traz o espaço “FeLiB Sem Limites”, orientado para atender e dar destaque às pessoas com deficiência.

    A FeLiB ainda conta com uma galeria a céu aberto, que vai abrigar exposições visuais feitas por artistas e estudantes de escolas públicas.

    Feira do Livro de Brasília

    A Feira do Livro de Brasília nasceu em 1982, com o propósito de contribuir para a criação de uma comunidade leitora e apaixonada pela literatura no Distrito Federal. Em 2002, foi incluída no Calendário Oficial de Eventos do DF.

    Nas 35 edições realizadas, a FeLiB recebeu renomados escritores, como Jorge Amado, Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Thiago de Mello, Ariano Suassuna e Moacyr Scliar.

    Serviço

    • 36ª Feira do Livro de Brasília – FeLiB
    • Quando: de 17 a 26 de junho de 2022
    • Horário: de segunda à sexta-feira, das 9h às 22h. Sábados e domingos, das 10h às 22h
    • Local: Complexo Cultural da República (Esplanada dos Ministérios)
    • Entrada: gratuita
    • Classificação indicativa: livre

    Fonte: G1

  • Cinema Brasileiro é tema de oficina oferecida pela Secretaria de Cultura

    Cinema Brasileiro é tema de oficina oferecida pela Secretaria de Cultura

    Aulas serão ministradas na semana em que se comemora o Dia do Cinema Brasileiro – 19 de junho. Podem participar jovens e adultos, com idade de 15 a 60 anos

    Na semana em que se comemora o Dia do Cinema Brasileiro (19 de junho), o projeto Cultura In Movimento II oferece, gratuitamente, oficina sobre o tema. As aulas são destinadas a jovens e adultos com idade de 15 a 60 anos e serão ministradas entre os dias 20 e 24 de junho, pela internet. Para se inscrever, acesse www.culturainmovimento.com.br.

    O workshop sobre Cinema Brasileiro faz parte da grade de capacitação para o setor audiovisual oferecida pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o Instituto Cultural Meninos de Ceilândia. Ao todo, serão realizados 15 módulos semanais, com aulas on-line, sempre das 14 às 16h. Os encontros se estendem até 12 de agosto. As vagas são limitadas a 60 alunos por turma e, para participar, a única exigência é que o aluno possua um dispositivo conectado à internet.

    Como resultado do Cultura In Movimento II, os estudantes que participarem da oficina de “Captação de imagem” participarão da produção de um documentário e terão a possibilidade de colocar em prática o que aprenderam durante a formação. Todos os alunos receberão certificados. Em 2021, mais de mil estudantes participaram do Cultura In Movimento, durante a primeira edição do projeto.

    Confira a programação completa:

    20/06 a 24/06 – Cinema Brasileiro
    27/06 a 01/07 – Sonoplastia
    04/07 a 08/07 – Roteiro
    11/07 a 15/07 – Produção de Videoclipe na Web
    18/07 a 22/07 – Inclusão, Transcrição e Legendagem
    25/07 a 29/07 – Streaming
    01/08 a 12/08 – Captação de Imagem

  • Com apoio de R$ 11 milhões do GDF, escolas de samba se preparam para 2023

    Com apoio de R$ 11 milhões do GDF, escolas de samba se preparam para 2023

    Ações como o Edital de Apoio das Atividades Carnavalescas Permanentes, a Escola de Carnaval e o Brasília Multicultural 1 já reaquecem a cadeia produtiva carnavalesca, fortemente abalada pela pandemia

    O Carnaval é uma das pautas prioritárias em andamento na Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), tendo em vista que se trata de setor estratégico abalado nos últimos dois anos em função da covid-19. Dois projetos complementares entre si movimentam essa potente cadeia criativa: o Edital de Apoio das Atividades Carnavalescas Permanentes, que disponibilizou R$ 3,45 milhões para que os carnavalescos retomassem as ações em modo virtual, e a Escola de Carnaval, com um aporte de R$ 1,5 milhão, destinado a programa de capacitação.

    Em paralelo, o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) destinou, no Edital Brasília Multicultural 1 de deste ano, R$ 6,4 milhões à linha de apoio Jeito Carnavalesco, para premiação de ao menos 77 projetos envolvendo atividades carnavalescas de rua e de escolas de samba. Um dos premiados vai organizar o desfile das escolas de samba em 2023, com aporte de R$ 1 milhão.

    “O Carnaval é o espelho do povo, e o Distrito Federal, a confluência do país. Ainda no começo desta gestão, houve a percepção de que não bastava voltar com os desfiles sem um preparo, sem uma organização ou articulação do setor. Depois de muitas escutas e diagnósticos, muitas visitas aos barracões, depois de conversar com gestores, a Secec entendeu que o caminho tinha que ser pela formação e profissionalização de toda a cadeia produtiva do Carnaval”, explica o secretário de Cultura e Economia e Criativa, Bartolomeu Rodrigues.

    Emprego e renda

    No primeiro projeto, o resultado foi impressionante: 4,5 mil empregos diretos e indiretos gerados, com um apoio a 1,5 mil agentes culturais, sendo 80% de negros e, em sua maioria, de comunidades para além do Plano Piloto. São públicos específicos e, muitas vezes, vulneráveis, como o LGBTQIA+ e as mulheres.

    A ideia era de que esses recursos fossem utilizados pelas escolas e blocos para fomentar pequenos eventos, pagar recursos humanos e contas atrasadas e, assim, ganhar novo fôlego. “É uma retomada, porque o DF tem um público de carnaval desde sua criação. Então, é um esforço de rearticulação, da volta desse público para ele sentir que sua escola está voltando e as comunidades também irem voltando para o barracão”, conta a subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural, Sol Montes.

    Para o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do DF (Liestra), Hélio dos Santos, o resultado foi animador. “Brasília estava sentindo falta dessas atividades; mesmo nas lives foi um trabalho bom. Foi o que possibilitou que as escolas se estruturassem e fizessem apresentações depois de tanto tempo, levando ao mundo todo o carnaval do DF”, comemora ele. “Essa é uma gestão que abriu as portas para as entidades carnavalescas, nunca tivemos tanto espaço como estamos tendo agora. Espaço e parceria. E o resultado disso virá nos desfiles, porque as escolas estarão preparadas para apresentar um desfile à altura do nosso Carnaval”.

    Um dos projetos, a Escola de Carnaval, teve um aporte de R$ 1,5 milhão, para capacitação – Foto: Divulgação

    Força na capacitação 

    Iniciada desde fevereiro, a Escola de Carnaval é um projeto de projeção nacional. A ação tem como objetivo capacitar os integrantes e interessados das agremiações a retornarem à avenida em 2023, promovendo o diálogo com o terceiro setor e agentes públicos, além de articular toda a cadeia carnavalesca. Para isso, o projeto conta com quatro módulos: Gestão Profissional do Carnaval, Artes Visuais, Artes Musicais e Artes da Dança – englobando, assim, toda a dinâmica produtiva do Carnaval.

    A curadoria da Escola de Carnaval deu, ainda, mais força ao projeto. O carnavalesco Milton Cunha, cenógrafo, comentarista de desfiles em diversas emissoras e pós-doutor em narrativas do Carnaval, foi o grande nome por trás dessa capacitação. Em um primeiro momento, ele mesmo entrevistou e analisou a situação dos agentes culturais que realizam o que chamou de “carnaval candango”, para então estruturar as etapas seguintes.

    “O tripé da minha curadoria é constituído pela gestão administrativa, o artístico-visual e o artístico-musical. Primeiro, abordo a visão geral da escola de samba como fenômeno da modernidade, da sociedade do espetáculo. Em seguida, vem o resgate histórico, para que figurinista, carnavalesco, projetista de alegoria e compositor saibam que o tema tem um passado. Aí, temos as aulas de croqui, risco, volumetria, ergonomia e também alegoria, com suas noções espaciais. A terceira parte é a musicalidade, quando você trata de enredo, da harmonia musical”, detalha Milton Cunha.

    Além de Cunha, outros profissionais renomados das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo também estiveram em Brasília, promovendo oficinas dentro da Escola de Carnaval. Em cinco meses de ações, foram 840 inscrições, com 313 alunos capacitados e certificados e 12 diferentes oficinas.

    Só na primeira etapa, foram certificadas 60 pessoas, envolvendo profissionais das escolas de samba e dos blocos tradicionais. Para as 14 escolas participantes, no entanto, a responsabilidade é ainda maior: só poderão desfilar em 2023 os grupos que participarem do projeto, garantindo uma gestão responsável e ainda mais qualidade para as apresentações.

    Na avaliação do presidente da Organização da Sociedade Civil Luta pela Vida, gestora do projeto, Rômulo Sulz, essa é uma experiência única para os carnavalescos. “Acredito que em 2023 nossas escolas e blocos carnavalescos experimentarão um salto de qualidade de produção extremamente perceptível a todos, inclusive aos próprios envolvidos”, destaca.

    Na execução do projeto, foram gerados 20 empregos diretos e 65 indiretos, incluindo pessoas com deficiência e diversos profissionais do setor cultural. “A população toda se move quando o Carnaval acontece. Ainda temos cursos planejados até agosto, a produção não pode parar. Da mesma maneira inclusiva e diversa com que acontece o Carnaval, a Escola de Carnaval segue a todo vapor, preparando o retorno das nossas escolas”, aponta Rômulo.

    Outro ponto alto destacado por ele é a descentralização das atividades da Escola de Carnaval para as regiões administrativas (RAs). Na capacitação nas primeiras oficinas, a curadoria elencou profissionais para repassarem esses conhecimentos em cursos ministrados gratuitamente para o público de outras RAs, como Ceilândia e Taguatinga. Até agora, foram 150 pessoas formadas. Entre os professores, está Valéria Bonifácio, rainha de bateria do Grêmio Recreativo Escola de Samba Capela Imperial, de Taguatinga.

    Familiarizada com o samba desde criança e “cria” da Associação Recreativa e Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc), como ela mesma se define, Valéria participou das primeiras oficinas e depois ministrou a aula de samba no pé em Taguatinga. “Eu me emociono só de falar. Isso plantou uma esperança dentro de nós. Precisávamos muito do curso para a gente se atualizar e entender mais sobre o nosso posto de rainha, de coordenadora de passistas, a função da corte, mas também entender mais sobre o Carnaval”.

    Esse cronograma de ações cria expectativas para o Carnaval de 2023. Para o presidente do Grêmio Recreativo Carnavalesco Unidos de Vicente Pires, Luciano Garcia, é a oportunidade de fortalecimento e preparação.

    “Esses editais vieram para fortalecer nossas comunidades e toda a estrutura das escolas. Assim, os projetos abrangem as pessoas que estão ativas e inativas, fazendo com que participem. É um resgate, uma capacitação que é de suma importância para que em 2023 a gente consiga fazer um desfile maravilhoso para Brasília. É o que o setor espera”, destaca.

  • Festival de Cinema de Brasília volta ao formato presencial

    Festival de Cinema de Brasília volta ao formato presencial

    Secretaria de Cultura e Economia Criativa lança edital de seleção da instituição que coordenará o evento; verba é de R$ 2 milhões

    Depois de dois anos longe do calor humano das plateias presenciais, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) prepara-se para movimentar o tradicional Cine Brasília, lotando a 106 Sul com o burburinho do mais importante e tradicional evento da sétima arte nacional. O primeiro passo foi dado nesta terça-feira (7), com a publicação do edital de chamamento público com vistas à celebração de termo de colaboração com organização da sociedade civil (OSC) para gestão do evento – marcado para o período de 14 a 20 de novembro deste ano.

    O investimento é de R$ 2 milhões. Além das exibições presenciais dos filmes, a proposta precisa incluir ambiente virtual e/ou canal de tevê.  Para participar, a OSC precisa ser legalmente constituída no Distrito Federal e ter atuação de pelo menos dois anos. “É sempre um momento de felicidade anunciar o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – nesse caso, voltando ao contato físico, às trocas de impressões e às apostas dos espectadores”, aponta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. “Faremos mais uma vez um evento memorável.”

    Nas duas últimas edições virtuais, por conta da covid-19, o FBCB movimentou público de 1 milhão de pessoas entre o Canal Brasil, o canal da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) no YouTube e plataformas de streaming (tecnologia de transmissão de dados pela internet, especialmente em áudio e vídeo).

    “Esse retorno é mais que desejado, porque a alma do Festival de Brasília está no olho no olho, no boca a boca do fim da sessão, nos aplausos e nas vaias”, avalia a subsecretária de Economia Criativa, Angela Inácio. “Esse DNA volta com força ao nosso templo sagrado, o Cine Brasília.”

    O festival

    Patrimônio Imaterial do Distrito Federal desde 2007, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais antigo encontro dedicado ao cinema nacional do país, prestigiado por realizadores e críticos por oferecer espaço à apreciação, reflexão e participação do público e de profissionais do cinema. Ao longo dos anos, destacou-se pela ousadia que pautou sua trajetória e os premiados, antecipando ou reafirmando a consagração de filmes e autores.

    A ação nasceu em 1965, intitulada Semana do Cinema Brasileiro, por iniciativa do historiador e crítico Paulo Emílio Sales Gomes, à época coordenador do primeiro curso superior de cinema, criado na Universidade de Brasília (UnB). O nome Festival de Brasília do Cinema Brasileiro passou a ser usado em 1967. Apenas nos anos de 1972 a 1974, durante a ditadura militar, o evento não ocorreu.

    Realizada anualmente, a ação é sucesso de público, entre cineastas, diretores, atores e atrizes, estudantes, pesquisadores, profissionais do audiovisual, produtores, técnicos e espectadores. Tornou-se um termômetro da safra anual de lançamento dos melhores filmes produzidos no país, revelando atores, diretores e técnicos.

    Nas telas, trabalhos de qualidade projetam aspectos passados, contemporâneos e futuros do cinema nacional. O júri popular, manifestação da opinião do público sobre os filmes, é tradicionalmente participativo, consagrando o FBCB como umas das plateias mais críticas do país.

    Confira, abaixo, o cronograma do edital de chamamento:

    → Inscrições: do dia 8 deste mês a 7/7
    → Análise das propostas: 8 a 17/7
    →  Resultado provisório: 19/7
    →  Recursos: 20 a 24/7
    →  Análise dos recursos: 25/7 a 1º/8
    →  Resultado final: 3/8
    →  Habilitação: 4 a 10/8
    →  Conferência da documentação de habilitação: 11 a 17/8
    →  Homologação do resultado final: 19/8
    →  Convocação da organização selecionada para apresentar o plano de trabalho: 20 a 26/8
    → Análise e aprovação do plano de trabalho: 27/8 a 2/9
    → Emissão de parecer jurídico: 3 a 8/9
    → Contratação: 9/9

    Acesse aqui o edital.

  • Guará recebe programação gratuita do Projeto Brasilidade

    Guará recebe programação gratuita do Projeto Brasilidade

    Shows de cultura popular com coral de cegos e com da cantora Dani Ribeiro, além de apresentações de capoeira, jongo, samba de roda e chula, são as atrações do evento

    O projeto Brasilidade leva à Casa de Cultura do Guará, neste domingo (12), uma série de atividades gratuitas. Proposta pela cantora brasiliense Dani Ribeiro, a iniciativa promete celebrar o Dia dos Namorados com resgate dos valores e raízes culturais, das 14h às 18h.

    O projeto Brasilidade é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, e conta com o apoio da Agenda Cultural Brasília. As atividades da tenda cultural itinerante já passaram por Águas Claras e Vicente Pires, na programação de aniversário das regiões administrativas, e por Taguatinga.

    Ao longo da programação o público pode conferir a capoeira regional do projeto Fio da Navalha, que atende gratuitamente crianças e adultos, apresentação do Jongo do Cerrado, ritmo que tem suas origens na região africana do Congo-Angola. Na sequência, a festa é de samba com apresentações das variações do recôncavo baiano, com Cid Aroeira, e do samba chula, com o Samba do Formigueiro. As atividades serão seguidas por rodas de conversas. O evento é encerrado com apresentação do Coral Harmorial, composto por deficientes visuais, e pelo show da cantora Dani Ribeiro. 

    Cega de nascença, Dani já é um talento já reconhecido no meio do cenário do samba brasiliense. Ela se especializou em explorar as múltiplas expressões e linguagens das tradições populares, musicalizando pontos, cantos, ladainhas e outras vertentes das matrizes africanas. Aprendeu violino e canto popular na escola de música de Brasília, onde também desenvolveu a técnica de musicografia braille.

    “Esse é um movimento cultural idealizado para promover atividades que possam remeter ao público um contato com suas raízes culturais. Assim, criamos oportunidades para artistas e grupos tradicionais do DF, ao mesmo tempo que promovemos esse resgate cultural”, explica Dani Ribeiro.

    Serviço:
    Brasilidades
    Quanto: atividades gratuitas
    Quando: 12/06. Domingo, das 14h às 18h.
    Onde: Casa de Cultura do Guará

    Entrada franca

  • Projeto de Ceilândia oferece oficinas gratuitas de formação de intérpretes de LIBRAS

    Projeto de Ceilândia oferece oficinas gratuitas de formação de intérpretes de LIBRAS

    Projeto tem como objetivo formar profissionais para atuarem na área de comunicação audiovisual inclusiva

    Que tal se tornar um intérprete de libras para produções audiovisuais? O projeto Circuito Audiovisual oferece oficinas gratuitas de qualificação para jovens e adultos, com idade entre 14 e 60. As aulas são gratuitas e as inscrições podem ser feitas no site www.circuitoaudiovisual.com.br.

    Ao todo, serão oferecidas 720 vagas, distribuídas em 9 workshops semanais, com capacidade para 80 alunos cada. De 6 a 10 de junho, será oferecido o quarto módulo. A qualificação será realizada de forma on-line, de segunda a sexta-feira, das 18 às 20 horas.

    Uma realização da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, em parceria com o Instituto Cultural Meninos de Ceilândia, o projeto tem como principal objetivo motivar e proporcionar a inclusão social e cultural, a partir da capacitação de novos profissionais para atuarem como intérpretes e produtores de conteúdo audiovisual. As seis primeiras oficinas são destinadas ao tema Tópicos em Libras: Surdez e Inclusão, distribuídas em seis módulos, com aulas entre 16 de maio e 24 de junho.

    Serviço | Oficina Tópicos em Libras: Surdez e Inclusão – módulo IV
    Data: 06 a 10/06
    Hora: 18h às 20h (de segunda a sexta-feira)
    Local: Plataforma on-line
    Inscrições gratuitas: www.circuitoaudiovisual.com.br

  • Com recursos do FAC, projeto resgata importância de Vladimir Carvalho

    Com recursos do FAC, projeto resgata importância de Vladimir Carvalho

    Documentário sobre o cineasta intitulado ‘Quando a Coisa Vira Outra’, de Marcio de Andrade, está nos catálogos VoD da Claro Net, Sky, Vivo TV e Oi TV; e estreia em 29/06 na faixa dedicada ao festival É Tudo Verdade, no Canal Brasil

    Com apoio de R$ 200 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para finalização, o documentário Quando a Coisa Vira Outra mergulha em impressões e histórias que marcaram a trajetória de Vladimir Carvalho, ativo artista do cinema verdade brasileiro.

    Dirigido por Marcio de Andrade, o filme está nos catálogos VoD das plataformas Claro Net, Sky, Vivo TV e Oi TV. No dia 29 de junho, estreia na faixa dedicada ao festival É Tudo Verdade, no Canal Brasil.

    Segundo o baiano Glauber Rocha, Vladimir Carvalho é, entre outras coisas, o Dziga Vertov da caatinga. A comparação com o revolucionário documentarista russo do século passado, que transformava cotidiano urbano e pessoas em poesia, não foi exagero. Assim como é bem apropriada a definição do diretor de fotografia Walter Carvalho de que o cineasta paraibano e seu irmão, hoje com 87 anos, faz um “cinema da desigualdade”.

    Com poesia, diálogos sinceros e até mesmo reveladores entre os dois irmãos, Quando a Coisa Vira Outra passa em revista a trajetória de um dos mais relevantes nomes do audiovisual brasileiro, falando sobre processo criativo, inspiração, entrevistados, bastidores de gravação – alguns polêmicos –, enfim, sobre a paixão pelo cinema.

    O filme apresenta os segredos da arte de filmar e os desdobramentos sociais e humanistas desse ofício pelos olhos e lentes de duas feras do gênero. Até mesmo o título foi pinçado de uma frase inspiradora do caçula Walter Carvalho que, por sua vez, fotografou marcos do cinema nacional como Lavoura Arcaica (2001) e Amarelo Manga (2006), e depois dirigiu obras de peso como Budapeste (2009) e Raul – O Início, o Fim e o Meio (2011).

    “O Vladimir tem uma visão humanista muito pessoal, com um trabalho dividido entre o campo e a cidade”, comenta em dado momento do documentário Walter Carvalho, que começou a fazer cinema graças ao irmão mais velho. “A gente se reconheceu depois como companheiro, como parceiros do cinema”, revela Vladimir, noutro trecho.

    Nordeste e Brasília

    Carioca que passou a infância e A adolescência em Brasília, Marcio de Andrade, diretor de filmes como Asfalto (2015) e Estela do Patrocínio – A Mulher que Falava Coisas (2007), como boa parte de sua geração, aprendeu a gostar do rock da capital e dos filmes que passavam no Cine Brasília. Sobretudo durante os vários festivais de cinema que acompanhou no espaço. Foi em uma dessas sessões, inclusive, que ele se apaixonou pelo cinema social de Vladimir Carvalho.

    “Eu sempre tive vontade de trabalhar com o Vladimir. Ele é um menino inspirador, é uma figura inovadora e motivadora”, comenta Marcio de Andrade, que desde 2016 esteve debruçado sobre o projeto.

    “A ideia do filme nasceu quando ele tinha 80 anos. Tivemos muita dificuldade em encontrar filmes do Vladimir preservados. Percorremos vários lugares, é uma obra que precisa ser resgatada”, diz.

    Vladimir e Walter Carvalho nas filmagens de ‘O País de São Saruê’ – Foto: Divulgação

    Assim, frame a frame, o espectador vai se inteirando da carreira poderosa que começou no início dos anos 1960. Teve início com o pouco conhecido registro Os Romeiros da Guia (1962), passando pelo cultuado curta A Bolandeira (1969), importante no surgimento do cinema novo, aliás, até chegar a trabalhos consagrados como O País de São Saruê (1971) – nove anos censurado –, Conterrâneos Velhos de Guerra (1991), Barra 68 – Sem Perder a Ternura (2001) e Rock Brasília (2011).

    “O filme tem uma edição poética que deu conta da minha carreira, me senti representado nesse projeto”, comenta Vladimir, carinhosamente chamado pelo irmão ao longo dos depoimentos de Vlad. “Fiquei muito feliz por essa homenagem que tem meu irmão Walter como narrador”, comenta ainda.

    Documentário histórico

    Mergulhado em uma narrativa construída em cima de vários relatos e memórias preciosas, o espectador vai se inteirando dos vários Brasis registrados por Vladimir ao longo de 60 anos com a câmera na mão. Há espaço para nostalgias líricas, como a história do engenho de açúcar que foi um dos personagens do filme seminal que influenciou todo um movimento cinematográfico, assim como a amizade com outra lenda do documentarismo, Eduardo Coutinho. “O Coutinho permaneceu para mim como um exemplo de ética, de respeito total ao entrevistado, que é o DNA da obra dele, um exemplo”, lembra-se.

    Quando a Coisa Vira Outra não deixa de ser um resgate dessa obra cinematográfica extensa, que se divide em dois tomos, ambos sedimentados por um olhar social contundente e por um humanismo singular. Destacam-se as lembranças aos filmes com temática nordestina e trabalhos focados nos dramas e tragédias tipicamente brasilienses.

    A vontade que se tem, ao terminar de ver o documentário, é de sair por aí tentando ver ou rever os vários clássicos dirigidos pelo diretor homenageado. Até pela grandeza do personagem e de sua obra, eis um projeto que merecia uma série em vários capítulos ou dezenas de sessões.

  • Selecionados 28 artistas para colorir paradas de ônibus na W3 Norte

    Selecionados 28 artistas para colorir paradas de ônibus na W3 Norte

    Resultado final da ação, que faz parte do projeto W3 Arte Urbana e contou com investimento de R$ 84 mil, foi publicado no Diário Oficial do DF desta sexta (3)

    Chegou a vez de a arte urbana do DF levar suas cores para a W3 Norte. O resultado final do Edital n° 3/2022, promovido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), foi divulgado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta sexta-feira (3), revelando os 28 artistas selecionados para fazer intervenções de grafite, mural ou técnica similar nas paradas de ônibus da W3 Norte.

    A ação é uma continuidade do projeto W3 Arte Urbana e teve um aporte de R$ 84 mil, montante do qual R$ 3 mil serão destinados a cada artista selecionado. Ao todo, foram 122 candidatos inscritos, apresentando suas propostas artísticas e uma justificativa para os conceitos elaborados.

    Os artistas selecionados devem apresentar, no prazo de cinco dias úteis a contar da data da publicação do resultado final, os documentos listados no Item 1º do edital. Se, no momento da emissão da nota de empenho ou assinatura do contrato, algum dos documentos estiver vencido ou inadimplente, o artista será desclassificado, dando lugar à proposta subsequente, conforme a lista de classificação.

    Entre os critérios para a seleção estava o impedimento da contratação dos artistas que já haviam sido contemplados anteriormente, no edital que realizou as intervenções pela W3 Sul. Atento para a importância da inclusão e da equidade de gênero, o resultado trouxe 32% das vagas destinadas a artistas mulheres e duas vagas para pessoas com deficiência (PCDs), incentivando a acessibilidade às ações e aos incentivos culturais.

    “Depois do sucesso do resultado do edital para a W3 Sul, agora a Secec está ampliando esse projeto, para colorir também a W3 Norte. A ação é parte de um conjunto de incentivos para a valorização dos artistas urbanos do DF, que agora estão tendo essa importante oportunidade de ocupar com cultura e arte os espaços urbanos da cidade”, destacou a subsecretária de Economia Criativa da Secec, Angela Inácio.